Legado Lestrange II - Legacy

37 Never Got Along With Someone Else


Notas iniciais
Gente... fiquei doente! To muito mal. Dengue. Então talvez eu demore pra responder os comentários ou até não consiga postar na sexta, sorry... Eu to morrendo de dor de cabeça, então não tenho muito o que falar aqui... mas espero que gostem desse capítulo. Beijos! ^~

Capítulo 37

—Eu estou apaixo... – disse entrando no Salão Comunal. Mas então se lembrou que Draconis não estava falando com ele. – ...nado...

Draconis estava lá no quarto, se arrumando para sair. Os cabelos penteados, um perfume mais forte e trajes de bruxos.

—Foda-se. – resmungou ele pegando uma pulseira prateada e a colocando no bolso.

—Vai ver alguém? – perguntou curioso e um sorriso animado surgiu em seu rosto – Me conta! Me conta! Me conta! Me conta! Me conta! Me conta! – disse pulando e ignorando o olhar gelado que Draconis lhe dirigiu. Mas então o primo sorriu com desdém.

—Vou sair com meus amigos do sétimo ano. – disse ele calmamente – Hogsmeade. Provavelmente vamos num puteiro que tem lá. Eles conseguiram documentos falsos pra mim e...

—Está de sacanagem, certo? – perguntou Navi parando de pular – Primeiro, ninguém se perfuma pra comer puta. – riu Navi o olhando desconfiado – E segundo... desde quando aqueles babacas, cretinos, nojentos e doentes são seus amigos?!

—Desde o dia que você me falou que azarou Nott. – riu Draconis – Yaxley está me consertando.

—Oi?!

—Isso mesmo. Ele está me ajudando a superar essa fase bi. Logo eu vou ser completamente hétero e vou ser um cretino igual a eles. – riu ele indo até a porta – E o perfume é pro caso de encontrar a sua irmã e a Lessa no caminho. Quem sabe eu convenço as duas a repetir a dose do nosso threeway.

Sentiu um frio lhe subir a espinha e teve vontade de dar um soco no sorriso desdenhoso de Draconis. Ou ao menos azará-lo.

—Toque na minha Les e você vai ver só. – disse semicerrando os olhos.

—Sua Les? Tá mais pra Les da sua irmã. – riu Draconis com desdém.

—Acho que eu preferia quando você me ignorava. – sibilou cruzando os braços.

—Anotado. Vou passar a implicar mais com você então. Babaca. – rosnou Draconis saindo do dormitório. Navi bufou zangado e chutou o pé da cama. Foi quando Vince saiu de dentro do banheiro.

—VINCE! Se arrume! Nós vamos pra Hogsmeade.

—Hum... Eu acho que não.

—Sim. Nós vamos. Não foi um pedido. – rosnou Navi – Eu vou ficar de olho no Draconis.

—Deixa o Draconis, Navi. Ele está em boas mãos. – disse Vince calmamente, indo pegar as próprias roupas. Navi o olhou sem entender.

—Está me zoando, né? Ele vai sair com o sétimo ano. Aqueles babacas homofóbicos. – ralhou.

—Eu sei. E eu te digo. Ele está em boas mãos. Seu primo tem um bom anjo da guarda. – resmungou Vince – Sinto falta de quando eu era o protegido. – resmungou ele fechando a cara e franzindo a testa.

—Do que você está falando? – perguntou Navi.

—De nada. Assunto gay. Você não iria entender.

Revirou os olhos.

—Vão ficar de segredinhos agora? É isso?!

Vince respondeu com uma risadinha e fechou as cortinas da própria cama.

*

Estava subindo os degraus para a Torre de Astronomia, quando topou com Rose. Estava para ignorá-la, quando ela fechou seu caminho.

—Precisamos conversar. – disse ela.

—Não. Não precisamos. Eu não tenho nada para falar pra você.

—Pare de ser egocêntrico. Você não é a razão da nossa conversa. – ralhou Rose – É sobre o papai.

Draconis piscou, surpreso, e concordou.

—Ok. O que houve?

—Aqui não. Vamos pra Casa da Árvore. – disse ela. Se perguntou se era uma armadilha, mas deu de ombros. Ela não iria usar o tópico “papai” para sacaneá-lo... ou ao menos achava que não. Se esgueiraram até o espelho, falaram a senha e então entraram.

Foram em silêncio pelo corredor e Rose se interrompeu.

—Seu perfume... é muito bom.

—Obrigado. – disse tentando não olhar pra ela.

Ela voltou a andar e os dois entraram na sala secreta. Rose tirou a capa e então se abaixou para pegar um caderno dentro da mochila. Andou até o sofá e se sentou, olhando pra ela. Ela mordiscou o lábio, concentrada e se sentou ao seu lado.

—Então. Eu tive uma visão muito bizarra na aula de Adivinhação. Pela primeira vez na vida. – riu ela parecendo animada. A olhou curioso, mas ficou em silêncio – Eu estava pensando naquelas coisas que você me disse e nos meus sentimentos confusos sobre...

—Achei que íamos falar sobre o papai... – riu ele a olhando de cima a baixo. Céus... queria tirar uma casquinha dela. Mas seu orgulho o estava proibindo.

—Eu vou chegar lá. Calma. – riu Rose que simplesmente não parecia zangada. Ela se sentou em cima dos calcanhares, balançando a pena de um lado para o outro. – Então. Eu estava pensando nisso tudo e em como eu queria que você não fosse o meu irmão... pra... pra poder ser mais fácil, sabe?

—Sei. – murmurou simplesmente. Rose respirou fundo.

—Então... eu fiquei pensando... que... bem... se você fosse mesmo filho do tio Draco, então... então seria tudo mais... – ela o olhou acanhada e ele concordou com um aceno de cabeça – Então... eu fiquei me perguntando como teria sido se... se sua mãe tivesse casado com o Draco e minha mãe se casado com o meu pai... e... – ela deu um sorriso enorme – Eu tive uma visão. De como seria.

—Eu acho que você fumou algo estragado.

—Tomamos chá de folha de chacrona. – riu ela – Mas é sério. Eu vi um monte de coisas. Você seria o filho mais velho de tio Draco e Alhena... e teria dois irmãos mais novos, que seriam gêmeos. Eu teria dois irmãos também. Uma irmã mais velha e um mais novo. Mas... – ela soltou um suspiro – Mas Póllux, Castor, Cerce, Dido, Prim, Órion e Scorpius... eles não existiriam... na verdade, seu nome seria Scorpius, o que faz muito sentido, afinal quem decidiu o nome “Draconis” foi o papai, mas ele não...

—Porque eu existiria se nossos irmãos não?

—Você sabe o porquê.

—Eu não gosto dessa sua insinuação. Eu sou filho do papai tanto quanto você! – ralhou ele odiando que ela falasse aquilo.

—Na minha visão... – ela o ignorou completamente – O papai não pegou Horklump. E quem morreu no atentado ao Ministério não foram a minha mãe e Astoria, mas Draco e Rasalas. Porque eles não estavam no elevador. Alhena e o papai estavam. – ela soltou um suspiro – E nós namoramos também, mas isso não vem ao caso.

—Eu ainda acho que você só delirou. Isso não faz sentido!

—Mas por que o papai não ficou doente? – perguntou ela olhando concentrada para as próprias anotações – Eu dei uma pesquisada sobre Horklump... não se sabe como se contrai Horklump. Nem como o gatilho que faz o fungo crescer é ativado. O que pode ter acontecido de diferente com o papai? Pra ele ter ficado doente numa realidade e na outra não?

—Rose. Você só tomou um chá alucinógeno. Nada mais do que isso. – resmungou Draconis.

—Drac. Isso é importante! Eu sinto isso de verdade! – disse ela parecendo realmente empolgada – Talvez a gente consiga descobrir alguma coisa que ajude o papai!

Draconis soltou um muxoxo.

—Ok. Ok... o que você viu nessa visão? Como começou? – perguntou achando aquilo perda de tempo.

—Eu vi tio Draco e Alhena na Torre de Astronomia... – disse ela. Draconis se lembrou do dia em que usara extrato de mandrágora.

—Viu os dois pulando de lá? – perguntou ele, em choque.

—É. Mas então eles estavam no lago, se beijando apaixonadamente.

—Não. Eu perguntei pro Draco. Ele disse que nunca fez isso! – disse sentindo o coração bater acelerado.

—Isso o que?

—Pular da Torre de Astronomia.

—Você viu isso acontecer? – perguntou ela animada – É claro! Sua mãe é vidente. Você deve ter o dom também. Mas mais fraco.

—Não. Eu não sou. E não eram os dois no lago. Éramos eu e você e você tinha dentes afiados e tentou me matar. – resmungou cruzando os braços.

—Ok... ok... – Rose olhou para o próprio caderno – Eu vi o papai falando com a minha mãe. Ela falou pra ele que ele tinha que correr atrás da sua mãe. Mas que se ele não a reconquistasse, ela queria uma chance de ficar com ele.

—E ele não reconquistou... – resmungou arqueando uma sobrancelha.

—Sua mãe não quis desistir do casamento, às vésperas. Mas ficou bem claro que foi muito difícil pra ela mandar nosso pai embora. – ela soltou um suspiro, deitando o caderno no colo – Foi tão triste e tão lindo... e romântico... o papai é tão romântico.

Draconis soltou um suspiro.

—O que mais?

—Depois estávamos eu, você, Navi e um tal de Pascal em Hogsmeade, quando Navi ainda namorava a Lessa. E eu sempre estudei em Hogwarts. Eu não fiz dois anos na Durmstrang. – riu Rose. – E nós estávamos namorando. E esse Pascal é filho da tia Astoria e do tio Blair. E você e Navi não eram melhores amigos. Seu melhor amigo era o Vince e você era um babaca, enrustido e preconceituoso. Chamava as pessoas de sangue ruim... mas mesmo assim... era meio fofo comigo. – ela corou de leve desviando o olhar – E você odiava o papai. Disse que ele era um porre.

—Eu acho que seu chá estava muito estragado, Rose.

—O que aconteceu de diferente? O que está faltando? – perguntou ela ficando de pé e andando de um lado para o outro.

—Bem... levando em conta que seu pai se casou com a sua mãe, então ele nunca teve problemas com o Burton. – resmungou tentando pensar em alguma coisa – E a minha mãe não se casou tão nova, e...

—Papai não foi preso. Ele nunca se envolveu com o desvio de verba do Ministério.

—Azkaban... – murmurou Draconis se lembrando de outra visão que tivera – Foi em Azkaban que ele ficou doente... – murmurou ele.

—Como sabe?

—Porque eu vi... no dia em que usei extrato de mandrágora.

—Draconis! Você está usando drogas? – ralhou ela fechando a cara.

—Eu usei uma vez. Por curiosidade. – resmungou ele – Eu fumava na sua visão? – perguntou curioso.

—Não. Você não tinha cheiro de fumaça. Só de perfume, agora que eu parei pra pensar...

Eu não estava sofrendo com o fato de estar apaixonado pela minha própria irmã...

—Hum...

—Mas o que você viu? Sobre Azkaban? – perguntou ela. Draconis suspirou e entrelaçou os dedos das mãos, apoiando os cotovelos nos joelhos.

—Eu vi o papai deitado numa cela e... – ele franziu a testa tentando se lembrar. Já fazia muito tempo que tinha visto aquilo – E... uma nuvem roxa, ou violeta, sei lá... saiu das paredes de pedra e... e envolveu ele... então ele começou a tossir até sangrar. – murmurou.

Rose se sentou ao seu lado novamente.

—Precisamos ir em Azkaban. Pegar os nomes das pessoas que morreram lá. E ver como elas morreram. E sobre as que saíram, precisamos ver quais delas contraíram Horklump... podemos descobrir isso nos registros do Mungus... – ela soltou um suspiro – Vou fazer isso no natal. Vou falar que quero visitar o túmulo do marido da minha mãe, que morreu lá. Então vou tentar roubar as informações que precisamos. – ela estalou os dedos – Ou então eu posso pedir pra tia Pansy. Os Parkinson’s gerenciam Azkaban há anos...

—Ela foi deserdada, lembra? – perguntou admirando o entusiasmo dela.

—Mas talvez ela consiga facilitar as coisas pra mim. – Rose soltou um suspiro – E então, no Mungus, eu tento falar com a Lyra. Ela é metamorfomaga. Ela pode me ajudar a pegar os documentos com as informações que eu preciso. Eles devem facilitar pra gente, levando em conta que o papai tá doente...

—Rose.

—O que? – perguntou ela o olhando. Ele sorriu para ela e acabou roubando um beijo, sem conseguir resistir. Achou que ela iria congelar, ou ficar tensa. Mas ela jogou o caderno para longe, assim como a pena, para beijá-lo de volta.

A deitou no sofá e começou a beijá-la da maneira como sempre quisera. Ela não resistiu e apenas o puxou mais para perto. A acariciou nas coxas e ela abriu as pernas para que ele se encaixasse nela. A mordeu no lábio e ela sorriu o olhando nos olhos. Sorriu de volta amando o modo como ela não o repelia.

Parecia mais um de seus errados sonhos eróticos.

Se sentou e a puxou para seu colo. A beijou tanto que ficou sem ar. E ela não o afastou e nem o interrompeu. E quando ele ficou excitado embaixo dela, ela apenas soltou um gemidinho ao senti-lo contra si. Jogou a cabeça para trás e amou o modo como ela o beijou no pescoço e no queixo.

A segurou nos quadris e suas mãos escorregaram para bunda durinha e torneada dela. A apertou com desejo e Rose rebolou lentamente em seu colo. Sentia a calcinha dela em cima de seu membro e quando ela rebolou achou que ficaria completamente louco com o contato.

—Eu te quero tanto. – sussurrou pra ela.

—Eu também... eu não consigo pensar em outra coisa. – riu ela o enchendo de beijinhos. A segurou na cintura e a beijou no pescoço, desejosamente. Ela soltou outro gemidinho e ele a puxou para baixo, para que roçasse mais contra si – Oh, Drac... – riu ela o abraçando. A mordiscou no pescoço – Tranque a porta... – pediu ela. Enfiou a mão no bolso, para pegar a varinha e sentiu a pulseira que Loto tinha lhe dado.

—Puta que pariu! – disse desesperado – Eu preciso muito ir. – disse lamentando aquilo. Rose o olhou parecendo que ele tinha dito a coisa mais triste do mundo – Eu... eu volto depois... hoje a noite, pode ser? – perguntou querendo socar a cara de Loto por aquilo – Eu combinei de ajudar um amigo meu com uma coisa. Eu realmente preciso ir. Me desculpe... eu queria muito continuar, mas...

—Ok. Hoje a noite, certo? – disse ela o beijando mais um pouco. Ele concordou sem querer sair dali. Queria ficar ali pra sempre. Mas tinha prometido para Yaxley, de se encontrar com ele... – Não esquece, ok?

—Ok... – disse desesperado por ela, a abraçando apaixonadamente.

—Ei... – disse ela o mordiscando novamente no lábio – Oficialmente fizemos as pazes, né?

—Oficialmente. – riu ele.

—Ok. Eu vou te esperar aqui.

—Tá. – disse animado – Eu vou contar os minutos. – disse a beijando mais um pouco. Simplesmente queria mandar um grande “foda-se” para Yaxley, mas não queria perder a proteção dele – Não quero ir... quero ficar aqui... que droga... – lamentou a olhando nos olhos. Rose sorriu para ele e o beijou carinhosamente nos lábios.

—Eu vou estar aqui quando chegar. Prometo. E então... – ela mordeu seu queixo – Vou ser só sua... por todo o tempo do mundo.

—Todo o tempo do mundo... – repetiu ele achando aquilo bom – Ok... deixa eu ir logo então... – ele a deitou no sofá – Pra poder voltar logo.

—Ok. – disse ela o abraçando e o beijando mais um pouco – Mas quero você todo lindo, que nem está agora.

—Claro. – riu ele a beijando desejoso – E eu quero... – ele fechou os olhos, mas a espiou em seguida – Eu não vou falar o que eu quero, ou você vai sair correndo. – riu ele. Rose corou violentamente e ele a adorou por isso. A beijou rapidamente nos lábios e se levantou – Eu te vejo mais tarde, certo?

—Certo. – riu ela parecendo muito satisfeita lá do sofá. Draconis sorriu e saiu da Casa da Árvore. Depois foi correndo para a Torre de Astronomia.

Subiu as escadas e colocou a pulseira prateada. Quando abriu a porta, viu Yaxley sentado no chão. Os olhos dele sangravam e ele parecia completamente fora de si. Soltou um muxoxo e torceu pra ele não ter tido uma overdose.

Ele estava conhecendo mais e mais aquele garoto estranho e estava até começando a apreciar a companhia dele. Tinham uns amassos muito gostosos e selvagens, e apesar disso, Yaxley não forçava realmente as coisas. Ele o provocava e atiçava até que concordasse em fazer tudo o que ele queria.

Mas também descobrira que Yaxley se drogava e muito. E agora era sua responsabilidade cuidar dele quando ele ficava louco.

—Seu idiota. – disse se aproximando dele e se ajoelhando para examiná-lo – Não pode usar extrato de mandrágora aqui. E se você pulasse a janela? Você me deu uma bronca por isso uma vez, lembra? – Yaxley riu dele no lugar disso, pois provavelmente nem o tinha escutado – Yaxley... vou ter que te levar pro banheiro dos monitores. – disse limpando o rosto dele com um feitiço. Depois o ajudou a se levantar. Yaxley sorriu completamente chapado e quase caiu no chão. – Claro que ele precisa ser pesado pra caralho e claro que ele não vai conseguir andar. – resmungou.

Mas ainda assim foi com ele. As pessoas os olhavam estranhando, mas eram poucas as que tinham ficado na escola num dia de passeio. Sem falar que as que ficaram preferiram ficar do lado de fora, brincando na neve. Então chegar no banheiro dos monitores foi tranquilo.

Entrou e trancou a porta, depois despiu o colega e o jogou de qualquer jeito na banheira. Estava levemente zangado por ter que deixar Rose para cuidar dele. Cinco segundos depois Yaxley saiu de dentro da banheira, respirando fundo.

—Eu mato você! – ralhou ele indo para a borda da banheira, tentando respirar. Draconis sorriu e se abaixou perto dele.

—Mata nada. Eu sou lindo demais pra você querer me matar. – riu ele. Yaxley coçou os olhos com as mãos e deu um de seus sorrisinhos travessos.

—Ah, Drac... está de bom humor. Posso saber o por que?

—Porque beijei uma garota que eu estava louco pra beijar. – disse tirando a pulseira – E você não precisa saber quem é. Eu tive que deixá-la sozinha, molhadinha, desejosa do meu corpo nu por sua causa. Eu mereço esse segredinho pra mim.

Yaxley deu um sorrisinho e cruzou os braços, apoiando o queixo neles, na borda da banheira.

—Gostosa?

—Muito.

—Então, ok. Mas tem que colocar a pulseira. – riu ele – Eu quero uma relação honesta com a minha puta. Mas eu deixo você ter esse segredinho, por enquanto.

—Não vai me perguntar quem é, né? – perguntou Draconis. Yaxley levantou o pulso, mostrando a própria pulseira.

—Juro solenemente que não. – riu ele.

—Ok. O que vamos fazer hoje? – perguntou se sentando no chão. Yaxley soltou um suspiro.

—Acho que podemos só ficar conversando, afinal... você tá pensando em xotas hoje... não vou me aproveitar de você... apesar que eu adoraria você aqui dentro me fazendo uma massagem nos ombros.

—É uma ordem?

—É um pedido. – riu Yaxley. Draconis sorriu para ele e começou a tirar a roupa – Hum... você é tão lindinho... dá pra entender o motivo de você ter tantas admiradoras por ai...

Deu de ombros e pulou dentro da banheira.

—Só uma massagem, certo?

—Certo. – riu Yaxley – Eu recebi uma notícia muito chata. – resmungou ele.

—Qual?

—Vou ter que viajar pra Rússia no natal... eu queria te visitar no natal, mas não vou poder... – resmungou ele.

—Seria meio difícil te explicar lá. – riu Draconis.

—Por que? Somos Bros, lembra? – riu ele e Draconis apenas deu uma risadinha.

—É... é mesmo.

**

Navi e Vince estavam andando juntos por Hogsmeade. Tinham procurado Draconis pela vila durante um tempão, mas não havia nem sinal dele. Scorpius disse que tinha que resolver uns assuntos (Navi estava muito convencido que tais assuntos diziam respeito a uma certa ruiva de sobrenome Weasley) e Albus tinha ficado na biblioteca, porque precisava estudar poções.

Então era apenas Navi e Vince naquele dia frio, cheio de neve e completamente entediante.

Ele não sabia o que conversar com Vince. Vince não era realmente seu amigo. Ele era um amigo/rolo do Draconis. Deveria ter ficado na escola. Soltou um muxoxo, quando Vince sugeriu que eles deveriam ir tomar algumas cervejas amanteigadas. Estava para dar de ombros quando viu Les sozinha, fumando um cigarro, em frente à Dedosdemel.

—Vince... eu já te encontro.

—Eu já te conheço o suficiente para saber que isso é mentira. – riu Vince passando o braço por seus ombros – Boa sorte com a Young. Se não conseguir passar um tempo com ela, eu te encontro no Três Vassouras. E eu espero não te encontrar lá. – riu Vince.

Navi sorriu para ele e concordou.

—Valeu, cara. – disse com um sorrisinho. Vince lhe deu uns tapinhas nas costas e saiu caminhando até o Três Vassouras. Navi respirou fundo e então foi caminhando até Les. Ficou parado ao lado dela e ela o olhou com um sorrisinho – Lembro que eu te roubei nosso primeiro beijo aqui. Enquanto você olhava os doces.

—Eu me lembro. – riu ela dando uma última tragada no cigarro, antes de jogá-lo no chão – Você era um sujeitinho abusado desde aquela época. – adicionou ela soprando a fumaça.

—Com certeza. – disse dando de ombros – Faz parte do meu charme. – Les sorriu e voltou a olhar a vitrine – O que está fazendo?

—Me decidindo se mando minha dieta pro caralho ou se continuo nela. – ela soltou um suspiro – Quero perder um quilo e meio.

—Oh, não faça isso. Você é tão gostosa.

—Pra um garoto talvez. Garotas gostam de gente mais magra. – riu ela. Navi revirou os olhos.

—Por favor, não me faça dar bronca na minha irmã. E eu duvido que ela queira te ver magrela. – Les sorriu para ele e colocou as mãos nos bolsos do sobretudo.

—E quem disse que eu me refiro à sua irmã?

—E não é? – perguntou sorrindo, ligeiramente animado – Não está namorando a minha irmã?

—Ah. Eu não nasci pra ser monogâmica. E Lyra não quer se comprometer com alguém, de qualquer forma... – Les deu um sorrisinho – Nós só temos uma boa química.

—Nossa química era muito boa também.

—Você não desiste, não é? – riu ela. Navi negou com a cabeça. – Navi, você tem que entender que...

—Eu nunca vou entender, Les. – a cortou sorrindo. Depois segurou o queixo dela, de leve – Porque você é exatamente o que eu quero. E você sabe que quando eu quero alguma coisa, eu não desisto.

Ela sorriu e virou o rosto.

—É, eu sei. – ela soltou um suspiro – Você e Draconis não voltaram a se entender?

Sentiu um frio lhe subir a espinha. Baixou o olhar, um tanto triste e negou com a cabeça. Céus, como sentia falta daquele grande idiota.

—Eu fiz de tudo, mas ele simplesmente...

—O que você fez de tão ruim? Além de usar a palavra com “v”?

—Ele me chamou de pária. Eu não teria usado a palavra com...

—Eu sei, Navi. – riu ela – Você nunca usaria essa palavra horrível sem que ele tivesse te provocado, mas por que ele te chamou disso? – perguntou ela o olhando nos olhos. Soltou um suspiro e desviou o olhar do dela, ligeiramente envergonhado.

—Eu... meio que... transei com a irmã dele.

—Qual delas?

—A Rose. – respondeu constrangido. Les o olhou franzindo a testa.

—E qual o problema? Ele transou com a Lyra. E comigo. Ao mesmo tempo. – riu ela.

—Draconis é um filho da puta. – resmungou Navi – Eu não sei qual o problema. Eu sabia que ele iria ficar um pouco grilado, mas pareceu que eu tinha transado com o amor da vida... dele... – murmurou se lembrando de algumas coisas... Draconis foi apaixonado durante séculos por alguém que ele nunca quis falar quem era. E ele ficava um pouco estranho perto da Rose... tenso... e tinha tido a briga deles também... E Draconis corou quando ele fez piadinhas sobre ele e Rose... e então ele fez todo aquele escândalo... e não estava falando com ela... – Não... não é possível.

—Está pensando em incesto? – perguntou Les. Navi a olhou em completo choque – Oh... isso seria muito tenso.

—Não... Draconis não... não faria isso... faria? Tipo... só de imaginar eu com Lyra... URGH! – fez uma careta, tremendo inteiro – Não... não deve ser. Não é possível. De jeito nenhum... eu só estou viajando.

Les riu dele e concordou com um aceno de cabeça.

—Eu espero que esteja. Bruxos já se casam o suficiente entre parentes. – riu ela – E então... o que quer fazer?

—No momento? – perguntou ele a olhando com um sorrisinho cafajeste.

—Quando você não quer fazer isso? – perguntou ela revirando os olhos. Navi sorriu e colocou a mão na vitrine da loja, prensando a garota entre si e o vidro.

—Diz que não sente falta. – desafiou a mordiscando de leve na bochecha.

—Acho que sente mais falta que eu... – riu ela.

—Será...? – perguntou baixinho a beijando de leve no pescoço. Les o empurrou de leve na altura do peito e sorriu.

—Está apaixonado por mim? – perguntou ela – Ou é só mais uma foda que você quer?

—O que te preocupa? – perguntou cauteloso.

—Eu não quero iludir você. Eu não te amo mais, Navi. – disse ela sem rodeios e ele sentiu uma grande flechada no ego. Mas manteve o rosto imutável. Mesmo seu sorrisinho canalha não vacilou – Mas eu não vou negar que tínhamos uma química maravilhosa na cama... e já faz anos que a gente não faz sexo... se for só sexo que você quer, eu topo. Mas se tiver sentimentos envolvidos... eu não vou querer te magoar. Eu gosto muito de você pra isso... – ela soltou um suspiro – Se quiser foder, vamos foder... mas se quiser amor... – ela o olhou como se sentisse muito – Isso eu não posso fazer.

Ele baixou os olhos, pensando a respeito. Não queria apenas foder... mas céus... já fazia tanto tempo que... respirou fundo e sorriu.

—A quem eu quero enganar? Eu sempre quero foder. Vamos nessa. – disse sorrindo. Les sorriu de volta e concordou, envolvendo seu braço com o dela. Foram andando calmamente até o Endure. Lá pediu um quarto para o barmen, que não se importou em perguntar sua idade ou a dela.

Entregou uns galeões a mais para ele, para que continuasse assim e então pegou a chave. Foram andando calmamente. Bem... poderia parecer calmo, mas a verdade é que estava muito nervoso. Tão nervoso quanto na vez em que perdera a virgindade. Mas manteve sua pose de garoto confiante. Não queria deixar que a garota notasse isso.

Quando chegaram no quarto, ele o destrancou e os dois entraram. Fechou a porta, a trancando de novo e se virou a tempo de ver Les tirar o sobretudo e o jogar no chão. A imitou e tirou os sapatos. Ela tirou as botas e então começou a desabotoar a blusa. Se escorou na porta, a admirando. Céus, como estava louco por ela. Completamente louco.

Engoliu em seco, admirando o busto branco dela contrastando com aquele sutiã prateado, de renda. Quando ela começou a tirar a saia, sentiu as próprias calças começarem a apertar, devido a seu desejo. Sorriu achando-a maravilhosamente linda, mas não se moveu. Ficou a olhando, esperando que ela continuasse tirando a roupa, ou que viesse até ele, para despi-lo.

Les sorriu, entendendo, afinal, ela sempre entendia. A garota caminhou até ele e segurou a barra de sua camisa negra. Ela sorriu e o beijou no queixo, o mordiscando de leve. Fechou os olhos, gostando do contato dos dentes dela com ele. As mãos dela entraram embaixo de sua camisa e o arranharam de leve na barriga. Seguiu de olhos fechados, adorando o toque dela, sentindo cada pelo de seu corpo se arrepiar. Tirou as mãos dos bolsos quando ela começou a tirar sua camisa. Ela jogou a peça de roupa no chão e o olhou para seu peito forte, mordiscando o lábio inferior, parecendo achá-lo sexy, afinal, ele ainda era um garoto magricela quando tinham terminado. Les o olhou nos olhos e ele devolveu o olhar, querendo se afogar naqueles olhos verdes. Ela o empurrou de leve, o prensando contra a porta. Ficou se perguntando o que estaria passando pela cabeça dela. Estava mentindo pra ela quando disse que seria apenas sexo, que seria apenas uma foda. Não seria uma foda pra ele. Mas estava disposto a se magoar. Não pelo sexo... mas pela oportunidade de tê-la nos braços, mesmo que por pouco tempo.

Então, quando ela chegou mais perto, simplesmente perdeu o controle de si mesmo e a puxou para beijá-la, quase desesperado. Ela devolveu o beijo, de maneira selvagem e louca, parecendo tão sedenta quanto ele. Quis não ficar esperançoso por isso. Provavelmente ela só estava com tesão...

Foram andando e se apalpando sem descolar os lábios. Caiu com ela na cama, sem interromper o beijo e foram se arrastando sem parar de se beijar. Apertou a bunda dela com força e a empurrou com o quadril, querendo roçar-se nela. Les gemeu em sua boca e o mordeu com força no lábio. Passeou as mãos pela barriga dela, subindo de leve, para enche-las com os seios médios dela. Os apertou desejoso e faminto e foi sua vez de gemer na boca dela. Os massageou, amando a textura, e notando que estavam bem maiores do que se lembrava, mesmo que ela não fosse realmente muito peituda. Mas os achou simplesmente perfeitos, de qualquer maneira.

Se sentia como se qualquer loucura que insinuasse, ela adivinharia e o deixaria fazer, ou ela mesmo o faria. Como se pudesse perder o controle de si mesmo por completo, sem se preocupar com julgamentos. Ela nunca o julgaria. Ela sempre seria receptiva... desde que não demonstrasse sentimentos... Engoliu em seco, parando de beijá-la, para admirar o busto escondido pelo sutiã negro. Sorriu, faminto, desejando mordê-la por inteiro. A puxou pelo ombro e em um segundo abriu o sutiã dela. Les tirou a peça a jogando no chão e ele se curvou, a jogando na cama e beijando os mamilos intumescidos. Um, depois o outro. Enquanto chupava e mordiscava um dos seios dela, com a mão massageava o outro. Sentiu o corpo quente dela se arrepiar e adorou escutar a respiração descompassada da garota.

Levou as mãos para o cinto, para o desafivelar, mas Les se sentou e o fez ficar de joelhos na cama. Sem cortarem o contato visual, ela desafivelou seu cinto e desabotoou sua calça. Ela recuou um pouquinho e, descendo lentamente, ainda o olhando nos olhos, ela o tirou de dentro da cueca e o lambeu. Soltou um gemido sofrido e segurou a nuca dela, querendo que ela o colocasse por inteiro na boca. Les o fez e ele gemeu novamente, completamente louco de tesão. Levantou o olhar para a bunda empinada dela e sorriu, completamente sedento. A puxou pelos cabelos e os dois voltaram a se beijar, completamente sedentos um do outro.

—De quatro. Quero você de quatro. – disse mandão. Ela sorriu e lhe deu as costas, ficando de quatro para ele e o olhando com expectativa. Sorriu admirando o corpo dela, lendo a tatuagem que ela tinha nas costas. Faith — Hope — Love. Afastou as pernas dela e deslizou a mão até o ventre da morena, fazendo com que ela levantasse mais o quadril. Deslizou a mão por toda a linha da coluna da garota, fazendo o mesmo com a língua, em seguida. Ouviu um gemido choroso sair dos lábios de Les e isso o fez respirar fundo e morder o lábio inferior. Levou as mãos à bunda dela e a segurou com força, adorando o quanto ela era carnuda.

—Você vai demorar muito? – ela perguntou com a voz um tanto irritada, como se não aguentasse mais esperar. Navi sorriu, sentindo-se desejado.

—Estava te apreciando, gata... pensei que gostasse de preliminares. – adicionou travesso – Ou está tão louca por mim que quer ir logo ao assunto?

—Eu quero ir logo ao assunto se você não se importa. – respondeu ela o olhando com aqueles olhos verdes. Navi sorriu e tirou a calcinha dela, mergulhando um dedo dentro da fenda completamente depilada e molhada dela. A garota soltou um gemido sofrido e ele concordou que também queria ir logo ao assunto.

Se posicionou e finalmente a tomou para si. Estar dentro dela novamente, depois de tanto tempo, era a sensação mais incrível que ele poderia se recordar de ter. Era delicioso, pecaminoso e safado. Muito safado... Tudo o que ele gostava e quase tudo o que ele queria. Travou o maxilar e segurou os cabelos dela com força, os enrolando em seus dedos, estocando cada vez mais forte e de maneira seca. Les soltou um gemido gostoso e ele a apertou no quadril, a puxando para si, sem soltar seus cabelos. Sentiu a garota enfiar as unhas em sua coxa e apertá-lo com força, empurrando-o com a bunda, para trás. Caiu de joelhos e ela se sentou em seu colo, sem permitir que ele saísse de dentro de si. Podia senti-la ainda mais completamente daquela maneira. Colou seu peito nas costas dela e, puxando o cabelo dela de um jeito brusco, a mordeu na linha do maxilar, deslizando a língua de maneira pervertida e provocante até o ombro. Lá chegando, chupou e mordeu com força. Queria tudo da morena para si. Queria tanto de Les que precisava morder. Precisava apertar. Precisava sentir para dizer que ela era completamente sua. Sentiu os movimentos dela contra si e a maneira como ela o comprimia. Largou finalmente o cabelo dela para abraçá-la e explorá-la com as mãos. Brincou com os seios, os olhando por cima do ombro. Os juntou e soltou, para vê-los voltarem a seus lugares. Sorriu adorando aquela brincadeira, adorando como ela rebolava de costas em seu colo. Sentia a cabeça do pênis pressionar qualquer coisa dentro dela e isso era maravilhosamente gostoso.

Finalmente soltou os seios dela, suas mãos deslizaram por aquele corpo tão desejado e foram parar nos quadris. A fez friccionar mais contra si, até que a garota não aguentou mais e, soltando um gemido alto, ela o apertou ainda mais nas coxas, fazendo com que as unhas o rasgassem de leve, fazendo-o sangrar. Senti-la chegar ao ápice, ouvi-la gemer daquele jeito, ver a cabeça dela jogada para trás, completamente entregue a ele, fez com que chegasse ao clímax também. Apenas precisou pressioná-la mais uma vez contra si mesmo para chegar ao delicioso desfecho do orgasmo. Gemeu roucamente no ouvido dela e os dois respiraram fundo.

A beijou carinhosamente no ombro a abraçando, completamente entregue. Sentir o cheiro dela era tão nostálgico e confortante que deu até sono... mas provavelmente o fato de ter gozado ajudava a deixá-lo assim. Os dois se deitaram e ele a abraçou a beijando carinhosamente. Les o beijou de volta do mesmo jeito e o “eu te amo” que ele quis dizer ficou entalado em sua garganta...

Iria estragar tudo se falasse aquilo. Então apenas a beijou completamente apaixonado. Totalmente apaixonado. Não falaram coisa alguma. Apenas fecharam os olhos, se acolhendo um no outro, para caírem no sono, em seguida. Sonhou com quando era um garoto e disse completamente orgulhoso para Draconis que estava namorando. Draconis sorriu animado e o parabenizou, feliz.

Depois sonhou com Les. Sonhou com os beijos, com os afagos. Sonhou com o cheiro dela, com o som de sua risada e com a textura de sua pele. Não sonhou com sexo, apenas com coisas mais carinhosas. Estava realmente apaixonado por ela.

Abriu os olhos, sonolento e se achou sozinho na cama. Se sentou, coçando os olhos e viu um papel na cabeceira da cama. O pegou, olhando ao redor, se perguntando se ela estaria no banheiro.

—Les? – perguntou se espreguiçando – Les? – mas recebeu apenas o silêncio como resposta. Olhou para o papel e reconheceu a caligrafia dela. “Você continua ótimo na cama. Obrigada pelo sexo. Beijinhos. Lessa” – Ela... ela foi embora? – perguntou se sentindo triste. Se levantou, subindo a calça e a cueca, para em seguida olhar pelo quarto. Ela tinha mesmo ido embora. Como ela tinha prometido, era só sexo... – Porra, Les... – murmurou olhando o bilhete dela – Nunca dei certo com ninguém... Mas queria tanto que desse certo com você... por que precisa ser assim? – perguntou sentindo-se muito sozinho.

Sentia falta dela.

Sentia falta de Draconis.

Sentia falta de uns bons conselhos... uns úteis. Talvez devesse conversar com a mãe, no lugar de falar com seu pai. O reles “esperei os dois terminarem” dele tinha sido simplesmente inútil...

***

Rose Weasley era uma garota estudiosa e comportada. Sempre dedicada, sempre empenhada em ser uma boa aluna. Ela era monitora, obviamente, então tinha ainda mais um motivo para ser comportada. Tinha que dar o exemplo.

Ela tinha puxado o cabelo alaranjado da família do pai, mas eles não eram lisos. Eles eram muito encaracolados, formando uma juba. Mas ela não gostava deles assim, então sempre passava uma boa quantidade de poção alisadora deixando-os no máximo ondulados. Suas bochechas tinham algumas sardas, seus olhos eram azuis e ela tinha puxado o nariz pequeno e delicado da mãe (graças a Merlin).

O quadril era largo, os seios entre o médio e o grande, sempre de uniforme. Era uma garota bonita que não sabia muito bem disso. Tentava se manter arrumada, mas não era extremamente vaidosa, como as garotas de seu ano. E ela também não era viciada em garotos, como a maioria das suas colegas.

Ela estava mais interessada em seus livros, em suas tarefas, em tirar boas notas. Afinal, tinham os N.O.M.s naquele ano. Não podia ficar se distraindo e suspirando por garotos.

Por isso estava na biblioteca, pegando um material para revisar algumas matérias. Achou o livro de poções que procurava e o folheou, procurando pela poção encolhedora. Tinha que revisar o preparo daquela ali. Fechou o livro e foi procurar por mais um, o de feitiços. Queria revisar os feitiços para animar. Sem falar que depois ainda precisava rever suas tabelas de Aritmancia. Ergueu a mão para pegar mais um livro, quando sentiu alguém abraçá-la por trás.

Reconheceu o cheiro de perfume caro dele. Como não reconhecer? Sentiu o rosto corar de vergonha. O que raios Scorpius Malfoy estava fazendo? Ele mesmo quem decidira terminar... ou melhor, nem começar o que quer que um dia tivessem pensado em ter. Se virou e o olhou zangada, notando que ele parecia levemente abatido.

—Eu preciso falar com você. – murmurou ele.

—Eu acho que você já falou tudo o que queria falar, naquela carta, meses atrás. – murmurou magoada. Scorpius soltou um suspiro e a segurou pelo pulso.

—Ei... eu não escrevi absolutamente uma palavra que eu realmente quisesse falar naquela carta. – murmurou ele – Me deixe explicar, ok? – estava tentada a mandá-lo a merda. Mas quem em sã consciência diria aquilo para Scorpius Malfoy? Fala sério. Ele tinha cara de galã de cinema. Ele a olhou com expectativa e ela suspirou concordando com um aceno de cabeça – Eu... eu tive uma briga muito feia com o meu pai. – murmurou ele – Quando eu falei que eu e você... estávamos começando a ficar sérios, saca? – perguntou ele. Rose sentiu as bochechas queimarem de vergonha.

—O-o que? – perguntou em choque – Você contou pro seu pai?!

Scorpius Malfoy nunca namorara ninguém, apesar de já ter ficado com várias garotas. Ele era um Don Juan daqueles e esse era o principal motivo pra ter demorado tanto pra dar uma chance a ele. Saber que ele a levara a sério, a ponto de falar com o pai... isso a tinha pego de surpresa.

—Contei... eu... eu ia te pedir em namoro, sabe? – perguntou ele – Eu ia pedir a chave do cofre, pra te dar uma joia, mas... mas meu pai ficou furioso... por...

—Por eu ser uma mestiça? – perguntou magoada.

—Porque você é uma Weasley. Ele odiava o seu pai e desprezava a sua mãe... a gente brigou, porque eu queria que ele gostasse de você... que ficasse feliz por mim, sabe? – ele colocou as mãos nos bolsos, cabisbaixos – Mas a gente brigou tão feio e eu disse umas coisas que eu realmente não deveria ter dito... eu magoei ele pra valer... – Scorpius soltou um suspiro – Ele é a minha família, entende? – perguntou ele a olhando como se estivesse desesperado para que ela entendesse – Ele é tudo o que eu tenho. Eu não tenho irmãos, minha mãe morreu... somos apenas eu e ele naquela casa. E tudo o que eu faço... – ele soltou um suspiro – Eu sempre espero a aprovação dele... porque ele é o meu pai... e... numa tentativa burra e desesperada de fazer as pazes com ele... eu... eu te mandei aquela carta. Eu realmente sinto muito.

—Por que não me explicou antes? – perguntou comovida – Quando voltamos para a escola.

—Porque eu estava com vergonha. E... e eu não quero decepcionar meu pai de novo... eu nunca mais quero brigar com ele do jeito que eu briguei...

—Então está desistindo de nós novamente? – perguntou sentindo-se triste. Muitas pessoas eram apaixonadas por Scorpius Malfoy. Ele era um garoto, rico, bonito e bem nascido, além de não ser um cretino preconceituoso. Ele era metido, na maior parte do tempo, mas não era mal educado com as pessoas, mesmo as nascidas trouxas... mas a maioria das garotas apenas se apaixonavam pela imagem dele. Elas não o conheceram como ela tinha conhecido. Ela sabia quem ele era, como ele pensava. Do que gostava e do que não gostava. Ela sabia quem realmente era Scorpius Malfoy e tinha se apaixonado pela pessoa que ele era e não pela imagem que ele passava... e saber que não teria chances com ele por conta das histórias de seus pais era realmente muito, muito triste – É isso?

Scorpius baixou os olhos.

—Eu não sei o que fazer... eu não quero magoar meu pai... – ele a puxou carinhosamente para um abraço e ela corou de novo – Se ele ao menos se desse ao trabalho de te conhecer... se ele visse a pessoa que você é... quero dizer... você é fantástica. Fala sério. – riu ele apoiando o queixo no topo de sua cabeça. Rose apoiou o rosto no peito dele, sorrindo contente e triste ao mesmo tempo.

—Somos “Romeu e Julieta”. – riu ela.

—Mais do que imagina... – suspirou ele. Scorpius a soltou e os dois se olharam brevemente – Eu queria... te dar um beijo. – riu ele.

—Pode dar. – respondeu corada. Scorpius sorriu e a beijou delicadamente nos lábios. Tão carinhoso quanto das últimas vezes. Soltou um suspiro, derretendo nos lábios dele. Ele pegou seus livros e os colocou numa cadeira ali perto, entre as estantes da sessão reservada e então voltou a beijá-la. Céus, estou tão apaixonada por esse metido. Pensou contente, beijando-o de volta. Scorpius a enlaçou na cintura e a beijou na testa.

—Me dê um tempo, ok? – pediu ele – Eu vou fazer meu pai nos aprovar e então... – ele a olhou e sorriu – Então vamos acabar com essa rixa entre nossas famílias.

—Romeu e Julieta não tem final feliz. – murmurou.

—De certa forma Astaton Malfoy e Genebra Weasley também não... mas eu acho que podemos quebrar a maldição entre as nossas famílias.

—Do que está falando? – perguntou ela, completamente confusa.

—Um dia eu vou te levar na Mansão Malfoy... e então eu vou te contar... só não acredite na versão do seu pai. Ele provavelmente não sabe o que aconteceu de verdade. – ele lhe roubou mais um beijo, lhe sugando o lábio inferior e então se virou, saindo dali, a deixando sozinha entre as prateleiras.

Sorriu, completamente corada e feliz, ainda sentindo o cheiro do perfume dele, mesmo sem ter entendido uma palavra que fosse do que ela tinha dito...

****

Saiu do banho e penteou os cabelos, sentindo-se ansioso. Estava assoviando uma música qualquer enquanto olhava-se no espelho, querendo estar simplesmente ótimo. Se afastou de leve e sorriu para o próprio reflexo. Depois foi para o quarto, enrolado na própria toalha. Notou que Navi não estava no quarto, só Vince, que o olhou curioso.

—Olá. – murmurou ele.

—Oi. – disse com um sorriso no rosto, tirando a toalha e indo pegar uma roupa mais bonita. Vince o observou curioso e sorriu ao vê-lo escolher a cueca.

—Huuuuum... hoje tem. – riu ele. Draconis corou e decidiu por uma boxer preta. A vestiu e então foi colocar as calças – Quem é a sortuda, ou sortudo, da vez?

—Teria que te matar se te contasse. – riu Draconis.

—Navi disse que você ia sair com o pessoal do sétimo ano... mas nem você, nem Yaxley estavam com eles... quer explicar alguma coisa? – perguntou Vince. Draconis fechou o botão da calça e negou com a cabeça.

—Eu estava usando umas coisas. Sozinho. – disse simplesmente – Fiquei apagado a tarde toda.

—E onde foi isso? – perguntou Vince o olhando com desconfiança, enquanto o loiro escolhia qual camiseta iria usar. Draconis o olhou e deu um sorrisinho divertido – Não vai me contar mesmo?

—Nop. – disse decidindo qual camisa e a vestindo. Depois pegou um pouco de perfume e passou no pescoço, nos pulsos e atrás das orelhas. Colocou as meias o sapato, a varinha no bolso e então se virou para Vince – To lindo?

—Como o pecado. – riu Vince – Boa bimbada.

—Obrigado. – riu pegando novamente a escova de cabelo, apenas para dar uma última ajeitada. Depois respirou fundo e acenou para Vince, deixando o dormitório. Subiu as escadas, deixou o Salão Comunal. Depois foi cauteloso, torcendo para não ser pego fora da cama. Se esgueirou por corredores e escadas, até achar o espelho mágico – Marotos. – sussurrou a senha, para entrar em seguida. Respirou fundo, animado e cheio de expectativa. Foi se aproximando da porta e começou a escutar um dos vinis tocando lá dentro. Era uma música romântica. Riu achando graça de Rose, escutando “I can’t smile without you” e abriu a porta. Navi estava lá dentro, bebendo uma garrafa de hidromel, com o rosto vermelho e inchado. – Navi? O que você está fazendo aqui?

—Lamentando minha miserável vida. Não tá vendo? – perguntou o amigo, parecendo realmente miserável – Eu amo a Lessa, mas ela não gosta de mim. E eu to cansado de fingir que não ligo pra isso. – resmungou ele. Draconis piscou em choque e Navi se sentou matando a garrafa de hidromel e a colocando ao lado de uma outra – A mina que eu gosto transou comigo e me abandonou naquele quarto de hotel, porque ela deixou claro que só queria sexo comigo.

—Basicamente o que você faz com todo mundo?

—Eu não sou todo mundo. Eu não sou qualquer um, assim como ela não é qualquer uma... – Navi o olhou parecendo tão miseravelmente deprimido que Draconis simplesmente não conseguiu olhá-lo de maneira fria. Soltou um suspiro e colocou as mãos nos bolsos o encarando – Eu sou patético.

—A vida tem dessas, Navi... e é normal ficar triste... – murmurou olhando o primo. Navi se levantou, querendo fingir que estava tudo bem, mas era bastante óbvio que não estava.

—Não. Ela tem razão. E quer saber?! – ele secou uma bochecha com a mão – Ela me fez um favor. Eu estou melhor assim. Eu tenho a Trixie, sabe? – perguntou ele.

—Navi...

—Não, é sério! Eu tenho a Trixie. E agora que você terminou com a Casañas, quem sabe eu tenha alguma chance com ela? E eu posso tentar a Florence também, não é? As vantagens de ser solteiro!

—Navi, cara...

—Não, não! – ele riu apesar de ainda estar chorando – Pelo menos ela me avisou, sabe? Ela disse que ia ser só sexo. Que não queria nada sério comigo. Ou com ninguém. Pelo menos o problema não sou eu... ela que não consegue ser monogâmica! O problema é com ela e não comigo, não é? – perguntou ele o olhando com grandes olhos brilhantes, prateados e completamente tristes.

—Não é culpa sua, Navi...

—Não. A culpa é dela! Que não entende. Ela não entende! – disse ele baixando a cabeça e se abraçando, tentando controlar o choro, mas ele estava emocionado e bêbado demais pra conseguir isso – Eu... eu só tenho que me conformar com isso... e... e... e parar de guardar uma foto nossa na droga do meu livro de transfiguração e...

—Navi. – murmurou o olhando e se sentindo mal por ele – Você quer que eu fale com ela...?

—Não! Que isso. – riu ele parecendo completamente infeliz – Não precisa, de verdade. – ele colocou as mãos nos bolsos, sem conseguir ficar com os olhos fixos em qualquer coisa que fosse – Eu não sou mais um garotinho bobo. Eu não sou mais aquele bobão que ficava olhando para ela, tentando entender onde eu tinha errado. Eu não sou mais aquele garotinho que ficava sonhando com o dia em que iria tê-la de volta. Eu não sou mais assim. Eu sou Navi Lestrange! Eu sou o garoto mais popular dessa escola. Eu tenho as garotas aos meus pés. Eu posso ter milhares de outras garotas, melhores que ela. E eu aposto que teria garotos também, se eu curtisse isso. – disse ele o cutucando no peito – Eu consigo a pessoa que eu quiser. Eu não preciso dela. O que ela tem de especial? Nada. Absolutamente nada! – E então ele começou a parecer ficar exaltado – Eu não ligo pra quem ela dá. Não é problema meu! Se ela quiser ficar se enroscando na piranha da minha irmã a vida inteira, ela que faça isso. PORQUE EU NÃO LIGO! EU NÃO DOU A MÍNIMA. EU QUERO MAIS QUE ELAS VÃO PRO INFERNO! – Os dois se encararam por alguns segundos, em constrangido silêncio. Navi estava vermelho, provavelmente de raiva. Havia raiva no olhar dele, assim como mágoa. Navi respirou fundo algumas vezes e pareceu quase sóbrio – Eu nunca precisei dela pra nada na minha vida. Não vou precisar agora. – o garoto começou a andar até a porta e Draconis o segurou no pulso.

—Navi...

—NÃO! – rosnou ele se desvencilhando – E quer saber o que mais, Draconis?! – perguntou ele, parecendo zangado de novo – Eu vou terminar esse ano, sem ela. Eu vou passar nos meus N.I.E.M.s sem ela. Eu vou me formar sem ela. Eu vou conhecer uma mulher legal e vou me casar com essa mulher! E eu vou ser um bom marido pra ela e eu vou ter meus filhos e vou viver numa boa, como meus pais fizeram e eu nunca mais vou pensar naquela escrota! Porque eu não preciso dela. Ela acha que eu não sou bom o suficiente pra ela? ÓTIMO! Eu vou ser bom suficiente pra alguém! E esse alguém vai me amar de verdade, diferente dela! Porque pra ela eu nunca fui mais do que isso aqui. – disse ele batendo no próprio rosto – A droga de um rosto bonito! – Navi ficou em silêncio, fungando, tentando não chorar. Draconis o olhou com muita compaixão e ficou tentado a dar uns tapinhas nas costas dele. – Por que ela não liga pra mim? – perguntou Navi, parecendo completamente destruído, com o queixo tremendo – Eu faria qualquer coisa por ela, Drac. Qualquer coisa. – disse ele voltando para o sofá e se jogando lá.

—Eu sinto muito, Navi. – murmurou Draconis se aproximando e se sentando no sofá, ao lado dele.

—Por que transou com ela, velho? – perguntou Navi o olhando profundamente magoado – Você sabia que eu amava ela. Você sabia... eu dizia que não ligava, mas você sabia que era mentira... então por que transou com ela?

Draconis piscou, surpreso.

—Você transou com a minha irmã, não transou? É a mesma coisa.

—Não é e você sabe! – disse Navi – Você não é apaixonado pela Rose desde criança... eu sou apaixonado pela Lessa, cara. Eu sou. Eu sempre fui... – Navi soltou um soluço – Mas ela não gosta de mim, cara, ela não gosta de mim...

—Navi... você bebeu demais... você tá bêbado. – riu Draconis – Vem, eu vou te levar pro dormitório.

—Não. Não quero ir pra lá. Não quero ir pra lá e encontrar a garota da minha vida beijando a minha irmãzinha. – teimou Navi – Eu odeio a minha vida. Eu perdi a Lessa. Eu perdi meu melhor amigo. Até a Rose tá estranha comigo, porque a gente fez aquilo e te magoou. Eu to me sentindo tão sozinho, cara...

—Ei... – disse bagunçando os cabelos do primo – Você não está sozinho, ok? – Navi o olhou com os olhos brilhantes – Você ainda tem Scorpius e Albus.

—Eles não são você, cara. – lamentou Navi logo antes da porta se abrir. Rose entrou com um sorriso, que morreu ao ver Navi.

—Oh, o que houve? Eu posso entrar? – perguntou ela. Navi a olhou em choque e depois olhou pra Draconis, assustado.

—Nós não marcamos nada! Eu juro, cara. Eu nunca mais vou tocar nas suas irmãs! Eu juro.

—Ei, tudo bem. – riu Draconis – Eu acredito em você, ok? – perguntou achando graça do desespero dele – Já faz tempo que não nos encontramos nós três aqui, não é?

—É mesmo. – murmurou Rose se sentando ao lado de Navi – O que houve, Navi?

Navi fungou e secou as bochechas, muito bêbado.

—Eu... a Lessa... ela... ela não gosta de mim. – riu ele como se pedisse desculpas – Mas eu gosto dela. Pra valer...

—E você já falou isso pra ela? – perguntou Rose.

—Não posso falar isso pra ela. Ou eu nunca mais vou conseguir ficar com ela de novo. Ela não quer que eu me apaixone... ela só quer... sexo esporádico... eu acho. – disse ele meio bêbado – Ela me deixou um bilhete falando que o sexo foi ótimo.

—Oh. – riu Rose – Acho que muitas garotas se sentiriam vingadas se escutassem isso.

—Eu falo sério. – ralhou Navi.

Ela também. Mas apenas riu e ficou em silêncio.

—Navi... você gosta da Lessa pra valer? Então você tem que lutar por ela. Tem que fazer ela gostar de você de novo... – disse Rose, carinhosamente.

—Como? Se eu soubesse fazer isso, eu faria. – disse ele, enrolando a língua – Eu já tentei ignorar, já tentei superar, já pedi pra voltar, já fiz uma transa mágica... mas... mas parece que só eu sinto alguma coisa... ela não gosta de mim desse jeito. É isso e só.

—E tem gente que não acredita em justiça cármica. – riu Draconis.

—Drac! Não fale isso. – ralhou Rose abraçando a cabeça de Navi, que fungou baixinho – Ele está sofrendo, não está vendo?

—Eu acho que eu vou levá-lo pro dormitório.

—Eu não quero ir pro dormitório! – insistiu ele – Por favor, deixa eu dormir a... – ele parou de falar e se levantou de uma vez, para vomitar atrás do sofá. Rose e Draconis fizeram careta e quando Navi voltou a se sentar, ele apenas desmaiou de bêbado, caindo em cima do primo.

—Navi... Navi! – ralhou Draconis – E lá se vai a minha noite. – resmungou aborrecido.

Rose soltou um suspiro e se levantou, para limpar o vômito com a varinha.

—Cuida do Navi... tenta perdoar ele. – pediu Rose. – Afinal, você me perdoou, não perdoou? – perguntou ela se curvando para beijá-lo na testa. A olhou querendo beijá-la nos lábios, mas ela não teve coragem, não com o Navi ali, mesmo desmaiado – Boa noite, Drac. A gente se vê.

—Ok... – murmurou com Navi desmaiado em sem colo – A gente se vê...

Notas finais
Navi e Draconis voltando a ser amigos! Uhul! Nada melhor do que um problema com mulheres para fazer dois amigos se acertarem ahsuahsuash xD Muito bem... um pedacinho pro próximo capítulo antes de eu ir dormir x.x "Então, quando viu as figuras encapuzadas, de preto, com as máscaras prateadas, ou cor de chumbo, com aqueles entalhes tão familiares... seu coração disparou e ele gritou. Lyra se virou e gritou também, com medo. Scorpius pulou a mesa e correu, sem esperar por nenhum deles. Albus foi o único que sacou a varinha, pronto pra lutar e se defender. Por um segundo, seu instinto de irmão mais velho falou mais alto. Apenas segurou Lyra pelo pulso e a puxou. Escutou gritos vindo do bar, mas não olhou para os lados. Apenas correu com Lyra, indo atrás de Scorpius. Os três se esconderam atrás do balcão, escutando as gargalhadas e os gritos. Logo Albus apareceu, parecendo chocado."