Notas iniciais
Oi, amores ^^ tudo bem? Depois daquele último capítulo arrasador de corações, mando um capítulo mais de boa shaushaus Mas vai ter coisas tensas aqui... coisas que vão influenciar toda a fic...

Capítulo 47

Ninguém falava em outra coisa. Navi Lestrange estava namorando?!

Ninguém tinha ouvido isso dele. Ninguém tinha ouvido isso dela...

Mas eles estavam sempre juntos. Ele sempre estava com o braço ao redor dos ombros dela. Os dois estavam cheios de trocas de olhares cheios de cumplicidade... mas o principal era...

Que ninguém mais tinha ouvido falar das aventuras de Navi Lestrange. Ele estava muito comportado. O professor Neville estava chocado pois Navi nunca mais usou suas estufas para trazer suas garotas. Vince nunca o via com uma garota no dormitório. Scorpius garantiu que ele não estava usando a sala secreta deles...

E mesmo Cerce não sabia dizer o que estava rolando entre sua irmã gêmea e Navi. Os dois viviam de sorrisinhos, cochichos e “te vejo mais tarde”. Mas quem os via, jurava que eles apenas conversavam.

As garotas começaram a chamá-lo para sair, mas ele recusava a todas... e era só alguém se distrair que lá estava ele e Dido, andando juntos, aos sorrisos e cochichos. Lyra perguntou para Dido tantas vezes que a garota ameaçou azará-la.

—Estamos muito próximos. Só isso. Parem de me perguntar isso!

E Scorpius também não parava de perguntar.

—Navi! Navi! Você e Dido? É pra valer?!

—Pare de me encher com essas perguntas. Só estamos muito próximos, ok? Ela é minha prima e está passando por um momento difícil.

Mas Prim, Cerce e Rose também estavam e Navi não era visto com elas como era visto com Dido. Então os rumores só aumentavam.

—Eu escutei um aluno da Sonserina falar que eles estão juntos sim.

—Um amigo dele me garantiu que ele tatuou o nome dela nas costas.

—Dido está usando um anel de noivado, mas ela está usando um feitiço pra esconder.

—Ela está engordando... será que ela está grávida?

—Eu queria estar engordando que nem ela...

—Eu vi. Eu juro que vi os dois saírem de dentro de um armário de vassouras no sexto andar!

E Lessa Young simplesmente não aguentava mais. Ela era a dona do título de “Única garota no mundo que conseguiu fazer Navi Lestrange namorar”. Mas agora Dido parecia estar para ganhar o troféu, apesar de nenhum dos dois querer assumir isso.

E ver Navi e Dido conversarem e rirem um para o outro a fazia querer vomitar. Quando Dido dava comida na boca dele, tinha vontade de pegar a jarra de suco e jogar nos dois.

Estava morrendo de ciúmes. Se roendo de ciúmes... mas ela tinha decidido aquilo. Ela quem dera o fora nele. Era mais do que óbvio que aquilo era apenas um joguinho dos dois para deixá-la zangada... mais do que óbvio...

Então por que estava tão zangada?

Ficava se repetindo que apenas estava se irritando pela infantilidade dos dois, mas Lyra estava dando outro nome para aquilo.

—Amiga, você está se roendo de ciúmes. – riu ela.

—Não estou. Eu não ligo pra quem seu irmão come. – resmungou ela, fazendo bico e fechando a cara.

—Engraçado você dizer isso, porque... eles não estão transando. – riu Lyra.

—Como você sabe?

—Porque eu perguntei. – riu Lyra – E a Dido negou e a Cerce também.

—Elas podem ter mentido.

—Eu pedi pro Scorpius perguntar pro Navi. Ele também negou. Aparentemente Navi quer dar um tempo nas safadezas, pra limpar a mente, sabe?

—Essa é a coisa mais idiota que eu já escutei. – resmungou.

—Engraçado você dizer isso... há quanto tempo não transa com alguém?

Desde a última com Navi.

—Não interessa. – resmungou zangada e Lyra deu uma risadinha – Como está Albus? – perguntou acidamente e o sorrisinho da amiga morreu.

—Golpe baixo. – resmungou Lyra – Ele está andando mais com a Cerce agora, já que a Dido tá grudada com o Navi e o Scorpius está namorando a Weasley... quero só ver a cara do tio Draco quando ele descobrir isso.

—Por que? Rose é legal. – murmurou olhando para a ruiva, que estava do outro lado da sala de poções.

—Ela é um nojo. – riu Lyra – Sem falar que a mãe dela é nascida trouxa. Scorpius é o varão da casa Malfoy... ele não deveria andar com ela.

—Oh, pare. A causa puro sangue morreu, Lyra. – resmungou Les, adicionando raiz de asfódelo no caldeirão.

—Se morreu, ela ressuscitou, amiga. Não tá lendo os jornais?

—Não. Eu tenho preguiça. – resmungou olhando sua poção preguiçosamente.

—O resultado das votações para a Corte dos Bruxos saiu. A última vez que tivemos uma Corte tão tradicionalista foi em 1975, no auge da primeira rebelião do Voldelouco. – riu Lyra, fazendo Les tremer de leve.

—Será que você não leva nada a sério? – perguntou fechando a cara.

—Se eu levasse, eu estaria namorando o Albus... mas... – ela deu de ombros – Qual o meu problema, heim? – perguntou Lyra colocando pó de chifre de bicórnio na própria poção – Digo... o Albus é tão fofo... por que eu não consigo gostar dele?

—Porque os homens todos parecem fofos. Até colocarem um anel no seu dedo e se mostrarem os verdadeiros monstros que podem ser... os homens são todos iguais e nenhum deles presta. – resmungou Les.

—Não acredito nisso. Digo... eu não consigo imaginar o Albus como um monstro... ele é tão meigo, gentil... e... e bem... fofo, né?

—Ele é um lobo em pele de cordeiro, só isso. – resmungou mexendo a poção.

—Ok. Eu vou perguntar. Foi o Navi que te deixou traumatizada desse jeito? – perguntou Lyra – Meu pai é um cara super legal com a minha mãe. Eles se amam muito. O casamento deles é super feliz.

Deu de ombros.

—Exceção. – resmungou.

—Meu tio Damian e minha tia Lena. Eles se amam apaixonadamente. Meu tio compõe músicas pra ela, eles são super românticos um com o outro... eles também tem um casamento super feliz e são super amigos...

—Esqueceu que seu tio teve uma bastarda? – perguntou Les – Casamentos de aparências existem, sabe?

—Eu não sei, Les... o que te faz pensar assim?

—Eu vivi um inferno durante toda a minha vida. Quem vê meus pais acham que eles são apaixonados um pelo outro... – ela soltou um suspiro – Bem... minha mãe é apaixonada... mas meu pai? Meu pai é um completo babaca. Ele bate nela, ele trai ela, ele humilha ela... e mesmo assim minha mãe faz de tudo por ele.

—Sua mãe é mulher de malandro? To chocada.

—Não é isso... ela sonha com o dia em que ele vai voltar a ser o garoto gentil, amoroso e fofo que ele era quando eles eram namorados. Eu sei que meu pai não vai ser de outro jeito, porque ele é um escroto. Aquele é o “ele” de verdade. E quando minha mãe conta como eles eram quando eram jovens... meu pai era igualzinho ao seu irmão.

—Você acha que o Navi iria levantar a mão pra você? – perguntou Lyra parecendo tentar conter uma risadinha.

—Sei lá. Eu não duvido. Seu irmão perde o controle das coisas. Ele quase matou o Draconis aquele dia e usou uma maldição imperdoável no Nott...

—Draconis pediu por aquilo e Nott certamente mereceu. – defendeu Lyra e Les deu um sorrisinho.

—Que gracinha. Tá defendendo o maninho agora?

Lyra riu de volta, com um sorrisinho travesso.

—Meu irmão é um idiota, mas é meu irmão. E quando eu achar que ele tem razão, eu vou defender sim, oras.

Deu de ombros e concordou. Faria o mesmo pelo irmão também.

Quando a aula acabou, foram jantar. Navi e Dido sentaram juntos e ficaram conversando e rindo um pro outro, enquanto Cerce parecia achar tedioso, porque estava sobrando. Les notou que muitas olhavam com inveja para Dido e isso a fez ficar ainda mais desconfiada. Será que Dido só queria se auto promover, enquanto Navi tentava deixá-la com ciúmes?

Mas eles eram muito infantis. Navi engasgou com algo engraçado que Dido disse (como se aquela escrota fosse capaz de falar algo engraçado...) e então caiu na gargalhada. O olhou achando-o ridículo e infantil e desviou o olhar quando ele a olhou rapidamente, mas o garoto logo voltou a mirar Dido.

Soltou um muxoxo, zangada, repetindo pra si mesma que não se permitiria sentir ciúmes. Lyra a olhou com aquele sorriso idiota, como se estivesse achando graça de seu aborrecimento e isso só a deixou ainda mais zangada.

Depois do jantar, foram direto para o salão comunal. Tomaram um banho e foram para o quarto. Cerce e Dido estavam conversando sobre a aula de Transfiguração, Lyra estava pegando o esmalte para pintar as unhas e Les pegou uma revista feminina que tinha roubado de Florence Brontë para ler e se divertir.

—Como conquistar aquele bruxo perfeito. – leu em voz alta e Lyra deu uma risadinha desdenhosa – Não trepe. – resumiu lendo a revista e a jogando pra cima – Fodeu. – brincou e Lyra deu outra risadinha.

—O semanário das bruxas é um lixo. – resmungou Lyra – É tão antifeminista. Fala sério.

—Completamente.

—Eu não acho. – riu Cerce – Eu adoro as reportagens dela.

—É só porque você é machista pra caralho, prima. – riu Lyra.

—Cerce não é machista. Por que ela seria machista? – perguntou Dido, sentada na cama, enquanto penteava os cabelos. Lyra se ajoelhou na cama e soltou um muxoxo.

—Vocês duas. Credo. Querem casar virgem. Querem ser sustentadas pelo marido. Querem ser as belas, recatadas e caseiras. – debochou Lyra – Tanta luta para conseguirmos deixar de ser capacho dos homens e vocês ai. Presas ao século retrasado.

Cerce colocou as mãos nos quadris e olhou friamente para Lyra, mas Dido riu e revirou os olhos.

—Em primeiro lugar. – disse ela – Eu não quero casar virgem. Mamãe me falou que setenta por cento de um casamento é o sexo e se você não é feliz no sexo, provavelmente seu casamento vai ser uma bosta. – riu ela – Eu ainda sou virgem simplesmente porque eu não banalizo o sexo. Eu não quero que seja com qualquer um. Eu quero que seja um momento legal, carinhoso, e mágico.

—Oh, me poupe. – riu Lyra.

—A primeira vez da mamãe foi assim. – disse Cerce – E foi com o papai. – adicionou ela – Eu quero que minha primeira vez seja com o meu marido. Não quero sair distribuindo que nem vocês duas e isso não quer dizer que eu não seja feminista.

—Vocês não se permitem viver porque querem entrar nos padrões masculinos de boa esposa, prima. Isso é completamente machista. – retrucou Lyra.

—Não estamos vivendo pelos padrões masculinos! – negou Cerce.

—Fazemos o que queremos. – disse Dido – E eu não quero ser uma esposinha sustentada. Eu quero ter meu próprio negócio e ser completamente independente... mas... e se eu quisesse ser sustentada? E se eu quisesse estar nos padrões masculinos porque isso é cômodo? – perguntou ela – Feminismo é uma corrente filosófica que diz que eu posso escolher o tipo de vida que eu quero levar. Seja ser uma vadia, seja ser certinha, seja ser sustentada, seja ser independente. O importante é eu estar verdadeiramente feliz com a minha vida e ser livre pra tomar as decisões que eu que eu quiser pra minha vida. E isso quer dizer que, caso eu não queira, eu não preciso sair dando pra todo mundo. Só pra quem eu quiser. E eu ainda não encontrei alguém que me convencesse a querer transar. E não há nada de errado nisso.

Então Dido fechou as cortinas da cama e Les soltou um muxoxo.

Odiava quando ela tinha razão.

*

—Você é um desastre. Derrotamos a Lufa-Lufa, mas não foi graças a você. – ralhou Selwyn.

—Então estou expulso do time? Diz que sim? – debochou Navi, completamente despreocupado, retirando o uniforme no vestiário – Assim posso voltar a dormir até tarde nos sábados.

—Primo. Precisa se esforçar! – ralhou Prim tirando o uniforme de treino, sem parecer preocupada em mostrar o sutiã rosa bebê para a equipe. Ela andou até o boxe e terminou de se despir, sem parecer envergonhada – A Sonserina precisa ganhar esse ano!

Navi soltou um muxoxo tirando a roupa e entrando no boxe do lado, para vigiar caso um dos brutamontes tentasse algo com sua inocente priminha.

—Eu nem queria estar no time. – resmungou.

—Mas está. – ralhou Selwyn – Você joga bem, Lestrange. Só é preguiçoso. E eu juro que se tivesse alguém melhor pra colocar no seu lugar, eu colocaria. Mas não tem. É simples assim!

Navi soltou um muxoxo e entrou embaixo do chuveiro. Prim cantarolava enquanto tomava banho ao seu lado. O vestiário não tinha realmente boxers. Mas meia paredes. Se ficasse na ponta dos pés poderia ver Prim se lavando e ele achava isso um absurdo. Por isso sempre se lavava ao lado dela. Mas o time parecia muito desinteressado em ver Prim tomar banho, ou em vê-la nua.

Prim era apenas uma garotinha fofa. Mesmo que tivesse um rostinho bonitinho, ela não tinha um corpo muito desenvolvido, então ninguém ligava muito pra ela.

O que o deixava muito aliviado...

Terminou de se lavar e voltou para o salão comunal da Sonserina. Florence flertou com ele e ele flertou de volta, mas assim que viu Dido, a deixou de lado e foi até a prima. Os dois deixaram o salão comunal e foram dar uma volta, para conversarem. Nunca tinha ficado tão amigo de uma garota e estava quase convencido a promovê-la a Bro.

Estavam conversando sobre as aventuras dele quando o professor de transfiguração apareceu.

—Rápido. Para o salão comunal.

—O que houve? – perguntou Navi.

—Madame Turner deve informá-los em breve. – disse o professor parecendo muito preocupado – Onde a família de vocês mora?

—Londres. – respondeu Navi.

—Também. No setor de mansões da Travessa do Tranco, por que? – perguntou Dido, assustada. O professor pareceu levemente aliviado.

—Bournemouth foi bombardeada... aparentemente alguns bruxos morreram. – murmurou o professor – Então vão para o salão de vocês... vejam se algum amigos de vocês é de Bournemouth... – o professor soltou um suspiro – Essa guerra dos trouxas... isso vai dar uma imensa dor de cabeça...

Navi olhou para a prima e ambos obedeceram. Entraram no Salão Comunal e logo a professora veio dar a notícia, que foi seguida por muito murmurinho. Algumas pessoas gritaram que os trouxas deveriam morrer. Outras falaram que eles eram mesmo muito perigosos... escutou, ainda, alguns falarem que Voldemort tinha razão no fim das contas.

Engoliu em seco e foi para a própria cama. Ficou observando o teto da cama até adormecer. No dia seguinte não se falava em outra coisa. O Ministério estava querendo montar uma força tarefa anti-trouxa, mas a população parecia completamente contra. A palavra “guerra civil” começou a ser repetida ali e aqui e os professores estavam sombrios.

Scorpius o olhou preocupado. Ambos cresceram em famílias que sangraram com a última guerra. Os dois primos suspiraram chocados e Albus se juntou a eles na troca de olhares. Os três se afastaram da mesa da Sonserina e Albus cruzou os braços, muito sério.

—Meu pai me mandou uma carta. – murmurou ele – Estão querendo uma força tarefa para se infiltrar no exército trouxa, para roubar as armas deles... mas... mas ninguém sabe realmente como aquelas coisas funcionam...

—Isso é insano. – murmurou Scorpius – Os trouxas não param de explodir as coisas...

—Sim. – murmurou Navi – Mas eles não sabem de nós. Os bruxos explodiram um monte de trouxas na nossa guerra também. Não deveríamos nos meter nas batalhas deles.

—Isso mesmo. Nós nem sabemos como lidar com as coisas deles. – resmungou Albus – Nem tia Hermione entende das armas trouxas perfeitamente e ela é nascida trouxa.

Navi concordou com um aceno de cabeça.

—Eu espero que esse conflito termine logo... escutei uns alunos da Corvinal falando em alistamento forçado e criação de um exército bruxo. Sabe qual foi a última vez que isso foi feito? – perguntou Scorpius. Navi só negou com a cabeça.

—Grindelwald. – resmungou Albus – Isso está ficando sério. – murmurou ele – Meu pai falou que é contra e que está realmente preocupado com esse Ministério.

—Sinto cheiro de uma nova Ordem da Fênix? – perguntou Scorpius com certo desdém.

—E se for? – perguntou Albus.

Se for... podem contar comigo...

Os Lestrange nasceram para lutar. Foi o que seu avô tinha lhe dito. E ele sabia que era verdade. Ele sentia isso nas veias... e ele não deixaria que aquele monte de bruxos loucos colocassem as mãos nas poderosas armas trouxas. Chega de causa puro sangue.

**

Draconis soltou um muxoxo.

—Os trouxas mataram quinze bruxos ontem. – murmurou para Yaxley. Estavam curtindo o calor de domingo. “Agradáveis” onze graus Celsius. Saudades de Hogwarts...

—Eles não param de se explodir e de nos explodir no processo. – resmungou Yaxley. Estavam deitados na tundra seca, do lado de fora do castelo. Os gêmeos Hesse também estavam lá com eles. Deitados e curtindo o “calor”.

—Os trouxas são esquisitos. – Disse Vlad – Eu escutei que vários Ministérios estão querendo guerrear contra os trouxas. O que você acha, Harley?

—Eu acho que devemos deixar os trouxas em paz e não nos meter com eles.

—Apoiado, garota. – riu Loto.

—Sério? Achei que você não gostasse dos trouxas. – riu Draconis.

—Eu não gosto. Eu acho que eles são loucos e perigosos e por isso não deveríamos nos meter com eles. – riu Loto, que estava todo encolhido embaixo de seus casacos felpudos – Você pensa o que, Drac?

—Sinceramente? Eu não sei... mas é foda. Eles parecem meio irresponsáveis com as armas deles, não acham? – perguntou calmamente – Digo... não é a primeira vez que bruxos morrem por conta deles.

—Eu acho que eles são idiotas e por isso são perigosos. – murmurou Vlad – Eu não iria numa guerra contra eles.

—Nem eu. – disse Loto – Pra que lutar numa guerra se você pode ficar quieto em casa, foder, beber e fumar... nossa... que saudade do meu cigarro. – lamentou Loto.

—Você se forma esse ano. Talvez precise se alistar... – murmurou Vlad.

—Nada. Eu vou dar um jeito de fugir disso ai. Eu não vou lutar contra os trouxas ou contra bruxos que querem deixar que os trouxas continuem explodindo as coisas. Eu sou paz, amor e sexo... porque sexo e amor são coisas diferentes. – riu Loto.

—Amém, querido. – riu Harley.

—Eu entraria no exército. – riu Draconis – Mas não sei por qual lado... – murmurou honestamente, olhando o céu azul – Os trouxas explodiram uma escola.

—Ah, foi sem querer... – riu Loto.

—Sim, mas... foram quinhentas crianças... mais alguns professores... – murmurou Draconis – Isso é muita gente. É muito sangue mágico... alguém tem que fazer alguma coisa, não acham?

—Então você defende a causa puro sangue? – perguntou Vlad.

—Não sei... cresci escutando que a Causa era idiota... só meu avô materno era louco por ela... ele sempre disse que os trouxas eram perigosos e que precisavam ser subjugados... eu não consigo deixar de ver alguma razão nas palavras dele, mas... mas eu não acho certo sair matando todo mundo... – murmurou Draconis – Alguém deveria... sei lá... controlar as lideranças trouxas, sabem? Garantir que essas armas deles não fossem usadas.

—Quem iria garantir que nós não usaríamos? – perguntou Harley.

—Isso mesmo... já ouviu falar na lenda da Varinha das Varinhas? – perguntou Loto – Ela deixou uma trilha de sangue atrás dela... somos tão sangrentos quanto os trouxas... talvez mais... só não temos as armas deles... imagine o tanto de gente que mataríamos se tivéssemos?

—Amém, irmão. – riu Harley – Yaxley, a voz da sabedoria.

—Já me falaram isso antes. – disse Loto, se gabando.

Draconis soltou um suspiro, admirando o céu. Ele seria capaz de lutar... mas ainda não era capaz de saber o que era certo e errado... só sabia que muitas pessoas estavam morrendo... e ele não queria deixar as coisas daquele jeito...

Fechou os olhos e pensou em Rose...

Queria um mundo pacífico, onde ela se casaria com Loto, pelas aparências, e eles poderiam se amar por todo o sempre... sentia tanta falta dela que doía... será que ela pensa em mim? Perguntou a si mesmo, de olhos fechados, imaginando os lindos olhos dela...

***

Rasalas, Alhena, Pollaris, Rabatan e Emily estavam todos reunidos. Todos preocupados. Ninguém sabia do paradeiro de Rigel há cinco dias. Procuraram na casa dele, ligaram para os amigos dele, os possíveis encontros, mas não tinham nenhuma informação.

A última pessoa que o tinha visto tinha sido Addie e ela só sabia de uma coisa.

—Ele disse que tinha um encontro com Victoria Weasley. – disse ela preocupada. Remus piscou surpreso e a olhou em choque.

—A noiva do Ted?

—É...

Mas Victoria garantiu que não tinha visto Rigel há semanas.

—Será que ele resolveu fazer uma viagem e não contou pra ninguém? – perguntou Rasalas – O Rigel é irresponsável a esse ponto.

—Não. Ele sempre me avisa sempre que vai fazer algo desse tipo. – murmurou Pollaris, preocupadíssima com o irmão gêmeo. Os cabelos avermelhados dela estavam perdendo a cor, adquirindo um tom opaco e sem vida e Rasalas odiou ver a caçula daquele jeito.

—Alhena. Você é a única pessoa que pode encontrar o Rigel. – disse sua mãe – Você achou o Rasalas aquela vez, lembra? Quando sequestraram ele? – Rasalas engoliu em seco se lembrando da sombra de Grayback o atacando. Não se lembrava mais do lobo em si, apenas da silhueta e dos olhos cor de âmbar.

Rasalas olhou para a irmã, que parecia distraída e distante. Ela piscou e concordou com um acedo de cabeça, se levantando. Os cabelos dela estavam desleixados e ela usava roupas muito simples. O ânimo de Alhena sempre refletia em sua vaidade, então ele teve certeza de que ela estava realmente deprimida. Esperava que fosse apenas preocupação com Rigel e que Damian não estivesse sendo um canalha.

Alhena suspirou e pareceu se concentrar.

—Eu... eu vou pegar minhas coisas e já volto. – murmurou ela.

—Eu vou com você, mana. – disse Rasalas. Alhena deu de ombros sem parecer se importar e os dois deram as mãos. Alhena guiou a aparatação e ele a seguiu. Apareceram na casa da irmã e os dois foram andando até o quarto dela. Notou que Damian não estava em casa e isso lhe pareceu muito estranho. Ele deveria ficar quieto e descansar... – Cadê o Damian?

—No trabalho. – respondeu Alhena com alguma amargura na voz. Rasalas parou de andar, tomado pelo choque.

—O que? Ele não deveria estar de repouso?!

—Convence ele disso. – resmungou Alhena, parecendo triste. Ela parou no corredor, se abraçando – Ele está me evitando... não está dormindo na cama. Ele finge que só quer ficar até tarde vendo televisão, mas só dorme no sofá... e ele não fala comigo... só com Castor e Póllux... e com Órion... é como se eu não estivesse em casa... e eu não entendo o porquê. Eu pergunto o motivo dele estar agindo desse jeito, mas... mas ele diz que eu estou exagerando e que ele não está agindo de maneira diferente, mas... mas é muito óbvio que ele está diferente. – Rasalas abriu a boca para falar, mas a irmã o cortou – Não. Não vamos conversar sobre isso. Rigel é mais importante. Achar nosso irmão caçula é nossa prioridade... meu casamento é o de menos...

Rasalas soltou um suspiro e decidiu que iria socar Damian qualquer dia desses. E se ele lhe desse a cara a tapa, o acertaria nas bolas e foda-se o Bro Code.

Alhena andou até o quarto e abriu um armário, tirando um baú de lá de dentro. Rasalas a segurou no ombro e aparatou de volta para a casa dos pais. Então Alhena se ajoelhou no chão e abriu o bauzinho. Depois ela pegou uma adaga de prata e se virou para Polaris.

—Vou precisar de um pouco de sangue, Polaris... – murmurou ela. Polaris concordou e se ajoelhou no chão ao lado de Alhena, que a cortou na altura da mão. Com os dedos, Alhena desenhou runas no chão e isso o fez sentir um calafrio na espinha. Notou que sua irmã caçula e sua mãe pareciam desconfortáveis, mas seu pai parecia simplesmente preocupado. Depois de alguns minutos desenhando um grande círculo e algumas runas no chão, Alhena largou a adaga e respirou fundo – Polaris, você e o Rigel são gêmeos, então vocês têm uma ligação muito forte. Mas como somos todos parentes de primeiro grau, acho que todos podem ajudar. Preciso que toquem nas minhas costas e pensem em Rigel. Polaris, você me dá as suas mãos. – explicou Alhena. Polaris concordou e todos fecharam os olhos, pensando em Rigel. Respirou fundo pensando no irmão caçula, morrendo de preocupação com ele. Só podia esperar que ele estivesse vivo. Ficaram em silêncio durante alguns segundos e então Alhena respirou fundo, como se tivesse ficado embaixo da água tempo demais.

—E então, Alhena? – perguntou seu pai.

Alhena respirava ofegante, massageando a cabeça.

—Eu vi Rigel. Ele está vivo, mas está preso. – murmurou ela – E ele não está sozinho. Tem um monte de gente com ele, todos presos, acorrentados. Não reconheci o lugar, mas eu tentei ver o maior número de pontos de referências... Rasalas, você acha que pode falar com o Harry...?

—Claro. – disse Rasalas. Alhena pegou a varinha e fechou os olhos. Depois ela colocou a ponta da varinha na têmpora e tirou os filetes de memória com tudo o que tinha visto. Rasalas conjurou um frasco e Alhena guardou as lembranças ali. Acabou se lembrando do frasco que Damian tinha quebrado e não pode deixar de achá-lo egoísta... – Eu vou lá. Eu vou trazer nosso irmão de volta e vou descobrir quem está com ele.

****

Navi olhou o calendário. As férias estavam chegando, assim como os N.O.M.s... o nível de desespero dos alunos do quinto e do sétimo ano era quase engraçado. Sua irmã estava tão desesperada que até pediu ajuda pra ele.

Rose o convencera a criar um grupo de estudos, onde ele e ela iriam ajudar os alunos do quinto ano com as matérias. Albus estava super feliz com a ideia e Scorpius pediu para que Rose (a namorada dele) participasse também.

Então estavam todos numa sala vazia, estudando, em pleno domingo.

Céus, queria morrer. Olhou pela janela, se perguntando o que Draconis estaria fazendo. Será que a galera da Durmstrang era nojenta como os alunos do sétimo ano da Sonserina? Será que ele estava passando a vassoura em todo mundo? Meninos, meninas... será que ele estava mocado no armário, fingindo que era hétero?

Céus, a vida era muito mais divertida com Draconis. Até estudar com ele era mais legal. Draconis sabia deixar qualquer grupo de estudos divertido. Ele sempre criava joguinhos e competições, deixando tudo mais legal e fácil de aprender...

Rose estava com muita saudade dele também. Era fácil de ver. Ela estava sempre tristonha e quando ficavam sozinhos, ela sempre falava do Draconis. Ela tinha as mesmas dúvidas dele e não gostava de imaginar o irmão passando a vassoura em todo mundo. Ela tinha muito ciúmes dele, como Navi logo descobriu. Achou até engraçado, já que Draconis morria de ciúmes dela também...

Estava tentando ensinar Lyra a fazer um exercício de Defesa Contra as Artes das Trevas. Estuporar. E ela não estava indo muito bem. Gastou longos minutos com ela, explicando que os N.O.M.s tinham etapas teóricas e práticas, então ela precisava saber estuporar.

Depois de muito tentar a irmã finalmente começou a pegar o jeito e Les veio pedir que ele a ajudasse também. Ficaram naquela tensão evidente e Dido o olhou com um sorrisinho. Ela lhe aconselhara a não evitar Les, a tentar tratá-la normalmente... como ele trataria qualquer pessoa por quem sentisse afeição. Mas que deveria evitar de flertar com ela, afinal... ela tinha que pensar que ele estava verdadeiramente superando a situação.

Estava ensinando o movimento de pulso para ela, para fazer um feitiço de impedimenta. Tinha um pequeno macete com aquele e a estava ajudando. Os dois se olharam sem querer nos olhos e coraram ao mesmo tempo. Respirou fundo e continuou treinando com ela. Se posicionou atrás da garota, segurando o braço dela, na posição em que deveria ficar, quando Les se aconchegou nele. Precisou respirar fundo para não agarrá-la ali mesmo. Tentou manter a concentração, mas o perfume dela era demais pra ele.

—Continue praticando. Você... está indo bem. – murmurou se afastando dela – Rose, eu... eu vou fazer uma pausa, ok? Pro banheiro. – disse tentando parecer calmo. Rose, que estava ensinando sua xará e Scorpius com um feitiço convocatório, apenas concordou com um sorriso. Então simplesmente saiu da sala e coçou os olhos. Respirou fundo e realmente foi ao banheiro, mas não para tirar água dos joelhos – Eu não aguento mais essa vida de celibato. – resmungou abaixando as calças dentro do boxe. Fechou os olhos, pensando em Les e começou a se tocar, para aliviar a pressão nas bolas, quando a porta do boxe se abriu. Pulou de susto e tentou se guardar, envergonhado – O que raios...?

Se virou e viu Les. Ela o olhou nos olhos e o empurrou com força caiu sentado no vaso e ela se sentou em seu colo. Nem conseguiu cogitar a possibilidade de não beijá-la de volta. A puxou para si e a beijou como se não houvesse amanhã. Ela o beijou de volta parecendo desesperada por ele. A segurou na cintura, e a apertou com desejo e ela gemeu em seus lábios. Sentiu a garota rebolar em seu colo e isso o fez gemer alucinado, jogando a cabeça para trás. Ela o mordeu no pescoço e começou a desabotoar a camisa dele. Tentou imitá-la, quase desesperado, mas suas mãos tremiam de desejo. Perdendo a paciência, apenas puxou a blusa, arrebentando os botões.

Apertou os peitos dela com desejo e logo se livrou do sutiã cor de rosa. A beijou nos mamilos e ela gemeu parecendo desesperada. Sentiu as mãos dela tatearem seu colo, para colocá-lo para fora. Ao sentir a mão dela em seu membro, engoliu em seco, completamente afoito. Os dois, com as mãos trêmulas e desesperadas se ajudaram a se encaixar e assim que ela escorregou por ele, achou que não aguentaria de desejo.

Os dois soltaram um gemido irresponsavelmente alto e se olharam nos olhos. Os dois riram um para o outro e ele ajudou Les com o movimento. Já estava há um mês inteiro sem transar. Aquilo era meio que um recorde. Então quando sentiu o orgasmo chegar ridiculamente rápido, sentiu-se completamente envergonhado. Fechou os olhos, tentando não pensar em Les. Tentou pensar em coisas broxantes, tipo a bunda cheia de estrias de Vince, mas Les começou a gemer de um jeito que foi impossível de se distrair.

Os dois se olharam chocados e Les fincou as unhas em seus ombros, gemendo e tremendo em seu colo. Gemeu alto e aliviado, completamente nas nuvens, gozando dentro dela. Respiraram fundo e se olharam novamente, surpresos.

—Já?! – perguntaram ao mesmo tempo – Muito tempo sem... – responderam juntos. Então começaram a rir. Les o beijou novamente, movendo os quadris em cima dele. Era muito gostoso. Excitante.

—Mais uma? – perguntou ela.

—Mais quantas você quiser, Les... – respondeu completamente desejoso dela. Ficaram se beijando durante um tempo, dando risadinhas um para o outro.

Logo a colocou de costas, contra a porta. Toda vez que a porta rangia, tinha vontade de rir. Depois a colocou virada para si, com as pernas ao redor de sua cintura, as costas também contra a porta. Os lábios colados um no outro. Na quarta vez, voltou a se sentar com ela em seu colo.

Quando finalmente ficaram saciados, se vestiram aos sorrisos.

—Eu tinha jurado pra mim mesmo que não ia deixar isso acontecer. – resmungou, apesar do sorriso cheio de satisfação estar entalhado em seu rosto. Les riu parecendo quase sem jeito.

—Sei como é... – riu ela. A garota o puxou pela gola da camisa e o mordeu no lábio – Posso dormir com você essa noite?

—Essa e todas as outras noites, Les... sempre... – murmurou, derretido, apesar de Dido ter dito que deveria se fazer de difícil. Mas era simplesmente impossível se fazer de difícil para Les.

—Não estrague tudo, Lestrange. – ralhou Les o olhando de cara fechada – Eu não quero ser sua namorada. Nem quero que a gente seja exclusivo. Nós dois temos tesão um no outro e você é o melhor que eu já transei na vida, então...

—Sou, é? – perguntou convencido e Les sorriu sem parecer se importar.

—De longe. – respondeu ela o beijando de novo. A empurrou contra a porta e ela o puxou para continuar num beijo fogoso, mas segundos depois ela se afastou – Vamos fazer isso? Transar sempre que tivermos vontade? É óbvio que morremos de tesão um no outro.

Navi a olhou completamente tentado. Mordeu o próprio lábio, tentando ser inteligente e racional. O que Dido iria querer que ele fizesse?

—Eu não sei, Les. Eu não quero sair magoado. – resmungou – Das últimas duas vezes você quebrou meu coração em mil pedacinhos.

—Porque você criou expectativas! Vamos, Navi. Um acordo de sexo. Sempre que você quiser e sempre que eu quiser.

—E eu vou poder transar com outras garotas?

—É. Assim como eu. – disse ela – Garotas e garotos... acho que estou abandonando a fase lésbica. Eu estou sentindo falta de um pau.

Navi engoliu em seco. Precisava pensar com a cabeça de cima.

—Por que tem tanto medo de se apaixonar por mim de novo? – perguntou franzindo a testa. Les soltou um muxoxo e o olhou muito séria.

—Porque você me assusta algumas vezes. – respondeu ela – Você, quando fica zangado, ultrapassa todos os limites... o que vai fazer comigo caso um dia fique zangado de verdade comigo?

—Tem medo que eu te machuque... fisicamente? – perguntou sentindo-se ofendido – O que você acha que eu sou?

—Eu acho você... parecido demais com uma pessoa que eu desprezo. – resmungou ela desviando o olhar – E que faz esse tipo de coisa... e eu não quero correr o risco de... de deixar você...

—Les. Eu nunca te bateria pra te machucar... não pra valer. – disse dando um sorrisinho – Ah não ser que você curta um sadomasoquismo... ai eu posso te dar uns tapinhas, te amarrar na cama e usar um chicote se você quiser... – fez uma pausa dando um sorrisinho – Apesar de preferir que você me desse umas chicotadas... – ela deu uma risadinha e ele a abraçou colando a testa na dela – Eu nunca machucaria você, Les... eu posso ser explosivo com as pessoas... mas eu nunca usaria força bruta contra uma mulher... eu não bato nem na Lyra, que é insuportável.

—Mas já bateu. – resmungou Les. Navi franziu a testa, mas logo sorriu.

—Ah, para... a gente era criança e ela tinha comido o chocolate que você tinha me dado de dia dos namorados... e eu só torci o braço dela, não bati pra valer...

Les soltou um suspiro e desviou o olhar.

—É... mas... mas é que...

—Les... eu nunca, nunca, levantaria a mão pra você. – murmurou Navi – Eu juro.

Les soltou um suspiro e o olhou nos olhos.

—Eu... eu não sei, Navi... – ela respirou fundo e o empurrou de leve – Vamos começar com o acordo de sexo, que é algo que nós dois sabemos que funcionaria.

Navi soltou um suspiro e negou com a cabeça.

—Se você não está disposta a correr riscos comigo, Les... eu não vou correr riscos com você. Eu vou me magoar. Pra você pode até ser só sexo... mas pra mim não vai ser. É muito egoísmo seu me propor isso sabendo como eu me sinto em relação a você... – murmurou falando honestamente – Eu... eu não vou fazer isso... fale com outra pessoa. Se só quer sexo, tenho certeza de que tem um monte de garotos que não se importariam de fazer isso... – abriu a porta do boxe e foi lavar as mãos. Les o seguiu e o imitou. Depois os dois saíram do banheiro e se encararam – Tem algo que eu possa fazer pra mostrar pra você que eu não... não teria coragem de te machucar?

—Eu tenho traumas demais, Navi. Sinto muito. – murmurou ela – Eu sou complicada demais... você melhor que ninguém sabe disso...

—Bem... – ele soltou um suspiro – Esse cara de quem você falou... é o seu pai? Ele bate em você? Ou na sua mãe? — perguntou curioso. Aquilo lhe era uma realidade tão esquisita... nunca imaginaria seu pai batendo em sua mãe, ou tio Damian em tia Alhena, ou seu avô em sua avó...

—É... – murmurou ela – Meu pai é um covarde... mas ele nunca me bateu. Ele só bate na minha mãe. – Les se abraçou e suspirou – Eu queria que ele morresse, sabe? Eu queria que ele simplesmente fosse embora... mas... mas ele não vai e minha mãe, apesar de apanhar, segue apaixonada por ele... é nojento. Escroto.

—Por que não fala com alguma autoridade? – perguntou Navi.

—Porque minha mãe ama ele. – resmungou Les – E ela só sofreria ainda mais, se ele fosse embora... – a garota soltou outro suspiro – É como eu disse, Navi... complicada demais... Espero que Brontë seja mais fácil de lidar... ou Trixie... ou Mellody... eu não sei com qual delas você está namorando... Talvez seja Dido...

—Eu e Dido não estamos juntos. Eu só estou mais próximo dela... estou mais próximo de todas as minhas primas... – ele suspirou – Mas... mas deixa pra lá... a gente se vê por ai, Young.

—Ok, Lestrange. – murmurou ela lhe lançando uma piscadela – Mas se mudar de ideia sobre nosso acordo, me avise. – então ela se virou e saiu andando, parecendo contente.

—Famosa foda mágica. A gente transa e você some. – resmungou Navi, revirando os olhos – E eu continuo me fodendo... eu queria te esquecer, Les... – começou a andar para o lado contrário – Um dia eu vou...

Notas finais
Eu estou dividida. eu estava pensando em fazer uma terceira temporada, digamos assim... Que seria extremamente focada (mais do que já tá) no Navi e no Draconis. Os dois adultos. Mas seria a menor das temporadas... Oooou, eu faço tudo na terceira, que deve acabar com uns oitenta capítulos (chute no escuro, não faço ideia de quantos capítulos vão ser). O que vocês acham?^^ Muito bem. Muito bem... Preparem a caixa de lencinhos. Olha a prévia do capítulo de sexta feira hehehehe =P "-Cale a boca, Alhena! – rosnou – Porque se eu não morri antes, foi por você. Eu vim lutando contra o Horklump por você. Desculpe por ter sobrevivido. Preferia que eu tivesse morrido, não é? Assim não precisaria ficar se desgastando, cuidando do moribundo aqui! —Pois pra mim, você morreu! – chorou ela – E o que sobrou foi essa pessoa que eu não conheço. Vá embora da minha casa!" Oh, fuck... O que será que vai acontecer? shaushausahus