Legado Lestrange II - Legacy
26 Something Selfish
Notas iniciais

Capítulo 26
Rasalas chegou com a família pela lareira. A espaçosa sala de estar de Damian estava repleta de risadas e felicidade. Damian estava com Prim no colo, Draconis estava no sofá, sentado ao seu lado. Rose estava sentada no braço do sofá, no outro. Cerce e Dido estavam sentadas no chão, aos pés de Damian e Póllux e Castor estavam de pé, conversando animados.
Finalmente estava fácil de identificar os gêmeos. Castor tinha cortado o cabelo e ficado muito parecido com o pai, enquanto Póllux tinha os cabelos muito compridos, presos num rabo de cavalo.
—TIO DAMIAN! – gritou Lyra, correndo até ele. Navi sorriu muito feliz, assim como Rabastan. Os três correram para abraçar Damian, que caiu na gargalhada.
—Ei, ei! Vai com calma, garotada. – riu Damian, parecendo simplesmente feliz.
—Isso mesmo. Deixem um pedacinho pra mim. – riu Alhena, colocando uma grande travessa com um belo pedaço de cervo em cima da mesa. Seu estômago roncou imediatamente, desejando comer a parte mais mal passada daquele banquete. A lua cheia seria no dia seguinte e ele estava sedento por carne.
—Quando saiu do hospital, Damian? – perguntou Daphne, indo beijar o amigo na testa.
—Hoje a tarde. – riu ele – Quis fazer uma surpresa.
—Bem... realmente ficamos surpresos. – riu Póllux – Draconis até chorou.
—Vai se foder. Eu não chorei! – ralhou Draconis.
—Nós sabemos que você é um rapazinho sensível, Drac. – riu Castor e os gêmeos receberam um olhar muito zangado de Damian.
—Posso saber o porquê? – perguntou Damian, com a voz muito severa. Castor e Póllux se entreolharam daquele jeito meio culpado que eles tinham, sempre que faziam qualquer coisa boba e fora de linha.
—Nada não... – murmuraram os dois.
—Bom mesmo. – ralhou Damian. Depois ele olhou para Draconis e bagunçou os cabelos dele – Draconis é um garoto muito forte. Não é?
Draconis sorriu e deitou a cabeça no ombro do pai, parecendo simplesmente feliz.
—Não quer tirar o casaco, Rasalas? – perguntou Alhena. Ele concordou e tirou o casaco. Alhena, com um aceno de varinha, fez o casaco flutuar até o cabideiro. – Será que Draco já está... – a campainha soou – chegando? Deve ser ele. – riu ela.
Rasalas acompanhou a irmã com os olhos, ignorando que Navi roubava uma azeitona da travessa do cervo. De fato eram Draco e Scorpius.
—Espero não estar atrasado. – disse Draco. Scorpius parecia emburrado, cumprimentou Alhena de qualquer jeito e entrou pisando forte, para se sentar esparramado numa cadeira. Rasalas torceu o nariz com antipatia por ele e Draco olhou o filho parecendo levemente irritado também – Pare com esse chilique, Scorpius.
—Você nunca gosta de nada do que eu faço. Por que só sabe encher o meu saco?
—Céus, não vamos recomeçar isso, ok? Namora quem você quiser. É problema seu. Mas eu não sou obrigado a achar lindo!
—Contou pro tio Draco, então, não é? – riu Lyra. Rasalas olhou curioso para a filha, que tinha os cabelos num roxo berrante – Scorpius está de rolo com a Rose Weasley.
Oh! Aquilo era simplesmente hilário... Rasalas caiu na gargalhada, junto com Damian, Daphne e Alhena.
—Isso. Podem rir. Eu não ligo. Não é problema meu. – rosnou Draco, então ele olhou para o filho – Mas se vier com papo de casamentos, você está DE-SER-DA-DO. Cabeça-de-Fósforo-Weasley não será convidado de honra no casamento de um filho meu.
—Você é insuportável. – resmungou Scorpius
—Scorpius, comporte-se. – rosnou Draco.
—Comporte-se você. Eu estou gostando de alguém. Qual o problema de ficar feliz por mim?
—Fique feliz você. Eu não sou obrigado a gostar de nenhuma namorada sua, assim como você não precisa da minha benção pra namorar quem quer que seja. Não foi isso que você disse?
—Mamãe iria ficar feliz se eu estivesse feliz.
—Mas eu não sou a sua mãe, moleque.
—Infelizmente não. – sibilou Scorpius, sem humor algum. Rasalas fez uma careta e a sala ficou constrangedoramente silenciosa – Mas poderia ser. Seria muito melhor! Você não chega aos pés dela. Você é um nada, perto dela!
—Cale a boca, Scorpius! Como pode falar uma coisa dessas? – perguntou Dido, horrorizada. Scorpius só cruzou os braços, emburrado.
Draco engasgou de leve e baixou os olhos.
—Eu deveria ter morrido no lugar dela? É isso que você quer dizer, Scorpius? – perguntou Draco, baixinho.
—É claro que não é isso que ele quis dizer, Draco. – disse Daphne, com seu jeitinho doce. Mas Scorpius lançou um olhar tão frio e gelado para Draco, que ficou bem claro que era exatamente isso que ele quis dizer.
—Ok... ok... desculpe por ter sobrevivido no lugar dela, Scorpius. – disse Draco friamente – Mas saiba que você não é o único que gostaria que ela tivesse sobrevivido no meu lugar. – adicionou ele num tom muito frio também – Desculpem por estragar o jantar. – adicionou ele pegando a varinha. Ele estava para aparatar, quando Alhena o segurou no braço.
—Não estragou, Draco... fique, por favor. – pediu ela. Porém, Draco se desvencilhou dela de maneira quase rude e desaparatou assim mesmo. Todos olharam para Scorpius, que ainda estava sentado esparramado, parecendo simplesmente furioso, na cadeira.
—Qual o seu problema?! – perguntou Navi – Como pode falar uma coisa daquela pro seu pai?!
—Não se mete, Navi. – rosnou Scorpius.
—Você é um moleque muito sem educação. – ralhou Póllux, zangado – Se soubesse como é...
—O que? Perder a mãe? Ou o pai? – perguntou Scorpius com um sorrisinho – Pelo o que eu posso ver, você ainda tem os dois. E eu? – perguntou ele ficando de pé – Desculpe, tio Damian. Eu perdi a fome.
—Scorp, espere... – murmurou Lyra. A segurou pelo ombro antes que ela corresse até o amigo e fez que não com um aceno de cabeça. Scorpius abriu a porta e saiu, zangado, a batendo com força, em seguida – Papai... ele é meu amigo. Eu vou falar com...
—Você vai ficar ai. – retrucou.
—Mas, papai...
—Escute seu pai, Lyra. – disse Daphne – Será que não dá pra termos um jantar tranquilo? – perguntou ela.
—Somos uma grande família, cheia de pequenas confusões. – riu Damian ficando de pé, sem ajuda de ninguém. Ele respirou fundo – Eu vou atrás dele.
—Mas não mesmo. – ralhou Alhena – Eu vou. Vocês ficam ai e podem começar a comer.
—Mas, amor... – começou Damian.
—Você não pode se esforçar. Vai comer e sentar novamente, para descansar. Eu vou falar com Scorpius.
—Você deveria ir falar com o Draco. – discordou Damian – Ele...
—Ele é um homem adulto. Deve estar magoado, mas Scorpius é o garoto cheio de hormônios em fúria, precisando ser acalentado. – riu Alhena – Se for o caso eu falo com Draco depois. Mas fiquem à vontade para começar a comer.
Alhena então saiu pela porta e todos se entreolharam, sem jeito.
—Bem... vocês escutaram a Lena... vamos encher o bucho. – riu Damian indo para sua cadeira, na ponta da mesa.
Todos se sentaram e Damian se serviu primeiro. Depois cada um foi pegando um pouco de arroz, purê de batata e principalmente o delicioso cervo. Quase meia hora depois Alhena voltou com Scorpius, que parecia um tanto sentido.
—Desculpe, pessoal. – murmurou ele cabisbaixo.
—Você é um babaca. – ralhou Navi – Mas só porque é meu Bro, eu vou te desculpar. – adicionou ele.
—Você deveria pedir desculpas para o seu pai. – adicionou Cerce. Scorpius soltou um muxoxo, desviando o olhar, e Alhena puxou a cadeira para que o garoto se sentasse – Vocês são tudo um pro outro, Scorp. E eu tenho certeza que vocês dois se amam muito. – adicionou ela, gentilmente, parecendo mais do que nunca com a mãe.
—Eu vou falar com o Draco agora. – disse Alhena, parecendo cansada.
—Meu amor. Você deveria comer primeiro. – disse Damian.
—Se Draco fizer muito charme, eu volto. – riu ela se curvando para beijar o marido na bochecha. Rasalas viu o amigo sorrir, calmamente e concordar com um aceno de cabeça.
Alhena caminhou até a lareira, jogou o flu e disse o endereço de Draco. Rasalas soltou um suspiro olhando o filho do amigo. O sobrinho de Daphne. Ele olhava para o prato vazio com uma expressão triste. Por um momento, lembrou de si mesmo, anos atrás, se perguntando se sua mãe o iria perdoar depois de uma briga feia que tiveram, pouco antes de seu avô descobrir que ela estava namorando um lobisomem.
Conhecia aquele olhar arrependido e cheio de culpa, de um garoto que simplesmente não conseguia lidar com a pressão de ser um garoto-adulto num mundo onde a guerra fazia com que as crianças precisassem crescer rápido demais e tornava os adultos figuras quebradas e frágeis. Soltou um suspiro e olhou Scorpius, sentindo uma imensa empatia por ele, pela primeira vez. A guerra dos trouxas tirou Astoria da vida dele e isso não foi fácil de se conformar...
—Scorpius. Coma. – disse simplesmente. O garoto o olhou com o olhar perdido. Ele tinha os mesmos olhos de Draco e se lembrava do amigo ter aquele mesmo olhar basicamente por todo o sétimo ano...
Scorpius suspirou e começou a se servir, mas ele parecia com o pensamento muito longe dali. Sentiu a mão de Daphne sobre a sua. Os dois suspiraram e voltaram a encarar o garoto preocupadamente.
—Uma vez eu bati tanto no Draco que eu quebrei o nariz dele e a cara dele ficou parecendo um bolo de carne. Porque eu estava puto, sabe? – disse Damian e todo mundo olhou pra ele simplesmente confuso. – Ele não ligou, no fim das contas... uma semana depois estávamos fazendo planinhos para ajudar uma pessoa que realmente precisava da nossa ajuda... apesar de tudo, por mais que ele goste de fazer aquela pose de malvado... O Draco tem um coração grande. – E dizendo isso ele voltou a comer, como se nada tivesse acontecido. Lyra sorriu para o tio e Rasalas voltou a olhar Scorpius. Mas ele ainda parecia triste.
*
Alhena entrou pela lareira e encontrou Draco sentado no sofá, com um retrato de Astoria nas mãos. Ele fungou e olhou para ela, com os olhos vermelhos. Soltou um suspiro e foi até ele abraçá-lo. Draco largou o retrato em cima do sofá e a abraçou de volta, parecendo muito infeliz. Ele respirava fundo, como se quisesse segurar o choro e algo naquilo a deixou nostálgica... como se fosse um deja vu. Talvez fosse...
—Está tudo bem, Draco... – sussurrou acariciando a cabeça dele. Draco engoliu em seco e fungou se afastando. O olhou sentindo muito carinho por ele. Ele parecia terrivelmente abatido.
—Adolescentes... – riu Draco com a infelicidade transbordando pelos olhos dele – E você tem uns cinco desses em casa... eu desmorono por conta de um...
Alhena sorriu para ele e segurou sua mão.
—Não pense que os meus não me falam uma coisa ou outra que machuca, também.
—Astoria saberia lidar melhor com tudo isso. – disse Draco, fungando novamente – Ela é melhor nessa coisa toda que eu... ela era melhor do que eu em absolutamente tudo... tudo de bom... eu era um melhor cretino que ela, pelo menos... mas não é algo para me gabar.
—Draco...
—Está tudo bem. Você deveria voltar para sua casa. Aproveitar sua família... Damian voltou pra casa. Ele parece estar bem melhor, não é? – Alhena sorriu e concordou com um aceno de cabeça – Então volte pra ele... eu lido com Scorpius depois... – ele passou as costas da mão pela bochecha – Quando eu me recompor... vou deixá-lo de castigo pelo resto da vida.
—Não sou eu quem devo dizer como você deve criar seus filhos...
—Por favor. Você tem experiência nisso... – riu Draco, ainda infeliz – O que eu faço?
—Aceite as desculpas dele, quando ele vier te pedir... – respondeu ela – E não tente ser uma pedra de gelo com ele, Draco. Ele precisa saber... – ela passou a mão pelo rosto úmido dele – que você é tão de carne e osso quanto todo mundo.
—É claro que eu sou de carne e osso! Do que mais eu seria?! – perguntou ele a olhando nos olhos. Os olhos dele eram muito bonitos, num tom cinza azulado. Bem parecido com os de Draconis... parecidos demais...
—Você sempre quer fazer pouco de sentimentalismo, Draco. Não faça isso com ele. – riu ela – Ou ele vai pensar que você não se importa.
—Com o que? Com ele?
—Com ela. – riu Alhena olhando para o retrato – Você só quis ser forte e suficiente, Draco. Minha mãe fez isso a vida inteira. – riu ela ainda com a mão no rosto dele, o afagando com o polegar – Mas ele precisa saber que você não é igual ao seu pai. Que você não é apenas o legado da sua família. Você não criou Scorpius pra ser igual a você. E agora não pode exigir isso dele.
—Alhena, normalmente eu entendo tudo o que você quer dizer, mas dessa vez eu estou verdadeiramente perdido. – murmurou ele, parecendo confuso. Alhena sorriu para ele.
—Draco. – ela tirou a mão do rosto dele e segurou as pálidas e grandes mãos dele – Scorpius sente falta da Astoria. Mas ele acha que você não.
—Eu sinto...
—Mas você não demonstra. Você se fechou completamente depois que ela morreu... Algumas vezes você é tão frio...
—Até com você? – perguntou ele. Ela negou com o rosto e sentiu um calafrio, por motivo algum – Eu nunca seria frio com você...
—É... mas... com ele... Você tenta mostrar que está tudo bem, que você é um cara forte e que superou o que aconteceu. Mas você não superou. Você não está bem, Draco. E Scorpius também não. Então ele fez algo que Astoria simplesmente não se importaria, mas que você não ia gostar. As vezes ele nem pensou nisso ao fazer. As vezes ele só se apaixonou. – ela deu uma risadinha acariciando as mãos dele – Vai me dizer que nunca se apaixonou por alguém que não deveria?
Draco engoliu em seco.
—Me diz algo egoísta. – pediu ele. Ela piscou confusa e se lembrou de quando ela tinha pedido o mesmo pra ele. Para que se sentisse mais confortável ao confessar que não gostava da ideia de ter Rose Burton morando sob seu teto.
—Quão egoísta? – perguntou ela.
—O mais egoísta possível. – respondeu ele.
Ela soltou um suspiro.
—Eu realmente não sei... – murmurou ela. Então ela suspirou – Bem... talvez tenha uma coisa... – murmurou ela.
—O que?
—Lembra de toda aquela... aquela confusão com o Draconis na escola?
—Claro. – respondeu Draco, olhando para as mãos que ela acariciava de leve.
—Bem... eu fiquei magoada com ele... porque ele não quis se abrir comigo. Só com o Damian... eu sou a mãe dele. Ele saiu de dentro de mim! – Draco deu uma risadinha e concordou com um aceno de cabeça – E eu senti... bem... eu sempre achei linda e maravilhosa a relação deles. Do Drac e do Damian... mas... mas dessa última vez, eu fiquei magoada e zangada... eu fiquei com inveja do meu marido moribundo... – ela soltou um suspiro – Foi egoísta o suficiente?
—Eu não sei. – murmurou ele.
—Me diz... – murmurou ela – Eu não vou julgar você. Nunca julguei. Não vou começar agora... – ela se interrompeu quando Draco chegou perto demais.
Seus narizes ficaram colados e ela sentiu o hálito mentolado dele contra seu rosto. Seu coração acelerou de uma vez, seu corpo todo se arrepiou e por um momento ela se lembrou de seu sonho, sobre duas pessoas de mãos dadas, pulando de uma janela. Por um momento achou que Draco iria tentar lhe dar um beijo. Foi tão de repente que não conseguiu sequer empurrá-lo. E antes que seu cérebro pensasse em alguma reação, ele lhe beijou a bochecha, carinhosamente.
—Obrigado, Lena... mas você deveria voltar para sua casa. – murmurou ele se afastando dela. Ele se levantou e lhe deu as costas, colocando as mãos nos bolsos – Pro seu marido...
—Draco? Eu só... eu vim aqui pra...
—Eu sei. – riu ele a olhando ainda triste – Mas é melhor você ir... e é melhor eu me afastar. Eu... eu estou perdendo o controle da situação...
—Do que você está falando? – perguntou ela.
—Não importa... – ele sorriu daquele jeito triste novamente – Não mais...
Então Scorpius apareceu na lareira. Alhena olhou para o garoto e depois para Draco. Seu amigo de infância olhou severamente para o garoto. Ele e Scorpius eram muito parecidos e extremamente diferentes. Draco se vestia como um bruxo da alta aristocracia. Mas Scorpius se vestia como uma estrela pop trouxa. E isso fazia com que os dois parecessem muito diferentes, quando realmente não eram.
—Pai... me desculpe... – murmurou o garoto – Eu não queria que você tivesse morrido no lugar dela... eu não queria que ninguém... ninguém... – murmurou o garoto com o nó na garganta o atrapalhando a falar. Alhena olhou para Draco, que olhava o filho com severidade.
—Vá pro seu quarto, Scorpius. Você está de castigo. – disse ele.
Scorpius concordou, olhando para os próprios sapatos.
—Mas você me desculpa? – perguntou ele.
—Não. – respondeu Draco, friamente. Alhena abriu a boca, em choque e Draco olhou para o filho com aquele olhar gelado – Você é um garoto mimado e ingrato. – rosnou Draco – Vá pro seu quarto.
—Mas... pai... eu realmente sinto muito. – murmurou Scorpius.
—Pro seu quarto, Scorpius!
—Não fique com raiva de mim. – pediu Scorpius, parecendo desesperado, mas Draco só ficou mais zangado.
—SOBE LOGO ESSAS MALDITAS ESCADAS. EU NÃO QUERO OLHAR NA SUA CARA!
—Você é minha família, pai! – gritou Scorpius com os olhos enchendo-se de água – Não fique zangado comigo!
—Deveria ter pensado nisso antes! Vai pro seu quarto se lamentar por eu estar vivo. VAI!
—Eu não lamento que você esteja vivo! – chorou Scorpius – Pai, por favor... só diz que me desculpa e eu fico no meu quarto o resto das férias!
—Draco, por favor... – murmurou Alhena, completamente emocionada com a situação. Mas Draco ainda estava encarando o garoto com aquele olhar gelado. Frio. E Scorpius parecia se desesperar mais e mais por conta disso.
—Não se meta. – rosnou Draco. Depois ele olhou novamente para Scorpius – Você lamenta que eu tenha sobrevivido. Não é? Você queria que fosse ela aqui e não eu! É sempre assim! Sempre. Você só sabe reclamar. Você não quer passar um maldito feriado em casa. Quando eu te chamo para fazer algo nas férias, você nunca quer. Você sempre tem seus próprios planos. Você acha que eu me fechei pra você, moleque? Foi você quem se fechou pra mim. E por que? O que raios eu poderia ter feito pra você desprezar tanto assim a minha companhia, heim?
—VOCÊ ARRUMOU UM BASTARDO! – gritou Scorpius. Alhena piscou chocada e Draco o olhou do mesmo jeito.
—O que?
—É tão óbvio! – ralhou Scorpius – Você traiu a minha mãe, que foi a vida toda devotada a você. E você se esforça mais por ele do que por mim.
—Do que raios você está falando?
—Draconis, pai! – respondeu Scorpius – Eu não posso namorar a Rose. Mas ele pode namorar uma nascida trouxa. Eu posso ser o melhor do meu ano e o Draconis passar a semana fumando mais do que uma chaminé, mas seus olhares de orgulho são todos pra ele.
—Eu não acredito nisso. Você está com ciúmes? É por isso que você está fazendo essa cena toda?! – ralhou Draco.
—Scorpius. Draconis não é filho do Draco. – disse Alhena, cansada daquele boato.
—Você deveria se envergonhar de continuar mentindo desse jeito. – ralhou Scorpius para ela – Fingindo que tem uma família perfeita, quando não tem. Você era amiga da minha mãe, mas traiu a confiança dela e do tio Damian com o meu pai. É só olhar pro Draconis. Ele se parece mais com o meu pai do que eu! Coisa que o Navi adora me lembrar, obrigado.
—Scorpius. Já chega. – rosnou Draco – Não fale com Alhena desse jeito!
—O que foi? Você não queria saber a verdade? A verdade está ai. – ralhou ele – Draconis é seu maldito bastardo e eu não consigo nem mesmo odiar ele, porque ele é um garoto legal. E eu não posso competir em nada com ele, porque ele é o garoto perfeito, não é?
—Draconis não é perfe...
—Pra você ele é! Eu entrei pro time da Sonserina, como apanhador, que era a sua posição. Você me deu parabéns, mas comprou uma vassoura nova pra ele.
—Você já tinha a mesma vassoura! – defendeu-se Draco.
—Quando eu dei um golinho no seu whisky, você brigou comigo e me deixou de castigo. Mas quando Draconis roubou uma garrafa inteira de hidromel e bebeu sozinho, você falou pra ele ficar aqui, pra poupá-lo da bronca que ele iria levar em casa.
—Isso não tem nada a...
—E quando ele te mostrou a namorada dele, aquela sangue ruim...
—SCORPIUS MALFOY!
—Você beijou a mão dela e falou que era um prazer. Mas se eu pensar em ter algo sério com a Rose, eu estou DE-SER-DA-DO.
—CALE ESSA BOCA!
—EU ODEIO VOCÊ! – rosnou o garoto antes de correr e empurrar Draco com o ombro – E eu não preciso mais das suas desculpas. Faz o que quiser com elas. E quando eu tiver idade eu vou embora daqui e nunca mais vou te mandar uma coruja que seja, seu pula cerca do caralho.
Alhena viu Draco sacar a varinha e Scorpius o olhou em choque. Se levantou, para sacar a própria, para tentar impedir algum desastre, mas Draco suspirou, voltando à razão.
—Como quiser, Scorpius. Se quiser eu vou amanhã mesmo emancipar você. Eu te dou um cofre, com algum dinheiro e você faz o que bem entender da sua vida. – ele se virou e Scorpius fez o mesmo, indo para o próprio quarto. Draco bufou e a olhou zangado – Você realmente deveria ter ido embora. Não precisava ter visto nada disso.
—Vocês dois estão de cabeça quente, Draco... precisam conversar...
—Conversar não adianta, Alhena. – rosnou Draco olhando por onde o filho tinha saído, com um olhar extremamente magoado – Acha que essa é a primeira vez que tento conversar com ele? – Draco revirou os olhos – Astoria falava que o destino dela não era ser mãe... mas talvez eu quem não nasci pra ser pai... – ele respirou fundo – Isso explicaria algumas coisas...
—Draco, você é um excelente pai. Ele só está de cabeça quente. Você também. Ele é um adolescente e, como você, ele sabe pisar certinho no calo dolorido. Vocês brigam tanto porque são parecidos demais.
—Então seu marido tem razão, eu sou mesmo insuportável, porque as vezes eu tenho vontade de... – ele fingiu estrangular alguma coisa.
—Bem... até onde eu sei, Rasalas e Damian já sentiram isso por você algumas vezes.
—Eu nunca joguei algo sério na cara deles, que eles não precisassem ouvir.
—Bem... você faz umas piadinhas desnecessárias pro Damian sobre mim.
Draco teve a cortesia de corar.
—Ele te conta isso?
—Sim. – riu ela – Você me acha maravilhosa desse jeito, ou é só pra implicar com ele? – perguntou ela com troça. Draco riu sem jeito e suspirou. – É por essas e outras que pensam que tivemos um caso. – adicionou com um sorrisinho.
Achou que ele fosse sorrir, mas ele suspirou parecendo ficar muito triste.
—Acho melhor você ir, Lena. – murmurou ele. Alhena não entendeu o motivo dele ter ficado triste. Aquele era o tipo de piadinha que ele mesmo faria.
—Vem comigo. Chama o Scorpius. Vamos jantar... – disse segurando a mão dele.
—Lena... eu... eu não posso. – ele suspirou desviando o olhar – Não vou estragar seu momento família com minha tragédia particular. Por favor. Vai... curtir a sua família.
Alhena soltou um suspiro e o olhou carinhosamente.
—Ok, então... – Então ficou nas pontas dos pés e o beijou no rosto. Quase gritou de susto quando Draco a empurrou contra a parede, segurando suas mãos e entrelaçando os dedos. Abriu a boca em surpresa e Draco se aproximou demais novamente. Sentiu mais uma vez aquela sensação de deja vu. Como se não fosse a primeira vez que fizessem aquilo. O olhou nos olhos e viu um desejo muito familiar neles – O que está fazendo? – perguntou confusa.
—Minha atitude egoísta. – riu ele. Piscou em choque e quando achou que ele a beijaria nos lábios, ele a beijou na testa – Mas não dá pra ser tão egoísta... não com você... eu estou confuso, Alhena... só vá embora, por favor, antes que eu faça algo do que irei me arrepender pelo resto da vida... – sussurrou ele.
Quando Draco se afastou, foi quase doloroso. Ele sorriu pra ela, aquele sorriso triste dele, e beijou sua mão. Depois se virou e saiu da sala de visitas, a deixando sozinha.
Alhena respirou fundo e apoiou as costas na parede. Sua cabeça doeu e ela sentiu aquela pressão que normalmente vinha quando estava prestes a ter uma visão. Se viu há muito tempo atrás, cantando e dançando com Draco, ao redor da fonte onde ficavam os pavões albinos.
E tão de repente quanto veio, a visão se foi.
Obliviate.
Sentiu um calafrio e sacudiu a cabeça. Aquilo tinha sido há muito tempo. Muito, muito tempo. E não tinha sido nada de demais. Bebeu até desmaiar e acordou abraçada com ele... mas foi só isso, não foi? Fechou os olhos, tentando se lembrar, mas não havia memória ali para recordar. Repetiu pra si mesma que não deveria mais pensar naquilo. Se Draco estava tendo sentimentos confusos em relação a ela, iria se afastar dele.
Amava seu querido Damian. E agora ele estava sarando. Iriam envelhecer juntos, como sempre disseram que iriam. Jogou o flu na lareira e entrou nas chamas, ainda com o coração na garganta. Todo mundo já tinha terminado de comer.
Rasalas e Daphne bebiam vinho com Castor e Póllux. Draconis bebia um pouco de hidromel. Teria que conversar com ele depois, sobre estar fumando. Que história era aquela, heim? Mas talvez fosse por conta do bullying. Ela mesma fumara bastante depois que Pierre a estuprara.
Se não fosse por Damian e todo o seu apoio...
Franziu a testa.
Tinha ficado um caco naquela época. Tentou lembrar dos momentos com Damian, mas eram todos muito confusos. Deveria ser um mecanismo de defesa de sua mente, ou qualquer coisa assim... brandiu a varinha, conjurando a louça suja para a cozinha. Estava sem fome, no fim das contas.
Foi para a cozinha, fugindo das risadas e brincadeiras da sala. Queria ficar um pouco sozinha. Encantou a esponja para lavar os pratos, depois encantou a torneira, para ligar e fechar de tempo em tempo. Depois começou a guardar os restos de comida em umas tigelas de vidro. Soltou um suspiro, cantarolando aquela música boba do limpador de chaminés. Não iria mais ficar se preocupando. Tinha feito o que podia.
Depois que a cozinha estava limpa, foi averiguar os quartos, para ver se os adolescentes estavam se comportando. Cerce, Dido, Prim e Lyra estavam ouvindo música trouxa, cantando e pulando na cama. Órion e Rabastan estavam brincando com os brinquedos de Órion, completamente descontraídos.
Voltou para a sala, onde Navi, Draconis e Rose conversavam num canto, os três bebendo hidromel, apesar de não terem idade para aquilo. Rasalas e Damian deviam ter autorizado... deu de ombros e foi se sentar ao lado de Damian, dando a mão para ele. Ele sorriu para ela e a beijou carinhosamente na bochecha.
Já fazia tanto tempo desde a última vez que tinha tido um momento agradável como aquele. Onde as risadas preenchiam a casa de maneira espontânea e completa. As horas foram passando mais rápidas do que ela poderia imaginar e quando Rasalas falou que ia voltar pra casa, se assustou por ser tão tarde.
Seu irmão pegou Rabastan no colo, pois ele tinha apagado de sono. Navi estava um tanto bêbado e Lyra estava com a maquiagem borrada, porque tinha caído no sono também. Quando a família do irmão foi embora, deu o toque de recolher.
Cada um de seus filhos, e Rose (a quem ela tentava tratar como filha), foram para seus respectivos quartos, para dormir. Damian sorriu para ela, assim que entraram no quarto. Ele a abraçou por trás e a beijou na bochecha.
—Hey, Estrelinha... – murmurou ele. Alhena sorriu para ele e os dois se beijaram um pouquinho. – Só de ouvir seu nome não dá mais pra esquecer... – cantarolou ele, aquela música que ele tinha escrito há muitos anos atrás, para ela, na época do colégio – Agora eu conto no relógio pra sempre por você... – ele a beijou no ombro, carinhosamente, balançando o corpo lentamente, como se dançasse – Não volto mais no tempo nem mesmo um minuto... o meu mundo inteiro parou por um segundo... – riu ele a beijando no pescoço. Seu corpo inteiro se arrepiou ao sentir as mãos do marido em sua barriga, procurando pelos botões de sua blusa – Então paremos de dizer... que tal eu te contar... – murmurou ele desabotoando sua blusa – Que de todas essas contas, com você quero somar... – murmurou ele em seu ouvido, para então lhe beijar ternamente no lóbulo da orelha – Somar nossas loucuras e... somar o nosso amor... – murmurou ele subindo as mãos para seus ombros e então tirando sua blusa lentamente, fazendo com que ela escorregasse por seus braços e suas costas – Só seja meu ponteiro onde o tempo não voltou...
Ele a beijou no ombro e a abraçou carinhosamente. Se virou para ele e recebeu um sorriso maravilhoso. Suspirou, completamente feliz e o beijou nos lábios, o envolvendo ao redor do pescoço. Damian a puxou pela cintura e prensou os quadris contra os dela. Sentiu, por mais que ele estivesse de calça jeans, a excitação dele. Olhou para baixo, surpresa e depois o encarou, para receber um sorriso safadinho.
—Hum... acho que...
—Vamos fazer amor. – riu ele a olhando nos olhos antes de beijá-la apaixonadamente nos lábios – Ordens médicas.
—Claro. Quem sou eu pra contrariar o medi-bruxo. – disse sorrindo.
Damian foi andando com ela, até que sentiu a cama em suas coxas. Se sentou no colchão e Damian veio engatinhando para cima de si. Tirou a blusa dele e não ligou para o fato dele ainda estar cheio de manchas púrpuras e de ter perdido muita massa corporal. Não ligou para as rugas no rosto dele, nem para os cabelos brancos.
Quando sentiu o corpo dele sobre o seu, a puxando com paixão, teve absoluta certeza de que não havia lugar melhor para se estar, do que ali. Sentiu os beijos dele passearem por seu corpo, descendo para seu busto. Seu sutiã abria na frente, então ele o abriu com facilidade e logo mordiscou seu mamilo, para então beijá-lo como nunca antes.
Depois de beijá-la por muito tempo ali, ele desceu os beijos para sua barriga. Sentiu a língua dele passear ao redor de seu umbigo e se lembrou de uma época em que achava aquilo completamente impensável. Mas agora sabia que não havia ninguém que a deixasse tão a vontade, tão confortável. Fechou os olhos e se permitiu receber todos aqueles beijos e afagos.
Damian abriu sua saia comprida e a puxou para baixo, carinhosamente. Ele beijou suas coxas, seu joelho e suas panturrilhas. Depois mordiscou seu dedo no pé, com um sorrisinho divertido. Sorriu achando aquilo delicioso. Damian voltou a se deitar em cima dela, a acariciando na cintura e na coxa, a empurrando com o quadril, querendo mostrar o quanto estava desejando aquele momento. Ela abriu as pernas, para recebê-lo confortavelmente. Estava louca por aquilo. Céus, já fazia taaaanto tempo.
Mas Damian estava mais preocupado em beijá-la de novo e de novo, por mais que o membro dele parecesse pronto para a ação. Não se importou. O casamento tinha levado embora essa coisa de preliminares. Não exatamente preliminares... mas esse namoro antes do sexo. Essa coisa de ficar deitado, apenas desfrutando dos beijos e toques um do outro. Então se permitiu ser tocada e explorada, como se fosse a primeira vez. E o tocou e explorou também, o arranhando de leve nas costas e nas costelas.
Estava completamente envolvida por aquele beijo. Se sentiu apenas uma garota nas mãos dele e foi muito bom. Há tanto tempo ela era apenas esposa e mãe... Foi delicioso se sentir uma garota novamente. Mas chegou um momento em que simplesmente não aguentou mais. Suas mãos foram para o cinto dele para desafivelá-lo. Damian não mostrou resistência. Na verdade ele soltou um suspiro cheio de alívio, pois provavelmente estava apertado naquela calça.
O empurrou de leve e girou o corpo para ficar por cima. Ele a olhou curioso e ela sorriu.
—Ordens médicas, querido... – murmurou ela. Damian deu um sorriso e concordou, deitando-se mais confortavelmente. Alhena puxou as calças dele para baixo e o beijou na barriga, sem se importar com os pelos que ele tinha do umbigo até a cueca. Tirou a cueca dele também, soltando um suspiro, sentindo saudade de seu “brinquedo”. O beijou na cabeça lenta e carinhosamente, sentindo o gosto dele. Damian gemeu gostosamente, baixinho, e ela ficou de joelhos em cima dele – Pronto, meu amor? – perguntou ela.
—Pronto... – respondeu ele – Ei... – murmurou ele. Alhena o olhou desesperada por ele – Já faz algum tempo, então... então se for muito rápido, me desculpe, ok?
—Ok. – respondeu desejando começar logo aquilo.
Colocou a calcinha um pouco de lado e guiou Damian para dentro de si. Soltou um gemido de imensa satisfação, um pouco mais alto do que pretendia e Damian sorriu meio sem jeito.
—Amor, as crianças... – riu ele.
—Desculpe. – murmurou tampando a boca com as mãos – É que já faz tanto tempo...
—Eu sei... – arfou ele fechando os olhos assim que ela começou a mover os quadris.
Entrelaçou os dedos com os dele, sorrindo feliz e gostando dos gemidinhos baixinhos que ele dava. Ela mesma fazia um imenso esforço para não fazer barulho. Normalmente era meio escandalosa... mas tinham esquecido de fazer um feitiço silenciador e as varinhas tinham ficado no chão, junto com as roupas.
—Eu te amo tanto... – murmurou ela.
—Amor, espere. – riu Damian abrindo os olhos, de uma vez – Espere. Pare... – pediu ele.
Ela o olhou completamente desesperada.
—O que foi? Te machuquei?
—Eu amo você, mas não é o momento para mais filhos. Faz o feitiço em mim, por Merlin! – riu ele.
—Oh, Damian... eu já estou velha. Eu não vou engravidar mais.
—Amor, você parece uma coelha fértil. Faz o feitiço, vai.
Alhena fez um biquinho, desesperada por ter que interromper o momento, mas concordou.
—Ok, ok... – murmurou ela. Desceu dos quadris dele e pegou a varinha, para encantá-lo. Ele fez uma careta e riu.
—Isso faz meu saco coçar. – resmungou ele – Lena... se eu me curar completamente...
—Quando você se curar completamente. – cortou ela voltando a montá-lo. Sentiu o membro dele penetrá-la deliciosamente fácil.
—Isso. – riu ele – Vamos ter mais um bebê?
—Damian. O coelho aqui é você e não eu! – riu ela – Outro?
—Sim. – riu ele.
—Não, amor... chega de filhos, por favor. Órion ainda é um garotinho. Você pode mimá-lo por mais uns anos até que ele vire um rapaz. Até lá um dos nossos filhos te dá um neto. – riu ela, se mexendo em cima dele. Damian sorriu e concordou.
—Você provavelmente tem razão... – murmurou ele. Ele suspirou e sorriu para ela, antes de gemer baixinho – Amor...
—O que?
—Posso falar algo... sujo? – perguntou ele a olhando nos olhos. Alhena concordou e ele se sentou de uma vez, a empurrando para baixo, contra si – Sua boceta é muito gostosa... rebola vai... – murmurou ele. Alhena sentiu o rosto corar de leve e achou um pouco de graça disso. Então rebolou fazendo Damian gemer com a boca aberta, em sublime prazer.
Mas logo ele gemeu mais longamente e ela entendeu que ele tinha chegado ao ápice.
—Te amo. – murmurou um pouco desapontada, mas disposta a fingir que estava tudo bem. Ele estava doente e aquele pequeno momento tinha sido maravilhoso. Sem falar que era melhor do que o nada em que estavam sendo obrigados a viver.
—Droga... – murmurou ele parecendo sem jeito – Desculpe... me dê um segundo... quem sabe endurece de novo. – murmurou ele. Alhena sorriu e concordou. Os dois se deitaram e ela ficou acariciando o peito dele por uns minutos.
Foi quando escutou um ronco. Quando o olhou, notou que ele estava pregado no sono.
Soltou um muxoxo, mas não ficou com raiva. O beijou carinhosamente na testa e se aninhou nele, completamente feliz. Seu marido estava voltando. Aos poucos, mas estava... e era melhor do que ela poderia ter imaginado. Nunca imaginou que ele melhoraria tanto. Achou que ganharia no máximo um mês ou dois. Mas agora tinha esperanças de que tudo iria melhorar... tudo iria melhorar.
Fechou os olhos, soltando um suspiro e então teve aquele sonho de novo. Sobre um jovem casal pulando da Torre de Astronomia. E quando o sonho acabou, escutou uma voz familiar...
Obliviate
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