Legado Lestrange II - Legacy
13 Please, Don't Leave Me
Notas iniciais

Capítulo 13
Jogou Pansy em cima da mesa e recebeu um olhar surpreso de Shafiq. Pansy estava de olhos fechados com algo vermelho escorrendo de sua testa, como se fosse sangue.
—Charles! – murmurou Shafiq correndo para a porta e a trancando com um feitiço. Rasalas a olhou sem conseguir conter a crescente ira que sentia dentro de si – O que está fazendo? Quem é essa garota?
—Deu merda. Tudo deu merda. Potter está no nosso rastro e eu tive que matar Lestrange.
—O que? – perguntou ela, em choque – Você matou o filho do Rabastan? Você é louco? – perguntou ela se aproximando – Ele mata a gente. Não bastasse o que você queria fazer com a filha dele!
—As coisas saíram de controle. – disse Rasalas sem querer falar nada que o denunciasse – Precisamos ir para o esconderijo. Mas ela quebrou minha varinha. Tive que desmaiá-la no murro. – disse massageando a mão, como se ela estivesse ferida – Ela sabe demais.
—Você só me mete em problemas! – rosnou Shafiq – Seu trabalho era simples. Pedir pros Burke guardarem nosso ouro até que terminassem de nos investigar. Depois tiraríamos tudo do país e trocaríamos o dinheiro lá fora. E então estaríamos ricos. Mas não! Você teve que querer matar o Burke, estuprar a mulher dele... agora matou o filho de Rabastan e trouxe essa garota pra cá! – Rasalas precisou controlar com muito ardor sua metamorfagia. Mas não conseguiu evitar de socar o armário, fazendo barulho – Controle-se! É sempre assim! Você sempre se estressa e faz merda. Eu não sei como Prometeus confia em você!
—Cale a boca e vamos logo.
—Ele vai ficar furioso se Burke não for capaz de pegar nosso ouro de volta. Só ele sabe onde nosso baú está. Você precisa parar de ser tão explosivo e pensar, Charles!
—Me resolvo com Burke depois. Nos leve logo para o esconderijo! Eu já disse que estou sem varinha e preciso saber o que ela sabe!
—E por que acha que ela sabe de alguma coisa? – perguntou Shafiq.
—Porque ela e Lestrange estavam nos investigando. – disse Rasalas, aflito. Alhena estava em perigo e aquela mulher não calava a boca.
—O... o que? Você tem certeza? – perguntou ela, assustada. Mas Pansy não aguentou e se levantou com a varinha apontada para a nuca da mulher.
—Céus. Faça logo o que a gente mandou. Imperio! – ralhou Pansy perdendo a paciência.
—Caraca. Você sabe fazer isso? – perguntou surpreso. Pansy sorriu e o apertou na bochecha.
—Eu sou uma caixinha de surpresa, fofo. – riu ela limpando o ketchup da testa – Então, gracinha. Vamos até seu esconderijo. Você leva a gente e fica comportadinha, ouviu?
Dido Shafiq sorriu bobamente e pegou a varinha. Os dois se seguraram nela e logo estavam aparatando.
*
Os três se esgueiraram, com Draco seguindo na frente. Alhena ainda estava trêmula, com os flashbacks de Pierre a assombrando. Quase. Quase tinha passado por aquele pesadelo novamente. Suas mãos estavam muito trêmulas e estava bem convencida que não seria capaz de fazer um feitiço que fosse.
Entraram em um quarto, cheio de arquivos e Draco olhou ao redor, procurando pelas varinhas. Alhena fechou os olhos, respirando fundo e deixou o instinto (e a vidência) a guiarem. Logo abriu uma gaveta numa escrivaninha e sorriu apreensiva.
—Achei. Nossas varinhas. – disse sorrindo. Sua varinha era comprida e fina, com vários entalhes incrustados, a de Draco era completamente lisa, mas tinha um padrão de cor diferente no punho. A de Daphne era toda negra, com entalhes de folhas entalhados na madeira – Aqui. – disse devolvendo as varinhas. Draco jogou a varinha que usara por cima de ombro e pegou a própria, sorrindo.
—Ah... já me ofereceram tantos milhões de galeões por essa beleza. – riu ele acariciando a varinha.
—Por que mesmo? – perguntou Daphne.
—Oras. Foi com ela que Potter matou o Lorde das Trevas. Minha varinha é lendária. – ele deu um sorrisinho cafajeste para Alhena que revirou os olhos.
—Vamos embora, por favor. – pediu nervosa – Mas não vou conseguir aparatar... estou muito nervosa... desculpem.
—Eu te ajudo. – disse Draco a puxando pela cintura. Ele estava para aparatar quando três pessoas aparataram na sala.
—VOCÊ! – rosnou Daphne apontando a varinha pra Pansy, que levantou a própria pronta pra se defender.
—Daphne? O que raios você está fazendo aqui? – perguntou um homem.
Enlouqueci.
—Não é possível! Como você... como você... – murmurou confusa. Aquele homem era ninguém menos que Burton. A outra mulher era Dido Shafiq, que estava parada com uma expressão abobalhada no rosto.
—Lena. Sou eu. – disse Burton, mas a voz dele mudou e ele mudou de forma, adquirindo a aparência do seu irmão.
—Ras! – disse aliviada e correndo pra ele.
—Oh, Lena. Fiquei tão preocupado. – murmurou Rasalas a abraçando.
—Draco nos protegeu. – disse ela aliviada por estar abraçada com seu irmão – Acharam o Damian? Como ele está?
—Acharam. Ele está no Mungus... mas conversamos depois. Vamos sair daqui. – disse Rasalas.
—Ok. – murmurou Alhena. Draco concordou com um dar de ombros e Pansy seguiu olhando para Daphne, um tanto sem jeito.
—Eu estou do lado de vocês, querida. Abaixa essa varinha. – riu ela com desdém para Daphne.
—Eu não confio em você. – disse Daphne.
—Pare com essa frescura, Daphne. – rosnou Rasalas de maneira grosseira – Se lançar um feitiço que seja nela vai se ver comigo.
Daphne o olhou chocada e virou o rosto.
—Nos vemos na minha casa. – disse Draco – Todos estão liberados pra entrar. – disse ele girando a varinha. Alhena sentiu um frio engraçado passar por seu corpo, como se tivesse pegando uma garoa. Rasalas a abraçou novamente e todos aparataram, inclusive Dido Shafiq. Ao chegarem na Mansão Malfoy, Draco olhou para a mulher e franziu a testa – Quem é ela?
—Alguém que vai ter que responder perguntas comprometedoras. – respondeu Rasalas pegando a varinha dela e a amarrando – Eu preciso voltar para o Ministério. Vou ir atrás do Harry.
—Burton está naquela casa, junto com mais três lunáticos. Os três estão estuporados. Acho melhor pegarmos eles primeiro. – disse Draco.
—Ok. Vamos lá. – respondeu Rasalas.
—E tem mais uma coisa. – riu Draco. Rasalas o olhou curioso – Eles expediram um mandato de prisão pra mim... vocês podem me livrar dessa? Não estou com vontade de ir preso.
—Eu cuido disso. – disse Pansy. Draco a olhou desconfiado – Eu vou com vocês, para ajudar a trazer os caras. Depois você vem comigo pra Azkaban, vou te deixar numa cela especial sem dementadores só enquanto eu resolvo a burocracia. Vai levar no máximo umas duas horas.
Draco xingou baixinho e olhou para Rasalas, que acenou afirmativamente pra ele.
—Ok...
Logo os três desaparataram e Alhena ficou sozinha com Daphne. Se jogou no sofá, sentindo-se tensa, ainda assustada com tudo o que tinha acontecido.
—O que raios aconteceu entre você e Draco? – perguntou Daphne.
—O que? – perguntou pra ela.
—Fala sério. – ralhou Daphne se sentando ao seu lado – Eu sempre achei a amizade de vocês linda. Mas dessa vez havia algo de diferente. Draco estava... mais... hum... como posso dizer...
—Não aconteceu nada. – cortou Alhena com as mãos trêmulas. Se fosse confessar aquilo, seria pra Damian primeiro.
—Lena... ele e Astoria ainda não se resolveram. Vocês dois...
—Eu disse que nada aconteceu. – disse nervosa e quase caindo no choro – Escute... eu estou nervosa... Burton quase me...
Daphne a olhou com compaixão e a abraçou.
—Eu sei. Eu sei. Desculpe... – murmurou ela a abraçando e a afagando nos cabelos. – Você foi tão corajosa, Lena. – Alhena fungou baixinho e sentiu um beijo de Daphne em sua testa – Vem. Vou te ajudar a tomar banho.
**
Quando Rasalas aparatou de volta para a Mansão Malfoy no fim do dia, se sentia completamente exausto. Ele, Draco e Pansy chegaram juntos, depois de resolver um monte de papelada e lidar com um monte de acusações. Mas tudo deu certo.
Burton, Shafiq e seus homens estavam presos e sendo investigados e ele duvidava muito que iriam se safar, porque tinham um bom caso contra eles agora. Além de desvio de dinheiro, tinha sequestro, abuso de poder, tortura e agressão. Draco foi absolvido na hora e Kingsley foi atrás do filho, que aparentemente tinha desaparecido ao falarem que Shafiq e Burton tinham ido em cana.
Só faltavam poucas coisas para arrumar.
A primeira era Damian, que ainda estava no Mungus e sem previsão de sair.
A segunda era Daphne.
Por isso, quando a encontrou na Mansão, os dois se olharam intensamente.
—Daph. Cadê a Lena? – perguntou Draco.
—Está dormindo. Eu fiz um pouco de gole da paz pra ela. – respondeu Daphne.
—Ok... Pansy, quer dar uma volta? Escolher um vinho pra gente beber, talvez... falar sobre todos esses anos, coisa e tal? – perguntou Draco, olhando de Rasalas para Daphne.
—Claro. Adoraria. – respondeu Pansy, sem jeito. Ela andou até Rasalas e segurou sua mão – Boa sorte. Se arruma com ela, viu?
Não respondeu.
Pansy e Draco saíram da sala e Rasalas ficou sozinho com a esposa depois de todo aquele tempo.
—Tem algo que quer falar comigo? – perguntou ela friamente.
—Na verdade sim. – respondeu seco. Ele sacou a varinha e conjurou os papéis do divórcio – Eu não tive tempo de assinar o que você deixou em cima da mesa... então vou assinar agora. – respondeu no mesmo tom frio. Ele caminhou até uma mesa e tirou os papéis do envelope. Depois sacudiu a varinha e sua assinatura apareceu na primeira folha. – Uma... – se lembrou de quando era criança e brincava com ela na loja de Madame Greengrass – Duas... – brandiu a varinha e a próxima folha recebeu sua assinatura também. Lembrou do dia do lago, quando beijou Daphne depois de tanto esperar pelo momento. Entregou as duas folhas pra ela, que parecia imensamente triste – Três... – disse com a voz tremida. Engasgada. Se lembrou do dia em que a pediu em namoro, e de como ficou feliz por estar com ela – Quatro... – disse arranhando a garganta e assinando a próxima folha. Escutou a esposa fungar atrás de si. Lembrava de como ela o apoiou depois de que ele fora transformado em lobisomem. Como ela nunca o tratou diferente e como nunca sequer cogitou deixá-lo por conta da doença... – cin... cinco... – lembrou da primeira vez que transou com ela, dentro do trem, enquanto voltavam pra escola, pro sexto ano. Quando teve um ataque de pânico, se lembrando do ataque de Grayback e tudo o que Daphne fez foi tratá-lo com carinho, sem se irritar... – S-seis... se-sete... – já não conseguia enxergar direito, pois sua visão ficou turva com os olhos cheios de água. Passou as costas das mãos pelos olhos e acabou se lembrando da última vez que tinha chorado. Seus amigos ficaram tirando onda, mas ele nem ligou. Tinha sido ao ver Daphne vestida de noiva, vindo até ele, pronta para se tornar sua esposa. Tão maravilhosamente linda. – Oito... – disse assinando mais uma folha. Mas então encostou a testa na parede, a socando de leve. Soltou um soluço e arfou roucamente, caindo no choro. Mas respirou fundo e olhou para ela. Ela o olhava com o rosto vermelho e parecendo miseravelmente infeliz. – Por que? Por que quer me deixar? Por que? – perguntou sofrido – Como pode deixar isso na minha mesa? Não teve coragem de me falar? De dizer na minha cara que já estava com o babaca do Kurt...
—O que? – perguntou ela, confusa – Eu não estava com o Kurt. Tá louco?
—Confessa, Daphne! – rosnou furioso, zangado. Com ela, com ele, consigo mesmo... – Ele me falou! Ele me disse!
—Ele disse? – perguntou ela confusa – Rasalas. Deve ser um mal entendido. – ela deu uma risadinha – Kurt é gay. Ele tem até um namorado. – disse ela. Rasalas piscou, em choque.
—Que? – perguntou confuso.
—Só eu sei disso. Ele nunca contou pra ninguém, mas ele é completamente gay. E passivo, ainda por cima. – riu ela fungando e secando as lágrimas com as costas das mãos – E eu não ia deixar isso na sua mesa. Eu queria conversar com você, mas... mas Burton nos prendeu, entende?
Rasalas a olhou aliviado e sorriu sem jeito.
—Você não quer me deixar? – perguntou com um imenso frio na barriga. Daphne largou o envelope no chão e correu até ele, para beijá-lo.
A beijou perdido, desesperado e relativamente culpado. Tinha transado com Pansy. Mas não conseguiu não beijá-la.
—Me desculpe, Ras. Me desculpe.
—Merlin, não me deixe nunca, Daphne. Por favor, não me deixe nunca... eu nunca estive tão deprimido em toda a minha vida quanto nesses dias sem você...
—Eu também! – chorou ela o beijando.
—E eu preciso confessar uma coisa... – murmurou ele a olhando nos olhos, sem jeito.
—O que?
—Eu... me promete que me perdoa primeiro... porque eu fiz merda. – murmurou... Daphne o abraçou apertado.
—Eu te amo, Rasalas. Manda. – murmurou ela engolindo em seco.
—Eu meio que posso ter mandado seu primo pro Mungus... – disse sem jeito. Daphne pareceu suspirar aliviada e sorriu.
—Seu ciumento neurótico... – riu ela ainda chorando.
—Eu fui te procurar quando vi que você queria se divorciar e não tinha nem me dado o direito de uma conversa... então eu fui na nossa casa e seu primo estava só de cuecas, falando que vocês iam sair pra uma noite de sexo...
—Ele queria me apresentar um amigo hétero dele. – riu Daphne. Rasalas riu sem jeito – Eu nunca te traí, Ras... nunca.
Ele a abraçou de novo, se sentindo culpado e sentiu Daphne abraçá-lo apertado.
—Me desculpe... eu estava tão puto... – murmurou querendo começar a confessar o que tinha feito com Pansy naquele dia, mas Daphne o cortou.
—Tudo bem. Eu me entendo com o Kurt... que bom que era isso que você ia confessar... eu achei que ia falar que tinha ficado com Parkinson... – riu ela se aconchegando nele. Rasalas fez uma careta.
—Pois é... então... – Daphne ficou tensa – Depois de estourar o seu primo... eu voltei pro Ministério e... fiz mais essa merda... porque eu achei que você não me queria mais, estava com outro... já tinha até assinado os papéis, então... então eu meio que quis te ferir... e...
—Rasalas...
—Me perdoe por favor.
—Hum... – Daphne respirou fundo e o acertou nas bolas com a joelhada mais poderosa que ele já tinha levado. Caiu no chão, completamente sem ar e a olhou surpreso – Você é um babaca.
—Desculpe... – murmurou com a voz saindo fina.
—Não acredito! E por que raios não veio falar comigo ontem? Foi você quem me chamou pra sair e me deixou plantada lá! Agora você vem aqui e...
—Ele estava comigo. – disse Pansy, lá da porta.
—Aff. Parkinson! – ralhou Draco saindo de detrás da porta – Não sabe não se meter na conversa dos outros?!
Eles estavam obviamente escutando tudo.
—Cala a boca, Malfoy. – ralhou Pansy – Eu fui no Rasalas ontem porque... – ela soltou um suspiro – Eu precisava de um amigo. Eu caí numa armadilha de um cara que eu achava que gostava de mim. Ele fez coisas terríveis comigo, me humilhou e me machucou... algo próximo ao que Pierre fez com a Alhena... e Rasalas foi o primeiro amigo que eu pensei. Eu corri atrás dele, pra procurar um colo e ele me deu, porque ele é maravilhoso. Você sabe. Casou com ele. – disse ela. Daphne olhou chocada para Pansy e Rasalas tentou se levantar, apesar da dor horrível que parecia subir até o peito. Por que era sempre no saco? – E o meu segredo com o Rasalas, já que você precisa tanto saber... – Pansy desviou o olhar e respirou fundo – Eu e ele transamos no dia do veneno de fada, mas eu não me lembrei no dia seguinte. Eu não tomei o chá... e engravidei, ok?
—Puta que pariu. – murmurou Draco ficando pálido – Eu... eu vou deixar vocês... puta que pariu... isso ai não é da minha conta... – murmurou ele saindo correndo e subindo as escadas.
Rasalas deu de ombro e olhou novamente para Pansy, em choque. Daphne estava boquiaberta.
—Eu falei com ele e disse que não podia ter aquele bebê, então... então eu abortei e entrei em pânico... e ele cuidou de mim... e... – Pansy soltou um soluço e uma lágrima desceu por seu rosto, enquanto o lábio dela tremia – E eu pedi pra ele nunca contar pra ninguém! E hoje mais cedo, quando a gente... fez a maior merda de todas... eu sinto muito, mas nem eu nem ele estávamos pensando... era tanta coisa desmoronando ao nosso redor... eu juro que eu nunca quis prejudicar seu casamento... eu sinto muito, Daphne... eu sinto muito mesmo, Rasalas... – ela arfou se abraçando – Não termine com ele por minha causa, Daphne... ele te ama tanto...
Pansy se virou de uma vez e saiu da sala.
—Parkinson! – gritou Daphne. Rasalas suspirou se apoiando na parede. Era o fim... Pansy não se virou para olhar para Daphne, mas ela ao menos parou de andar. Então Daphne andou até ela e a abraçou. Rasalas olhou chocado para aquilo e as duas se olharam – Eu sinto muito, Pansy... me desculpe.
—Me perdoe! – chorou Pansy abraçando Daphne também – Eu sinto tanta a sua falta...
Rasalas engoliu em seco se perguntando se poderia voltar pra casa com a esposa naquela noite.
***
Astoria olhou para a poção vermelha e soltou um suspiro.
—Que se dane... – abriu o frasco, o cheirou e o bebeu de uma vez. Era doce e esquentou todo seu corpo, principalmente o ventre.
—O que está fazendo? – perguntou Kurt entrando no quarto. Ele ainda estava bem machucado, por crédito de Rasalas. Daphne ia ficar danada ao descobrir o que ele tinha feito.
—Nada... só tentando salvar meu casamento... – murmurou olhando o frasco vazio.
—Vai voltar pra ele?
—Claro... – riu ela – Eu o amo... amei a vida toda... não vou desistir dele agora... – ela olhou ao redor com um ar esperançoso – Eu vou dormir aqui só mais hoje. Amanhã eu volto pra casa... pro meu Draco. – ela respirou fundo e olhou para o frasco – E então eu vou prometer tentar de novo, mas ele vai ter que esperar eu me sentir pronta pra isso...
—É assim que se fala, priminha. – riu Kurt – Eu realmente não devia ter provocado o seu cunhado... ele é completamente biruta...
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