Notas iniciais
Olá, bebês! Me desejem muita sorte, porque a prova mais importante do meu semestre é hoje e eu estou com um medo fodido de não conseguir passar! Mas muito bem... vamos ao capítulo. É um capítulo bem grande hehehehe Espero que gostem ^^

Capítulo 71

—Eu preciso muito falar com você! – lamentou Rose. Navi a olhou confuso e deu de ombros. Vince o olhou curioso e Navi se virou para ele.

—A gente se vê depois. – disse calmamente. Vince o olhou com desconfiança e um sorrisinho.

—Não vá trair a Les, heim? – riu ele.

—Que? Tá louco? Eu nunca faria isso! – resmungou Navi. Foi quando sentiu alguém beliscar sua bunda, o fazendo pular de susto.

—Nunca, é? – perguntou Florence lhe mostrando o dedo médio, com um sorriso sacana no rosto. A Profana Trindade deu risadinhas e saíram andando com aquele gingado delas, como se fossem as donas da escola. Vince logo saiu atrás delas e Navi fez uma careta para Florence, antes de olhar para Rose.

—O que houve? – perguntou curioso. Rose respirou fundo, parecendo nervosa e segurou sua mão.

—Vamos pra sala atrás do espelho.

—Rose... eu não sei o que tá pegando, mas eu sou comprometido agora e...

—Eu não estou falando disso! – ralhou ela, rindo com as bochechas coradas – Isso está sob controle... mas aconteceu uma coisa e eu preciso desabafar com alguém!

—Oook... mas só me adianta uma coisa... – murmurou franzindo a testa – Tá grávida?

—Que? Claro que não. – respondeu ela, ainda mais corada. Navi deu um sorriso aliviado e deu de ombros.

—Ok. Então dá pra resolver, vamos. – murmurou passando o braço ao redor dos ombros dela. Os dois subiram um lance de escadas e logo ficaram disfarçando perto do espelho, até que não passasse ninguém no corredor. Atravessaram o espelho, andaram em silêncio pela passagem estreita e logo estavam na Casa da Árvore – Ok, ok. O que houve? – perguntou a soltando e se jogando no sofá.

Rose respirou fundo, parecendo nervosa.

—Ok... você precisa ser muito mente aberta agora, ok?

—Me diz que você é lésbica. Eu juro que convenço a Les a fazer um menage muito...

—Não! Não é nada disso! – resmungou Rose ainda mais corada – Você só pensa besteira!

—Oras! Você me pediu pra ser mente aberta! – riu Navi dando de ombros – Já sei! Você quer transar com o professor? Ou transou com o professor? Ok, não vou julgar. O Fawley é pintoso. – riu Navi.

—Merlin. Não. Eu não quero... ok, ele é muito bonito, charmoso e interessante... – riu ela, mas então ela balançou a cabeça, ficando séria – Mas não é nada disso.

—Drogas?

—Você vai me deixar falar?!

—Algum fetiche estranho envolvendo uma vassoura?

—O QUE?

—Nada. Diga, Rose. – disse sorrindo calmamente. Rose ainda o olhava como que em choque.

—Eu não vou perguntar de onde tirou essa da vassoura. – murmurou ela se sentando ao seu lado – Então... eu descobri que o Draconis não era meu irmão de sangue muito antes dele.

—Sério? – perguntou ele surpreso – Como?

—Não vem ao caso. O importante é que... eu e o Drac ficamos... – murmurou ela.

Navi a olhou boquiaberto.

—Oh... wow... – murmurou ele em choque – Mas... cacete... ele é seu irmão!

—Não por sangue!

—Foda-se! Eu não comeria o Draconis! – ralhou Navi horrorizado.

—Mente aberta! – ralhou Rose, mordendo o lábio, parecendo extremamente embaraçada.

—Ok... ok... – Navi respirou fundo – Eu vou fingir que isso não foi extremamente... – ele fingiu uma ânsia de vômito e respirou fundo – Tudo bem... vocês só ficaram. Vou imaginar que estavam bêbados... e eu vou zoar o Draconis por isso depois...

—Na verdade nós estávamos tendo um rolo há algum tempo.

—Hum... – murmurou com uma careta.

—Quando ainda achávamos que éramos irmãos... – murmurou ela.

Navi a olhou completamente enojado. E então se lembrou de quando fizera as pazes com Draconis. O primo estava todo arrumado, como se fosse ter um encontro romântico com alguém... e Rose também... e os dois, coincidentemente apareceram na Casa da Árvore...

—WOW! – murmurou se inteirando que tinha empatado os dois... e então se lembrou do ataque de ciúmes de Draconis – WOOOOOOOW!!!! – se levantou em completo choque – Há quanto tempo?!

—Mais do que eu gosto de admitir... – murmurou ela.

—WOOOOOOOOOOOOOOOOOW!!! – gritou em choque – Me diz que você não transou comigo pra tentar...

—Eu queria parar de ter pensamentos absurdos com meu, até lá suposto, irmão... – lamentou ela escondendo o rosto com as mãos.

—Você me usou?!

—Oh, pare com isso! – ralhou ela.

—Ok... ok... – disse Navi respirando fundo e muito rápido – Eu estou em pânico! Por que eu estou em pânico...? Meu Merlin, você transou com ele?

—Lembre-se que ele não é meu irmão! – pediu ela completamente vermelha.

—Eu estou em pânico de novo! – disse com a voz saindo muito mais fina do que tinha planejado. Coçou a garganta pigarreando, achando aquilo completamente horrível – ELE É SEU IRMÃO! QUAL O PROBLEMA DE VOCÊS?!

—Ele não é meu irmão... digo... só de criação... – disse Rose fazendo careta – Pare de escândalo, Navi.

—Escândalo? Sabe o que é um escândalo. VOCÊ E SEU IRMÃO! ISSO É UM ESCÂNDA... – e então ela lhe deu um tapa na cara e ele piscou chocado.

—Pare de dar ataque de pelanca! – ralhou ela – Eu e Draconis estávamos namorando em segredo. – disse ela.

—Aquele traidor filho da mãe! – ralhou Navi, massageando o rosto – Ele não me contou isso?! Como ele nunca me contou isso... CACETE! – se lembrou que Draconis estava apaixonado por uma garota misteriosa desde o quinto ano – Você era a garota misteriosa por quem ele era apaixonado. Você é o motivo de todos os cigarros e overdoses dele! – Navi colocou as duas mãos no rosto – Me segura que eu vou ter outro ataque pelanca... tudo faz sentido agora... ou eu to muito brisado... ou os dois... eu vou surtar de novo, meu Merlin... – ele respirou fundo algumas vezes pigarreou e olhou ainda abalado para ela – Por que raios você me contou isso?! Eu era feliz sem isso. E agora eu sou cúmplice desse incesto... não incestuoso... mas completamente... bizarro... cacete, Draconis... Rose, eu pensei que você estivesse com o Loto! Era tudo encenação... – Navi abriu a boca, completamente horrorizado e Rose revirou os olhos, cruzando os braços – O Yaxley sabe?! O Draconis contou pra ele e não me contou?! EU NÃO ACREDITO NAQUELE INGRATO! EU SOU O MELHOR AMIGO DELE!

—Navi...

—Ele contou isso pro Yaxley! e não pra mim? Tipo... eu sou praticamente irmão dele! Nós crescemos juntos! E agora ele tá de segredinhos com aquele moleque esquisito, que fica dando drogas pra ele e... – Navi tampou a boca com as mãos e olhou culpado para Rose.

—Drogas? – perguntou ela franzindo a testa – Que drogas?

—Era segredo... – sussurrou fazendo careta.

—Draconis está usando drogas?

—Algumas... – murmurou fazendo careta.

—Quais?!

—Pó de fada... extrato de mandrágora... e teve alguma outra treta bizarra e muito forte, extremamente viciante que eu não sei o que é... e eu não podia estar te contando isso... – murmurou encolhendo no lugar, ainda fazendo careta.

Rose piscou, em choque.

—Eu não acredito! – ralhou ela – Eu sabia que aquele Yaxley tinha alguma coisa de estranha. Eu não gostava muito dele, apesar de ser meio grata por ele nos acobertar, mas assim mesmo...

—Vocês estavam transando na casa do tio Damian... – murmurou Navi, horrorizado. E então ele fez uma careta, passando a mão pelos próprios braços, tentando se limpar de uma sujeira espiritual, ou qualquer coisa assim – Eu transei com a Les naquele antro de pecado de vocês! Vocês não podiam ter feito isso comigo! – e então ele levou outro tapa.

—Para! Não é pecado. Nós não somos irmãos! – ralhou Rose.

—Vocês são irmãos! – ralhou, mas se arrependeu em seguida ao ver os olhos marejados dela.

—Por favor... pare... Draconis queria contar pro papai... mas se você que é o melhor amigo dele tá reagindo assim... como é que a gente poderia contar pra ele? – lamentou ela – Oh... e a Dona Lena... – chorou Rose se jogando no sofá e escondendo o rosto com as mãos – Ela sempre me tratou tão bem... como ela vai ficar, quando a gente contar?

—Ah, a tia Lena pirou. Não precisa se preocupar com ela. – disse Navi, sentindo-se culpado pela falta de controle – Tio Harry falou que o cérebro dela derreteu e que ela deve morrer em breve... – adicionou dando de ombros. Rose o olhou em completo choque.

—O... o que? – perguntou ela horrorizada.

—E eu preciso aprender a dar esse tipo de notícia pras pessoas... não conte pra minhas primas... elas não sabem. Mas a tia Lena meio que... que pirou. – disse fazendo careta – Gente... eu estou um absurdo hoje... não... não chore, Rose... eu não sei lidar com pessoas chorando. – lamentou se sentando ao lado dela e dando tapinhas em seus ombros, enquanto a menina chorava – Vamos... tá tudo bem... ela pelo menos não vai ter o desgosto de descobrir o que vocês andaram fazendo... e sabe o que? Vocês poderiam continuar com o segredo. Tio Damian não precisa saber... ele já tá com Horklump... vai que vocês matam o velho de vez.

—Navi, você é péssimo!

—Eu sei! Me desculpe! – lamentou ele desesperado – Mas eu ainda estou em pânico... é como se eu descobrisse que... sei lá... meu pai pulou a cerca com a mãe da Les... cara... incesto, velho.

—Draconis. – ralhou ela lhe dando um tapa ardido no braço – Não! – outro – É! – outro – MEU. IRMÃO! – chorou ela com desespero.

—Eu sou tão ruim com isso... calma. Vamos começar de novo. – disse Navi em pânico – Você vira pra mim e fala: Draconis não é meu irmão, então a gente tá bimbando vez ou outra! Ai eu vou dizer: Nossa. Sério? Que vanguardistas vocês... heim? Que tal? – perguntou desesperado. Rose fungou secando o rosto e negou com o rosto.

—Não dá... simplesmente não dá pra contar pro papai... ele vai ficar magoado... – lamentou ela fungando – E eu amo o Draconis... mas eu acho que... que a gente não pode namorar no fim das contas e...

—Você ama o Draconis? – perguntou Navi, em choque.

—É. A gente se ama... ele disse que me ama também... pode até ser esquisito, Navi, mas quando a gente está junto... – ela sorriu sonhadoramente, mesmo com as bochechas molhadas – É tudo tão perfeito... tudo tão... tão mágico, entende? – concordou com um aceno de cabeça, porque tudo com Les era daquele jeito e ele entendia muito bem – Então... – Rose se abraçou e arfou – Eu não sei o que fazer... quando o Draconis voltar... ele... ele vai querer voltar comigo, mas... mas como? Todos vão nos julgar...

—Todo mundo me julga por namorar uma garota mais rodada que catavento em dia de tempestade... – disse Navi dando de ombros – Mas foda-se. A gente se ama e eu to feliz com ela... é o que importa. Foda-se o que os outros pensam, Rose... foda-se o que eu penso, porque eu acho escroto pra caralho... – disse sorrindo sem jeito – Mas se vocês estão felizes assim... – ele deu de ombros – Mas o Draconis vai ter que assumir pro mundo que é um bastardo. Ele tá ciente disso?

—Tá... ele não se importa. – chorou Rose – Nós estávamos namorando escondido...

—Filho da puta cheio dos segredinhos... – resmungou semicerrando os olhos.

—E eu decidi terminar na véspera dele voltar pra escola... pra gente ter um tempo pra pensar e se decidir se é isso mesmo que a gente quer, sabe? Porque... porque é realmente muito difícil pras pessoas aceitarem e... e a gente... bem... ele vai ter que desistir de ser um Burke... se a gente for namorar, sabe? Ele teria que riscar o nome dele da nossa parede e ele ficou tão, tão feliz quando o papai colocou o nome dele lá, sabe? – ela secou as bochechas de novo com a manga do uniforme – Significou tanto pra ele... e agora... – ela respirou fundo e arfou num soluço – Eu tenho medo da gente insistir nisso... não dar certo e ele se arrepender. Porque se ele tirar o nome dele da parede... é pra sempre, saca?

—Ah... eu acho que o tio Damian não deve riscar o nome dele, né?

—Eu não sei... o papai tava tão atormentado nos dias antes de contar pro Draconis... sobre a verdadeira paternidade dele... e se a dona Lena tá nessa situação que você falou... nossa... como a gente vai dar uma notícia dessas pro papai?

Navi soltou um muxoxo.

—Não me pergunte ou eu vou fazer você chorar de novo... eu ainda estou em pânico. – resmungou ainda chocado. INCESTO! Pensou desesperado.

*

—Navi... eu preciso falar com você. – murmurou Albus, parecendo desesperado. Navi fez uma careta e o segurou pelos ombros.

—Você não está pegando a sua irmã, está!? – perguntou Navi, sentindo-se traumatizado. Estava no Salão Comunal, no final do dia, mas ainda estava abalado com a revelação de Rose.

—O que?! Não! – ralhou Albus – Tá louco?

—Oh, graças a Merlin. – riu Navi abraçando Albus – Me diz que não colocou o pipiu na minha prima... Draconis mata você... – sussurrou no ouvido do amigo.

—Que?! Não! – respondeu Albus o empurrando e ficando corado – Você pode me seguir até a Casa na Árvore, Santo Cristo?

—Ok, ok. – murmurou Navi indo para a passagem secreta. Tiveram uma constrangedora caminhada até a Casa da Árvore e ele se lembrou novamente do que Rose tinha contado. Se tremeu inteiro e olhou preocupado para Albus – O que houve?

—É a sua irmã.

—Você traiu a Cerce? – perguntou surpreso – Qual o seu problema?!

—Não! Digo... não sei! – murmurou o garoto parecendo perdido – Sua irmã entrou no banheiro, quando eu tava usando, sentou no meu colo, tirou a roupa e se masturbou na minha frente.

—E você não traiu a Cerce? – perguntou chocado – Cara. Sério... qual o seu problema?!

—Eu não sei se eu não traí... eu não fiz nada... – disse Albus tremendo – E-eu entrei em pânico e fiquei que nem um demente lá... você precisa controlar a sua irmã!

—Filho, se eu tivesse controle sobre a minha irmã, eu não teria ficado na merda tendo ciúmes dela com a Les. – riu Navi – A única pessoa que controlava a Lyra era o Draconis.

—Merlin! E o que eu faço?! – perguntou Albus, em choque – Ela tá me dando umas olhadas... e eu... eu vou ficar maluco! Eu passei o dia agarrado na Cerce, com medo de ficar sozinho. Mas não dá pra ficar com ela o tempo todo. E eu fui pedir ajuda pro Scorpius e ele ficou rindo da minha cara e me mandou comer as duas! Ele é um idiota e não sabe dar conselhos...

—Ok. O meu conselho é, não transe com a Cerce, porque o Draconis te mata... mas transe com a Lyra, porque eu não ligo.

—Mas... mas eu estou namorando a Cerce! – disse Albus, horrorizado. Navi colocou uma mão no ombro do amigo e respirou fundo.

—Albus. Deixa eu te dar uma dica, que tio Draco sabiamente deu pra minha mãe quando ela e meu pai brigaram porque meu pai comprou umas revistas de mulher pelada há uns anos atrás. – disse solenemente.

—Dicas do pai do Scorpius... por que eu não estou animado?

—Greve de sexo é igual a chifre. – explicou e Albus revirou os olhos.

—Sério. Vocês são uns inúteis pra dar conselho! – resmungou Albus.

—Por que não pede um conselho pro Vince. Ele é neutro. – riu Navi.

—Mas o Vince... eu nem falo com ele.

—E daí? Ele é de boa. – riu Navi – Mas sério. Largue a Cerce, coma a Lyra e seja finalmente bem vindo ao bonde dos desvirginados, Albus... você precisa botar esse pipiu pra funcionar! – riu Navi dando uns tapinhas no ombro do amigo.

—Pare de falar do meu... hum... Mini Potter... desse jeito. – ralhou Albus, corando absurdos e fazendo Navi rir.

**

—É tão gostoso ficar deitadinha com você... – sussurrou Cerce com um sorrisinho contente no rosto.

—É... – murmurou Albus sentindo seu corpo ferver de tesão. Por que Lyra tinha que ter feito aquilo? O tinha atiçado inteiro. Não queria ficar pensando nela. Não mesmo. Queria ficar pensando apenas em Cerce... mas a verdade era que não tinha superado Lyra Lestrange por completo... mas gostava muito, muito mesmo, de Cerce Burke...

—Você está tão calado. Está tudo bem? – perguntou Cerce se deitando de bruços e sorrindo carinhosamente para ele. Não tinha contado sobre o que Lyra tinha feito. Como poderia contar? Cerce já estava insegura... se contasse só ia terminar de ferrar com tudo.

—Estou. – murmurou engolindo em seco – Ei... – murmurou – Você é tão linda...

Cerce corou e sorriu ficando de joelhos.

—Obrigada. – murmurou ela timidamente – Você é lindo também... sempre achei... – ela se curvou e aproximou o rosto – Acho suas sobrancelhas lindas... seus olhos são lindos também... e sua boca... – ela o beijou com carinho nos lábios – Eu amo a sua boca... – sussurrou ela. Albus corou e engoliu em seco. Ela era tão meiguinha, tão fofinha... tão perfeita.

Por que raios não conseguia parar de pensar em Lyra Lestrange, cacete?

Ok, ela tinha lindos mamilos... mas apostava que Cerce também os tinha... mas duvidava que Cerce fosse deixá-lo aceso como Lyra...

—Cerce... – murmurou.

—O que?

Ele engoliu em seco.

—Você... hum... – se sentou respirando fundo – Lyra mexeu comigo. – resmungou decidindo abrir o jogo. Ele não podia esconder nada da namorada. Era o melhor a fazer. O conselho de Vince não tinha ajudado. “Pega as duas e quando Burke descobrir, fica com a Lestrange, oras. Pelo menos vai ter sexo.”

—O que ela fez? – perguntou Cerce o olhando preocupada.

—Ela... hum... me encurralou no banheiro... hum... num momento íntimo e... hum...

—Momento íntimo? Como assim, momento íntimo?

—Eu... eu meio que... – corou muito e decidiu contar pelo menos uma mentirinha – Eu tava mijando.

—Ah, sim. – riu ela, mas então ficou séria – Ela entrou no banheiro enquanto você fazia xixi? Ela é louca? Quem ela pensa que é?! O que você fez?

—Eu entrei em pânico, morrendo de vergonha! – disse contando a verdade – Eu tentei mandar ela ir embora, mas então ela... hum... – não queria contar exatamente o que Lyra tinha feito... não queria denegrir a imagem dela – Ela se sentou no meu colo.

—O QUE?!

—É... e então... disse umas coisas e foi embora. – murmurou contando a versão com classificação livre.

—Que coisas?

—Que você era uma santa. – murmurou sem saber o que falar. Cerce estreitou os olhos, furiosa – Me desculpe! Mas eu não... nem toquei nela, ok? Mas eu estou completamente sem jeito com essa situação e... e é isso. – murmurou corando.

—Eu vou quebrar a cara daquela piranha.

—Não... deixa isso pra lá. – murmurou Albus – Isso é a ideia dela de pegadinha. Lyra e Scorpius passam do limite com as brincadeiras deles, algumas vezes. – disse rindo sem graça – Scorpius até já sugeriu que eu e ele deveríamos transar com ela ao mesmo tempo. Olha só que viagem. – disse rindo nervosamente. Cerce fez um biquinho, zangada e ele a achou super fofa daquele jeito.

—Ela não podia ter feito isso. Você é meu namorado! – resmungou ela.

—Sou. – concordou Albus a abraçando e colocando a testa na dela – Ela fez mais uma coisinha...

—O que?

—Ela tirou a blusa e me mostrou o sutiã. – murmurou corado. Era horrível esconder as coisas dela. Cerce o olhou indignada.

—E você olhou?!

Piscou em choque.

—Eu virei o rosto depois que o choque passou. – era mentira. Céus, estava mentindo pra ela. Ele era a pior das pessoas. Ele não prestava. Ele era o lixo da sociedade. Ele era... era... era... horrível – Me desculpe, mas... mas é que eu nunca tinha visto uma garota daquele jeito, no meu colo e eu... eu... eu fui um babaca, me perdoe! Não termine comigo!

Cerce soltou um suspiro e o segurou no rosto, o fazendo olhar para os olhos verdes dela.

—Não. Não vou terminar com você! – disse ela – Eu te amo, Albus. – sussurrou ela com um sorriso meigo e ele sorriu de volta, derretido.

—Não tá triste comigo?

—To danada da vida com ela!— ralhou Cerce. Ela respirou fundo e o beijou na ponta do nariz – Olha. Eu sou muito tímida. Eu não sou insegura com meu corpo. Mas eu não acho certo uma moça comportada ficar tirando a roupa para qualquer um. – disse ela – Mas eu não sou uma santa. Eu tenho vontades também. – Cerce se abraçou e o busto dela ficou muito evidente naquela posição – Eu também tenho dezesseis, afinal, né? Não sou uma planta. – ela suspirou – Eu tenho vontade de deixar você... me tocar, entende? – Merlin...— Mas... mas eu preciso que você entenda que... que eu quero me guardar pro meu marido. E eu tenho muita vergonha de ver um homem pelado... tenho um pouco de medo, também... porque dizem que dói... e eu vi meu irmão de cuecas uma vez... é muito assustador.

—Tá falando do Draconis? – perguntou rindo.

—É...

—Relaxa. Seu irmão é um monstro. Eu não sou grande daquele jeito... – riu Albus, mas em seguida corou, envergonhado – Digo... não é que seja pequeno, mas... mas também não é enorme. Seu irmão é um tripé. Eu sou normal...

—O que é normal? – perguntou ela insegura. Albus corou envergonhado.

—Ah... normal, sabe? Normal? Não é grande, mas não é pequeno... é... normal. Sabe? – perguntou constrangido e Cerce negou com a cabeça – Ah... eu não sei como te explicar sem ser te mostrando.

—Não, por favor, não! – disse ela virando o rosto e colocando as mãos entre o rosto e seus documentos – Eu não estou pronta pra isso.

—Ok, eu não ia te mostrar. – riu Albus segurando a mão dela e lhe dando beijinhos – Calma, ok? – Cerce concordou com um aceno de cabeça – Mas já que estamos nesse assunto... ok, eu entendo que quer se guardar pro casamento. É uma opção sua... mas... mas você estaria disposta a... hum... outras coisas?

—Tipo o que? – perguntou ela parecendo preocupada. Albus soltou um suspiro e se sentou mais ereto.

—Tipo... deixar eu te tocar?

—Ah... – ela corou absurdos e ele notou que ela tinha algumas sardas no rosto – Acho... acho que sim, né? – perguntou ela, muito corada.

—Ok... e... e você tocaria em mim?

—Eu não sei... – murmurou ela parecendo um pouco enjoada – Eu... eu não sei se to pronta pra... pra ver um... um... uma coisa de garoto... muito menos pra tocar, sabe?

—Coisa de garoto? – riu Albus – Cerce, você é mais inocente que eu. – riu ele. Cerce baixou o rosto, parecendo triste e ele tocou o queixo dela com carinho – Hey... tudo bem. – sussurrou – Vamos nos descobrir juntos... eu nunca fiz nada. Eu sou o maior virjão, como seu primo adora me lembrar. – riu ele. Cerce deu uma risadinha sem jeito.

—Eu sei que a gente já tá namorando há bastante tempo. Já vai fazer seis meses. – murmurou ela – E eu sei que... que você tem vontades também... e eu sou muito grata por você respeitar meu tempo e meu espaço... os garotos sempre tentaram me apalpar e eu... desde aquele dia que descobriram que meu irmão era bi... – ela engoliu em seco – Eu fiquei muito assustada... e tenho medo de muitas coisas...

—Não se preocupe, ok? – perguntou Albus. Cerce soltou um suspiro e concordou.

—Você é um amor... – sussurrou ela.

—Eu sou, não sou? – perguntou sorrindo bobamente – Mas você é mais ainda. – murmurou a afagando na bochecha – Eu sou louco por você, Cerce... queria que tivesse se declarado pra mim há mais tempo...

—É, eu também. – sorriu ela se inclinando para ele – Quer saber? Acho que já tá na hora de... de avançarmos um pouco! – disse ela decidida. Albus sentiu um arrepio lhe percorrer a espinha e engoliu em seco.

—Certeza? Não precisa fazer se realmente não quiser...

—Eu quero! – disse ela, decidida. Ela respirou fundo e então veio andando de joelhos até se sentar em seu colo.

—Olha. Eu sei que você é tímida, mas tem coisas no meu corpo que eu não consigo controlar. – murmurou engolindo em seco e notando a ereção que já vinha se formando firme e forte.

—Continue dentro da sua calça que está tudo bem.

—Ok... – murmurou contente. Isso era tranquilo. Sorriu para Cerce que corou de leve e olhou para baixo.

—Isso é você? – perguntou ela – É tão duro! – foi a vez dele corar.

—Eu sei... – riu sem jeito mordendo o lábio. Seu coração estava disparado e sua imaginação estava à mil. Cerce engoliu em seco e soltou os cabelos, deixando os cachos loiros caírem sob seus ombros. E então ela começou a desabotoar a blusa. Albus engoliu em seco, completamente eufórico.

—Calma, ok? – pediu ela.

—Vou tentar. – murmurou ofegante. Ficou observando as mãos trêmulas dela desabotoando cada casinha de botão.

O sutiã cor de rosa dela não era sensual como o de Lyra, mas era bonitinho de qualquer jeito, combinando com ela. Respirou fundo, olhando os seios médios da namorada, com o peito subindo e descendo descompassadamente. Cerce terminou de tirar a blusa e a colocou em cima da cama. Albus a puxou pela nuca e a beijou fogoso, sentindo os seios dela contra si. A intimidade dela contra a sua, mesmo separadas por muitas peças de roupa, também era de enlouquecer. Com as mãos trêmulas a acariciou na cintura. Com um longo suspiro começou a subir a mão, muito timidamente e ela arfou em seus lábios. Sentiu a namorada mordê-lo no lábio e ele simplesmente não aguentou. A tocou no seio com imensa curiosidade e ela gemeu baixinho na sua boca.

Engoliu em seco e interrompeu o beijo para olhar o busto dela. O apertou com as duas mãos, uma em cada seio, se divertindo pela primeira vez com aquilo. O tesão era enorme. Tinha vontade de prová-los, colocá-los na boca, mordiscá-los. Queria arrancar aquela peça de roupa e ver como era por baixo. Será que seriam iguais aos de Lyra? Os dela eram cor de ameixa...

Pare de pensar nos peitos da Lyra, idiota!

Engoliu em seco, com o corpo tremendo inteiro. Moveu os seios os juntando e os achando lindos assim, juntinhos. Depois os afastou e juntou de novo, simplesmente porque era ótimo fazer isso. Não havia racionalidade nenhuma naquela diversão, mas mesmo assim...

Segurou Cerce na cintura a puxando contra si e a fazendo se mexer em seu colo. Ela fechou os olhos e ele soltou um gemidinho com a sensação de tê-la se remexendo em seu colo.

—Mexe assim? – pediu. Cerce concordou com um aceno tímido de cabeça e rebolou insegura em seu colo. Mordeu o lábio para não fazer barulho, achando que estava nos céus – Isso... – sussurrou.

—É gostoso fazer isso... e você faz uma cara engraçada... – riu ela.

—Faço? – perguntou sorrindo. Ela concordou com um aceno de cabeça e o beijou de novo. Voltou a massageá-la nos seios, gostando da maciez deles.

Ficaram se beijando durante muito tempo e Albus sentia que simplesmente iria acabar explodindo ali mesmo.

—Cerce... – sussurrou quase desesperado – Toca uma pra mim? – pediu a olhando suplicante. Mas ela corou e negou com o rosto. Engoliu em seco e concordou com um aceno de cabeça – Então eu vou ter que ir pro banheiro... ou vou sujar tudo aqui. – disse lamentando por aquilo.

—Mas... e se a Lyra aparecer? – perguntou ela fazendo biquinho.

—Meu amor, eu vou melar tudo aqui se eu não sair agora. – disse desesperado e Cerce abriu um enorme sorriso – O que? Não é engraçado!

—Você me chamou de “meu amor”. – murmurou ela e ele corou. Nem tinha se dado conta. Sorriu sem jeito e concordou com a cabeça. Tinha dito sem pensar, mas não iria se corrigir naquele momento – Eu tenho uma ideia. – Cerce desceu de seu colo e pegou uma caixa de lenços, para lhe entregar em seguida – Termina aqui... eu fico de costas.

—Cerce... isso é muito constrangedor. – riu ele – Você se masturbaria comigo aqui?

—Eu nunca me masturbei. – riu ela – Então não.

Ele respirou fundo.

—Boa noite, Cerce... a gente se vê amanhã, ok? – perguntou ele desesperado para se aliviar. Cerce o olhou fazendo o biquinho mais fofo do mundo, mas concordou.

—Ok. Boa noite, Albus. – sussurrou ela lhe puxando para um beijo carinhoso. A beijou do mesmo jeito e suspirou.

—Eu realmente preciso ir... – lamentou.

—Ok. Vai lá. Durma bem, ok?

—Você também. – saiu da cama dela, completamente desconfortável. Dido e Les olharam para ele assim que ele passou por elas e Les deu uma risadinha.

—Tá pronto pra guerra, heim Albus? – riu ela.

—Oh, pare. – resmungou constrangido e indo quase que correndo para o dormitório masculino. Mas assim que entrou lá, deu de cara com Lyra e Scorpius.

—Uau, heim? – riu ela – Precisa de ajuda com alguma coisa?

—Não! – disse completamente corado e indo pegar suas coisas para tomar banho. Escutando os sussurros e sorrisinhos dos dois amigos e querendo morrer enquanto isso.

Depois de pegar suas coisas, correu para o banheiro. Segundos depois Scorpius entrou.

—Eu me sinto na responsabilidade de dizer que não vou impedir Lyra de vir aqui. – riu ele. Albus o olhou chocado – Então, por que não usa o banheiro dos monitores? Você é um monitor. Você pode.

Albus soltou um muxoxo e colocou as coisas em cima da pia. Depois se colocou mais confortavelmente dentro das calças, colocando o “colega” para cima, assim disfarçava a ereção, por mais que a cabecinha ficasse pra fora da calça. Escondeu com a blusa do uniforme e pegou a toalha e a muda de roupa novamente.

Passou aborrecido por Scorpius, que tinha um sorrisinho irritante no rosto. Notou que Lyra não estava lá, mas deu de ombros. Ela provavelmente tinha voltado para o dormitório feminino, ou ao menos ele torcia pra isso.

Foi andando desconfortável para o banheiro dos monitores e quando finalmente chegou lá, disse a senha (Flor de Hibisco) e entrou. Jogou suas coisas no chão mesmo e tirou as calças, que o estavam machucando.

—Apressado você, heim? Nem bateu! – ralhou uma voz vinda de trás da porta. Sentiu cada cabelinho se arrepiar e xingou Scorpius mentalmente. Certeza que tinha dedo dele naquilo. Se virou e viu Lyra só de calcinha e sutiã, enquanto ele estava sem as calças, completamente armado, escondido só pela camisa do uniforme – Pode deixar que eu tranco a porta. – riu ela mexendo a varinha e trancando a porta por dentro.

—Lyra... qualé. Eu to namorando. – murmurou a secando com os olhos.

—Tudo bem, não sou ciumenta. – riu ela se aproximando. Tentou recuar alguns passos, mas tropeçou nas próprias calças ao fazer isso. Estava pra levar um tombo, mas Lyra o puxou pela camisa e ele recuperou o equilíbrio – Eu pensei muito nas coisas que você falou aquele dia na Casa da Árvore pra mim, Albus... – sussurrou ela – Eu... eu gosto de você. Muito. E eu não aguento mais te ver com outra. Fica comigo? – perguntou ela o olhando com os olhos prateados. Os cabelos dela estavam num loiro acastanhado bem parecido com o tom de cabelo da mãe de Navi e Albus se deu conta que poderia estar vendo Lyra como ela realmente era, pela primeira vez. E ela era simplesmente linda. Mais magra que Cerce, que era mais curvilínea, Lyra tinha um corpo mais magro e delicado, perfeitamente proporcional, com os seios ligeiramente menores que os de Cerce, a cintura mais fina e uma bundinha pequena e arrebitada, deliciosamente redondinha – Albus... namora comigo?

Abriu a boca em choque. Por que raios ela não tinha pedido aquilo quando ele era solteiro?

—Lyra... eu... eu estou com a sua prima!

—Então diz que não sente nada por mim! – pediu Lyra, muito séria, o olhando nos olhos – Olha nos meus olhos, Albus. Olha bem nos meus olhos e diz que me superou e que não sente nada por mim! Olha nos meus olhos e diz que eu sou apenas sua amiga e que você não pensa em mim de outra maneira. Seja honesto comigo como eu fui naquele dia e como eu estou sendo agora! – pediu ela parecendo muito vulnerável.

—Não faz isso comigo, Ly... – murmurou constrangido – Não pode exigir isso de mim agora! Não é justo com ela, com a Cerce!

Lyra baixou os olhos e desviou o olhar.

—Ok... como quiser. – murmurou ela com mágoa na voz – Fica com a senhorita perfeita! Casa com ela! É isso que você quer, não é? – resmungou Lyra se virando e fungando.

—Ly! Não... não chore... – murmurou a abraçando por trás, se esquecendo completamente de que estava semi nu.

—Não estou chorando! – resmungou ela, fungando e se afastando dele – Eu entendo. Vocês formam um casalsinho lindo, sabe? Nasceram um pro outro. – fungou ela parecendo infeliz. Ela o olhou magoada e os olhos dela mudaram para azul claro e os cabelos para cinza – Eu espero que ela te faça feliz. Desculpe pelo modo como eu agi... eu simplesmente não sei agir de outra forma. – ela deu um sorriso triste – Passei tanto tempo sendo uma vadia que simplesmente não sei agir de outra forma.

—Você não...

—Não me defenda, Albus. – murmurou Lyra pegando o próprio uniforme e fungando de novo – Eu já vou. Desculpe pro atrapalhar seu banho...

—Ly, espere. – pediu ele. Lyra o olhou, segurando o próprio uniforme – Eu... eu nunca vou superar você... – murmurou se aproximando dela – Você vai ser sempre... sempre especial pra mim. Eu... eu sou louco por você desde... desde tanto tempo, mas... mas eu não posso... simplesmente terminar com a Cerce. Eu gosto dela também e ela gosta de mim...

—Eu sei. – murmurou Lyra. Ela soltou um suspiro e largou as próprias roupas, para se aproximar – Me beija.

—Não posso.

—Só um beijo? – pediu ela com os olhos suplicantes – Por favor...

—Não... eu não quero trair a Cerce. – disse decidido. Lyra segurou as mãos dele e suspirou.

—Não veja como uma traição... veja como... uma despedida. – murmurou Lyra.

—Não vai deixar de ser uma traição. – riu Albus – Não rola, Ly...

Lyra engoliu em seco e ergueu as mãos dele para beijá-las nas pontas dos dedos. Ela respirou fundo e colocou as mãos dele em sua cintura.

—Você sabe como eu sou, Albus... eu sou um cachorro louco. Sem uma coleira, eu vou correr pra todos os lados. Eu preciso de alguém que me controle... – murmurou ela e ele engoliu em seco a segurando na cintura – Você vai ficar numa boa, caso outro garoto pegue o que eu quero te oferecer? – perguntou ela guiando as mãos dele lentamente para cima. Albus respirou e recuou um passo, a soltando – Você não vai se importar? – perguntou ela novamente – Caso eu deixe... Joseph Grant... ou... ou Gale Selwyn... ou até mesmo Lance Travers... me tocarem de um jeito que eu queria que só você tocasse? – só de imaginar seus outros colegas de ano encostando nela o fez tremer de raiva. Desviou o olhar e suspirou – Não vai ligar de vê-los me beijar? Não vai ligar de... de me ver com outro garoto?

—Pare, Lyra. – pediu recuando outro passo e sentindo o sofá atrás de si. Nunca tinha entendido o motivo de ter um sofá no banheiro dos monitores. Lyra o empurrou com força e ele caiu sentado.

—Não. Não paro! – disse ela – Porque eu luto pelas coisas que eu quero, no lugar de ficar esperando pacientemente que essas coisas venham até mim! – ralhou ela – Você nunca, nunca tentou me conquistar! Nunca! – ralhou ela – E só se declarou pra mim porque Scorpius fez acontecer! – disse ela se sentando em seu colo. Só então se lembrou que estava pelado, praticamente – E então eu te beijei na minha casa. EU te beijei. E você prometeu que estaria sempre aqui pra mim! Mas você não está! – chorou ela. Albus piscou em choque.

—Só porque eu e a Cerce...

—Você viu o que eles fizeram com o meu pai?! – perguntou Lyra. Albus piscou, confuso.

—Como assim?

—Marcado, feito gado! – respondeu ela – E vai acontecer o mesmo comigo. Eu estou morrendo de medo, mas você estava tão preocupado tentando ser o namorado perfeito pra minha prima que acabou se esquecendo de ser meu amigo! A gente não conversa mais. A gente não passa mais tempo junto. E se quer saber, eu estava dando em cima de você na festa do Scorpius. Eu falei pra Les naquele dia que eu ia ficar com você! Mas você começou a pegar a minha prima. Na minha frente!

—Lyra... – suspirou sentindo-se mal – Desculpe... mas...

—Scorpius só quer ficar com Rose! Les tá o tempo todo com o meu irmão e você com a Cerce! Eu estou me sentindo tão, tão sozinha! Mas nenhum de vocês notou! Eu não sou mais do que aquela garota porra louca, não é? Que não liga pra nada nem ninguém!

—Lyra...

—Não! – ela se levantou e lhe deu as costas, indo pegar as próprias roupas – Divirta-se com a santa. Eu vou me divertir também. Ou ao menos tentar. Ao menos tentar me distrair... afinal, meus amigos estão muito ocupados pra se lembrar que o Ministério colocou três professores aqui, que os três tem interesse em mim por eu ser metamorfomaga. Ninguém dá a mínima. Eu vou fazer o mesmo. Divirta-se com seu namoro de primeiro ano. – ralhou ela enquanto se vestia.

Albus a observou sair e soltou um suspiro sem saber o que pensar.

**

Scorpius olhou para a porta do dormitório e viu Lyra entrar. Não precisava nem perguntar. Sabia que não tinha dado certo pela cara de choro dela. A garota andou até ele e o abraçou, escondendo o rosto em seu peito.

—Eu... eu sinto muito, Lyra... – murmurou.

—Posso dormir com você de novo? – perguntou ela.

—Claro. Sem problemas... – disse a abraçando – Vem.

A guiou para a cama e notou que os outros três garotos de seu ano olhavam com interesse. Joseph Grant, Gale Selwyn e Lance Travers. Olhou feio para os três, que voltaram a se deitar em suas camas.

Se deitou e Lyra se deitou em seu peito, parecendo muito infeliz. Fechou as cortinas com um feitiço e a afagou nos cabelos.

—Eu sinto muito, muito mesmo. – murmurou pra ela.

—Eu também... mas tudo bem. Eu vou superar. – murmurou ela. Scorpius concordou com um aceno de cabeça.

—Você sabe que não podemos ficar fazendo isso, né? Se chegar no ouvido da Rose, com a reputação que a gente tem... eu vou estar encrencado. – resmungou Scorpius.

Lyra piscou e se ajoelhou na cama.

—Oh! Perdão se minha reputação pode te prejudicar. – rosnou ela.

—Não foi o que eu quis dizer, Lyra. – resmungou, mas o estrago já estava feito. Ela já estava saindo de sua cama, com os cabelos num tom vermelho vivo. Soltou um muxoxo e revirou os olhos. Não estava no clima para draminhas femininos.

***

Andou furiosa pelos corredores do castelo. Logo encontrou a sala atrás do espelho. Atravessou a passagem e estava para abrir a porta quando escutou uma música do Fall Out Boys, a banda favorita de Lessa. Em seguida escutou os gemidos dela e entendeu que ela estava ali com Navi.

Soltou um muxoxo e se virou, para ir embora. Não tinha onde se esconder. Saiu da passagem secreta e ficou andando a esmo pelos corredores. Depois se sentou em um degrau entre o quarto e o quinto andar. Ficou lá, se sentindo solitária e sozinha... e um pouco idiota também.

Começou a cantarolar, sozinha, sentindo-se triste, mas logo cantarolar não foi o suficiente e ela simplesmente deixou a voz sair. Ficou cantando uma música do filme favorito de sua mãe, Moulin Rouge. Fly Away. Queria que sua vida fosse igual a maioria dos filmes, com final feliz, mas estava prevendo que seria como aquele filme. Tudo terminando em tragédia... soltou outro suspiro, e começou a cantar Come What May, escutando sua voz ecoar pelas paredes do castelo.

O fantasma da Dama Cinzenta apareceu e suspirou, a escutando cantar, mas não deu atenção. Em seguida o Frey Gorducho e Nick Quase Sem Cabeça apareceram também e por último o Barão Sangrento. Se incomodou com a presença deles e parou de cantar, descendo as escadas. Mas logo a música simplesmente explodiu em sua garganta.

Ficou cantando pelos corredores, com sua voz poderosa ecoando pelos corredores escuros e vazios.

—And there's no mountain too high. No river too wide… Sing out this song and I'll be there by your side… Storm clouds may gather… And stars may collide… – parou em frente a uma janela e soltou um longo e triste suspiro – But I love you until the end of time... – interrompeu a música, sentindo-se extremamente sozinha. Nunca tinha se aberto com alguém como tinha feito com Albus... nunca imaginou que receberia um “não” como resposta. Nunca achou que não terminaria o dia com ele... mas estava lá, sozinha, enquanto seus amigos estavam ocupados pensando em seus namoros. Só tinha sobrado Dido, mas ela era amiga demais da irmã para lhe dar atenção – Come what may. Come what may. I will love you until my dying day. – cantou para a noite. Soltou outro suspiro e olhou para o gramado lá embaixo. Foi quando viu um homem. Não o reconheceu como um professor. Ele estava conversando com outro homem e os dois olharam para cima, para ela. Se escondeu, saindo da frente da janela, com o coração disparado – Eu não deveria estar fora da cama... – murmurou sentindo um medo irracional. Respirando fundo, simplesmente saiu em disparada, correndo pelos corredores, decidida a voltar para o Salão Comunal. Mas se deu conta que demoraria muito para voltar para as masmorras. Nem sabia o motivo de estar com pressa... talvez fosse por estar com medo de tudo, desconfiada de tudo... mas não achou sensato ignorar sua intuição. Correu de volta para o banheiro dos monitores, porque sabia que, uma vez trancado por dentro, ele não abria por fora. Virou correndo no corredor e topou com Albus. Ele a olhou surpreso e ela segurou a mão dele – Precisamos correr de volta pro banheiro! – disse ofegante.

—O que houve?

—Tem gente que não é da escola aqui. – murmurou Lyra – Eu vi. E eles me viram. – disse assustada. Albus a olhou surpreso e apertou sua mão, correndo ao seu lado. Voltaram para o banheiro e o garoto trancou a porta.

—Quem você viu? – perguntou ele.

—Um homem careca... falando com alguém que eu acho ser o diretor. Eu os vi da janela e os dois me viram também. Ai eu corri. – respondeu se sentando no sofá. Albus concordou com um aceno de cabeça e concordou. Lyra o viu retirar uma capa de invisibilidade do bolso e ela arfou – O que vai fazer?

—Fique aqui. – disse ele.

—Albus! Albus! Não! Não saia! Por favor. – pediu ela. Albus sorriu e se escondeu com a capa, ficando apenas com a cabeça de fora – Não. Não vai lá.

—Está tudo bem. Fique aqui. Eu volto pra te buscar, ok?

—Não, Albus, por favor... – mas ele terminou de se esconder sob a capa. A porta do banheiro se abriu e fechou sozinha e Lyra correu para trancar a porta.

Talvez... talvez estivesse apenas sendo boba. Talvez não fosse nada de demais...

****

Albus pegou o Mapa do Maroto, herança que James lhe deixara. Viu o nome Kevin Hesse próximo do nome do professor Fawley e do diretor Jon Wilson. Franziu a testa sem saber o que pensar daquilo. Se escondeu numa sala vazia e pegou seu espelho.

—Pai. Pai. Apareça. É muito importante. – murmurou. O rosto de seu pai apareceu, assustado.

—Albus, tudo bem? Por que você está com o espelho? Deveria estar com o Navi.

—Navi me deixa com ele a noite. – respondeu Albus sem querer falar que Navi transava toda a noite e não queria ser incomodado com Harry lhe pedindo relatórios – Pai, um tal de Kevin Hesse está aqui e...

Mas o rosto de seu pai desapareceu e o rosto furioso de Draco Malfoy surgiu no lugar.

—Malfoy, me devolve isso. – escutou a voz de seu pai.

—Kevin Hesse? – rosnou o Sr. Malfoy.

—É... ele está perto da estufa número três, falando com o diretor... – explicou Albus – Eu estou com a capa de invisibilidade e o mapa. Estou indo pra lá.

—Albus! – ralhou seu pai pegando o espelho de volta – Não! Não. Chame o Navi. Não vá sozinho.

—Eu não vou me denunciar, pai. Confie em mim! – resmungou. Seu pai soltou um suspiro e concordou com um aceno de cabeça. Albus saiu pelo corredor, olhando o mapa com cuidado. Hesse e Wilson ainda estavam juntos, assim como o professor Fawley. Sentiu uma pontada de desapontamento, pois sempre gostara de Fawley. Ele sempre parecera um homem simplesmente apaixonado pela licenciatura. Um professor muito dedicado que simplesmente não queria se envolver em nenhum tipo de problema. Chegou no Salão Principal e pulou a janela. Soltou um suspiro e continuou andando, até os três homens. Engoliu em seco e virou o espelho na direção dos três, que conversavam perto das estufas.

—Não, Wilson! Não. Eu não posso concordar com isso. – rosnou Fawley.

—Coloque-se no seu lugar, Fawley. Lembre-se da sua missão.

—Minha missão é com os estudantes! – rosnou ele – Não vou deixar vocês fazerem isso.

—Está sugerindo que está nos traindo, Fawley? – perguntou o careca, que de acordo com o mapa se chamava Hesse – Você sabe o que fazemos com traidores.

—Longbottom é um bom professor. Os alunos adoram as aulas dele. As notas nos exames de herbologia...

—Herbologia não é importante para guerra. – ralhou Wilson – Longbottom é descartável. Precisamos eliminá-lo e eliminar Lupin. – Albus sentiu seu coração apertar. Eles estão querendo matar o professor Neville e o Lupin!

Albus olhou para o espelho e viu que ele refletia o teto. Seu pai provavelmente estaria trazendo uma equipe para Hogwarts. Engoliu em seco, sabendo que tinha prometido que não se permitiria ser visto. Tinha prometido para Lyra que voltaria. Tinha prometido que ficaria tudo bem...

—E então, Fawley, está do nosso lado ou não? – perguntou Hesse.

Fawley soltou um suspiro.

—Por que? – perguntou Fawley – Ele... ele não doutrina os alunos. Ele nem conversa sobre a guerra com eles... nem Lupin.

—Claro que não. Ele sabe que você e Longshot estão de olho. – ralhou Wilson – Mas eles estão de olho em nós.

—Descobriram uma das nossas cinco bases, Fawley. Mataram todo mundo. Tinha tripas, sangue e merda por todo lado. Rigel Lestrange está nos caçando como se o diabo estivesse nele. – disse Hesse, controladamente – Eu acho que ele não está muito feliz com a nossa causa.

—Não vou deixar que usem alunos como iscas para ele! – disse Fawley – E se eu tiver que duelar com vocês, que seja. – rosnou ele – Matem Longbottom, matem Lupin, mas não encostem um dedo nos meus alunos. – Albus abriu a boca em choque – E eu não vou ficar aqui pra ver. Boa sorte para apagar Longbottom.

—Fawley. – ralhou Wilson. Fawley já tinha se virado, mas não deu um passo – Volte aqui. O último golpe vai ser seu. – disse ele e Albus viu o rosto do professor de Transfiguração perder a pouca cor que tinham sob as luzes das varinhas – Precisamos saber de que lado você está. Se não concordar, eu demito você e coloco alguém mais entusiasta do que você no seu lugar.

Fawley respirou fundo e Albus entendeu que ele não tinha muita escolha no fim das contas. Precisava ganhar tempo... apontou a varinha para a estufa e murmurou.

—Bombarda.

A explosão foi forte o suficiente para jogar Hesse, Wilson e Fawley para cima. A grama começou a pegar fogo e o vidro da estufa adquiriu um brilho laranja.

—Quem está aí?! – gritou Wilson. Albus foi recuando silenciosamente, enquanto o fogo mágico se alastrava pela grama – QUEM ESTÁ AÍ?! REVELATIO!

Não se abalou. Sabia que a magia da capa o protegeria. Foi andando de costas e viu que Hesse tinha desaparecido. Logo viu mais homens aparecendo, com capas e máscaras, mas bem diferentes das dos comensais de morte. Ficou escondido, perto de uma árvore, observando todo mundo acabar com o fogo e invadir a estufa. Fawley estava sentado no chão, olhando horrorizado para a cena. Albus se perguntou se o professor Neville estaria preparado para se defender. Só podia torcer para que sim.

—Albus! – olhou para o espelho e viu o rosto de Draco – Saia daí. Avisamos Longbottom. A Ordem está a caminho, mas você precisa sair daí e voltar pro seu salão comunal. Esconda a capa muito bem e finja que nunca saiu do seu Salão Comunal, ouviu?

—Ok. – murmurou. Foi quando viu vários vultos pulando as janelas. Quinze pessoas. A Ordem, com seu pai a liderando. Um dos homens com capa, dos que não tinham entrado na estufa, apontou para ele.

—É POTTER!

—Saia daí, Albus! Rápido! – ralhou Draco.

Correu pela grama, escutando os sons da batalha. Pulou a janela e subiu as escadas no lugar de descê-las. Correu sem parar até o banheiro dos monitores. Bateu na porta com o coração acelerado.

—Lyra! Lyra!

A porta se abriu e ele tirou a capa. Lyra o olhou assustada e sorriu aliviada.

—Você está bem? – perguntou ela.

—Estou. – disse ele.

—Está machucado?

—Não.

Lyra o abraçou e ele os escondeu sob a capa.

—Eu fiquei preocupada, idiota.

—Eu imaginei.

—Eu escutei o som de explosões.

—Isso pode ter sido eu. – disse sorrindo. Lyra o olhou em choque – Mas eu só criei uma distração... eu prometi que voltaria. Não prometi? – perguntou a olhando nos olhos, o coração batendo acelerado. Lyra concordou com um aceno de cabeça e se aproximou. Respirou fundo se curvando a medida que ela ficava nas pontas dos pés.

—Qual parte de “ir para o dormitório” vocês não entenderam? – ralhou Draco, fazendo-o voltar a si.

—Eu juro que escutei a voz do tio Draco saindo da sua bunda. – riu Lyra. Albus tirou o espelho do bolso e olhou zangado para Draco.

—Não me olhe assim, moleque. Vai se esconder e fingir que é apenas um Sonserino inocente... escondam-se na cama um do outro se for o caso. Só voltem logo.

—Nós podemos esperar uns cinco minutos. – ralhou Lyra.

—Não... não podemos. – murmurou envergonhado do que quase tinha feito – Vamos, Lyra.

Notas finais
Eeeeeeeeeeeeita, Albus ashuashaushauhsua Quase, heim? Gente... esse capítulo... xD Muito bem. Vamos para a prévia? É um dos meus capítulos favoritos e é todo sobre o Rigel ♥ Prévia n°1 "Estavam na Arena da Travessa do Franco. Rigel empurrava os bruxos abrindo caminho enquanto ela o seguia, pedindo desculpas. —Deixa que eu falo dessa vez. – pediu Dominique. —Eu vou falar com carinho, como você mandou. – riu Rigel. Dominique bufou, duvidando piamente daquilo. Logo encontraram a fonte. Jon Smith – Ei, Jonny! – gritou Rigel. Smith estava sentado, contando o dinheiro das apostas e Rigel sacou a adaga dele e prendeu a mão do cara na mesa – Não me faça perguntar duas vezes. Cadê o Hesse? Mas Smith só gritou de dor. Os homens dele apontaram as varinhas e Dominique sacou a própria pra se defender." Prévia n° 2 "-Não me mate por favor... – murmurou assustada e Rigel sorriu. —Ah... eu não vou matar você. – rosnou ele apertando a varinha contra seu pescoço – Mas eu vou te machucar pra caralho." Joker e Harley? Sim ou sim? ahsuahsuahsua Beeeeeijos! =D Próximo Capítulo na próxima Quarta. Beeeeeeijos! Titia ama vocês! =D