Notas iniciais
Vocês conseguiram de novo... tô chocada O_O Então a maratona segue. 10 comentários e teremos mais um capítulo hoje. Ou amanhã... depende de quando sair os dez comentários ahsuahsaus Se não der 10 comentários, o capítulo sai na quarta feira, como de costume ^^ Eu vou responder os comentários hoje a noite, ok? Tô meio sem tempo!! =D Beeeijos! Titia ama vocês! #PartiuLer ps.: capítulo especialmente dedicado à leitora que disse que uma certa música a fazia se lembrar do Damian e da Alhena ♥

Capítulo 60

Sua cabeça doía horrores. Sua visão estava embaçada, seu corpo, dormente. Piscou, confusa, sentindo medo. Não reconheceu o lugar onde estava. Tentou se sentar, mas o corpo estava pesado demais.

—Sra. Burke. – escutou alguém chamar. Olhou para o lado, sem conseguir mover a cabeça. Um homem alto, careca, mas com uma sobrancelha castanha alourada, olhos claros, num tom que ela não conseguia distinguir, estava a encarando com um sorriso – Que bom que acordou. Eu vim retirar mais um pouco de soro de vidência. Tente não se mover dessa vez, ou pode acabar cega, ok?

—Por favor... não... – lamentou, sem conseguir se mover, mas o Dr. Hesse sorriu daquele jeito amável, que o deixava assustador.

—Apenas fique quietinha, ok? – perguntou ele se aproximando com a seringa.

Fechou os olhos com força, mas o assistente dele lhe lançou um feitiço, fazendo que o corpo paralisasse e seus olhos se abrissem. Viu o medibruxo se aproximar com a longa seringa, a agulha fina e afiada se aproximando de seu olho.

Por favor... alguém me salve...

*

Rasalas andava de um lado para o outro, angustiado. Navi estava ao seu lado, mais sério do que o de costume. Lyra parecia igualmente séria. Mais para o lado, Draco se despedia de Scorpius, e ainda mais distante estava Damian, se despedindo das filhas. Draconis já tinha voltado para Durmstrang no dia anterior, então ele não estava lá.

—Lembre-se de se manter longe de confusão e de todas as instruções que Harry te passou, ok? – perguntou Rasalas. Navi deu de ombros.

—Quantas vezes vai repetir isso pra mim? – perguntou ele, emburrado. Rasalas soltou um muxoxo.

—Eu falo sério, Navi. Enquanto não soubermos como será esse vice diretor, precisamos ser cautelosos.

—Ok, ok... eu vou me comportar... já prometi isso cinco vezes, vamos ver se dessa vez você acredita em mim... – resmungou ele. Rasalas soltou um muxoxo e abraçou o filho, que pareceu ficar um tanto desconcertado com aquilo.

—Se cuida e cuida da sua irmã e das suas primas.

—Ok, pai... – murmurou seu filho mais velho – Agora me larga que tá me fazendo passar vergonha...

Rasalas soltou o garoto e bagunçou os cabelos dele.

—E você. Comporte-se também. – ralhou para Lyra, que fez uma bola com o chiclete, sem parecer se importar com nada.

Logo as crianças estavam subindo no expresso. Blair foi para perto de Draco e os dois se aproximaram, ambos muito sérios.

—... uma psicóloga. Sua filha poderia precisar disso. – ralhou Draco.

—Por que diz isso?

—É só um palpite. – resmungou o loiro. Damian logo se aproximou e ele e Draco passaram a fingir que não estavam vendo um ao outro. Uma estratégia dos dois para não discutirem.

—Então. Qual o plano pra agora? – perguntou Blair.

—Eu tenho planos. Vou numa reunião de negócios. – disse Draco.

—Eu vou pra casa, tenho que ficar de olho no Órion. – respondeu Damian.

—Eu vou pra casa também. Tenho uns assuntos com Daphne... – disse dando de ombros.

Blair soltou um muxoxo.

—Vocês são muito chatos. Nunca podem sair pra beber algumas. – ralhou ele.

—Eu ainda não estou bebendo. – ralhou Damian. – Horklump.

—Eu não bebo mais. Quero levar uma vida ainda mais saudável. – Disse Draco – Mas sério, Blair... psicólogo. Pense nisso.

—Por que? Trixie parece ser uma garota super... – começou Blair.

—A mãe dela morreu recentemente e ela foi morar com o pai que ela nem conhecia... ela deve ter algum tipo de problema paterno ou materno... então... sério. Psicólogo. – insistiu Draco.

—Não era você quem queria chamar a garota pra sair? – perguntou Damian, arqueando a sobrancelha.

—Eu estava obviamente brincando. – resmungou Draco.

Os quatro conversaram um pouco ainda, mas logo cada um foi para seu canto.

Rasalas foi para casa e encontrou Daphne andando de um lado para o outro, parecendo muito estressada.

—Amor? – perguntou preocupado. Daphne o olhou com os olhos marejados.

—Tudo vai começar a desmoronar, não vai? – perguntou ela, preocupada – Vai ser que nem aquele dia, quando Hogwarts foi invadida... mas dessa vez não vai ser só você. Nosso filho também! Você mandou Navi pra guerra, Rasalas. O nosso filhinho!

—Ele não é um garotinho. Ele já é um adulto, Daphne. E se eu não desse uma tarefa para ele, ele iria fazer as coisas por si mesmo... e ele é novo e imaturo demais pra fazer as coisas por si mesmo.

Daphne o olhou com os olhos cheios de água.

—Isso não é justo. Nem somos mestiços. Somos todos de sangue puro. Estamos a salvo… então porque quer nos colocar em risco? Eu não entendo, Rasalas.

—Nós não estamos a salvo, Daphne. – murmurou ele – O que meu irmão fez de errado? O que Alhena fez? Nada. Mas os dois estão desaparecidos, me marcaram e marcaram a Polaris, como se fôssemos gado... e farão o mesmo com a nossa filha. Você acha mesmo que não vamos ser afetados?

Daphne fungou, olhando para o teto, para não chorar.

—Eu sei, eu sei... mas é tão... tão difícil... para uma mãe... Eu lembro quando ele nasceu, quando eu colocava ele no meu seio e ele mamava até dormir... um bebezinho rosado... chorão e enfezado... e agora... – ela se abraçou – Nossos filhos estão a salvo lá, Rasalas?

—Eu não sei, Daphne. Eu não sei...

**

Silêncio.

If I had my way I'd spend every day right by your side

And if I could stop time, believe me I'd try for you and I

And each moment you're gone, it's a moment too long in my life

So stay right here, right now

Estava tudo num terrível silêncio... Órion estava na escolhinha, Póllux e Castor estavam cuidando da loja... já não fazia sentido ir para a Borgin&Burke...

Então ficou lá... no silêncio. Naquela grande casa vazia. Andou até o quarto, completamente deprimido, solitário. Jurava que podia escutá-la pelos corredores. Jurava que ela iria aparecer a qualquer momento, para falar do almoço, ou ralhar com ele por estar se esforçando demais...

Mas uma parte dele sabia que isso não iria acontecer. Uma parte dele sabia que poderia andar por toda aquela casa que não iria encontrar Alhena em canto algum. Abriu a porta do armário, da parte dela. Olhou para as roupas da esposa e soltou um suspiro triste. Passou a mão pelo vestido cor de pérola que tinha comprado pra ela há anos atrás... não cabia mais, mas ela o guardava assim mesmo.

Cause without you I'm a disaster (the moment you go)

And you're my ever after

Just thought you should know cuz I need to know your answer (just say you'll stay with me)

I want you to say you're gonna stay with me (just say you'll stay with me)

I die every day that you're away from me

Fechou os olhos aspirando o cheiro dos vestidos dela, sentindo falta dela. Sentiu um nó na garganta e um aperto no peito. Será que ela estava viva? Ele sentiria caso ela morresse? Ele sentiria alguma coisa? Ele saberia?

If the world ceased to spin, you could start it again with just one smile

And if the seas turn to sand with the wave of your hand, it would rain for miles

But the thought of you gone makes everything wrong in my life, so stay right here, right now.

Fechou a porta do armário e se deitou na cama, sem disposição para ficar em pé. Sem disposição para coisa alguma... fechou os olhos, pensando nela, desejando ardentemente que ela voltasse... não tinha a quem recorrer. Tinha avisado o Ministério de que sua esposa tinha desaparecido e eles questionaram se ela não teria simplesmente fugido. Ninguém pareceu interessado em procurá-la... então só podia contar com Rasalas e as fontes dele...

Cause without you I'm a disaster (the moment you go)

And you're my ever after

Just thought you should know cuz I need to know your answer (just say you'll stay with me)

I want you to say you're gonna stay with me (just say you'll stay with me)

I die every day that you're away from me

Mas mesmo assim...

My heart breaks with every beat, I can't explain what you do to me

So just say you'll promise me, please, take me if you ever leave

But the thought of you gone makes everything wrong in my life, so stay right here, right now

Soltou um suspiro se lembrando do último beijo que dera nela, quando dissera que poderia mesmo ser um último beijo... se arrependia amargamente de ter dito aquilo... como se aquilo tivesse influenciado o que tinha acontecido... como se fosse uma maldição que tivesse jogado em si mesmo.

'Cause without you I'm a disaster (the moment you go)

And you're my ever after

Just thought you should know cuz I need to know your answer (just say you'll stay with me)

I want you to say you're gonna stay with me (just say you'll stay with me)

I die every day that you're away from me

Abraçou o travesseiro dela, desejando que ela ficasse bem. Mesmo que não fosse com ele. Mesmo que fosse com outro. Com Draco... mas que pelo menos estivesse bem. Viva, feliz e... e presente.

So just say you'll promise me, please, take me if you ever leave

My heart breaks with every beat, I die every day that you're away from me

—Alhena... cadê você?

***

—Gostaria de agradecer ao Sr. Malfoy pela generosa doação feita para apoiar o nosso Ministério. – disse Rosier, com um sorriso satisfeito, enquanto aquele monte de velhos babões aplaudiam. A velha guarda estava no comando da Corte dos Bruxos mais uma vez... – O senhor gostaria de dizer algumas palavras, Sr. Malfoy? – perguntou ela.

Draco fingiu sorrir e negou com a cabeça.

—Sou apenas um cidadão comum fazendo sua parte pela nossa sociedade. – disse de maneira cortês e recebeu muitos aplausos.

Logo, vários homens vieram paparicá-lo, elogiando sua boa aparência, comentando suas conquistas com a alquimia, perguntando sobre a família, os negócios e sua vida. Aquelas mesmas conversas vazias e sem sentido que aqueles homens velhos e podres sempre faziam... respondeu a tudo como seu pai teria feito. Sem se fazer de humilde, mas sem se gabar de maneira exagerada.

Observou Polaris de longe e ela piscou para ele, logo antes de voltar a conversar com um dos homens, que a secava com os olhos. Soltou um muxoxo e caminhou pelo átrio do Ministério, sentindo-se ligeiramente entediado. Beliscou um pouco os cubinhos de queijo que haviam em uma mesa comprida, quando sentiu uma mão em seu ombro.

—Sr. Malfoy... eu sei de várias coisas que o senhor é... mas um cidadão comum? Por essa eu não esperava. – riu Evelyn. Draco forçou o sorriso e a olhou de maneira galante.

—É claro que sou um cidadão comum. O que mais eu seria? – perguntou com um sorrisinho. Rosier sorriu para ele e se aproximou para sussurrar em seu ouvido.

—O senhor é parte da elite, Sr. Malfoy. Nós dois somos. – riu ela. Draco sorriu concordando.

—Evidentemente.

—Venha, Sr. Malfoy. Eu quero te mostrar uma coisa. – riu ela – Quero te mostrar pra onde parte de seus investimentos serão direcionados.

—Interessante. – disse fingindo estar meramente curioso. Mas em seu íntimo estava desesperado por informação. Qualquer coisa que o levasse até Alhena. Estava menos interessado com a missão de Potter do que com a possibilidade de encontrá-la. – Mostre o caminho. – disse colocando a mão na cintura de Rosier, deixando claro para quem passasse que eles eram bastante íntimos.

Rosier gostou do toque, lhe lançando uma piscadela divertida. Andaram juntos até o elevador e ela o guiou para uma parte do Ministério que ele nunca tinha ido. O Departamento de Mistérios.

—Me diga, Sr. Malfoy... você acha que a causa puro sangue é nobre, certo?

—Se eu não achasse eu estaria fazendo uma loucura doando dinheiro para ela.

—Não sei... talvez apenas tenha despertado no senhor um sentimento mais filantrópico. – riu ela.

—Ou talvez eu realmente queira fazer a diferença, sem me colocar, ou sem colocar o meu filho, no meio de batalhas... eu já tive minha cota de batalhas. – respondeu calmamente, andando com ela pela sala cheia de portas. Rosier escolheu uma delas e eles foram parar em um longo corredor.

—Me diga... você é capaz de não conter esforços para conquistar aquilo que deseja?

—Claro. Eu sempre consigo o que eu quero. – riu Draco, olhando curioso para a porta no final do corredor.

—Eu também. – riu ela – Sabe, infelizmente é uma verdade incontestável que os trouxas têm armas poderosíssimas e estão numa quantidade absurdamente maior que a nossa. – comentou ela e Draco concordou.

—Claro. Um fator importante de se levar em conta. Seria tolice esquecer disso.

—Sim, com certeza. Como acha que podemos compensar essas desvantagens? – perguntou ela.

—Você fez uma excelente pergunta. – riu Draco – Me diga que a resposta está atrás dessa porta.

—Pode-se dizer que sim. – riu ela girando a maçaneta. Evelyn abriu a porta e os dois entraram, Draco prestando atenção em tudo o que podia. Era um laboratório. Cheio de bruxos, alquimistas ou mestres de poções, não seria capaz de definir... mas o lugar estava repleto de mesas e pessoas. Frascos, caldeirões, equipamento para destilação, entre outras coisas. E parecia que todos estavam produzindo a mesma coisa. Um componente líquido de um azul claro bem transparente. Olhando a distância parecia até poção essencial, ou poções para dormir sem sonhar. Mas achava bem improvável que fosse qualquer uma das duas. – Esse é o nosso laboratório e aqui está nossa arma secreta para acabar com eles.

—O que é isso?

—Nós chamamos de Sangue do Profeta. – respondeu ela – Algo que nós criamos recentemente. – ela foi até uma das mesas e Draco notou um padrão. Em frente a todas as mesas haviam fotos. Fotos com famílias, ou crianças... se perguntou o que poderia ser.

—E o que faz? Ou pretende me matar de curiosidade? – perguntou a olhando com atenção. Rosier pegou um dos frascos e lhe entregou.

—Tome, uma cortesia, pela sua generosidade. – riu ela. Draco segurou o frasco e o balançou de leve, de maneira circular, para estudar a cor e a consistência. Mas não era nenhuma poção que conseguisse reconhecer. – Deve estar se perguntando o que ela faz. – riu Rosier.

Eu já disse isso.

—Sim, o que faz?

—Potencializa todos seus sentidos. Se você a tomar agora, sua agilidade vai aumentar, assim como a potência da maioria dos seus feitiços... mas, principalmente, sua percepção e intuição aumentam.

—Intuição? Como pode controlar algo tão intangível? – perguntou curioso.

—Oras. O nome é sangue de profeta, não é? – riu ela de maneira superior – Qualquer bruxo medíocre se torna um campeão com essa poção. Colocando os bruxos certos, nos lugares certos, com essa poção, nem mesmo a ridícula resistência de Potter poderá nos parar. – riu ela. – Me siga, Sr. Malfoy.

Draco sentiu um calafrio lhe subir a espinha, mas apenas fingiu um sorriso desdenhoso. A seguiu até uma pequena sala, que parecia um escritório. Uma mesinha de secretária, cheia de papéis e penas, com uma lareira num canto e alguns arquivos de metal.

—Potter está formando uma resistência? – perguntou ele enquanto ela fechava a porta.

—Está. – riu ela andando pelo escritório. Aquilo era perigoso. Se ela descobrisse de seu envolvimento estaria em enorme perigo e isso poderia atingir Scorpius também, afinal ele estava em Hogwarts, bem longe das paredes seguras da Mansão Malfoy – Temos fontes seguras disso.

Draco revirou os olhos. Potter é um idiota...

—Potter não consegue ficar quieto. Ele tem essa necessidade patológica de aparecer. – disse desdenhoso. Rosier concordou com um sorriso – Mas esqueça Potter... eu estou curioso, afinal eu sou um Mestre de Poções e sou um alquimista... o que tem nesse soro? – perguntou girando o frasco gentilmente. Rosier sorriu para ele e se aproximou pressionando o corpo contra o dele.

—Isso é confidencial... mas por que não tenta tirar essa informação de mim? – perguntou ela num sussurro. Draco precisou se esforçar para o sorriso sair. Queria distância daquela mulher. Sua mente só tinha espaço para Alhena. Mas sorriu assim mesmo, a acariciando no queixo e guardando o frasco no bolso.

—Ok. Eu posso tentar tirar a informação de você... nesse fim de semana. Eu adoraria te mostrar minha casa de praia... podemos aproveitar enquanto ainda é verão e está fazendo calor.

—Não sei, Sr. Malfoy. Não acho que seja saudável que nossa relação se torne pública... – riu ela.

Relação? Que relação? Essa mulher é mesmo muito iludida...

—Não se preocupe. – disse com um sorriso – É uma área privada e encantada para ficar escondida. Só aqueles que sabem onde procurar poderiam encontrar. E as únicas pessoas vivas que poderiam fazer isso seriam eu e minha mãe, que está muito ocupada se divertindo numa viagem à Dubai.

Rosier sorriu parecendo gostar da ideia.

—Uma viagem romântica, só eu e você? – perguntou ela lhe dando as costas. A abraçou por trás, a achando muito estúpida por cair em qualquer conversa mole que ele soltasse. Ela certamente não era o cérebro por trás de tudo aquilo. Ela era apenas um rosto bonito, cativante e carismático. Basicamente como Potter fora no passado, quando era Dumbledore quem realmente organizava tudo...

—Claro. – sussurrou no ouvido dela, tirando o cabelo do caminho, para desenhar uma linha no pescoço dela com o seu nariz – Só eu e você... para se distrair desse pesadelo que deve estar sendo ficar aqui no Ministério. – murmurou ele a puxando contra si – Só nós dois... num lugar só nosso. O que acha, Evelyn?

—Oh... Merlin sabe como eu gostaria...

—Vamos. Só um fim de semana... não me faça implorar. Sabe que não gosto. – murmurou distribuindo beijinhos pelo pescoço dela. A mulher se arrepiou inteira se encolhendo em seus braços de maneira dengosa – Vamos, Eve... vamos...?

—Oh, Draco... eu queria, mas o trabalho me obriga a ficar aqui. – lamentou ela.

—Qual é a graça de ser a chefe de tudo se não pode pedir pra alguém trabalhar no seu lugar durante um fim de semana? – sussurrou no ouvido dela a mordiscando, ansioso para que ela confessasse que tinha outra pessoa, superior a ela.

—Oh... não é simples assim... – lamentou ela esfregando a bunda contra seus quadris. Seu corpo respondeu de imediato e ele sentiu um pouco de nojo do momento. Detestava transar com ela... se sentia um vadio por isso... teve um tempo em que não se importaria... mas desde que se declarara para Alhena, ela era a única mulher que ele desejava... a única com quem queria ter aquele tipo de intimidade. Me tornei um velho...— Eu tenho muitas responsabilidades.

—Podem esperar um fim de semana... vamos, Eve... – pediu ele com a voz rouca. Queria que ela parasse de se esfregar contra si. Queria distância dela. Mas a abraçou como se a desejasse mais do que qualquer coisa – Pense no quanto podemos nos divertir... nós dois merecemos isso.

—Oh, Draco... não adianta. Eu simplesmente não posso... não um final de semana inteiro.

A virou, para afastar a bunda dela de seus quadris e a fez olhar para si. A olhou nos olhos castanhos e sorriu tentando seduzi-la.

—O que eu preciso fazer para te convencer, Eve? – perguntou a fazendo andar para trás, até que as costas dela ficassem contra a parede – Me diz, Eve... você é tão misteriosa algumas vezes... me deixa inseguro e eu não gosto disso. – murmurou a olhando nos olhos – Uma hora acho que está tão interessada em mim quanto eu em você... mas na outra... acho que apenas eu estou... – desviou o olhar, como se estivesse ligeiramente envergonhado. Rosier fez uma cara de preocupação e o puxou para um beijo. A beijou de volta a puxando para si. Ela o puxou com ainda mais força, como se quisesse eliminar qualquer resquício de espaço entre eles – Eu falo sério, Eve. Não brinque comigo...

—Não, Draco. Não vou brincar. – prometeu ela e ele quase riu com desdém antes de beijá-la novamente – Mas... mas é complicado.

—O que é complicado? – perguntou a olhando nos olhos – Me conte... me explique... por favor. – murmurou colando a testa com a dela. Evelyn soltou um suspiro.

—Oh, Draco... eu... oh... eu não posso te contar.

Soltou um suspiro, deixando a decepção do momento tomar seu rosto.

—Ok... – murmurou desviando o olhar dela e se afastando – Eu... eu sinto se confundi as coisas. – murmurou baixando o olhar – Eu já vou. Obrigado pelo tour. É bom saber que meu dinheiro está sendo bem investido, Srta. Rosier.

Se virou e sorriu, contando mentalmente. Um... dois... três...

—Draco, espere! – pediu ela. Oh... tão previsível. Se virou ainda tentando parecer levemente triste – Eu... eu vou ver o que posso fazer, ok? Eu preciso falar com algumas pessoas e... e ver se sou liberada. – ela sorriu timidamente – Afinal eu... eu mereço um fim de semana de folga, certo?

Sorriu vitorioso e concordou com um aceno de cabeça.

—Obrigado. Vou me esforçar para ser um fim de semana inesquecível. – riu olhando para ela. Rosier sorriu de volta e andou até ele para beijá-lo apaixonadamente. A beijou de volta, sabendo que aquela seria uma oportunidade de ouro de conseguir informações... e se tudo ocorresse como ele queria... a única Metamorfomaga do grupo que não havia sido marcada poderia tomar o lugar de Rosier e ele não precisaria mais daquele joguinho irritante.

Seria apenas de Alhena, assim que a salvasse.

****

Entraram no iluminado salão principal, que refletia um céu extremamente chuvoso, graças à terrível tempestade que caía do lado de fora. Nunca tinha visto uma chuva daquelas. Estava molhado e gelado até os ossos. Ao seu lado, Vince, seu único colega de quarto, tremia batendo o queixo, enquanto se abraçava.

O trio das trevas andava de braços dados, buscando calor. Sua namorada e Lyra faziam o mesmo. Mas o mais estranho era como Albus e Cerce estavam, de mãos dadas e trocando sorrisinhos. Dido olhava para eles com um sorriso cheio de satisfação. Ela sacou a varinha, usando um feitiço de ar quente para começar a se secar e logo muitos começaram a imitá-la.

Se sentaram na parte mais próxima à mesa dos professores. Ele era um veterano. Era seu último ano na escola, mas os N.I.E.M.s eram sua última preocupação, por mais irresponsável que isso fosse. Draconis e James não estavam mais lá. Era apenas ele para cuidar de todos. Scorpius, Albus, Cerce, Dido, Lyra, Prim e Les... sua amada Les.

Ela se sentou ao seu lado e ele passou o braço ao redor dos ombros dela. A beijou na têmpora e recebeu um olhar frio de Brontë, que ele ignorou com alegria. Era estranho pensar que era responsável por todos seus amigos agora... Sempre fora Draconis o garoto responsável, por mais rebelde e drogado que ele estivesse se tornando. Ele quem sempre tivera essa mania de proteger os outros. Navi sentia a obrigação apenas de proteger Draconis.

Não uma obrigação... um instinto. Draconis era mais seu irmão que Lyra, sempre fora. Soltou um suspiro vendo Madame Turner entrar com os calouros, que estavam ainda mais molhados que todo mundo. Era chato pensar que não estaria ali, no próximo ano, para ver seu irmão caçula finalmente entrar na escola. Ele e Órion, que provavelmente seriam tão unidos quanto ele e Draconis. Sorriu pensando nisso. A futura geração de encrenqueiros. Scorpius e Albus iriam doutriná-los...

A quem estava querendo enganar? Rabastan e Órion não precisariam de mentores, como ele e Draconis não precisaram. Sorriu mais uma vez e olhou para a mesa dos professores com atenção. Procurando por rostos novos. E logo o encontrou. No lugar onde normalmente ficava o professor Lothor, de Transfiguração. Franziu a testa, se perguntando onde estaria o professor e chefe da casa da Lufa-Lufa. Só então se lembrou que ele era nascido trouxa.

Será que alguma coisa teria acontecido com seu professor favorito?

Essa suspeita o fez criar um preconceito com o novo professor. Ele era alto, com os olhos claros e brilhantes, como se a cor tivesse escorrido deles. Os cabelos curtos e repicados, com um bigode e um cavanhaque. Sentiu um frio na barriga quando o professor virou os olhos para a mesa da Sonserina, a percorrendo com o olhar, parando no seu.

O encarou de volta e sorriu de maneira insolente e o professor riu da mesma maneira, antes de virar o olhar para a mesa da Lufa-Lufa.

Os minutos enrolaram para passar, mas o murmurinho foi aumentando.

—Ele é bonitão, o novo professor. – riu Trixie.

—Credo, amiga... você não tem problemas paternos... tem problemas com avós. Ele é velho! – ralhou Florence.

—E daí. Ele continua sendo lindo e certamente não está nem perto dos cinquenta. – riu ela. Mellody olhava para ele como que completamente hipnotizada.

—O que achou dele? – perguntou baixinho para Les.

—Ele é gato. E sexy... um charme que só um homem maduro tem... ele vai seduzir todas as alunas dessa escola... menos eu. – garantiu ela. Sorriu e a beijou nos lábios, a mordendo de leve e arrancando um sorrisinho dela.

Quando a seleção acabou, Madame Turner enrolou seu pergaminho e pegou o Chapéu Seletor, para levá-lo embora. Automaticamente todos fizeram silêncio, esperando pelo discurso de McGonagall. A diretora parecia que tinha sido obrigada a engolir um tênis, já que não parecia nada feliz. Ela se levantou e todos prestaram a máxima atenção nela.

—Boa noite, alunos. – disse ela. Os estudantes fizeram algum murmurinho, desejando boa noite também, mas logo o silêncio reinou. O único som era o da tempestade lá fora, enfeitado com os relâmpagos que cortavam o teto espelhado do castelo – Quero desejar as boas vindas a todos. Um sejam bem vindos aos novatos e um bem vindos de volta aos que já eram nossos estudantes. – ela fez uma pausa olhando para as quatro mesas – Como a maioria de vocês já deve estar sabendo, ou ao menos deveria, nosso país está em guerra. Mas quero deixar algo muito claro. Não existe guerra dentro dessa escola. Vocês estão seguros aqui e podem se dedicar às suas obrigações com tranquilidade. Eu não vou tolerar ataques de nenhum tipo dentro dessa escola, principalmente relacionado ao nascimento da pessoa. Nascidos trouxas, mestiços e os “sangue puros” – disse ela fazendo questão de desenhar aspas no ar com os dedos – são todos iguais aqui. Então não deixem o ódio que paira lá fora corromper seus corações. Aqui dentro somos todos aliados. Todos amigos. Todos companheiros. Não deixem que ninguém os convença do contrário. – ela fez uma pausa e muitos alunos aplaudiram, mas Navi notou que muitos outros a olharam com desdém. Não apenas na Sonserina. Mas na Grifinória e na Corvinal também. Apenas a Lufa-Lufa que pareceu concordar em massa com o discurso da diretora. McGonagall pediu silêncio levantando a mão e todos se calaram – Gostaria de avisar que a lista de artigos proibidos estará pregada no quadro de avisos. – disse ela começando com os avisos rotineiros – A floresta é proibida a todos os alunos, acampamentos no lado de fora da escola estão proibidos, é absolutamente proibido o uso de bebidas alcoólicas nas dependências da escola... o professor Neville me pediu para avisar que a área das estufas é de uso estritamente acadêmico, então é proibido ir namorar ou fumar naquela área. Aliás, fumar é proibido aqui na escola. Acho bom deixar isso claro esse ano... e por fim, gostaria de pedir que dessem as boas vindas ao nosso novo professor de Transfiguração, o professor Marduk Fawley. – ela começou a bater palmas e os alunos a acompanharam, enquanto o novato se colocava de pé, agradecendo os aplausos com acenos de cabeça. Ele não ria em momento algum, dando um ar muito frio, o que combinava com os olhos sem cor dele – Ele foi um profissional escolhido pelo Ministério e agora é também nosso vice-diretor. Gostaria de dizer algumas palavras, Marduk?

—Não, professora. Meu trabalho vai falar por mim. – disse ele friamente, sem apresentar qualquer emoção que fosse.

Um momento de leve constrangimento pairou na mesa dos professores e Navi notou que o professor Longbottom olhava com tremenda desconfiança para o novato.

—Nesse caso, vamos ao banquete. – disse a diretora batendo palmas logo antes da comida surgir em cima da mesa.

Notas finais
Own Vamos ver a prévia do próximo? ^^ "-Comprar. – respondeu ela. A olhou com interesse, se perguntando o que poderia ser. As pessoas compravam das mais variadas coisas com ele. Ela sorriu, mordendo o próprio lábio, e jogando o cabelo de lado. Piscou, surpreso e ela passou a perna por cima das suas, se sentando em seu colo – Quero comprar um pouco do seu tempo e atenção, Damian... – disse sorrindo, para depois o beijá-lo. Fechou os olhos, se lembrando que aquela tinha sido uma de suas maiores fantasias sexuais adolescentes. Mas ele era um homem adulto e casado. Jogou a cabeça para trás, descolando os lábios dos dela. —Eu não sou um garoto de programa. – murmurou friamente. Ela sorriu para ele, rebolando de leve, mas ele não reagiu. – Você não quer fazer isso..." OMFG?! Quem está fazendo isso?! Quem?! Hsuahsuahsuas Beeeeijos! s2 Titia ama muito vocês ^~