Legado Lestrange II - Legacy

62 Navi Lestrange Needs To Be Destroyed


Notas iniciais
Encerro a maratona, oficialmente ahsuahsa Mas vocês foram uns lindos! Comentando tanto assim! HSUahsuasauhsa Esse capítulo é um capítulo bem HUE, baseado num filme HUE, e ele terá continuação HUE, lá pro capítulo oitenta e tantos... Leitor: Eita, Tia Vênus... vai ir até o capítulo oitenta? —Acho que sim... Então preparem-se pra um capítulo divertido... E preparem o coração, porque o próximo capítulo é fodidamente tenso... A partir do 63 a fic vai ficando mais e mais dark. D= Beeeijos! Espero que gostem dessa luz de primavera que eu lanço sobre vocês!!! Beijos!

Capítulo 62

—Ok, é oficial. – resmungou Navi jogando seus livros em cima da mesa – Eu não sei fazer, ok?! Eu não consigo! Simplesmente não consigo. A droga do meu rato começa a gritar, ou então a sangrar... eu fiz Moura Weasley chorar por conta disso. EU NÃO SEI FAZER O MALDITO OBLIVIATE! – resmungou se sentando no sofá, completamente puto com isso. Les sorriu o beijando na orelha.

—Oras, Navi. Precisava ter alguma coisa que você não fosse conseguir fazer. – riu ela.

—Mas... mas Les! Essa é a minha chance de conseguir participar do curso pra animagia! Eu soube que pra concorrer a uma vaga precisa de um N.I.E.M em poções. E eu não vou conseguir isso. Eu só consegui meu N.O.M em poções graças ao Draconis. – resmungou se esparramando no sofá – Sem a ajuda do professor, eu nunca vou entrar.

—Talvez seja melhor assim. – riu ela e Navi soltou um muxoxo.

—Mas eu queria... – lamentou ele fazendo um biquinho.

Les deu uma risadinha e se deitou em cima dele, para beijá-lo nos lábios. Ele a beijou de volta e pareceu relaxar. Logo os dois estavam alheios a tudo que passava no salão comunal da Sonserina.

E isso apenas deixava Florence ainda mais furiosa.

—Precisamos sabotá-lo! – rosnou ela – Digo... ele terminou com a gente. Como ele ousa terminar com a gente?!

Trixie, que estava sempre muito distraída desde a festa de Scorpius, piscou desinteressada, mas Mellody concordou com um aceno de cabeça, como sempre fazia.

—Como vamos fazer isso, Flor? – perguntou ela. Florence mordiscou a unha e soltou um muxoxo.

—Ok. Vamos para o meu dormitório. – disse. O dormitório não era exatamente dela, mas o chamava assim. Ela era a dona daquela escola. Era a garota mais popular do colégio, a mais disputada e a mais respeitada. Era simplesmente óbvio que ela tinha que namorar um garoto com o mesmo status que ela, como era o caso de Navi... mas no lugar disso, umazinha qualquer o tinha roubado e estragado todos os seus esquemas. As três desceram o lance único de escadas, felizes pelo inferno que era o dormitório do sexto ano ter ficado no passado. – Ok, meninas. Precisamos dar um jeito nele. Sugestões?

—Não há o que fazer! Ele é indestrutível. – resmungou Trixie se jogando na própria cama – Você nem precisa da ajuda dele pra ser coroada a rainha do colégio, Florence. Por que faz tanta questão de namorar com ele?

—Oras. Porque eu disse que faria isso. Nós fizemos um acordo e ele descumpriu! – ralhou indignada – Agora eu preciso fazer algo para destruí-lo... é matemática pura. Ele me sacaneou, ele perde o prestígio social, entende? – Mellody concordou feliz, com um aceno de cabeça, enquanto Trixie revirava os olhos.

—Eu pelo menos estou apaixonada. Você tem uma necessidade patológica para sacanear as pessoas.

—Você está apaixonada por um cara que tem idade pra ser seu pai. – ralhou Florence – E como eu sei disso? Ah! Porque ele estudou com o seu pai.

—E daí? – resmungou Trixie – Ele é lindo, charmoso, bom de cama... me fez ter um múltiplo...

—Ain... quantas vezes ela vai repetir isso? – perguntou Mellody.

—Meninas! Meninas. – ralhou estalando os dedos – Eu falo sério. Como eu vou acabar com a reputação dele. O que faz com que o Navi seja considerado o rei dessa escola?!

—Sei lá... o fato dele ser lindo, bom de cama, gostoso, rico e capaz de ter a garota que quiser aos seus pés? – perguntou Mellody.

—Ok. E o que podemos fazer a respeito disso? – perguntou pensativa.

—Quando eu estudava na minha gloriosa América... – riu Trixie fazendo as duas revirarem os olhos – E eu estava nas líderes de torcida, nós tentávamos abalar a confiança do outro time.

—E como podemos fazer isso com Navi? – perguntou Florence.

—Deixando-o “impegável”. – riu Trixie.

—E como vamos fazer isso? – perguntou Mellody.

*

Navi estava andando de mãos dadas com Les, pronto para ir para seu primeiro treino de quadribol daquele ano letivo, quando notou os olhares esquivos das garotas. Aquilo certamente era uma novidade... será que Les estava afugentando as “potenciais rivais”?

Olhou para ela e notou que ela parecia estranhar também.

Caminharam até o quadro de recados, onde um monte de garotas parecia chocada. Curioso, Navi ficou na ponta dos pés para ler o que tinha no quadro. Foi quando notou uma foto sua, do tamanho de um caderno. Mas o terrível mesmo era a legenda da foto.

“Ele parece uma gracinha, mas me passou furúnculos genitais. Tomem cuidado com ele, porque é muito contagioso e doloroso e você só sabe que pegou quando é tarde demais.”

Abriu a boca, completamente chocado, enquanto as garotas se afastavam dele como se ele fosse algo perigoso. Até Les pareceu um pouco desconcertada o olhando desconfiada.

—EI! Eu não tenho isso! – disse desesperado e completamente constrangido, arrancando a foto do quadro de recados. Mas assim que a arrancou, notou que tinha outra logo embaixo, que tinha sido colada com cola permanente. Olhou horrorizado para aquilo, enquanto uns garotos passavam e caíam na gargalhada, apontando para ele – Eu não tenho furúnculos genitais. Metade das garotas dessa escola me viram sem as calças! Eu sou completamente limpinho!

—O que está acontecendo aqui? – perguntou Rose, se aproximando com as colegas da Corvinal. Uma delas que ele tinha transado antes do verão. A garota ficou pálida e saiu correndo, parecendo enojada – Oh, Merlin. – riu sua amiga – Navi, o que é isso?

—Algum engraçadinho armou para mim! EU NÃO TENHO FURÚNCULOS GENITAIS! – gritou enfezado.

—O que está acontecendo aqui? – perguntou uma voz fria e a algazarra cessou. Todos se viraram e viram o professor Fawley, que se aproximava parecendo muito severo. Navi soltou um muxoxo, indignado e o professor olhou a foto. O homem então o olhou e disse sem mudar sua expressão de desgosto – Na minha sala, Lestrange, agora mesmo.

—Mas... mas eu não fiz... inferno... – resmungou quando o professor virou as costas e saiu. Seguiu o professor recebendo olhares enojados e de censura. Iria esfolar o maldito que tinha feito aquilo... ah se ia...

O professor Fawley o levou para sua sala e Navi notou que estava muito didática. Quando ela era a sala do professor Lotho, a sala era cheia de miniaturas de carros e motos super maneiros, que o professor colecionava. Mas a sala do professor Fawley era repleta de tabelas de transfiguração, em vários quadros negros, além de baús, pilhas de livros e folhas. As paredes tinham vários retratos de todos os alunos de transfiguração do quinto ao sétimo ano, cada um com várias anotações. Notou que seu retrato tinha, entre várias coisas, a frase “Muito promissor. Bom aluno.”

Piscou realmente em choque com aquilo. Nenhum professor jamais tivera sequer sugerido que ele, Navi Lestrange, era um bom aluno. Promissor, sim. Inteligente, claro. Talentoso, com certeza... agora um “bom aluno”... essa era a primeira vez que via isso. Normalmente o primeiro adjetivo que um professor utilizaria para descrevê-lo seria “peste”... então aquilo fez com que sua empatia pelo professor crescesse um pouquinho.

—Sente-se, Lestrange. – pediu o professor. Concordou, completamente constrangido, se lembrando da pegadinha. Nunca tinha ficado constrangido com uma brincadeira... mas daquela vez tinham conseguido... o professor suspirou e o olhou muito sério – O que aconteceu, Sr. Lestrange?

—Alguém saiu espalhando mentiras sobre mim! – resmungou sem jeito – Eu não tenho furúnculos genitais! Muito menos saí espalhando isso por ai!

O professor o olhou com aqueles olhos de gelo, absolutamente sério.

—Entendi. Você tem alguma ideia de quem pode ter feito isso? – perguntou o professor, calmamente.

—Não. Deve ter sido algum garoto da Grifinória... com inveja do meu sucesso com as garotas... não sei. – resmungou deitando a cabeça na mesa.

Seu professor soltou um suspiro e concordou com um aceno de cabeça.

—Bem... não podemos deixar isso desse jeito, não é? – perguntou o professor, fazendo Navi o olhar boquiaberto.

**

Nunca... nunca subestime seu inimigo.

Florence, Mellody e Trixie olhavam Navi, durante o jantar, recebendo um prêmio por sua iniciativa para prevenir os alunos sobre os perigos das DSTs.

—Não. Eu não tenho furúnculos genitais... mas eu poderia ter. E eu estou orgulhoso de ter participado dessa campanha de conscientização. Então, na próxima vez que forem quebrar o código da escola, sobre não poder transar por aqui... – ele levantou um quadro escrito “prêmio Jovem consciente e responsável” – Pensem nos furúnculos... nunca se sabe quem pode passar isso pra você!

Ele sorriu e então voltou para a mesa da Sonserina sendo ovacionado pelos estudantes, aplaudido e visto como um garoto preocupado com a saúde de seus colegas. Ele se sentou ao lado de Les e a beijou apaixonadamente.

A Profana Trindade trocou um olhar completamente perplexo com aquilo tudo. Depois do jantar, voltaram para o dormitório. Mellody se sentou em seu baú, Trixie se deitou esparramada na própria cama e Florence ficou a andar de um lado para o outro, completamente indignada com tudo.

—Sério, meninas... o que estamos perdendo aqui? – perguntou Mellody.

—No meu caso, minha vida social. Eu fiquei um tempão fazendo aqueles folhetos pra difamar aquele idiota e agora ele é o herói da escola. Fala sério. – resmungou Trixie, fazendo Florence soltar um muxoxo. A porta se abriu e Dido Burke apareceu, com cara de tédio.

—E aí, garotas... o que estão fazendo? – perguntou ela indo se sentar na cama de Florence.

—Tentando destruir o seu primo. – resmungou Mellody. Dido as olhou surpresa e Florence riu.

—O que? – perguntou Dido com um sorrisinho.

—Não se preocupe. Ele parece indestrutível. – resmungou Mellody.

—Pois é. Nós demos furúnculos pra ele e ele ganhou um prêmio. – debochou Trixie e Dido deu uma risadinha confusa.

—Não se preocupe. Os furúnculos eram só para acabar com a reputação dele. Não foi nada que prejudicasse a saúde dele. – riu Florence movendo a mão, como se dissesse “não foi nada”.

—Ah... claro... a boa e velha história dos furúnculos falsos... pra acabar com a reputação de alguém... – murmurou ela se deitando na cama.

—O que você está fazendo aqui, de qualquer maneira?

—Minha irmã está namorando com Albus, Navi está namorando a Les, Scorpius fugiu pra namorar a Weasley e Lyra está sendo insuportável, resmungando de tudo... e olha só quem está falando... – resmungou Dido pegando uma lixa para lixar as unhas.

—Oh... que coisa, não? – riu Mellody – Por que não nos ajuda a sacanear seu primo?

—Por que eu faria isso mesmo? – perguntou Dido.

—Porque você vai ser a próxima dona dessa escola quando eu me formar, então tem que começar a fazer esse tipo de coisa... sem falar que você está entediada. – riu Florence e Dido voltou a se sentar.

—Ok, você tem um ponto... no que estão pensando? – perguntou Dido, parecendo curiosa.

—Bem... o que precisamos é de um grande golpe que cause um grande impacto. – murmurou Mellody.

—Mas como? Navi parece indestrutível! – resmungou Trixie – Sem falar que ele sempre tem controle sobre tudo... – adicionou ela.

—É mais difícil de atingir alguém que não tem TPM, não é? – riu Dido – Eu não acho que vocês vão conseguir alguma coisa contra meu primo. Ele é muito bem estruturado emocionalmente.

Então Florence teve um estalo e sorriu.

—Realmente. Ele é... ele é insolente e inabalável... mas... e se pudéssemos tirar isso dele? – perguntou ela com um sorriso cruel.

—É... seria bom se pudéssemos mostrar pra ele como é estar na nossa pele, como é se sentir rejeitado ou inseguro. Mas como poderíamos fazer isso? – perguntou Mellody. Mas Florence estava mexendo em seu malão. Quando por fim encontrou o que queria, se virou para as amigas.

—Aqui está.

—O que é isso? – perguntou Trixie.

—Isso é Perfume de Veela. – riu Florence – Em mulheres, nos deixa mais atraentes, chamativas... são feromônios poderosos. – riu ela – Mas se ingeridos por homens... – ela deu um sorrisinho cruel – Pode causar vários efeitos constrangedores... e... o que pode ser mais assustador para um destruidor de corações que... não ser viril? – perguntou ela agitando o frasquinho, fazendo as meninas, menos Dido, rirem – Não se preocupe, querida... não dura mais de vinte e quatro horas. Vai ser suuuuuuper engraçado. – garantiu ela e Dido soltou um suspiro.

—Não vai funcionar. Mas eu vou ficar quieta para poder falar: eu te avisei. Quando tudo falhar, sabe? – riu Dido apoiando o queixo nas mãos.

***

Navi arremessou a goles com toda a força contra Prim e a garota não conseguiu chegar a tempo de defender.

—Uhuuul! – comemorou de sua vassoura. Scorpius, que era o capitão do time, apitou e sorriu animado.

—Bom trabalho, Navi. – disse ele e Navi deu de ombros com um sorriso convencido – Muito bem, galera. Vamos fazer uma pausa, ok? Dez minutos para descansar e ir beber uma água. Está muito quente então vamos nos hidratar bem, ouviram? Principalmente você, Prim-cesa.

—Pode deixar, chefe! – riu Prim. O time foi se reunir ao redor de Scorpius para escutar algumas dicas e orientações. O time era composto basicamente por alunos do quarto e terceiro ano, então estava todo mundo um tanto ansioso para o primeiro jogo da Sonserina. Mas Navi estava tranquilo.

Voou para o chão, onde Trixie estava cuidando da água, como ela sempre fazia desde que tinha entrado em Hogwarts. Era uma tradição da escola de magia dela, onde as líderes de torcida ajudavam os jogadores da melhor maneira possível. Ela cuidava da água, para que estivesse sempre gelada, congelava toalhinhas para que eles colocassem no pescoço ou na cabeça para se refrescarem e algumas vezes ela até fazia uma massagem ou outra nos ombros dos jogadores.

A garota levava o esporte muito a sério e estava sempre disposta a ajudar o time.

Então só foi até ela e pegou a garrafinha de água que ela lhe ofereceu.

—Você deveria beber bastante água, querido. – riu ela – Está muito quente e você parecia meio zonzo lá em cima.

—Meio zonzo? Como assim? Esse está sendo o melhor treino da minha vida. – riu Navi matando a garrafa de água.

—Não diga que eu te contei, mas... – ela olhou ao redor – Scorpius pediu pra Prim pegar leve com você, querido, pra que você se empolgasse e se comprometesse mais com time...

Navi a olhou surpreso e logo notou o time se aproximando.

—Sério?

—Sério, mas... não conte que eu dedurei. Quer mais uma água? – perguntou ela lhe entregando uma toalha gelada.

—Bem... sim... não quero ficar desidratado... – murmurou colocando a toalha nos ombros.

—Deixa eu tirar uma aqui do fundo. São as mais geladas. – riu Trixie brandindo a varinha e fazendo uma garrafinha voar para fora da tina cheia de gelo – Tome, querido.

—Obrigado, Trix. Você é um anjo. – disse sorridente enquanto ela distribuía garrafinhas de água para o time.

—Que isso, amor. Eu só quero ajudar.

****

Mais tarde naquele dia, os sextos e sétimos anos estavam reunidos no Salão Principal para o Clube de Duelos. Tinha sido uma iniciativa do professor Fawley, para incentivar os alunos a colocarem em prática o que aprendiam em sala de aula. No final do semestre ele iria fazer um pequeno campeonato e o campeão ganharia um prêmio muito especial, que ele garantiu que seria realmente impressionante.

Então todo mundo estava realmente agitado com aquilo.

Os professores de cada casa instruíam seus alunos. O professor Flitwick com seus alunos da Corvinal, Madame Turner com os da Sonserina, o próprio Fawley com os da Lufa-Lufa e o professor Longbottom com os da Grifinória. A tarde tinha um ar divertido de gincana e todo mundo parecia estar se divertindo.

Os professores decidiram no “zerinho ou um” quem duelaria com quem e foi decidido que Lufa-Lufa escolheria um campeão para duelar com um campeão da Corvinal. Rose Burton foi a campeã da Corvinal e Adam Carter seria o da Lufa-Lufa.

Foi um duelo muito legal e animado, onde os alunos das outras casas vibravam e torciam, mas no final Rose foi derrotada e Carter fez a Lufa-Lufa gritar de orgulho. Flitwick ajudou Rose a se levantar e falar que ela tinha ido muito bem, e o professor Fawley, mesmo com seu jeito frio e distante, parabenizou Carter pela vitória e apontou os erros e acertos dele no duelo, o que Carter escutou com muita atenção, assim como seus colegas de casa.

Neville estava tentando escolher o campeão da Grifinória, indeciso entre Viktor Gray e Amanda Corecha. Os próprios alunos pareciam indecisos a respeito disso.

Mas Madame Turner já sabia quem seria seu campeão.

—Navi. Prepare esse seu traseiro pra duelar! – ralhou ela. Navi parecia estranho. Ele massageava o peito, parecendo desconfortável, sem falar que suava litros e respirava ofegante, se abanando com a outra mão – E não ouse perder pro desmiolado que o idiota do Longbottom escolher.

—Você está bem, amor? – perguntou Les.

—Claro... eu... eu tô sim... só estou morrendo de calor. – murmurou. Les sorriu e o beijou no rosto.

—Tenho certeza de que vai ir bem. – riu ela. Navi concordou com um aceno de cabeça e a Profana Trindade trocou um olhar divertido.

Neville acabou decidido por Viktor, que parecia louco para duelar. Ele era o goleiro da Grifinória também, então tinha toda uma rivalidade entre os dois. Lestrange e Gray foram para o quadrado desenhado para o duelo e fizeram suas poses de batalha.

—Eu vou afundar sua cara no chão, Lestrange. – rosnou Gray.

—Credo, cara... quanta agressividade. – murmurou Navi, pingando suor. Gray ficou esperando que ele retrucasse... na verdade todo mundo ficou esperando que Navi retrucasse, porque Navi Lestrange sempre tinha a última palavra numa troca de provocações. Era uma tradição. Fosse nos jogos, fosse num encontrão pelos corredores. As duas casas cuspiam ameaças uma para a outra, vez ou outra terminando numa troca não amigável de azarações... mas dessa vez Navi ficou calado.

—O gato comeu sua língua, Lestrange? Está com medo de me enfrentar? – rosnou Gray.

—Não. – murmurou ele, simplesmente, passando a mão no rosto, para secar o suor.

—Estão prontos? – perguntou o professor Fawley – Um, dois... três!

Navi atacou primeiro e Gray desviou a azaração. Os dois começaram um duelo e todos logo notaram que Navi estava levando a melhor. Ele era o melhor duelista da Sonserina, todo mundo sabia disso. Ele não tinha medo de enfrentar ninguém, desde o quinto ano. Até os alunos mais velhos tinham alguma ressalva de mexer com ele. Não apenas pelo sobrenome de peso, mas pelo talento que todos sabiam que ele tinha.

Ao ver que estava perdendo espaço, Gray começou com as provocações, na tentativa de distrair Navi e encontrar alguma brecha para contra atacar.

—Você luta como uma garota, Lestrange. – riu ele. Navi fechou a cara, parecendo zangado – O que houve? Não gosta quando eu falo isso, princesa?

—Pare com isso! – resmungou Navi, jogando azaração, atrás de azaração.

—Por que? Estou partindo seus sentimentos, princesa?

—Pare! – reclamou Navi e Gray achou a brecha que precisava, soltando uma azaração para empurrar Navi. O Sonserino fez um feitiço escudo, mas a azaração de empurrão de Gray era bem forte. Não forte o suficiente para quebrar a defesa de Navi, mas forte o suficiente para fazê-lo segurar o peito e fazer uma careta. Então repetiu o feitiço de novo, de novo e de novo. – Calma, cara... eu estou dolorido. –resmungou Navi massageando o mamilo – Estou sensível.

—Está sensível, princesa? – debochou Gray.

—Pare de me chamar assim! – resmungou Navi, parecendo abalado com aquela provocação boba. Os alunos da Sonserina se entreolharam confusos, mas Gray continuou.

—Magoei seus sentimentos, princesinha sensível?

—Isso é uma coisa horrível pra dizer. Não precisa ser cruel.

—E você acha que eu estou sendo cruel? Eu nem comecei. – riu Gray achando graça.

Navi soltou um muxoxo, ainda massageando o peito.

—Não foi o que você falou... foi o jeito que você falou... – resmungou Navi, parecendo magoado. Não zangado. Não ofendido. Magoado. Até Gray achou estranho.

—Pare de agir feito uma mulherzinha, Lestrange.

—Oh, vá a merda! – resmungou Navi.

—Ok! Tempo! – pediu o professor Longbottom – Gray! Venha até aqui.

Navi se virou e veio andando até a irmã, suando horrores, enquanto a Profana Trindade trocavam sorrisinhos divertidos. Lyra o assistia abrindo um sapo de chocolate, que Navi pegou sem pedir licença.

—Ei! Isso é meu! – ralhou ela.

—Eu PRECISO disso, ok?! – perguntou ele parecendo um tanto abalado. Ele enfiou o chocolate todo na boca e colocou uma mão na cintura, enquanto a outra massageava o peito – Amor... – ele olhou para a namorada, que estava ao lado de Lyra, parecendo se esforçar para não rir – Fala sério... essa calça me engorda? Eu estou me sentindo obeso!

Albus e Scorpius se entreolharam segurando as risadas. Dido também fazia o mesmo e por saber o que realmente estava passando, para ela era tudo mais engraçado. Mas Cerce apenas olhava perplexa para o primo, sem entender coisa alguma.

—Não, meu amor. Sua bunda que é grande mesmo, o que eu gosto. Adoro morder a sua...

—VOCÊ ESTÁ DIZENDO QUE EU ESTOU GORDO!?

—Oh, meu Merlin... – riu Trixie, abraçando Mellody, se contorcendo para não rir. Florence assistia com um sorriso vitorioso enquanto Mellody praticamente estava chorando de tanto rir.

Les estava tentando convencer Navi que ele não era gordo, quando a professora Madame Turner apareceu, parecendo furiosa.

—Lestrange! O que raios você está fazendo?! – ralhou ela, de péssimo humor. Navi a olhou parecendo abalado com tudo.

—Eu sinto muito... eu... eu estou morrendo de calor.

—Você está se deixando provocar por umas ofensinhas estúpidas, Lestrange!

—Mas professora! Ele está sendo malvado comigo... – murmurou ele. Madame Turner o agarrou pelo cangote e o puxou para perto. E como ela era quase um palmo mais baixa que ele, o garoto precisou se curvar.

—Você não faz a menor ideia do que é ser malvado, Lestrange! EU vou ser malvada com você! Agora volte lá e ACABE COM AQUELE MOLEQUE ESTÚPIDO! VOCÊ ESTÁ ME OUVINDO?!

—Sim, senhora. – murmurou Navi.

—Você está bem, Navi? – perguntou o professor Fawley, se aproximando. Madame Turner soltou o aluno que se endireitou.

Sim, por que? – perguntou ele – Não pareço estar bem? Porque eu estou bem. Eu me sinto bem... – ele secou o suor do rosto mais uma vez, respirando fundo, ofegante – Eu estou bem... o que você disse?

—Eu disse para se concentrar, Lestrange! – rosnou Madame Turner e Navi a olhou novamente – Vá lá naquele quadrado e ARRANQUE O CORAÇÃO DAQUELE IDIOTA E O TRAGA PRA MIM, ENTENDEU?!

—Por que está gritando comigo? – perguntou Navi parecendo alarmado. A professora piscou, em choque.

—Pare de agir feito uma garotinha, Lestrange! VAI LÁ E GANHE!

—Por que precisa ser tão cruel também?! Por que todo mundo é cruel comigo?! – lamentou Navi e agora tinha um monte de aluno da Sonserina se segurando pra não rir. As Profanas eram as que mais se sacudiam, tentando não gargalhar.

—Pare de chilique e vá logo! – rosnou a professora puxando Navi pelo orelha e o empurrando na direção do quadrado de duelo.

O professor Fawley a olhou com seus olhos de gelo e negou com a cabeça.

—Isso não é modo de tratar seus alunos, Lisa. Não deveria gritar com eles desse jeito. – disse ele naquele tom baixo de voz que ele sempre fazia, que obrigava as pessoas a prestarem o máximo de atenção nele.

—Escute aqui, Fawley. Se quiser tratar aqueles seus alunos bunda mole da Lufa-Lufa na base do leite com pera, é problema seu. Mas não vem me dizer como tratar os alunos da minha casa! – rosnou Turner.

Fawley a olhou com censura e voltou para junto de seus alunos, que começaram a falar aos sussurros com ele.

Lestrange e Gray voltaram a duelar, ambos calados, mas Lestrange parecia estar numa pilha de nervos. Ele errava os feitiços, se distraía e logo não conseguia mais atacar. Por fim, Gray o desarmou e o jogou no chão com muita força e Navi ficou lá. Os alunos da Sonserina o olharam em choque e Madame Turner o olhou em mais choque ainda. Ela correu até ele, preocupada, seguida do professor Fawley, que apesar de não ter mudado de expressão, parecia procurar por ferimentos em Navi.

—Lestrange, você está bem? Consegue terminar o duelo? – perguntou Madame Turner.

Navi se levantou de leve, se apoiando nos cotovelos, ficando com o rosto vermelho.

—Não... – choramingou ele – Meus mamilos não param de doer... estão doendo muito... – lamentou ele. Madame Turner piscou em choque e respirou fundo.

—Seus... mamilos? – sibilou ela. Florence, Mellody e Trixie caíram na gargalhada, enquanto Dido escondia o sorriso com as duas mãos. Scorpius estava socando o ombro de Albus, sem conseguir não rir enquanto Albus mordia os próprios dedos, tentando se conter – Não ferra comigo, Lestrange. Levanta daí e luta. Para com essas frescuras!

Mas aquela foi a gota d'água para Navi. Ele se levantou, parecendo completamente magoado e devastado, com o rosto vermelho e molhado pelo suor, os olhos brilhantes e a respiração ofegante.

—Não! Não vou fazer isso! Sou sempre eu! – choramingou ele, enquanto um silencio extremante constrangido pairava pelo Salão Principal – "Precisamos de você, Navi". "Vamos, Navi". Navi! Navi! Navi! – lamentou ele batendo o pé no chão com força a cada vez que pronunciava o próprio nome. – E você está sempre gritando comigo! Sempre me agredindo! Nunca me escuta! Nunca posso contar com você, mesmo sendo a diretora da minha casa! E sobre meus sentimentos, heim!? – perguntou ele parecendo prestes a cair em prantos, descontroladamente. Ele olhou ao redor, para as pessoas que o encaravam completamente em choque, com exceção do professor Fawley, que apenas tinha apertado os olhos com visível desagrado no olhar. – Eu nunca vou esquecer de como você tratou o meu melhor amigo quando bateram nele! Como você o tratou como se ele fosse um completo anormal! Ele não é anormal! Ele é uma das pessoas mais fantásticas que eu conheço... ele era meu irmão e você fez com que a gente fosse separado! Você! – ele fez uma pausa, enquanto Madame Turner o encarava completamente em choque – Você é uma homofóbica do caralho, que utiliza a sua hierarquia nessa escola para nos obrigar a sermos do jeito que você quer! Você é uma professora horrível. Você é uma pessoa horrível e eu tenho vergonha que você seja a diretora da minha casa, porque você é cruel com todo mundo. Você mente, intimida e tira sarro de qualquer um que não se enquadre nos seus moldes do que considera certo! Você é a representação exata de tudo o que envergonha a nossa casa! Por isso eu cansei! Eu cansei! – choramingou ele. Todos ainda estavam em choque... boquiabertos. Mas Navi não aguentou mais ficar ali. Ele escondeu o rosto com as mãos e saiu correndo. E quando ele fez isso, os alunos da Grifinória dispararam a rir (bem, não todos) – Me deixem em paz! – gritou ele logo antes de deixar o Salão Principal.

As gargalhadas se espalharam pelo Salão. Florence estava chorando de tanto rir. Trixie segurava a própria barriga.

—Céus, eu vou me mijar! – gargalhou ela.

—Isso foi demais! – riu Mellody.

Sim. Tinha sido... Foi um bom golpe...

Todo mundo estava em choque. Tudo ficou meio estranho, pelo menos até o efeito do perfume de veela passar e Navi voltar ao normal.

Mas agora Florence tinha certeza que o estrago tinha sido feito... O reinado de Navi Lestrange tinha acabado. Finalmente ele teve o que mereceu e caiu de cima de seu pedestal...

*****

—Isso é um absurdo, McGonagall! – murmurou Fawley, com as mãos nos quadris e um visível ar de reprovação – Eu sei que como professor eu não posso vir aqui e dizer como você deve fazer o seu trabalho, mas... na minha responsabilidade como vice-diretor eu não posso simplesmente fechar os olhos para o que eu vi hoje! Turner não se enquadra no perfil de educadora!

Estavam na sala da diretora, ela, Fawley, Flitwick e Neville, que tinham vindo a pedido do novato, como testemunhas do que tinha acontecido.

—Eu detesto dizer isso, mas... eu concordo com o Marduk. – murmurou Neville – Eu venho te dizendo isso há anos, Minerva.

McGonagall soltou um suspiro, olhando desconfiada para Fawley.

—Eu fiz uma pesquisa, McGonagall. – murmurou o Vice-Diretor – Sobre as ocorrências contra a professora Turner. Eu falei com os monitores das casas, inclusive os da Sonserina. Todos foram unânimes em dizer que aquela mulher é cheia de excessos... e o monitor chefe da Corvinal me mostrou um relatório muito interessante de um aluno chamado... Pravice Strokk... já faz alguns anos que esse relatório foi feito... Mas aqui diz que Madame Turner foi completamente conivente com atos de violência contra dois alunos acusados de serem homossexuais. Aqui tem a sua assinatura, professor Longbottom. – disse Fawley mostrando o documento para Neville, que concordou com a cabeça – Você alertou a diretora sobre essa ocorrência?

Neville engoliu em seco e mirou a diretora.

—Sim, ele me falou sobre isso, Marduk. E eu chamei os dois alunos para que explicassem o que tinha acontecido e eles falaram que foi apenas uma briga que saiu do controle. E que o monitor chefe, na época o Sr. Strokk, tinha se enganado. Eu fiquei de mãos atadas.

—Bem. E agora? A senhora está de mãos atadas? – perguntou Fawley conjurando uma pilha de papéis em cima da mesa da diretora.

—O que é isso, Marduk?

—Ocorrências que eu coletei nesses últimos dois dias contra a professora Turner. – respondeu Fawley – Quarenta e duas ocorrências, delatando excessos, ameaças, ofensas e até uma ameaça de castigos físicos, o que é proibido no código do colégio, pelo o que eu sei.

Minerva piscou surpresa, olhando as ocorrências.

—Como isso nunca chegou até mim? – perguntou ela.

—Porque, pelo que eu descobri, Madame Turner ameaçou reprovar o monitor e a monitora chefes em DCAT caso eles ousassem reportar isso. Essa, Minerva, não é a atitude de um educador. Mais uma vez, eu não quero te dizer como fazer o seu trabalho. Eu não vim aqui com a intenção de te prejudicar, apesar de todos nós sabermos que foi essa a intenção do Ministério ao me mandar aqui. – adicionou ele tranquilamente, fazendo os colegas piscarem surpresos – Mas eu não vou deixar que essa mulher continue a fazer esse tipo de coisa com alunos. Se ela não aguenta a pressão de lidar com jovens, que arrume outro emprego. Isso é uma escola, para jovens. Ela não está lidando com adultos, com as mentes formadas. Mas com jovens onde suas opiniões são facilmente influenciáveis. Se ela faz isso, outros alunos vão imitá-la e é isso que vai causar confusão aqui dentro. A senhora fez um belo discurso de boas vindas, Minerva, mas permitir que esse tipo de coisa – ele apontou para as ocorrências – continuem acontecendo só me fazem pensar que você é uma grande hipócrita.

—Não ouse dizer isso da Minerva, Marduk. – ralhou Flitwick.

—Eu ouso! Porque alguém tem que dizer. Você viu o estado do garoto Lestrange hoje. Aquilo foi um absurdo. Eu dediquei a minha vida à Licenciatura. Eu amo dar aula. Encontre outra pessoa para substituir Turner, Minerva, ou eu vou começar a fazer o que o Ministério me mandou fazer... e eu tenho já uma boa lista de falhas para apontar.

—Está louco para colocar mais gente do Ministério aqui, não é, Fawley? – rosnou Neville.

—Claro. Se isso significar uma melhoria para o ensino, sim. Já é um absurdo que continuem deixando aquele fantasma sem um pingo de didática continuar a dar aula aqui. Posso contar nos dedos de uma mão quantos alunos conquistam os N.I.E.M.s em História da Magia... História da nossa cultura... a NOSSA História. Como podem negligenciar isso? – perguntou Fawley – Sem falar que... eu fiz uma pesquisa... – Neville revirou os olhos – O nível das notas nos exames N.O.M.s e N.I.E.M.s também estão caindo na matéria DCAT. Minerva. Nós estamos em guerra. Muitos desses alunos vão ser enviados para campos de batalhas. Eles no mínimo precisam saber se defender bem. Se não arrumar alguém competente para prepará-los, eu vou arrumar. Alguém, sim, do Ministério. Alguém mais empolgado com a ideia de te tirar dessa sala. Mas alguém que vai preparar aqueles jovens pro mundo, porque essa é a nossa missão aqui dentro. – Fawley respirou fundo. Em momento algum ele aumentou o tom controlado de voz. Em momento algum ele se alterou – Ou você começa a fazer seu trabalho, McGonagall... ou eu vou começar a fazer o meu.

E então ele deu as costas para os três e saiu da sala da diretora.

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Nunca... Nunca... Nunca subestime seu oponente.

—Eu não acredito nisso! Como ele faz isso?! – rosnou Florence gritando contra o travesseiro.

Porque Navi Lestrange era o novo herói da escola, que causou a demissão da professora mais detestável de todas. E graças a ele, Slughorn se tornou o novo diretor da Sonserina e um tal de Remus Lupin, um senhorzinho que aparentemente era um amor de pessoa, se tornou professor no lugar dela.

Então todo mundo estava super amando Navi. As pessoas o cumprimentavam no corredor, o parabenizando pela cena que ele tinha feito, “obviamente de propósito” para derrubar aquela a professora tirana.

—Eu disse que não ia dar certo. Navi sempre sai por cima de tudo. – riu Dido, tirando sarro das três.

—É... igual quando ele terminou comigo pela primeira vez, depois da melhor semana da minha vida... – lamentou Mellody – Eu fiquei tão triste que nem curti o sexo de fim de rolo...

—Sério amiga? – perguntou Florence com censura arqueando a sobrancelha e Mellody corou escondendo o rosto com as mãos.

—Meu Merlin! Eu sou tão vadia! – lamentou ela se jogando na cama.

Dido deu uma gargalhada.

—Sério. Por que vocês estão tão interessadas em ferrar com a vida dele? – perguntou Dido pegando um feijãozinho de todos os sabores que seu pai tinha mandado pelo correio.

—Porque ele é um grande narcisista, cretino! – rosnou Florence.

—Basicamente como vocês? Huum... morango!

—Não é apenas por nós, Dido. É por todas as garotas que Navi Lestrange seduziu. Ele sempre nos tratou como reles objetos! – ralhou Mellody.

—Mas agora ele está numa boa, valorizando uma garota que ele gosta então... então por que? – perguntou Dido – Ele tomou jeito. Deixem pra sacanear com ele caso ele seja um babaca e termine com ela e volte a ser o cafajeste de sempre! – disse Dido dando de ombros.

As três trocaram um olhar analítico.

—Sabe o que deveríamos ter feito desde o início? – perguntou Trixie – Partido o coração dele.

—Não foi isso o que eu disse... – resmungou Dido.

—Isso mesmo! – riu Florence – Mas como?

—Fazendo-o terminar com Young. – respondeu Mellody.

—E eu estou fora. – riu Dido se levantando – Eu não sou tão amiga da Lessa... mas eu não acho justo vocês tentarem estragar o momento dos dois. Eles estão tão felizes juntos. – riu Dido – Só porque ele não achou a felicidade dele com uma de vocês, não significa que precisam ferrar com a vida dele. – Dido suspirou – Vamos fazer assim. Se ele terminar com Les, sem que tenha dedo de vocês... e ele voltar a ser um cretino nojento... Eu ajudo vocês a dar uma lição nele. De verdade. O que acham?

A Trindade Profana se entreolhou.

—É apenas questão de tempo até ele cansar do buraquinho, gente... é de Navi Lestrange de quem estamos falando. – riu Mellody.

—Eu concordo com a ideia. Estamos em época de N.I.E.M.s... precisamos nos dedicar de verdade a outras coisas... – disse Trixie.

Florence foi andando até Dido, com um olhar intenso...

—Está bem, Burke... mas saiba que se isso acontecer... eu não vou parar até que Lestrange esteja completamente destruído. Completa e absolutamente destruído.

—Entendi. Mas por enquanto, vocês deixam meu primo em paz, certo? – perguntou Dido.

—Certo. – riu Florence. Dido sorriu, pulando para o chão e deixou o dormitório. Mellody andou até a porta e a fechou.

—Estava falando sério, Flor? Não vamos sabotar os dois? – perguntou ela.

Florence deu um sorriso cruel, como resposta. Elas eram a Profana Trindade, afinal de contas...

Notas finais
hsuahsuahsau Navi sempre contorna tudo ahsuahsau xD O que acharam? Deu pra rir? E esse professor? O que acharam? ^^ Muito bem... muito bem... vamos para a prévia!! "Rasalas abriu os olhos e se sentou, sentindo o coração bater acelerado. Daphne acordou, o olhando assustada. —Está tudo bem? – perguntou ela. Negou com a cabeça, colocando a mão no peito, respirando ofegante, sentindo-se absurdamente vazio, sozinho... – Rasalas? Se curvou na cama, sentindo um medo terrível. Um medo absurdo. Um medo que não cabia em si... passou as mãos nos cabelos e sentiu o rosto molhado. Estivera chorando durante o sono. —Não foi nada... – murmurou sentindo-se completamente triste. – Foi... foi só um pesadelo..." Preparem o S2 pro próximo capítulo, ok? ^~ Beeeijos!