Notas iniciais
Olá, pessoas... Eu preciso fazer um desabafo aqui. Recebi algumas PMs (não se preocupe, Jade, a sua foi de boa) que me deixaram muito triste. Me falaram muita coisa desnecessária e ofensiva porque alguns personagens da fic estavam tomando decisões que essas pessoas não aprovam. Deixa a tia falar a real aqui vom vocês. Se vocês esperam ver uma fic água com açúcar, com personagens perfeitos, que nunca erram... Bem... não vão encontrar isso aqui. Porque eu tento deixar meus personagens o mais real possível e não existe pessoas perfeitas, ou casais perfeitos... na verdade, eu até tento. Rasalas e Daphne são o casal perfeito. Mas eles são tão perfeitos que é chato escrever sobre eles. Era muito bom escrever quando eles eram adolescentes, lidando com coisas fodas e complicadas, como a licantropia, os segredos dele e Pansy Parkinson. Mas os dois superaram todos esses problemas e agora é simplesmente chato escrever sobre eles. Por isso eu escrevo mais sobre Draco, Damian e Alhena. Porque eles vivem uma confusão e sobre isso é legal escrever. Outra coisa. Gente. O Draco é viúvo. A Astória morreu há anos. Ele é livre pra se apaixonar por quem ele quiser. O casamento é até que a morte os separe, e ela separou. Algumas pessoas querem que ele passe o resto da vida se lamentando e sendo fiel a uma morta? WTF?! Não. Esse não é o Draco. Ele sempre teve um sentimento forte pela Lena e agora ele está sofrendo de amor. Acontece, ok? Parem de me crucificar por eu estar fazendo ele dar uma chance a si mesmo com ela. O Draco NUNCA foi best do Damian. Ele sempre foi amigo da Alhena e do Rasalas, mais amigo da Alhena do que do Rasalas, inclusive (Fala isso em Legado Lestrange) Então sério... só parem de querer shippar o Draco com uma morta. Pode ser que ele fique com a Alhena? SIM. Pode ser que ela fique com o Damian? SIM! Pode ser que ela morra no próximo capítulo? SIM! Por favor, não me mandem PMs pra me xingar por não estar acontecendo o que vocês querem que aconteça. A fic é minha e se eu quiser matar todo mundo, eu mato. ¬¬ Eu fiquei tão chateada com essas PMs, que eu pensei em excluir a fic e deletar minha conta do Nyah, de tanta raiva. Decidi por não deletar, mas eu ainda to muito grilada. Mas na boa. Cresçam. Eu não ligo que me deem bronca nos comentários, que falem que não gostaram de tal coisa, que ameacem usar maldições imperdoáveis em mim. Tudo bem. Toda vez que matam um Stark eu sinto e falo a mesma coisa. Agora vir me mandar mensagem pra me falar desaforo... pqp... cresce. De verdade. Bem... desculpe a todos os lindos que não me magoaram e que me dão feedback (que eu amo, negativo ou positivo). Eu só fiquei muito triste com a infantilidade de algumas pessoas. Não vou citar nomes, não vou denunciar, nem nada. Mas se voltar a se repetir, ai eu vou fazer tudo o que o nyah me permite fazer. Bem... é isso. E desculpem por não responder os comentários do capítulo passado, é que eu tava na bad mesmo u.u E esse capítulo não tem banner, porque eu me confundi com os capítulos e não encomendei pra ele...

Capítulo 56

Alhena estava levemente embriagada quando chegou em casa. Iria falar que estava cansada e iria dormir. E então conversaria com Damian no dia seguinte. O chamaria pra conversar em um lugar mais privado e então explicaria tudo e que precisava de um tempo para pensar.

Mas quando chegou em casa, sentiu um doce cheiro de flores. Sempre aparatava na cozinha, era um hábito. Mas sua cozinha normalmente não cheirava a flores. Achou estranho e andou até a porta. Notou que a casa estava num tremendo breu. A parede em frente a porta tinha um bilhete. Piscou, surpresa e pegou o bilhete, para lê-lo.

“Siga as flores”.

—Que flores? – perguntou. Foi quando viu um caminho de flores coloridas no chão, levando até a sala. Sentiu um frio na espinha, sem saber o que pensar daquilo. Velas aromáticas flutuavam aqui e ali, dando um brilho estranho e amarelado para a casa. – Draconis? – perguntou seguindo o caminho de flores – Damian? – quando entrou na sala, viu Damian de pé, segurando uma rosa vermelha, com um sorriso no rosto. Oh, eu quero morrer...

—Surpresa... – murmurou ele.

A sala estava repleta de flores e borboletas brilhantes, com velas flutuando no ar, dando um ar romântico para tudo. Engoliu em seco se sentindo um terrível monstro por ter beijado Draco.

—O que é isso?

—Pra você... – riu ele se aproximando – Eu quero conversar umas coisas, umas coisas que eu devia ter falado há muito tempo.

—Onde estão as crianças?

—Fora. – respondeu ele – A casa é só nossa hoje. – riu ele. Oh, não. Oh, não...

—Damian. Eu agradeço que tenha feito tudo isso, mas... mas eu bebi muito e eu realmente queria me deitar...

—Só um pouco. Me deixa falar primeiro. – pediu ele lhe entregando a rosa. Logo viu que não era exatamente uma rosa, mas um rubi entalhado para parecer uma.

—Oh, Damian... – por que eu fui inventar de tirar satisfação com Draco, meu Merlin?!— Eu... eu preciso te falar uma coisa...

—Eu primeiro.

—Mas...

—Por favor. – pediu ele sorrindo.

Então o reconheceu. Finalmente o reconheceu de verdade. O Damian com quem tinha se casado. Aquele que tanto amava e não aquele estranho com quem estava dormindo todos os dias, cada um virado para um lado.

—Mas...

—Por favor... eu preciso falar umas coisas muito importantes. – pediu ele – Só me escute, ok?

—Ok... – murmurou sentindo-se perdida.

—Eu amo você. – murmurou ele.

—Eu também te amo, mas...

—Eu sei que eu não tenho sido eu mesmo ultimamente e eu vou explicar o motivo. – cortou ele, calmamente, a olhando com tanto carinho que lhe tirava o fôlego. Oh, não... ele vai deixar tudo ainda mais complicado...— Lena, eu descobri uma coisa quando eu acordei. Você não vai se lembrar e parte disso é minha culpa. Mas... – ele suspirou e ela desejou que ele falasse qualquer outra coisa que nada tivesse a ver com Draconis, Draco e ela – Mas Draco nos lançou um obliviate dezoito anos atrás, quando você descobriu que estava grávida do Draconis... o motivo de eu ter ficado tão idiota com ele foi porque eu descobri que eu não sou o pai de sangue dele e isso me deixou completamente sem chão...

—Damian...

—Eu sei que parece loucura. Calma, me deixe explicar, ok? – pediu ele carinhosamente e ela não conseguiu falar “eu sei” – Draconis é filho do Draco, você e ele tiveram um momento movido a álcool quando nós estávamos dando um tempo e eu não soube lidar com isso... eu fiquei muito magoado, mas eu fui completamente injusto. Eu te culpei por algo que você nem lembrava de ter feito... e por isso eu te peço desculpas. Quando eu saí do hospital, depois de uma certa epifania... eu fui falar com o Malfoy e ele confessou tudo e me devolveu as minhas memórias e as suas... mas... mas eu fiz a maior canalhice de todas... eu joguei suas memórias no chão, para machucar o Draco... eu não queria que você se lembrasse dele... me perdoe por isso, por favor...

—Oh, meu Merlin...

—Eu sei que parece loucura... mas tome. – ele lhe estendeu um frasco com um conteúdo prateado e brilhante – São as minhas memórias de quando você me contou. Olhe.

—Não... não precisa... eu... eu me lembro.

—Lembra? – perguntou ele, surpreso.

—Eu lembrei ontem a noite... com meu poder de vidência... eu vi que... que muitas das coisas que eu achava que você tinha feito, tinha sido Draco... eu sei do obliviate.

—Sabe? – perguntou ele surpreso.

—Sim... e eu sei também...

—Calma. – pediu ele com um sorriso – Eu fiquei muito tempo ensaiando isso... deixa eu terminar, ok? – perguntou ele – Nós somos casados e eu não quero ter nenhum segredo de você. Eu preciso confessar umas coisas. – murmurou ele – Eu quero que saiba por mim. – ele respirou fundo – Agora já deve ser meio óbvio, mas... mas eu vou dizer assim mesmo. Eu menti pra você. Naquele dia em que eu falei que Draco estava me zoando... eu só não queria que você conversasse com ele. Porque eu fui idiota e estava com raiva e me sentindo inseguro. Então eu menti e eu sinto muito. Eu não vou tentar me justificar, porque é perda de tempo. Eu tive meus motivos, mas eu sei que eles não são bons o suficiente para justificar tratar minha esposa daquele jeito e muito menos para que eu mentisse pra ela. Eu jurei pra você que eu nunca mais mentiria e por isso eu sinto muito, muito mesmo... – murmurou ele. Alhena o olhou em choque e sentiu-se ainda mais abalada – E eu quero dizer o quanto eu sou grato por você existir na minha vida. Você é a melhor coisa que já me aconteceu. Eu sou tão feliz ao seu lado que você não faz ideia. Eu te amo tanto, Estrelinha... e nesses dias em que eu estava agindo que nem um idiota eu estava com tanto medo de um dia perder você... mas eu repito, nada justifica as minhas atitudes e por conta disso eu imploro o seu perdão... me perdoa por não ter dito todos esses dias que eu te amo acima de tudo. Me perdoa por não ter sido grato por tudo o que você fez por mim. Me perdoa por ter sido frio, tanto com você, quanto com o NOSSO filho. Me perdoa por ter sido rude com seu melhor amigo, depois de tudo o que ele fez por nós dois... me perdoe por ter jogado coisas na sua cara que você não precisava ouvir e por não ter dito as coisas que você merece ouvir todos os dias... como o quanto que você é linda, gentil, doce... como você é maravilhosamente perfeita e como eu sou o homem mais sortudo da face da terra só por ter a sorte de acordar todos os dias e seu rosto ser a primeira coisa que eu vejo... – Alhena já estava sem ar, com um nó fodido na garganta e o coração acelerado. Por que tudo na sua vida tinha que ser tão complicado? – Quando nós nos casamos, prometemos ficar juntos até que a morte nos separasse... e ela nos separou. Eu morri... mas eu voltei pra você e por você... então... – e ele ficou de joelhos para seu desespero. Tampou a boca com as mãos, desejando ardentemente que ele não dissesse aquelas palavras – Casa comigo, Alhena... de novo...

Pensou em Draco e em tudo o que ele tinha falado. Pensou em Draconis e em todos os olhares tristes dele. Pensou em si mesma chorando até dormir, sem entender o que estava acontecendo...

E por fim pensou em tudo aquilo que Damian tinha dito. Recuou um passo e negou com a cabeça.

—Eu preciso... eu preciso de ar...

—Alhena? O que houve? – perguntou Damian se levantando – Você está bem?

—Não. Por Merlin! Eu não estou nada bem! – disse desesperada – Eu estava tão puta da vida quando comecei a me lembrar das coisas que eu fui tirar satisfações com o Draco por ele ter me lançado aquele obliviate. E então eu pedi minhas memórias de volta... e ai ele falou o que você me contou agora e... e eu fiquei tão furiosa... e eu estava tão confusa, com aquele tanto de coisa me bombardeando sem parar. Parecia que eu tinha acabado de descobrir que minha vida era uma mentira e Draco foi me contando o lado deles das coisas e começou a falar de sentimentos e... e eu...

Olhou desnorteada para Damian, que a olhou parecendo magoado. Ele suspirou, ainda com a caixa de joias na mão.

—Entendi... – murmurou ele – E... o que houve entre vocês?

—Nós nos beijamos, mas então eu... eu me arrependi e ia embora. Mas Draco passou mal. Ele está com Horklump também. Ele contraiu enquanto tentava arrumar uma cura pra você... oh, meu Merlin! Eu sou tão burra! – rosnou se virando e puxando os cabelos – Eu sempre faço isso. Eu sinto uma coisa e paro de pensar e faço essas coisas das quais eu sempre me arrependo!

—E você se arrepende de ter beijado o Draco? – perguntou Damian, calmamente. Respirou fundo e se virou, com as bochechas já úmidas pelo choro.

—Eu não sei, Damian. Eu estou tão confusa. Por que demorou tanto pra falar tudo isso?

—Me desculpe. – murmurou ele segurando a caixinha com as duas mãos – Estou me sentindo meio idiota aqui... – murmurou ele com os olhos brilhantes – Você... você e Draco... só se beijaram? Ou..

—Foi só um beijo. – respondeu ela – Mas eu fiquei pra cuidar dele... mas não rolou mais nada.

—Entendo... – ele fungou e passou a mão no rosto, tentando não desmoronar. Nossa... o rosto dele parecia tão cheio de dor – E... e o que acontece agora? Eu... eu demorei demais? É tarde demais?

—Eu não sei, Damian... eu não sei... – disse chorando e tampando o rosto com as mãos – Eu pensei muito e... e eu acho que eu preciso ficar longe de você e do Draco por um tempo. Eu preciso... de um tempo pra pensar... porque... porque eu estou tão confusa... minha mente está uma confusão. Eu já não sei mais o que é verdade e mentira... o que é meu mesmo e o que não é...

—Eu... eu entendo... – disse ele arfando. O olhou querendo abraçá-lo. O rosto dele tão molhado quanto o dela – Não, de verdade... eu entendo... – disse ele – Eu... você vai... você vai pra onde?

—Eu... eu acho melhor você não saber... mas é só por um tempo... uma semana, eu acho... só pra... só para eu pensar nisso.

—Draco sabe pra onde você vai?

—Não. Ele nem sabe que eu decidi isso. – murmurou. Damian concordou com um aceno de cabeça.

—Mas... mas alguém sabe? Preu ter notícias suas...? – perguntou Damian.

—Daphne.

—Ok... – murmurou ele – Posso... posso só... te pedir... – ele fungou novo e passou a mão no rosto para secar as lágrimas – Posso só te beijar? Antes de você ir?

—Só vai dificultar tudo...

—Pelo amor de Merlin, Alhena... – lamentou ele – Tenha dó de mim... eu... eu não sei se vai ser nosso último beijo. Talvez seja... que ao menos seja num momento em que estamos sendo verdadeiramente honestos um com o outro! – Respirou fundo e concordou. Ele era seu marido, afinal. Damian a olhou com atenção e sorriu, apesar de estar com cara de choro – Eu te amo, Estrelinha... eu te amo tanto. – murmurou ele antes de beijá-la.

O abraçou apertado e ele a apertou de volta. Damian a beijou de um jeito que nunca mais tinha feito. De maneira intensa e apaixonada. Havia dor naquele beijo, assim como amor. E parecia tão cheio de confusão quanto o de Draco. E aquele beijo durou mais tempo do que ela tinha planejado. Ele não queria deixá-la ir, assim como Draco não quis...

Oh, por que precisa ser tudo tão difícil? Por que?

—Eu preciso ir... – disse entre os lábios dele.

—Não... não por favor... – chorou ele parecendo em pânico – Eu te amo tanto, não me deixe por favor. Alhena... Alhena, olhe pra mim... – ela o fez, chorando também – Eu te amo, ouviu? Eu te amo demais... por favor, por favor, volte pra mim. Não me deixe, por favor... minha vida não faz sentido sem você... por favor, eu te imploro. Eu te imploro. – ele a abraçou apertado e ela chorou de verdade, ainda sem saber o que fazer. Só queria um pouco de colo. Queria fugir pra longe dali. Só isso... – Volte pra mim, não me deixe por favor... você é o amor da minha vida. Eu fui tão idiota, me perdoe por favor... me perdoe... por favor...

—Pare com isso, não vê que só me machuca? – perguntou desesperada. Se afastou dele e lhe deu as costas. Não queria nem mesmo ir para o quarto. Queria só aparatar e sair dali.

—Alhena... eu te amo demais. Não duvide disso, ok? Nunca! Nunca mesmo. – lamentou Damian. O olhou e pegou a varinha. Ele lhe lançou um último olhar cheio de dor e ela aparatou.

Logo se viu em frente ao apartamento de Pansy. Bateu na porta e logo a amiga apareceu.

—Já? Onde estão suas... – mas pulou no colo dela, desabando, desesperada. Pansy quase caiu no chão, mas a abraçou de volta.

—Ele estava lá... ele estava lá...

—Oh, meu bem... – murmurou Pansy apertando forte – Vamos... entre...

Pansy a levou para o quarto de hóspedes e Nancy a viu.

—Merlin... tudo bem? – perguntou ela. Mas não estava bem. Estava prestes a ter um troço. Seu corpo tremia desesperadamente e ela não conseguia mais parar de chorar.

—Nancy, trás um pouco de gole da paz.

—Ixi, não tem, vou fazer. – disse a esposa de Pansy saindo correndo. Pansy se deitou ao seu lado e a abraçou apertado. Se abraçou a ela, chorando sem parar.

—Chora... põe tudo pra fora. Chora até dormir... – murmurou Pansy – Eu vou ficar aqui com você, ok?

—O-o-obriga-gada, Pansy...

—De nada, amor.. pra que servem as amigas? – perguntou ela lhe dando um beijo na testa.

*

—Mestre, mestre... – chamou seu elfo. Draco abriu os olhos, preguiçosamente – O Sr. Burke está aí...

Draco levantou num salto, sacando a varinha.

—E como ele está? Ele veio sozinho? Ele está muito puto? – perguntou olhando pela janela, mas só viu que Damian estava sentado no portão, do lado de fora, lá longe.

—Ele... ele parece estar... muito mal... – respondeu o elfo.

—Mal?

—Ele estava chorando muito, mestre... – murmurou Yolo.

Draco piscou em choque e concordou com um aceno de cabeça.

—Ok. – murmurou. Vestiu algo mais quente, afinal estava só de samba canção. Depois desceu as escadas e foi andando até o portão, pronto pra se defender, se fosse necessário. Engoliu em seco e olhou para Damian. Ele ainda estava sentado no chão, com as costas na grade, afinal o elfo não o tinha deixado entrar. Mas o principal era que ele soluçava muito – Damian. São duas da manhã. O que raios você está fazendo aqui?

—Você não respondeu na lareira. – respondeu ele com a voz tremida.

—Duas da manhã, Damian! – rosnou Draco.

—Regra 60... – lamentou Damian, parecendo terrivelmente infeliz – “Um Bro responderá a uma chamada por lareira, independentemente do dia/horário/razão”. Você não apareceu na lareira, então eu tive que vir aqui...

—Não somos mais Bros. Esqueceu? – perguntou Draco.

—Regra 58, “Um Bro do seu Bro é seu Bro também”... e você ainda é Bro do Rasalas e do Blair... E regra 37... “Um Bro deve sempre estar ali para outro Bro”. – disse Damian.

—Rasalas não pode te ajudar, porque é lua cheia e Blair? – perguntou Draco.

—Eu não tentei... eu queria falar com você. – disse Damian se levantando e se virando para olhá-lo. Draco respirou fundo, engolindo em seco – Alhena foi embora.

—E imagino que a culpa seja minha. – riu com desdém. Bem... era meio que sua culpa, mesmo... mas não sabia se Damian sabia, então ficou calado.

—Não. A culpa foi minha. Eu fui um idiota e demorei demais para fazer algo a respeito disso. – murmurou Damian – Eu não vim aqui acusar você ou... ou arrumar confusão...

—Pra que veio? Pra ganhar uns tapinhas nas costas? – resmungou, ainda atento.

—Eu vim te pedir desculpas. – murmurou Damian apoiando-se na grade e suspirando. Ficou tão surpreso que esbugalhou os olhos – E agradecer... por ter salvo a minha vida... – disse ele calmamente, apesar do amigo parecer extremamente infeliz. Lembrava até a época em que Alhena tinha sido estuprada nas estufas. Sentiu um aperto no peito e uma sensação de culpa por ter beijado Alhena... desviou o olhar, sem saber o que falar, mas Damian continuou – Alhena me contou que vocês se beijaram...

—Escute... eu me deixei levar pelo momento. – murmurou constrangido e Damian desviou o olhar.

—Quem sou eu pra julgar você... – murmurou ele – Só me faz um favor...?

—O que?

—Se ela escolher você... seja melhor do que eu. – murmurou Damian – Eu a amo, Draco... mas... mas eu acho que a perdi de vez.

Draco engoliu em seco tentando não ficar feliz por aquilo.

—Hum... se ela me escolher... eu prometo me esforçar por ela. E se ela te escolher, não vem jogar isso na minha cara depois, como você anda fazendo.

—Me desculpe por tudo. – murmurou Damian – Era só isso... eu vou pra casa...

—Ei, espere. – murmurou Draco. Damian o olhou infeliz e ele soltou um suspiro.

—Hum... quer... quer entrar e beber alguma coisa?

—Não. Obrigado...

—Não posso te deixar beber sozinho, Bro...

—Não vou beber. – murmurou Damian – Vou só pra casa, deitar na cama e chorar em posição fetal até dormir. Boa noite, Malfoy.

Draco concordou em silêncio e observou Damian aparatar, indo embora. Soltou um muxoxo olhando com reprovação para o lugar onde ele estivera.

—Por que você é sempre tão nobre quando caga no pau e tão babaca em todos os outros momentos da vida, Damian? Inferno... – resmungou dando meia volta para a Mansão.

**

Draconis entrou com as irmãs em casa. Tinham deixado Órion na escolhinha e agora era hora de voltar para casa. Imaginava que os pais deveriam estar namorando, então abriu a porta bem devagar. Suas irmãs sorriam animadas atrás de si. Dido e Cerce já tinham até desenhado o vestido de re-casamento que elas queriam que a mãe usasse.

Entrou na sala e viu que seu pai estava sentado no sofá, olhando para um porta retratos.

—Paizão? – perguntou notando o semblante infeliz dele. Seu pai fungou e o olhou. Soube no exato momento que algo muito errado deveria ter acontecido. – Vixi...

—Garotos, sentem aqui... – murmurou seu pai. Draconis trocou um olhar temeroso com as irmãs e todos correram até ele.

—O que houve, papai? – perguntou Prim – Aconteceu algo com a mamãe? – perguntou ela.

—Sim. – respondeu seu pai e Draconis prendeu a respiração – Nós dois... nós dois tivemos um desentendimento, por culpa minha e... e sua mãe resolveu dar um tempo, pra descansar a cabeça e...

—Oh, meu Merlin! Vocês vão se divorciar?! – perguntou Cerce em choque. Draconis olhou boquiaberto para o pai, que encolheu os ombros.

—Eu não sei... eu espero que não. – murmurou ele.

—Onde ela está?! – perguntou Dido, indignada – Eu vou falar com ela e colocar juízo nela! Onde já se viu? O que raios aconteceu... ah, papai! Você arrumou outra de novo?!

Draconis viu seu pai adquirir um ar meio que de desgosto e sentiu um calafrio lhe subir a espinha.

—Não, filha. Eu não traí a sua mãe. – resmungou ele – Ela quem... hum... ela precisava de um tempo. Só isso...

—Onde ela está? – perguntou Dido.

—Eu não sei. Ela não quis falar pra onde ia.

—Ela está com o meu... padrinho? – perguntou Draconis.

—Eu espero que não. – respondeu seu pai.

Draconis encarou seus irmãos e todos trocaram um olhar chocado.

—Mas... mas você acha que... que ela vai voltar? – perguntou Cerce.

E então o pai fechou os olhos, escondeu o rosto com as mãos e chorou...

***

Draco se olhou no espelho e sorriu, levantando o rosto. Passou a mão pelo pescoço e notou que a última mancha tinha finalmente sumido. Suas crises de tosse tinham diminuído muito e ele não estava mais vomitando sangue. Olhou o corpo nu, depois do banho, lembrando da cara corada de Alhena e sorriu de novo. Passou a mão pela barba sem fazer e decidiu deixar assim mesmo. Abriu a boca, tentando olhar sua garganta e notou que a inflamação estava bem menor.

—Estou vivo! – disse se espreguiçando – Ouviu, Ast? Estou vivo... e vou continuar assim... – disse para o retrato de Astoria, que sorriu para ele – Meus pulmões ainda ardem, mas está bem melhor. – respirou fundo e se jogou na cama. Pegou o travesseiro e o abraçou, abafando seu grito de felicidade – Finalmente, finalmente tudo começa a dar certo... tudo!

Escutou alguém bater na porta e se cobriu com o cobertor.

—Pai? Posso entrar?

—Claro. – respondeu e Scorpius apareceu – Diga.

—Drac tá ai... e parece meio puto. Ele quer falar com o senhor... – murmurou Scorpius – E eu vou precisar que o senhor assine os pedidos dos barris de hidromel. Eu não posso porque sou menor de idade.

—Ok. Eu já vou. – respondeu. Se levantou e colocou uma roupa. Em breve a festa de Scorpius iria começar e ele ainda não sabia se poderia participar ou se era algo só para adolescentes. O filho passara a semana falando apenas disso, mas ele estava meio distraído. Primeiro com Draconis e agora com Alhena. Desceu as escadas arrumando a abotoadura. Quando chegou no salão principal, soltou um assovio. Scorpius tinha transformado tudo numa danceteria, pintando as paredes com tons escuros, com orbes que flutuavam no alto, piscando e brilhando de cores variadas. – Uau... – olhou ao redor e viu Draconis. Ele tinha ficado apenas alguns meses na Durmstrang, mas podia ver o resultado de longe. A postura dele tinha mudado, ficado mais ereta e intimidadora – Draconis?

Draconis se virou e o olhou parecendo furioso.

—Minha mãe está aqui? – perguntou ele.

—Não. – respondeu Draco – Ela não ficaria aqui. – riu ele – Mas sua tia Daphne deve saber te dizer certinho onde ela está.

—Por que você não me diz? – perguntou ele entre dentes. Draco soltou um suspiro, entendendo o que estava acontecendo.

—O Damian te contou... – disse revirando os olhos – Olhe... você, melhor do que ninguém, deveria entender que quando gostamos pra valer de alguém... a coisa pode fugir do controle. – Draconis abriu a boca para reclamar, ou brigar, mas logo a fechou e soltou um muxoxo. Obviamente se referia a Rose Burton e Draconis entendeu a indireta.

—Você beijou a minha mãe! – sibilou ele.

—Sim... eu poderia dizer que sinto muito, mas eu estaria mentindo... Draconis, eu amo a sua mãe... de verdade... mas... mas eu não sei onde ela está. Ela precisava de um tempo sozinha pra pensar... então eu estou dando esse tempo pra ela.

—E você acha que ela... ela vai terminar com meu pai pra ficar com você? – perguntou ele estreitando os olhos. Draco deu um sorriso esperançoso, mas logo se censurou por isso.

—Eu não sei, Draconis... eu queria que sim, mas... mas eu só posso esperar, sabe?

—Você conhece ela melhor do que ninguém, Draco. O que ela vai decidir? – perguntou ele de cara fechada e Draco suspirou.

—Eu não sei onde termina o que eu realmente acho que ela vai fazer e começa minha esperança, Draconis... então eu realmente não sei responder... mas saiba que... que eu amo a sua mãe. De verdade... eu não estou tentando apenas “me dar bem” entendeu?

Draconis soltou um muxoxo e concordou.

—Bem... eu vou falar com tia Daphne então.

—Ok. Boa sorte. Diga que eu mandei um abraço pra sua tia. – riu ele.

—Por um momento achei que era pra minha mãe. – riu Draconis.

—Eu não pediria isso pra você. Eu sei que você prefere que ela volte pra casa a ficar comigo e eu não te julgo. – riu Draco – Eu só espero que não fique com raiva de mim caso... caso não aconteça.

Draconis suspirou e baixou os olhos.

—Eu vou tentar não tomar partidos nisso... são meus dois pais brigando pela minha mãe e... e é uma confusão do caralho pra mim. Já basta eu estar namorando quem eu estou namorando.

—Já é um namoro, então? – perguntou surpreso e Draconis corou violentamente – Damian sabe?

—Não... ela não quer contar. – murmurou Draconis.

—Não esconda isso dele... ele vai entender... mas deixe parecer que vocês começaram depois de vocês descobrirem a verdade...

—Ele vai saber que é mentira. Ele já estava desconfiado que eu tava com alguém. – murmurou Draconis. Draco concordou com um aceno de cabeça – O que eu faço?

—Diz que tava com o seu amigo e depois “termine com ele” e comece com ela. Ou melhor ainda... conte a verdade.

—A verdade é muito feia. – resmungou Draconis fazendo careta.

—Mas ainda é melhor que mentir... vai por mim. – riu Draco – Te vejo mais tarde, na festa?

—Uhum.

—Ok. Até mais.

—Falou, Draco.

****

—Tem certeza, amiga? – perguntou Pansy – Não quer mesmo que eu vá com você?

—Não. Eu preciso espairecer e tomar um ar... – murmurou Alhena. – Eu volto pro jantar, ok?

—Ok. – murmurou Pansy – Qualquer coisa grita.

Alhena saiu da casa e Pansy suspirou. Nancy estava adicionando leite no café e soltou um suspiro.

—Eu espero que ela fique bem.

—Eu também, Nancy... eu também.

Notas finais
Prévia "Se sentou de uma vez e viu que Rose o olhava em choque. —O que houve? – perguntou ela – Você girou os olhos e começou a tremer... você está bem? Você teve uma visão? —Minha... minha mãe... – murmurou horrorizado – Eles pegaram a minha mãe..."