Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf
23 Elrond, Legolas e Gandalf.
Elrond banhava-se feliz em sua banheira delicadamente lapidada no melhor mármore da região. Seus detalhes inebriavam os olhos de quem a observava mais atentamente, ela possuía sutis flores cravadas nas bordas, sua base, lindamente lisa e dentro dela poderiam caber quatro seres, se assim desejassem. Ele banhava-se na mais pura água da nascente de suas terras, a qual caía desequilibrando-se do mais alto ponto na rocha que cercava a cidade. Flores adornavam toda aquela cidade por se tratar de ser primavera. Na água, havia sais naturais, folhas e flores as quais cediam à água seu cheiro e seu poder terapêutico cicatrizante e relaxante, nada melhor após um encontro conturbado com Thranduil, as chagas em sua face e boca ainda ardiam levemente.
– Gandalf...
Os olhos do elfo encaminharam-se para uma abertura que possibilitava e permitia que se visse alguns plantações mais ao fundo da cidade, pedaços de rochas com limo e vegetação rasteira. Ele mantinha ambos os braços delicadamente apoiados na borda, respirou profundamente de forma a sentir os pulmões encherem-se de ar, para logo soltar lentamente, e, neste momento, fechou os olhos lembrando-se do mago. Fato que o fez aproximar uma das mãos de seu próprio peito, apertá-la ali, para logo abrir os olhos e levantar-se.
Caminhou calmamente até uma toalha felpuda, do mais puro algodão, secou-se para colocar sua típica vestimenta élfica, sem a qual nunca se sentia completo, grande parte de sua herança sanguínea era fortemente conectada àquela descendência, fator que lhe marcava fortemente toda sua rotina e modo de vida.
Devidamente vestido, seguiu para o quarto do mago, no caminho permitiu-se comer algumas frutas numa bandeja que se localizava na cozinha, pegara um cacho de uvas e mastigava-as calmamente olhando a paisagem de um vitral natural dali, pôde ver Legolas chegando e soltou um longo suspiro. Não demorou muito para que o filho de Thranduil estivesse diante de si, parcialmente agachado para finalmente conversar consigo.
– Legolas.
– Meu senhor. Venho verificar se tudo está correndo bem.
– Não imagino porque não estaria.
O loiro não deixou de perceber a ferida na face do Senhor de Valfenda, franziu os celhos apertando bem de leve os olhos e podendo ver que se tratava de um arranhão profundo, pareceu ter sido feito por uma unha, talvez.
– Meu Senhor, a sua face.
– ...
– Se fosse humano poderia dizer que se cortou fazendo a barba, mas...
Elrond respirou profundamente, soltando o ar devagar, comentou calmamente:
– Estou bem, já lhe disse. O que desejas?
– Certo. Gandalf já acordou? Frodo?
– Eles ainda estão muito frágeis, sensíveis à qualquer mudança... de clima, de local.
– Entendo. – Legolas permitiu um suspiro ser solto. – Bem, se Gandalf acordar, por favor, lhe diga que Aragorn gostaria de falar com ele.
Elrond cruzou os braços pondo-se a andar a passos lentos, silenciosos, na direção de Legolas, parando diante dele.
– Por acaso... vocês já o querem incomodar?
– Não senhor. Apenas... eu imagino que tenha haver com o Reino de Gondor.
– Legolas... por favor, pense um pouco em Gandalf. Ele está muito debilitado.
Elrond descruzara os braços e encarava o outro elfo a poucos milímetros dele.
– Mesmo que ele melhore, o que eu não duvido... ele permanecerá sob minha observação... ele acabou de voltar dos mortos, se deixá-lo vagar por aí... não sabemos o que pode lhe acontecer.
O elfo loiro não deixou de perceber a linda vestimenta, o cheiro adocicado, inebriante e os fios perfeitos, sedosos, bem lavados do outro. Por uns instantes, desejou que Aragorn fosse um elfo, límpido, cheiroso, perfeito, dotado de uma pele tão macia como a superfície de um pêssego. Elrond apertou os olhos levemente desconfiado quando percebeu-se observado mais atentamente. O Senhor de Valfenda voltou-se ficando de costas para o outro e o mais novo, pôde perceber o sutil descer dos fios negros, ainda parcialmente molhados, os quais soltavam minúsculas gotículas em suas pontas, ele deduziu que seu mestre não o secara direito.
– Mais alguma coisa, Legolas?
Comentou Elrond ainda de costas, olhava-o parcialmente por cima de um dos ombros.
– Não, meu senhor. Deverei seguir para o meu Reino. Antes, avisarei Aragorn.
– Desejo uma boa viagem.
– Obrigado.
E o elfo mais novo saiu apressado dali, Elrond respirou profundamente denovo, voltando a seguir para o quarto onde estava o mago. Este ainda dormia pesadamente. O velho mantinha a face tranquila, relaxada, chegando a ressoar baixinho. Elrond se colocou ao lado da cama, inclinou-se para frente mantendo uma das mãos sobre o peito e a outra detrás de si.
Respirou profundamente, sentindo o aroma do mago, seu cheiro, seu suor e foi, neste instante, que o Senhor permitiu que uma de suas mãos, a que se encontrava próxima do peito, descesse até tocar-lhe a farta barba prateada afagando e apertando ali levemente, sentindo o volume daqueles fios.
A expressão em seu rosto era sublime, tênue, levemente prazerosa.
Elrond lambeu deliciosamente os lábios, umedecendo-os devagar, fechou os olhos acabando por soltar um longo suspiro, acompanhado de um gemido que ele mesmo se surpreendeu. Ergueu-se e puxou uma cadeira para ali, ficando ao lado de seu amor e voltou a ler o livro, mantendo uma expressão calma, interessada na leitura.
Algum tempo se passou até o mago deitar-se de lado, de costas para o elfo, foi entreabrindo os olhos, até que finalmente pareceu acordar. Gandalf deu uma profunda respirada e bocejou lentamente, demonstrando um ato preguiçoso. Ele voltou-se a deitar de frente, com a barriga na direção do teto, e, feito isso, se espreguiçou longamente causando alguns estalos.
O senhor de Valfenda parara a leitura desde o momento que percebeu a virada para o lado do mago, com as pernas cruzadas e o livro cuidadosamente depositado sobre seu colo, mantinha uma face plácida, a qual se depositava parcialmente sobre um dos pulsos fechados.
Sua voz cortara o silêncio, mas fora um corte sensível, amável, embora consideravelmente viril.
– Dormiu bem, meu amigo?
Gandalf mantinha ambas mãos sobre o peito e deu uma risada sincera para o outro.
– Frodo já acordou? – Comentou piscando os olhos algumas vezes.
– Não, ainda encontra-se adormecido, mas acredito que despertará como vós, logo... logo...
Elrond permitiu-se deliciar-se mais naqueles olhos azuis, os quais pareciam enfrentar os seus, o lorde respirou profundamente, permitindo que os lábios se abrissem um pouco, emitindo uma sutil bufada de satisfação e êxtase.
Gandalf percebeu que algo começava a se formar ali, dobrou os braços arqueando com o corpo para frente, Elrond colocou calmamente o livro num móvel ali perto, feito isso, caminhou até a cama sentando-se ao lado do mago, tocando-lhe gentilmente as costas, bem de leve.
O Senhor de Valfenda o encarava docemente, Gandalf também o olhava, agora, sua boca encontrava-se parcialmente aberta, ainda observa seu lorde ali, tão próximo.
– Elron...
O elfo percebeu que seu nome não fora pronunciado completamente, aproximou os joelhos um do outro a fim de conter-se mais, segurando ao máximo o êxtase e excitação que crescia rapidamente dentro de si. Elrond olhou para um dos lados permitindo que sua face pendesse para frente, tocando uma das mãos ali, em sua testa. Ele mantinha os olhos fechados, os lábios abertos e sua respiração encontrava-se sutilmente mais acelerada.
Gandalf sentou-se ali, causando um contato dos corpos através de um de seus braços, o qual, agora, tocava parcialmente o de seu mestre e mentor dedicado. Elrond voltara a abrir os olhos e a encarar um ponto ali, ao lado, tentando inutilmente fugir das orbes azuis e grandes do mago. Sua face, ainda sem encarar o outro, mantinha uma expressão de agonia, de dor.
O mago não deixou de perceber que o quadril e abdômen do elfo contraía-se discretamente, dando sutis espasmos. Elrond direcionou de sua testa, para sua boca, uma das mãos, a fim de esconder sua respiração, agora, mais acelerada, agitada.
– Elrond...
O mago disse baixinho, aproximando a boca ali, da orelha élfica do outro e engoliu em seco, receoso do que aquilo poderia causar. Finalmente Elrond levantou o olhar, mostrando que estava levemente inebriado, extasiado com a proximidade de ambos. Ele lambeu os lábios e jogou a cabeça parcialmente para trás, permitindo que seu corpo fosse se deitando ali, lentamente até tocar no colchão. Feito isso, permitiu que um de seus braços tocasse bem de leve as costas do mago, mantendo a mão aberta, depositando sua palma bem superficialmente à roupa de Gandalf como uma pluma.
Elrond engolira em seco, mantendo seu olhar perdido em sensações, na direção da face de Gandalf. Os dedos nas costas do mago apertaram bem levemente suas pontas no tecido cinzento, o puxando bem delicadamente para trás.
Gandalf se virou de forma a ficar parcialmente de frente para o outro, sentado com o quadril sobre uma das pernas, apoiando a palma da mão no macio colchão, enquanto que a outra tocou a face de seu mestre, ato que o fez jogar a cabeça para trás e dobrar uma das pernas, soltando um longo gemido.
O mago desceu suas orbes azuis da face, deixando-as seguir pelo peito, cintura, quadris e pernas do outro, só agora percebera que seu lorde ainda estava causado, e foi neste momento, que Gandalf deixou uma risadinha debochada escapar-lhe dos lábios.
– “Ele deve realmente estar extasiado para subir na cama ainda calçado.” – Pensou o mago – “Nunca um elfo deve ter feito isso em toda existência da terra-média”.
Elrond o acompanhava com o olhar, engolindo em seco, propositalmente com a perna direita dobrada de forma a esconder sua já notável ereção que parecia batalhar com sua onipotente roupa de seda élfica. Gandalf engatinhou um pouco até ficar ao lado dos pés do elfo, Elrond permitiu arquear um pouco o tronco, apoiando-se nos cotovelos, passando a observar melhor o andamento do outro.
Gandalf pegou-lhe numa das botas, levantou o pé do outro ao ar, retirando-a lentamente. O mago mantinha seu corpo apoiado sobre os joelhos abertos e dobrados sobre a cama. O pé do elfo revelou-se e Gandalf o pegou cuidadosamente com as mãos, depois de jogar a bota para um dos lados. Segurava-o gentilmente com as mãos, parecendo observar-lhe a delicadeza e o aroma, ah... o aroma, aproximou a face dali e beijou-lhe a sola, dando uma sutil lambida no meio dela, esfregando-lhe a língua morna, criando um rastro de saliva que fez o Senhor de Valfenda jogar a cabeça para trás e entoar um longo gemido.
Agora, Elrond bufava desarmonicamente, voltando a olhar o mago, mantendo um olhar pedinte, carente. Gandalf ainda segurava-lhe o pé, soltou um sorriso gentil depositando-o na cama, para o alívio de seu Senhor.
Logo pegou a outra bota, retirou-a jogando para um dos lados novamente, e agora, ao pegar o pé, o mago lambeu os lábios para logo aproximá-lo da boca, mordendo bem lentamente e de leve, a ponta dos dedos, cravando os dentes ali, delicadamente, para logo sugá-los para dentro da boca e esfregar a língua neles.
– Ahhh! Huummm.....
Elrond soltou um gemido alto, mas logo aproximou uma das mãos da boca, passando a morder parcialmente o dedo indicador, de forma a conter um gemido mais alto.
– Gan...Gandalf!
O Senhor deitara-se novamente, deixando os braços abertos, mantendo uma expressão de entrega, passiva, deleitosa, consequência de um êxtase tremendo que estava sentindo correr por todo corpo, causando-lhe arrepios, espasmos, inclusive nas partes tocadas. O mago acomodou o pé na cama e subiu em seu mestre, postando-se ajoelhado sobre ele, mantendo os braços esticados, as mãos apoiando-se sobre o colchão passando por cima dos ombros de Elrond, este o encarava sem ao menos piscar, desejando sentir o peso do outro sobre si.
– Me chamou, my lord?
– ...
Elrond permitiu que um sorriso gentil brotasse-lhe no rosto e logo levou uma das mãos à face de Gandalf, tocando sua bochecha, apertando com os dedos ali, o mestre sorriu doloridamente, dobrou um dos braços usando o cotovelo como apoio para se aproximar do outro, ainda ficando a afagar-lhe o rosto.
– Eu te amo, Gandalf. Desde a primeira vez que o vi.
O mago sorriu doloridamente também, um sorriso amargurado, afoito. Retrucou baixinho:
– Eu também... belos cavalos obedientes... – Pronunciou zombeteiro e sorriu inocentemente.
– Se dizer isso novamente, mando matar todos os cavalos de Valfenda, por puro capricho. – Elrond acompanhou a brincadeira.
– Irá contra toda sua descendência élfica?
– Se tratando de ti, sempre fui contra ela.
A mão de Elrond da face direcionou-se para a nuca do mago, massageando bem de leve ali, afagando-lhe os fios prateados. Eles continuavam se olhando, parados, estáticos, seus olhares demonstravam o mais puro amor, o mais sublime e perfeito que já existiu.
Gandalf permitiu que seu quadril se depositasse sobre o baixo ventre de Elrond, fato que lhe arrancou um longo suspiro. O mago não era bobo para não perceber a tremenda ereção que tinha debaixo de si, ao sentar ali, a sentiu prontamente, depositando agora, ambas as mãos no peito do outro. Elrond segurava-lhe a cintura, apertando-a levemente com os dedos.
Gandalf respirou profundamente e soltou o ar devagar, começando a desabotoar a túnica de seu rei, do senhor de seu coração, de sua vida. Enquanto o mago abria-lhe calmamente botão por botão, Elrond massageava-lhe as laterais das pernas, dando sutis apertos ali, arranhando-as de leve por cima do grosso tecido cinzento que o mago vestia.
– Sabe... – Comentou o elfo.
– ... sim, my lord?
Gandalf acabara de abrir os botões da roupa que ficavam à altura do peito, feito isso, o mago chegou com o corpo mais para trás seguindo a sequência da roupa, abrindo-a calmamente.
– Eu... – O elfo engoliu em seco, mas resolveu continuar- Nunca pensei em... – Olhava fixadamente para a face de Gandalf, observando-o atentamente, cada sinal dele. – Um dia tê-lo realmente... eu, sempre senti medo de machucá-lo ou magoá-lo... por isso mantive Thranduil... outros... sempre para poupá-lo... para...
Elrond fez uma expressão de extrema dor, como se tivessem arrancado-lhe o coração ou o perfurado com uma espada, o elfo mantinha uma das mãos sobre a boca, seus olhos se apertaram e dali começou a brotar as mais cristalinas lágrimas. O Senhor de Valfenda fungava baixinho, seus olhos apertaram-se mais e cada vez mais úmidos se tornaram seus olhos, banhando sua delicada pele com o líquido que dali emanava abundantemente.
Ocasião que fez com que o mago rapidamente se assustasse de forma a arregalar os olhos e o abraçasse fortemente.
– Elrond, meu Elrond!
Apertava o outro num abraço, puxando o Senhor para si, Gandalf por uns instantes, tocou-lhe a face encarando-a preocupado, o Senhor de Valfenda virou o rosto para um dos lados, mantendo um sorriso dolorido nos lábios delicados, entreabriu os olhos bem pouquinho falando baixo.
– Já... irá passar...
Disse o elfo entrecortado, com a respiração suspensa. Finalmente voltou a olhá-lo, tocando a face de Gandalf levemente.
– Só espero que um dia... me desculpe por tudo que lhe causei... por toda dor que o fiz sentir.
Gandalf comprimiu os lábios, ele mesmo tinha os olhos úmidos piscando-os algumas vezes, ele até pensou em dizer algo, mas sua garganta entupira de repente, parecia totalmente fechada. Com o coração aos pulos, acabou por depositar a cabeça no peito de Elrond, que logo o abraçou acolhendo-o ali.
– Eu... – Gandalf tinha a respiração afobada, soluçante – também o amo...e... – Rangeu os dentes algumas vezes, respirando profundamente, continuou — Espero que me desculpe também.
O abraço apertou-se, e, agora, o Senhor de Valfenda, afagava-lhe gentilmente as costas.
– Considere-se desculpado.
Elrond sorriu, finalmente sentindo-se completo, como se finalmente sua vida fizesse sentido, como se toda escuridão da solidão tivesse se dissipado de sua tórrida existência.
– Gandalf, fique sempre comigo.
O mago levantou a face, apoiando os cotovelos no peito de seu senhor, o mago mantinha uma das sobrancelhas levantadas, disse desconfiado:
– Queres mesmo um velho caduco como companhia?
– Hahaha... – Elrond tocou-lhe gentilmente a face, a afagando- Caduco? És mais esperto do que eu, Gandalf.
O mago sorriu, permitindo que seus lábios tocassem nos de seu Senhor, a boca do elfo foi-se abrindo conforme ocorria o contato, as línguas roçavam-se e o Senhor de Valfenda, acabou por abraçar o mago, trazendo seu corpo para si, Gandalf também o abraçara e deitaram-se de lado, ficando frente a frente sobre a cama.
Elrond deixou a cabeça pender para um dos lados, na direção do travesseiro, mantendo um sorriso bobo na boca. Gandalf também o olhava com um aspecto animado.
– Devo dizer que... está na hora do seu alívio, my lord. – O mago levantou uma das sobrancelhas e olhou na direção do quadril do outro.
Elrond soltou um longo suspiro, voltando a tocar a face do mago, encarava-o sem ao menos piscar.
– És o único homem que não me faz sentir falta de sexo, Gandalf. Gosto de ficar contigo... claro que gosto que tenhamos intimidade, mas...
– Mas...? Não sou tão atraente quanto... sei lá...
– Não, Gandalf. Não é isso.
Elrond deitou-se de frente na cama, de barriga para baixo, dobrando os braços, apoiando seu tronco parcialmente sobre os cotovelos, ainda olhando o mago e apoiando a face numa das mãos.
– Então o que é?
– Gosto da sua companhia... sua presença... seus olhos, seu calor, seu corpo... e de sua... – deu uma pausa sábia — Alma.
– Isso quer dizer que seremos castos, meu lorde?
Elrond soltou uma risada jocosa, comentou calmamente.
– O que desejas, Gandalf? Me possuir?
– Nossa! Que direto! Isso está sendo tão... romântico. – Disse irônico.
O elfo aproximou-se do mago, dando um sutil selinho, depois, com as faces ainda próximas, comentou encarando-o, levemente provocador.
– Será o meu primeiro.
O mago franziu os celhos, sem entender.
– Como?
– Nunca ninguém me possuiu.
– É verdade?
Gandalf mantinha uma face que não parecia acreditar.
– 6.000 anos e ninguém quis...
– Eu que nunca quis.
Elrond voltou a deitar-se ali, de frente para o teto, ficando reflexivo por um tempo, mas logo continuou:
– Quando o encontrei... eu pensei que se você quisesse... eu teria feito contigo naquele dia, naquela loja e da forma que quisesse, eu avaliei-o bastante e vi que não era apropriado, você era muito inocente, embora... – O senhor deixou uma risadinha maliciosa escapar-lhe pelo canto da boca. – Você estivesse tendo uma ereção, hahaha...
Gandalf sentou-se prontamente na cama, falou afobado:
– Eu era um garoto, o que esperava? Poxa, achei que não tivesse percebido.
– Você exalou um cheiro desde o momento que o vi, picos de testosterona e adrenalina devem ter-lhe preenchido as veias.
Elrond também sentou-se ali, tocando-lhe um dos ombros do mago, apertando a palma da mão ali. O Senhor de Valfenda tinha a roupa parcialmente aberta, parte de seu tórax estava à mostra, dava para ver seus mamilos endurecidos, sua pele sedosa discretamente arrepiada. Provavelmente ele se conteria ao máximo e só faria alguma coisa se o mago mostrasse algum sinal que queria que aquilo continuasse.
Gandalf percebeu a disposição corpórea do outro, sua tamanha excitação, seus sinais mais que notáveis e o mago se pôs de pé na cama, olhando para seu lorde “de cima”, Elrond o olhava com as sobrancelhas franzidas, parecendo tentar descobrir-lhe as intenções.
O mago desatou o cinto o jogando sobre o Senhor de Valfenda, que prontamente o pegou deixando um sorriso discreto brotar em sua boca. Elrond levou o cinto até o nariz, cheirando-o profundamente, roçando seu couro em sua própria face, mantendo os lábios parcialmente abertos devido à sua respiração ter acelerado novamente. Depois de um tempo, suas orbes se levantaram, focalizando a face de Gandalf e ele novamente permitiu-se deitar-se ali, dobrando uma das pernas, a roçando provocantemente entre as pernas do mago, Elrond tinha o cinto entre os dentes, o mordendo sedutoramente, fazendo com a cintura para os lados, como uma serpente esfregando-se na seda, mantendo ambas as mãos para cima, apertando o travesseiro entre os dedos.
Gandalf engoliu em seco, pensara em como aquele elfo era atraente e insinuante, um belo convite a um excelente banquete carnal e orgásmico, bem diferente de como ele se portara antes, com Thranduil: Frio, distante, arrogante e objetivo demais, mas Elrond sempre fora assim, era um amor consigo, enquanto que para os outros, era o líder assertivo e sábio que todos admiravam pela força e segurança emocional.
O mago finalmente retirou a túnica, segurava-a com as mãos mesmo depois de tirada, de forma a esconder do outro seu corpo envelhecido, frágil e decadente, aos seus próprios olhos. Ele sentia vergonha de si, inseguro e pensara se tivesse feito uma boa escolha dando continuidade àquilo.
Elrond sentou-se na cama e puxou a vestimenta. Expondo completamente o outro, Gandalf sentiu-se envergonhado e posicionou os braços sobre o próprio tórax de forma a escondê-lo mesmo que parcialmente.
– Sente-se aqui, Gandalf.
Disse o elfo dando sutis batidinhas na cama, o mago sentou-se logo pegando um lençol, cobrindo-se parcialmente, ele nunca dissera a alguém que tinha vergonha de seu próprio corpo e lamentou não ser de noite e que aquilo não estivesse ocorrendo no escuro.
Elrond se levantou pondo-se de pé ao lado da cama, desatado todos os empecilhos da sua roupa, retirou-a calmamente deixando-a deslizar pelo corpo. Sua ereção continuava em sua majestade, entre suas pernas, a cabeça inchada e vermelha apontava para cima como uma seta prestes a ser atirada. Ele foi inclinando-se e acabou por engatinhar sobre a cama reaproximando-se de Gandalf, feito isso, puxou o lençol que o outro mantinha sobre seu próprio corpo, O mago olhou para a rapidez do elfo atordoado, inseguro.
Elrond encontrava-se sobre seu quadril, tocou-lhe gentil o meio do peito.
– Se continuar nervoso... não irá conseguir, meu amigo.
– Si...sim!
O mago mantinha os olhos arregalados, encarava aquele elfo maravilhoso que estava sentado sobre si e colocou suas mãos em sua cintura. Elrond sorriu meigo e pegou, indo com uma das mãos para trás, na ereção do mago. Ao fazer isso, direcionou-a até sua entrada virgem, permitindo que sua face pendesse para a frente e seus olhos se fechassem até que finalmente o volume começou a invadir-lhe, o elfo voltou a entreabrir os olhos, mordendo o lábio inferior, olhando para Gandalf com um olhar inebriado de desejo. Ah... os olhos azuis que tanto amava, pensou. Foi sentando-se cuidadosamente até que Gandalf, num acesso de êxtase, apoiou ambas as mãos na cama e jogou o quadril para frente afundando-se, atingindo o elfo bem profundamente.
– Ahm!
Elrond fez uma fisionomia de dor, soltando um gemido agoniado quando o mago adentrou ali pela segunda vez. Gandalf percebera e por isso, parara de estocar logo na segunda vez. Elrond tocou-lhe a face comentando baixo, com uma voz frágil, amena, delicada:
– Continue... por favor...
– Tem certeza?
– Sim...
Elrond tinha a respiração ofegante e foi neste instante que Gandalf voltou a adentrá-lo mais algumas vezes, o elfo pendeu com o tronco para a frente, tocando o colchão com as palmas das mãos com seus braços esticados, Elrond rangia o dentes, mantendo os olhos fechados.
– “Droga, ele está sentindo dor... merda, merda!”
Pensou o mago retirando o membro dali, fato que fez Elrond olhar-lhe com uma feição de alívio extremo. O elfo deixou que o corpo pendesse para a frente, acomodando-se sobre o mago, sem encará-lo, apenas com uma das bochechas depositada sobre seu peito, colada ali, já que ambos suavam, embora o elfo suasse consideravelmente menos.
– “Ainda estou excitado, se ele perceber que parei por pena... vai ser pior, já sei” – pensou o mago. – Quero tocá-lo.
O elfo levantou a face, mantendo os lábios abertos, dos quais saíam notáveis bufadas de ar.
– Co...como?
– Vamos juntar nossas excitações.
O elfo engolira em seco, só agora percebera que o mago ainda não estava satisfeito, sentia todo seu quadril arder em brasas, mas ele quando voltou a direcionar o membro do outro para sua entradinha ferida, Gandalf lhe sinalizou que não era exatamente aquilo a que ele se referia, mas a uma masturbação mútua, feita ao mesmo tempo.
Elrond sorria gentil, entendera a mensagem, Gandalf queria poupá-lo e dar-lhe prazer, que participasse também e não apenas o auxiliasse a gozar.
O elfo se posicionou adequadamente e logo ambos estavam ali, deitados e satisfeitos.
Terminado o ato, ambos ficaram deitados, um ao lado do outro, de mãos dadas, Gandalf olhava para o teto, já o elfo olhava devotadamente para ele, deixando um sorriso bobo florear-lhe a boca.
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