Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf
10 Elrond.
Elrond chegou a Valfenda, assim que desceu de seu cavalo, aproximou-se de um elfo que o seguia lealmente e ordenou-o que fosse até o reino de Aragorn procurar por Legolas, antes de terminar de ordenar, o elfo subordinado falou baixinho, expressando uma insegurança nítida na voz.
– Meu Senhor Elrond, me desculpe, mas... eu nunca saí de Valfenda.– Entendo, leve cinco soldados com você. Quero Legolas aqui o quanto antes, se Aragorn dizer algo, fala que depois o contarei pessoalmente, se Legolas reclamar ou não quizer vir, diga que é a respeito do que aconteceu na última noite que dormiu aqui. Elrond mantinha um sorriso levemente malicioso na face, aquela era uma forma de intimidar Legolas, e, com certeza, envergonhado, nunca mencionaria o assunto de sua convocação à Aragorn, fato que facilitaria sua vinda à Valfenda.Feito isso e partido os elfos, estes seguiam para o Reino de Aragorn com tamanha pressa. O Rei o recebeu e ofereceu estadia, mas logo que soube que estavam ali convocando Legolas, então, o Rei humano, resolveu conversar com seu amigo, e agora, parceiro elfo.– Legolas, não acha realmente estranho?O loiro suou frio, mas nunca admitiria que Elrond estava nitidamente incomodado pelo fato deles terem feito sexo sob o teto de sua honrada morada. O elfo sentia-se encabulado, tornara-se o caso de Aragorn, pretendia ter uma vida com ele, mesmo que isso contrariasse seu pai. O jovem elfo pensou que já bastou seu próprio pai ter-lhe separado de Tauriel, não faria o mesmo com o espadachim. Sem responder o moreno, beijou-o rápido e saiu dali às pressas.– Desculpe, tenho que ir. — disse afobado e saiu.No dia seguinte, Legolas seguia com os elfos ao encontro de Elrond, que estava sentado numa confortável cadeira e observava o elfo loiro andar até ele. Por uns instantes, O Senhor pôde perceber que Legolas realmente lembrava o seu pai e soltou um longo suspiro de piedade daquele elfo jovem, que incomodou o outro.– Meu senhor.Disse Legolas se ajoelhando.– Peço desculpas pelo ocorrido, devo admitir que prezaria muito que guardasse essa informação de meu pai.Elrond comentou baixo:– Sente fome, sede? Queres banhar-se? Pois precisamos realmente conversar.– Entendo, o farei e então dialogaremos, meu Senhor.– Sim, pode ir, Legolas.Elrond voltou a folhear um livro, horas depois, Legolas reaparece ali, devidamente vestido, alimentado e cheiroso.– Senhor Elrond.– Sim, bem vindo à Valfenda, Legolas.– Obrigado.O elfo sentou-se diante de Elrond, em outra cadeira, olhava para os lados ansiosamente, apertava os pulsos sobre os próprios joelhos.– Legolas.– Sim?– Está tão receoso assim do que fez?– Sim, meu Senhor.Agora, ambos se encaravam.– Não fique, está tudo bem, não contarei ao seu pai... na verdade...Elrond pegou um bloco em branco e um lápis e entregou ao elfo mais novo.– Gostaria que escrevesse a receita da fórmula do renascimento dos mortos.– Hein?Legolas franziu os celhos pegando o bloco e o lápis.– Isso mesmo que ouviu.– Bem, posso saber o motivo do seu interesse nessa receita?– Não a sabe?– Sim, eu sei, meu pai me contou quando caçávamos orcs e sem querer, acertamos um animal na floresta, ele o renasceu.– Digamos que é para renascer alguém próximo de si, que realmente merece tal feito.Elrond estava de pé ao lado do loiro, olhava para as mãos dele, torcendo para que escrevesse logo para decorar os ítens necessários.– Então, por favor, Legolas.– É uma receita de família, segredo.– Legolas, entenda... eu prometo que a usarei somente essa vez, dou-lhe minha palavra.– Desculpe, preciso pedir ao meu pai... a permissão...O loiro batia a ponta do lápis no papel, sem escrever. Elrond comentou baixo, mas levemente zangado.– Não pediu a permissão dele para... você sabe.Legolas arregalou os olhos e levantou-se prontamente, fato que o fez ficar frente a frente com Elrond. O loiro tremia de insegurança, mas reagiu como um animal acuado.– Se esta é a sua carta na manga, jogue-a! Não terá isso de mim, não pode fazer chantagem! Quer contá-lo, pois que conte, ótimo, odiaria adiar o fato que ele me matará mesmo!Elrond não esperava essa reação dele, tocou uma das mãos num móvel próximo batendo de leve o dedo indicador ali, parecia pensativo.– ... Legolas ainda o observava e se surpreendeu quando este parecia expressar que iria chorar. Elrond, comentou agoniado, não conseguia esconder mais o vazio e medo que sentia dentro de si.– Não és como seu pai, Legolas, você pode ajudar aqueles que o rodeia.– Está dizendo que meu pai não ajuda?– Estou dizendo que... ele ajuda quando quer e sempre tenta tirar proveito disso. Então... – ...Legolas abaixou a face, tinha os pulsos cerrados e estes tremiam. Ele havia abandonado o bloco e o lápis minutos antes num móvel ali perto.– Estou pedindo, por favor...Elrond olhava-o com uma expressão de dor, agonizante.– Me diga para quem és.
– Dois amigos seus.Legolas levou uma das mãos à boca e seus olhos se arregalaram, rapidamente pegou o bloco e anotava com uma rapidez sobrenatural.– Se quiser, posso ajudá-lo a recolher as sementes e raízes.– Obrigado, mas seu pai não pode saber.– Mas por quê?– ... ele não... aceita que eu e... Gandalf, sejamos grandes amigos.– Hum... entendi.– Mesmo?– Sim, mas.. eu... gostaria de pedir-lhe um favor, Senhor Elrond.– O que quiser, Legolas.– Me ensine.– Hum?– És um bom professor, ensinou a língua élfica a Gandalf, isso já prova que és excelente.– Ensine?Elrond se aproximou de Legolas parando diante dele, ainda segurava o bloco com as anotações numa das mãos.– A fazer... quero que a verdadeira primeira vez com Aragorn, seja perfeita, meu Senhor.Elrond arregalou os olhos, tinha a respiração suspensa.– Me ensine, como ensinou ao meu pai.– ...O elfo moreno engoliu em seco, olhou as anotações, respirou profundamente comentando baixo.– Sim, mas antes, temos que fazer renascer: Duas estrelas.Eles trocaram sorrisos sinceros e logo se pusseram a procurar os ítens. Elrond iria chamar todos de Valfenda para ajudar, mas não queria levantar suspeitas, se Thranduil percebesse qualquer movimentação suspeita, mataria o mago sem pensar duas vezes.Os dias seguintes consistiram em juntar os ítens, feito isso, Legolas levou Gandalf e Frodo até uma caverna, lá ocorreria o ritual de renascimento, depois de explicar para um dos elfos de Elrond, o loiro o deixou ali, realizando o ritual, afinal de contas, seu pai poderia saber que Legolas não estaria com Aragorn e logo, poderia associar o filho, às intenções do mago. Devido ao seu temperamento um tanto imprevisível, Elrond decidira que ele seria o escudo de todos, ou seja, ele enfrentaria Thranduil se necessário, já que a diplomacia do mago apenas irritava e fazia aumentar o ódio do elfo Rei da floresta.Gandalf e Frodo estavam sobre duas macas de palha, o ritual se inciara, ao mesmo tempo que Legolas estava com Elrond, em seu belo quarto.A noite só estava começando nos dois lugares, a lua cheia anunciava que duas estrelas desceriam de seu céu naquela noite.
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