Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf - PARTE II
27 Mais do que palavras. - Éomer e Thranduil
Notas iniciais
Éomer ficou um tempo sobre seu cavalo observando aquela mata densa, selvagem, assim como o coração do dono daquela região, foi então que temeu pela própria vida, pois embora a mesma tivesse sido salva, aquele rei poderia simplesmente tirá-la, já que era sua somente, agora.
O jovem engoliu em seco, soltando uma discreta bufada, desceu de seu animal deixando-o próximo a uma planície com gramas rasteiras, verdes e delicadas, ele pensara que aquela região também se recuperava já que os orcs haviam atingido até mesmo aquela parte. Ele então voltou-se olhando pelo caminho pelo qual havia vindo, era longo, comprido, nem dava para ver a origem de sua partida e respirou profundamente aliviado, pois sabia que agora, o solo não ofereceria risco algum.
Ele andou até o cavalo, afagando-lhe a crina e logo puxando sua amarra para baixo, na direção do rio, para que tomasse um pouco de água, o animal obedeceu e começou a encher a garganta com o liquido.
– Muito bem, garoto.
Sorriu e logo voltou sua face na direção daquele verde profundo e ligeiramente escuro, ele apertou os olhos ao ter a impressão de que algo pareceu se mover detrás daquelas árvores, engoliu em seco tocando a própria cintura, sim, ele estava sem armamentos.
– Droga, parti de lá tão desnorteado...
E sentou-se ali, ao lado do animal, levando uma das mãos à testa, sentindo-a suada, o sol estava a pico ainda, mas agora, o céu tinha amostras de nuvens cinzentas, provavelmente mais tarde, iria chover. Então, ele seguiu até a água e bebeu um pouco, enchendo logo uma das mãos e derramando na própria nuca, sentia fome, sua barriga roncava há horas, respirou profundamente lamentando não ter nenhum alimento por perto, apenas capim e um riacho de águas límpidas diante de si.
– Agora é a hora da verdade...
Falou baixo olhando para o animal que o encarava e parecia entender.
– Das duas uma, ou eu morro de uma vez por todas... haha... ou dou a sorte grande, em que apostas?
O cavalo relinchou batendo as patas no chão, Éomer deixou a cabeça balançar para os lados, sorrindo amargo.
– Devo já estar louco.
Levantou-se e começou a andar a passos lentos na direção daquela floresta, a seu ver, mais macabra que antes.
– Fique aqui, eu volto... – Retrucou para o animal, que o olhava atencioso. – Que merda... estou achando o quê, que sou um maldito elfo? Haha...- E finalmente entrou na mata. – Francamente... – Dizia enquanto andava para dentro daquele verde sombrio e aterrorizante, até o ar ali dentro parecia pesado, não fétido, mas apenas sobrecarregado, difícil de respirar. – Devo estar louco. – E continuou seguindo, tomando cuidado com troncos que atravessavam o trajeto, forçando-o a pular ou saltar sobre alguns e prosseguiu afastando alguns cipós que desciam pelas árvores. – Francamente, a que ponto cheguei, minha arrogância de meses atrás, onde está, para aonde foi? Hã? Meu orgulho... hã? – Ele parou de andar, sentando-se sobre um pedaço de rocha, sentindo as pernas pesadas e respirando profundamente. – E eu nunca imaginei que ao ser capturado por este rei, resultaria nisso... em uma relaçã...
E sentiu algo que parecia ser a ponta de uma flecha tocar-lhe um dos ombros, logo cinco elfos se aproximaram, todos miravam para seu rosto, ele ficou olhando para cada um demoradamente, pensando que qualquer movimento em falso, poderiam fazer uma peneira em seu crânio. Foi então que resolveu levantar as mãos e colocar-se de pé.
– Perdoe a invasão.
E os elfos pareciam se entreolhar, comentar algo em élfico e logo um, mais alvoroçado, cutucava-lhe as costas o induzindo a andar para frente.
– Vim ver o Senhor Thranduil. – E uma pontada foi dada em suas costas, o forçando a andar mais depressa. – Ai, caralho! Mais devagar com essa porra aí!
E logo todos os elfos o cercaram, ele parecia poder escolher qual flecha penetraria em sua cabeça primeiro, furaria seus olhos, ouvidos ou nuca, por isso voltou a engolir em seco, piscando os olhos algumas vezes e resolveu apressar o passo. Não demorou muito a estar diante do castelo, então ele deixou seu tronco tombar para frente e mantinha as mãos sobre os joelhos, tomando fôlego. Fraqueza aumentada pela fome, pelo fato de estar com sede e não dormir adequadamente já fazia três dias. Novamente os elfos parecerem comentar algo, sorrindo, riscando risadinhas irônicas entre si. Éomer os olhavam parcialmente, lamentando em silêncio que Legolas não estivesse entre eles, já que o jovem tinha uma postura mais digna mesmo com invasores.
– “O ódio é recíproco, os elfos também devem odiar humanos, anões e hobbits...” – Pensou olhando a cara sarcástica dos soldados daquele reino, alguns nem se esforçavam a manter escondido uma risada debochada na boca. – “ Se arrependimento matasse, eu cairia fora daqui rapidamente... droga, eles devem estar comentando do meu reino, do meu povo, dizendo que sou um rei falido, de merda.” – Pensou, finalmente levantando o tronco, com um resquício restante de orgulho. – “Se os elfos do rei estão já me tratando assim, imagino o que o bosta do rei deles fará comigo.”
E logo Éomer foi posto diante do trono de Thranduil, o mesmo o observava desde que adentrara ali, passando pelo portão de entrada, mas o espadachim loiro mantinha a cabeça baixa, na direção do chão, ele até aturaria a arrogância e deboche de reles soldados elfos, mas não daquele rei, se ele o fizesse isso, poderia e seria capaz de se matar diante do trono, sem pensar duas vezes. Então, por isso, ele permanecia encarando o chão, calado.
Thranduil nem se movera, parecendo querer ler-lhe os pensamentos, mantinha a face ligeiramente depositada sobre uma mão fechada, enquanto que a outra caía maravilhosamente calma sobre o outro braço de seu trono, expondo um anel com uma gema azulada, sutilmente cintilante.
Éomer calculou certo tempo que se encontravam ali, as risadas baixas dos elfos foram sumindo gradativamente enquanto que eles voltavam para seus postos, até saírem do castelo.
O rei ainda o encarava.
Éomer se ajoelhou, mantendo as mãos no chão, ainda encarando aquele piso e até pensara se Thranduil ainda estivesse ali ou simplesmente tivesse ido embora, afinal, no raciocínio do jovem, o que ele deveria fazer com aquele humano sem poder, sem valor? No que um “reles” humano lhe seria útil?
Finalmente a voz do elfo rei ecoou por todo castelo.
– Acho que não consegui salvá-lo a tempo.
Éomer franziu os celhos, ainda encarando o chão, literalmente de quatro.
Ele então começou a ouvir passos, a voz inebriante e máscula do elfo, a qual tinha uma musicalidade masculina, deu lugar a passos, ele bem sabia que se quisesse, aquele elfo poderia simplesmente sumir e reaparecer em sua frente, mas ele ouviu cada passo, então, suas orbes douradas acompanharam apenas o movimentar dos pés do outro, vendo-lhe descer cada degrau de seu trono, dar mais alguns passos em sua direção, e parar na sua frente.
– “Ele se levantou, isso significa o quê? Dizem que ele só faz isso quando é muito necessário.”
Pensou Éomer lembrando-se de conversar com Thorin Escudo de Carvalho, este lhe contou cada detalhe de sua visita àquele rei elfo, em cada palavra mencionada e o espadachim sabia também acerca da sede do outro em relação a gemas brancas, de sua ganância e frieza, sempre focando o lucro, a riqueza, não importando a quem maltratasse e o espadachim lamentou dentro de si, de que aquele fosse o único rei que pudesse lhe ajudar, pensara que desgosto e azar ele herdada junto com as terras de Rohan.
– “Meu povo... meu povo... estou fazendo pelo meu povo! Aguentarei cada coisa, Éowyn, me ajude...” – Pensou retirando o lenço de sua irmã de seu bolso, o cheirando, deixando uma lágrimas cair sobre ele e respirou profundamente.
Thranduil engolira em seco e inclinou seu tronco de encontro ao outro, observando o lenço, vendo cravado nele, letras humanas, que geravam um nome feminino, então o rei recolocou-se ereto, mantendo os dedos entrelaçados detrás de seu orgulhoso tronco, mantendo uma postura superior, ligeiramente arrogante.
– Eowyn.
Retrucou Thranduil sorrindo gentil.
– Penso se veio até meu reino para encarar o chão no qual piso.
Éomer voltou a guardar o lenço, mas quando ia fazer isso, pôde ver que Thranduil o tinha numa das mãos e encarava aquelas letras, foi então que Éomer retirou-lhe o lenço rudemente, para logo o guardar, olhando para Thranduil desconfiado, este apenas sorriu-lhe gentil, permitindo um discreto inclinar de sua cabeça.
– Bom tarde, Rei Éomer.
– Não vai debochar também de mim, não é?
E deu uma cuspida para um dos lados, piscando os olhos algumas vezes, sentindo a testa suar, tentaria de todas as formas manter sua educação, embora seu pavio fosse muito curto e ele esquentasse a cabeça rapidamente.
– Debochar. – Thranduil ainda o encarava, uma face agora, imparcial. – Quem fez isso?
– Não finja que não percebeu, deve ter escutado as risadas de seus soldados, ouvir-lhes o que diziam enquanto me traziam para cá contraindo suas flechas em minhas costas.
Então Éomer pôde ver que o Rei Sindarin pareceu engolir em seco.
– Espere aqui, por favor.
E ele andou até um soldado, tocando-lhe um dos ombros, comentou algo em élfico e o mesmo pareceu suar frio com a ordem de seu rei, mas logo saiu dali. Então, Thranduil voltou a seguir até Éomer, parando ao seu lado, comentando baixo, roucamente.
– Nunca mais debocharão de alguém.
Disse sem olhá-lo, dando mais alguns passos e ficando de frente para o outro, suas orbes claras o encaravam sem ao menos piscar.
– Agora, em diga por que veio visitar-me, rei de Rohan.
– Acho que já sabes.
Thranduil deixou um sorriso brotar em sua boca, mas logo comentou:
– Sim, eu sei, mas é educado que me explique com seus... – E o elfo pousou-se naquela boca por um tempo, comentou mais baixo e rouco. – Lábios. – E voltou a encará-lo nos olhos.
Éomer franziu os celhos e apertou um pouco os olhos ao perceber uma sutil cantada do outro.
– Bem... – E ele lambeu os lábios, podendo ver que Thranduil pareceu acompanhar este gesto, então encabulou-se fixando sua face num ponto qualquer ao lado, tentando manter sua calma, concentração. – Meu reino está... precisando de ajuda, reparos, pensei se o Reino da Floresta das Trevas pudesse ajudar. – E finalmente voltou a encará-lo.
Thranduil deu alguns passos, ficando de costas para o outro, parecia pensar, refletir.
– “Ele deve estar pensando em que lucro terá, em que proveito tirará dessa ajuda.” – pensou. – “Devo conquistá-lo, tentar convencê-lo de que será uma boa ação, uma boa ideia.” – Pensou novamente para logo comentar. – E assim que Rohan estiver bem novamente... poderemos...
– Me pagar? – Olhou-o parcialmente por cima de um dos ombros, seguiu virando-se lentamente até ficar novamente de frente para o outro. – Imagino que só conseguirão fazer isso, depois de vós estiver morto... – O rei sorriu gentil. – Restaurar um reino pode levar séculos, meu rei.
– Sim. – Consentiu Éomer com a cabeça, pensou que Thranduil estivesse exagerando, mas não podia contrariá-lo, afinal de contas, ele era a única esperança de seu reino. – Tem toda razão.
– Hahaha... – Thranduil reapareceu a um passo do outro, encarava-o com os olhos arregalados, comentou lentamente demorando-se nas palavras, nas sílabas – Não precisa me agradar, meu rei... consentindo com o que eu digo? – Levou uma das mãos ao queixo do outro, levantando-lhe a face. – És um rei também, seu amor próprio é a única coisa que lhe sobra... não o jogue fora por nada. – E soltou-lhe o queixo.
Éomer permitiu que sua cabeça pendesse para a frente, seus olhos apertaram-se e começaram a verter lágrimas, ele então voltou a se ajoelhar, a tocar o chão com as mãos e não só as mãos, mas agora, tinha a testa tocando aquele piso de madeira nobre.
– Imploro, ajude Rohan, por favor.
Thranduil sentiu um arrepio enorme correr pela sua coluna, que vontade de bater nele! Pensou, imaginara que Éomer estivesse bastante mudado, diferente, que mudara desde a primeira vez que se encontraram.
– Meu rei.
E o elfo agachou-se diante de Éomer, tocando-lhe os ombros, este se levantou, ainda com a face contorcida em dor.
– Imagino que a viagem deva sido bastante... demasiadamente extenuante.
Soltou-lhe os ombros, mas permaneceu diante do outro, ainda agachado, ajoelhado apenas sobre um dos joelhos.
– Por que não come algo, tome um banho e descanse, amanhã poderemos acertar e negociar?
Éomer se levantou e fora acompanhado por Thranduil.
– Só me diga uma coisa?
O Rei Sindarin consentiu com a cabeça, cruzando os braços.
– Diga, meu rei.
– Existe alguma sutil possibilidade de ajuda? Por que se não houver... eu irei para outro reino e implorarei a outro qualquer, preciso ter certeza que essa ajuda chegará o quanto antes, minha cidade não tem tempo... não tem forças para aguentar mais.
E Thranduil tocou-lhe um dos ombros.
– Sim, existe. Vá descansar.
Éomer encarava o chão, mantendo uma face consideravelmente abatida.
Thranduil ordenou que o levassem a um quarto específico, lhe servissem comida e logo se voltou para Éomer vendo-o se distanciar, observando sua partida com os braços cruzados, encarando suas costas fixadamente.
– Tão mudado.
E sorriu seguindo ele mesmo para uma parte do castelo.
– Todos vocês.
Comentou em élfico para alguns generais.
– Unam seus melhores guerreiros, quero uma frota.
E o rei rapidamente abriu uma espécie de tabela, a qual se encontrava escrita num pergaminho.
– Quantos ferreiros temos? Soldados? Construtores? Costureiros? Cozinheiros?
E ali mesmo acertou o grupo que acompanharia Éomer na volta para casa, para seu novo lar. Todos se encontravam ao redor de uma enorme mesa, todos estavam de pé, observando as anotações e os apontamentos no pergaminho que o Rei Sindarin fazia.
– Este grupo seguirá amanhã com o rei de Rohan, terão dispensa de ficarem até que ele não precise mais dos seus serviços, como já possuem um papel específico... – Antes de continuar pareceu lembrar-se de algo. — Ah sim, todos vocês focarão em curar os feridos, seja onde encontrá-los. Tentarão juntá-los num grande salão, devem recuperar qualquer mão de obra, já que o rei Éomer não irá querer comandar apenas elfos. – E ele seguiu fazendo anotações que serviriam de norte, de direção para seus subordinados. – E quero que comecem uma plantação ao redor da cidade, depois de limparem os cadáveres.
E a noite seguiu assim, terminado e todos com suas respectivas missões e atividades, Thranduil sentou-se finalmente à mesa e tomou um gole de vinho trazido por um subordinado.
– Finalmente, está tudo perfeito... pronto. – E tomou outro gole. – Em que quarto ele está?
Éomer encontrava-se num quarto mais ao fundo, num dos mais separados do castelo, não que o rei quisesse destacá-lo de seu povo, mas apenas era o quarto mais aconchegante, maior e mais silencioso, além de oferecer uma linda visão de todo o reino. Nele havia uma enorme cama, um armário grande, enormes janelas e cortinas de seda, além de ter uma porta para um banheiro grande com uma enorme banheira, na qual o cavaleiro estava agora.
Éomer permitira-se ficar ali, inebriado com o cheiro de ervas que emanavam das águas termais na qual se encontrava, mantinha as costas depositadas na borda, seus braços sobre elas e ele permitiu-se tirar um cochilo, mas que tal seria logo interrompido por aquele outro rei, que o observava em silêncio, de pé na porta, como o quarto estava escuro, somente via-se um breu ligeiro, mas bem contornado, que logo seguiu até aquele cavaleiro, agachando-se detrás de si, tocando-lhe os ombros, o acordando.
– Mas o quê?
– Shiu, é apenas eu.
E o rei Sindarin permitiu-se abraçá-lo, puxando-o pelo pescoço e ombros para trás, para si. O elfo então entoou ao pé do ouvido, uma voz melodiosa, calmante:
– Posso massageá-lo, meu rei?
Éomer não deixou de perceber que o tratamento mudara, era como se fosse outro Thranduil, outro elfo rei, bem diferente daquele outro, sádico, arrogante, raivoso, agressivo.
– Estás mudado... – Retrucou inseguro o cavaleiro.
Thranduil deixou-se soltar uma risadinha seca, logo lhe lambendo uma das orelhas, esfregando a pontinha quente por toda extensão até tocar-lhe a nuca com ela, dando um beijo demorado ali, pressionando os lábios, enquanto que suas mãos seguiram para os mamilos do jovem, apertando-os com a ponta dos dedos.
Éomer permitiu abrir os lábios escancarando nitidamente sua boca, passando a ter uma respiração mais acelerada, a tentação de se tocar era grande, mas lembrara-se de que deveria obedecer àquele outro, que ele que gostava de mandar e ordenar, por isso, o cavaleiro se portava passivamente, como se as vontades e ordens devessem partir apenas do outro.
O elfo permitiu chegar com sua face mais para frente, virando a sua parcialmente para a do outro, este o olhava com uma face de deleite, a cabeça jogada para trás e neste instante, ele dobrou as pernas, as abrindo mais e entoando um longo gemido.
– Mas que rei abusado...
Comentou o elfo zombeteiro, segurando-lhe os cabelos e puxando mais a cabeça do outro para trás, aproximando lentamente sua boca da lateral de seu pescoço, dando uma mordida ali, cravando os dentes, puxando com eles uma lasca de sua pele e o cavaleiro finalmente tocou seu membro latejante com a mão direita, passando a massageá-lo debaixo da água, permitindo que sua boca soltasse gemidinhos agoniados e engolisse em seco inúmeras vezes.
– Ah... ah... meu elfo...
E lambeu demoradamente os lábios, ainda com a cabeça jogada para um dos lados, seus estavam olhos fechados e todo seu corpo, perdido em sensações, prazeres que se espalhavam por toda sua pele a arrepiando.
– Ah...huum...
E mordeu o lábio inferior, olhando aquele elfo majestoso parcialmente sobre si, suas pupilas claras, seus lábios carnudos. Por uns instantes, lamentou estar ali, sentado na banheira, de costas para o outro, por isso, virou-se se ajoelhando ali dentro, permitindo-se segurar a face do elfo entre as mãos, encarando-o com o olhar mais amoroso que conseguia ter.
– Acho que entendi... o porquê me salvou... o porquê irás me ajudar.
O elfo entoou um sorriso dolorido, apático e quase decadente, então se levantou olhando para Éomer de cima, com as mãos em sua própria cintura.
– Seja o que tenha começado dentro dessa água. Termine.
E Éomer se levantou, encarando aquele elfo com uma face sutilmente raivosa.
– Você me provocou, é sua culpa!
Sua ereção destacava-se entre suas pernas.
– Eu queria apenas fazer-lhe uma massagem.
Comentou o Rei Sindarin com um sorriso sádico, deleitoso de ver o outro naquele estado e permitiu-se manter um sorriso debochado nos lábios.
– Me beijando? Ora seu!
E quando o cavaleiro foi sair da banheira, ao levantar a perna, tropeçou caindo sobre o outro rei, molhando-lhe as roupas, os corpos foram seguindo na direção do chão, até que Éomer segurou a cabeça do outro, puxando-a para si, evitando que batesse no chão e ele mesmo tentou segurar-se em algum móvel ali perto, mas infelizmente não tinha nenhum próximo, então o corpo do elfo caiu finalmente tocando o chão, sentindo aquele peso sobre si, espalhando seus fios sutilmente prateados no piso e ele ficou ali, deitado, imóvel, apenas olhando aquele homem sobre si, Éomer o encarava atordoado.
– Machucou?
– Pense no seu peso, sobre um corpo mais esquálido, magro.
– Me desculpa!
E tentou levantar-se, mas sentiu os braços do elfo o abraçar, puxando-o para si. Thranduil apenas fechou os olhos, acolhendo-se em seu peito, para logo respirar profundamente sentindo o cheiro de macho que brotava do outro, o elfo pensou em como era impressionante como Éomer conseguia exalar aquela masculinidade toda, um aroma específico, dotado de um feromônio particular.
– Quero fuder você, meu rei.
Disse rouco, o elfo, direcionando suas mãos para a bunda do outro, abrindo suas abas, apertando-as nas palmas das mãos. Éomer sorriu safado, sentando-se no outro, para logo colocar-se entre suas pernas, desabotoando sua túnica, apenas a região mais abaixo, que cobria o quadril de Thranduil e logo retirou-lhe as botas e puxou sua calça, mas feito isso, permitiu-se ficar olhando aquele elfo diante de si, ali, parcialmente levantado por se encontrar sobre os próprios cotovelos dobrados e que olhava-o atentamente. Éomer não deixou de notar que suas orbes estavam mais claras do que antes, que era sensual seus fios prateados puxados para o loiro, encontrarem-se espalhados ali e foi então que o elfo sorriu deleitosamente, dobrando uma das pernas, esfregando um de seus pés provocador entre as pernas do cavaleiro, afagando sua ereção e arrancando-lhe um gemido.
– Hum...
Thranduil deixou sua cabeça pender para um dos lados, mantinha os lábios semiabertos, olhando fixadamente para o outro.
– Vamos... logo com isso!
E sentou-se segurando firme a nuca do cavaleiro, a puxando agressivamente para trás.
– O que você quer, hã? Muita coisa, não é? Então que tal me colocar dentro de você logo, hã? Fica fazendo todo esse jogo... – E desferiu-lhe um tapa na face, sua face contorcia-se em ódio. – Anda!
Éomer finalmente reconhecera o outro, seu desespero em tê-lo para si, afinal, havia passado muito tempo desde a última vez que se tocaram, então ao ver a face de Thranduil metamorfoseada no mais puro ódio e agonia, o cavaleiro se colocou de costas para o outro, voltando a se agachar ali, direcionando a ereção do elfo para dentro de si, ao sentir-se dentro do outro, Thranduil permitiu-se deitar novamente, abrindo os braços, entoando gemidinhos deliciosos.
– Ah...isso... senta... bem devagar.
Disse entrecortado tocando a cintura do outro, apertando os dedos ali, em suas dobras, então Éomer seguiu com o corpo para trás apoiando ambas as mãos no chão e seu tronco sobre os braços esticados e começou rebolar sobre o elfo. Ah! As pontadas dentro de si, as deliciosas investidas, foi então que o elfo, agoniado, o qual sentia seu próprio falo dolorido e ansioso por aquela entrada, que começou a estocar violentamente no outro, fudendo-lhe rapidamente, com toda velocidade que conseguia atingir, tocando-o fundo para logo retirar-se parcialmente e voltar a afundar-se totalmente.
Pelo fato de seu pênis ser consideravelmente grande se comparado com muitos outros machos, ele machucara Éomer que gemia alto, mas também soltava sons de dor, chegando inúmeras vezes a ranger os dentes e soltar xingamentos baixos.
– Puta que pariu, tá doendo... ai ... ai.... ai porra.... ai... devagar...
Mas Thranduil não pareceu se importar, parando apenas quando sentiu algo morno sobre seu membro e seu nariz enchera-se de um aroma de sangue, sim, deduzira que o outro sangrava, então ele enfiou mais uma vez e logo retirou seu pau dali, começando a se masturbar.
– Vamos, me sugue, idiota humano.
Disse ainda tendo a respiração bem acelerada. Éomer soltou um gemido de alívio quando se sentiu livre das estocadas e logo se colocou ali, lambendo-lhe cada centímetro do elfo, esfregando toda a língua, para logo ter a boca fodida pelo outro que lhe segurava os cabelos pelas laterais da cabeça, estocando fundo, adentrando completamente sua garganta. Éomer sentiu-se engasgar e quase asfixiar com as metidas, mas não demorou muito a sentir a língua ser coberta por um gozo quente, em boa quantidade, que o fez engoli-lo umas quatro vezes devido a ser liberado em jatos.
Satisfeito seu rei, o jovem sentou-se ao seu lado, tocando-se para também atingir seu próprio prazer, mas ao sentar, fez uma face dolorida, que causou seu apoiar das mãos ali, no piso, evitando pender sobre o próprio quadril.
– Ai... droga...
Sua face ainda estampava a dor, a mais profunda e agonizante, observado isso, Thranduil se sentou e viu que o outro marcou discretamente o chão, quando pareceu escorregar para trás tocando as costas na parede. O elfo então se reaproximou do outro, buscando-lhe os lábios, beijando-o docemente enquanto que ele mesmo lhe tocava numa agilidade maior que a humana e logo Éomer também estava satisfeito e permitiu-se ficar ali, encostado na parede, enquanto que o elfo lhe olhava, segurando-lhe pelo queixo.
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