Notas iniciais
Olá, amores!! Obrigada a todos os que comentaram! Como eu prometi, com dez comentários eu postaria mais um capítulo. Um obrigada especial a quem me desejou feliz aniversário =* Muito bem... vamos ver o que teremos nesse capítulo ashuahsuashausa Quarta feira tem mais capítulo. Se aparecer recomendação (eu nunca perco as esperanças ne?) eu posto antes! Beijos! Titia ama vocês ^^

Capítulo 45

Escutou a irmã fungar, por isso a abraçou mais apertado.

—Calma, Cerce... vai ficar tudo bem, ok? O papai não morreu. – murmurou Dido – Foi só um susto...

—Mas você sabe que... que cedo ou tarde essa notícia vai ser pra valer. Eu não to pronta pra perder o papai, Dido... – choramingou Cerce.

Dido respirou fundo e concordou.

—Mas a gente precisa ser forte. Pela Prim, ok? – pediu Dido – O papai não ia querer ver a gente chorando. Ele iria querer ver a gente unido. Cuidando uns dos outros... principalmente agora.

—É por isso que você deu a mão pra Rose? – sussurrou Cerce. Dido soltou um suspiro.

—Eu não gosto dela. Nunca gostei. Eu a acho uma sonsa, esquisita. Mas ela é nossa irmã, a gente gostando ou não... e num momento de crise, eu acho que não deveríamos nos afastar. E o papai iria querer que a gente pelo menos não fosse escrota com ela.

—Você acha que, quando o papai morrer... a mamãe vai expulsar ela de casa?

—Eu acho que não. A mamãe gosta daquela sonsa da Rose. – riu Dido – Não acho que ela trata a Burton bem só pra agradar o papai. Rola um carinho genuíno ali. – Dido soltou um suspiro e se sentou na cama – Eu vou ver como a Prim está, ok?

—Ok. – murmurou Cerce.

Dido saiu da cama e olhou para a cama de Lyra. A prima estava só de shortinho e sutiã, bebendo um pouco de mel de salamandra, deitada na cama. Young dormia abraçada com o travesseiro, apenas de calcinha. Revirou os olhos e com um aceno de varinha fechou as cortinas da cama dela.

—Sem sono? – perguntou para a prima.

—Albus se declarou pra mim.

—Céus. Até que enfim, heim? – perguntou Dido cruzando os braços e Lyra se sentou.

—Você sabia?!

—Meu amor... até o Binns devia saber. – riu Dido – Eu sempre achei que você simplesmente não gostava do boy.

—Eu nunca parei pra pensar nele desse jeito. Tipo... teve um tempo, que eu até pensei... mas foi muito rápido...

—Como todos os seus romances, prima. Você é igual ao Navi. Sem tirar e nem por.

—Você sabia que o Navi gosta de verdade da Les? Tipo... apaixonado? – Dido piscou completamente surpresa.

—Você vai parar de falar agora. Vai esperar um pouquinho até eu ver se a Prim está bem... e então nós vamos fofocar sobre isso! – disse Dido com um sorrisinho. Lyra sorriu de volta e concordou.

—Vai chamar a Cerce pra fofocar?

—Não. Ela chorou muito. Do jeito que ela é, quando eu voltar já vai estar apagada.

—Ok. Te espero, então. – riu Lyra.

Dido saiu do quarto e subiu os lances de escada, entrando no dormitório do segundo ano. Foi até a cama da irmã e abriu as cortinas. Prim estava dormindo abraçada com o coelhinho de pelúcia dela e Dido deu um sorrisinho. Beijou a irmãzinha na testa e a cobriu direitinho. Depois voltou a fechar as cortinas e estava para sair quando viu uma silhueta na porta.

—Quem está ai?

—Sou eu. – murmurou Navi entrando no dormitório. Ele estava só de cuecas e isso a fez corar de leve – Eu vim ver como a Prim tava. Fiquei sabendo pela Rose que vocês levaram um susto daqueles hoje.

—Ah, sim. – riu Dido se abraçando.

—Obrigado por cuidar da Rose, Dido. Você não é tão chata quanto todo mundo diz. – riu Navi. Dido riu de volta e deu de ombros.

—Eu sou um ser humano, como todo mundo aqui nessa escola. – murmurou.

—Vamos lá pras escadas. – disse o primo – Não vamos acordar ninguém. Nossa pequena goleira precisa dormir.

—Já te falaram que você é um artilheiro muito ruim? – perguntou Dido.

—Sim. Mas querem que eu jogue assim mesmo... – resmungou Navi – Por conta do meu sobrenome.

Dido o seguiu até as escadas e o encarou. Ele parecia meio abatido, provavelmente como ela.

—Fiquei sabendo de uma história... sobre você e Young... – murmurou. Navi a olhou surpreso – É sério?

—Eu levei um toco. – riu ele dando de ombros.

—Mas... mas você gosta dela pra valer? Ou é só mais uma das suas fodas esporádicas?

—Eu gosto dela pra valer... mas ela não quer nada sério com ninguém. – resmungou ele.

—Ela é uma idiota. – riu Dido apertando a bochecha dele – Você é o sonho de consumo de metade das garotas desse colégio. Quem não gostaria de ter o título de “pessoa que fez Navi Lestrange parar de correr atrás de todos os rabos de saia dessa escola”?

—É um título bem grande...

—Sim. Eu e Cerce fizemos um troféu bem grande para que coubesse tudo. – disse cruzando os braços e sorrindo travessa.

—Tem um troféu...? – riu Navi se escorando na parede.

—Claro que tem um troféu. – disse ela muito séria – A gente abriu as inscrições para ver quem conseguia conquistar você. Cobramos cinco galeões de cada inscrição e agora, quando a gente terminar a escola, vamos abrir nossa própria loja com o lucro que obtivemos.

—Hum... parece verídico isso ai. – riu Navi. Dido deu uma risadinha e suspirou.

—Como você está se sentindo, primo?

—Um grande pedaço de bosta. – resmungou ele – Eu até transei com a Trixie pra ver se meu humor melhora... mas eu continuo me sentindo um merda. Ainda mais porque Scorpius agora está namorando. O Draconis saiu da escola... não sobrou mais nenhum garanhão pra me acompanhar nas festas. E tem um baile do Slug do dia dos Namorados chegando, que é quando as garotas estão mais desesperadas para arrumar alguém... e eu vou ter que sair pra caçar sozinho.

—De leão passou pra leopardo. – riu Dido.

—Pois é. O mundo é injusto comigo.

—Por que não se concentra em conquistar a Young? Não é o que você quer de verdade?

—Eu fiz o melhor que eu podia fazer. Eu transei com ela! – resmungou Navi – Mas ela não me quis assim mesmo. Não sei o que mais eu posso fazer...

—As garotas da nossa escola são mesmo deploráveis... – resmungou Dido – Você realmente acha que o melhor que você pode fazer é um chá de piroca?

—Você nunca provou o meu chá, prima. Não pode me criticar. – riu Navi. Dido respirou fundo e puxou a cueca dele para espiar dentro – EI!

—Não me impressionou. Eu sempre achei que era absolutamente enorme.

—Tamanho não é documento. E eu não sou pequeno. Eu só não sou um tripé, que nem o seu irmão. – ralhou Navi. Dido deu uma risadinha.

—Dizem que o que importa é grossura.

—Dido. Eu estou mole. Quer ver ele duro pra tirar melhores conclusões? – perguntou ele a olhando com malícia. Dido deu uma risadinha e negou com a cabeça.

—Não, obrigada. Eu acredito que, mais importante que uma varinha poderosa, é um bruxo competente.

—Exatamente.

—E o que você tem de competente?

—Quer uma amostra grátis?

—Vai a merda, Navi. – riu Dido negando com a cabeça – Você quer ajuda ou não pra conquistar a Young?

Navi soltou um longo suspiro.

—Ok, ok. Qual é o sábio conselho que você tem pra me dar?

—As pessoas só dão valor de verdade a algo, ou a alguém, quando perdem. – riu ela – Nada que um ciúmes para fazer Young repensar algumas coisas na vida dela.

—Eu já tentei isso. Sabe com quantas pessoas eu já transei desde que...

—Sexo não importa, primo. – riu Dido – Mas isso aqui sim. – riu ela colocando o dedo no peito dele – Eu vou te ajudar com Young. Mas você vai ter que me fazer um favor.

—Claro. O que?

—Você vai ter que parar de transar com as pessoas. E vai dormir comigo hoje.

—Oi?! – perguntou ele parecendo em choque.

—E veja bem. Eu disse: dormir.

Então ela se virou e começou a descer os lances de escada. Navi logo a seguiu, ainda parecendo indeciso. Quando entrou no quarto, Dido se virou para Lyra, que estava sentada na cama.

—Navi? O que você...

—Ly, a gente conversa amanhã, ok? – perguntou Dido com um sorrisinho no rosto – Hoje eu vou me divertir com o seu irmãozinho.

Lyra abriu a boca, em choque e Dido puxou Navi para a própria cama. Depois encantou o lugar para que não os escutassem. Navi abriu um sorriso e a puxou pela cintura, para lhe roubar um beijo, mas ela virou o rosto.

—O que?

—Boa noite, primo. Mas saiba que hoje você teve o beijo da sua vida.

—Tive?

Dido sorriu para ele e o beijou na testa.

—Boa noite. – e então se virou para dormir.

*

Navi acordou com a cortina se abrindo de uma vez. A claridade machucou seus olhos e ele piscou confuso. Acabou escondendo o rosto nas costas de Dido, querendo dormir mais um pouco.

—Rob, eu não vou treinar agora. Vai se foder. – rosnou zangado – E como raios me achou aqui?

—Eu não acredito nisso! – disse Les. Navi se virou e a olhou – Dido Burke? Sério? Você poderia ser mais infantil? Eu acho que não.

Navi xingou baixinho e coçou os olhos. Dido se remexeu na cama e abriu os olhos.

—Young! O que você está fazendo?! – perguntou ela parecendo sem humor.

—Lyra me disse que te contou sobre eu e o Navi. Então você correu pra se enfiar entre as pernas dele!

—Nem toda garota precisa dessa tática para laçar alguém, piranha. – resmungou Dido se levantando. Navi apenas ficou calado, se perguntando como aquilo poderia ajudá-lo – Minha família está numa situação fodida, seu projeto de ser humano. Meu pai quase morreu. Navi apenas ficou comigo durante a noite porque nós somos primos, crescemos juntos e eu precisava de um ombro pra chorar.

—Chorasse no ombro da sua irmã! – rosnou Les.

—Escuta aqui! – disse Dido se levantando, ainda com a cara inchada de sono – Quem é você pra vir me falar com quem eu poderia desabafar?! E minha irmã já estava dormindo. Eu e o Navi somos primos. E até onde eu sei, foi você quem não quis nada com ele. Então pare de agir feito uma maluca. Nós estamos de luto e não precisamos dos seus problemas para nos irritar e incomodar, muito obrigada! Obrigada pela noite, Navi. Foi ótima. – disse Dido antes de ir para o banheiro. Navi a olhava boquiaberto. Les olhou para ele e ele desviou o olhar.

Saiu da cama e depois do quarto sem falar com ela.

Tinha levado um fora.

O fora mais épico de sua vida...

E no momento estava dividido entre a vontade de conquistá-la...

E fazê-la chorar.

Por isso saiu do quarto antes que se decidisse.

**

Abriu os olhos. Já estava muito claro. Soltou um bocejo e se sentou, coçando os olhos. Depois olhou preguiçosamente para o lado e observou o delicioso contorno do traseiro feminino que estava deitado em sua cama.

Suspirou e se levantou, indo lentamente até o seu armário, pegar seu robe. Se vestiu ainda apreciando o lindo contorno do corpo da mulher e sorriu satisfeito para si mesmo. Depois foi até o armário de bebidas. Escolheu um champanhe e mirou mais uma vez a mulher que dormia em sua cama.

Morena, com os cabelos escuros e lisos. Ela aparentemente era libanesa, ou qualquer coisa assim... deu de ombros sem se importar e pegou duas taças. Depois foi até a beirada da cama e abriu a garrafa, que estourou num barulho relativamente alto.

A mulher acordou com o som e girou na cama, lentamente. Ela o olhou ainda cheia de sono enquanto ele encha as duas taças.

A garota se sentou, coçando os olhos, parecendo constrangida e ele sorriu estendendo a taça cheia de champanhe.

—Feliz aniversário... – e então se calou. Qual era mesmo o nome dela? Melissa? Nerissa? Clarissa? A olhou com um olhar questionador e ela corou sem jeito.

—Cassidy. – respondeu ela – Cassidy Morwin.

Ah, é mesmo. Cassy...

—Isso... certo. – disse rindo da situação enquanto a garota se enrolava no lençol. Ficaram num silêncio constrangido e ele andou até ela, entregando a taça – Eu preciso ir trabalhar, então... você deveria colocar suas roupas e... bem... – ele acenou com a cabeça em direção à porta e sorriu – Sabe como é.

Cassidy o olhou zangada e se levantou, indo colocar o vestido azul metálico que ela usara no dia anterior.

—A noite foi ótima. – murmurou ela ainda corada. Depois de se vestir, ela pegou a taça e deu um golinho – Adoraria repetir qualquer dia...

—Uhum, é... tá. – disse achando graça do otimismo dela. A guiou até a porta do apartamento e sorriu novamente – Pode ficar com a taça, meu bem.

A mulher se virou e suspirou.

—Tem uma festa hoje a noite... se você quiser ir...

* Rigel's Theme *

Ele riu e fechou a porta, sem nem se lembrar do nome dela. Foi para o banheiro e tirou o robe. Depois entrou embaixo do chuveiro e deixou a água quente cair sobre sua cabeça. Sorriu sentindo a água quente fazer os arranhões em suas costas arderem.

—It's the good life, full of fun, seems to be the ideal. Yes, the good life, lest you hide all the sadness you feel...

Rigel Lestrange era um homem que tinha de tudo. Ele era bonito, inteligente, charmoso, rico, com um sobrenome forte, sangue puro, um bom emprego e uma fila de mulheres atrás dele.

Trabalhava no Mungus, na área de neurologia. Mesmo sendo muito jovem e tendo terminado a residência há pouco tempo, já era considerado por muitos um grande nome para o futuro.

Por isso se arrumou, pegou a varinha e aparatou para seu escritório no Mungus, porque ele já tinha o próprio escritório. Pegou o relatório dos pacientes, com um sorriso satisfeito no rosto e sentiu a moeda que usava para conversar com Ted Lupin esquentar. Deu uma risadinha e leu a mensagem na moeda.

“Golfe hoje a tarde?”

Sorriu e concordou com um aceno de cabeça. Escreveu um “sim” na moeda e logo apareceram letras formando a seguinte mensagem “Ok. Hoje, às 15h”.

Mais um sorriso e se sentou esparramado em sua cadeira, pedindo que a secretária chamasse o paciente da vez.

Logo depois do almoço, avisou que teria um compromisso e que não viria trabalhar pela tarde. Sua secretária se desesperou sem saber como resolver o problema com a agenda, mas ele sorriu.

—Você sempre dá um jeito, Valkírya.

—Freya.

—Isso... certo.

Às 15h estava no clube de golf, junto com Ted, seu colega da época de escola. Jogaram durante duas horas, fumaram alguns charutos e apostaram alguns galeões , que ele ganhou em cima de Ted.

Depois, com um sorriso divertido no rosto, voltou para um hospital.

Escutou seus pacientes reclamarem de falta de memória. Alguns tinham levado feitiços muito potentes, outros tinham tomado poções demais.

Cuidou de cada um e quando a noite caiu, foi para o Félix Felicis jantar. Adorava aquele restaurante de luxo e o fato de sempre ter uma mesa reservada para ele.

A garçonete veio lhe servir seu vinho favorito, enquanto ele comia seu prato favorito. A olhou com um olhar faminto e notou que era uma linda mulher, loira, com os cabelos levemente ondulados nas pontas. Ela o olhou ligeiramente corada e ele lhe deu seu sorriso de caça.

No final da noite a levou para seu apartamento e teve uma excelente noite de sexo.

No dia seguinte, acordou primeiro, como sempre fazia. Vestiu o robe, pegou o champanhe e a acordou com o som da rolha estourando.

—Bom dia... – disse servindo o champanhe. – Mas eu preciso ir pro trabalho, então você deveria ir embora...

E antes que ela pudesse propor algum segundo encontro, ele fechou a porta.

Trocou de roupa, aproveitou que o clima começava a ficar mais quente e saiu para correr. Não manteria a boa forma com uma vida sedentária, não é mesmo?

Banho, trabalho, pacientes... uma vítima de um crucio prolongado chegou e ele a colocou com o tratamento com os cérebros.

Suzannah Breathshaw, defensora dos trouxas. Não era a primeira do tipo a aparecer daquele jeito... não seria a última.

Suspirou e voltou para casa. Passou na loja da irmã e notou que ela não tinha ido trabalhar. Deu de ombros e foi até Daphne, pedir novos trajes a rigor.

Ela lhe mostrou um bonito conjunto e ele comprou sem hesitar. Depois foi para casa, estudar um pouco. Quando cansou, resolveu que iria dar uma volta. Estava para sair, quando sentiu a moeda que usava para se comunicar com Ted esquentar.

“Adivinha quem voltou de viagem e quer me ver?”

Sorriu e mandou outra mensagem.

“Dominique?”

“Aham”

“E Vic sabe disso?”

“Nop!”

Sorriu, divertido e foi se arrumar.

Foi na Arena assistir uma luta na Travessa do Tranco. Adorava assistir os duelos Underground que tinham ali. Estava no meio da terceira batalha quando uma ruiva falsa se sentou ao seu lado. Tinha aquele jeito de rebelde, cheia de tatuagens e piercings.

Piscou para ela e sorriu. A mulher sorriu de volta.

Logo estava em seu apartamento, fazendo sexo.

No dia seguinte, acordou cedo e pegou o champanhe. A acordou como sempre fazia, oferecendo uma taça e antes que tivesse que conversar demais, estava fechando a porta, dizendo que precisava se arrumar para o trabalho.

Um paciente, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez...

—Frigg. Chega de pacientes hoje. Eu tenho hora marcada no spa.

—Sim, Dr. Lestrange.

Recebeu uma boa massagem numa clínica trouxa. Os óleos para pele eram relaxantes e a massagem melhor ainda. Principalmente porque era uma linda morena quem fazia.

Olhou para ela e sorriu maroto. A garota corou de leve e...

Sexo. Acordar mais cedo. Champanhe. Fechar a porta. Se arrumar para o trabalho. Baile no Ministério.

Sexo. Acordar mais cedo. Champanhe. Fechar a porta. Se arrumar para o trabalho. Outro restaurante de luxo.

Sexo. Acordar mais cedo. Champanhe. Fechar a porta. Se arrumar para o trabalho. Uma festa para arrecadar fundos para a comunidade trouxa.

Sexo. Acordar mais cedo. Champanhe. Fechar a porta. Se arrumar para o trabalho. Outra festa para arrecadar fundos, dessa vez para os órfãos.

Sexo. Acordar mais cedo. Champanhe. Fechar a porta. Se arrumar para o trabalho.

Depois foi visitar Adhara Black. Ela tinha aberto um hospital para atender a comunidade trouxa carente e tinha pedido a ajuda dele, para coordenar o lugar.

—Rigel. – sua vida era boa demais. Sem problemas. Não tinha nada a reclamar. Estava no melhor momento de sua vida... – Rigel! Ao menos está me ouvindo?

—Eu sempre sou todo ouvidos pra você, tia Addie. – disse sorrindo para ela. Ele amava Addie. Uma das poucas mulheres do mundo que ele realmente amava... sem segundas intenções, pelo menos...

—Minha agenda está cheia de reuniões de diretoria... almoços com acionistas e empresários... Ontem eu tive que demitir uma garota... e eu comecei a chorar... isso era o que ela deveria fazer. Ela é uma refugiada desses países do Oriente Médio, que precisam de um emprego pra não serem deportadas, sabe?

—Você chorou, tia Addie? Quem é você e o que fizeram com Adhara Black?

—É a menopausa. Um saco. – resmungou ela.

—Você ainda não tinha passado por isso? Quantos anos...?

—Rigel! Isso não é uma pergunta que se faça a uma mulher... e não. Eu ainda não tinha passado por isso... – respondeu ela dando um gole no vinho. Rigel a imitou com um sorrisinho divertido no rosto.

—Olha, Addie... se quer que eu lide com isso, fico feliz em demitir pessoas. – disse com aquele sorrisinho que todos falavam que pertencia a Rasalas. Bem. Os dois eram irmãos, afinal...

—Sabe... eu só quero que outra pessoa lidere. Eu já não tenho saco pra isso. Eu vou acabar matando todo mundo que eu estou tentando salvar lá dentro.

—Então deixe o hospital na mão de outra pessoa.

—Quem? Seu pai? Rabastan? – perguntou ela arqueando as sobrancelhas – Sabe o que ele estava fazendo ontem? Eu fui visitar aquele idiota e ele estava tomando Whisky vestido de comensal de morte! Eu nem sabia que ele ainda tinha aquela porcaria de uniforme! – ralhou ela. Rigel deu uma risadinha sabendo que era mais fácil o pai se livrar de um dos braços do que daquele uniforme – É um pesadelo!

—Acho que ele está se sentindo nostálgico com o atual clima político. – riu Rigel bebericando mais do vinho, sem se importar com as excentricidades do pai.

—Eu só quero voltar a ajudar as pessoas.

—Você está ajudando pessoas... – disse tranquilamente – Talvez não esteja trabalhando em clínicas infantis, como fazia quando morava na França, ou alugando o Largo Grimmauld para os sem-teto... o que eu totalmente acho ultrajante... – ela revirou os olhos.

—Aquela casa era um pesadelo.

—Mas desde que você criou o Instituto Sirius Black, nós vemos uma diferença nas ruas, tia.

—É, mas... se o Ministério nos financiasse como prometeu, ao invés de gastar o dinheiro com campanhas políticas...

—Estamos num ano de escolher uma nova Corte, Addie. Faz todo o sentido. Sem falar que você é bem rica.

—Eu sei que sou. Mas eu tenho uma penca de crianças para criar. Sabe quantos netos eu tenho?

—Se você não fosse viciada em adotar crianças... – murmurou com um sorrisinho e Addie lhe deu um tapa no braço.

—Aquelas crianças precisavam de mim! E eu e Allan tínhamos muitos recursos para ajudá-las. Sem falar que foi bom para a minha filha. – Addie soltou um suspiro – Não... o problema é que o Chefe da Corte dos bruxos é um frouxo.

—Não culpe Bulstroide. Ele fez mais bem por aquele Ministério que qualquer um desde Kingsley. – riu Rigel. Addie abriu a boca em choque e censura.

—Não ouse comparar Kingsley Shacklebolt a aquele homem! – ralhou Addie – Eu conheço esses dois desde que eu era uma criança e Kingsley não é nada como ele.

—Como quiser, Addie. – riu se divertindo.

Addie respirou fundo.

—O hospital está perdendo dinheiro, afinal os gastos são enormes e só trabalhamos com caridade... mas agora... os pacientes estão desistindo de vir... por conta da violência dos imigrantes e dos xenofóbicos... está tudo num caos total...

—Às vezes o mal unifica os homens. – riu Rigel dando mais um bom gole no vinho. Addie riu para ele, revirando os olhos.

—Não cite Aristóteles pra mim, Rigel. – riu ela, fazendo-o rir. Ela soltou um suspiro e os dois se encararam – Às vezes... parece que vejo a escrita na parede, sabe? Essa frase...

—Infelizmente foi escrita por um médico... então ninguém entende aquela letra. – brincou ele fazendo com que Addie desse risada. Os dois deram mais uns golinhos no vinho e Addie serviu mais da garrafa.

—Você me faria um favor?

—Qualquer coisa, Dra. Corey.

Addie sorriu para ele.

—Já falei pra não me chamar assim. Eu sou apenas Addie. – ele sorriu e levantou a taça num pedido mudo de desculpas, apesar de estar sorrindo. – Quando você for visitar seu irmão, fique esperto e... se aparecer a oportunidade, diga a ele que agradeceríamos sua ajuda e generosidade para adiantar os processos e liberar a grana, ok?

—Eu posso tentar falar com ele... mas você deveria falar com sua nora também, a Pansy. Meu irmão está lá mais por ser amigo do ex-Ministro do que por competência. Pansy quem carrega aquele setor nas costas.

Addie concordou e o olhou com um sorrisinho.

—E as namoradas, Rigel?

—Oh, não venha com esse discurso pra cima de mim. – riu ele matando o vinho. Addie deu um sorrisinho – Fica parecendo minha mãe.

—Oh, que doçura da sua parte.

Sentiu algo vibrar no bolso.

—Não foi um elogio...

Era sua nova aquisição. Um celular trouxa. Tinha recebido uma mensagem. Leu o conteúdo e sorriu.

—Uma namorada? – perguntou Addie.

—Victorie Weasley acabou de aceitar sair comigo. – disse com um sorriso sacana. Addie franziu a testa e o olhou confusa.

—Pensei que ela estivesse noiva do Ted!

E Rigel deu seu sorriso mais canalha.

—Ela está. – disse sorrindo.

Ele odiava Ted Lupin. Sua mãe sempre forçara a barra para que fossem amigos, mas ele simplesmente não gostava do garoto. Ele e sua irmã, com aquele dom chato de ficar mudando de forma implicavam com ele o tempo todo.

Sem falar que ele sempre teve uma puta queda em Victorie Weasley, mas Ted a conquistara. Então sempre tiveram aquela rivalidade. Adorava vencê-lo em tudo o que pudesse... mas logo no que sempre desejara... Ted venceu. Mas agora tinha uma chance... uma chance de derrotá-lo. De passar a perna nele.

—Mas Victoria parece ser uma menina tão boa...

—Elas sempre parecem, tia. – riu Rigel – Eu preciso ir. Não conte pro Lupin.

Então foi pra casa e se arrumou. Era noite de caça. Tirou a barba e sorriu para seu reflexo. Passou a mão pelos cabelos e aprovou o visual.

Logo estava em frente ao local escolhido. O Poison Apple. Sorriu ao entrar no lugar e olhou ao redor, procurando Vicky. Suspirou, indo até o bar. Era onde tinham combinado de se encontrar.

Poison's Theme

Ficou escutando a música e suspirou. Os minutos passaram e ele olhou o relógio.

Vinte minutos.

Meia hora.

Quarenta minutos

Uma hora. Uma hora e meia...

E ela ainda não tinha aparecido. Pediu mais um copo de Whisky, olhando ao redor... foi quando viu outra mulher. Dançando ao ritmo da batida, lenta e sensualmente. O batom vermelho, o vestido preto, justo e curto. Os olhos pintados de maneira felina. A pele clara, os cabelos compridos e lisos, num tom acaju, mais pro castanho.

Ela dançava mexendo nos cabelos, com os olhos fechados... mas quando ela os abriu, ela o olhou bem nos olhos de maneira intensa e oblíqua.

Sorriu para ela e ela sorriu de volta. A olhou de cima a baixo aprovando o corpo dela, mas ela simplesmente continuou dançando. Pediu outra bebida e suspirou notando que aquele não era seu dia.

Esperou mais uns vinte minutos, desistindo de Vicky naquela noite.

—Parece que te deixaram plantado, bonitão. – riu a garçonete. Rigel concordou se perguntando se Vicky teria se sentindo culpada demais para encontrá-lo.

—Tudo bem... eu gosto de um jogo de gato-e-rato. – respondeu antes de dar mais um gole em sua bebida.

—So do I (Eu também). – disse uma voz sexy. Se virou e notou que era a garota da pista de dança. Ela sorriu de maneira travessa e ele retribuiu o sorriso, disposto a não deixar a noite ser um caso perdido.

—É mesmo? – perguntou Rigel rindo – Sabe... A Travessa do Tranco é um lugar perigoso depois que escurece. – disse a olhando nos olhos.

—Eu sou crescidinha. Além do mais, sempre caio em pé. – riu ela colocando a pontinha da língua no canino e ele só conseguiu imaginar aquela língua o explorando lentamente...

—Nunca de costas ou de quatro? – perguntou um tanto bêbado. Ela deu uma risadinha sarcástica e se virou. Sério, Rigel? Você é mesmo um idiota. Ela passou por ele, indo para o outro lado e ele assumiu que ela estava indo embora – Foi só uma piada.

Ela se virou e sorriu para ele, para então se curvar e sussurrar em seu ouvido.

—Os deuses também gostam de uma piada. – abriu a boca em choque e se virou para encará-la. A mulher tinha um lindo sorriso travesso no rosto.

—Isso é...

—Aristóteles. – cortou ela. Se encararam por alguns segundos e ela continuou – Eu estive te observando, sabe? – perguntou ela mexendo de leve na gola de sua camisa.

—Esteve? – perguntou com um sorrisinho, mas a verdade era que estava bastante curioso.

—Me chame de maluca, mas... não acho que você estava querendo lavar uma garota aleatória pra casa hoje. – riu ela.

Rigel sorriu de volta e a olhou com travessura.

—Talvez eu esteja interessado em levar duas ou três. – sugeriu arqueando a sobrancelha e sorrindo sem parar. Ela riu achando graça e se aproximou de leve.

—Agora você só está querendo compensar. – disse ela fazendo charme.

—Aceita uma bebida? – perguntou charmosamente.

—Não enquanto trabalho. – respondeu ela o olhando nos olhos.

—E o que você faz? – perguntou dando um gole em sua bebida.

—Eu sou uma ladra. – riu ela de forma travessa. Rigel sorriu e a encarou.

—Eu também.

—Eu teria chutado medibruxo. – disse ela o encarando com as sobrancelhas arqueadas.

—Isso também, mas essa noite... eu só quero roubar você pra mim.

Ela deu uma risadinha e ele a acompanhou, no flerte. Os dois se encararam e ele teve certeza que a tinha fisgado.

Logo estavam em seu apartamento, se beijando loucamente, com as roupas indo para o chão antes mesmo de chegarem no quarto. Ela o jogou só de cuecas na cama e se sentou em seus quadris. Os dois se encararam com sorrisinhos divertidos e ele a girou para ficar por cima.

Sexo. Sexo. Sexo. Sexo. Pausa. Sexo. Sexo. Sexo.

Apagou exausto e acordou no susto, escutando o barulho da garrafa de champanhe, estourando.

A mulher usava sua camiseta e lhe servia uma taça. Ela lhe lançou um meio sorriso e ele se sentou, levemente surpreso.

—So that’s what that feels like… — resmungou baixinho.

Se levantou, pegou o robe e foi andando lentamente até a mulher que seguia segurando a taça, o encarando com interesse.

Pegou a taça e a bebeu de uma vez, escutando a mulher suspirar. Encheu mais uma taça e ofereceu para ela, mas ela negou e sorriu como se sentisse muito.

—Estou trabalhando.

Ele sorriu achando graça e curiosidade por ela.

—E... – colocou a mão na cintura dela e a puxou de leve – o que está planejando roubar agora? – se curvou para beijá-la, mas ela sorriu e virou o rosto, o olhando obliquamente. Ele não estava acostumado a ser rejeitado. E essa reação dela o irritou. Soltou um muxoxo e se endireitou a olhando com os olhos frios – Ok. Acho que é hora de você ir embora.

Ela o olhou com divertimento.

—Num minuto.

Respirou fundo, juntando paciência e a olhou franzindo a testa.

—Olha, não sei o que você acha que está fazendo, mas se você... – e então ele se sentiu zonzo. Muito zonzo. Sua cabeça pesou e ele a olhou confuso. Ela não ria. Ela tinha até um certo ar desdenhoso.

—Você se acha realmente muito bom nisso, não é? – perguntou ela cruzando os braços. A olhou confuso e respirou fundo preocupado com a possibilidade de cair no chão. Então olhou para a taça em sua mão. Ela me drogou...

—Sua filha da puta... – resmungou antes de perder o equilíbrio. Mas quando estava indo ao chão, ela o segurou pelo robe e riu.

—Você é bom, Lestrange... mas eu já vi melhores. – então ela o soltou de uma vez e ele bateu a cabeça no chão. Olhou zonzo para o teto se perguntando o que ela iria fazer... roubá-lo? Matá-lo? Castigá-lo por suas atitudes com as mulheres?

Ela se deitou ao seu lado e sorriu passeando o dedo por seu peito forte. Ele a olhou sem conseguir se mover direito.

—Eu vou te esfolar viva... – rosnou.

—Não quer dormir, bonitão? – ela o afagou nos cabelos – Tem um pessoal que quer você bem descansado. Certamente alguém tão influente no Mungus, que ajuda os traidores de sangue a se recuperarem do crucio... – ela sorriu desdenhosa e o olhou daquele jeito provocativo que ele achara sexy na noite anterior... mas agora só conseguia achar irritante. – Você precisa descansar, porque eles vão querer muito de você...

Logo estava quase dormindo. Ela se vestiu, colocou uma roupa nele e o levou para a garagem de seu apartamento, para em seguida colocá-lo dentro do porta malas do carro. E antes de cair no sono, ainda teve tempo de escutar a mulher, cujo nome ele não tinha se dado ao trabalho de perguntar, cantarolar sua música favorita.

—Please remember I still want you and in case you wonder why… Well, just wake up, kiss that good life goodbye…

Notas finais
EEEEEEEEEEITA! O que será de Rigel Lestrange???? D= O que querem dele??? O_O A resposta dessas e de outras perguntas no próximo capítulo! E aqui tem uma prévia =D "-Eu não ligo. Eu não dou a mínima. Por mim você pode morrer sozinho aqui, soterrado e solitário nessa mansão. Amargo e abandonado. Porque é isso que você merece, seu traidor de merda. Você me esfaqueou pelas costas! —Você traiu a Alhena primeiro! Esqueceu? – perguntou Draco. —Mas Clover não era nada pra Alhena. Você era meu amigo, seu babaca. Meu amigo. Um dos meus melhores amigos... mas você transou com a minha mulher assim mesmo. Quantas vezes foi, heim, Malfoy? Foi aqui? Foi na sua cama? Heim?" Vai ter treta? Vai ter treta? VAI TER TREEEEEETA!!!! Pois é... O próximo capítulo vai ser teeeenso! =P