Legado Lestrange II - Legacy
72 Mad Dog Lestrange
Notas iniciais

"All it takes is one bad day to reduce the sanest man alive to lunacy. That's how far the world is from where I am. Just one bad day. You had a bad day once. Am I right? I know I am. I can tell. You had a bad day and everything changed."
— The Joker
Capítulo 72
Acordou assustado, ofegante e suado. Loto resmungou no sono e acordou, o olhando com a cara inchada.
—De novo, Draconis? – resmungou ele. Draconis saiu da rede e olhou as próprias mãos, que não paravam de tremer – Pesadelos de novo?
—É. – resmungou respirando de maneira descompassada – Desculpe, Loto... – resmungou de novo – É a guerra...
—O que você viu?
Engoliu em seco e negou com a cabeça.
—Meu tio... – murmurou, sem querer entrar em detalhes – E ele não estava muito bem.
—Como ele estava?
—Hum... louco... – murmurou olhando para Loto – Bem louco.
*
—UOU! – gritou Dominique – Meu Merlin, o que aconteceu com você?
—Dia ruim. – resmungou Rigel Lestrange, sentado no batente de sua porta – Você pode me ajudar aqui?
—O que aconteceu com a sua cara? Parece que você tentou se barbear com uma serra elétrica... – murmurou Dominique o arrastando para dentro de casa. Ela fechou a porta e Rigel deu uma gargalhada.
—Essa foi boa. Sério... muito boa.
—O que aconteceu?
—Em resumo, um cara mandou uma filha da puta me sequestrar. Eles me torturaram, me fizeram apagar a Alhena, depois me torturaram de novo e eu resolvi matar todo mundo. Fim. – ele fez uma careta quando ela o ajudou a se sentar no sofá – Não exatamente fim... eu agora estou caçando o babaca que fez isso comigo. Eu vou fazer um buraco na cabeça dele e usar esse buraco pra fornicar...
—Essa parte da história eu já conheço. Você já me contou sobre ela umas três vezes! – ralhou Dominique sacando a varinha para curar os ferimentos dele... de novo – Mas então... alguma pista do Hesse?
—Não. O cretino sabe se esconder bem... mas ele não pode fugir pra sempre... – rosnou ele... – Essa merda vai ficar mais louca do que já está.
—Eu imagino. Eu posso ir com você dessa vez?
—Depende. Você vai usar uma fantasia sexy e de couro pra me acompanhar? Talvez poderia se vestir de enfermeira trouxa e usar uma marreta...?
—Rigel. Foco!
—Ok...
—Amanhã nós vamos juntos, ok?
—Fique tempo demais comigo, Dominique... e vai ficar louca como eu.
Ela riu ignorando o aviso.
—Você tem alguma pista?
—Tenho...
**
—ONDE ESTÁ O HESSE?! – gritou Rigel usando crucio num homenzinho chamado Craster – ONDE-ESTÁ-O-HESSE?!
—Rigel, ele não pode responder enquanto grita! – ralhou Dominique – Você para de torturar e então pergunta, ou ele não consegue responder!
—ELE NÃO ESTÁ NEM SE ESFORÇANDO! ONDE ESTÁ O HESSE?! – mas obviamente o cara só continuou gritando. Foi quando viram um flash e as roupas de Rigel ficaram tingidas de vermelho. Ele cuspiu sangue e olhou para trás, para onde tinha outro bruxo apontando a varinha – Onde está o Hesse? – perguntou ele cordialmente.
—Você não morre? – perguntou o homem.
—PAM! Resposta errada! Já te contei aquela do bruxo com vidro no estômago?
—O que?
—SPLINTERMORTALUS! – gritou Rigel e o homem abriu a boca, cuspindo sangue, com os órgãos transformados em vidro. Dominique fez uma careta, cruzando os braços – Onde está o Hesse? – perguntou Rigel olhando para o homem que tinha torturado segundos antes. Mas o único som que escutaram foi o do bruxo morto que tinha caído no chão.
**
—Você matou os dois! – ralhou Dominique curando as costas retalhadas de Rigel.
—Ele me deixou irritado. Ele não respondeu onde raios está o Hesse!
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Estavam na Arena da Travessa do Franco. Rigel empurrava os bruxos abrindo caminho enquanto ela o seguia, pedindo desculpas.
—Deixa que eu falo dessa vez. – pediu Dominique.
—Eu vou falar com carinho, como você mandou. – riu Rigel. Dominique bufou, duvidando piamente daquilo. Logo encontraram a fonte. Jon Smith – Ei, Jonny! – gritou Rigel. Smith estava sentado, contando o dinheiro das apostas e Rigel sacou a adaga dele e prendeu a mão do cara na mesa – Não me faça perguntar duas vezes. Cadê o Hesse?
Mas Smith só gritou de dor. Os homens dele apontaram as varinhas e Dominique sacou a própria pra se defender.
**
—Ele me fez perguntar duas vezes. Eu odeio quando as pessoas não prestam atenção no que eu falo.
—Você é um idiota, Rigel. – ralhou Dominique curando as próprias feridas – Pelo menos ele deu um nome pra gente.
—É... amanhã nós vemos isso. O que acha de me fazer um boquete?
—Eu vou arrancar o seu pau com os dentes.
—Eu sou louco o suficiente para correr o risco. – riu ele subindo e descendo as sobrancelhas com um sorrisinho safado... achava que era um sorrisinho safado por baixo de todas aquelas cicatrizes. Tentou bufar, mas acabou rindo dele – Isso é um sim?
—Definitivamente não.
**
—Onde está o Hesse!? – perguntou Rigel jogando um dos seguranças de Flitz contra a parede com um feitiço e Dominique escutou o pescoço dele quebrar. Rigel e ela seguiram descendo as escadas, ela desarmando e ele basicamente matando quem via pela frente... – Onde está o Hesse?! – perguntou ele. Chegaram num porão imundo e ele desarmou um bruxo e soltou uma azaração quebrando os braços e pernas dele – Onde está a porra do Hesse?!
—Pega leve, Rigel. – ralhou Dominique. Ele soltou um muxoxo e colocou a varinha apontada para as bolas do coitado, que já chorava de dor.
—Ei, você, por um acaso, viu o nosso queridíssimo Hesse? – perguntou Rigel de maneira polida. O homem respondeu cuspindo no rosto dele e Dominique fez uma careta – Hum...
Dominique virou o rosto e sentiu o sangue espirrar para todo lado, quando Rigel explodiu o homem.
—Vamos olhar os sobreviventes... – sugeriu soltando um muxoxo, enquanto Lestrange soltava um pedaço do homem que explodira.
—É... – resmungou Rigel. Ele sorriu e cutucou sua bochecha com o dedo imundo de sangue – Tá sujo aqui, óh.
—Vai se foder, Lestrange.
E ele gargalhou.
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Rigel gargalhou de novo. O homem estava pendurado, de cabeça para baixo, se remexendo desesperado enquanto Rigel o fazia flutuar em cima de um tanque cheio de serpentes venenosas.
—Não tenha pressa... não tenha pressa... é só me dizer, cadê o Hesse.
—Por favor, Lestrange... eu nem comi a sua irmã... – lamentou o homem e Rigel gargalhou parecendo sadicamente quase feliz.
—PAM! Resposta errada. – riu ele, cancelando o feitiço. Swain gritou de desespero enquanto as serpentes o atacavam – Nini, trás o próximo.
—Ok.
—Não, não, ele é louco! Ele é louco! É um cachorro louco! – chorou um tal de Creed.
—Pois é... então é melhor responder cadê o Hesse. – riu Dominique.
**
Tocaram a campainha e quando abriram a porta, Rigel simplesmente deu um soco na pessoa. A pessoa caiu e ele e Dominique notaram que era uma mulher.
—Cacete!! – murmurou ele, chocado – Me desculpe. Eu não vi que era uma garota... como eu iria imaginar que Mike Thomas era uma garota? – ralhou Rigel. Dominique caiu na gargalhada enquanto a mulher massageava o nariz quebrado – De toda maneira, a senhorita viu o Hesse? – perguntou Rigel, gentilmente.
—Furúnculus! – gritou outra mulher do outro lado da sala e Dominique fez um feitiço escudo em si mesma e riu dos furúnculos que nasciam na cara do amigo.
—E agora... eu estou confuso. – resmungou Rigel sacando a varinha – É machismo explodir você? É ainda mais machista não explodir você... o que eu faço? – perguntou ele – Crucio. – resmungou ele apontando a varinha para a mulher que tinha atacado. Depois ele olhou para a de nariz quebrado – A linha é muito tênue. Onde está o Hesse?
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—Foi desnecessário. – ralhou Dominique curando os furúnculos na cara dele.
—Ela fez furúnculos nascerem na minha cara! Olha a minha cara. Ela não merece mais nada nela. – resmungou Rigel – A não ser você sentada sem calcinha em cima dela... ela totalmente merece isso. – Dominique socou o rosto dele e Rigel gargalhou – Você bate mais forte que o Malfoy.
—Cale a boca, Rigel.
**
—ONDE. ESTÁ. O. HESSE?! – gritou Rigel. A cada palavra ele batia a cara do homem na parede.
—Você sabe que estamos no meio de Londres, às cinco da tarde, não é? – perguntou Dominique, enquanto os trouxas olhavam horrorizados pra eles.
—O que? Eu não estou usando magia... – resmungou Rigel enquanto Richford cuspia alguns dentes – Ou você está querendo dizer que quer tomar um chá? – perguntou ele franzindo a cara, se fazendo de confuso – Foco, Weasley. – ele se virou para o homem – ONDE. ESTÁ. O. HESSE?! Escute aqui idiota. Eu já matei dezessete bruxos. Você está prestes a ser o número dezoito.
—Vá se foder. – rosnou o homem.
—Por que eles sempre demoram pra falar onde está o Hesse? – resmungou Rigel – Deixa eu te falar. Eu vou achar o Hesse, você vai me contar onde ele está. A única diferença vai ser... você vai sofrer muito pra me contar... ou vai sofrer ainda mais pra me contar? – perguntou Rigel pegando a adaga.
—Oh, Rigel... – resmungou Dominique.
—Estamos no meio da rua. Não podemos usar magia e chamar atenção. – ralhou ele. Dominique olhou ao redor e escutou as sirenes das viaturas de polícia.
—Você é um idiota.
**
—Você matou aqueles trouxas! – ralhou Dominique tirando os fragmentos de bala da coxa dele enquanto Rigel estava deitado de bruços em seu sofá.
—Eles atiraram em mim. É claro que eu matei aqueles trouxas. – resmungou ele – Como está a visão da minha adorável bundinha?
—A única parte do seu corpo sem cicatrizes. – riu ela.
—Na verdade tem outra parte. Se eu te virar eu te mostro.
—Cale a boca, Rigel. – riu Dominique.
—Sempre tão difícil. Quando eu tinha um rostinho bonito você era só sorrisos.
—Você não era um maníaco psicopata naquela época. – respondeu fazendo o buraco fechar.
—Eu era... só não sabia ainda. – riu ele. Olhou para a bunda carnuda dele, sentindo vontade de dar uma mordida.
—Pronto.
Rigel se virou, sem pudor nenhum e ela o viu completamente “pronto”.
—Não quer mudar de ideia? – perguntou ele a olhando com os olhos cheios de insanidade.
—Não. – riu Dominique – Vamos. Vamos dormir. Amanhã nós vamos atrás do Hesse.
**
Ele tocou a campainha.
—Ok. O que nós combinamos? – perguntou Dominique.
—Não socar a fuça do primeiro que aparecer. – murmurou ele.
—Muito bem. – debochou ela e a porta se abriu. Era uma senhorinha. – Boa tarde...
—AVADA KEDAVRA! – rosnou Rigel e a velha caiu para trás.
—RIGEL!?
—Eu não soquei a fuça dela. – riu ele – ONDE ESTÁ O HESSE!? – ele entrou na casa, chutando a senhorinha para fora do caminho. Os empregados olharam assustados e recuaram alguns passos – Boa tarde. Onde está o Hesse? – perguntou Rigel, entrando e olhando para eles. Os empregados recuaram um pouco, mas um deles não. Ele avançou e rosnou.
—O senhor acabou de matar a Sra. Hesse! E quando o mestre voltar, ele vai acabar com sua raça.
Rigel deu um sorriso satisfeito, olhou para velha e riu animado, sapateando de alegria. Mas em seguida ele segurou o mordomo pela gola e o empurrou contra a parede, com violência, para em seguida apertar a varinha contra o rosto dele.
—Você parece o meu pai... – riu Rigel – Eu não me dava muito bem com ele. Mas eu vou relevar isso... você está me dizendo que essa mulher é... a mãe do pequeno Kevin?
—Isso mesmo. Largue ele. – disse uma voz autoritária e feminina. Dominique olhou e viu uma mulher de cabelos num tom loiro acastanhado, segurando uma varinha a apontando para Rigel. Ela usava vestes tradicionais bruxas, deixando claro que o status dela não era o de uma empregada.
Rigel largou o mordomo e sorriu, jogando os cabelos castanhos para trás.
—Hum... hello, beautiful. – brincou ele se aproximando.
—Não dê nem mais um passo. – rosnou a mulher, parecendo nervosa.
—Você parece ter o que? Uns vinte e tantos anos... menos de trinta... é a irmã caçula dele? – perguntou Rigel sem parecer se preocupar com a varinha apontada para ele – Você é a irmã caçula do Hesse?
—Sou. E eu vou matar você a menos que...
—Shhh... – riu Rigel – Isso vai ser divertido. – riu ele – Dominique... saia e feche a porta. Você não vai querer assistir isso.
Ele falou com a voz tão carregada de ódio, que Dominique simplesmente obedeceu. Ela usou um feitiço na porta, para abafar os gritos. Sabia que Rigel estava fora de controle e que ela deveria dar um jeito nele, mas... tinha visto Alhena. E o via todos os dias... seja lá o que tenha sido que deixou Rigel daquele jeito... não foi pouco. Foi algo sério e desprezível. Algo que precisava ser vingado. Algo que precisava de um ajuste de contas... queria impedi-lo de fazer mais bagunça, mas ele era simplesmente incontrolável.
—Acho que... vou tomar uma cerveja por ai... – murmurou ao ver a janela ficar suja de vermelho.
**
Dominique entrou na casa e notou que estava tudo muito arrumadinho. Achou até estranho. Rigel não era do tipo que arrumava a própria bagunça. Andou pela enorme casa procurando por ele, se perguntando se o cretino a tinha deixado para trás.
O encontrou na sala de jantar, passando manteiga num pedaço de pão. Todos os empregados estavam sentados a mesa. Todos decapitados. As cabeças nos pratos, como se fossem a refeição de cada um. A irmã de Hesse estava viva, mas chorava desconsolada. Assim que ela se virou, Dominique sentiu vontade de vomitar, pois Rigel tinha arrancado metade da pele do rosto da mulher e um dos olhos. Sem falar que o vestido dela estava completamente empapado de sangue.
—Oh, Rigel... – resmungou virando o rosto, completamente enojada.
—Adivinha só. Ela não sabe onde está o Hesse... só as outras irmãs e o irmão bastardo dele. – riu Rigel antes de dar uma boa mordida no pão – Eu fiquei chateado.
—Me-me-me ajude, por favor? – pediu a mulher e Dominique notou que Rigel tinha usado transfiguração para fundir o braço dela com o braço da cadeira.
—Ok, Rigel, você passou dos limites. O que essa garota fez pra você?!
—Ela me azarou. – ralhou ele – Tentou usar imperius em mim. – respondeu ele se servindo com chá – Mas não deu muito certo. Então eu usei imperius nela e comecei a me vingar pelo que Hesse fez com a minha irmã. E sabe o que é legal? Ele tem mais quatro irmãs pra eu me divertir, além do bastardinho. Ela foi só a primeira. – riu Rigel pegando uma câmera e apontando para a mulher – Sorria, querida. Mostre-nos seu melhor ângulo. – riu ele antes de tirar uma foto. Depois ele se levantou e andou até Dominique – Você não deveria me seguir daqui pra frente, princesa. As coisas vão ficar realmente muito feias agora. – Rigel pegou a varinha e a sacudiu. Um retroprojetor começou a funcionar atrás da mulher, projetando um vídeo na parede em frente a ela. Como ela estava presa, não conseguia não ver, a menos que fechasse os olhos – Aproveite o filme, querida. Espero que o pequeno Kevin tenha a oportunidade de ver sua grande estreia.
E então ele começou a gargalhar, deixando-a para trás. Dominique olhou as imagens na parede e virou o rosto, desgostosa, ao ver o vídeo de Rigel assassinando os empregados. Ignorando os gritos da mulher, não ficou para assistir o resto. Era hora de ir pra casa e lidar com os próprios pesadelos.
***
—Muito bem, Lena. Mais um passo agora. – disse Damian, sorrindo. Alhena, olhando para os pés, deu outro passo e Damian sorriu ainda mais. Segurava apenas as mãos dela, andando de costas. Emily chorava de emoção e Rabastan olhava sem parecer tocado – Vamos, Lena... você consegue mais um. – Alhena arrastou o pé e ele viu que ela não o levantou o suficiente. Porém a esposa não se deu conta e caiu para frente, mas ele a segurou com firmeza – Pronto. Pronto. Te peguei. – disse a ajudando a ficar de pé. Mas ela nunca ficava de pé depois de cair. Ela parecia desligar por completo. Por isso a pegou no colo e a colocou gentilmente em cima da cama – Logo, logo vai estar andando sozinha. – murmurou ele a afagando no rosto, tocando a testa com a dela – E vai poder ir para a janela sempre que quiser.
—Por que ela vai pra janela? – perguntou Emily indo para o lado dele, para segurar a mão de Alhena.
—Eu não sei. Acho que ela quer sair daqui. – respondeu antes de beijar a testa da esposa – Eu vou te tirar daqui, meu amor. Eu vou te levar pra casa.
—O que você acha, Rabastan? O que ela tanto quer na janela?
—Pular e morrer. – respondeu ele, secamente e Damian sentiu um frio lhe subir a espinha – Era o que eu iria querer, pelo menos.
—Se você fosse de aceitar a morte, tinha se enforcado em Azkaban, ou pelo menos se deixado morrer. – retrucou Emily. Rabastan riu com desdém.
—Eu tinha uma mente em Azkaban. Vocês estão adestrando um corpo vazio. – resmungou Rabastan – Deixem Alhena descansar. Ela merece descansar.
—Eu tenho esperanças que ela melhore. – murmurou Damian olhando a esposa, que encarava o nada, completamente alheia a tudo – Ela pode nunca voltar a ser o que era, mas... mas talvez ela... – respirou fundo – Talvez ela melhore um pouco. Todo mundo dizia que eu ia morrer. Mas olha só como eu estou.
Rabastan o olhou com desgosto e magoado, se levantando da poltrona.
—Você deveria estar morto. Não ela. – rosnou ele.
—Rabastan! – ralhou sua sogra e Damian soltou um suspiro.
—Eu preferiria estar morto se isso garantisse que Alhena estaria sã e salva. Não se engane, Sr. Lestrange. – disse secamente, mas Rabastan o olhou com desdém e mágoa, deixando o quarto. Emily soltou um suspiro e o abraçou.
—Não fique magoado, Damian. Rabastan não aceita o que aconteceu... e ele não tem alguém pra culpar. Ele acaba descarregando em você. – Emily o soltou e sorriu, o acariciando no rosto de maneira maternal – O que você está fazendo por nossa filha é realmente lindo.
—Ela teria feito o mesmo por mim... ou melhor... ela fez o mesmo por mim. – murmurou Damian. Emily concordou com um suspiro.
—Mas não deixa de ser lindo, Damian... – suspirou Emily – E eu nunca vou perder a fé de que minha filha vai melhorar... nem que seja um pouco. É ótimo ver aquele curandeiro arrogante vir aqui e ver ela andando. Mesmo que com ajuda.
Damian concordou com um aceno de cabeça e observou Alhena se deitar e fechar os olhos, para dormir.
—Eu só queria tirá-la daqui... levá-la pra casa... – suspirou.
—Eu acho que seria melhor do que ficar aqui também. – murmurou Emily.
A porta se abriu e os dois olharam, curiosos. Um curandeiro novo entrou e Damian o olhou desconfiado. Ele tinha os olhos claros, entre o verde e o azul, um sorriso bondoso, a cabeça raspada e a barba por fazer, que era loira. Alto e forte, olhando alguns papéis, para em seguida encará-los e sorrir de maneira gentil.
—Boa tarde. Meu nome é Keith Hikes. – disse ele calmamente – O Dr. Lorcan teve um problema, então eu vou substituí-lo hoje. – disse o curandeiro – Eu estava vendo as orientações do doutor Lorcan, a senhora... – ele olhou novamente as anotações – ...Burke está apresentando melhoras? – perguntou ele, calmamente.
—Sim. – respondeu a sogra, tranquilamente.
—Ora. Isso é ótimo. – riu Hikes se aproximando – O senhor é o marido dela?
—Sou.
—É um prazer. – riu Hikes, sempre com aquele sorriso gentil – Vamos aos exames? Eu quero ter exata noção da senhora Burke, ok?
—Ok. – murmurou Damian. Hikes colocou sua prancheta de lado e afagou a bochecha de Alhena de maneira gentil.
—Sra. Burke? Pode me escutar? – perguntou ele, polidamente. Alhena abriu os olhos de uma vez e se sentou – Olá, Alhena. – riu Hikes. Ela o olhou por alguns segundos e Damian se perguntou se ela estava mesmo olhando para ele ou se era apenas uma impressão – Você pode me escutar? Você pode me ver? – perguntou ele. Alhena seguiu encarando-o, em silêncio – Você está me escutando? Dê algum sinal de que está me escutando.
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Harry e Luna estavam discutindo a possibilidade de montar um grupo de resgate, para impedir que uma operação de saque acontecesse. Pansy tinha descoberto onde estava a base militar trouxa que o exército americano pretendia conquistar e eles queriam impedir que isso acontecesse, com a menor baixa possível.
Porém calaram boca, assustados, ao escutarem um grito.
Olharam para o sofá onde Draco estivera cochilando e o viram sentado, com ódio no olhar. Ele respirava ofegante, olhando para os lados.
—Malfoy? Está tudo bem? – perguntou Harry, assustado.
—Não sei. O que raios aconteceu? – perguntou Draco confuso, coçando os olhos.
—Você simplesmente gritou e acordou. Teve um pesadelo? – perguntou Harry.
—Eu não sei. – resmungou Draco – Eu... eu vou tomar um banho... – resmungou ele se levantando.
—Não acha melhor ir visitar a Lena? – perguntou Luna e Draco a olhou confuso – Ela pode estar precisando de ajuda.
—Por que? – perguntou Harry. Luna suspirou.
—Talvez ela tenha te pedido socorro. – riu Luna, olhando para Draco, que franziu a testa.
—O tempo passou, mas você continua maluca Lovegood. – resmungou Draco, dando as costas pra eles e subindo as escadas.
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—Lena? Você está escutando o doutor? – perguntou Damian. Alhena soltou um suspiro e empinou o nariz, definitivamente encarando Hikes com um olhar arrogante. A olhou chocado e sorriu – Alhena?
Hikes sorriu olhando para ela e pegou a varinha, para examinar a resposta dos olhos dela à luz. Um dos olhos dela não respondeu, mas o outro sim. Assim que ele foi testar o reflexo dos joelhos dela, Alhena desligou, se deitou e dormiu. Ele a olhou curioso e Emily suspirou.
—Ela faz muito isso... dorme do nada.
—É durante o sono que o cérebro se regenera. – riu ele tranquilamente – Deixem que ela durma. – ele a afagou na bochecha e Damian não gostou nada daquilo – Queremos que o cérebro dela melhore o máximo possível, não é mesmo?
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A campainha tocou e Dominique baixou seu livro de feitiços curativos avançados. Ela queria conquistar uma vaga no Mungus e aproveitar que seu nome a livrara da obrigatoriedade de servir, afinal os Weasley eram do Diretório Puro Sangue, ao menos no papel. Se levantou e foi até a porta, espiar e viu um olho prateado olhando pelo olho mágico.
Soltou um suspiro e abriu a porta. Rigel a encarou com um sorriso muito satisfeito.
—Encontrou o Hesse? – perguntou ela, dando passagem para que ele entrasse.
—Não. Mas deixei um recado. Olhou a capa do Zauberwelt?
—O jornal Alemão? – perguntou trancando a porta. Rigel sorriu pra ela e concordou. Ele usava um sobretudo roxo escuro e um lenço no rosto, para esconder as cicatrizes – Não vi. – ele tirou um exemplar do bolso e jogou para ela.
—Acho que ele vai vir me procurar.
Olhou a capa e prendeu a respiração. Cinco costas femininas, cada uma tinha uma palavra escrita na pele, feitas com a adaga dele (ou ao menos imaginava que era): Cadê. Você. Hesse. Seu. Maldito.
Olhou para Rigel, que estava tirando o sobretudo, a olhando com curiosidade, como se estivesse estudando sua reação. Deveria estar horrorizada com a violência contra aquelas mulheres, mas não conseguiu sentir pena daquela família... Rigel tinha sido tão vítima deles quanto elas dele.
—Espero que no fim você encontre paz, Rigel... – murmurou ela. Rigel sorriu, tirando a camisa e o lenço do rosto.
—Eu não vou, Dominique. – riu ele – Pode me ajudar com meus ferimentos?
—Você não parece estar precisando de feitiços de cura. – murmurou olhando o corpo cheio de cicatrizes dele. Lembrava dele na escola. Sempre bonitão e carismático. Todas as garotas eram loucas por ele. Ela fora uma delas, claro, mas Rigel só tivera olhos para sua irmã mais velha. A perfeita Victoria... aquele Rigel por quem fora apaixonada por vários anos não era o mesmo homem que estava só de calças na frente dela, com os cabelos desgrenhados, o rosto e o corpo rasgados, os olhos insanos, a mente destruída e tudo o mais. Aquele homem a sua frente era apenas uma fraca sombra distorcida daquele aluno bonito e brilhante que ela conheceu. Mas ele não deixava de ser interessante. Ele só era louco. Completamente louco. Perigoso. Violento. Insano. Imprevisível... mas com um charme esquisito... algo que sobrara daquele antigo Rigel que era o charme e carisma em pessoa... – Onde está machucado?
Ele se aproximou e segurou sua mão. Depois ele a guiou para a cabeça dele.
—Aqui. – murmurou ele parecendo menos louco e mais triste. Perdido. Confuso – Está tudo destruído aqui, Nini...
—Essa é a sua especialidade, Rigel. Não a minha. – murmurou soltando um suspiro. Ele suspirou também, olhando para o chão. – Eu só posso curar feridas físicas... as mentais eram o seu campo de estudo.
—Eu não me reconheço mais...
—Eu reconheço. – murmurou o olhando nos olhos. Aqueles olhos injetados de loucura, crueldade e ódio – Você está fodidamente perdido aí dentro... mas está aí. Em algum lugar...
—Me ache. – murmurou ele num suplício. Dominique soltou um suspiro e o acariciou nos cabelos.
—Precisa de corte. – sussurrou – Vem. Eu vou cortar seu cabelo.
Rigel concordou obedientemente. Ela o guiou até um banquinho na cozinha e começou a tosar os cabelos maltratados dele. Os deixou curtos, como ele costumava usar e então soltou um suspiro, o abraçando por trás.
—Me ajude. – sussurrou ele.
Soltou outro suspiro e deu a volta nele. Ficou frente a frente com ele e o acariciou no rosto.
—Você está horrível. Eles destruíram seu rosto.
—Estou tão rasgado por fora quanto por dentro... – murmurou ele – Me ajude.
—Eu não posso te ajudar, Rigel... você precisa se entregar. – sussurrou ela – Você já destruiu o suficiente, não acha?
—Eu não vou parar até encontrar o Hesse. – rosnou ele voltando a parecer aquele cachorro louco com quem ela tinha se habituado.
—Se entregue, Rigel... chega de machucar as pessoas. Você só se destrói mais fazendo isso.
—Então por que me ajudou? – perguntou ele se levantando – Você veio comigo, você lutou ao meu lado, você me ajudou a colher informações! – rosnou ele se aproximando mais e mais – O que esperava de mim? O que quer de mim? Você quer me curar? Você quer me ajudar?! Você é tão louca quanto eu. – rosnou ele.
—Rigel, não se exalte.
—Não me exaltar?! – perguntou ele a empurrando – Você esqueceu de uma coisa, Nini. – ele a segurou nos pulsos e ela viu a própria varinha em cima do balcão, onde a tinha deixado para cortar os cabelos dele. Puta que pariu, Dominique sua idiota!— Eu sou louco. Completamente louco. – rosnou ele a empurrando contra a parede – E eu quero que você me entenda.
—Eu entendo, Rigel. – disse engolindo em seco – Não me mate. Eu quero te ajudar...
Ele sorriu e colocou a varinha em seu pescoço.
—A última mulher que me falou isso acabou esfolada. – riu ele – Não... você não pode me ajudar.
—Não me mate por favor... – murmurou assustada e Rigel sorriu.
—Ah... eu não vou matar você. – rosnou ele apertando a varinha contra seu pescoço – Mas eu vou te machucar pra caralho.
Dominique respirou fundo, encarando os olhos prateados dele.
—Vai em frente então, Rigel.
—Eu vou, Dominique... mas primeiro nós vamos conversar. – rosnou ele segurando seus pulsos, a olhando nos olhos – Não quero ser um estraga prazeres, Nini, mas você não está pronta para um relacionamento.
—O que? – perguntou franzindo a testa.
Tentou se soltar e ele soltou seus pulsos para segurar seu rosto. Rigel se aproximou mais, os dois com a respiração entrecortada, ofegante. Engoliu em seco com a aproximação dele. Os olhos prateados dele mirando os seus azuis. As respirações de ambos se encontrando, os narizes se tocando, seu corpo prensando contra o dele e a parede. Engoliu em seco de novo enquanto ele parecia confuso, enfrentando seus próprios dilemas, perdido na confusão que tinha se tornado sua mente.
—Eu estou louco... – murmurou ele parecendo completamente são. Como se por um momento soubesse e estivesse ciente de todas as atrocidades que tinha feito... e estivesse horrorizado com aquilo. Ele fechou os olhos e apoiou a testa contra a dela – Merlin, Dominique... eu estou louco... – lamentou ele.
—Rigel... – sussurrou e ele riu baixinho, a empurrando com força contra a parede. Sentiu um frio lhe subir a espinha e se perguntou se ele iria explodi-la. Era o que ele costumava fazer depois de rir daquele jeito para alguém. Ela tinha visto várias vezes...
—Escute aqui. – rosnou ele a segurando de maneira possessiva no rosto. A mão com a varinha estava agora em sua cintura. Rigel engoliu em seco a olhando nos olhos. O encarou de volta, vendo-o de novo lutar consigo mesmo.
—Você está tão quebrado... – murmurou.
—Eu sei... – sussurrou ele – Eu quero quebrar você... – rosnou ele a empurrando mais contra a parede e ela engoliu em seco – Para ficarmos iguais... o que me diz?
—Me solta.
—Não.
Foi quando escutou alguém bater na porta. Rigel a soltou e se virou com a varinha na mão, olhando ao redor, ansioso.
—Rigel... – sussurrou, mas ele a olhou parecendo o louco de sempre, pedindo silêncio.
—Não... não... não... não... não... – ele começou a sussurrar, olhando as janelas e a porta. Viu um brilho na fechadura, quando a pessoa do lado de fora usou um feitiço para destrancar a porta. – Vem, desgraçado. Vem, vem, vem, vem, vem... Vamos... – sibilou ele. Seria Hesse quem tinha vindo atrás de vingança?
A porta se abriu de uma vez e Rigel atacou com uma azaração, mas a pessoa que entrou fez um escudo.
Não era Hesse...
Era Ted.
O olhou assustada e Rigel fez o mesmo. Achou que os dois começariam um duelo sangrento, mas Rigel pareceu assustado. Ele fez um feitiço de escuridão, apagando todas as luzes, inclusive a luz que entrava da janela, deixando sua casa em completo breu.
—Volte aqui, Rigel! – rosnou Ted. Escutou os passos e respirou fundo, pronta para segui-los. A luz foi voltando e ela correu até a própria varinha. Logo começou a escutar os feitiços.
Os encontrou no escritório. Rigel desarmado e Ted o segurando contra a parede, com um olhar furioso e um corte na testa.
—Por que demorou tanto? – perguntou Rigel, parecendo insanamente feliz.
—Eu estive observando você, Rigel. Deixou uma trilha de sangue por onde passou.
—É, eu deixei. Quer saber algo engraçado? – perguntou ele – Eu sozinho fiz mais do que seu grupinho de escoteiros inteiro. – e ele gargalhou daquele jeito louco – Nesse momento eu sou mais herói do que qualquer um de vocês. – ele riu de novo e encarou Ted nos olhos – Vocês são uma vergonha! – Ted o socou na boca do estômago, mas Rigel riu de novo, parecendo absolutamente feliz – Você deveria se unir a mim! – riu ele com os olhos injetados de loucura e um sorriso psicótico.
—Você deveria estar numa cela! – rosnou Ted.
—Nós dois deveríamos, pária... poderíamos dividir uma cela, o que acha? – Rigel gargalhou, mas logo voltou a encarar Ted – Na verdade, ali na esquina, tem uma igrejinha... apenas esperando que a gente suba no altar para... “selarmos o negócio”. O que acha? – Ted o sacudiu com violência, apertando o pescoço de Rigel com a varinha – It’s a compliment... – sufocou ele. Ted rosnou e socou Rigel no rosto de novo, mas este apenas riu novamente, como se estivesse muito feliz.
—Estou começando a me perguntar se não foi um erro te deixar vivo... se eu deveria ter te matado lá no Mungus. – rosnou Ted, parecendo fora de si.
Rigel respirou com dificuldade, graças ao aperto de Ted em seu pescoço. Dominique assistia aquela cena sem saber o que fazer, sentindo-se completamente perdida.
—Vá em frente, se acha que vai melhorar. Se acha que vai fazer tudo ficar bem. – Rigel respirou fundo e olhou nos olhos de Ted – Quer saber qual a única diferença entre eu e você? – perguntou ele e Ted rosnou o sacudindo de leve – One... Bad... Day!
—Cala a boca e morra, Rigel. – rosnou Ted. Rigel fechou os olhos pronto para morrer, mas ela não conseguiu não reagir.
Foi automático. O feitiço veio em sua mente, seu braço se levantou e a magia saiu. Acertou Ted nas costelas e ele voou para longe, batendo a cabeça contra a parede. Viu o sangue se desprendendo da cabeça dele numa velocidade ridiculamente rápida.
Arfou, chocada com o que tinha feito e olhou para Rigel. Ele parecia levemente em choque, também. Os dois olharam para Ted, que sangrava copiosamente no chão. Depois se entreolharam.
Rigel parecia mais fora de si do que nunca. Apontou a varinha para ele, assustada, mas ele não se deixou intimidar.
—Não... não... não... você não... – ele rosnou e segurou sua mão da varinha – VOCÊ NÃO PODE FAZER ISSO! – disse ele segurando sua mão e sua varinha, colocando a ponta dela na boca. Olhou chocada enquanto ele mordia a ponta de sua varinha a olhando furioso – Vamos. Faça! – rosnou ele, mas ela não conseguiu se mover. Ele quer que eu o mate? Rigel bufou e a foi empurrando, avançando contra ela, enquanto ela recuava – Ou eu sou a única coisa que sobrou pra você se apoiar? – ele a fez baixar a varinha e a segurou no rosto com as duas mãos, a olhando nos olhos. Ele a foi empurrando até que suas costas ficassem contra a parede – Você não queria o Ted, não é? Só quis que eu acreditasse que queria! – rosnou ele. Ela piscou e se lembrou de quando realmente começara a paquerar o noivo da irmã, apenas para causar ciúmes em Rigel, um tempo antes do Lestrange ser sequestrado. Engoliu em seco, o encarando – Você sabia que eu iria ficar zangado. Você ficou sabendo que eu enlouqueci. Você viu o que eu fiz! – rosnou ele a prensando contra a parede. Suas respirações se misturando novamente, os rostos extremamente próximos. Os olhos dele a olhando com atenção. Ele parecia furioso novamente, e louco... e perdido e confuso e... completamente concentrado nela – Por que outro motivo você me deixou entrar? – perguntou ele – Você cuidou de mim... era a história dos meus pais se repetindo com nós dois... mas... mas... ao mesmo tempo era tudo diferente. Por que cuidou de mim? Por que me ajudou, Dominique!? – rosnou ele com o rosto extremamente próximo. Podia ver perfeitamente bem todas as cicatrizes do rosto dele – O que você achou que aconteceria? Quando um homem obcecado como eu faz o que eu fiz... e você nem ao menos tentou se esconder. Você ficou me esperando voltar. Você abriu a porta pra mim... Se isso não é um convite, eu não sei o que é! – ele a sacudiu de leve, naquele amontoado de sentimentos que ele parecia sentir – Quando começou a dar em cima do Lupin... você só queria me deixar com ciúmes? – ele engoliu em seco e passou a língua pelos lábios – Estou detectando um padrão surgindo? Hum? – ele respirou fundo – Um método... para a loucura? Foi você quem matou o Lupin, Dominique... você... Por que? Me explique o porquê! – rosnou ele a segurando no rosto.
—Me solta.
—Não. – rosnou ele – Pare de brincar com a mente de um louco, Dominique! Apenas pare.
—Eu não...
CRAQUE
Os dois piscaram e olharam para o lado, para onde Ted estivera segundos atrás. Ele tinha aparatado.
—O desgraçado não morreu. – riu Rigel. Ele a olhou novamente com um sorriso lunático no rosto – Nos tire daqui.
—Ted vai trazer gente pra cá. – murmurou sentindo a mão dele apertar o seu rosto.
—Vai. – rosnou Rigel a soltando e abrindo os braços, dando passos pra trás – Você vai nos tirar daqui ou... vai deixar que eles me ponham numa cela? – perguntou ele. Dominique apontou a varinha para ele – Vamos. Faz!
—Já se perguntou como é ser fatiado que nem um peru de natal? – perguntou. Rigel respondeu com um sorriso e ela o azarou no ombro. Ele caiu no chão, com o sangue sujando ainda mais o piso.
Se sentou ao lado dele, pegando a varinha que ele tinha perdido.
—Eu entendo... – riu ele com o ombro sangrando horrores – Você tinha que deixar convincente... para parecer que eu te forcei a algo... – ele riu – Mas estamos ficando sem tempo, Nini. Você vai nos tirar daqui ou não?
Ela o olhou e sorriu.
—Acho que eu passei tempo demais com você, seu biruta idiota. – riu ela entrelaçando os dedos com os dele. Rigel sorriu para ela, satisfeito – Porque eu acho que estou perdendo o juízo também.
—Isso significa que eu vou ganhar aquele boquete? – perguntou ele com um sorriso safado. Dominique revirou os olhos e sorriu.
—Quem sabe?
E então aparatou com ele para longe dali.
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