Legado Lestrange II - Legacy
15 Red
Notas iniciais

Capítulo 15
Damian colocou os garotos no berço e soltou um suspiro se curvando sobre a grade de madeira.
—Céus... eu senti tanta falta deles. – murmurou Damian – Azkaban... é horrível. Nunca mais quero pisar naquele lugar. – ele se aprumou e a olhou abatido – Como seu pai aguentou tanto tempo? Foram mais de dez anos, não é?
—Ele era meio fanático... isso o manteve lúcido... ou ao menos o fez sobreviver... não acho que dá pra ficar lúcido naquele lugar... – murmurou ela olhando os dois bebês. Damian concordou e sorriu pra ela, a abraçando.
—Amanhã a noite eu vou começar a reformar o outro quarto. – disse ele, decido. Ela sorriu o olhando nos olhos.
—Mas já?
—Sim. Tem muita coisa pra fazer. – murmurou ele – Lixar a parede, pintar de novo. Vou jogar aqueles armários fora. Comprar uns novos... – ele soltou um suspiro – Quero que fique perfeito.
—Lembro que você passou uma semana pra arrumar esse aqui. – riu Alhena. Damian sorriu concordando com um aceno de cabeça.
—Sim... mas não vou ter tanta pressa dessa vez. Vou arrumar aos pouquinhos... da outra vez você já estava de cinco meses quando convenci meu pai a me ajudar a comprar uma casa.
—Seu pai era insuportável. – resmungou ela – Mas agora ele é um amorzinho.
—Óbvio. Deu dois netos pra ele, que são a minha cara... e a dele por consequência... – riu Damian – Esse pode se parecer mais com você. – riu ele a acariciando na barriga – Um loirinho, com esses seus olhos de esmeralda.
Alhena deu um sorriso fraco, que não durou em seu rosto.
—Damian... – ela o olhou nervosa e ele a encarou curioso. Mas Alhena soltou um suspiro e desviou o olhar – Eu estou com sono... acho que comi demais.
—Você não queria estar grávida, não é? – perguntou ele. Alhena o olhou novamente e negou com o rosto – Por que? Está com medo de engordar de novo e não conseguir emagrecer?
Alhena suspirou e desviou o olhar dando de ombros.
—É...
—Ei... você poderia estar uma bolinha que eu não iria me importar, ok? – perguntou ele, sorrindo. Alhena sorriu de leve e o abraçou – E você fica mais linda ainda, grávida. – ela não respondeu e ele a abraçou mais apertado – Vamos dormir? Eu estou exausto...
—Está bem. – murmurou ela.
Foram para o quarto e Damian suspirou feliz por estar de volta. Por ter sua cama e não um chão frio pra dormir. Estava um caco. Tinha emagrecido muito, seus braços estavam finos e ele se sentia muito velho. Precisaria dedicar um tempo a si mesmo. Ele era vaidoso e não queria se permitir ficar magricelo. Queria voltar a ter os braços fortes e o peitoral definido.
Tirou a camiseta e a calça e depois mirou Alhena tirar o vestido. Sentiu-se muito tentado a tentar algo com ela... mas se perguntou se era cedo demais. Talvez ela não se sentisse pronta ou confortável.
Suspirou e se deitou na cama sentindo-se levemente dolorido. O corpo desejando uma boa noite de sono. Esperou que Alhena colocasse um pijama. Mas ela não o fez. Ela tirou o sutiã e a calcinha e o olhou. Respirou fundo e sorriu pra ela sentindo-se empolgado. Alhena engatinhou até ele e se sentou em seus quadris, para beijá-lo. A girou na cama para ficar por cima e entrelaçou os dedos com os dela.
—Quer? – perguntou ele a pressionando com os quadris. Alhena engoliu em seco e concordou. Sorriu pra ela e a beijou novamente.
Começou tudo bem. Estavam se beijando apaixonadamente. Ele estava louco de desejo. Brincou com os seios dela, mas logo não aguentou mais. Tirou a cueca e logo estavam naquela dança de marido e mulher. Mas notou que Alhena estava estranha. Distante.
Ela tinha os olhos fechados e parecia estar completamente longe dali em pensamento. Normalmente, quando transavam, ela sempre o olhava nos olhos. Mas agora ela nem mesmo o beijava.
—Ei... tudo bem? – perguntou. Alhena abriu os olhos e sorriu.
—Sim, por que?
—Não está gostando? – perguntou constrangido – Você... você está tão distante. – Ela engoliu em seco e desviou o olhar. Por um momento achou que ela iria chorar e começou a se sentir culpado. Será que ela estava triste por ele ter transado com Clover? – É... foi por conta do que aconteceu entre eu e a... hum... Sra. Burton?
—Não é nada, Damian. – murmurou Alhena – Eu acho que só comi demais e estou cansada... mas pode continuar se quiser.
Ele piscou levemente ofendido com aquilo.
—Não vou transar com você se você não quer. – resmungou rolando pro lado. Como ela podia sequer cogitar aquilo?
Alhena soltou um suspiro e se sentou.
—Eu... eu não estou me sentindo bem... – murmurou ela. Damian a olhou novamente e viu que ela estava fazendo uma careta – Acho que me machucou... estou com cólicas.
Ele se sentou preocupado e colocou a mão na barriga dela.
—Te machuquei? Desculpe... mas... mas eu não fiz com força... – murmurou sem jeito.
—Desculpe... – murmurou Alhena. Mas então ela fez uma careta. – Eu preciso me deitar um pouco... desculpe.
—O que houve? Está sentindo dor? – perguntou ele, preocupado. Alhena concordou com um aceno de cabeça e ele ficou mais preocupado – Vamos pro Mungus. Agora! – disse ele.
—Não... eu só comi demais. Eu preciso dormir... e deve ser só gases. – murmurou ela se deitando. Damian a olhou desconfortável e se deitou ao lado dela.
A abraçou tentando não pensar em como suas bolas estavam doendo e fechou os olhos tentando dormir. Mas Alhena parecia estar num sono agitado, pois não parava quieta. A respiração dela estava agitada também e ele simplesmente não conseguiu dormir.
Depois de uma hora ou duas, Alhena abriu os olhos, com uma cara de choro e se levantou. Ela estava indo para o banheiro, cambaleando de leve, quando ele se sentou e acendeu a luz do abajur. Acabou olhando para onde ela estava deitada e sentiu o sangue gelar.
A cama estava coberta de sangue.
—Alhena! Alhena! – disse se levantando de uma vez. Correu para o banheiro e viu Alhena sentada no chão, olhando surpresa para as coxas cobertas de sangue.
—Ah, não... – chorou ela o olhando preocupada.
*
Rasalas aparatou para o Mungus e foi procurar pelo amigo. Daphne tinha ficado com Póllux e Castor e ele veio ver como Damian e Alhena estavam. O amigo estava no corredor, tomando uma caneca de café e sorriu ao vê-lo.
—Como ela está? Ela perdeu o bebê? – perguntou preocupado.
—Não. – respondeu Damian – A placenta descolou um pouco, só. Mas o curandeiro falou que se ela repousar bastante e evitar passear por ai, a placenta cola de novo. E ele garantiu que o bebê está bem. – riu o amigo.
Rasalas suspirou aliviado.
—Céus. Que susto. – riu ele – Vocês vão voltar ainda hoje pra casa?
—Não. – respirou Damian – Por segurança eu preferi passar a noite aqui... espero que não se importe de ficar de olho nos meninos...
—Não. De jeito nenhum. – riu Rasalas – E Daphne vai adorar cuidar dos seus capetinhas amanhã. Sabe como ela é com crianças.
Damian deu um sorrisinho.
—Espere só até ter o seu. – ele deu um gole no café – Ela vai te esquecer por um tempo. Sabe disso, não é?
—Sei. Eu lembro de você reclamar. Não sei como quis ter mais filhos. – riu Draco.
—Ah... eu gosto de crianças. Talvez por eu ter sido filho único. – murmurou dando de ombros. – E é completamente compreensível que ela me deixasse meio de lado. Nós tivemos gêmeos de primeira. Era trabalho em dobro pra Alhena... eu estava sempre na loja, ela quem cuidava das crianças... dessa vez quero participar mais...
Rasalas sorriu e suspirou.
—Eu achei que estaria aterrorizado... mas eu estou realmente feliz... com esse lance de paternidade. Acho que eu estou pronto pra isso.
—Sei como é. – riu Damian – Quando Alhena me contou que estava grávida pela primeira vez, eu fiquei desesperado no início, mas durou uns cinco minutos de desespero. Depois eu fiquei tranquilo. Ela é a mulher da minha vida, de qualquer maneira. Eu sempre soube disso.
Rasalas sorriu e concordou.
—Alhena está bem?
—Sim. O médico deu um pouco de gole da paz e ela dormiu. Mas eu estou sem sono. – murmurou Damian – Eu fiquei com muito medo... de perder ela.
—Minha irmã é louca por você, cara. – riu Rasalas – Ela não iria te largar se é isso que vo...
—Rasalas. Posso te contar um segredo? – perguntou Damian. Rasalas o olhou curioso e concordou com um aceno de cabeça.
—Sempre, cara.
Damian soltou um suspiro e olhou para a porta do quarto de Alhena.
—Eu... eu não sei se eu e Alhena vamos continuar casados. – murmurou ele. Rasalas o olhou confuso.
—Mas... por que não?
—Eu acho... – ele soltou um suspiro e negou com a cabeça – Eu estou com medo dela me deixar... dela... desistir de mim...
—Alhena não vai fazer isso. – riu Rasalas – Você não faz ideia de como ela ficou quando você estava internado. Ela não saía do seu lado por nada.
—Eu sei. Eu podia escutar. – murmurou Damian – Me ajudou a... a ficar lúcido... eu escutava vocês, todos vocês, apesar de não ser sempre. Algumas vezes era confuso. Algumas vezes eu estava em Hogwarts. Outras eu estava no presente... teve uma hora que eu não sabia se eu tinha mesmo crescido... algumas vezes eu achava que era só um garotinho... achava que minha mãe entraria no quarto e apertaria minhas bochechas. Me falaria que eu apenas tinha tido um sonho muito esquisito... – Damian suspirou e Rasalas o encarou surpreso – Mas algumas horas eu voltava a mim mesmo... preso num corpo que não se mexia. Era assustador... e eu escutei umas coisas... que eu preferia não ter escutado.
—Por exemplo? – perguntou Rasalas.
—Draco. – respondeu Damian e Rasalas o olhou sentindo um frio na barriga.
—O que tem Draco?
—Ele está apaixonado por ela...
—Mas ele voltou com Astoria. – disse franzindo a testa.
—Porque Alhena não quis voltar pra ele. Simplesmente por isso. E somente por isso. – murmurou Damian – Eu escutei eles conversarem, Rasalas. Eu escutei e... e eu acho que os dois não... não ficaram só na conversa no tempo em que ela estava hospedada com ele.
—Cara. Você totalmente está exagerando. – riu Rasalas torcendo para que o amigo estivesse mesmo. Não queria que aquele triângulo (ou quadrado, se contasse Astoria) amoroso voltasse a acontecer, como na época de escola, quando ninguém sabia se Alhena e Draco estavam juntos ou não e Damian ficava desesperado, tentando se fazer notar...
—Estou? – perguntou ele arqueando as sobrancelhas – Eu não acho que esteja... mas não importa. Eu não me importo de estar certo. Dela e de Draco terem se beijado. Eu não me importo nem se eles transaram... eu só quero ter minha vida com ela de volta. Só isso.
Rasalas cruzou os braços e concordou com um aceno de cabeça.
—Vocês vão. Ela ama você e não Draco. Ela é grata ao Draco. Eles são muito amigos, mas... mas ela quer viver com você. Ela escolheu você e não foi só uma vez.
—Eu sei. Não me importo do que quer que tenha acontecido entre ela e ele... nem quero que me contem. Prefiro não saber. Draco salvou a vida dela e é o que importa... e ela voltou pra mim. Me deu outra chance. É isso que importa também... mas eu tenho medo dela... dela voltar pra ele... algumas vezes eu tenho a sensação que eu nunca vou ser tão... tão próximo dela como ele é... e eu sou o marido dela... isso é... isso é difícil, sabe?
Rasalas concordou com um aceno de cabeça.
**
Damian deixou Alhena em casa no dia seguinte apenas depois que ela prometeu que ficaria em repouso o máximo possível. Draco soubera do que tinha acontecido (Astoria ficou sabendo por Daphne e contou pra ele) e se ofereceu para cuidar de Póllux e Castor para que Alhena pudesse descansar e Damian os deixou com ele antes de ir para a loja.
—Daphne vai ficar com Alhena. – disse o loiro pegando Póllux no colo – Então eu fico com eles sem problemas. Estava com saudades desses pestinhas. – riu Draco colocando Póllux no alto, o fazendo gargalhar – Como a Lena está? E o bebê?
—Estão ambos bem. – respondeu Damian aliviado – Foi só um susto.
—Que bom. – riu Astoria sacudindo Castor, que queria ir pro colo de Draco – Ficamos preocupados. – Ela mordiscou a bochecha do garoto, que a olhou zangado.
—Num podi modê! – ralhou ele. Draco deu uma risadinha e Astoria caiu na gargalhada.
—Desculpe, bebê. – riu ela – Não se preocupe, Damian. Nós vamos cuidar desses dois anjinhos, não é, Draco?
—Vamos sim. – Draco olhou para Póllux com um sorriso genuíno, do tipo que ele não costumava dar. Os sorrisos de Draco sempre tinham algo a mais por trás. Desdém, sarcasmo, cinismo, troça ou insolência. Mas dessa vez ele estava simplesmente sorrindo – Tio Draco vai fazer um mooooonte de bolhas pra você brincar.
—Pode ir, Damian. E não volte cedo. – riu Astoria.
—Valeu, gente.
—Você precisa mesmo trabalhar? Não acha melhor ficar com a Lena? – perguntou Draco colocando Póllux nos ombros.
—Preciso. Eu sou o herdeiro da loja. Não posso deixar ela só com a minha prima. Tenho muita coisa pra reorganizar. Fiquei quase dois meses longe...
Draco e Astoria deram de ombros e ele viu que não podia mais enrolar.
—Dá “tchau” pro papai, bebê. Eu nunca sei quem é quem. – riu Astoria.
—Nem eu. Mas é só chamar um que o outro vem. Falou, Damian. – riu Draco se virando e saindo correndo com Póllux nos ombros. O garoto deu um grito de alegria e Castor começou a bater palmas e gritar desesperadamente também querendo brincar.
—Tchau, Damian. Pode ficar sossegado, ok?
—Ok. – disse antes de se despedir e aparatar para a loja.
Não estava errado sobre ter muita coisa pra organizar. Helena não era nada organizada. Teve que refazer vários orçamentos e conferir um monte de coisas que estavam atrasadas. Passou o dia inteiro correndo de um lado para o outro, verificando com os fornecedores sobre os artigos não comerciáveis.
Conseguiu um ovo de dragão à um preço ridiculamente baixo e o vendeu no mesmo dia quase cinco vezes mais caro do que tinha comprado. Helena ficou rindo dele, de quanto ele era viciado em organização, quando ele reorganizou toda a prateleira de antídotos.
—Sabe o quanto minha vida estaria mais tranquila se eu soubesse onde estava o antídoto pra poções do amor há uns meses atrás? – perguntou ele semicerrando os olhos.
Helena riu da cara dele e pegou a varinha.
—Bem... eu vou indo. Você quem fica ai até anoitecer.
—Claro. – murmurou dando de ombros. Quando a prima foi embora, pegou a varinha e encantou um espanador, a vassoura e a pá, porque achou a loja um tanto empoeirada. Depois pegou um livro sobre Nundus, pois seu pai queria fazer outra expedição para a África, na intenção de caçar um para fazer outro casaco, além de coletar a saliva dele, que era um ingrediente caríssimo de poções. Já estava há uns vinte minutos estudando os feitiços aconselháveis para lutar com um nundu, quando escutou o sino da porta. Fechou o livro, o escondendo atrás do balcão e sorriu, pronto para atender a mais um cliente. Só que seu sorriso morreu e ele sentiu o estômago dar uma cambalhota – Clover? O que faz aqui?
Clover tirou os óculos escuros, os colocando nos cabelos e sorriu.
—Quanto tempo... Azkaban não te fez nada bem. – riu ela. Damian soltou um muxoxo, passando as mãos nos braços enfraquecidos.
—No que posso ajudar? Quer vender alguma coisa?
—Não. Eu vim conversar.
—Não temos nada pra conversar. – respondeu sem encará-la.
—Sim, nós temos. E é muito sério. – respondeu ela. Damian a olhou com algum rancor, mas acenou com a cabeça, num consentimento – Eu preciso de uma gota do seu sangue. – disse ela colocando um frasco roxo em cima do balcão. Damian a olhou confuso e ela suspirou.
—O que é isso?
—Eu estou grávida. – respondeu ela – E preciso saber se é seu ou do meu marido, que vai morrer na prisão, se tudo der cer... DAMIAN!
Ele tinha caído no chão, quase desmaiando. Sua pressão tinha subido, ou descido, não sabia dizer. Clover deu a volta no balcão e estalou os dedos em frente aos seus olhos. Ele estava meio zonzo ainda, com aquela revelação. Depois a olhou em choque.
—O QUE?
Clover soltou um suspiro e baixou os olhos.
—Eu não vou tirar. E não vou dar seu sobrenome pra ele, também. Eu só quero saber se é seu. Só isso... pode ser do meu marido também. – ela o olhou nos olhos – Você não precisa se preocupar ou assumir... para todos os efeitos, ele vai ser um Burton. A menos que...
Ela o olhou significativamente.
—A menos que o que?
—Se você quiser assumir, por mim tudo bem. E eu não estou dizendo que você tem que largar a sua esposa. Mas... mas você quem sabe. Eu só quero saber se é seu mesmo.
Damian respirou fundo, ainda sentado no chão, olhando assustado para Clover.
—Você só... problemas! – rosnou perdido. Clover deu uma risadinha.
—Você também. – devolveu ela.
Damian se levantou passando as mãos pelo rosto.
—Só me faltava essa... – resmungou pegando a varinha e cortando o dedo. Clover pegou o frasco roxo e o abriu. Apertou o ferimento e um pouco de sangue caiu no frasco. Clover o sacudiu de leve e a cor mudou para vermelho.
***
Draco aparatou para a casa de Damian e entrou sem pedir licença. Daphne estava sentada no sofá e ele apontou a varinha pra ela.
—Draco? O que você...?
—Estupefaça. – disse. Daphne não teve tempo de pegar a varinha e caiu estuporada no sofá – Desculpe, Daph... mas eu prefiro que você não saiba que eu vim. Vou mudar sua memória depois... – murmurou antes de seguir para o quarto de Alhena. Ela estava dormindo e ele não soube se deveria ou não acorda-la. Mas tinha ido ali com um motivo, não voltaria atrás. Andou até ela e pegou um fio de cabelo loiro. Era só o que precisava... tirou o frasco de cor rosada do bolso e colocou o fio dentro. O fio pareceu derreter e a poção mudou de cor, para um tom roxo. Estava pronta. Ele respirou fundo e botou o frasco em cima da penteadeira. Depois, com um feitiço, cortou o próprio dedo e deixou a gota de sangue cair no frasco. Se curou com um simples feitiço “episkey” e olhou a poção. Girou o frasco lentamente e prendeu a respiração. Um frio lhe subiu a espinha e ele engoliu em seco – Vermelho... ficou vermelho...
Fale com o autor