Legado Lestrange II - Legacy

28 My Girl, My Sister... Fuck, I'm so Screwed...


Notas iniciais
Aiaiaiai Hoje é sexta feira! Amém, aleluia... Olá, amores! Mais um capítulo pra vocês. Começa tristinho, mas vai melhorando. E teremos personagens novos nesse capítulo hohohohohoho Espero que gostem!!! =D Beeeeijos! A gente se vê quarta que vem ^~ E comentem ¬¬

Capítulo 28

Scorpius abriu os olhos, fracamente. Estava cansado, com o peito doendo. Era difícil de respirar e as luzes piscavam em sua frente. Respirou fundo, zonzo, tentando se localizar. Ficou com medo, por um momento, pois não fazia a menor ideia de onde estava. Tentou se sentar, mas seu corpo doía demais, como se estivesse com câimbras em vários músculos.

Tentou mover a cabeça e sentiu algo quente em sua mão. Olhou para o lado e viu a cabeça platinada de seu pai, deitada ao seu lado. Tentou chamar o pai, mas sua voz não saiu. Sua garganta estava muito seca. Tentou de novo, sentindo medo. O que tinha acontecido? Não se lembrava...

Só se lembrava de estar completamente infeliz.

Tentou falar de novo, mas doeu demais e simplesmente gemeu de dor. Seu pai moveu a cabeça, pesadamente e a levantou. Então ele pareceu assustado. Viu o pai se levantar e parecer aliviado.

—Scorpius. Você está de castigo pelo resto da sua vida! – sibilou ele. Scorpius engoliu em seco e virou o rosto, sentindo-se cansado. Se lembrava agora. Tinha cortado os pulsos... mas o idiota do elfo deve tê-lo delatado. Ele veria só uma coisa... – Tem ideia do susto que me fez passar?! Heim?! – rosnou seu pai. Ótimo. Agora, além de estar se sentindo péssimo, e de estar de castigo (de novo), iria ouvir um sermão. De certa forma preferia quando seu pai estava calado – Eu chego em casa e está tudo sujo de sangue e você quase morto no chão! – foi quando notou a voz do pai falhar. Piscou confuso e o olhou fracamente. Seu pai o olhava desolado e parecia prestes a chorar – Como acha que eu me senti ao chegar em casa e ver que meu filho, o meu garoto... – seu pai arfou sem conseguir terminar a frase. Ele só se curvou e começou a chorar de um jeito que Scorpius nunca imaginou vê-lo chorar um dia, escondendo a boca com a mão, os olhos tão cheios de dor, parecendo completamente perdidos. – Graças... ainda bem que você está vivo... céus... eu fiquei tão preocupado... – lamentou Draco. Scorpius continuou calado, sentindo-se péssimo. Nunca, nunca mesmo, tinha visto seu pai chorar. Ainda mais daquele jeito. Seu pai não chorara nem no enterro de sua mãe, apesar de ter parecido ficar tão infeliz que por muito tempo achou que ele nunca mais iria sorrir de novo. Ficou olhando para ele, levemente envergonhado. Mas seu pai segurou sua mão e a beijou nos dedos, de novo, de novo e de novo – Seu moleque idiota. Eu quero te dar tanta surra agora. – rosnou seu pai, apesar de estar fazendo carinho em sua mão e de ter acabado de lhe dar um monte de beijos – Seu egoísta do caralho. É isso que você é... – chorou seu pai. Scorpius fechou os olhos, completamente envergonhado – Scorpius. Olhe pra mim. – não desobedeceu. Olhou para o pai com algum medo. – Eu te amo, meu filho. Nunca mais. Nunca mais mesmo, pense em fazer isso de novo, você entendeu? – concordou com um fraco aceno de cabeça – Scorpius... você é tudo pra mim. Tudo. Você é meu mundo. Nunca mais faça isso. Você me promete? – Scorpius concordou com um aceno de cabeça. Olhava para cima, tentando não chorar também – Me desculpe por ter sido tão cruel. Eu errei. Me perdoe. Eu nunca mais vou te ignorar de novo, ok? – perguntou seu pai com a voz quase suplicante. Engoliu em seco e concordou com outro aceno de cabeça. Sentiu seu pai apertar mais a sua mão e beijá-la de novo. – Me perdoe por... por tudo, Scorpius... me perdoe por não ser sua mãe... me desculpe por você me odiar... – lamentou seu pai. Agora foi simplesmente impossível não deixar as lágrimas descerem por seu rosto – Eu queria ser um bom pai pra você... desculpe por falhar... – chorou seu pai – Eu acho que... eu acho que fiquei completamente perdido depois que sua mãe se foi e... – Scorpius ouviu seu pai chorar mais um pouco antes de conseguir voltar a falar – Eu devo ser um merda de pessoa, não é? E eu quase perdi você... me desculpe, Scorpius...

—Papai... – murmurou com dificuldade. Draco fungou de maneira barulhenta e o olhou desolado – Eu não te odeio. – murmurou. Seu pai apoiou os dois cotovelos na cama e chorou mais um pouco, completamente fora de controle – Não chore mais, por favor.

—Desculpe... – fungou seu pai se aprumando. Ele respirou fundo várias vezes e ficou tentando secar o rosto com as mãos – Desculpe... eu... eu só... – ele arfou de novo parecendo completamente destruído – Você precisa descansar. Eu vou... eu vou te deixar descansar.

—Não... – murmurou olhando para o pai – Não me deixe sozinho...

Draco fungou mais uma vez e concordou. Ele puxou a poltrona e se sentou. Scorpius soltou um suspiro, cansado.

—Não vou sair então. – murmurou seu pai.

—Você me desculpa...? – perguntou desesperado.

Seu pai fungou de novo e concordou com um aceno de cabeça.

—Merlin. Só não faça isso de novo. Eu não vou aguentar isso de novo. Quer matar o seu velho, é? – perguntou seu pai ainda parecendo muito abalado.

Scorpius segurou a mão do pai e fechou os olhos, exausto. O sono o tirou dali rapidamente, o levando para um tempo distante, quando ele era um garotinho a brincar com o pai e a mãe, com as risadas se espalhando por toda aquela mansão.

*

Scorpius soltou um suspiro. Estava sentado na cama, pronto para ser liberado. A curandeira pegou uma pasta rosada e estava para passar na cicatriz de seus pulsos, quando ele puxou o braço.

—O que isso faz? – perguntou desconfiado.

—Vai tirar a cicatriz, querido. – respondeu ela amavelmente.

—Então não precisa. – resmungou pulando da cama. A enfermeira piscou, confusa.

—Quer ficar com a cicatriz? – perguntou ela. Scorpius não respondeu. Apenas saiu do quarto para se encontrar com seu pai, do lado de fora. Ele estava terminando de resolver os detalhes burocráticos de sua internação.

Mal podia esperar pra sair daquele lugar.

**

Lyra estava comendo uma maçã enquanto lia uma revistinha em quadrinho trouxa. Ela deu uma risadinha da fala do mercenário tagarela e a revistinha pulou de sua mão. Levantou o olhar, zangada e viu seu irmão a olhar estranhamente sério.

—So... You and Lessa... what up? – (algo como: Então… você e Lessa… o que tá rolando?) perguntou ele.

Lyra deu uma risadinha e deu de ombros.

—Não sei do que você está falando. – riu se deitando no sofá.

—Você está namorando a Lessa. – disse Navi, com algum tom de acusação. Lyra sorriu apoiando a cabeça no punho.

—Não estou.

—Vocês estão sendo exclusivas há semanas. Isso é a definição de um namoro.

—Estamos sendo exclusivas, mas não firmamos o compromisso de seguir assim. – riu Lyra, sem dar importância praquilo – Só estamos curtindo... por que? Ciúmes? – Em resposta recebeu a revistinha de volta... no meio da fuça, com alguma força – Grosso. – disse rindo, sem se importar nem um pouco. Pegou a revistinha e começou a ler de novo.

***

Chutou o pé da cama realmente zangado. Aquilo era o cúmulo. Sua irmã. Sua fodendo irmã mais nova... estava com a sua garota?

Andou até o armário e tirou seu livro de transfiguração de lá de dentro. O abriu na página 142, porque seu primeiro beijo com Lessa foi no dia 14 de fevereiro. Sim. Meio idiota. Mas até mesmo Navi Lestrange, o destruidor de corações, o garoto mais galinha da escola, o maior colecionador de virgindades da história... foi capaz de se apaixonar por alguém.

E essa garota foi Lessa Young.

E ela estava com sua irmã mais nova.

Que raios de mundo estranho era aquele?

Pegou a foto dela, que estava guardada naquela página. Os dois, quando eram pequenos e inocentes... ... ... deu uma risadinha. Ok. Eles eram pequenos... mas inocente realmente não eram... suspirou se sentando na cama, olhando a foto onde ele e Lessa tomavam sorvete em Hogsmeade, depois de terem fugido da escola e ido ilegalmente para lá.

Ela era uma aluna do primeiro ano e ele falou: “Ei! Meu pai é um lobisomem e tem um amigo que também é um lobisomem. E ele foi professor daqui e aluno... e usava o salgueiro lutador para passar a lua cheia... e o salgueiro lutador tem um túnel que vai parar em Hogsmeade. Quer ir lá pra dar uns malhos?”

E ela disse.

“To fazendo nada mesmo... vamos lá.”

E então começou a maior história de amor de sua vida. Aquela garotinha do primeiro ano embaralhou sua cabeça e transformou o pestinha arrumador de confusão no maior Don Juan da história daquele castelo...

E um dia, quando ele estava completamente feliz, satisfeito, com a sensação de que estava onde deveria estar...

“Então, Navi. Não é você. Sou eu. Eu meio que não gosto desse jeito de você. Mas vamos ser amigos, ok?”

Ele ainda não era um Don Juan. Ok. Mas depois que Lessa quebrou seu coração, uma garota do quinto ano o chamou para sair. Uma mais velha que ele. Ele aceitou e transou com ela. Mas não era a mesma coisa do que com Lessa. Então encontrou outra garota. O nome dela era Amanda... ou Amélia... Alexia?

Que se dane. Ela era loira.

Ou ruiva...?

Não importa. Transou com ela também. E depois com outra garota e depois com outra. E simplesmente não parou mais. Quando deu por si, já tinha transado com mais da metade das garotas do quinto ano. E ele estava no quarto. Então tentou com as do sexto e conseguiu algumas... depois tentou com as garotas do seu próprio ano e conseguiu também.

A maioria das garotas queriam ter algo com ele, mas ele se cansava fácil. Nunca fazia promessas. Nunca se comprometia a nada. Nunca sequer deu esperanças. Mas as garotas insistiam em abrir as pernas, as blusas, a boca, ou qualquer outra coisa que ele pedisse.

Era apenas olhar e sorrir para uma garota qualquer, que momentos depois ela estava ali a seus pés. Puro magnetismo animal. Ou sabe-se lá o que era. Algumas vezes se perguntava se era meio veela. As únicas com quem nunca tinha tentado de verdade tinham sido as irmãs de Draconis, por motivo de... Bro Code.

Mesmo que Draconis tivesse pegado Lyra. Mesmo que Draconis tivesse dado a bênção dele... a verdade era que... Ele sabia que Draconis não iria gostar nenhum pouco, então por respeito ao amigo decidiu proclamar Rose, Cerce e Dido (e Prim...) território proibido.

Sem falar que existiam outras garotas bonitas e/ou gostosas em Hogwarts, completamente disponíveis para ele... Mas ver sua irmã com a sua garota... aquilo o tinha tirado completamente do jogo. Como é que podia perder naquele jogo para a irmã? Isso não fazia sentido.

E ele tinha muita certeza de que Lessa não era lésbica. Não podia ser... céus, o que já tinha feito com ela... aquela garota certamente gostava de... bem... garotos. Não usaria pensamentos chulos com a sua garota... mesmo que ela estivesse fazendo todas as loucuras possíveis com a sua irmãzinha...

Loucuras que ele queria desfrutar... por muito tempo. Talvez até que a morte os separasse...

Céus, por Lessa concordaria até mesmo em ter um relacionamento exclusivo. Concordaria em ser como era no terceiro ano. Um garoto comportado e completamente devotado. Concordaria em ser um pastel, como seu pai era... Até que a morte os separasse...

Passou boa parte do tempo falando que iria curtir a vida e que quando chegasse aos trinta, tomaria jeito e iria atrás dela. Mas a verdade era que nunca imaginou que alguém pegaria Les pra casar, não antes dele. Ela era controversa demais. Quem, além dele, iria querer algo sério com ela...? Não tinha ninguém mais promíscuo que ele naquela escola. Ele e Lessa eram o casal perfeito...

Ou pelo menos eram, até Lyra entrar na equação... Lyra era louca e desimpedida... e ela era metamorfomaga. E estava disposta a fazer tudo. Qualquer coisa. Desde que se divertisse... sua irmã era sua única e mais perigosa rival naquele colégio.

E não poderia ser sujo e cruel com ela... ela era sua irmã. E, como seu avô e seu pai sempre insistiram em dizer, os Lestrange’s protegem uns aos outros... provavelmente porque depois de todos aqueles casamentos entre parentes, os bruxos deveriam estar todos malucos. Então ficavam repetindo isso para que não se matassem demais.

Guardou a foto e o livro, voltando a escondê-lo no armário, junto com aquele pedaço de si mesmo que queria não ser um putardo filho da puta... basicamente como tio Blair.

Passou as mãos pelo rosto, indignado com toda a situação. Estava com tanta raiva da situação toda... e estava de mãos atadas. O que poderia fazer pra reconquistar Lessa? Era difícil de saber a resposta pra isso, afinal, não sabia onde tinha errado com ela na primeira vez. Ela mesmo disse que a culpa era dela e não dele.

Chutou o pé da cama de novo, zangado.

—Caralho... – resmungou, fulo da vida – Minha irmã e minha garota... cacete, eu to tão fodido...

****

Rasalas entrou no Bloody Mary e notou que, como sempre, tinha sido o último a chegar. Se sentou entre Damian e Draco e olhou os amigos levemente curioso. Uma reunião de emergência e era óbvio quem tinha organizado. Normalmente era quem tinha pânico no rosto. E dessa vez era Blair.

Ele nunca tinha convocado uma reunião de emergência, então ficou bastante curioso.

—A noiva chegou. Atrasada como sempre – debochou Draco olhando sem jeito para Damian, que o olhava com expectativa – E então, Blair. Você vai contar o que estamos fazendo aqui, agora?

Blair respirou fundo, parecendo quase desesperado.

—Aconteceu algo terrível. Algo horrível. Algo... algo... algo... – começou o negro.

—Quem você engravidou? – riu Damian e todos olharam pra ele – O que? É um chute válido.

—Blair não sairia engravidando as pessoas. – disse Draco – Né, Blair?

O amigo respirou fundo e baixou a cabeça desorientado.

—O nome dela é Lisa Berry... – resmungou Blair – E ela está morrendo.

—Opa. Isso está meio estranho... acho que perdemos um pedaço da história... – disse Draco franzindo a testa – Vocês também estão com a sensação de que perdemos um pedaço da história? Ninguém começa uma história falando que a mulher está morrendo!

—Moulin Rouge. – discordou Rasalas.

—Em primeiro lugar, – retrucou Draco – esse nome não me diz nada. – disse ele e lembrou que Draco não tinha sua paixão e a de Daphne por filmes trouxas – E em segundo lugar, o cara começa falando que ela já está morta. Não morrendo.

Ia abrir a boca para explicar a trama do Moulin Rouge, quando notou que Draco parecia já ter assistido.

—Ok. Quem é Lisa Berry? – perguntou Damian.

—Eu a conheci há séculos. Foi coisa de uma noite só. – resmungou Blair.

—Me diz quando não é. – resmungou Damian.

—Ela engravidou de mim, mas não quis minha ajuda pra cuidar. Ela simplesmente voltou para os Estados Unidos e criou a garota sozinha e...

—Senhoras e Senhores. – interrompeu Draco – Acho que o Universo está prestes a nos dar uma linda notícia. Blair Zabini tem uma filha?

—Eu fiquei meio desapontado quando Pansy e Nancy tiveram meninos... Ter uma filha mulher muda a gente. – disse Damian, que estava bebendo água.

—Agora só falta Draco descobrir que tem uma filha também e o Universo terminará de punir os injustos. – riu Rasalas.

—Desculpe, Ras. Mas minha biologia me impede de ter filhas. Só aceite. – riu Draco.

—Podemos focar no meu problema?! – ralhou Blair.

—Ah, claro. Então ela voltou para os EUA. – riu Rasalas – Mas agora está morrendo e falou: toma, que o filho é seu? Ou melhor... filha.

—Basicamente isso... – resmungou Blair – Eu não estou pronto pra ter um filho! Ainda mais uma filha.

—Quantos anos ela tem? – perguntou Draco.

—Vai colocá-la em Hogwarts? – perguntou Damian.

—Ela já te conheceu? – perguntou Rasalas.

—Ela já tem dezessete? – perguntou Draco e todos olharam para ele, inclusive Blair, que estava horrorizado – O que? Eu sou solteiro! – riu Draco piscando para Blair e fazendo um barulho estalado com a língua.

—Ela não tem dezessete... tem... hum... dezesseis. – resmungou Blair.

—Eu posso esperar um ano. – riu Draco dando de ombros. Rasalas deu uma risadinha.

—Blair Zabini tem uma filha adolescente. Obrigado carma, pela confirmação de que você é real. – brindou Rasalas.

—Parem de fazer graça! Eu estou desesperado. Ela vai vir morar comigo. Lisa vai morrer daqui uma semana! – ralhou Blair.

—Os americanos são precisos assim? O que ela tem? – perguntou Rasalas, surpreso.

—Ela vai ser executada, pela justiça bruxa, por se envolver romanticamente com um trouxa. Isso é estritamente proibido lá. – resmungou Blair – Então eu vou ter que cuidar da garota... e eu nunca nem a vi. – lamentou ele.

—Não queria estar na sua pele, amigo. – riu Draco – Mas eu preciso voltar pra casa. Foi um bom papo.

—Ei. Nem chegamos direito! – disse Rasalas, surpreso.

—Eu sei. Mas é que eu preciso ficar de olho no Scorpius. Eu o deixei de castigo pelo resto da vida e eu preciso garantir que ele ainda está lá... e que está tudo... bem... limpo. – respondeu Draco, se levantando. Rasalas franziu a testa – Mas a garota. Quando ela vem pra cá?

—Ela vem pra cá junto com um membro do conselho tutelar. – respondeu Blair – Na semana que bem, logo depois da execução da Lisa.

—Pelas Chaves? – perguntou Damian.

—É. – respondeu o amigo.

—Bem... eu não posso ficar mais, também... eu preciso deitar um pouco. Estou me sentindo cansado. – murmurou Damian – Mas eu prometo estar no dia das Chaves com você.

—Eu também. – riu Rasalas olhando o amigo (Blair) com coleguismo.

—Eu também. E prometo estar bem bonito no dia. – riu Draco – Afinal, o Bro Code nunca mencionou que precisamos ficar longe das filhas alheias.

—Draco... isso é nojento. – ralhou Damian – Mas eu tenho Draconis. – riu o amigo.

—Draconis tem uma namorada. Navi é solteiro. – riu Rasalas.

—Ok, ok... eu coloco a peça “Scorpius” na mesa. – riu Draco.

—Vão se foder. Todos vocês. Os filhinhos safadinhos de vocês vão ficar longe da minha garotinha! – ralhou ele.

—Qual é o nome dela? – perguntou Rasalas.

—Trixie. – respondeu Blair.

—Você sabe que esse é um nome guerra de prostitutas, não sabe? – perguntou Draco.

—Eu vou azará-lo, Malfoy. – rosnou Blair.

—Mas Trixie era o nome de guerra daquela prostituta que você me convenceu a transar daquela vez. Eu não estou mentindo. – riu Draco.

—Eu continuo dizendo que vou te azarar. – ralhou Blair.

—Ok, ok. Não está mais aqui quem falou. – riu o loiro antes de aparatar.

*****

Rasalas viu seu amigo andar de um lado para o outro, completamente tenso. Alhena e Damian estavam lá também, assim como Draco e Daphne. Todos tinham ido para apoiar o amigo, que agora teria que cuidar de uma garota adolescente, de que ele recém descobrira ser sua pai, mas que ele nunca tinha sequer visto.

—Sr. Zabini? – perguntou um bruxo gordo, negro, com trajes a rigor.

—Sou eu. – murmurou Blair.

—Sou Julius Monroe. – disse o bruxo – Sua filha já chegou. Você precisa ir para o Ministério assinar uns papeis antes que ela possa ir com você.

—Ah... ok. – murmurou Blair – Eu achei que iríamos nos encontrar aqui.

—Mudanças de plano. – retrucou o outro bruxo de maneira ríspida, mas Blair estava ansioso demais para se importar.

Seguiram para a nova sede do Ministério da Magia e lá Blair foi cuidar da papelada. Depois de uma boa meia hora de burocracia, outra bruxa apareceu trazendo a menina.

Zabini era um homem atraente e a filha tinha puxado isso dele. Os dois tinham o mesmo tom de pele, apesar dela parecer minimamente mais pro bronze do que ele. Ela estava abatida, mas mesmo assim era uma garota bonita. Os cabelos ondulados num tom chocolate escuro, os lábios volumosos de Blair, o nariz pequeno, os olhos grandes e surpreendentemente cor de mel, quase verdes.

Ela olhou sem jeito para Blair, que parecia mais sem jeito ainda.

—Senhor Zabini. Já mudamos o sobrenome da senhorita, a pedido da mãe dela. – respondeu a bruxa do conselho tutelar – Bellatrix Zabini é oficialmente sua filha e você possui a guarda dela.

—Aaaah... o nome é Bellatrix. – riu Draco, lá atrás.

Blair olhou para a recém descoberta filha e engoliu em seco. A garota o olhou por alguns segundos, mas depois estudou cada um deles com os olhos.

—Olá, querida. Seja bem vinda. – riu Daphne. A garota a olhou desconfiada, mas aceitou o aperto de mão que Daphne oferecia. Blair deu um abraço desajeitado na menina e falou que ela iria ficar bem. Rasalas deu uns tapinhas no ombro dela. Alhena a abraçou também. Damian lhe deu uns tapinhas nas costas e lhe deu um chocolate. Draco apenas acenou de longe e ela voltou a olhar para Blair, com expectativa.

—Bem... vamos? – perguntou ele.

—Uhum... – murmurou a garota, completamente abatida.

Não era pra menos, a mãe tinha sido executada.

Quando voltou pra casa ficou pensando no amigo e torceu para que tudo desse certo pra ele.

—Navi. Você vai ganhar uma colega nova nesse ano. – disse para o filho mais velho, que o olhou levemente interessado. Ele estava meio emburrado desde o dia anterior, quando Lyra convidou uma coleguinha da escola para passar o final de semana com eles. A jovem Lessa Young. Uma menina adorável – A filha do Blair.

—Tio Blair tem uma filha?! – perguntou Navi, boquiaberto.

—Tem. – riu Rasalas – Tente ser legal com ela e a ajude a se enturmar, ok?

—Claro. – riu o garoto com um sorrisinho cheio de segundas intenções.

******

Estavam sem se falar desde o incidente. Na verdade, nem olhando na cara um do outro estavam. Tinha como sua vida ficar mais coplicada? Draconis soltou um muxoxo desanimado e chutou a mesa, de leve.

Estavam ele, Navi, Scorpius e Albus numa sorveteria qualquer do Beco Diagonal, enquanto os pais terminavam de comprar seus materiais. Soltou um muxoxo, completamente indignado com a própria situação.

—Eu estou apaixonado. – disse Navi. Mas ninguém deu muita bola. Cada um seguiu tomando seu sorvete – Escutaram o que eu disse?

—Sim, mas ninguém se importa. – respondeu Scorpius – Você vai esquecer dela assim que se enfiar nas calcinhas dela. Como sempre.

—Dessa vez é sério. – ralhou Navi.

—Nós já escutamos essa antes, Navi. – disse Albus, dando de ombros.

—Muito obrigado, amigos. – resmungou Navi – Minha vida é uma novela mexicana.

—Não entendi a referência. – resmungou Scorpius.

—Dane-se. – resmungou Navi.

—Você acha a sua vida cheia de reviravoltas? – ralhou Albus – Eu sou filho do Harry Potter. O único Potter que foi pra Sonserina. Minha vida vai parar no Profeta por conta de qualquer coisa. – resmungou Albus – E a gente faz de tudo pra não aparecer nas notícias.

—Eu estou apaixonado pela namorada não assumida da minha irmã. – resmungou Navi.

—Tá fodido. – riu Albus – A Lessa nunca falou de você.

—Eu tentei me matar nesse verão. – murmurou Scorpius. Os três olharam para ele, em choque. O garoto retirou as munhequeiras que usava e mostrou duas cicatrizes, uma em cada pulso.

—Credo! Por que fez isso? – perguntou Navi – Papai se recusou a comprar um brinquedo novo pra você? – perguntou ele.

Scorpius o olhou feio.

—A gente brigou pra valer... e meu pai ficou muito magoado comigo. – murmurou o garoto passando o dedo pela cicatriz – E então ficamos sem nos falar durante uma semana... e eu estava de castigo, sem poder falar com ninguém... – Scorpius respirou fundo – Vocês não sabem como aquela mansão é assustadora quando se está sozinho. Parece que ela vai te esmagando mais e mais... e sempre que eu tentava conversar com o meu pai, ele me olhava com desgosto e mágoa... e simplesmente me ignorava... – o garoto engoliu em seco – Eu perdi a minha mãe... achei que meu pai me odiasse... eu sei que foi algo estúpido, mas... vocês não fazem ideia de como é estar na minha cabeça...

Draconis suspirou.

—Eu te entendo. – murmurou ele. Mas Scorpius o olhou com alguma mágoa.

—Me entende? O que o filhinho perfeito poderia entender? – perguntou Scorpius. Draconis franziu a testa.

—Filhinho perfeito? Do que está falando?

Scorpius virou o rosto sem responder.

—Nossos pais sempre tem algo pra reclamar da gente. Mas tio Damian nunca falou um “a” negativo sobre você.

—Bem... eu beijo rapazes, lembram? – perguntou dando de ombros – Meu pai ficou de boa, mas duvido que tenha ficado orgulhoso... e meu avô vive me chamando de maricas e falou que se eu aparecesse com um bigodudo na casa dele, ele iria me colar no teto.

—Ele fala de brincadeira. – debochou Scorpius – Eu duvido que ele faria isso mesmo.

—Ele faria. – discordou Navi – Levaria uma bronca depois, mas certamente faria. – os quatro soltaram um suspiro – Ei... estamos muito deprimidos, não acham?

—O que rolou entre você e a Rose? – perguntou Albus – Vocês estavam um tanto esquisitos hoje mais cedo.

Draconis sentiu o rosto ferver de vergonha.

—Não sei do que vocês estão falando. – murmurou apesar disso.

—Ok. Ele corou... ele deveria corar? – perguntou Scorpius.

—Ok, Drac. Explique-se. – riu Navi – Ou vou pensar em incesto.

Draconis sentiu o estômago dar uma cambalhota.

—Merlin! Cale essa boca, seu idiota! – ralhou completamente envergonhado – A gente brigou. Só isso.

—Por que? – perguntou Navi, mas Draconis notou que Albus o olhava de maneira analítica. Precisava se controlar...

—Ela estava com ciúmes da Carmen... – mentiu tentando parecer convincente. Navi estava para falar qualquer coisa, quando piscou olhando para algo atrás dele. Se virou curioso e viu uma garota muito bonita aparecer. Ela se sentou na cadeira vazia da mesa deles, jogando a bolsa que parecia ser feita de pele de crocodilo no colo de Albus.

—Olá, meninos. – riu ela. Os quatro a olharam sem fazer a menor ideia de quem seria aquele ser – Trixie Zabini.

—Aaaah! Você é a filha dele. – riu Navi. Draconis deu de ombros, assim como Scorpius, mas Albus continuou confuso – Ela é filha de um amigo dos nossos pais.

Albus fez cara de quem tinha entendido qualquer coisa.

—No que podemos ajudar? – perguntou Scorpius.

—Seu pai é solteiro, né? – perguntou ela. Scorpius piscou, meio sem jeito e concordou.

—Por que?

—Por nada. – riu ela apoiando o cotovelo na mesa – Você deve ser o Navi, certo? – perguntou ela para o primo, que deu de ombros.

—Minha reputação me precede? – perguntou ele.

—Bem, sim. – riu ela – E você é o filho do famoso Harry Potter. – disse ela olhando para Albus, que concordou levemente desinteressado – E você... é o golden boy.

—Não. – respondeu.

—Sim. – responderam os outros três.

—Vão se foder. – resmungou cruzando os braços – O que quer, Trixie?

—Me enturmar? – perguntou ela com um sorrisinho.

—Se enturme com as meninas. Elas estão na outra mesa, ali, olha. – disse Scorpius apontando para a mesa onde Cerce, Dido, Rose, Lyra e Lessa estavam.

—Se eu quisesse me sentar na mesa das meninas, eu teria sentado, queridinho. – riu ela piscando sonhadoramente para Scorpius. Scorpius corou violentamente e sorriu meio bobo, olhando para ela. Draconis achou estranho, pois Scorpius não era de ficar bobo por conta de um rostinho bonito – Você quer mesmo que eu saia daqui? – Scorpius negou com um aceno de cabeça, ainda rindo feito bobo – Ok. Então. O que tem de legal pra fazer aqui? – perguntou ela, se virando para eles. Scorpius ainda a olhava com cara de bobo. Draconis olhou para o primo e depois para Albus, achando a reação de Scorpius meio estranha – Ei, vocês são irmãos? – perguntou ela para ele.

—Eu? – perguntou franzindo a testa.

—É. E o... Malfoy, não é? – perguntou ela para Scorpius, que concordou com um aceno de cabeça.

—Não. Não somos. – respondeu Draconis, que detestava quando perguntavam aquilo – Ele é filho da cunhada do meu tio. Mas não somos parentes de sangue... não em primeiro grau, ou segundo, pelo menos.

Trixie sorriu para ele e isso o fez sentir uma alavancada no estômago. Como se tivesse pulado um degrau de uma escada, por acidente. Sentiu as mãos suarem e seus pensamentos ficaram meio vagos.

Navi disse alguma coisa, mas o som ficou meio abafado. Não escutava as coisas direito. Só conseguia olhar para a garota. Trixie... sorriu sem conseguir evitar e ficou encarando-a, completamente perdido. Ficou assim pelo que pareceu alguns segundos e eternidade ao mesmo tempo. Quando ela sorria, parecia que iria derreter. Ela piscava de maneira adorável, falava de maneira adorável, sorria de maneira mais adorável ainda.

E quando ela se levantou e saiu, ele a acompanhou com o olhar sem absolutamente nenhuma discrição.

—Estou apaixonado. – disse ao mesmo tempo que Scorpius, Navi e Albus. Os três se entreolharam, assustados e então balançaram a cabeça, voltando ao normal.

—Ok... o que foi isso? – perguntou Scorpius.

—Eu não sei. Mas eu estou com medo. – disse Navi.

—Eu também. – murmurou Albus – Nunca fiquei assim, nem com a Lyra. – murmurou ele.

—DIBS! – gritou Scorpius.

—MERDA! – resmungou Navi – Deixa ela pra mim! Eu preciso superar que minha ex namorada está fazendo sexo lésbico com a minha irmã.

—Eu tentei me matar, cara. – riu Scorpius – Eu preciso daquela garota em cima dos meus quadris. – Albus abriu a boca pra argumentar – Eu não ligo que a sua vida é pública, Albus. Eu disse DIBS e ninguém aqui está tão na merda quanto eu.

Eu estou apaixonado pela minha irmã. Pensou Draconis. Eu beijei a Rose, quando estava bêbado. Eu estou tentando parar de gostar dela já faz dois anos. Foi por conta disso que eu comecei a beber, fumar, por isso usei extrato de mandrágora, por isso dei a bunda pro Vince e por isso fico tenso sempre que a Rose chega perto.

Mas no lugar de falar isso, deu uns tapinhas nas costas de Scorpius.

—Eu meio que to namorando. Então, vai fundo.

Scorpius se levantou e foi atrás da garota. Draconis suspirou e olhou para a mesa das garotas. Notou que Rose o estava encarando, mas assim que a olhou de volta, ela desviou o rosto. Soltou um suspiro e xingou mentalmente.

Notas finais
E então? O que acharam de Bellatrix Zabini? Ela não vai ser igual à Bellatrix Lestrange não, viu? Gente... o Draco nesse capítulo ahsuahuash E o Navi? Com ciúmes? ahsuahsuasha Finalmente a história da canalhice dele foi realmente desvendada hsauhsaushaus Mais um triângulo na história... Navi-Lessa-Lyra hsaushauhsaush xD Será que ele toma jeito? =P E pois é... Zabini tem uma filha. O Universo manja de (k)carmas ahsauhsaus Como ele vai ser como pai? Ciumento? Protetor? Do tipo que don't give a fuck? ashauhsuahsu Beijos! Vejo vocês nos comentários!! Eu já respondi os do capítulo 26, hoje ou amanhã eu respondo os do 28 e os de hoje e os de wwwy!!! Gente, faculdade mata a gente x.x Beijos!!!!