Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf - PARTE II
4 A fera extracampina. – Thranduil.
Notas iniciais
Lindir finalmente acordara e até se surpreendera de encontrar praticamente todos ali, debruçados sobre si, atenciosos e o mais contido, era Elrond que acabou por levantar-se para jogar a água fora, numa pia ali perto.
O anão também se levantara antes do despertar, encontrava-se ao lado da porta de entrada, e ao ver que Lindir sentara-se para procurá-lo ali, este sinalizou para Elrond com a cabeça dizendo consideravelmente gentil e educado.
– Cuide dele, por favor, tenho que resolver uma coisa.
Elrond consentiu com a cabeça, mas Lindir ao olhar para os dois e ver que Gimli saiu dali, tentou-se levantar, mas em vão, sendo contido por Aragorn.
– Me deixa ir! Aonde Gimli foi? — Perguntou alto o elfo, tentando levantar-se.
Aragorn segurava-lhe firme pelas laterais dos braços, comentou baixo:
– Você deve descansar. – Disse o moreno.
– É verdade, Lindir, melhor dormir um pouco. – Comentou Elrond tocando-lhe gentilmente os cabelos, para logo afagar-lhe a face.
– Mas... mas! – Lindir se debatia, tentava empurrar Aragorn, virava ansioso o rosto afastando-o do toque de Elrond. – Aonde ele foi? Ele me deixou? Ele me deixou?! – Berrou agoniado, começando a chorar. – GIIIIMLIIIIIIIIII!!!
Elrond sentou-se ali e o puxou para si, afagava-lhe gentilmente as costas.
– Gimli voltará, criança... está tudo bem...
Lindir chorava baixinho, acolhido no peito do Senhor Elrond.
– Mesmo? Mas... por que ele não me disse nada? Simplesmente saiu? – Levantou a face encarando o meio-elfo.
– Acho que ele lhe reserva uma surpresa...
Lindir engoliu em seco, depois de observar que não o deixariam sair dali, voltou a acolher-se no peito do outro, Aragorn já não mais lhe segurava os braços. O elfo apenas fingia estar mais calmo, dizendo baixo:
– Vou descansar... mas estou bem...
Sorriu acolhendo-se mais ao peito de Elrond, olhando maliciosamente para Aragorn, depois para Gandalf. O mago sorriu-lhe discretamente debochado, pois havia se dado conta do que ele pretendia fazer: Fugir.
No menor descuido, o elfo saltou dali, pondo-se a correr pelo corredor, Aragorn ia segui-lo, mas Elrond tocou-lhe o braço, o segurando.
– Deixe-o... ele só vai parar depois que encontrar-se próximo de Gimli... – Elrond soltou o braço do moreno e um longo suspiro- Lindir me surpreendeu saindo de Valfenda por este anão... e agora, mesmo fraco, corre desesperado atrás dele... – Olhou para Aragorn, sorriu gentil- Nunca duvide da devoção de um elfo.
Gandalf consentiu com a cabeça, sim, o mago sabia que não existia gente mais teimosa e determinada do que eles. O Senhor continuou:
– Prometa que protegerá minha filha.
Aragorn permitiu franzir os celhos, comentando baixo:
– O que quer dizer?
– Legolas...
– O que tem?
Aragorn postara-se diante de Elrond, este o encarava sério. Gandalf se aproximou dos dois, tocando-lhes os ombros.
– Por favor, já disse que nada a acontecerá. – Disse o velho.
Elrond levantou uma das sobrancelhas, comentou mais devagar, ainda encarando o espadachim.
– Agora que ela está grávida, precisa de cuidados e atenção... isso poderá gerar a ira de ciumentos.
– Por acaso está dizendo que Legolas...
– Só estou alertando-o a tomar cuidado, cautela nunca é demais, apenas isso, meu rei.
Elrond o cumprimentou educadamente, depois saiu dali em silêncio. Gandalf ainda mantinha uma das mãos no ombro de Aragorn, embora este estivesse acompanhando com o olhar a saída do meio-elfo.
– Não sou de me intrometer, meu amigo. – Comentou o mago. – Mas admito, infelizmente, que talvez Elrond esteja certo.
– Mas... – Aragorn finalmente olhava para o velho.
– Acredite, Thranduil é uma peste, se Legolas puxar um pouco que seja do pai... já é motivo de preocupação.
Aragorn soltou um longo suspiro, consentiu.
– Entendo, tomarei cuidado, Gandalf. Obrigado. – E ele tocou um dos ombros do velho.
– Seu filho deve puxar a mãe, o pai é muito feito! – Comentou o velho.
– Hahaha... tomara, meu amigo, tomara!
E os dois permitiram-se entoar algumas risadas para logo saírem dali. Elrond visitava a filha, sentando-se ao seu lado na cama, tocando-lhe a testa, medindo-lhe a temperatura.
– Estou bem, pai.
– Não precisas fingir para mim, filha.
Ela soltou um suspiro agoniado, sentia-se novamente enjoada, inclinou-se para o lado e Elrond entregou-lhe uma bacia, ela vomitou.
– Farei um pouco de chá daquela erva, ela lhe tranquilizará... e a fará dormir um pouco.
– E o bebê?
Elrond retirou a bacia dali, colocando sobre um criado mudo.
– Esta erva é natural, não o fará mal algum... vou lavar isso, já venho.
– Sim... – Disse a jovem com uma voz fraca, sentindo enjoo denovo.
– Posso ir? – Perguntou o meio-elfo olhando preocupado para Arwen, já que esta parecia disposta novamente a golfar.
– Pa...
E ele novamente levou-lhe a vasilha, ela logo vomitou soltando parte do café da manhã ali.
– Des... desculpe, pai. – Disse a meio-elfa limpando os lábios com um lenço de seda.
– Está tudo bem, virei rapidamente. – Ele tocou-lhe a testa, sentindo-a morna- Tente dormir um pouco.
– Sim.
E Elrond saiu dali.
No outro reino, Thranduil encontrava-se abraçado àquele cavaleiro, este o encarava com uma face sacana, mantendo um sorriso debochado na boca. O elfo, num acesso de fúria, empurrou-o se desvencilhando do outro, pondo-se de pé ali, encarando o cavaleiro ainda jogado largamente sobre a cama.
– Arrependido, travesti safado?
Thranduil respirou profundamente, mantendo as mãos na cintura, ele sutilmente olhou para um lado, depois para o outro, inclinou a cabeça para um dos lados vendo um pedaço de corda num móvel ali, rapidamente seguiu até ela, encontrando-se de costas para o espadachim que, agora, estava sentado e o olhava demoradamente, parecendo prever-lhe as intenções.
– O que... vai fazer, hein caralho?
O elfo apertava a corda nas mãos, deixando um sorriso sádico brotar em sua boca, ele virou-se rapidamente, causando o vôo de seus fios dourados.
– Você nem imagina...
Disse calmamente o elfo começando a andar na direção da cama, o cavaleiro quando foi se levantar dela, sentiu seu corpo ser jogado novamente ali, o elfo prontamente colocou-se sobre ele, amarrando-lhe os pulsos acima da cabeça, numa agilidade tremenda. Feito isso, segurou-lhe o queixo, sentindo seus fios dourados descerem-lhe pelos ombros e tocarem o peito já meio exposto do outro, causando-lhe cócegas, fazendo-o requebrar para os lados com a cintura, tenta mover-se na cama, embora o elfo encontrasse sentado sobre seu baixo ventre.
– Desista, sei que queres que abuse de você... seus olhos me dizem isso.
– Aragorn logo virá me buscar, seu burro, me solta e deixa te foder logo!
Éomer olhava para os pulsos, amarrado sobre sua própria cabeça direcionou-os para cima e logo tentou empurrar o outro para trás, tocando no meio de seu peito, mas Thranduil nem reagira, se deliciando com as tentativas inúteis do outro, sentindo seu tronco somente inclinar bem pouco para trás, para logo o cavaleiro tomar um enorme gole de ar e ofegar baixinho.
O elfo começou a desabotoar-lhe a calça, mordia o lábio inferior, sabia que as pernas soltas poderiam significar perigo, por isso, pegou outro trecho da corda e amarrou-lhe as panturrilhas, descendo a calça apenas o suficiente para expor-lhe a bunda.
Éomer berrava alvoroçado, parecendo finalmente prever as intenções do outro. Thranduil virou-o apertando ambas as mãos naquelas nádegas malhadas e sutilmente duras, mas bem torneadas.
– Que delícia...
O elfo desceu da cama, retirou a parte superior de sua vestimenta, as botas e a calça, colocando-se completamente nu ali, sobre o outro, deitando-se sobre ele, embora sentisse os espasmos de nervoso que o cavaleiro dava com o corpo, sutis chocalhadas, virando o rosto para os lados alvoraçadamente, rangendo forte os dentes e mantendo uma respiração afobada.
– Me deixa sair daqui! Eu não sou isso que pensa! Eu que devo foder você!
– Já disse para desistir. – Comentou ao pé do ouvido. – Você reagindo assim, só está me dando mais tesão...
– Droga! Droga! DROGAAAAAAAAAAA!!!!
E logo sentiu o calor do corpo do outro diminuir, para logo sentir uma fincada em seu ânus, uma dor latejante, acompanhada de fricções ali, investida rápidas, doloridas e profundas. Sentiu sua cintura ser puxada para trás, Thranduil habilmente havia circulado a cintura de Éomer com a corda, criando uma alça ali, a usava para puxá-lo de encontro ao seu próprio corpo, requebrando com o quadril rapidamente para frente, jogando a cintura do outro de encontro ao seu baixo ventre, atolando-se todo ali.
– AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHhhhhhh!!!!!!!!!
A dor era lascinante, os berros do cavaleiro ecoavam por todo reino. Legolas apenas escutava aquela interação encostado ao lado da porta do lado de fora, mantinha sua visão fixada num ponto à frente, não iria interferir, já que Éomer optara por isso. Esperaria que aquilo terminasse para levá-lo para seu rei, aliás, Aragorn nem comentara da carta.
– Será que ele a recebeu? – O elfo soltou um longo suspiro- Pelo jeito, não... “Arwen”. – Rangeu entre os dentes o nome dela – Ela se colocou a nosso favor, mas tudo não passou de uma mentira! –Disse já alterado, dando um soco numa parede ali perto. – Por que fui me envolver com Aragorn? Por quê? – O elfo voltou a encostar-se ali, voltando a cruzar os braços- Eu mereço essas decepções... se bem que... acho que ele me ama... e só aceitou tudo por falta de opção. É isso. -Voltou a olhar para o lado, na direção da porta. – Tomara que meu pai termine logo, levarei esse idiota para Aragorn, direi que ele é lunático... que merece ser preso na torre mais alta e assim parará de nos atormentar... se bem que depois desse tratamento... – Legolas sorriu jocosamente.
Poucos instantes depois, Thraduil abriu a porta, se surpreendendo um pouco pelo fato de encontrar seu filho ali.
– Pai, o levarei para Aragorn. – Disse Legolas o cumprimentando educadamente.
Thranduil nem ousou respondê-lo, saiu dali a passos lentos, descendo calmamente alguns degraus, sentindo-se pleno e totalmente saciado.
No entanto, quando Legolas olhou para dentro do quarto, seus olhos arregalaram e sua respiração suspendera-se.
Ali dentro, havia uma macabra obra de arte.
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