O elfo se surpreendeu um pouco por olhar para os lados e, só agora, poder verificar o sumiço do pequeno. Lindir engolira em seco, colocando-se prontamente a seguir pelos corredores numa pressa só, ele havia deixado suas coisas num quarto daquele corredor, quando um serviçal encaminhou-o para ali, ao obter a permissão para adentrar o castelo.

Andava, andava, andava, acabando por sair numa espécie de recinto a céu aberto, localizado nos fundos do terceiro andar. Ali havia uma espécie de banheira coletiva, sua estrutura se aproximava muito das banheiras gregas usadas para banhos públicos se for comparar com a realidade. Lá estava o anão, que inutilmente mergulhou tentando se esconder, embora sua sombra debaixo da água fosse bastante nítida se até para olhos humanos, imagina para elfos.

Lindir sentou-se numa pequena rocha ali perto. A banheira era incrustada numa rocha maior, permitia que uma cachoeira adentrasse parcialmente ali, claro, devido a uma arquitetura específica. A força da queda fora bastante reduzida e consequentemente, apenas alguns fios de água naturais eram derramados ali, permitindo também que funcionasse como uma espécie de terma, ao mesmo tempo que a água era constantemente renovada.

Sem mais aguentar, o anão reapareceu na borda da água, mantendo apenas seus olhos e seu considerável nariz à mostra. O elfo o encarava em silêncio, pensava consigo o porquê do anão estar agindo de forma tão estranha.

– "Será que odiou a carta?"

Pensou se levantando, começando a desabotoar sua túnica élfica, a qual tinha botões frontais, os quais a fechavam e a auxiliavam a aderir-se ao seu corpo. Enquanto fazia isso, expondo cada vez mais sua alva pele, seu peito, mamilos discretos e levemente rosados, ele continuava encarando aquele outro "macho", que acabou por pôr-se de pé, falando com uma voz afobada e agitada.

– Ei... calma... não é melhor tomar banho sozinho? Esperar que eu termine?

O elfo permitiu que a túnica escorregasse por seus braços, ficando apenas com a calça élfica, a mesma aderia-se às suas pernas, colando-se a sua pele. Lindir, não respondeu, agachou-se retirando as botas, uma a uma e finalmente falou baixo, tranquilo:

– Somos dois seres do mesmo sexo... não entendo o motivo para tamanha insatisfação.

Retirada as botas, andou até a borda da enorme banheira de águas naturais, finalmente abaixou as calças e quando estava acocorado, pôde ver que o pequeno apresentava uma sutil ereção, o elfo encarou por um tempo aquele membro, que ao contrário do dono, não temia apresentar-se de forma, mesmo que informal. Lindir baixou a face, parando por um tempo, em silêncio.

Gmili estava tão ansioso que sentou-se ali sem dar conta dos sinais de seu próprio corpo, andou até uma das bordas da banheira e com os braços apoiados ali, observava uma linda paisagem verde mais adiante, rochas, árvores, uma brisa enevoou sua visão, causando-lhe um sorriso, fazendo-o fechar os olhos. O anão não sabia dizer do porquê estar neste estado, de prazer, excitação, foi quando lembrou-se de olhar para o outro, sua curiosidade de onde ele estaria, fez com que se virasse depositando as costas na beirada.

Lindir estava diante de si, o elfo, ao contrário do anão, estava de pé, enquanto que Gmili permitiu sentar sua robusta bunda num pedaço de pedra ali, lapidado para isso.

A visão do anão era a seguinte: Podia observar o elfo da metade de suas cochas para cima, já que estavam na parte dali mais rasa ou menos profunda. O elfo encarava-o fixadamente, seu corpo era pálido, com uma musculatura discreta, sem hematomas ou pêlos, ou seja, o contrário do corpo do Gmili. Mesmo assim, o pequeno o olhava, parecendo admirá-lo, conhecendo-o a fundo, seus detalhes, contornos e o elfo parecia permitir esse "abuso" sem ao menos mover-se.

– Pode sentar aqui ao lado, Lindir, já que faz tanta questão em estar comigo.

O elfo sentou-se ali, permanecendo a olhar o anão, com sua cabeça virada para o lado ao qual o outro estava.

– Não me respondeu, por que está agindo assim, tão rudemente? Pedindo apoio ao Senhor Legolas? Eu lhe causo calafrios? Se me responder, se dizer que o incomodo, irei embora logo, o quanto antes, mas preciso que me responda.

A face de Lindir era agonizante, fato que fez o anão respirar profundamente e tocar a nuca ali, na borda, ele mantinha os braços abertos, apoiados ali.

– Escute, meu amigo.

– ...

O elfo tocou a borda da água com uma das mãos, causando sutis movimentos na sua plácida superfície, ele sorriu, gostando de se distrair com bolhas que surgiam ao prender o ar com a palma da mão e depois afundá-la lentamente ali, no transparente líquido. Gmili não deixou de observar, o elfo comentou amável.

– Eu e o Senhor Elrond costumávamos apostar, quem conseguia formar mais bolhas... contávamos o número. Ele sempre vencia. — Sorriu o elfo.

O anão olhou numa direção oposta ao do outro, soltando uma bufada notável.

– Apostar. — Retrucou enfezado.

– Hum?

– Só apostavam, imagino quem vencia, o que ganhava depois.

– O que está insinuando?

– Elfos...

Gmili deu de ombros virando-se de forma a ficar de costas a Lindir, este sentiu-se afetado pelo ato e reclamou:

– Gmili, eu não sei o que já lhe fizeram ou como o trataram, mas eu pretendo respeitá-lo acima de tudo. — Disse o elfo dando uma pausa, logo continuou — Espero que faça o mesmo.

O anão, ainda virado comentou com uma voz rouca, desaprovadora.

– Não vai me dizer que vós e aquele Elrond.

– Senhor Elrond.

– Isso... nunca...

– Ele, diferente de você, nunca me chamou para tal coisa.

O anão arregalou os olhos virando-se realmente surpreso.

– Está excitado. — Falou friamente o elfo.

– Hein?

Gmili arregalou os olhos e acabou por observar que seu membro estava mais ereto do que nunca, ele sentia-se zonzo, atortoado e até lesado por não ter percebido tamanho ato vergonhoso, imagina só, criticando Elrond e sendo mais tarado do que ele, pensou o anão. Lindir permitiu que um sutil sorriso brotasse nos lábios.

– Eu até gostei de perceber isso.

– ...

– Eu senti o mesmo, desde que apareceu em Valfenda.

O elfo olhava-o mantendo o sorriso, Gmili tocou-lhe a face, tinha os lábios entreabertos, dos quais saíam longos e rápidos jatos de ar por sua respiração encontrar-se ofegante.

– Lindir... tô sentindo tanto medo. — Disse o anão encarando a água. — Nunca me envolvi com outro... nunca...

O elfo apenas olhava-o em silêncio.

– E ainda, quando acontece... é com um elfo!

Lindir virou-se para o anão, tocando-lhe o meio das pernas, comentou baixo ao pé do ouvido.

– Também é minha primeira vez com outro.. macho. Confie no que digo... Senhor Elrond nunca tocou-me.

E deu uma longa lambida na orelha do anão, Gmili logo afastou-a dali, lembrou que não a lavara ainda, mas não teve a mesma sorte com a mão do elfo, esta tocava-lhe habilmente, fazendo movimentos de vai e vem, os dedos delicados deslizavam harmonicamente a cada pulsada do membro latejante do pequeno Gimli.

O anão tocou a mão que o tocava, deitando a cabeça na beirava, permitindo que gemidos mais altos fossem pronunciados.

– Ah....ah... Lind...Lindir!

Não demorou muito a jatos brancos saírem do membro carente do anão, o elfo comentou baixo, mordendo-lhe a orelha.

– Eu amei o fato de ser com você, Gmili... não poderia ser mais perfeito.

Do membro, a mão tocou-lhe o meio de uma das cochas, apertando ali, sentindo-lhe a musculatura dura e trabalhada.

– É sua primeira vez também?

– Si...sim! Com... mach...macho!

O anão sentia o corpo novamente reagir, Lindir de posicionou diante do pequeno, levou ambas mãos nos cabelos os prendendo num rabo de cavalo, feito isso, lambeu os lábios e ajeitou-se de forma ao anão ficar entre suas pernas, e foi, neste instante, que o elfo direcionou seu membro na direção da face do anão, massageando-o devagar, a poucos centímetros da boca do pequeno.

– Eu quero um carinho, Gmili. Você é o culpado, despertando essa chama dentro de mim. Nunca me senti assim antes.

O anão olhou aquele membro, nem tão pequeno assim, e lambeu-lhe a cabecinha vermelha, fato que arrancou um grunido do elfo. Finalmente emitido o som, Lindir voltou a olhá-lo riscando entre os dentes uma ordem.

– Mais... quero mais.

Gmili pegou aquele falo, direcionando-o para sua boca, o elfo deixou seu tronco arquear para a frente e tocou com as mãos, as bordas da banheira deixando sua cabeça pender para a frente, podendo observar o oral ali feito.

– Ah... isso... ahhmmm...

Lindir mordia o lábio inferior, requebrando com a cintura, ora rebolando para os lados, ora para frente e para trás, ajeitando-se naquela boca grande e volumosa.

– Ahm... isso... meu anão delicioso.... ahmmm... ah! — Novamente mordeu os lábios e gemia sem mais se conter.

Depois de um tempo, deu um passo para trás, retirando o membro dali, voltando a tocar-se.

– Gostaria que engolisse... sentisse meu gosto, Gmili. O gosto de um elfo que te ama...

O anão, tocava-se debaixo da água e obedeceu expondo toda a língua para fora da boca, aguardando o orgasmo do elfo, sede que foi logo saciada, o pequeno acompanhou-o logo soltando-se também ali, debaixo da água.

Realizado a troca e ambos satisfeitos, permitiram-se ficar abraçados ali, Lindir apoiou a face num dos ombros do pequeno, este o abaraçara parcialmente passando um dos braços sobre os ombros do elfo, mantendo-o próximo a si, sentindo-se seu "dono".

– Obrigado por vir até aqui.

– ...

Lindir levantou a face o encarando com um sorriso nos lábios.

– Eu vim e vou continuar aqui, com você... meu baixinho. — Disse tocando o dedo indicador na boca carnuda do outro.

– mesmo?

– Sim... passeei pela cidade, tem uma área élfica e uma anã... tem casas vazias, podemos comprar uma, consegui juntar um bom dinheiro trabalhando para o Senhor Elrond todos esses milênios.

– Quantos...

– Eu não costumo contabilizar, mas já passou dos três mil.

– Uau...

– Hihi...

E Lindir abraçou mais apertado Gmili.

– Tô tão feliz... aqui, com você.

O elfo voltou a olhar o anão, mantinha um sorriso gentil nos lábios.

– Eu te amo.

O elfo tocou-lhe a farta barba e foi aproximando os lábios dali, Gmili apenas o observava.

Um beijo nasceu.