Legado Lestrange II - Legacy
2 Pisando na Bola
Notas iniciais

Capítulo 2
Alhena chegou em casa e foi direto para o banho. Depois de relaxar foi para o quarto dos filhos, mas viu que eles estavam dormindo tranquilamente. Ainda estava com a conversa de Draco na cabeça e sentia realmente muito por Astoria...
Não teria tido Póllux e Castor no momento em que os teve, sem absolutamente nenhum tipo de programação, mas amava os dois. Era muito triste saber que os amigos nunca descobririam como era a sensação de ter filhos.
Claro, era cansativo na maior parte das vezes, mas era muito realizador também. E ela sabia que Draco precisava de um herdeiro. Ele era um dos homens mais ricos da Grã Bretanha, mesmo depois da guerra, se ainda não fosse o mais rico. Ver aquele império se desfazer era simplesmente assustador. Ainda mais porque seria o fim do nome Malfoy.
—Os Burkes não vão me culpar por isso, ao menos. – sussurrou pra si mesma. Tinha dado dois herdeiros pra Damian e o pai dele tinha ficado bem satisfeito. Ele dizia que gêmeos idênticos significava sorte em dobro nos negócios.
Voltou para seu quarto, sentindo vontade de deitar e ler um bom livro. Mas parte dela queria que Damian chegasse logo. Uma parte que raramente aparecia ultimamente. Respirou fundo achando graça pelo fogo que parecia surgir do nada, depois de tanto tempo apagado, escolheu um livro na estante e se deitou para ler. Uma hora depois Damian chegou do trabalho, mas ele não a cumprimentou. Ele e Blair surgiram na porta do quarto e Blair o ajudou a ir direto para o banheiro. Escutou o marido vomitar e se perguntou o que teria acontecido.
Blair saiu da suíte e a olhou um tanto sem jeito.
—Muito hidromel. – riu ele. Alhena sorriu também e o cumprimentou.
—Olá, Blair. Obrigada por trazer meu marido.
—Claro. – riu ele – Eu tenho que ir. A gente se vê por ai, Alhena.
—Uhum... – murmurou ela. Blair desaparatou e ela entrou no banheiro. Damian estava sentado na frente do vaso, parecendo péssimo.
—Eu sei o que você vai falar... – resmungou ele coçando os olhos.
—Sabe? – perguntou ela achando graça – Eu não sei o que eu vou falar...
—Vai falar que eu sou um tremendo babaca por chegar em casa assim. – resmungou ele – Mas eu tenho o direito de fazer isso vez ou outra! Entendeu?
Alhena se perguntou se estava levando uma bronca, mas sorriu e se abaixou ao lado do marido para ajudá-lo a se despir.
—Você precisa de um banho. Eu te ajudo. – riu ela.
—Obrigado, Lena... desculpe por isso... eu exagerei. – murmurou ele.
—Acontece. Tem primeira vez pra tudo, ok? – perguntou ela o ajudando a ficar de pé. O ajudou a tirar a camisa e depois a calça.
—Vamos foder? – perguntou Damian enquanto ela o despia. Alhena sorriu e negou com a cabeça.
—Você não está em condições pra isso, Damian.
Ele soltou um muxoxo e foi cambaleando de cuecas para dentro da banheira. Alhena o ajudou a tirar aquela peça também e então começou a encher a banheira. Precisaria ficar de olho para que ele não se afogasse, ou qualquer coisa assim.
Lavou os cabelos dele e o ajudou a se ensaboar. Damian acabou pegando no sono, dentro da água quente e ela suspirou olhando pra ele. Ele era tão bonito... o beijou na têmpora e pegou a varinha para fazê-lo flutuar.
O secou com um feitiço e então o levou para a cama. Se deitou ao lado dele e apagou as luzes para dormir. Mas assim que se deitou sentiu aquela pressão na cabeça. Viu uma mulher morena entrando na Borgin&Burke e sorrir para Damian, que sorria do mesmo jeito. Foi quando reconheceu Clover Green. Abriu os olhos e se virou para Damian, que dormia, completamente apagado por conta da bebida.
Soltou um suspiro se aconchegando nele. Foi quando ele abriu os olhos e a mirou, ainda muito bêbado.
—Está tudo bem? – perguntou ele.
—Eu quem pergunto... – respondeu ela. Damian sorriu e se aconchegou nela.
—Você ainda me ama? – perguntou ele pesadamente.
—É claro que sim.
—Então está tudo... tudo bem... – suspirou ele a abraçando – Estrelinha...
Ela sorriu e o abraçou de volta.
—Damian... hoje você... não consegue?
—O que? – perguntou ele.
—Você sabe... – ela o levantou a coxa, o tocando lá embaixo, mas ele soltou um gemido lamurioso.
—Não... – ele soltou um suspiro – Eu... dexxculpe... bebi muito.
—Então... amanhã... o que acha? – perguntou ela. Ele concordou com um aceno de cabeça – Podíamos deixar os garotos com as babás e... sair... só nós dois... – murmurou ela. Damian concordou com um aceno de cabeça. – Você vai se lembrar disso amanhã? – ele negou com a cabeça e ela soltou um muxoxo – Boa noite, então...
Ele apenas acenou afirmativamente.
Se virou, se desvencilhando dele e se virou, tentando dormir, mas logo acordou por conta dos roncos. Soltou um muxoxo e tentou dormir, mas não conseguiu. Se levantou irritada e pegou a varinha para silenciar Damian. Ele sempre roncava quando bebia. Assim que o quarto voltou ao silêncio ela tentou dormir, mas já estava muito desperta.
Xingou baixinho e saiu da cama, indo para a sala. Acendeu a lareira e ficou olhando as chamas arderem. Foi quando o rosto de Draco apareceu.
—Oh! Graças a Merlin. Posso ir ai? – perguntou ele. Alhena olhou o relógio na parede e piscou em choque.
—Draco. São duas da manhã!
—Por favor.
Ela soltou um suspiro e deu de ombros. No minuto seguinte Draco pulou pra fora da lareira com uma mala.
—Draco!
—Eu cansei. Na boa. Não dá! – rosnou ele chutando a mala para longe – Astoria e eu brigamos e ela mandou eu sair da Mansão. Temos trinta e três quartos naquela casa, mas aparentemente nenhum é o suficientemente longe dela.
—Céus. O que aconteceu? – perguntou ela.
—Ela tentou fazer uma poção de esterilidade e bebeu sem me avisar. Mas ela fez a poção errada. Passamos três horas no Mungus por conta disso e quando a gente voltou pra casa, eu estava furioso e falei que ela não podia ter feito isso pelas minhas costas e ela me chamou de egoísta! EU! EU sou o egoísta! – rosnou Draco chutando a própria mala. Ele xingou baixinho, pulando com um pé só – Eu não sei onde eu estava com a cabeça quando resolvi me casar com ela. Eu nunca deveria ter casado com ela. Deveria ter arrumado uma noiva num casamento arranjado, com um contrato de herdeiros e tudo o mais. É o que minha família sempre fez! Mas nãaaaaao... o babaca aqui tinha que se apaixonar, não tinha? Tinha que casar por amor. Olha ai a merda que deu. – ele se jogou no sofá e passou as mãos pelo rosto – Meus pais tinham razão sobre tudo. Eu deveria saber. Eu deveria ter escutado e casado com aquela Shafiq que eles arrumaram pra mim. Ela era bonita, bem nascida e tudo o mais.
—Draco... calma. Vocês só estão de cabeça quente! – riu Alhena segurando a mão do amigo.
—Estamos praticamente sempre de cabeça quente, Lena. Eu não tenho mais saco pra isso! – resmungou ele – Aquela é a minha casa. Se ela continuar com essa palhaçada de não querer dormir sob o mesmo teto que eu, ela que vá procurar um novo teto.
—Não está pensando em se divorciar, está? – perguntou chocada.
—É exatamente nisso que eu estou pensando! – rosnou ele zangado – Qual parte do “eu não aguento mais” você não entendeu?
Alhena revirou os olhos e deitou a cabeça no ombro dele.
—Você ama a Astoria. Não quer se separar dela. Só estão passando por uns probleminhas. Todo mundo passa por probleminhas.
—Não tantos quanto eu e ela, Lena. É algo sério. Eu preciso de um herdeiro.
—Não era você que dizia que não queria ter filhos? – perguntou ela.
—Isso foi antes. O mundo mudou. Pra melhor. Agora eu quero e Astoria não parece capaz de me dar. E ela agiu pelas minhas costas. Eu não vou esquecer isso.
Alhena suspirou e o acariciou na mão.
—É... ela não deveria ter feito isso...
—Eu deveria ter me casado com você.
Ela quase engasgou.
—O que? – perguntou ela o olhando.
—Você é muito mais compreensiva e a gente sempre se deu bem. –resmungou Draco – Mas você tinha que voltar com o Burke.
—Ok. Continue com essa conversa estranha, mocinho, e vai ter que arrumar outro teto, ouviu? – perguntou arqueando a sobrancelha. Draco concordou se curvando pra frente, pra afundar os dedos nos cabelos.
—Desculpe... eu só estou... fora de mim. – suspirou ele – Eu sei que somos só amigos e que nunca fomos mais do que isso... – ele respirou fundo – E eu não iria querer colocar nossa relação em xeque, não se preocupe.
—Não me preocupo. – riu ela.
—Lena... eu estou exausto. Me arruma uma cama, um sofá, sei lá. Eu realmente preciso dormir. Hoje meu dia foi excelente pra jogar fora.
—Ok. – disse se levantando – Vem comigo.
Draco se levantou e pegou a própria mala, para segui-la. Ela a guiou até um quarto de hóspedes e ele entrou.
—Obrigado, Lena. Você me salvou. Obrigado mesmo. – ele soltou um suspiro – Eu não queria ter que dormir nessas estalagens horrorosas e muito menos pedir teto pro meu pai. Ia ser a maior confusão...
—Não se preocupe. Pode ficar o tempo que precisar, ok?
—Ok... mas eu vou voltar pra minha casa amanhã... eu só preciso de um tempo pra esfriar a cabeça. Só isso... acho que a Astoria também.
—É assim que precisa pensar. Logo vocês se arrumam, ok? – perguntou ela se colocando na ponta dos pés para beijá-lo na bochecha, mas ele virou o rosto e ela o beijou nos lábios. Draco se afastou vermelho assim como ela.
—Desculpe, eu não vi que você... eu não fiz por querer. – riu ele sem jeito.
—Eu sei, relaxa. – riu ela de volta – Boa noite, Draco.
—Você também.
Ela se virou para sair e escutou a porta se fechar. Voltou para o próprio quarto, mas escutou Damian roncar e mudou de ideia. A casa tinha mais de um quarto de hóspedes de qualquer maneira.
*
Rasalas estava terminando de tomar café da manhã, quando a esposa entrou na sala de chá e se sentou. Ela estava com o uniforme da loja e parecia um pouco abatida.
—O que houve, meu anjo? – perguntou Rasalas.
—Minha mãe me mandou uma carta... ela está querendo fechar a loja. – murmurou ela. Rasalas a olhou em choque.
—O que? Por que?
—Porque todos os nossos clientes migraram para a Legacy... não todos, mas a grande maioria... já não estamos lucrando muito então ela quer se aposentar. Não precisamos da loja de qualquer maneira, mas... mas era legal ter o meu próprio negócio, sabe?
Rasalas concordou.
—Você sempre pode tentar um emprego no Ministério. Você teve bons N.I.E.M.s.
—Ah... eu não sei... Ministério parece tanta burocracia... eu gostava de trabalhar na loja...
—Então deveria falar com a Lena e pedir pra fazer uma sociedade, o que acha? – perguntou Rasalas. Daphne sorriu parecendo animada.
—Nossa, Rasalas. Como eu não pensei nisso antes? – riu ela – Mamãe iria adorar.
—Eu sei que iria. Seria voltar aos velhos tempos... só que sem eu e você nos escondendo pra roubar os doces da dispensa.
Ela riu gostosamente e pegou o jornal.
—Eu vou falar com a minha mãe e com a Lena. – disse ela, com um sorriso, pegando um pedaço de bolo de chocolate – Ei...
—O que? – perguntou Rasalas.
—Quando serão as suas próximas férias?
—Eu já posso tirar, quando quiser, na verdade.
—Nós podíamos fazer outra viagem. Como a última. Foi tão bom. – riu ela. Rasalas sorriu gostando da ideia.
—Claro. Pra onde quer ir dessa vez?
—O Kurt estava me falando que o Egito era muito interessante.
Rasalas perdeu completamente o entusiasmo, voltando a olhar para a própria comida.
—Ah, o Kurt disse...
—E eu sempre quis conhecer, sabe?
—Hum...
—Mas então. O que você acha?
—Se o Kurt disse.
—Rasalas! – riu Daphne. Ele a olhou carrancudo – O que houve?
—Não houve nada. Eu tenho que ir. – disse se levantando e pegando o chapéu coco. O colocou e estava para aparatar quando sentiu o abraço da esposa.
—Eu te amo, ouviu?
—Eu também te amo. – murmurou se virando para beijá-la na têmpora. Daphne o abraçou e o beijou apaixonadamente nos lábios. A beijou de volta e sorriu nos lábios dela, se sentindo bobo pelo mau humor.
—Ras... quando voltarmos da viagem...
—O que?
—O que acha de... adicionarmos mais um membro na nossa família?
Rasalas sentiu um frio na barriga e a olhou desconfortável.
—Bem... está na hora de começarmos a pensar nisso... meu avô começou a me cobrar bisnetos também... – murmurou ele – Mas não vamos ter pressa, ok?
—Ok... – riu Daphne sem o soltar – Eu gosto da nossa vida agora... não estou ansiosa pra mudar ainda... só acho que devemos começar a cogitar a possibilidade.
—Certo. – riu Rasalas a beijando de novo – Eu preciso ir.
—Eu sei. – riu ela se afastando – Até hoje a noite, ok?
—Ook. – riu ele piscando pra ela e aparatando.
Logo estava na fila da cabine para ir para o Ministério. Dez minutos inteiros até conseguir entrar. Depois mais alguns minutos até chegar no escritório. Quando entrou na sala, flagrou Pansy andando de um lado para o outro, parecendo agitada.
—O que houve?
—Ras. Você não vai acreditar. – murmurou ela parecendo preocupada.
—O que? – perguntou ele.
—Eu estava rastreando aqueles números ontem a noite. Eu não sei se devemos dizer a Kingsley sobre eles.
Rasalas franziu a testa.
—Claro que devemos. É corrupção, Pansy. Não podemos deixar todos esses galeões sumirem.
—Mas é que... – ela suspirou – Eu acho que foi o filho do Kingsley quem... quem desviou o dinheiro.
—O que? – perguntou chocado e indo até ela. Ela lhe mostrou os registros de saques e lá estava o nome de Prometeus Shacklebolt – Puta que pariu...
—Não podemos acusar o filho do nosso chefe. – murmurou ela – Eu gosto do meu emprego.
—Mas não podemos acobertar. Precisamos investigar isso. – disse Rasalas. Pansy concordou com um aceno de cabeça.
—E não é só isso. Eu fui rastreando mais alguns números e transferências... várias foram feitas numa conta de um tal de Zeus Darkfire.
—Quem?
—Exatamente. – ela andou até a mesa e pegou algumas folhas que estavam ali – Eu cheguei mais cedo hoje pra investigar, sabe? Eu procurei nos registros de famílias, mas não existe essa família Darkfire. Depois procurei nos registros dos nascidos trouxas e também não encontrei. Mas esse cara tem uma conta no Gringotes... precisamos rastrear esse dinheiro. Ela é uma conta fantasma.
—Pansy.
—O que? – perguntou ela o olhando parecendo concentrada.
—Você realmente precisa de um namorado. – riu Rasalas. Ela riu e lhe mostrou a língua – Vamos. Vamos pedir uma autorização pro meu avô, para investigarmos esse cofre.
**
Damian estava numa ressaca daquelas. Sua cabeça pesava horrores e seu pai tinha saído para fazer uma venda para um bruxo estrangeiro que estava atrás de ovos de quimera, e ele não voltaria antes de escurecer. Então estava sozinho na loja, fazendo a contabilidade dos lucros e praguejando por não ter tomado um chá de narciso.
Foi quando escutou o sininho da porta tocar. Olhou para frente, pronto para atender mais um cliente quando viu Clover.
—Sra. Burton. – murmurou tentando sorrir. Ela sorriu de volta, segurando uma caixa de madeira.
—Sr. Burke. Meu marido me pediu pra vir aqui. – disse ela tirando os óculos escuros e os colocando nos cabelos. Ela era uma linda mulher, com uma boca tentadora, morena dos olhos azuis. Os longos cabelos negros caíam soltos pelos ombros dela. Sem falar que ela tinha um lindo corpo, bem magrinha, com a cintura fina, mas um quadril um pouco mais largo e uma bunda arrebitada e redonda. Damian soltou um suspiro e a olhou tentando não deixar seus olhos descerem para o decote relativamente comportado dela – Nós achamos mais esse baú no nosso sótão. Pode gerar problemas caso investiguem nossa casa... – ela soltou um muxoxo – Nosso sótão está cheio de coisas que não sabemos o que são. Você pode nos ajudar e dar uma olhada? – perguntou ela estranhamente profissional. Normalmente ela ficava dando indiretas e olhadas cheias de segundas intenções. – Não queremos problemas por termos artefatos das trevas, mas as heranças de família do meu marido são muitas e suspeito que ainda vou passar muito tempo te pedindo para inspecionar... – ela colocou a caixa em cima do balcão e tirou algumas moedas de ouro da bolsa – E é claro que eu não vou te dar trabalho de graça. Aqui está. Só para inspecionar. Se for algo perigoso, eu vendo para o senhor.
—Claro. Vamos ver. Pode entrar aqui um instante? – perguntou ele pegando a caixa e indo pra dentro – Pra usarmos meus artefatos?
—Claro. Claro. Só quero resolver isso o mais rápido possível. Eu odeio essas coisas das trevas, sabe? Não quero nada disso na minha casa. – murmurou ela agitada – Ainda mais porque meu marido veio com uma conversa de começar a planejar uma família. Eu disse que só quando a casa estiver cem por cento segura. Você já é pai, sabe como crianças são. Elas mexem em tudo!
—Meus filhos ainda são muito novos. – riu Damian – Eles ainda não dão esse tipo de trabalho.
—Ah. Com quantos anos eles já estão? – perguntou ela o seguindo pra dentro da loja.
—Dois e meio. – respondeu ele.
—Oh, que graça... – suspirou ela – Eu adoro crianças. Fiquei tão feliz quando meu marido finalmente resolveu que era hora de termos os nossos. Por isso quero me livrar de tudo o que é perigoso.
—E está completamente cer... – mas ele tropeçou em qualquer coisa. Tentou não perder o equilíbrio, mas logo notou que não seria possível. À medida que caía a caixa se abriu e várias esferas de vidro saíram de dentro dela. Pareciam cheias de uma fumaça perolada, mas antes que ele pudesse identificar o que eram, sentiu o chão atingi-lo com força. Clover tentou ainda pegar a caixa, mas não conseguiu e caiu ao seu lado. Em seguida ouviram o som de vidro estourando e a fumaça perolada começou a escapar das esferas. Uma melodia harmoniosa ecoou pelo escritório e Damian prendeu a respiração.
Clover o viu fazer isso e o imitou. Os dois engatinharam para fora da fumaça e ficaram se olhando alarmados.
—O que é isso? Está fazendo minha pele coçar. – murmurou ela, parecendo assustada. – O que essa fumaça vai fazer, Sr. Burke?
—Ah, não... – murmurou ele reconhecendo os padrões de melodias – Isso são os Sinos de Baco... o deus do vinho e das... – ele a olhou e ela o olhou de volta, assustada – orgias...
—E... – ela engoliu em seco e ele também. Seu corpo vibrava, sua mente estava confusa – E o que... o que isso... o que isso... oh, Sr. Burke...
—Clover... – murmurou a puxando pela cintura – O antídoto. Precisamos do antídoto. – disse desesperado – Eu sou casado.
—Eu também. Onde... – ela respirou fundo colocando as mãos em sua camisa – Onde está... – ela passou a língua pelos lábios de maneira sensual, como se estivesse tentando segurar alguns instinto nada comportado – Você é tão forte...
—Você é linda... – murmurou ele a puxando mais contra si – E eu não faço sexo há um tempo... – ele sacudiu a cabeça – Não. Precisamos... precisamos resistir. – disse ele enquanto ela desabotoava a sua camisa.
—Eu sei. Onde... onde está o... – ela engoliu em seco e ele a colocou sentada em cima de uma mesa – Onde está o antídoto, Damian?
—Eu... eu preciso pensar. – disse num momento de completa loucura, tirando a blusa dela.
—Ok... está naquele baú? – perguntou ela. Damian olhou para o baú.
—Não. Ai é onde guardamos nossos venenos de acromântula... são caríssimos... – disse a beijando nos seios. Não deveria estar fazendo aquilo, não deveria...
—E perigosos, não é? – perguntou ela.
—Muito. – concordou desafivelando o cinto enquanto ela tirava a calcinha – Meu Merlin, Clover! Precisamos fazer alguma coisa! – disse desesperado.
Ela se virou olhando ao redor.
—Me diga onde está! – disse ela empinando a bunda. Ele levantou a saia dela e entrou com vigor. – Oh, isso...
—Ali... – disse sem conseguir parar de mover os quadris. – Naquele... naquela caixa roxa.
Clover se esticou toda e pegou a caixa com as mãos trêmulas. Os gemidos dela eram deliciosos e a mesa balançava a medida que ele a estocava por trás.
—Me dá logo isso, pelo amor de Merlin! – disse saindo de trás dela, sentindo-se desesperado. Ela lhe entregou a caixa e ele notou que estava trancada. – A varinha! Cadê a varinha?
Clover se abaixou para pegar as varinhas que tinham rolado para debaixo da mesa. Mas ele não aguentou vê-la de quatro, no chão. Botou a caixa em cima da mesa e se ajoelhou atrás dela.
—Oh, Damian... isso...
—Não. Eu não devia estar fazendo isso... eu não devia estar fazendo isso... – disse desesperado, mas seu corpo parecia ter vida própria. Ele e Clover ficaram de joelhos e ela se virou para encará-lo. Mas já não sobrara mais sanidade dentro deles e eles se beijaram loucamente, como no tempo de escola. Ela o jogou no chão e subiu em seus quadris. Ele fechou os olhos, desistindo de pensar em qualquer coisa que fosse. Gemeu alto ao senti-la mover-se sobre si e abriu os olhos para apertar os seios dela.
—Eu sou casada... céus... não conte pro meu marido, por favor...
—Não vou... não vou... – prometeu ele desesperado – Não conte pra Lena.
—Não vou contar... oh!
Sua mente foi nublando ainda mais e ele não se lembrou de mais nada depois disso. Acordou com alguém o cutucando na bochecha.
—Damian! Damian! – disse alguém. Abriu os olhos, confuso, sem saber muito bem onde estava e se viu no sofá da loja. Olhou para a pessoa que o cutucava e viu que era sua prima Helena – Damian. O que raios você aprontou? – perguntou ela baixinho. Ele se sentou assustado e olhou para o lado.
Clover Burton estava completamente nua, dormindo ao seu lado.
—Puta que o pariu... – murmurou sabendo que estava completamente fodido. Ele olhou para a prima, Helena Borgin, e se levantou desesperado, procurando por suas roupas – Puta que pariu, a Lena vai me matar. O Rasalas vai me matar. O meu sogro com certeza vai me matar... – disse desesperado se vestindo – Puta que pariu, o que eu vou falar pra Lena?
—O que raios aconteceu? – perguntou sua prima o olhando com leve e cruel divertimento.
—Sinos de Baco. Eu deixei cair. – lamentou ele botando a camisa, sentindo um pânico sem igual – Meu Merlin. A Alhena... o que eu vou falar pra Alhena? – perguntou desesperado puxando os cabelos – Eu não queria. Eu juro que não queria. Meu Merlin... ela não vai me perdoar. Ela não vai. Não vai... – disse desesperado.
—Calma. – pediu Helena – Se ela não vai te perdoar, não conte. – disse ela calmamente.
—Não contar? – perguntou horrorizado, tentando falar baixo para não acordar a Clover – Como eu posso não contar? Eu traí a minha esposa! – disse em completo pânico – Cacete... o que eu vou fazer? Eu não posso esconder isso dela! Não posso, Helena!
—Ok. Divirta-se então... mas torce pro Sr. Burton não desconfiar. Ele certamente mata você. – riu Helena.
Damian caiu sentado numa poltrona.
—Eu estou tão fodido... tão fodido... – lamentou em pânico – O que eu vou falar pra Alhena... – murmurou olhando Clover dormir serenamente.
***
—ESSA É A MINHA CASA, ASTORIA! – rosnou enfurecido – PARE DE QUEBRAR OS MEUS JARROS!
Mas ela pegou mais um e o jogou contra ele.
—VOCÊ É UM CRETINO! COMO OUSA FICAR EXIGINDO FILHOS DE MIM DEPOIS DE TUDO O QUE EU PASSEI, HEIM? SEU EGOÍSTA! É ISSO O QUE VOCÊ É. É ISSO O QUE VOCÊ SEMPRE FOI!
Draco se abaixou para sair da direção de outro jarro.
—EU SOU O EGOÍSTA? VOCÊ BEBEU AQUELA POÇÃO SEM ME CONSULTAR! EU SOU O SEU MARIDO, SUA MALUCA! ASTORIA LARGA ISSO! – Ela estava com o livro favorito de alquimia dele – ISSO É MEU TRABALHO! NÃO RASGA! NÃO RASGA!
Astoria respirou fundo e só jogou o livro em cima da mesa, pra então começar a chorar se sentando no chão. Draco respirou fundo e se aproximou cauteloso. Não queria levar mais objeto nenhum na cabeça. Já tinha levado uma sapatada na testa e ele tinha achado o suficiente.
Suspirou se sentando ao lado dela e a abraçou. Ela o abraçou de volta, completamente aos prantos.
—O que está acontecendo com a gente, Draco? – perguntou ela, chorosa.
—Eu sei lá. – resmungou ele – Não era pra ser difícil assim... era? – perguntou ele – Eu não lembro dos meus pais brigarem desse jeito...
—Eu... eu também não. Me desculpe pelas coisas... eu... eu vou arrumar.
—Tudo bem. Esses que você quebrou foram a sua mãe que deu. – disse ele dando de ombros. Astoria o estapeou no braço e ele sorriu – Calma, ok?
—Ok... desculpe... eu... eu sei que não deveria ter feito pelas suas costas, mas... eu não vou aguentar perder outro bebê, Draco.
Draco soltou um suspiro.
—Eu sei que o próximo vai vingar, Astoria. Precisamos continuar tentando...
Ela o olhou completamente magoada e se levantou. Ele a observou sair e se levantou para arrumar a bagunça que tinham feito. Depois suspirou e se sentou sentindo-se perdido. Precisava de um maldito herdeiro. Simplesmente precisava.
Se levantou e foi até a janela se perguntando como resolveria aquela situação. Não podia falar com Rasalas. Ele era casado com Daphne. Não queria que a esposa soubesse que estava compartilhando aquele problema tão pessoal. Mas Alhena só sabia dizer que ele precisava conversar e ter calma... mas sempre que tentava fazer isso acabava gritando e destruindo a mobilha...
—O que eu vou fazer? – murmurou pra si mesmo. Caminhou pela mansão achando-a muito grande para ele. – Eu preciso de filhos... – murmurou sombrio.
Soltou um muxoxo e foi para o quarto de hóspedes. Se lembrava de ter tentado transar com Alhena ali e sacudiu a cabeça querendo não pensar naquilo. Estava pensando demais em Alhena naqueles últimos dias. Talvez por ela ser sua válvula de escape. Mas aquilo não era correto. Ela era casada com seu amigo e ele era casado com Astoria.
Se sentou naquela cama, se perguntando se tinha tomado a decisão certa com aquele casamento. Lembrava que tinha resolvido pedir Astoria em casamento quando Damian disse que iria pedir Alhena. Se perguntou se tinha aceitado Astoria como prêmio de consolação ou se só estava pensando aquilo por estar muito magoado com ela.
—Eu e Alhena somos amigos. Nunca fomos mais do que isso. Nunca. Absolutamente nunca... – Mas então se lembrou da noite em que pulara com ela da Torre de Astronomia. Sacudiu a cabeça novamente – Se eu gostasse dela, eu saberia. Se houvesse algum sentimento confuso, eu teria notado naquele dia, não agora. Eu só estou transferindo as coisas. Apenas isso. – resmungou sentindo-se frustrado.
Suspirou e se levantou olhando para aquela cama. Quando tentara convencer Alhena de que Damian não prestava. Mas o amigo sempre foi completamente apaixonado por ela, coisa que ele não tinha sido. Ele ainda tirava sarro de Alhena quando Damian já estava suspirando por ela. Eles eram feitos um para o outro assim como Rasalas e Daphne.
—Só eu que escolhi errado? – perguntou amargurado. Será que deveria ter ficado como Blair? Solteirão? E quando já tivesse curtido a vida o suficiente, arrumava uma esposa por contrato e pronto. Suspirou sentindo-se perdido. A Mansão nunca parecera um fardo tão grande e ele estava prestes a admitir que tinha falhado com ela. Com seu nome. Com sua família. Com seu legado... – Não vou pensar nisso. Alhena é minha amiga. Nada mais do que isso... Eu não posso resolver meus problemas assim... tentando fugir deles. Eu vou fazer dar certo com Astoria e ela vai me dar a droga de um herdeiro.
****
Alhena olhou o relógio. Logo Damian iria chegar. Sua mãe tinha se candidatado a ficar com Póllux e Castor e ela agora poderia ter a noite que planejara com Damian. Liberou os empregados, ficando apenas com os elfos. Tinha passado maquiagem na mancha esverdeada do braço e da coxa, para disfarçá-las, tinha se arrumado e estava se sentindo bem consigo mesma, numa lingerie mais sensual. Queria surpreender o marido. Tinha tempo que não fazia aquilo. Sentia uma obrigação com os filhos, mas por algum motivo isso finalmente tinha passado. Ela não era só mãe. Ela era esposa também. E naquela noite queria que tudo fosse simplesmente perfeito.
Quando o elfo apareceu, ela sorriu com expectativa.
—Senhora. O Sr. Burke chegou, como a senhora pediu pra avisar. – sussurrou o elfo.
—Bom, Fiddle. Agora vai pra cozinha. Bom trabalho. – disse fechando o robe de seda. Fiddle fez uma reverência.
—É um prazer servi-la, Madame Burke.
Ela sorriu sem nunca se acostumar com aquilo. Então se sentou na cama, para em seguida ficar de joelhos. Com a varinha acendeu as velas aromáticas e respirou fundo, com expectativa, se sentando nos pés.
Damian abriu a porta e a olhou, surpreso. Depois olhou para o quarto e sorriu cansado.
—Uau... uma surpresa. – murmurou ele parecendo quase intimidado.
—Não gostou? – perguntou ela.
—Claro... gostei... – respondeu ele engolindo em seco – Onde estão os meninos? Estou com saudades deles.
Alhena franziu a testa. Tinha imaginado que ele pularia nela, mas então pensou que ele só queria ter certeza de que não seriam incomodados.
—Estão com a minha mãe.
—Ah... hum... ok... – murmurou ele olhando para tudo, menos pra ela –Eu... hum... vou tomar um banho... você toda linda ai e... bem... eu tenho que ficar arrumado, né?
—Vai me fazer esperar mesmo? – perguntou fazendo biquinho. Damian engoliu em seco.
—É... é rapidinho. Eu já volto, ok?
Ela soltou um muxoxo, mas concordou. Damian era romântico. Ele iria querer ficar limpo e perfumado pra ela e isso lhe arrancou um sorrisinho. Os minutos se passaram e logo ele saiu de dentro do banheiro, enrolado só na toalha. Alhena sorriu e o chamou com o dedo. Ele sorriu safado pra ela e finalmente ficou parecido com ele mesmo.
O marido se jogou na cama, ao seu lado e a beijou com paixão. Nem se lembrava da última vez que tinha sido beijada assim. Tinha se tornado tudo automático. Deixar Póllux e Cástor com a mãe foi a melhor das ideias.
—Lena. – chamou ele. Ela o olhou enquanto ele abria o robe – Eu te amo, ouviu?
—Seu bobo. Eu também. – riu ela. Ele engoliu em seco.
—Você é tudo pra mim... a gente tem passado por um momento meio difícil, mas... mas eu te amo, ok?
—Ok. – respondeu sorrindo, achando-o adorável. Sempre tão romântico, tão doce.
Damian engoliu em seco.
—Blair falou alguma coisa pra você? – perguntou ele.
—O que ele iria falar? – perguntou ficando confusa.
—Eu meio que estava reclamando que... bem... não estávamos mais sendo... hum... – ele coçou o queixo, sem jeito – Marido e mulher... ou talvez estávamos sendo apenas isso e deixamos de ser namorados... sabe?
—Sei... – riu ela o beijando – Mas passou, ok? Agora vem... vamos namorar.
—Ok. – riu Damian. Ele a beijou de novo, mas logo parou – Lena... você sabia que no nosso quinto ano, o Rasalas namorou a Weasley?
—Sério, Damian? Agora? – perguntou começando a ficar impaciente.
—Sim... é só que eu lembrei... – murmurou ele – Ele transou com a Parkinson, sabe?
—O que? – perguntou chocada – Rasalas transou com a Pansy enquanto namorava a Gina?
—Pois é... mas não foi culpa dele. – disse ele com pressa – Ele estava sob o efeito do veneno de fada. Ele nem lembra de como foi. – riu ele querendo defender Rasalas. Damian sempre queria defender Rasalas.
—Ah... ok. – disse sem entender onde ele queria chegar com aquela conversa.
—Você acha que... – ele a acariciou na coxa e ela gostou do toque dele – Que ele teve culpa? Sabe, veneno de fada deixa a gente completamente fora de si...
—Claro que não teve culpa. Ele não sabia que veneno de fada era tão forte. Ele me falou que não sabia. – disse Alhena – Mas ele deveria ter contado pra Gina antes de transar com ela. – adicionou. Damian soltou um suspiro e interrompeu a carícia.
—É... eu disse isso pra ele... – murmurou ele parecendo triste – Lena... eu... eu preciso...
—Damian, o que houve? – perguntou sentindo uma coisa estranha no peito.
Ele a olhou nos olhos.
—Não é nada. – riu ele – É só que eu estou preocupado. – disse ele de uma vez.
—Com o que?
—Ah... é que Rasalas está trabalhando no mesmo escritório que Pansy. Eles são meio que parceiros. E ele não contou pra Daphne. – disse ele meio sem jeito. Alhena ficou de joelhos, horrorizada.
—Ele o que? – perguntou ela.
—Eu sei que não é o momento pra falar sobre como o Rasalas está sendo horrível por esconder isso da Daphne, mas... eu precisava falar com alguém.
—Eu entendi. – riu Alhena achando graça – Mas isso é problema do Rasalas.
—Você... você acha que vai ficar tudo bem entre eles, se a Daphne nunca ficar sabendo? Se fosse nós dois... e eu te traísse assim...quer dizer... não trair. – ele se corrigiu – Ele não tá se agarrando na mesa do escritório com a Pansy. – riu ele nervosamente e Alhena o olhou estranhando – Mas se eu não te contasse algo assim... Se eu achasse melhor não te contar...
—Damian. Aconteceu alguma coisa que você não está me contando?
—Eu só não soube aconselhar o Rasalas e eu fiquei encucado. É só isso... você acha melhor ele contar ou não? Você sabe como a Daphne é. Vai ser a maior confusão quando ela descobrir... talvez fosse melhor se... se ele realmente não contasse, não é? – perguntou ele.
Alhena respirou fundo, entendendo o ponto de vista dele.
—Eu sei lá. Eu acho que iria preferir saber. É um direito dela, sabe? Afinal... eles são casados.
—Hum... mas você não me conta tudo... ou conta? – perguntou ele.
Alhena sorriu pra ele.
—Você está assim porque Draco dormiu aqui?
Damian piscou parecendo surpreso.
—Draco dormiu aqui? – perguntou ele franzindo a testa – Como assim e por que?
—Precisamos falar sobre isso agora? – perguntou ela fazendo biquinho e se sentando sobre os quadris dele. Damian não pareceu convencido apesar disso – Não podemos brincar primeiro... eu estou morrendo de tesão, Damian... – murmurou passeando os dedos pela barriga dele.
—Está?
—Estou... – disse sorrindo.
—Por mim?
Ela riu novamente, quase se zangando com aquela.
—Claro que é por você. Por quem mais seria?
—Por Draco. Ele dormiu aqui e eu nem fiquei sabendo disso. E quando eu acordei, você não estava na cama. Onde você estava?
—Amor. Você tinha bebido todas. Estava roncando. – resmungou ela. Damian corou de leve e concordou com a cabeça.
—Me perdoe, ok?
—Relaxa. Não é como se isso acontecesse sempre. Foi só uma vez...
—Ok, mas mesmo assim... me perdoe. – murmurou ele.
Ela sorriu e se curvou sobre ele.
—Eu te perdoo. Bobinho.
Damian sorriu e girou com ela, ficando por cima. Sorriu, se empolgando e derreteu nos beijos dele. Quando ele finalmente abriu seu robe, soltou um suspiro satisfeito e cheio de segundas intenções.
—Que delícia... – riu ele.
—Então vem provar.
—Ah, eu vou... – riu ele se deitando em cima dela e a apalpando desejoso. Sorriu gostando do toque dele. Amava seu doce Damian, mas teria uma conversinha séria com Rasalas. Ele não podia esconder uma coisa daquelas.
Os beijos foram esquentando e ela foi apreciando o modo fogoso como ele parecia faminto por ela. Damian tirou sua calcinha e a masturbou um pouco. Mas ela o empurrou de leve para voltar a deitá-lo na cama. O beijou na barriga e foi descendo os beijos e notou que Damian não estava aceso...
Achou aquilo estranho. Normalmente ele ficava duro só de cogitarem a possibilidade de transar. Mas daquela vez ele estava completamente...
Não deixou que aquilo afetasse sua noite. O beijou ali e começou a chupá-lo de maneira indecente. Damian deu uns dois gemidos, mas não endureceu. Achou aquilo estranho e continuou a beijá-lo, tentando deixá-lo ligado, mas ele continuou mole...
—Lena, pare... – murmurou Damian. Ele nunca tinha brochado antes e ela estava completamente sem saber o que fazer e como agir – Desculpe... – murmurou ele.
—O que houve, amor? – perguntou ela – Não gostou da surpresa? Eu exagerei com as velas? – perguntou preocupada. Por favor, não sejam meus quilos extras. Eu nunca mais consegui perdê-los depois que eu engravidei...
—Não é você, nem as velas. – murmurou ele se sentando – Foi uma coisa que aconteceu na loja... – resmungou ele pressionando os olhos com os dedos.
—O que houve? – perguntou se sentindo indesejada.
—Eu deixei cair um artefato... e ele me deixou de pau duro o dia inteiro... agora... agora pode levar algumas horas... acho que só amanhã pra... pra eu voltar ao normal... me desculpe. – pediu ele parecendo deprimido.
Alhena soltou um suspiro e concordou. Os dois se deitaram, lado a lado, parecendo derrotados.
—O que quer fazer?
—No momento? Me matar parece uma excelente opção. – resmungou ele, emburrado.
Ela sorriu um tanto deprimida e suspirou.
—Essas coisas acontecem, ok? – perguntou ela.
—Eu não tenho idade pra essas coisas acontecerem! – resmungou ele.
—Oras... mas foi pelo que aconteceu na loja. Não foi culpa da sua idade, querido. – riu ela.
Damian soltou um muxoxo e a olhou.
—Não vou te deixar toda linda assim pra nada. – resmungou ele ficando de quatro entre as pernas dela – Eu vou te compensar. Prometo!
Ela sorriu e gemeu ao sentir a respiração dele em sua calcinha.
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