Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf
30 O paradeiro tórrido do destino: Arwen.
Notas iniciais
Ambos ficaram se olhando por mais um tempo, encaravam-se demoradamente e o silêncio não se dissipara dali, apenas deu uma pausa quando alguém pareceu batucar na porta, berrando do lado de fora.
– Quem será? – Perguntou Aragorn olhando para o elfo, este deu de ombros como se pouco se importasse, já sentindo os olhos mais secos, porém não menos doloridos.
Gandalf finalmente chegara a Valfenda, cavalgou com Agnor de contrapeso, detrás de si, pondo-se na entrada principal da cidade, atravessou a discreta ponte da entrada, cavalgando até uma enorme escadaria, logo foi recepcionado.
– Bom dia, Senhor Elrond está?
– Senhor Elrond não se encontra, fora visitar o Reino de Gondor. — Retrucou um soldado.
Gandalf franziu os celhos, ainda sobre o cavalo. Agnor encarava sua nuca, em silêncio, não deixando de observar, olhando timidamente para os lados, a linda cidade que Valfenda era.
– Reino de Gondor? O que ele foi fazer lá? – Retrucou baixinho o mago como se perguntasse para si mesmo.
Depois de um tempo, agradeceu e recolocando-se a caminho, agora do Reino de Aragorn, no entanto, no trajeto, parara num riacho agachando-se ali, tomando um pouco de água, ação copiada pelo elfo que sorria-lhe gentil.
– Ainda não tive a chance de agradecê-lo, meu senhor.
– Gandalf, só precisas dizer meu nome, meu jovem elfo.
Disse o mago levantando-se, o elfo fez o mesmo.
– Por que a partida do Lorde Elrond pareceu surpreendê-lo?
O mago arregalara os olhos, levando uma das mãos à própria boca, puxou o ar com dificuldade, finalmente entendendo o que estava acontecendo.
– Essa não! – Retrucou com uma voz tensa, temerosa.
– O que foi, meu gentil mago?
– Arwen... putz...
O mago pegou seu cajado, o qual havia colocado ao lado de si para que pudesse agachar-se e tomar um gole de água, voltando a colocá-lo no cavalo, amarrando-o ali.
– Precisamos partir.
– Por que a pressa?
O mago voltou-se para o elfo.
– Meu amigo, temo que tenha coisas que não possa lhe dizer...arranjarei um lugar para ficares, um emprego... – Deu alguns passos em direção ao elfo, tocando-lhe os ombros, continuou:- Eu prometi e cumprirei minha promessa.
– Sim, mas... tem algo haver com o rei Aragorn? Espera...
O elfo deu alguns passos para um dos lados, tocava o próprio queixo, parecendo pensar, chegara uma racional conclusão.
– Por acaso ele era um dos três?
– ... – Gandalf soltou um longo suspiro. – Digamos que o rei ama um elfo, mas acho que isso já sabes.
– E o elfo... vive com ele? No castelo? – O elfo mantinha os braços cruzados, olhando curioso para Gandalf, sorriu-lhe gentil. – Você mencionou o nome de uma fêmea, Arwen... – O elfo deu mais alguns passos, parou voltando-se novamente para o outro.- Ela é filha do lorde Elrond, prometida a casamento com Aragorn, só que ele ama esse elfo. É isso!
Gandalf deu de ombros, soltando um longo suspiro.
– Realmente, vocês são difíceis de enganar. – Suspirou desanimadamente o mago.
– Mas por que isso é um problema? Ele não pode viver com Aragorn simplesmente... e... aguardar que tenha filhos, acompanhando-o sempre?
– Legolas não aceitaria facilmente isso. – Depois de uma pausa, continuou- É ciumento igual o pai.
– Legolas?! – O elfo soltou um berro que ecoou quase que por todo o continente. – O príncipe das Florestas das Trevas? Uau! Isso é motivo até para uma guerra! – Disse afobado o elfo, deixando um sorriso sádico transparecer em seu delicado rosto. – Uma guerra pelo amor proibido dos dois!
– Crianças... – Resmungou Gandalf, aproximando-se do cavalo. – Vamos, suba.
Enquanto o mago aguardava o elfo subir ali, resmungou baixinho.
– Nem consigo imaginar a dor deles... – Seus pensamentos pareceram voar para longe dali. – Aragorn tendo que ter uma mulher... Legolas encabulado, raivoso detrás de si... uma relação realmente... flamejante.
– Pena que não deverei conhecê-los... – Resmungo Agnor soltando um gemidinho triste.
– É melhor, meu caro. – Finalmente o mago subiu ali – Torceremos para que cabeças não rolem diante de tamanha confusão.
E eles colocaram-se a seguir dali, a direção de Gondor.
Gimli berrava ansioso e o cavaleiro acabou por abrir a porta, feito isso, o anão entrou apressado, esbaforido.
– Você nem imagina quem chegou! – Disse o baixinho batendo a porta voltando a fechá-la, ele conseguira atingir sua meta: Tanto Legolas quanto Aragorn olhavam-no atenciosos e curiosos.
– Quem?- Retrucou o cavaleiro.
– Arwen! Com o senhor Elrond! – Comentou o anão batendo ambas as mãos, gerando uma palma alta- Eu sabia! Eu sabia que ela estava viva! – Ele bateu no próprio peito variadas vezes, fazendo sons altos- Eu sabia! Eu pressenti isso, é serio!
Aragorn soltou um longo suspiro, Legolas o encarou por um tempo até que comentou baixo:
– O que faremos? Deverei simplesmente deixá-la levar de mim? – Disse olhando-o fixadamente.
Aragorn se aproximou de seu amigo e companheiro elfo, tocando-lhe os ombros, apertando as mãos ali.
– Legolas... seguiremos com o plano, certo? Casarei, darei herdeiros a Gondor, pois o povo merece isso... se eu morrer, sem deixar herdeiros, ninguém saberia que rumo meu reino teria...
Legolas manteve os braços cruzados, olhava receoso para o outro, mas respondeu-lhe:
– É... – Engoliu em seco- Eu... concordo.
Disse o elfo olhando para um dos lados, apertando os lábios, fazendo uma fisionomia de dor. Aragorn tocou-lhe a face, chamando-lhe novamente a atenção para si.
– Escute, és o único dono do meu coração, lembra-se?
– Você também...
Gimli enxugava com um pano sujo que tirara de um de seus bolsos, discretas lágrimas. Consentia com a cabeça pesaroso do destino daqueles dois.
– És o único... aqui. – O elfo pegou gentilmente uma das mãos do cavaleiro, levando-a de encontro ao seu próprio peito, apertando-a ali- Dono da minha alma... – As pupilas azuis encaravam as verdes fixadamente, aprofundando-se nelas – Do meu coração.
E finalmente ambos se abraçaram e deram um beijo demorado, as bocas colaram-se num desejo só, as línguas roçavam-se uma da outra, Legolas mantinha uma das mãos na nuca de Aragorn, apertando alguns fios amarronzados ali, aprofundando o beijo, sugando-lhe a língua com os lábios para logo adentrar com a sua própria língua na boca do outro, rodeando a dele, roçando-se nela.
– Ei, pessoal, eles estão lá no salão... dá para dar uma paradinha? – Resmungou o anão tocando a cintura de ambos. Legolas levou uma das mãos a própria boca, secando um resquício de saliva num dos cantos dela, Já Aragorn pareceu piscar os olhos algumas vezes, sentindo seu corpo retesar, seu baixo ventre mostrar-se presente, ele deu um passo para trás, olhando aquele elfo que o encarava receoso e inseguro, deu um sorriso dolorido e saiu dali, sem conseguir mencionar uma só palavra. Feito isso, Legolas voltou a sentar na cama, olhando para a seda que a cobria, afagando uma das mãos ali, lembrando-se de dormirem juntos, como um casal normal, juntos.
O anão andou ate o elfo, tocando-lhe um dos ombros.
– Deves ir também, cumprimentar os noivos, não queres levantar suspeitas, não é?
– Tem razão.
Legolas levantou-se. Ele e Gimli seguiam para o grande salão. No entanto, o elfo parou assim que viu Aragorn abraçado a Arwen, ele não conseguiu disfarçar a dor que sentia, fato que despertou a atenção de Elrond que o olhava levemente desconfiado, mantendo as sobrancelhas franzidas e, que mesmo assim, sorria-lhe gentil.
Legolas sentia sua respiração suspensa, acabando por encostar-se numa parede ali, sua face empalidecera, ele respirou profundamente até que se assustou quando Gimli tocou-lhe a lateral da perna.
– Disfarce melhor, meu caro – Resmungou o anão, sorrindo docemente para Elrond.
– Des...desculpe. – Legolas baixara o olhar na direção do chão e só voltou a levantá-lo quando o rei havia se separado de Arwen e a levava para uma das varandas do castelo.
– Este é os eu reino também.
Disse o rei, vendo sua amada olhar toda aquela extensão.
– Terei você, somente para mim?
Aragorn não a respondeu, apenas deu-lhe um sorriso gentil.
– Então, não me importa o reino.
E ela voltou a abraçá-lo, a acomodar sua cabeça em seu peito, todos ali presentes aplaudiram, logo ocorreria o casório. Legolas engolira em seco ao ver aquela cena e sem mais se conter, saiu dali, andando por um dos corredores do enorme castelo. Esbarrando-se com Gandalf.
– Menino Legolas.
– Oi. – Respondeu o elfo apressado andando numa direção.
– Legolas.
o mago o seguiu, vendo-o parar a uns passos de si para finalmente olhar-lhe por cima de um dos ombros, Gandalf pôde ver uma sutil lágrima escorrer-lhe pela face. Gandalf respirou profundamente, continuou com uma voz calma.
– Logo verá que essa sensação o deixará, Aragorn ... – O mago olhou para os lados, parecendo verificar que não havia mais ninguém ali, aproximando-se do outro, dizendo baixinho- O ama, eu tenho certeza disso, deixe-o cumprir a tarefa de rei, se você continuar nessa dor toda, ele não conseguirá...
Legolas baixou a face, mantendo uma fisionomia discretamente chorosa.
– Tem que dar-lhe apoio... tenho certeza que ele está, neste instante, procurando-o entre os que chegaram.
Legolas levantou a face, sorrindo meigo para Gandalf, e dito e feito, uns minutos depois, Aragorn seguia a passos apressados em direção aos dois.
– Que susto, Legolas, achei que tivesse ido embora.
– Meu rei. – Sussurrou baixo o elfo o cumprimentando.
Só agora Aragorn vira que Gandalf estava ali, cumprimentou-o também.
– Vamos, terá o almoço agora... – Ele postou-se diante do elfo, tocando-lhe um dos ombros seus olhos mostravam o mais puro amor, o qual estava contido dentro do peito. – Venha Legolas, por favor.
O elfo engoliu em seco, sorrindo-lhe amargamente.
– Como desejar, meu rei.
O cavaleiro tocou-lhe a face, mantendo uma expressão não menos apática, Gandalf esbarrou propositalmente neles quando viu que Elrond vinha na direção deles.
– Me desculpe! Eu tomei uns goles de bebida élfica antes de vir para cá, ela faz minhas pernas fraquejarem hahaha... – Resmungou o mago segurando com ambas as mãos em seu cajado, Sorrindo animado tanto para Aragorn quanto para Legolas, estes ao perceberem o “invasor “, colocaram-se a encará-lo.
Elrond parou de andar e levantou uma das sobrancelhas, os olhando desconfiado, astuto.
– Meu rei, temo que estejamos aguardando-o a demasiado tempo. – Disse o Senhor de Valfenda recriminando esta atitude dele com o olhar.
– Sim, claro, me acompanhem, meus amigos – Disse Aragorn dando uma rápida olhada na direção dos outros dois e postando-se ao lado do Senhor, acompanhando-o, tocando-lhe um dos ombros. Legolas e Gandalf se entreolharam mantendo sorrisos gentis.
– Obrigado, Gandalf.
– Disponha, meu menino elfo.
E logo todos estavam ali, ao redor da mesa, comendo fartamente, isso incluía como convidados: Faramir e alguns outros líderes que auxiliavam Aragorn a governar o reino.
– Pretendo fazer um casamento a céu aberto, que o povo participe, ou ao menos, grande parte dele. – Comentou o Rei.
– Meu amor. – disse Arwen gentilmente. – Não vejo a hora de estarmos juntos.
Neste instante, Elrond olhou na direção de Legolas, que logo baixou o olhar pegando uma fruta e a mordendo em silencio. Gandalf encarava o Senhor de Valfenda, com uma das sobrancelhas levantadas, Elrond encarou-o sério, astuto. O mago batucou com a ponta dos dedos na mesa, balançando a cabeça para os lados algumas vezes, focalizando o próprio prato, ainda vazio, para novamente levantar o olhar e se deparar com o encarar de Elrond que não parecia ceder.
– “É, meu elfo maravilhoso, pelo que vejo, estás brabo comigo...”
Finalmente o mago pegou umas conchas de sopa de uma panela diante de si, tomando devagar, calmamente, mas logo sentiu uma pontada no peito que o fez parar. Ele levantou as orbes azuis e o Senhor ainda o encarava, calmo, com a face depositada numa das mãos, o mago não conseguia parar de se surpreender de como Elrond conseguia fazer aquilo, encará-lo sem que ninguém percebesse ou tomasse ciência disso. O Lorde o encarava agora com uma expressão preocupada, parecendo ter-lhe ouvido o coração fraquejar. Gandalf sorriu-lhe gentilmente continuando a tomar a sopa, já o Senhor permitiu-se soltar um longo suspiro.
Arwen segurava devotadamente uma das mãos de Aragorn, acabaram por anunciar que a união de ambos ocorreria no dia seguinte, e assim foi feito, uma festa enorme, com muitas testemunhas tanto nobres quanto do povo, Frodo, Sam, Pinpin e Mery foram convidados, o rei Thranduil também, embora este não tenha aparecido e por se recusara a ver seu próprio filho agonizando em silêncio.
Agora, o casal finalmente casado encontrava-se no quarto, Arwen com Aragorn, no mesmo que ele havia dormido com Legolas, alguns dias antes.
Arwen sentara-se na beirada da cama, ficando a olhar carinhosamente para o seu amado. Aragorn encontrava-se de costas para si, retirou calmamente a sua coroa, colocando-a sobre um móvel, depois seguiu com as mãos até o próprio cinto, abrindo-o, colocando sobre uma cadeira ali próxima de si, começou a desabotoar a própria túnica do casamento, a princípio, feita da melhor seda élfica, ele tocou por um tempo aquele tecido, sentindo-o entre os dedos e soltou um suspiro dolorido.
Lembrara-se de Legolas.
Arwen pareceu perceber a agonia de seu amado, aproximou-se dele, abraçando-o carinhosamente por trás, segurando-o bem de leve pela cintura.
– Amor...
– Arwen...
Aragorn olhara-a parcialmente por cima de um dos ombros, ela distanciou-se puxando-lhe uma das mãos virando-o, ela mantinha um sorriso singelo nos lábios rosados, um olhar azul profundo como o maior oceano do mundo.
A jovem tocou o próprio pescoço, foi descendo com ambas as mãos pelo próprio tronco, cintura, sentindo o relevo do vestido, até que finalmente virou-se, puxando o próprio cabelo para cima de um dos ombros, mostrando ao cavaleiro sua nuca alva, sua pele macia e delicada.
Aragorn entendera sua intenção e colocou-se a desabotoar-lhe o vestido, botão por botão, os quais seguiam até sua cintura, abertos, ele puxou para os lados suas bordas, descendo-lhe a vestimenta, expondo suas costas plácidas e alvas como a mais pura neve.
Tocou com as mãos ali, nas costas, sentindo-lhe a carne morna, na temperatura ideal, sim, a filha de Elrond seria uma boa esposa e uma ótima mãe. Aragorn abraçou-a puxando-a para si, pondo seu queixo sobre um dos ombros da jovem, fazendo uma fisionomia agoniada, apertando os olhos fortemente, os cerrando, seu coração doía e parecia querer saltar-lhe pela boca.
– “Legolas, estou fazendo isso por nós, Legolas... me perdoe...” – Pensou o moreno voltando a abrir os olhos, sentindo-os úmidos.
O elfo olhava para a lua cheia no horizonte, sua claridade iluminava a densa floresta que cercava todo o reino, ele soltou um longo suspiro, tão amargo quanto fel.
– Legolas...
Comentou Arwen, olhando para seu amado por cima do ombro, ela voltou-se para ele, já seminua, com o vestido cobrindo-lhe a nudez apenas da cintura para baixo. Seus fartos seios chamavam a atenção do cavaleiro, que os tocou levemente, sentindo com as palmas das mãos, seu delicado contorno.
Arwen sorria gentilmente, tocando-lhe a face, sentindo as mãos do cavaleiro geladas sobre sua pele, ela comentou baixo:
– Por que pensou em Legolas, meu amor?
Aragorn arregalou os olhos afastando as mãos dela, engolira em seco, respirou profundamente passando a encarar o chão, desanimado. A meia-elfa, sentou-se na borda da cama, chamando-o para sentar ali, dando sutis batucadinhas no lençol sedoso. Aragorn sentou-se ao seu lado, pegando-lhe uma das mãos, ficando calado e reflexivo. Ela continuou com uma voz calma:
– Eu sei que as guerras unem os homens... o estresse, o importar-se com a vida de seus companheiros de batalha... – Ela tocou-lhe delicadamente a face e continuou com uma voz calma- Eu sei que às vezes, surgem emoções conturbadas... relacionamentos... os guerreiros se deitam, dividem camas, trocam carinhos, visando sobreviver de forma normal... para não enlouquecerem... sem mulheres, sem agrados, os homens se arranjam como dá... a tensão, de dias e noites sem um amor... sem carinho...
Aragorn deixou que uma lágrima escorresse pelo canto do olho, fato que o fez fechá-los e soltar um longo suspiro agoniado.
– Talvez, eu esteja presenciando algo assim, aqui... – Ela enxugou-lhe a lágrima secando-lhe com o dedo levemente flexionado- Está tudo bem... eu aceito esta situação, meu amor, não precisa se preocupar. – Comentou pausadamente.
– Como? – O cavaleiro arregalou os olhos, tentando entender o que ela estava dizendo.
– Se quiseres, poderemos aceitá-lo... mas... – Ela afastou a mão da face do outro ficando apenas a segurar-lhe uma de suas mãos, entre as suas, a fitava carinhosamente. – Terei um filho somente de vós.
Aragorn engolira em seco, comentou ainda confuso:
– O que está falando?
– Que o chamemos para... – Ela olhou na direção da cama, voltou-se gentil para seu marido- Estar conosco... poderão dar vazão ao que sentem, eu entenderei perfeitamente, mas apenas... aceito que vós me toque, meu amor.
Aragorn se levantou colocando-se diante de Arwen, esta o olhava calma, mantendo uma fisionomia gentil, singela e devotada.
– Mesmo?
– Sim. O chame... para nossa noite de núpcias pode ocorrer... – Ela sorriu meigamente, ainda olhando-o – Eu sempre o aceitei, totalmente... mesmo que meu pai tenha sido contra, sempre o aceitei com todos os seus defeitos... e farei qualquer coisa, por ti.
Aragorn olhava-a ainda atordoado.
Arwen deitara-se na cama, olhava para seu esposo com uma fisionomia de total entrega, passiva.
– Chame-o, meu amor.
Aragorn saiu dali andando alvoroçado pelos corredores, ele pensara se Arwen estava em seu juízo perfeito.
– “Ela está me chamando, junto a Legolas, para o ato sexual?”
Pensou finalmente encontrando o elfo sentado numa janela de pedra, olhando o luar, ao ouvir passos detrás de si, virou-se vendo que se tratava de Aragorn, o elfo saltou dali e comentou preocupado:
– Aconteceu alguma coisa?
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