Notas iniciais
Ai, gente... capítulo tenso. Preparem-se! Obrigada a todos os que comentaram! A maratona continua. Com sete comentários, eu posto o próximo! LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Capítulo 32

—Mas que bosta. – rosnou Navi indo para o banheiro, parecendo muito desconfortável em suas calças.

—Ela te deixou na punheta de novo? – perguntou Draconis indo atrás dele.

—Não. Pior... eu acho. – resmungou Navi. Draconis cruzou os braços, se escorando na parede do banheiro o observando tirar as calças – Ela fez eu me melar todo. Ficou esfregando a bunda em mim até eu gozar e me sujar inteiro. – rosnou ele. Draconis riu do primo, que simplesmente jogou as roupas no chão e entrou no chuveiro – Caralho. Já estou há duas semanas desse jeito. DUAS! – resmungou ele lá de dentro do boxe. Draconis revirou os olhos.

—Pelo menos está gozando. E eu? Carmen nunca mais quis me pagar um boquete, porque não gostou do gosto e tem medo de perder a virgindade, porque eu sou grande demais pra ela. – resmungou ele. Navi abriu a porta do boxe e colocou a cabeça para fora.

—Tipo isso... – riu ele – Ser grande assim tem suas desvantagens, né? É tipo uma bênção e uma maldição, ao mesmo tempo.

—Pois é. – resmungou Draconis – Ela podia ao menos me bater uma punheta... mas é cheia de nojinhos... – ele suspirou – Mas não me julga por ser bi. Na verdade... – ele deu uma risadinha – Ela me pediu pra beijar um garoto na frente dela, qualquer dia. Disse que isso deixaria ela... hum... ligada. Excitada. Quem sabe até a animaria a... sabe?

—Primo. Eu amo você, mas eu não vou te beijar pra você transar com ela. – riu Navi voltando pra dentro do boxe. Draconis caminhou até ele, mas não abriu a porta.

—E aquela ideia do swing? Talvez elas peçam isso... – disse ele – Tenho certeza de que Trixie conseguiria convencer a Carmen com o charme demoníaco dela... mas ela certamente vai querer algo em troca. Pode ser que ela queira um showzinho nosso.

Navi voltou a abrir a porta e colocar a cabeça pra fora.

—Primo... você sabe de algo que eu não sei? Sobre a Trixie? – perguntou Navi, franzindo a testa.

—Ela pode ter mencionado pra mim, na aula de Aritmancia, que acharia super sexy ver dois garotos muito bonitos se beijando e se tocando... sabe?

—Ela te disse isso? Nesses termos? – perguntou ele, parecendo acuado.

—Ela disse. E disse que seria mais sexy se fosse bem errado... tipo se esses garotos bonitos fossem meio parentes. Irmãos ou primos... eu acho que sua candidata a foda tem uns fetiches meio estranhos.

Navi voltou pro boxe e desligou o chuveiro. Depois o olhou curioso.

—Você teria coragem de me beijar? Somos quase irmãos?

—Você teria coragem de me beijar? – devolveu curioso – Digo... seria meio esquisito. – Navi soltou um suspiro e o olhou analiticamente.

—Se tivermos que nos comer, eu como você. – disse ele voltando pro boxe.

—Por que? Eu já sei como é. Não iria querer experimentar o...

—Não. Mantenha essa sua enxada longe da minha bunda, obrigado. Não sei como o Vince ainda consegue sentar depois de você ter estragado o cu dele com esse seu negócio ai. – Draconis caiu na gargalhada ao ouvir isso.

—Eu não sei se eu conseguiria fazer isso com você, Navi. Acho que você, o Scorp e o Albus simplesmente não conseguiriam me deixar animado. Eu acho que vamos desapontar a sua candidata a foda.

—Não chama ela assim. – ralhou Navi, lá de dentro – Ela não é uma simples candidata a foda.

—É mesmo, é? – perguntou descrente.

—Eu posso usar a Trixie pra conseguir pegar a Les. As duas parecem gostar de ficar com mulheres. Se tudo der certo, eu posso estar no meio no próximo amasso.

—Eu já falei que algumas vezes você é um ser humano desprezível?

—Toda semana, primo. Toda semana... – mas então ele saiu de dentro do boxe – Mas não fui eu quem traí minha namorada com o Vince.

—Eu me arrependi tanto de ter te contado isso. – resmungou Draconis voltando a cruzar os braços. Foi a vez de Navi gargalhar, ao voltar para dentro do boxe.

*

Navi andou até a arquibancada para assistir o treino de quadribol da Sonserina. O primeiro jogo seria, como sempre, Grifinória e Sonserina, e seria bem próximo ao recesso de natal. Mesmo que ainda estivessem em Outubro, Rob Selwyn (capitão do time) estava doido para treinar seu time. Ele estava no sétimo ano e queria ganhar a Taça de Quadribol em seu último ano. Sem falar que a Grifinória ter ganho a última taça por uma diferença tão ínfima de pontos ainda doía.

E eles sabiam que James Sirius Potter queria ganhar a Taça pelo terceiro ano seguido antes de se formar também. Então os ânimos estavam bem agitados.

Estava sozinho na arquibancada, já que Albus estava estudando com Lyra e Scorpius era do time também. Então se deitou e ficou olhando o sol azul, sem saber como se sentir naquele momento. Tinha passado a vida inteira apaixonado por Les, mas agora os olhos dourados de Trixie apareciam mais e mais em sua mente...

E a cada dia que passava, se perguntava se era apenas desejo físico. Se iria passar assim que transasse com ela, como sempre passava com qualquer outro interesse. Soltou um muxoxo, fechando os olhos e escutou passos.

Olhou para o lado do barulho e viu Rose. Rose Burton. Não a Weasley chata que vivia ignorando Scorpius desde que ele partira o coração dela em pedacinhos, a enchendo de expectativas, para em seguida, decepcioná-la e dispensá-la.

Sorriu para ela e se levantou de leve, para apoiar-se nos cotovelos. O time de quadribol ainda estava nos vestiários, provavelmente discutindo estratégias, então ainda teria algum tempo com Rose antes do treino começar.

—Oi. – riu ela se sentando no degrau debaixo.

—Olá. Veio ver o Drac treinar ou veio bisbilhotar, sua Corvinal safadinha? – perguntou de bom humor.

—Na verdade vim ver você. – respondeu ela. Navi piscou surpreso e se sentou ao lado dela. Ela estava muito séria e com os olhares evasivos.

—O que houve? Aconteceu alguma coisa? – perguntou ele.

—Na verdade sim. Eu vim te pedir um favor. – murmurou ela. Navi piscou surpreso.

—Claro, Rose. O que houve? Alguém mexeu com você? Precise que eu azare alguém? Um soco no queixo? O que precisar. – prometeu segurando a mão da amiga. Rose respirou fundo e então aproximou o rosto de uma vez, lhe roubando um beijo. Sentiu todos os cabelos da nuca se arrepiarem, mas se recuperou em um segundo. No outro já a estava puxando pra perto.

Se ela queria, ele queria. Fala sério, quem não iria querer. Rose era linda, divertida e tinha uma aura de proibida e pura que ele adoraria corromper. Tinha muita certeza de que ela era virgem e ele adoraria ser o primeiro. Sempre tinha uma emoção a mais, apesar de adorar uma safada e desinibida também.

Como Lessa.

Droga. Não podia pensar em Lessa agora. Agora estava beijando Rose.

—Vamos para um lugar mais reservado? – perguntou ela, arfando em seus lábios. Sorriu safado para ela e concordou com um aceno de cabeça, segurando a mão dela. Depois a puxou, descendo os degraus e saindo do campo de quadribol. Draconis e Scorpius teriam outros treinos pra ele assistir.

**

Abriu a porta do armário e no lugar de encontrar seu uniforme de quadribol, encontrou um monte de papéis. Papeis em formas de pintos alados, que levantaram voo, rodeando sua cabeça. O time caiu na gargalhada, achando hilário, mas os cortes que os papéis fizeram em sua pele não foram nada engraçados.

Ainda estava tentando se livrar deles, quando escutou Scorpius.

—Finite Incantatem. – e então os papéis caíram no chão. Olhou furioso para os colegas de time, que ainda riam com desdém. Depois olhou agradecido para Scorpius, que acenou com a cabeça, como se dissesse “não foi nada”.

Soltou um muxoxo e voltou a olhar seu armário. Tinham escrito várias ofensas para ele. “Viadinho”, “Chupador de rola”, “Boiola”, “Doador de pregas anais”, “Bichinha”, entre outros. Bufou furioso e pegou seu uniforme, ainda mais revoltado. Tinham colorido suas roupas de cor de rosa e mudado o nome da camisa de “Burke” para “Chupador”.

—Quem fez isso? – perguntou furioso jogando a camisa no chão.

—Sabe, Burke. Você é um bom goleiro. – riu Loto Yaxley – Mas a equipe de quadribol da Sonserina não é um lugar para uma garotinha. – todo mundo riu, menos Scorpius, que baixou a cabeça, colocando o próprio uniforme. Ele era o caçula e menor jogador do time e provavelmente não queria ser azarado como da última vez em que o defendera do bullying.

—Eu não sou uma garotinha, Loto. – rosnou Draconis o empurrando com força. Ele era um garoto musculoso e forte e ao empurrar Yaxley, o garoto bateu com força contra o outro armário – Eu sou um garoto. Eu sou tão homem quanto vocês. – rosnou furioso, mas o time riu com desdém. Scorpius se aproximou, sacando a varinha, fazendo com que sua blusa de treino voltasse a ser verde esmeralda.

—Pronto, Drac. – murmurou Scorpius lhe entregando a blusa – Você consegue colocar seu nome na blusa. É só mudar de novo.

—Eu não vou mudar. – rosnou Draconis – Não enquanto não receber um pedido de desculpas. – adicionou jogando a blusa na cara de Selwyn, que era o capitão – E caso não se desculpem, podem procurar outro goleiro.

Os cinco garotos do sétimo ano se entreolharam, com sorrisinhos.

—Acho que ferimos os sentimentos dela, pessoal. – debochou Rowle.

—Vai se foder. – rosnou se virando para sair.

—Segurem o Scorpius. – escutou Selwyn. Sentiu um frio lhe subir a espinha e se virou sacando a varinha, mas ela voou de sua mão. Rowle segurava Scorpius, o fazendo ficar de joelhos. – Você é uma moça, Draconis. Não mudou nada do ano passado pra cá. – riu ele.

—Larguem o Scorp. – disse olhando o amigo, que parecia assustado.

—E nós vamos mostrar o porquê do nosso time não permitir garotas, como você. – riu Nott o empurrando com força contra a parede – Quando uma garota aparece no vestiário... sabe como são os hormônios, não é? – Nott o empurrou de novo e Draconis o empurrou de volta.

—Não reage, Burke. – rosnou Rowle colocando a varinha na têmpora de Scorpius, que fechou os olhos. Draconis engoliu em seco e olhou para Nott, que deu um sorrisinho.

—Eu não quero que saia do time, Burke. Você voa muito bem. É o melhor goleiro da escola. Ano passado você só levou cinco gols na temporada inteira. Eu não esqueci isso... – riu Selwyn – Mas seu avô foi na minha casa e ameaçou meu pai por sua causa. – rosnou ele ficando furioso.

—O meu também. – rosnou Nott – Ameaçou meu pai e meu tio. Que são filhos do melhor amigo dele, antes dele trair o Lorde das Trevas.

—E ele veio na minha casa também. Ameaçar a minha família, caso a gente não se comportasse. Lembra como foi com Grant? – perguntou Yaxley.

—Bem... acho que vamos devolver a cortesia. Ensinar que nem mesmo um Lestrange pode proteger uma aberração feito você. – rosnou Corbway. E então ele lhe deu uma joelhada nas bolas. Arfou sem ar, caindo de joelhos e curvando o corpo pra frente.

—Parem com isso! Cresçam! – rosnou Scorpius – Aaargh! – rosnou ele, mas Draconis não estava em condições de olhar pra frente. Ainda segurava suas partes sensíveis, morrendo de dor, tentando respirar.

—Então nós vamos te mandar um recado. – riu Selwyn – Sobre aberrações e vira casacas. – adicionou ele – E se você abrir a boca a respeito disso, nem seu avô maluco vai poder te proteger. – Selwyn se ajoelhou na sua frente e o fez olhar pra cima, para ele – Porque a gente mata você. Você entendeu, Burke? E a gente faz parecer que você se matou, por não aguentar a pressão de ser uma aberração. Eu fui claro o suficiente?

Draconis concordou com um aceno de cabeça.

—O que vamos fazer com ele? Uma enrabada? – perguntou Corbway, tranquilamente. Draconis sentiu um frio lhe subir a espinha e se lembrou daquele dia no dormitório do sétimo ano, onde os alunos tinham... fechou os olhos, com medo, se perguntando o que iria passar.

—Ele gosta de ser enrabado. Não estou aqui pra fazer ele sorrir. – riu Nott – Vamos só bater muito nele.

—Não vamos bater muito nele. – ralhou Yaxley – Ele precisa jogar quadribol. E se deixarmos ele marcado, McGonagall vai desconfiar da gente.

—Gente. Vocês estão sendo... – começou Scorpius.

—Cale a boca, garoto. – rosnou Selwyn – Estupora ele.

—Não. Ele vai assistir. – riu Nott – Eu quero que ele veja o que acontece com quem defende um bosta desses. – rosnou Nott abrindo o zíper da calça. Draconis o olhou com nojo e viu o colega colocar o pênis pra fora – Chupa, Burke. E se você me morder, eu vou arrancar todos os seus dentes.

—Não vou fazer isso. – disse decidido – Podem me bater o quanto quiserem. Eu não vou fazer isso. – os garotos do time deram risadinhas.

—Acho que você não entendeu em que situação você se encontra, Burke. Você gosta, não gosta? De um pau? Então chupa, ou eu vou enrabar o seu amigo. E vou fazer você assistir.

—O que?! – perguntou Scorpius tentando se livrar. Nott aproximou o pênis do seu rosto e Draconis, no reflexo virou o rosto.

Selwyn soltou um suspiro e abriu a calça.

—Tira as calças do Malfoy. – disse o capitão para Rowle. Scorpius se remexeu, desesperado, mas Corbway e Yaxley o seguraram pelas pernas, tirando as botas dele e depois as calças.

—Não! Por favor! Não! – disse Scorpius desesperado.

—Não! Deixem ele em paz! – disse Draconis, desesperado – Eu nem estou mais me pegando com garotos. Eu não faço mais isso! – disse com nojo do pau de Nott, quase em sua bochecha – Parem com isso!

—Chupa ou seu amiguinho vai virar uma moça igual a você. – ameaçou Nott. Draconis olhou desesperado para Scorpius, que parecia em pânico, agora só de cuecas.

—Por favor... parem com isso. O que eu fiz pra vocês? – perguntou desesperado.

—Você envergonhou a nossa casa. A Sonserina é nobre. Não é lugar para aberrações feito você e Goyle. E não se preocupe que o momento do seu namorado vai chegar também. – disse Corbway.

—Eu... eu não envergonhei a Sonserina! – disse apreensivo – Eu não ia contar pra ninguém. Foi Grant quem espalhou isso. Ninguém nem teria ficado sabendo.

—Decida-se, Burke. Quem vai ser a moça? Você ou Malfoy? – perguntou Nott. Draconis fez uma careta de nojo.

—Eu não gosto disso. – disse desesperado – Eu não gosto de pagar boquete. Não façam isso, por favor...

—Ok. É o cu do Malfoy então. – disse Selwyn levantando Scorpius pelos cabelos – Culpe seu amigo por isso, Scorp.

—Não! Eu pago. Eu pago! – disse desesperado. Scorpius o olhou horrorizado – Mas deixem ele ir. Por favor.

—Pra ele ir correndo avisar McGonagall? Ou o Lestrange? – perguntou Selwyn chutando a perna de Scorpius novamente fazendo-o ajoelhar-se – Nada disso. Ele vai ficar e ver você chupar o pau de todo mundo aqui. Pode começar pelo do Nott.

Draconis engoliu em seco e olhou para Nott, que sorria de maneira cruel. Respirou fundo, tendo medo de vomitar e colocou o pênis do garoto na boca. Os outros garotos riram, enquanto ele lutava contra o impulso de vomitar.

—Para de fazer carinha de nojo, Burke. Você gosta, seu viadinho. – provocou Nott. O olhou furioso e quase vomitou quando o garoto puxou sua cabeça com força, para que o colocasse mais na boca. Fechou os olhos, enojado daquilo, querendo simplesmente morrer – Olha só a cara desse veado. Até fechou os olhos, adorando.

—Parem com isso. Vocês são doentes? – perguntou Scorpius.

—Está querendo chupar alguém também, Malfoy? – perguntou Corbway. Imaginou que o amigo negou com a cabeça – Então cale a boca.

Ficou de olhos fechados, enquanto Nott mexia os quadris, entrando e saindo de sua boca. Tentava ao máximo não tocar sua língua nele e ficou temendo a hora em que ele gozasse. Iria vomitar, tinha certeza de que iria.

—Não tem graça desse jeito. Mesmo sendo veado, ele não sabe chupar. – riu Nott o empurrando. Cuspiu no chão, com nojo da própria boca e olhou furioso para o garoto – O que vamos fazer, Selwyn?

—Eu não sei. Mas vou pensar a respeito. Coloquem os uniformes, rapazes. Temos um treino pra fazer. – respondeu ele – Mas não pense que terminamos, Burke. E se contar pra alguém, eu juro que vamos fazer da sua vida e da vida das suas irmãzinhas, um inferno. – riu Selwyn.

Draconis ficou sentado no chão, completamente humilhado, enquanto o restante do time se arrumava e saía. Depois de alguns minutos, tentando não chorar, sentiu Scorpius se sentar ao seu lado.

—Vamos sair do time. – disse ele.

—De que vai adiantar? – perguntou amargurado – Dormimos no mesmo dormitório.

—Vamos dormir em outro lugar. – disse Scorpius. Draconis desviou o olhar para a janela.

—Todos nós? Eu, você, Vince, Navi, Lyra, minhas irmãs... todo mundo se escondendo porque eu sou esquisito? Porque um dia eu resolvi...

—Você não é esquisito Draconis. Você não é uma aberração. Você não é defeituoso. Eles são, escutou? – perguntou Scorpius. Draconis olhou o amigo e respirou fundo, se contendo para não cair no choro – Obrigado. Por ter... bem... me protegido.

—Você me protegeu também... e é isso o que os Bros fazem, não é? – perguntou com um fraco sorriso. Scorpius soltou um suspiro.

—Ainda assim... – murmurou ele – Temos que fazer algo em relação a esses idiotas. – rosnou Scorpius. Draconis ficou em silêncio – É a primeira vez que eles passam do limite desse jeito, não é? – perguntou o garoto. Draconis engoliu em seco e negou com a cabeça. Nunca tinha contado o que tinha acontecido no dia em que o Salão Comunal tinha virado um campo de guerra. – O... o que eles já... tentaram... o que aconteceu? – perguntou seu amigo.

—Me botaram de joelhos ao lado do Vince uma vez... – murmurou envergonhado – Fizeram... fizeram a gente... ficar no meio de uma rodinha, onde eles ficaram xingando a gente e... – ele engoliu em seco – Eles... hum... – soltou um soluço e negou com a cabeça – Não quero falar sobre isso, Scorp... desculpe.

—Ok. – murmurou Scorpius. Os dois ficaram sentados ali por um tempo, com Draconis desistindo de não chorar. Ele olhou para cima, enquanto as lágrimas desciam por suas bochechas – Vamos. Precisamos nos arrumar.

—É... eu... eu já vou. Vai indo na frente...

—Não vou te deixar sozinho, Bro. – murmurou Scorpius. Draconis soltou um suspiro – Você pode ou não pode ser meu meio irmão de sangue, então eu meio que vou ter que proteger você. – Draconis o olhou zangado.

—Até você com essa palhaçada?! – perguntou indignado.

—Olhe pra nós, Drac. – riu Scorpius – Nós dois somos a cara do meu pai... talvez... talvez seja, quem sabe? Meu pai e a sua mãe tiveram uma história juntos. Minha mãe me contou, há anos atrás... Na época em que você foi concebido, a sua mãe e seu pai estavam dando um tempo, assim como a minha mãe e meu pai. Sua mãe estava morando com o meu pai enquanto a situação deles não se acertava.

Draconis olhou chocado para Scorpius.

—Seu pai... seu pai me falou que... que ele e a sua mãe estavam viajando...

—Eles viajaram logo depois que sua mãe descobriu que estava grávida. – discordou Scorpius.

—Não... eu perguntei pra minha mãe e pro seu pai. Os dois negaram!

—É. Meu pai negou pra mim também... mas olhe pra nós... nós somos muito parecidos.

—É coincidência. Temos muitos antepassados em comum! – insistiu Draconis. Scorpius soltou um suspiro e ficou de pé, lhe estendendo a mão.

—Eu cresci sendo filho único. Eu sempre quis ter um irmão e Albus meio que se tornou um pra mim... mas você também seria um excelente irmão mais velho.

Draconis sorriu e aceitou a mão de Scorpius, que o ajudou a levantar.

—Valeu, Scorp.

—Não é nada. – riu Scorpius socando seu braço – Agora vamos mostrar praqueles lixos que somos infinitamente melhores que eles.

***

Os mamilos cor de rosa eram adoráveis e ele beijou um depois o outro. Ela soltou um gemido gostoso de se ouvir e remexeu-se arfando enquanto seus dedos a tocavam em sua intimidade de maneira indecente. Estavam na terceira estufa, escondidos entre as plantas.

Rose estava sentada em cima da mesa, com a blusa do uniforme aberta e erguida, para que ele se deliciasse com os mamilos dela. Seus dedos a masturbavam enquanto isso. E céus, ela soltava uns gemidinhos de deixar qualquer um doido.

—Gosta assim? – perguntou no ouvido dela, movendo os dedos dentro dela, pressionando a parte logo atrás do clitóris, onde normalmente era o ponto G da maioria das meninas.

—OHMEUMERLIN! – gritou ela o apertando nos braços. Navi deu uma risadinha e a beijou no pescoço a sugando com desejo, deixando a pele sensível e branquinha com uma marca vermelha. Passeou a língua pelo pescoço dela até alcançar os lábios vermelhos e carnudos.

—O que raios está acontecen... – escutaram a voz do professor Longbottom. Rose abaixou a blusa imediatamente, escondendo os seios e ele tirou os dedos de dentro da calcinha dela – Oh, francamente, Sr. Lestrange. Você de novo... Srta. Burton?! – perguntou Longbottom parecendo chocado. Navi riu de maneira cafajeste, e Rose pareceu ficar furiosa com isso. Ela saiu abotoando a blusa, completamente vermelha, enquanto ele ficava para trás, com as mãos nos bolsos, sorrindo e achando a situação divertida e engraçada – Eu não acredito nisso, Srta. Burton! Deveria se respeitar mais. Como pode deixar um garoto que não quer nada com nada, como Lestrange, tirar proveito da sua inocência desse jeito? Blá, blá, blá, blá? – Navi simplesmente parou de prestar atenção e olhou para o lado, para a mesa e sorriu pegando o objeto que Rose tinha esquecido.

—Ei, Rose. – chamou, cortando o sermão do professor. Ela o olhou furiosa e constrangida – Você vai querer isso de volta ou...? – perguntou mostrando o sutiã dela e apontando para ele. Ela voltou, quase em pânico, ainda mais vermelha que antes, e pegou o sutiã de uma vez, antes de sair praticamente correndo da estufa – Eu vou ficar com a próxima coisa que eu conseguir tirar. – riu pra si mesmo. Depois olhou para o professor, que estava tentando encontrar palavras boas o suficiente para ralhar com ele – Eu já tenho alguma experiência nisso professor. Hum, deixa eu ver... trinta pontos a menos pra Sonserina e uma semana de detenção? – perguntou com o mesmo sorriso desdenhoso que usava com os professores sempre que era pego fazendo qualquer coisa daquele tipo. O professor Longbottom soltou um muxoxo o olhando com desaprovação.

—Só sai da minha estufa, Lestrange. E pelo amor de Merlin, para de trazer mulher aqui.

—Sim, senhor professor. – disse cruzando os dedos atrás das costas, com um sorrisinho nada convincente.

****

Rose estava quase chorando de desespero e vergonha, quando sentiu uma mão grande em sua barriga, a puxando.

—Ei, relaxa. – riu ele – Vamos pra algum lugar continuar?

—Depois dessa humilhação? Não, obrigada! – lamentou ela.

—Vamos pra “Casa da Árvore”. – sugeriu ele – E eu faço você ver estrelas. Te garanto. – disse ele a beijando no pescoço.

—Eu não sei se estou pronta pra isso, Navi... – confidenciou ela. Navi deu uma risadinha na orelha dela, por trás.

—Meia hora sozinha comigo, Rose, e eu te garanto que vai estar. É só me prometer que não vai querer namorar comigo, porque eu não namoro.

Ela se desvencilhou dele e o olhou indignada.

—Eu pensei que me trataria melhor do que esses pedaços de carne com quem você se deita! – disse magoada – Somos amigos!

—Lyra e Draconis são amigos também. E daí? – perguntou Navi, dando de ombros.

—É por isso que quer ficar comigo? Pra provocar o Drac por ele ter transado com a Lyra?

—Não... não é por isso. Eu quero transar com você porque você estava gostando do nosso amasso... – ele se aproximou um passo – porque você é linda e gostosa demais... – ele se aproximou mais um pouco e ela prendeu a respiração – porque eu gosto muito de você e eu quero te ajudar a se sentir bem... quero ser o primeiro a te tocar, porque eu sei que vou fazer isso de um jeito que você goste... – ele terminou de se aproximar e agora estavam extremamente próximos – e porque eu sei que Draconis não ligaria se eu fizesse isso. Temos um acordo entre nós.

—Ele... ele não... não liga? – perguntou sentindo-se triste. Draconis não tinha nenhum pouquinho de ciúmes? Ela tinha dele... e muito, ultimamente...

—Não. Tanto é que transou com a minha irmã. – riu Navi daquele jeito descontraído dele – Vamos, Rose... te garanto que vai gostar e... caso queira de novo, eu faço de novo. Sempre que quiser. Eu só não quero exclusividade, porque eu sei que não consigo fazer isso e eu não quero correr o risco de trair você. Só isso. Mas enquanto a química rolar... – ele a puxou de leve e ela prendeu a respiração de novo – Eu estarei aqui pra você.

Notas finais
Como eu já disse em alguns comentários, eu ainda não decidi o que eu vou fazer com o Damian. Então escrevam ai nos comentários... #TeamDamian ou #TeamDraco Eu vou ter que reescrever um monte de coisa dependendo do que for ganhar... então eu quero goleadas nos comentários! Beijos Mas em ambos os # terão mortes tensas. Então pensem bem =P Beijinhos! Titia ama vocês! Mais sete comentários e eu posto mais um capítulo! =D E no próximo capítulo.... "Achou que ele ao menos se viraria, mas ele não virou. Apenas... Continuou... Andando... Fungou, magoado e se virou, furioso. Quase correu até as masmorras, simplesmente furioso. Se jogou na própria cama e fechou as cortinas, sentindo-se muito solitário. " o S2 tá doendo, já? =P