Legado Lestrange II - Legacy
51 Between Brothers
Notas iniciais

Capítulo 51
—Uau... – murmurou Rose.
Eles entraram no Poison Apple. Saíram escondidos de casa, afinal, não aguentariam esperar mais uma noite. Eles já tinham esperado o suficiente. Draconis tinha emprestado uma calça e uma camisa folgada para Rose, para que ela não tivesse que pegar no quarto dela, correndo o risco de acordar Cerce e Dido.
Então as pessoas olhavam para ela com um pouco de curiosidade. Ele entrou na frente, também impressionado com o lugar. Nunca tinha entrado lá antes. Era um prédio muito bonito, cheio de pessoas bem vestidas, em trajes a rigor. Enquanto ele e Rose estavam de calça moletom e camiseta. A atendente os olhou com desconfiança, afinal não era qualquer um que tinha dinheiro para frequentar aquele lugar...
Mas eles tinham dinheiro pra isso. Tinha permissão para entrar no cofre do pai. Sem falar que tinha uma boa quantidade de dinheiro guardado, já que não pudera usar nesses meses na Durmstrang. Tinha seis meses de mesada acumulada. Seria o suficiente.
—Nome? – perguntou a atendente.
—Eu prefiro não dizer. – respondeu. A mulher o olhou desconfiada e suspirou.
—O que vai ser?
—Eu quero um quarto... pra ficar quatro horas. – respondeu sentindo a excitação do momento. Rose estava completamente corada, usando o casaco de goleiro da Sonserina dele, o que não tinha seu nome, pelo menos.
—Nível do quarto?
—Hum... – ele olhou a tabela num panfleto do balcão, avaliando os preços. Era a primeira vez dele com Rose e ele queria que fosse especial. Seria mais da metade do dinheiro que ganhara em todos aqueles meses, mas não ligou – Nível cinco. – respondeu. A mulher o olhou ainda mais desconfiada. Eram sete níveis e apenas o seis e o sete eram mais caros. Mas ele tinha o dinheiro e colocou a sacola cheia de ouro em cima da mesa. A mulher piscou levemente impressionada e contou as moedas. Em seguida deu um sorriso.
—Aproveitem o Poison Apple. Podem escolher qualquer um dos quartos do quinto andar. – respondeu ela. Draconis sorriu e puxou Rose pela mão, mas parou quando a mulher lhe entregou um pacote. Se perguntou o que era e notou que eram máscaras – A maioria que não deixa nome prefere não correr o risco de ser reconhecido, senhor. – riu ela.
Draconis concordou e sorriu para a atendente. Deu uma das máscaras para Rose e colocou a outra. Logo notou que eram encantadas, porque mesmo que só escondessem a parte de cima do rosto, simplesmente não reconhecia Rose. O rosto dela parecia completamente camuflado.
Sorriu e a puxou novamente. Subiram os degraus com aquela pressa típica de quem não está acostumado a esperar. Aquela pressa de quem não aguenta mais esperar. No terceiro andar a empurrou contra uma pilastra e a beijou fogoso, colocando as duas mãos por debaixo da blusa dela. Pessoas passavam o tempo todo, mas nem ligou. Aquilo era um bordel, oras. E as pessoas não paravam para olhar também.
Teria terminado aquilo ali mesmo, mas Rose sorriu e o empurrou de leve.
—Vamos para um quarto. – pediu ela.
Concordou, sentido-se completamente duro e apertado em sua cueca. Agora era ela quem o puxava pela mão, enquanto subiam desesperados pelos andares que pareciam não acabar.
Quando finalmente chegaram no nível cinco, achou que não iria aguentar procurar um quarto vazio. Mas Rose o puxou com pressa e ele se contentou em segui-la, louco para tomá-la. A última garota com quem transara tinha sido Lessa... ou Lyra... uma das duas. E céus, parecia que tinha sido em outra vida.
Acharam um quarto vazio e quase não deu tempo de trancar a porta. Entraram já se beijando e se despindo, desesperados. Ela ainda usava aquela camisola sensual por debaixo do casaco e calça dele, então, quando a teve só naquela peça, suspirou achando-a maravilhosamente gostosa.
A beijou apaixonadamente, a apalpando, apreciando a anatomia feminina dela. Sentiu as mãos dela passearem por seu corpo também, desejosas e curiosas, o apertando com tanto desejo quanto ele a apertava. A jogou na cama e subiu em cima dela a beijando sem parar. Sem querer ter que parar um dia. Nunca tinha sentido algo assim por alguém. Sentia seu peito vibrar e sua barriga se contorcer de um jeito completamente novo.
A mordeu no lábio e a puxou com força contra si mesmo. Tirou a camisola dela, para beijá-la nos seios, completamente deliciado com eles. Não eram enormes, mas médios, rosados, redondos e macios. Depois a beijou na barriga achando adorável a pintinha que ela tinha dentro do umbigo. Desceu os beijos, a beijando na calcinha, fazendo-a soltar um gemidinho bem baixinho.
Respirou fundo puxando a peça pelas pernas dela. Depois a olhou com desejo naquela parte que ele nunca mais nem tinha visto. A beijou ali, sedento pelo gosto dela e sorriu quando ela gemeu alto. A lambeu e masturbou, mas logo não aguentou mais. Subiu por ela e a olhou nos olhos.
—Eu não aguento mais... – murmurou.
—Nem eu. Vem. – pediu ela.
A beijou nos lábios e ela não pareceu ligar por sua boca estar com o gosto dela. Se posicionou entre as coxas dela e encontrou o caminho para dentro, sem nem mesmo utilizar as mãos. Rose abriu a boca num “o” perfeito e o gemido ficou preso em sua garganta. A beijou no pescoço a mordendo de leve e a chupando na pele sensível, enquanto movia os quadris num ritmo constante. Tinha esquecido o quão delicioso era estar com uma garota. No quão sensual era escutar os gemidos de uma.
A puxou pelo quadril, tentando entrar mais dentro dela e a escutou gemer de maneira deliciosa. Os dois se olharam e sorriram felizes, antes de voltarem a se beijar. Já tinha feito sexo várias vezes, mas nada se comparava a aquilo... a fazer com alguém que realmente gostava... era diferente. Era muito melhor.
Sentiu a mão dela em sua nuca e adorou o modo como ela o beijou. Daquele jeito carinhoso e doce. Ficou de joelhos e a colocou em seu colo. Ela rebolou ali e ficaram se beijando naquele momento tão esperado e temido por ambos.
Mas nada pareceu errado naquele momento. Não para ele. Nem lembrava que ela era sua meia irmã. Só conseguia pensar no quanto gostava dela. No quanto ela era especial... no quanto queria passar o resto da vida com ela.
A beijou no queixo, se perguntando se era cedo demais para falar aquelas palavras. Aquelas palavras que estavam entaladas em sua garganta há tanto tempo. Se perguntou se aquilo iria assustá-la... mas precisava ser sincero com ela e consigo mesmo.
—Rose...
—O que? – perguntou ela o beijando enquanto encostava a testa contra a sua.
—Eu amo você... – murmurou. Os dois se encararam. Ele com medo e insegurança... mas ela sorriu feliz e carinhosamente.
—Eu também amo você... – respondeu ela.
—Namora comigo?
—Achei que nunca fosse pedir...
Ele sorriu aliviado e suspirou.
—Isso é um sim, né?
—É claro que é... – riu ela o beijando na testa – Eu te amo tanto...
—Eu também... – sussurrou fechando os olhos. Eu também...
*
Não conseguia dormir. Tinha pegado a varinha e aumentado uma mariposa de tamanho, a deixado maior que sua cabeça. Agora estava praticando a maldição imperius nela. Fez a mariposa voar pelo quarto, fazer piruetas e ficar batendo de novo e de novo na parede, apenas para ver se conseguia fazer com que ela fizesse o que queria. Depois conjurou uma chama, que ficou flutuando no ar. Respirou fundo e jogou a mariposa nas chamas e antes que os pedaços incandescentes dela caíssem no chão, os desconjurou.
Imperius era fácil. Crucio também. Só faltava o Avada Kedavra. Saiu do quarto e foi andado pelo corredor, com a ponta da varinha brilhando. Logo viu mais mariposas.
—Avada Kedavra. – sussurrou e logo a mariposa caiu no chão, morta. Matou mais umas três e se convenceu que realmente conseguia fazer aquelas azarações com facilidade. Era fácil e instintivo.
Suspirou, de pé, na sala, se perguntando se seria assim tão fácil quando estivesse mirando uma pessoa. Se seria tão instintivo e sem resistência... se teria estômago ao ouvir os gritos. Ou se teria que se esforçar mais para ter sua vontade suprimindo a de outra. E principalmente... se teria estômago para matar alguém quando chegasse a hora.
O mais sinistro era que havia uma voz dentro de si que dizia que ele sabia a respostas para todas aquelas perguntas. Você é um Lestrange. Os Lestrange são guerreiros. Está no nosso sangue.
Aquelas palavras do avô ainda o assombravam...
—Navi?
Se virou e viu a irmã o olhar preocupadamente. Suspirou, encarando o chão, sem saber se ela iria entender que ele estava treinando as imperdoáveis.
—Oi, Lyra. – murmurou dando as costas pra ela. Foi quando um calafrio tocou seu estômago ao sentir os braços da irmã o envolverem. Estava de costas para ela e sentiu o rosto da irmã em suas costas nuas. Sentiu a garota soltar um suspiro e então arfar.
—Você precisa fugir, ok? Promete que vai fugir... quando se formar. Por favor...
—Fugir? – perguntou franzindo a testa, confuso com o tom de voz sofrido de sua irmã.
—Eles vão pegar você... os trouxas... eles são muitos. Eles são muito mais numerosos que a gente... se você for pra guerra... você vai morrer. – choramingou ela.
Navi soltou um suspiro e baixou o rosto.
—Não vou morrer. Eu sou um bom bruxo.
—Eu sei que é, mas... mas não deixo de me preocupar. Você é meu irmãozinho...
—Você quem é a irmãzinha. Eu sou mais velho, lembra? – perguntou ele com um sorrisinho. Mas Lyra apenas fungou.
—Não vá pra guerra, ok? Me promete que não vai pra guerra... – pediu ela – Por favor, maninho...
Lyra nunca o chamava assim... e isso o tocou. Suspirou, encarando o chão.
—Lyra... não é como se eu tivesse opção... e eu não vou lutar contra os trouxas. Eu vou lutar contra o Ministério...
—Mas... mas eles vão caçar você. – lamentou sua irmã. Colocou a mão sobre as mãos delas e sorriu daquele jeito que todo mundo achava um saco. Aquele seu sorrisinho insolente.
—Deixa eles tentarem...
—Navi, isso é sério! – ralhou sua irmã o soltando e dando a volta nele – Você acha que isso é mais uma brincadeira? Você não está apostando pontos da Taça das Casas. Você está apostando a sua vida! Por favor... tenta dar um jeito de... de fugir.
—Você vai fugir? – perguntou Navi.
—Eu vou. – disse Lyra se abraçando – Eu não vou me meter nessa guerra estúpida. Eu vou dar um...
—Você sabe que Albus não vai fugir, não sabe? – perguntou Navi com um sorrisinho. Lyra piscou e o encarou em choque – Ele é um Potter... ele é o filho do Harry Potter... ele vai lutar com unhas e dentes contra esse acordo idiota. Pode ter certeza disso. – Navi soltou um suspiro – Você vai deixá-lo lutar? Sozinho? E Scorpius? E Les? E Cerce? E Dido?
—Não é justo. – chorou Lyra, seus cabelos verde esmeralda ficando castanhos – Não é justo. Que lute só quem quer lutar! Não deveriam nos obrigar! Não deveriam! – lamentou ela.
—É... mas você acha que Albus deixaria de lutar? Sinceramente?
—Por que está perguntando de Albus pra mim? – perguntou ela, tentando parecer zangada, mas sem conseguir.
—Me responde você, mana. – riu Navi.
—Ele é apaixonado por mim, mas eu só o considero meu amigo! – disse ela – Gosto dele tanto quanto gosto do Scorpius... ou da Les, ou da Cerce, ou da Dido.
—Será mesmo? – riu Navi. Se aproximou da irmã e a abraçou, apoiando o queixo no topo da cabeça dela – Eu não entendo... porque vocês têm tanto medo de serem amadas e de amar de volta?
—Não ache que eu sou a Les, porque eu não sou. Eu sei muito bem o que eu sinto pelo Albus!
—A Les acha que sabe também... mas fazer o que? Vocês duas são as pessoas mais cabeça dura que eu conheço... – disse com um sorriso – Escute, Ly... eu não posso fugir dessa luta. Porque eu sei que meus amigos vão lutar. E eu quero lutar pelo lado certo. Eu sou um Lestrange e nossa família não é do tipo que se omite. O vovô não se omitiu, nem o papai e nem eu vou me omitir. Eu só posso te prometer que vou tentar ficar vivo pra você não ter que fingir que se importa comigo na frente das outras pessoas, ok? Eu vou guardar seu segredinho.
—Idiota. – resmungou Lyra o abraçando – Eu te adoro, Navi...
—Eu sei. Como não me adorar? – riu Navi. Lyra o beliscou com força nas costelas e ele riu tentando se desvencilhar – Brincadeira! Brincadeira! – disse rindo. Mas logo a abraçou novamente – Eu também te adoro, maninha... e eu vou fazer de tudo pra acabar com essa bagunça antes que seja a sua vez de se alistar... você é uma estrela do rock, não um soldado, sabe?
E ela nem se dignou a retrucar. Era óbvio que ele não estava mentindo.
**
James Potter escutava os mais velhos conversarem. Sabia que Lily e Albus estavam escutando por debaixo da capa de invisibilidade em algum lugar. Hermione estava sentada, assustada, com o marido de pé, logo atrás dela. Seu pai estava de pé, coçando o queixo, enquanto sua mãe andava de um lado para o outro, nervosa. Lupin e Adhara estavam lá também, de mãos dadas e feições cheias de preocupação. Ted e Pollaris estavam lá também, com feições abatidas. Gui, Fleur, Carlinhos, Victorie, Dominique, Neville, Luna, Jorge, Percy, Kingsley, Emily, Arthur e Molly...
A guerra tinha chegado novamente. Todos tinham esperanças de que poderiam evitá-la de maneira diplomática, mas isso se mostrara impossível. Rosier tinha a maioria da Corte ao seu lado.
—Eu fiz o que pude, mas... – murmurou Emily retirando seu chapéu coco – Eu vou entregar o cargo. Estão me ameaçando novamente e eu ainda não tenho notícias do meu filho... – ela soltou um suspiro – Eu espero que ele esteja bem... e caso esteja morto... que ao menos me devolvam os ossos dele, para que eu possa enterrá-los.
—Uma cortesia que não tínhamos na última guerra. – murmurou Arthur – Alguns de nós nunca recuperou os ossos de seus entes queridos.
James olhou para Adhara e para o pai, que suspiraram juntos, provavelmente pensando em Sirius Black.
—Nós vamos fazer alguma coisa? – perguntou Rony.
—Eu espero que façam, mas... mas eu devo dizer que eu acho melhor que eu não esteja envolvida... eu sou mãe e seria capaz de qualquer coisa pelo meu filho. – murmurou Emily – Minha luta terminou aqui e eu falhei... eu realmente sinto muito.
—Não se culpe, Emms... você fez tudo o que podia. – murmurou Lupin. Ela suspirou tristemente e pegou a varinha.
—Eu desejo boa sorte pra vocês. Eu preciso voltar pra casa... – disse Emily. Arthur a guiou para fora e logo escutaram o som dela aparatando. Todos olharam instintivamente para Polaris, que soltou um suspiro.
—Eu posso ficar como espiã. – disse ela – Posso ser os olhos e ouvidos lá no Ministério. Eu nunca saí me posicionando em relação à Causa... ninguém sabe a minha opinião sobre isso... eu posso fingir...
—Fingir o que? – perguntou seu pai – Não há nada para ser fingido. – resmungou ele – Você pode fazer outra coisa, além de espionar. Você pode tentar, junto com o seu irmão, fazer com que a cláusula de alistamento obrigatório caia. Se ela cair... isso facilitaria as coisas para nós.
—Esse alistamento obrigatório vai ser um tiro no pé. – disse Hermione – Os líderes vão lidar com insubordinação todo o tempo...
—Pode até ser, mas... mas os insubordinados vão estar contra a lei... e eles vão poder usar isso a favor deles. – disse Kingsley – Vai ser considerado traição. O Acordo tem apoio de uma parte bem considerável da população. Não foi um golpe como Voldemort fez... não era uma minoria poderosa que impôs aquelas regras. A população elegeu a Corte e a Corte votou e aprovou aquilo. Eu estou bem pessimista sobre o que podemos fazer...
—Mas não podemos simplesmente ficar de braços cruzados. – disse James, sentindo os olhares convergirem para si – Hoje eles vão sabotar os trouxas, caçá-los... matá-los, sei lá o que eles planejam... amanhã eles vão dizer que os bruxos que se casarem com trouxas são traidores da pátria e criminosos, como fazem nos Estados Unidos... depois vão falar que os nascidos trouxas são tão perigosos quanto. E quando alguém se manifestar contra, eles vão fazer um espetáculo, como eles fizeram hoje cedo. O desdobramento dessa guerra vai ser Voldemort tudo de novo...
—As pessoas já estão falando que ele tinha razão no fim das contas... – resmungou Victorie.
—E me multaram e fecharam o meu hospital. – resmungou Adhara – E estou correndo o risco de ser processada e presa...
—Você deveria deixar o país, Addie. – murmurou Polaris.
—De jeito nenhum. Eu vou ficar e lutar, oras. Eu já fui embora uma vez e me arrependi. – ralhou ela.
James soltou um suspiro.
—O que podemos fazer, caso essa cláusula não caia? Eu não vou servir. – resmungou.
—Não mesmo. Você seria usado de refém, pode ter certeza disso. – murmurou Lupin – Eu acho que vai ser muito difícil essa cláusula cair. É um método perfeito de usar os jovens de reféns... além de poder enquadrar os jovens da última guerra... isso inclui você, Harry. – adicionou ele.
—É mais do que claro que eles querem matar você. – disse Hermione – Melhor ainda se for morto por um trouxa. Vão usar isso como publicidade. Vão usar você para o propósito deles... e caso você se recuse, eles vão falar que você está traindo todos os que foram mortos pelos trouxas...
—Eu lembro o que o Profeta Diário fez anos atrás. – resmungou seu pai – O que precisamos fazer é criar uma resistência. Primeiro temos que fazer de tudo para derrubar essa cláusula... Gina, você tem espaço no Profeta Diário... você pode falar algo?
—Amor, eu escrevo sobre quadribol, não política.
—Tente escrever. – pediu seu pai assim mesmo.
—Eu posso distribuir panfletos na loja. – murmurou Jorge.
—Eu vou falar com os alunos... afinal, Hogwarts vai ficar contra o acordo, graças à Minerva. – disse Neville.
—Eu posso fazer uma crítica no Pasquim. – disse Luna, de maneira sonhadora – Logo depois do artigo sobre aswangs e elementais de terra.
—Céus, Luna. Elementais de terra não existem! – ralhou Hermione.
—É claro que existem, mas eu não esperava que você acreditasse neles. Você tem a cabeça muito fechada, Mione. – riu Luna. Hermione revirou os olhos e Rony deu uma risadinha escondida.
—Certo. – murmurou seu pai – James. – Sentiu um frio na barriga e olhou o pai – Eu preciso que você se inscreva no curso de especialização da Durmstrang. Assim eu posso te manter afastado do país por um tempo.
—Vai me esconder?! – perguntou revoltado.
—Não. Vou te dar uma missão. – respondeu seu pai, muito sério – Durmstrang tem os filhos dos elitistas. Todo mundo lá é puro sangue, no máximo mestiço. Eu preciso que você descubra quem deles é a favor desse acordo, quem é contra e quem é indeciso... e se você descobrir quem são os indecisos, eu preciso que você faça com que comprem o nosso lado.
—Está dizendo que eu vou ter que ser popular e fazer todo mundo gostar de mim, para fazerem o que eu pedir? – perguntou com um sorrisinho – Fala sério, fiz isso a vida toda. – disse dando uma piscadela. Sua mãe deu um sorrisinho e seu pai concordou com um aceno de cabeça.
—Addie, eu preciso de você na França.
—Mas eu...
—Eu PRECISO de você lá. – repetiu seu pai – Você tem amigos políticos lá. A França tem uma das maiores populações bruxas da Europa. Eles precisam estar do nosso lado ou as coisas vão ficar feia. Alemanha certamente vai entrar ao lado dos Estados Unidos, assim como a Rússia. Precisamos que França, Portugal e Espanha fiquem do nosso lado...
—Posso falar com os Casañas. Eles são espanhóis. – disse James – E a filha deles foi executada em Hogsmeade... eles podem ser nosso canal pra lá.
—Ótimo! – disse Harry – Rony... você acha que pode falar com o resto da AD? Precisamos de muitos bruxos do nosso lado.
—Eu vou falar com eles. – concordou Rony.
—Somos a nova Ordem da Fênix? – perguntou Dominique. Remus deu uma risadinha e concordou com um aceno.
—Pode-se dizer que sim. – riu ele – Polaris... você acha que consegue descobrir quais bruxos da Corte cederam às vontades de Rosier por conta de chantagens?
—Eu posso tentar. Sendo ligilimens e metamorfomaga eu tenho boas chances de conseguir informações interessantes. – disse ela, calmamente. James soltou um suspiro olhando para a Lestrange. Sempre tivera um tesãosinho nela. Só que ela era muito mais velha que ele... bem... não exatamente muito... só alguns anos... – Eu já estava tentando investigar sobre o meu irmão, mas simplesmente não encontrei coisa alguma.
—Espero que consiga algo de útil dessa vez, não é? – riu Victorie. Polaris a olhou com desdém.
—Pelo menos eu posso fazer alguma coisa. E você? – perguntou ela – Ted já sabe das suas puladas de cerca?
—O que? – perguntou Ted, piscando surpreso.
—Oh, a senhorita não te falou, Ted? Ela estava saindo com o meu irmão pelas suas costas.
—Cale a boca, sua víbora! – rosnou Victorie ficando vermelha – Eu nunca fiz isso, ok?!
—Será mesmo? – riu Polaris – Você sabe do paradeiro do meu irmão?
—Pare com isso, Polaris. – pediu seu pai – Não devemos criar rixas aqui dentro.
—Você vem questionar a minha lealdade, quando é a sua família que foi recheada de podridão! – rosnou Victorie, ignorando seu pai.
—Vic... – chamou Gui.
—Me poupe, querida. Minha família teve alguns probleminhas, mas a gente cuidou de todos eles. Ou se esqueceu que meu pai recebeu até uma Ordem de Merlin pelo risco que correu? E minha mãe estava arriscando o pescoço na Corte, defendendo uma causa que nem é dela, já que ela é sangue puro. Meu irmão lutou contra todos os preconceitos e está trabalhando num cargo cheio de prestígio, mesmo sendo um lobisomem. Eu tenho um cargo excelente, que eu conquistei pelo meu esforço. Meu irmão é um neurologista conceituado no Mungus. E minha irmã se infiltrou e espionou o Lorde das Trevas quando tinha simples quinze ou dezesseis anos. Então não vem questionar a lealdade da minha família, principalmente quando a única coisa que você sabe fazer é piscar os olhos e distribuir sorrisinhos doces.
—Polaris! – ralhou Adhara, mas ela estava tentando não sorrir – Deixe Victorie em paz.
—Piranha. – rosnou Victorie.
—Vadia. – riu Polaris – Agora, licença. Eu tenho trabalho pra fazer, afinal, eu não vivo do ouro dos meus pais, né?
Victorie corou de novo e Polaris acenou, saindo da Toca com um sorriso vitorioso no rosto.
—Podemos continuar agora? – perguntou seu pai olhando zangado pra Victorie – Não devemos brigar entre nós.
—Não defende ela, tio Harry! – rosnou Victorie.
—Não estou defendendo. Estou dizendo que não é hora pra criancices. E nós precisamos nos unir e confiar uns nos outros. Agora... – seu pai respirou fundo – Precisamos descobrir tudo o que pudermos sobre nossos inimigos. Kingsley, você me ajuda com isso?
—Claro. – respondeu ele.
—Ótimo. Vou falar com o Rasalas e com a Parkinson. Ela é especialista em fuçar a vida alheia...
—Vamos precisar de dinheiro. – disse Addie.
—Por que? – perguntou James.
—Porque precisamos salvar o Instituto Sirius Black. – disse ela – Eles congelaram o meu cofre. Eu lembro que fizeram isso uma vez com os Valentine, quando eu era pequena. Assassinaram a família e uma pessoa sobreviveu. Queriam deixá-la sem um nuque que fosse e conseguiram. Eles vão fazer o mesmo pra mim, mas eu tenho uma família grande pra cuidar...
—Seu sobrinho não é podre de rico? – perguntou Carlinhos.
—Eu não vou pedir dinheiro pro Draco! – riu Addie.
—Vamos precisar falar com o Malfoy. – murmurou Harry.
—Por que deveríamos falar com o Malfoy? – perguntou Rony, fechando a cara.
—Porque ele é o homem mais rico da Grã Bretanha. – respondeu seu pai – E ele é o único que pode salvar o Instituto Sirius Black.
—E por que precisamos tanto salvar o Instituto? – perguntou tio Rony ainda de cara fechada. Neville também não parecia nada feliz.
—Oras, porque ele é a prova viva de que os trouxas não são perigosos. Ele é a nossa publicidade! – ralhou Addie – Sem falar que é um hospital particular. Podemos usá-lo como uma das nossas bases.
—Mas... não é muito óbvio? – perguntou Rony.
—Querido, existe um lugar mais óbvio do que a Toca? – perguntou Addie fazendo todos darem risadinhas sem jeito – Precisamos de novos quartéis. De preferência em lugares onde não iriam nos descobrir... A Mansão Malfoy seria perfeita.
—Ela está claramente me avacalhando. – resmungou Rony – Como se aquela doninha ridícula fosse concordar em nos ajudar.
—Podíamos pedir a ajuda para a Alhena. Ela convenceria Draco, com certeza. – riu Luna.
—E por que mesmo? – resmungou Rony.
—Porque eles tem um en. E isso é uma ligação pra toda a vida. – explicou Luna e James revirou os olhos por conta das loucuras dela.
—Bem... ela e Draco eram bem amigos... e ela é filha da Emily... talvez ela nos ajude mesmo... – murmurou Hermione.
—Eu não estou acreditando que vocês querem contar com o Malfoy! – resmungou Neville cruzando os braços – Ele era um comensal de morte. Ele causou a morte do Dumbledore. Ele provavelmente deve estar batendo palmas pro que está acontecendo! Ele é a representação máxima da ideia que estamos tentando enfrentar!
—Eu concordo que Malfoy é um merdinha, mimado, cretino e prepotente. – disse Jorge e todos continuaram olhando para ele, esperando que ele terminasse de falar. Esperando pelo “mas” – O que foi? Era só isso que eu tinha a dizer sobre ele.
—Obrigado, Jorge. – riu tio Rony.
—Eu vou pelo menos conversar com o Draco. Pelo que eu sei a Mansão Malfoy é uma das casas mais seguras do mundo. Sem falar que é enorme. Se precisarmos esconder alguém, lá vai ter espaço de sobra. – disse seu pai – E por hoje é só. – adicionou ele.
James soltou um suspiro e subiu as escadas, seguindo o som dos passos.
—Albus, Rose, Lily?
—Não acredito que papai vai te mandar pra Durmstrang! – disse Albus, o olhando com preocupação. Só ele e Rose estavam embaixo da capa da invisibilidade que agora estava enrolada nos braços de Albus – Aquele lugar é...
—Relaxa. Eu vou sobreviver lá.
—Tome muito cuidado, James. Durmstrang não é igual a Hogwarts... você deveria falar com o Draconis. Ele tá estudando lá. – disse Albus.
—É... é uma boa ideia. Você acha que pode marcar um encontro com ele e me levar? Ele é de confiança?
—Claro que é! – disse Albus – Ele e o Navi. Ele não vai querer ficar de fora disso. Pode ter certeza. – riu Albus.
—Eu vou falar com o pessoal da escola. – Disse Rose – Eu sei que muita gente que está indo pro último ano vai estar desesperada... temos que torcer pra não tirarem McGonagall da diretoria, ou aquela escola vai virar um inferno, que nem aconteceu no passado, quando Você-Sabe-Quem dominou tudo.
—Bem... vamos cada um fazer o que pode... – riu James, cruzando os braços – E torcer para que seja o suficiente.
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