Notas iniciais
Caraca... vocês conseguiram em um dia... to de cara O_O 10 comentários ahusahsuah XD Legal, legal! Muito bem, vou postar mais um aqui especialmente pra vocês. Eu espero que gostem, de coração! =D Não precisam de lencinhos, mas se preparem para ficar angustiados ahsuahsau The Treta Has Came (Não sei inglês... é Came, ou come?) Eeei, leiam as notas finais, plz!!!

Capítulo 50

—Você olhou pro nosso filho?! – perguntou zangada, entrando no banheiro. Damian suspirou sem encará-la.

—Claro que olhei, Alhena. – respondeu ele parecendo deprimido.

—Você realmente olhou? – perguntou ela novamente – Olhou e viu a confusão nele? Por que o tratou daquele jeito? Ele estava louco pra te ver e... você... você age assim!

Damian suspirou e socou a parede do banheiro com força, com o lábio tremendo de leve. Piscou surpresa, sem entender o motivo do marido parecer estar prestes a cair em prantos. Por um momento apenas desconfiou da hipótese, mas nos segundos seguintes Damian fungou e realmente pareceu chorar.

—Ele está tão grande... – murmurou seu marido com a voz falha – E... e... Alhena, sai daqui, por favor... eu preciso ficar sozinho...

—Damian! Você não pode destratar o nosso... – começou, mas ele a olhou de maneira extremamente suplicante, com os olhos cheios de água.

—Por favor... só... só me deixe sozinho um pouco, ok? – perguntou ele – Só um pouco...

*

—E aqui é a Sala das Placas. – Disse Draconis entrando na sala onde os nomes de seus antepassados estavam talhados nas paredes de aço.

—Maneiro. – riu Loto olhando ao redor – Nós temos uma árvore no nosso jardim. Algum antepassado nosso era um famoso herbologista. Ele inventou a espécie. Tem vários galhos e é enorme... – ele tocou em uma das placas, vendo o rosto de sua avó Tatiana ao lado de seu avô Jacques – Quando nascemos, nossos pais fazem dois colares. Um eles colocam no galho, com o nosso nome. Um colar pequeno... – Loto mostrou o colar que ele tinha e nunca tirava do pescoço, onde seu nome estava entalhado. – E quando morremos, quem nos enterra coloca nosso colar no mesmo galho. Um maior do que o primeiro... pra representar que contribuímos com o mundo, ou qualquer coisa assim... – Loto soltou um suspiro, agora passando o dedo pelos nomes de seus irmãos Castor e Póllux – Mas meu pai tirou o colar do meu tio da árvore e jurou que o colar dele nunca mais seria colocado nela... é meio que expulsar da família, sabe?

—Sei. – riu Draconis indo até o nome riscado de um antepassado seu – Nós fazemos assim quando expulsamos alguém da família. – riu Draconis – Para que todos vejam que essa pessoa foi indigna do sobrenome Burke...

—Onde está o seu nome? – perguntou Loto.

—Devo colocar nesse verão. Colocamos nosso nome aqui quando completamos dezessete... eu completei na escola, então... – ele deu de ombros – Mal posso esperar. Sonho com esse dia desde moleque.

—Você ainda é um moleque. – riu Loto o puxando pela cabeça e esfregando o topo de sua cabeça com o punho. Riu o empurrando e se desvencilhando. Escutaram uma tossidinha e os dois se viraram. Era Rose. Loto sorriu e andou até ela, a puxando para dentro da sala e fechando a porta – Olá, Rose. Você está super bonita.

—Obrigada, Loto... eu preciso perguntar. O que raios está acontecendo? Você odiava meu irmão. Você ajudava a galera a mexer com ele.

—Eu mudei pra melhor. – riu Loto – Vi que seu irmão é uma pessoa foda. – adicionou ele – E como eu sei do seu segredo incestuoso... – murmurou ele fazendo Draconis e Rose corarem – Eu vou te contar o meu.

—O que seria? – perguntou ela.

—Eu sou bi, também. – riu Loto.

—Uou! Você contou! – riu Draconis.

—Claro. Se nós vamos fazer isso temos que ser completamente honestos aqui. – riu Loto – Eu vou pedir você em namoro e talvez a gente tenha que dar uns beijinhos, mas nada de demais. E quando eu me mudar pra minha casa, que vai rolar nesse verão... você e o Drac vão poder ter um lugar a salvo para... – ele levantou e desceu as sobrancelhas rapidamente com aquele sorriso travesso dele – Entendeu?

—Claro... – riu Rose – Mas... você simplesmente contou pra ele? – perguntou Rose parecendo surpresa.

Simplesmente? Não... levou muito tempo. E precisou de muita coisa. Mas eu confio minha vida ao Loto. – riu Draconis – Pode confiar nele também, ok? Não ficou chateada, ficou?

Rose soltou um suspiro e negou com o rosto.

—Se você diz que tudo bem... – ela se aproximou e ele a puxou pela cintura.

—Loto, você pode trancar a porta e ficar de costas? – pediu Draconis. Loto deu de ombros e sacou a varinha. Draconis olhou para sua meia irmã e suspirou – Eu estava com saudades... –murmurou.

—Eu também... – murmurou ela.

—Se beijem logo, pelo amor de Merlin e Morgana. Credo. – riu Loto.

Não achou sensato não seguir a recomendação dele. Suspirou e beijou Rose carinhosamente. Sentiu os braços dela enlaçarem seu pescoço e ela pareceu derreter em seus braços. A puxou morrendo de saudades dela e a prensou contra a parede.

E por mais que quisesse ficar o resto do dia naquele beijo, logo se afastou, afinal, Loto meio que estava parado, de costas, olhando para a porta. Rose entendeu e usou a varinha para limpar seu rosto, que provavelmente estava sujo de batom.

—Pronto. Sem deixar pistas. – riu ela – Meu batom manchou?

—Não. – riu ele – Pode se virar novamente, Loto.

—OOOk. – riu Loto se aproximando.

—Então. Eu estava pensando... vai ter um show trouxa aqui perto. Algo bem simples e pouco divulgado, que eu descobri por acidente. Podíamos ir, não acham? – perguntou ela. – Nos passamos por trouxas e vamos num lugar onde ninguém precisa saber que somos... bem... parentes. – riu ela – É amanhã a noite. O que acham?

—Eu acho super válido. – riu Draconis.

—Não tem perigo de acabarmos explodindo? Os trouxas andam meio... malucos... ultimamente. – murmurou Loto.

—Não é uma área de risco. Eu acho. – riu Rose – Vamos, Loto. É a chance perfeita de... hum... você me conquistar. – brincou ela. Loto deu uma risadinha e o olhou. Draconis fez bico, abraçando Rose, o olhando com seu olhar mais pidão da face da terra.

—Ok, ok... como resistir a isso? – perguntou Loto, revirando os olhos.

**

Rasalas entrou no Ministério ao lado de Pansy. Os dois estavam tensos, pois era o dia que seria votado o Acordo de Mahōtokoro. O dia que iriam decidir se o Ministério da Magia iria se unir à força tarefa anti-trouxa liderada pelos Estados Unidos, que contava com o apoio do Japão.

Estava um tanto quanto apreensivo. Andava em silêncio, sentindo as mãos suarem. Quando entrou no anfiteatro para assistir a votação, reconheceu muitas pessoas. Kingsley, os Weasley, os Potter, Lupin, tia Addie, Bones, Patil, os Scarmander (Luna tinha casado com um Scarmander e tinha dois filhos da idade de Rabastan e Órion, pelo que sabia), entre outras famílias.

Mas a maciça parte de seus conhecidos e amigos eram apenas plateia, pois os bruxos com poderes de voto eram, infelizmente, em sua maioria, elitistas.

Estava muito pessimista quanto a tudo aquilo. Viu sua mãe sentada na área reservada para a Corte e se perguntou se ela tinha sofrido algum tipo de ameaça. Se o sequestro de Rigel era algum tipo de chantagem, para que ela votasse a favor da causa anti-trouxa.

Seu pai estava ao lado de Jacques Burke. Os dois estavam de braços cruzados, prestando atenção em tudo. Se espremeu, com Pansy o seguindo, até eles. Depois cutucou seu pai no ombro.

—E então. O que acha? – perguntou ansioso.

—Com essa corte? Sua mãe é voto perdido. – respondeu seu pai com um suspiro – Não sei se fico feliz ou triste com isso.

—Não deveríamos mexer com os trouxas. – murmurou Jacques.

—E deixar eles continuarem nos explodindo? Hunf. – Seu pai fez uma careta de desagrado – Se Emily não tivesse ameaçado ir embora eu iria me alistar, isso sim.

—Não aprendeu nada nas últimas duas vezes, Rabastan? – ralhou Jacques – E até onde eu fiquei sabendo, você traiu o Lorde das Trevas... ou isso é mentira?

—Eu traí, mas só pelo bem da minha família. – murmurou seu pai o olhando tristemente – Não tinha como eu me manter fiel depois do que fizeram com o meu filho.

—É... – murmurou Jacques coçando o queixo – Se tivessem feito isso com o meu garoto, eu certamente teria feito o que eu escutei que você fez com o Avery.

Rasalas suspirou desconfortável. Seu pai e Jacques ainda conversaram uma coisa ou outra, quando o Ministro da Magia – Nathan Harris – chegou para presidir a sessão, ao lado da Chefe da Corte dos Bruxos – Evelyn Rosier.

Todos se calaram imediatamente e o Ministro explicou que era hora do Ministério Britânico decidir com iria se posicionar naquele momento crítico mundial. Ele pediu que a Corte se lembrasse de todos os trouxas que foram mortos e torturados nas guerras civis (as de Voldemort, apesar dele falar “Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado”) e na terrível Guerra Europeia de Grindelwald. Ele insistiu que o Ministério não deveria arrastar seus bruxos para outra terrível guerra, sendo que as feridas das últimas ainda não tinham se cicatrizado por completo.

Rasalas tocou o ombro onde Fenrir o tinha mordido e se perguntou se as feridas um dia se cicatrizariam por completo. Sentiu a mão de Pansy em seu ombro e ela o olhou gentilmente. Suspirou e voltou a olhar para a Chefe da Corte dos Bruxos.

Rosier respirou fundo e olhou ao redor do enorme anfiteatro. Depois começou seu discurso, relembrando o atentado ao Ministério e à Bournemouth. Ela lembrou como os trouxas eram irresponsáveis e pediu para que as pessoas pensassem não apenas nos Bruxos que foram mortos na Grã Bretanha, mas no mundo inteiro... em especial, nas famílias de algumas pessoas.

Então ela ergueu o braço e várias pessoas começaram a entrar de mãos dadas. A maioria com os cabelos muito negros. Todos com aqueles característicos olhos puxados do oriente.

—Os pais, mães, tios e tutores das centenas de crianças que morreram no ataque à escola de magia de Mahōtokoro. – explicou Rosier e Rasalas sentiu um frio lhe subir à espinha. Viu uma mulher com o rosto vermelho e inchado, chorando, enquanto pegava um retrato com o rostinho de uma criança. Todos os convidados fizeram isso, mostrando as fotos de suas crianças que morreram naquele terrível episódio. Rasalas olhou para a Corte e viu o rosto sensibilizado de vários bruxos, ao mesmo tempo que alguns outros deram sorrisinhos vitoriosos.

Os próximos agonizantes minutos foram passando enquanto assistia a Corte votar. Um membro de cada vez. E a cada voto a favor da guerra o deixava mais e mais angustiado. Notou o rosto preocupado de sua mãe e notou que ela sentia o mesmo. Olhou discretamente para seu pai e notou um certo ar repleto de satisfação nele. Algumas coisas nunca mudariam. Seu pai nunca tinha se cansado da Causa, apenas do Lorde das Trevas. Não era pra menos que ele estava torcendo para que o Acordo passasse.

Olhou para Pansy, que roia a unha do polegar, parecendo preocupada. Ela era contra também, por achar que prejudicaria a economia e por ter medo que a guerra prejudicasse a lei de sigilo. Ainda haviam caçadores de bruxos por ai, resquícios da Inquisição. E eles eram o assunto do momento novamente. Há décadas eles tinham praticamente desaparecido, mas cada vez mais Bruxos eram assassinados por trouxas, não apenas em explosões, mas em casos isolados.

Claro. Podiam ser bruxos mortos por outros bruxos... mas devido ao clima político, a lenda da Inquisição estava de volta com força total...

Quando a votação terminou, antes mesmo que o Ministro falasse o placar, o resultado era mais do que óbvio. Rasalas apertou o punho, sentindo medo. Só mais um ano para que Navi se formasse... talvez ele fosse obrigado a se alistar se aquela loucura não terminasse... seus sobrinhos certamente seriam chamados, caso aquele rumor de alistamento obrigatório fosse verdade...

Engoliu em seco pensando em Alhena e em Damian. Eles ficariam desesperados por conta de Póllux e Castor... e talvez por Draconis, afinal ele se formava junto com Navi... só podia torcer para que aquela loucura já tivesse passado até lá... ou que esses rumores não passassem disso...

Rumores...

***

Draco estava assistindo praticamente da porta. Caso precisasse correr para o banheiro, queria estar num lugar que permitisse uma fuga estratégica. O Acordo de Mahōtokoro tinha passado... era oficial agora.

Engoliu em seco, saindo de fininho, enquanto uma certa confusão se formava ali. Alguns comemorando enquanto outros gritavam indignados. Faltavam dois anos para que Scorpius formasse... dois anos para que aquela loucura acabasse... para que seu garoto não fosse envolvido... e um ano para que Draconis não tivesse que ir...

Se apoiou numa parede, coçando a garganta, escondida sob o cachecol, para esconder uma mancha púrpura. Ele não poderia se alistar para poupar qualquer um dos dois... não com Horklump. Nunca passaria no exame clínico...

Se afastou ainda mais do anfiteatro, pigarreando na tentativa de limpar a garganta. Se curvou novamente próximo a uma parede qualquer, para socá-la. Não queria de modo algum que Scorpius fosse arrastado para aquela loucura... mas não poderia simplesmente deixar o país... poderia? Talvez devesse transferi-lo para a Durmstrang e se mudar por alguns anos para algum país que se recusasse a participar daquilo, como a Espanha, ou talvez Portugal... países que tinham sofrido bastante nas mãos da Inquisição, no passado.

—Draco? – sentiu cada cabelo de seu pescoço se arrepiar e se virou. Alhena estava lá e os olhos dela refletiam a mesma preocupação que ele sentia – Passou... aquele acordo maluco passou... – murmurou ela com a voz carregada de medo. Draco concordou com um aceno triste de cabeça – Castor e Póllux... meus filhos... eles... eles vão ter que ir pra guerra? Como podemos enfrentar aquelas armas trouxas? – perguntou ela assustada.

Não pensou. Não teve tempo pra pensar. Apenas andou até ela e a puxou para um abraço cheio de incertezas e inseguranças. Ela o abraçou de volta, tremendo.

—Eu sinto muito, Alhena... – murmurou a apertando contra si, tentando confortá-la tanto quanto queria se confortar. Estava morrendo de medo. Se lembrava bem da última guerra. Se lembrava bem dos gritos, dos apelos, do sangue, da dor... se lembrava perfeitamente bem e não queria que Scorpius passasse por aquilo. Queria que ele tivesse a liberdade para fazer o que julgasse melhor... – Mas é certeza sobre... sobre o alistamento obrigatório? – perguntou Draco.

—Eu não sei... – chorou Alhena o apertando com força – Oh, Draco... como eu vou fazer? Não quero que Póllux e Castor tenham que... que passar por isso... – lamentou ela.

—Eu entendo... – murmurou abraçado a ela – Eu... eu realmente sinto muito, Alhena...

****

Castor olhou seu irmão entrar na loja, com um olhar abatido e preocupado. Seu pai, que estava sentado numa poltrona, entendeu no mesmo momento.

—Passou, não foi? – perguntou ele.

—Passou... – murmurou Póllux – Eu e Castor provavelmente vamos ser chamados pra servir. – murmurou ele. Castor concordou com um aceno de cabeça e andou até o irmão.

—Isso significa que... caso demore mais de um ano... o Draconis não vai precisar servir, não é? Nem a Rose. Ou homens e mulheres estão sendo chamados pra servir?

—Homens e mulheres. – respondeu Póllux – E o fato de estarmos sendo convocados não significa que o Draconis e a Rose vão ser livres da obrigatoriedade de servir... eles estão tão na merda quanto a gente.

Castor soltou um suspiro e olhou o irmão.

—Qual a idade de alistamento?

—Dezessete a quarenta e cinco. Mas caso ainda estiver na escola, não precisa abandonar os estudos e pode esperar até a formatura. – explicou Póllux – Se essa guerra demorar muito, talvez até Cerce e Dido precisarão ir pro exército.

—Isso é horrível. – riu Castor – Dido sobreviveria, mas Cerce não daria conta... – Castor cruzou os braços, olhando o pai – Você ainda não tem quarenta e seis, pai... você vai ser obrigado a servir?

—Provavelmente não. Eu tenho Horklump. E provavelmente Rasalas também não, afinal ele é um lobisomem... mas Daphne... Daphne, Pansy, sua mãe, Blair e Draco... talvez eles precisem se alistar.

—A mamãe?! – perguntou Castor, em choque – Mas... tem certeza?

—Eu não sei. – respondeu seu pai, parecendo cansado – Talvez seja o momento de fechar a loja por um tempo... talvez a gente deva deixar o país, pelo menos até essa confusão toda passar...

Póllux e Castor se olharam surpresos.

—Eu não quero me mudar. Eu quero lutar. – discordou Póllux. Castor soltou um suspiro olhando o irmão.

—O que? – perguntou seu pai, surpreso.

—Mas não quero lutar pela causa anti-trouxa. – murmurou Póllux – Eu vou falar com Potter e me colocar à disposição. Ele certamente vai estar planejando algo para ir contra esse movimento no Ministério. Ele é um convicto defensor dos trouxas.

—Se você vai fazer isso, eu vou também. – riu Castor apertando a mão do irmão. Os dois riram um para o outro, mas seu pai pigarreou e os dois olharam para ele.

—Nós somos Burke’s. Nós não lutamos. – explicou seu pai, parecendo cansado – Isso é prejudicial para os negócios. Somos neutros. Sempre neutros... – seu pai soltou um muxoxo e se levantou – Acho que eu preciso falar com o meu pai. Talvez com isso eu possa mexer uns pauzinhos e impedir que qualquer um de vocês e a sua mãe sejam obrigados a entrar na guerra... o nosso sobrenome serve de alguma coisa, afinal de contas.

Seu pai pegou a varinha a aparatou em seguida, sem dar tempo de os irmãos retrucarem.

—Papai já tá aparatando sozinho. – riu Póllux – Ele está melhor, bem melhor, não acha?

—Ele está quase curado. É isso o que eu acho... e foi graças ao Draco. – riu Castor – Precisamos agradecê-lo...

—O que podemos fazer? – perguntou Póllux – Um simples “valeu, tio Draco” não é o suficiente...

—Não. Não mesmo. Vamos descobrir algo que ele queira muito e providenciar. – riu Castor.

—Ele é um Malfoy. A única coisa que ele poderia querer a não ter seria a esposa dele de volta... ou que o Scorpius não tivesse que ir pra guerra...

—Bem... podemos aleijar o Scorpius então... – riu Castor, com um sorrisinho.

—Eu desconfio que ele não iria querer isso... – riu Póllux.

—É... você provavelmente tem razão... – riu Castor – Então... nós não vamos pra guerra?

—Aparentemente não. – respondeu Póllux dando de ombros.

—Vamos beber todas no Poison hoje a noite?

—Oh, vamos!

*****

Navi estava sentado no sofá, esperando o retorno do pai. Sua mãe andava de um lado para o outro, preocupada com o resultado da votação. Rasalas e Órion brincavam no quarto do caçula sem entender a complexidade e profundidade do que poderia vir a acontecer por conta daquela votação.

Quando seu pai aparatou para a sala, entendeu o que poderia acontecer só de olhar para a cara dele. Sentiu cada pelo de seu corpo se arrepiar. Engoliu em seco torcendo as mãos. Escutou os passos apressados de sua irmã e de Lessa, que tinha vindo passar uns dias com eles. As duas pararam na porta da sala, esperando por notícias. Provavelmente tinham escutado o som da aparatação e tinham vindo correndo.

Todos estavam em silêncio, esperando que Rasalas Lestrange explicasse a situação. Navi respirou fundo sentindo a adrenalina correr seu corpo. Ainda se lembrava das palavras de seu avô... falando que os Lestrange eram soldados e que nasceram para duelar.

Mas ele não queria duelar... não por aquele lado podre. Não mesmo.

—O Acordo passou... – murmurou Rasalas – E... e vai ter um alistamento obrigatório. – explicou seu pai. Navi respirou fundo, se perguntando como poderia não ter que servir caso a guerra ainda estivesse acontecendo quando terminasse a escola – Daqui uma semana a Corte vai falar quem serão os obrigados a servir. Mas já falaram que todos os homens e mulheres entre dezessete e quarenta e cinco anos devem se preparar...

—A mamãe talvez precise servir? – perguntou surpreso.

—Não. Podemos entrar com a alegação que Rabastan é muito novo e que ela não pode ir, já que eu sou um lobisomem e não posso ficar com ele... vamos torcer para que eles não mandem seu irmão ficar com seus avós...

Sua mãe se levantou e abraçou seu pai. E então os dois o olharam.

—Navi... quando ele terminar a escola... – começou sua mãe.

—É provável que ele vá ter que servir. – respondeu seu pai – Mas Harry e Kingsley estão preparando uma apelação. Vamos torcer por eles...

—Navi vai ter que ir pra guerra?! – perguntou Les, lá da porta. A voz dela continha muita preocupação. Um tom de voz que ele esperaria de sua mãe, ou talvez de sua avó...

Não a olhou. Não queria que ela visse o medo em seus olhos. Lembrava das histórias da guerra. Lembrava de seu avô contando... lembrava de sua mãe falando o que tinha acontecido com a família dela, de como tinham sequestrado tia Astoria... lembrava de Scorpius contando sobre o que o pai dele foi obrigado a fazer e como Draconis comentou sobre sua mãe ter ficado presa durante um tempo, por conta de suas habilidades de vidente.

Engoliu em seco, se perguntando se Draconis já estava sabendo. Se estivesse, ele provavelmente estaria louco de preocupação por conta de Castor e Póllux. Pensou em tia Lena... em como ela ficaria ainda mais desesperada. Com o marido doente, os dois filhos mais velhos indo pra guerra, Draconis talvez sendo obrigado a servir também... Seria apenas ela e Órion naquela casa... a não ser que tio Damian estivesse tão melhor quanto todo mundo dizia que ele estava.

—Se a guerra não tiver acabado... provavelmente sim. – respondeu seu pai. Navi respirou fundo e se levantou do sofá. Depois caminhou para a janela, sem saber o que sentir. Parte de si estava com medo. Sua mão tremia tanto que precisou fechar o punho com força para que ela parasse...

Porém...

Porém, havia uma parte de si tão animada quanto quando estava prestes a conquistar uma garota. Aquele frio na barriga que antecedia algo bom. Algo como excitação. Algo que fazia seu coração acelerar.

Sim, estava com medo, mas só de se perguntar se estaria pronto, vários feitiços vinham a sua mente. Feitiços e azarações que sabia fazer perfeitamente. Ele sabia se defender. Ele sabia duelar muito bem. Melhor do que qualquer um em seu ano. Melhor do que qualquer um do sétimo ano... talvez James Sirius Potter duelasse melhor... talvez estivessem no mesmo nível... ou talvez ele ainda fosse melhor.

Sabia se virar. Sabia guerrear. Sabia matar. E tinha coragem pra isso...

Mas era algo ruim, não era? Não deveria se sentir empolgado. Não deveria querer se envolver naquilo. Ainda mais porque ele não planejava lutar pelo governo. Ele queria ser um rebelde. Ele iria contra o sistema. Sempre fora assim. Nunca aceitou receber ordens, sempre desafiava todo mundo... sempre... nunca abaixava a cabeça. Suas detenções estavam ai pra provar isso. Mas ele era bom. Ele era um bom bruxo.

Suspirou ainda olhando a janela, observando a rua trouxa, onde as pessoas andavam apressadamente. Era final da tarde. O sol estava se pondo... uma metáfora para minha infância... minha infância está acabando e já é hora de ser um homem...

Quando o sol nascesse no dia seguinte ele deixaria suas aventuras e detenções para trás. Não iria ficar correndo atrás de mulheres, ou arrumando confusão com os alunos das outras casas. Ele estava indo para o sétimo ano... ele em breve estaria indo para guerra... e ele iria se preparar.

—Eu vou. – disse se virando para a família – Eu vou pra guerra... mas eu não vou lutar pela causa anti-trouxa... eu vou lutar pelo que eu acho certo...

E foi assim que ele cresceu.

******

Estava sozinho em seu quarto, olhando para o teto, a cabeça apoiada nas mãos. Soltou um suspiro com aquela notícia sem lhe descer a garganta... talvez seus irmãos mais velhos fossem arrastados para aquela guerra... mas talvez seu pai e avô conseguissem poupar toda a família...

Mas isso significava que Navi e Vince... os dois seriam chamados para lutar... Loto talvez conseguisse uma licença, afinal ele estava inscrito no curso avançado da Durmstrang... mas ele não poderia enrolar mais de um ano... seria capaz de ver seus amigos irem pra guerra enquanto se escondia atrás de seu sobrenome?

Se sentou na cama, angustiado. Depois se levantou e caminhou pelo quarto, sem conseguir dormir. Loto já tinha ido pra casa. O show tinha sido super legal e ele pode aproveitar muito tempo com Rose, enquanto o amigo se engraçava com uma trouxa, no show.

Mas aquele dia alegre e animado parecia ter acontecido semanas atrás... nem parecia que tinha apenas dois dias...

Sentiu algo peludo em seu pé e olhou para baixo. Knuckles começou a escalar sua canela, então o pegou e o colocou no ombro.

—Não quero deixar meus amigos lutarem sozinhos... – murmurou para seu amigo peludo – Mas... mas eu não quero lutar também. Eu sou bom nisso, mas... mas eu não gosto de duelar... eu pensei em tomar a carreira política... meus irmãos vão herdar a loja por serem mais velhos, então...então eu poderia ter outro rumo, mas... duelar? Matar? Enfrentar os trouxas, com aquelas armas deles? Não... eu não quero isso... o que você acha, Knuckles?

Seu homúnculos respondeu com um longo bocejo.

Respondeu com um muxoxo e se sentou na cama novamente, quando a porta se abriu. Olhou e viu Rose entrar numa camisola preta, de renda, bem transparente. Engoliu em seco, esquecendo momentaneamente de guerras, duelos, futuros... estava muito ocupado vendo Rose se aproximar na ponta dos pés. Como seu abajur estava aceso, podia ver perfeitamente os mamilos dela por baixo da camisola, assim como a calcinha preta e sensual.

—Achei que estaria acordado... eu não consegui dormir... – murmurou ela.

—Eu não vou conseguir dormir... – disse olhando para ela – Não com você vestida assim...

—Ah... não é a primeira vez que me vê nessa camisola. – riu ela.

—Eu não tinha te beijado antes. – respondeu. Rose se deitou em sua cama e ele sentiu a ereção ficar cada vez mais completa – Minha nossa... – murmurou engolindo em seco.

Pulou em cima dela, praticamente, a puxando para um beijo fogoso e cheio de desejo. Rose o girou na cama e ficou por cima, com um sorriso no rosto.

—Vai inventar uma desculpa pra sair correndo dessa vez?

Engoliu em seco.

—Podemos... podemos não fazer isso aqui em casa? – perguntou constrangido.

—E onde mais faríamos isso? – perguntou Rose.

—Eu sei onde. – disse sorrindo – Num lugar onde não perguntam nosso nome...

—Onde?

—Poison Apple. – respondeu com um sorriso – Quer fugir pra lá? Já somos maiores de idade.

Notas finais
Então... o próximo capítulo é todo fofis s2 Pra compensar esses últimos ahsuahsuahsu xD Antes de mandar a prévia do próximo capítulo, eu queria fazer uma pergunta. Quais músicas vocês escutam que fazem com que se lembrem dos shipps da fic? Escrevam nos comentários, preu escutar enquanto escrevo sobre os shipps... Tipo, me falaram de Stitches do Shawn Mendes e eu totalmente viciei na música. Me mandem mais músicas que fazem vocês lembrarem dos shipps (e me falem que shipp vocês se lembram com a música shaushaus) Ok! Agora vamos para a prévia do próximo capítulo "A beijou no queixo, se perguntando se era cedo demais para falar aquelas palavras. Aquelas palavras que estavam entaladas em sua garganta há tanto tempo. Se perguntou se aquilo iria assustá-la... mas precisava ser sincero com ela e consigo mesmo. —Rose... —O que? – perguntou ela o beijando enquanto encostava a testa contra a sua. —Eu amo você... – murmurou. Os dois se encararam. Ele com medo e insegurança... mas ela sorriu feliz e carinhosamente." OMG! Tem mais prévia!? Sim, tem mais prévia! "-Não é justo. – chorou Lyra, seus cabelos verde esmeralda ficando castanhos – Não é justo. Que lute só quem quer lutar! Não deveriam nos obrigar! Não deveriam! – lamentou ela. —É... mas você acha que Albus deixaria de lutar? Sinceramente? —Por que está perguntando de Albus pra mim? – perguntou ela, tentando parecer zangada, mas sem conseguir. —Me responde você, mana. – riu Navi." Próximo capítulo: *Between Brothers* Beijos, Titia ama vocês! Não se esqueçam das músicas!!! =D E com mais 10 comentários eu posto mais um!! =D