Notas iniciais
Olá, amores! Aqui vai o próximo capítulo! Como prometido!! Por favor comentem! Quero agradecer mais uma vez à Soto que está fazendo esses banners super lindos pra fanfic! Valeu, sua diva!!! E pra quem está acompanhando WWWY, o nome da mãe do Damian finalmente apareceeeee =P Beijos! #PartiuLer

Capítulo 12

Rasalas entrou no escritório e franziu a testa.

—Uai... onde eles estão? – perguntou confuso. Pansy fechou a porta e deu de ombros.

—Devem ter voltado pra Mansão Malfoy. – respondeu ela – Agora é esperar. Fizemos o que podíamos fazer. – ela soltou um suspiro e se sentou na própria mesa, parecendo levemente abatida – Estou cansada... não dormi direito...

—É... nem eu. – murmurou sem jeito. Passou a noite inteira resistindo à tentação de se agarrar com Pansy debaixo dos lençóis.

—Espero que Damian esteja bem... – murmurou ela – Eu fui tão rude com ele na última vez que nos vimos... eu tenho que parar de ser assim.

—Não foi rude. Falou o que ele precisava ouvir. – riu Rasalas – E seu jeito é assim, Pansy. Faz parte do seu charme. Assim como meu sorriso insolente faz parte do meu.

—Devemos ser duas pessoas terrivelmente irritantes. – riu Pansy – Eu vou pegar um chocolate quente. Você quer?

—Claro. Com açúcar, ok? – perguntou ele se sentando em sua cadeira e olhando sua mesa – Vou ficar avaliando alguns pedidos aqui... pra ocupar a cabeça.

—Ok. Eu já volto. – riu Pansy antes de sair pela porta, deixando-o sozinho.

Rasalas soltou um suspiro e notou um grande envelope pardo em cima da mesa. Devia ser novo, pois não tinha o visto ali antes. Soltou um suspiro e pegou o envelope, se perguntando o que deveria ser. Tinha um grande bolo de folhas ali. Tirou uma das folhas e notou que era um contrato.

Um contrato de divórcio.

Sentiu a barriga dar uma cambalhota e olhou as outras folhas. Vários termos para que ele assinasse. Dez apenas faltavam sua rubrica, mas as outras dez estavam completamente preenchidas. Reconheceu a assinatura de Daphne nelas e mordeu o dedo, zangado.

—Ela não teve a decência de me entregar pessoalmente?! – perguntou zangado, jogando tudo em cima da mesa – Ela vai escutar agora. Ah, vai. – rosnou ele, zangado pegando a varinha para aparatar. Foi direto para frente de casa e abriu a porta com um feitiço.

—Daphne? É você? – escutou uma voz masculina e reconheceu-a como a de Kurt Greengrass – Já entregou os documentos pro frouxo do seu futuro ex-marido, pra gente sair e se divertir o dia todo e a noite toda? – Rasalas rosnou baixinho, sentindo seus pelos ouriçarem. – E eu sei como nós vamos nos divertir hoje a noite. Nós vamos fazer um maravilhoso sexo e... – o cara apareceu só de cuecas e Rasalas ficou ainda mais insano.

—Saia... da... minha... casa... – rosnou furioso. Kurt o olhou surpreso e cruzou os braços, descontraído.

—Saio quando Daphne mandar.

—Você está transando com a minha mulher? – perguntou furioso. Kurt sorriu pra ele e revirou os olhos.

—É... estou. Muito. Todos os dias. – riu Kurt – Desde que você saiu. E foi maravilhoso. É isso que você quer... – mas Rasalas levantou a varinha e o azarou, fazendo com que ele voasse contra a parede.

—SEU FILHO DA PUTA. EU MATO VOCÊ! – gritou ensandecido. Kurt Greengrass o olhou assustado – Eu vou te esfolar inteiro, seu cretino. Vou te ensinar a não tocar na minha mulher. Nunca mais, ouviu? – rosnou furioso.

—Calma, Rasalas. Eu estava brincando! – disse o rapaz, chocado com sua ferocidade. Mas Rasalas não acreditou nele. Ficava imaginando ele e Daphne fazendo mil coisas e isso simplesmente o deixou louco da vida.

—CALA ESSA BOCA! EU VOU TE MATAR, OUVIU?!

—Eu nunca...

—CALE A BOCA! – rosnou fazendo-o quicar no chão. Se lembrou quando estava no quarto ano e Moody, que na verdade não era Moody, transformou Draco em uma doninha quicante. Então transformou Kurt num rato, pois era isso que ele era. Um rato. Depois sacudiu a varinha o jogando com fúria contra a parede.

—Rasalas? – perguntou Astoria entrando na sala com cara de sono – Eu escutei você gritar.

—VOLTE LÁ PRA DENTRO! – rosnou furioso.

—O que você está fazendo?! – perguntou ela olhando para o ratinho – Onde está o Kurt? Eu escutei a voz dele.

—Quer falar com seu priminho? – perguntou com um sorriso zangado. Brandiu a varinha e o destransformou, fazendo com que ele voltasse a parecer um ser humano. Ele estava com o braço quebrado e a boca suja de sangue – E fala que Daphne que ela pode ir pro inferno. Vou assinar aqueles papéis e eu nunca mais quero olhar pra ela de novo.

—VOCÊ ENLOUQUECEU?! – gritou Astoria correndo até o primo, que tossia soltando gemidos de dor.

—É. Enlouqueci. – rosnou – Vocês tem três dias para saírem da minha casa. Eu comprei essa casa com o meu dinheiro. Se Daphne acha que vai ficar com um galeão meu que seja, pra enfiar no cu desse filho da puta vadio que é o primo de vocês, ela está muito enganada.

—Do que você está falando? – perguntou Astoria, mas ele não ficou pra conversar.

—Três dias! – rosnou antes de desaparatar de volta para o Ministério, para sua sala. Pansy estava bebendo o chocolate quente e colocando o copo dele em cima da mesa.

—Está tudo bem? – perguntou ela, surpresa. Olhou para ela, furioso. Extremamente furioso. – Parece que acabou de...

—Pansy. – a cortou indo até ela e pegando o chocolate dela – Eu quero fazer uma coisa.

—O que? – perguntou ela o observando colocar a caneca ao lado da outra. Ele a olhou nos olhos e a puxou pela cintura.

—Isso.

A beijou zangado. No início ela pareceu surpresa, mas logo ela derreteu em seus braços. Foram andando colados um no outro até a porta e ele a trancou com um feitiço. Pansy o ajudou a tirar o casaco, ele tirou a camisa, ela tirou a dela. Ele a pegou no colo e jogou todos os papéis que estavam em cima da mesa dela no chão. Pansy se sentou na mesa e abriu as pernas. Ele abriu o cinto, afoito, ainda furioso, mas não parou de beijar sua amiga. Ela o segurou no rosto o puxando mais para si e ele abaixou as calças.

Voltou a colocá-la de pé, para levantar a saia dela e puxar a calcinha que ela usava para baixo. Pansy quase perdeu o equilíbrio quando ele arrancou a calcinha dela e gemeu gostosamente quando ele enfiou o rosto no meio de seus seios. Com uma mão ele soltou o sutiã dela e o tirou com alguma brutalidade.

Suspirou de prazer mordiscando os mamilos cor de ameixa dela, os apertando com desejo. Pansy gemeu de levinho e ele voltou a beijá-la na boca, usando as mãos para se divertir com os redondos e grandes seios dela. Daphne não tinha seios grandes e ele estava acostumado com isso, mas agora podia apalpar e brincar com os de Pansy e isso o deixou muito satisfeito.

Deitou Pansy na mesa e a beijou entre as coxas, arrancando um gemido delicioso dela. A lambeu apreciando o gosto dela e abaixou a própria roupa de baixo. Se levantou e estava para meter nela, quando ela o segurou, respirando ofegante.

—Tem certeza disso?

—Tenho. – respondeu firme.

—Mas... e Daphne? – perguntou ela.

—Acabou, Pansy. – respondeu num sibilo.

Pansy respirou fundo.

—Você vai ficar com raiva de mim, Rasalas? Não vou suportar se você ficar com raiva de mim...

—Não vou. Juro que não. – respondeu louco para se enfiar dentro dela.

—Então... então vem... – murmurou ela.

A puxou pelas pernas, segurando-a na bunda e finalmente entrando. Ela soltou um gemido gostoso e ele sorriu excitado. A empurrou contra a mesa repetidas vezes, sentindo aquele desejo louco que vinha sentindo, por ela, se satisfazer aos poucos. Pansy gemia deliciosamente e ele apenas sorria extasiado.

Apertou a bunda dela com força, querendo forte e violento. Era assim que ele gostava de fazer.

—Calma! Devagar! – pediu ela com uma voz gemida. Ele riu novamente e a fez se sentar. A beijou na boca, sem parar de estocá-la e sentiu as unhas dela o aranharem com força no ombro e nos braços. – Isso... isso...

Rasalas puxou os cabelos dela para baixo, para que ela expusesse o pescoço. Ela o fez e ele a mordiscou ali, para depois voltar a beijá-la.

Escutou alguém bater na porta e olhou furioso.

—Sr. Lestrange. Sou a secretária do Sr. Grant e ele me pediu pra...

—VOLTE MAIS TARDE! – gritou zangado. Pansy deu uma risadinha em seu pescoço e a secretária pareceu se afastar. Olhou para Pansy e voltou a transar com ela, sem ligar para coisa alguma. – Você é ótima, Pansy... eu tava louco pra te comer há um tempão... – sussurrou no ouvido dela.

—Não vou negar que... – ela gemeu e mordiscou sua orelha, enquanto ele continuava movendo os quadris sem parar – que isso... essa ideia me ocorreu... algumas vezes... – riu ela de maneira ofegante. Rasalas deu uma risadinha e os dois se olharam nos olhos – Você está diferente da outra vez. – murmurou ela.

—Eu tinha dezesseis da outra vez. E era praticamente virgem. – riu ele a segurando nas coxas e a puxando para o chão. Virou Pansy, para que ela ficasse de costas, e a fez se curvar sobre a mesa, empinando a bunda. Voltou a transar com ela, segurando-a com firmeza nos quadris, amando cada gemido que ela dava.

Não era Daphne. Mas ele estava puto...

E sexo era sexo.

*

Harry olhava para Burke levemente preocupado. Tinham chamado o pai dele, já que ninguém tinha notícia da esposa. Jacques Burke olhava perplexo para o filho, que parecia muito confuso e ferido, enquanto os curandeiros cuidavam dele.

—Eu realmente espero que o quadro dele seja reversível, Sr. Burke. Mas o senhor precisa estar preparado pro caso de não ser... – murmurou Harry – Quando chegamos lá, ele tinha tentado fugir, aparentemente, mas tinha sido pego. Eu não sei por quanto tempo ele foi torturado... mas há casos que perdem a sanidade e nunca a recuperam. O senhor sabe disso, não sabe?

O Sr. Burke concordou com um aceno de cabeça, olhando pela janelinha da porta, para o filho, que estava desacordado numa maca.

—Ele é meu único filho. – murmurou ele. – Tatiana ficou muito doente quando decidimos ter outro... a febre a levou embora de uma vez e eu dediquei a vida ao meu menino... sempre cobrando que ele se esforçasse na escola, que ele fosse comportado, empenhado no trabalho... – ele fungou de leve – Levaram ele embora na minha loja... por que, Sr. Potter? Por que pegaram o meu menino? Ele sempre foi tão comportado. Tão... tão... – o Sr. Burke coçou os olhos, emocionado – Ele é o meu mundo, Sr. Potter... o meu mundo... ele estava tão abatido nesses últimos dias... problemas com a esposa... e ele compensou trabalhando mais e mais. E eu cobrei mais dele. Para que ele trabalhasse mesmo. Se ocupasse... mas sequestraram meu filho na nossa loja... eu não entendo. Nós nunca nos envolvemos em problemas... somos reles vendedores... eu não entendo, Sr. Potter...

—Eu realmente não sei o que houve, Sr. Burke. Mas minhas fontes me dizem que seu filho andou fechando negócios arriscados. Talvez algum cliente não satisfeito... algum que tivesse se sentido prejudicado em alguma transação...?

—Eu não sei, Sr. Potter... – respondeu Jacques Burke ainda olhando para a janela – Eu realmente não sei... nós não costumamos ter esse tipo de problema. Nunca fechamos negócio sem que ambas partes estivessem satisfeitas. Eu não sei o que passou... – ele suspirou – Nenhuma notícia da minha nora?

—Não. – murmurou Harry, realmente preocupado – Mas imagino que ela esteja com os Malfoy, desconfiada demais para receber alguém. Vou cuidar pessoalmente disso.

—Por favor... eu preciso saber se meus netos estão bem... eu até iria atrás deles, mas... mas eu quero ficar com meu filho.

—Está tudo bem. Mas manteremos o senhor atualizado.

—Muito obrigado, Sr. Potter.

Harry concordou com um aceno de cabeça e voltou para o Ministério da Magia. Falaria com Rasalas para que ele o ajudasse a procurar Alhena. Ela ficaria mais a vontade em falar com o irmão. Andou até a sala do único Sonserino da AD e notou que estava trancada. Deu algumas batidinhas na porta e esperou.

—Ras. Sou eu. O Harry. Posso falar com você?

Escutou alguma movimentação na sala e a porta se abriu. Rasalas estava suado, com os cabelos desarrumados e abotoando a camisa, parecendo extremamente satisfeito. Sem falar que ele tinha uma marca de chupão no pescoço.

—Estou atrapalhando alguma coisa? – perguntou ele imaginando que Daphne deveria ter ido fazer alguma visita ou qualquer coisa assim. Rasalas sempre se dera bem com a mulherada, mas ele não imaginava o amigo traindo a esposa.

—Não. – respondeu ele sorrindo e terminando de abotoar a camisa – A “coisa” já terminou. O que tem pra mim?

—Achamos o seu amigo. – respondeu Harry – Coloquei um pessoal de confiança pra cuidar dele. – adicionou. Rasalas perdeu o sorriso cafajeste e pareceu mais tranquilo e aliviado – Ele está bem machucado, Rasalas... meio louco... como os pais do Neville...

E o sorriso dele morreu por completo.

—O... o que? – perguntou ele, choque.

—Damian ficou louco? – perguntou uma mulher abrindo a porta de uma vez e o olhando surpresa. Foi quando reconheceu Pansy Parkinson e ela estava suspeitamente descabelada.

—É possível. Os curandeiros estão vendo o que podem fazer.

—Eu... eu vou vê-lo. – murmurou Rasalas.

—Não. Preciso de você pra outra coisa. – disse Harry – Não conseguimos localizar a sua irmã. Eu acho que ela está na Mansão Malfoy, mas ninguém conseguiu fazer com que ela saísse de lá. Provavelmente estão preocupados com a última visita de Burton.

—Entendi. – murmurou Rasalas – Eu vou com você. Você vem? – perguntou ele para Parkinson.

—Não. Vou ir para o Mungus. Esperar que o Damian melhore e já começar a colher informações. Ver se é o Burton mesmo.

—Já estamos interrogando os comparsas que estavam lá com o Burke. Encontramos Clover Burton também. Mas ela está ainda pior que Burke. É isso que parece confuso. – murmurou Harry – Por que Burton torturaria a própria mulher até ela ficar daquele jeito?

Pansy e Rasalas trocaram um olhar temeroso e ele teve certeza de que eles sabiam de mais coisas que ele.

—Bem... – murmurou Rasalas – Pelo mesmo motivo que torturaria Damian... – o garoto soltou um suspiro – Eles meio que tiveram um caso...

**

Draco estava de pé, andando de um lado para o outro. Não estavam em Azkaban. Inferno. Era outro esconderijo, mas não fazia ideia de onde. Alhena e Daphne estavam logo ali atrás e pareciam completamente assustadas.

—O que vão fazer com a gente? – chorou Daphne. Alhena não estava chorando, mas parecia igualmente assustada.

—Draco... onde estamos? – perguntou ela.

—Não sei, Lena. Não sei. – murmurou ele – Você não pode descobrir?

—Não. – murmurou ela – Já forcei meu dom hoje. Não dá pra forçar de novo...

Draco soltou um muxoxo e três bruxos entraram. Todos vestidos de Comensais da Morte, com aquelas máscaras de ferro no rosto.

—Você tinha razão. São muito bonitinhas. – riu um deles.

Draco recuou um passo, escondendo Daphne e Alhena atrás de si.

—Como vamos fazer isso? – perguntou um deles.

—Eu fico com a mulher do Burke. – riu um deles e Draco reconheceu a voz de Burton. – Vocês dois revezam com a outra garota. Mas um de vocês fica apontando a varinha pro Malfoy. Ele vai assistir pra deixar de ser abusado.

—Não ouse. – rosnou Draco sentindo as mãos de Alhena lhe apertarem as costelas. – Não toque nelas!

—Por que estão fazendo isso? Por que? – perguntou Daphne, aos prantos.

—Pra ensinar uma liçãozinha ao seu amigo, o Burke. Pode jogar a culpa nele. – riu Burton, apontando a varinha para Draco – Venha aqui, Malfoy.

—NÃO! – rosnou, mas o feitiço o arrancou dali e o jogou dolorosamente contra a parede. Ficou meio zonzo e escutou Daphne gritar. Tentou se levantar e sentiu alguém segurar sua cabeça e lhe prender os pulsos atrás das costas com um feitiço.

—Quietinho, Malfoy.

—Não! Não toque nelas! Seus doentes! – rosnou furioso. Ele viu que um dos homens estava segurando Daphne, que se sacudia, tentando se desvencilhar. Mas Alhena parecia simplesmente em choque. Olhando aterrorizada para Burton – Espere! Por favor! Não faça isso. – pediu desesperado, lembrando do que ela tinha passado com Pierre.

—Essa aqui é bonitinha, mas não é gostosa. – resmungou o cara que estava segurando Daphne, a apertando nos seios. – A outra é bem mais. Podemos brincar com ela depois, também?

—Por que não? – perguntou Burton levantando Alhena pelos cabelos. Ela chorava em silêncio e quando Burton a colocou de costas contra a parede, Draco se desesperou.

—Eu faço o que quiserem! – gritou – Eu tenho muito ouro. Muito. Só não faça isso com elas, por favor!

Burton estava passando a mão na bunda redonda de Alhena e Draco não pode ver a expressão dele por conta da máscara.

—Eu tenho muito ouro já. E Damian Burke vai me devolver cada moeda se ele quiser ver o rostinho lindo da esposa dele novamente. – Burton rasgou o vestido de Alhena ao meio e ela se abraçou, envergonhada – Hum... meio gorda... eu gosto mais das magrinhas... mas eu vou fazer um esforcinho, ok, meu bem?

Alhena não respondeu, olhando a parede, parecendo infeliz.

—Por favor. Eu faço o que você quiser. Só não faça isso.

Burton soltou um suspiro ainda alisando a bunda de Alhena e se virou para Draco.

—Tire as calças dele.

Draco se assustou com aquilo e até o comensal que o segurava parecia meio surpreso.

—O que? – perguntou o comensal que o segurava.

—Ele faz tanta questão de fazer qualquer coisa... vamos ver como é. – riu ele se aproximando de Draco para apertá-lo no rosto com força – Com esse rostinho... é mais bonito que todas as minhas irmãs. – Burton o soltou e voltou até Alhena – E então, Malfoy. Ainda faz qualquer coisa?

Alhena o olhou aterrorizada e Draco olhou furioso para Burton.

***

—Sete infernos. Cadê eles?! – perguntou Rasalas, perdendo a paciência. Tentou arrombar o portão, mas foi lançado para trás com uma força violenta. Caiu no chão e perdeu o ar dos pulmões, sentindo cada pedacinho de seu corpo formigar, como se tivesse levado um choque.

—Rasalas. A Mansão é protegida por muitos feitiços. – riu Pansy se curvando sobre ele.

—Eu vou matar o Draco... – resmungou Rasalas.

—Será que... será que alguma coisa aconteceu? Será que eles não estão na Mansão? – perguntou Harry se virando para o portão. Rasalas soltou um resmungo se sentando. – Rasalas. Você tem um elfo doméstico?

—Tenho. Por que? – perguntou confuso.

—Chame-o aqui. – disse Harry. Rasalas franziu o cenho e deu de ombros.

—Ômega, venha cá. – chamou. Ouviu-se um estalo e lá estava o elfo marrom e feioso.

—Olá, Ômega. – disse Harry. O elfo o olhou desconfiado, mas se virou para Rasalas para fazer uma reverência.

—No que posso servi-lo, mestre Lestrange?

—Faça o que o Harry mandar. – disse Rasalas ainda sentado no chão.

O elfo olhou para Harry com um ar curioso.

—Ômega. Entre na Mansão Malfoy e veja se Malfoy e a Sra. Burke estão lá. – disse Harry. O elfo concordou com um aceno de cabeça e desapareceu.

—Potter. Não viu o que aconteceu com Rasalas? – perguntou Pansy – A Mansão é protegida!

—Nossa magia funciona muito diferente da dos elfos. – respondeu Harry. Dois minutos depois o elfo reapareceu – E então?

—Madame Burke e o Sr. Malfoy não foram vistos desde que o mestre Lestrange os buscou hoje mais cedo.

Rasalas sentiu um calafrio lhe subir a espinha e olhou para Harry.

—Ômega. – disse sentindo o estômago se remexer – Ache a minha irmã. Não volte aqui antes de encontrá-la.

—Sim, mestre. – respondeu o elfo, para desaparecer em seguida.

Harry soltou um suspiro e cruzou os braços.

—Eu não faço a menor ideia de onde procurar por Draco ou Alhena. – murmurou ele – Mas vou falar com o Ministro e conseguir a autorização pra vasculhar a casa do Burton.

—Ok... – murmurou Rasalas se levantando. Quando Harry sumiu ele segurou Pansy no pulso – Vamos. – disse olhando pra ela – Tem outra pessoa que podemos interrogar.

—Quem? – perguntou ela.

—Dido Shafiq.

****

Alhena o olhou aterrorizada e Draco olhou furioso para Burton.

—O gato comeu sua língua, Malfoy? – perguntou Burton – Nesse caso... – ele se voltou para Alhena e Draco rosnou.

—Ok. Ok. OK! – disse o loiro – Só tire as mãos de cima dela.

Burton o olhou nos olhos e tirou a máscara e o capuz. Depois sorriu achando graça.

—Você está disposto a trocar de lugar com ela? – perguntou ele – Acho que o Burke não foi o único a pular a cerca, não é, Sra. Burke? – Alhena continuou calada, ainda parecendo aterrorizada – E eu pensando que vocês eram amigos. Ele sabe que você estava traçando a esposinha dele? – Draco ficou calado também, olhando para Burton, temendo olhar para Daphne. – mas tudo bem, Malfoy. Tire as calças. Vamos ver se você me agrada.

Há quanto tempo não jogava quadribol? Seus reflexos ainda eram acurados? Respirou fundo e se levantou, olhando para o Comensal que há pouco o segurava. Sentiu o feitiço que prendia seus pulsos acabar. Respirou fundo e desafivelou o cinto. Burton empurrou Alhena para o chão e o olhou com um sorriso debochado. Draco respirou fundo, tirou o cinto e quando o outro comensal desviou o olhar, sem querer vê-lo desnudo, sorriu. Burton notou que ele tinha sorrido, mas não houve tempo.

O mais rápido que conseguiu segurou a varinha do comensal mais próximo e o chutou nas bolas. O homem arfou sem ar e caiu de joelhos, e Draco tomou a varinha já fazendo um feitiço escudo. Burton e o outro comensal lhe apontaram a varinha e Draco sorriu ao ver Alhena pegar um castiçal pesado e o jogar com toda força na cabeça de Burton, que balançou e caiu desmaiado.

Estuporou o comensal que segurava Daphne e depois o que ainda estava no chão, segurando as próprias bolas. Depois se aproximou de Burton e sorriu.

—Desculpe, Burton... mas não vai chegar até o fim comigo sem me pagar um sushi antes. – brincou vendo o homem piscar meio zonzo por conta da porrada.

—Mate-o. – pediu Alhena se abraçando e com o rosto cheio de lágrimas – Mate-o, por favor. Mate esse desgraçado.

Draco olhou pra ela e suspirou. Depois olhou para Burton.

—O que eu não faço por você. – respondeu com um sorrisinho. Burton pareceu acordar – Um Grifinória morreria por alguém importante, um Corvinal tentaria evitar a morte dessa pessoa, um Lufano morreria por ela... Mas Sonserinos matam. Nós matamos por quem nos importamos... – ele olhou para Alhena, que parecia completamente fora de si – Adeus, Burton. Te vejo no inferno. – Draco brandiu a varinha – Avada...

—Não! – gritou Daphne segurando seu pulso.

—Mate-o! – pediu Alhena, que parecia quase louca.

—Você não quer pagar essa conta, Draco. Não o mate. Você lembra como ficou da última vez que causou a morte de alguém.

—Burton não é uma garotinha. – retrucou – E ele queria...

—Eu sei o que ele queria. Não o mate. Deixe-o para os dementadores. Há coisas piores do que a morte. – disse Daphne e o olhando nos olhos. Draco soltou um suspiro e mirou o homem, que o olhava furioso.

—Estupefaça. – resmungou, fazendo Burton desmaiar – Feliz? – perguntou pra ela. Daphne o olhou desconfiada, mas ele não soube dizer o porquê, e concordou com a cabeça.

Ela tirou a capa de comensal de Burton e a entregou para Alhena, que se cobriu.

—Vamos pegar nossas varinhas... – murmurou Daphne.

Notas finais
Daphne desconfiando dos sentimentos do Draco? Viiiiixi XD Beijinhos! Comentem!!! =D Rasalas fazendo merda por ter ficado puto... quero uma novidade... iaiaiaiai esses casais, viu?