Notas iniciais
Olá, amores! Pronto pra um capítulo super fofo? ^^ Espero que gostem! Beeeijos

Capítulo 86

—É NATAAAAAAAAAAAAAAL! – gritou Navi correndo pela casa. Draconis olhava para Rose, que usava um vestidinho de Mamãe Noel, tomara-que-caia muito curto e sensual, com botas pretas até os joelhos. Mordiscou o lábio, olhando para ela, completamente tentado a fazer algo estúpido – Eu vou ver a minha amada de novo! Oh, eu estou tão feliz! – disse Navi, que estava vestido de Papai Noel, com barba e um travesseiro na barriga – E eu vou fazer SEXO! Eu nunca fiquei tanto tempo só na punheta, desde que eu perdi a virgindade. – Draconis concordou e soltou um suspiro, vendo Rose brandir a varinha, o ajudando com os enfeites de natal – Hoje não vou nem dormir. Vai ser a noite inteira no rala e rola... não vou deixar a Les voltar pra casa tão cedo. Não mesmo. Ela vai ficar comigo o feriado inteiro! – concordou segurando a varinha, enquanto deveria estar enfeitando a árvore de natal. Mas as coxas grossas de Rose eram tentadoras demais. Soltou um suspiro e desviou o olhar, com muita força de vontade. Escutou passos no corredor e suspirou, aliviado por Loto não ter visto que a estava devorando com os olhos. Ele iria ficar morrendo de ciúmes – Melhor presente de natal da minha vida é ter a Les aqui com a gente de novo. – suspirou Navi.

—Céus. Pare de falar nessa guria, Lestrange. Já está nisso há uma semana. – ralhou Loto entrando na sala. Draconis o olhou e sorriu achando-o muito elegante em seu traje a rigor preto com o Wyvern bordado nas costas – E então? Como estou?

—Lindo. – riu Draconis esquecendo-se por completo de Rose, por um momento. Andou até o namorado e o envolveu ao redor da cintura – Feliz Natal...

—Feliz Natal... e feliz aniversário de namoro. – riu ele – Tecnicamente é só amanhã, já que ainda estamos na véspera de natal... mas eu quero te dar logo seu presente. – Draconis o olhou curioso e Loto brandiu a varinha, conjurando uma caixa – Espero que goste.

Draconis sorriu e pegou a caixa, notando o quanto era pesada. Sorriu e piscou surpreso, ao sentir algo se mover dentro dela.

—O que é?

—Abra, oras. – riu Loto. Draconis ficou de joelhos e Rose e Navi se aproximaram com curiosidade. Puxou a fita vermelha e a caixa abriu de uma vez, quando um filhote de cachorro colocou o nariz para fora.

Abriu a boca, chocado e tirou o filhote fofo da caixa.

—Estou apaixonado. – disse olhando para o cachorro – Eu SEMPRE quis ter um cachorro! – disse feliz.

—É um labrador.

—Tipo do Marley e Eu? – perguntou se referindo ao filme que tinham assistido na semana passada, abraçando o filhote – Oi, cachorrinho fofo. – disse acariciando o filhote, que tentou lamber seu rosto.

—Isso. Gostou? Ou eu exagerei? – perguntou Loto fazendo careta – É um pouco cedo pra termos um cachorro?

—Não é muito cedo! – disse falando com uma voz infantil, enquanto se divertia com o filhote, que ainda o lambia animado – Ele é perfeito! Não é?... é um ele, né?

—Sim. – riu Loto se ajoelhando e coçando a orelha do cachorro – Como vamos chamá-lo?

—Marley. – disseram Navi e Rose tentando fazer carinho no filhote, que parecia estar amando toda a atenção, tremendo todo de entusiasmo.

—Não. Marley não. – riu Draconis deitando o filhote no chão para acariciar a barriga gorda dele – Lindão, lindão! – riu se divertindo, vendo o filhote balançar o rabo e colocar a língua para fora.

—EU QUERO MORDER ELE! – gritou Rose beijando o focinho do cachorro.

—Que maneiro, cara. Nosso primeiro cachorro. – riu Navi também fazendo carinho da barriga dele – Cara, vamos chamá-lo de Batman?

Todos se entreolharam.

—BEST NAME EVER! – gritaram todos, fazendo carinho no cachorro, que estava louco de entusiasmo.

Minutos mais tarde, quando o entusiasmo pelo cachorro diminuiu minimamente, Loto puxou Draconis para baixo de um visgo, apenas para namorarem um pouquinho. Rose e Navi aproveitaram para roubar o cachorro e brincarem com ele. Mas Draconis, por mais que quisesse passar a noite beijando o namorado, sabia que ainda tinham muito o que fazer. Seus avós viriam para aquele jantar, então ele queria tudo perfeito.

*

—Nosso neto é um maricas. – resmungou Rabastan colocando a toalha molhada em cima da cama. Emily olhou as costas retalhadas do marido e sentiu um peso no peito. Novas cicatrizes adquiridas para protegê-la. Mesmo com aquele comentário horroroso, ela simplesmente não podia ficar zangada com ele. Viver com aquele homem era receber uma declaração de amor por dia, nos momentos mais improváveis. Por isso, suspirou – Eu sei que você não gosta que eu diga isso. – resmungou ele abrindo a porta do armário – Mas ele é um maricas e se eu pegar o Draconis se beijando com aquele moleque...

—O namorado dele?

Aquele moleque. – insistiu Rabastan que simplesmente nunca tinha aceitado que tinha um neto gay – Eu juro que volto pra Azkaban.

—Volta nada. Você ama o garoto. – riu Emily penteando os cabelos. Rabastan soltou um muxoxo pegando uma cueca e praguejou baixinho.

—É um absurdo. Um absurdo. Uma falta de moral. – resmungou ele – Damian não bateu nele o suficiente, é o que eu digo.

—Oras, Rabastan. O tanto que nosso neto apanhou na escola... você acha mesmo que se surra revertesse isso, ele não seria hétero agora? – ralhou ela – E qual o problema? Não lembro de você reclamar do meu momento lésbico.

—Completamente diferente. – resmungou Rabastan e Emily olhou o marido com os olhos cansados, mas inquisidores – Você e Addie são mulheres. E foi algo secreto só entre nós. – disse ele.

—Pare, Rabastan. Só pare... ou melhor... avance e saia da Idade Média, por favor. – ralhou Emily indo até ele, para ajudá-lo a colocar o traje a rigor. Ele já não conseguia mexer o braço esquerdo muito bem, graças ao ataque de Hesse.

—Eu já disse, Emily. Eu amo o garoto e se alguém implicar com ele, vai se ver comigo. – explicou ele, completamente sem humor – Mas eu vou implicar com ele. Pode ter certeza que eu vou.

—Se fizer isso, vai se meter comigo. – ralhou beliscando o nariz dele, com um sorrisinho – Ninguém mexe com os meus netos. Não mesmo.

Os dois deram risadinhas e Emily ajudou o marido a se vestir. Estava ajeitando a gravata dele, com todo o esmero do mundo, quando sentiu a mão do marido em seu rosto.

—Estamos velhos... – murmurou ele. Concordou, soltando um suspiro, reparando em como todos os fios de cabelo dele, do queixo, do peito, da cabeça... todos estavam brancos – Mas eu ainda te acho a mulher mais maravilhosa da face da terra... – murmurou ele lhe afagando no rosto. Sorriu fracamente, alisando a mão dele, que estava em seu rosto – Passamos dos sessenta e você ainda é a mulher mais bonita do mundo pra mim.

—Oh, pare. – murmurou ficando vermelha e arrancando risadinhas do marido.

—Eu ainda tenho o dom de te fazer corar, Emms... – murmurou ele. Emily sorriu e concordou o abraçando.

—Eu te amo, querido... – murmurou ela.

—Emily. – chamou ele e ela o olhou – Eu estou sentindo algo.

—Agora? É o coração? – perguntou preocupada e Rabastan negou com a cabeça.

—Alhena puxou a vidência do meu lado da família. Eu não sou exatamente um vidente... mas eu tenho premonições... e eu estou tendo uma agora... – murmurou ele.

—Sobre o que? – perguntou assustada com o jeito sério que ele falava.

—Algo ruim vai acontecer. Algo muito ruim.

—Chega de coisas ruins. – murmurou Emily pegando as abotoaduras do traje de Rabastan. Lembrava de quando era o sogro quem usava aquelas vestes e isso só mostrava o quão velhos estavam.

—Eu não quero que aconteça... mas... se acontecer... – ele engoliu em seco e a abraçou – Não desista de viver.

Emily sentiu um calafrio lhe subir a espinha.

—Você... você acha que... que vai morrer? – perguntou horrorizada.

—Eu não sei... mas saiba que... se for o caso... eu te proíbo de me seguir pro túmulo, ouviu? – ralhou ele.

**

Rasalas e Daphne ajudaram Alhena a ir pela lareira, já que Draco iria atrasar e Damian estava ajudando Cerce, Dido, Órion e Prim, da casa dele. Tinham decidido, depois de muito conversar, que levariam Alhena para o natal. Ela estava muito bem, afinal. Parecia uma criança de cinco anos, mas era melhor do que antes.

Assim que saíram na lareira, deram de cara com uma casa muito bem enfeitada para o natal. Fadinhas voavam ao redor de uma árvore de natal, neve falsa caía do teto e desaparecia antes de tocar em alguém, haviam guizos encantados espalhados pela casa, que tocavam brevemente quando alguém passava, meias coloridas estavam pregadas nas paredes, cheias de doces. Além disso, todos estavam com roupas natalinas, apesar dele achar que o vestido de Rose era um pouco curto demais e definitivamente bastante decotado.

—Sejam bem vindos! – disse Navi, que estava vestido de Papai Noel – Tia Lena. Que bom que veio! – adicionou ele e Alhena sorriu para ele.

—Mãe? Como se sente? – perguntou Draconis puxando a mão dela e a guiando para o sofá. Alhena suspirou, olhando para ele, como se tentasse se lembrar de onde o conhecia – Sou eu, o Draconis. Seu filho mais lindo. Lembra?

—Espera só Castor e Póllux ouvirem isso. – riu Rose – Aceitam uns chocolates, senhor e senhora Lestrange?

—Não, obrigada, querida. – disse Daphne. Rasalas apenas negou com um aceno de cabeça.

—Como a Lyra está? – perguntou Navi e Daphne soltou um muxoxo indo até Rose.

—Quer ajuda na cozinha, meu bem? – perguntou ela, obviamente querendo fugir daquela conversa.

—Por favor. – pediu Rose e as duas foram para a cozinha.

—Sua irmã está bem. Ela vai vir com Draco e Scorpius. – disse Rasalas. Foi quando sentiu algo em seu pé. Baixou o olhar e viu um filhote de cachorro o olhando alegremente, com a língua de fora. – Merda. Sai. Sai daqui. – ralhou com o filhote.

—Batman. Sai daí. – ralhou Loto, o pegando no colo.

—Batman? – perguntou Rasalas – O nome dele é Batman?!

—É. – responderam os três garotos, parecendo muito orgulhosos de si mesmos.

—BEST NAME EVER! – disse animado – Pena que os animais não gostam muito de mim... lobisomem. – explicou dando de ombros. Mas quando Loto se aproximou com o filhote, a bolinha peluda se remexeu inteira para lamber seu rosto – Mas parece que o Batman é mesmo um ser sem medo, não é mesmo? – disse pegando o filhote no colo – Quem é o herói de Gotham? Quem é? Quem? Quem? É você. Sim, é você. É você!!! – disse com uma voz infantil, enquanto fazia carinho na barriguinha redonda do filhote, que se remexia com extrema felicidade – Céus, quem foi o gênio que comprou esse bolinho de amor?

—Fui eu. Dei pro Draconis, como presente de um ano de namoro.

—Nossa! Já tem um ano? – perguntou surpreso e escutou a campainha tocar.

—É. Eu atendo. – disse Loto correndo para a porta – Boa noite. O senhor é...?

—Rabastan Lestrange. E você? – escutou a voz do pai, parecendo hesitante – Erramos a casa, Emily?

—Não. É aqui mesmo. Seja bem vindo, Sr. Lestrange. Eu sou Loto Yaxley e...

—Ah, você é o amigo maricas do meu neto. – resmungou Rabastan e Rasalas tentou conter uma risadinha.

—RABASTAN! – ralhou sua mãe.

—Oras. É um maricas sim. – ralhou Rabastan dando uns dois tapinhas no ombro de Yaxley, que parecia estar procurando um lugar pra enfiar a cara – Onde estão os meus netos? Ah. – Draconis olhava o avô com censura, enquanto Navi segurava as risadinhas – Venham aqui, vocês dois. E não me olhe assim, Draconis. Eu sou seu avô. Eu falo o que eu quiser.

—Aqui é a minha casa e você vai respeitar isso. Caguei se você tem duzentos anos e está frustrado por a vassoura não voar mais. Não vem com isso pra cima de mim! – ralhou Draconis.

—Drac! – ralhou Loto, horrorizado – Desculpe, Sr. Lestrange...

—Está tudo bem. – riu seu pai puxando os dois netos para prendê-los entre seus braços. Os dois se remexeram, como se estivessem tentando sair, mas Rabastan simplesmente não deixou – Nós Lestrange’s temos a língua afiada. Você deve saber, está vivendo com dois deles.

—Vovô... o Legado da sua família precisa respirar! – pediu Navi, meio arroxeado.

—Vovô... – lamentou Draconis parecendo igualmente desesperado.

—Hoje a noite nós vamos ter umas conversinhas. – riu Rabastan soltando os netos – Entre eu e vocês dois. É melhor estarem preparados.

—Draconis, por que eu acho que o vovô vai matar a gente? – perguntou Navi, fazendo careta, enquanto Rabastan vinha abraçar o filho.

—Ah, Rasalas, que saudades. – riu ele.

—Alhena?! – perguntou sua mãe e Rabastan o soltou imediatamente.

—Feliz natal. – murmurou Alhena pegando a estrela da árvore de natal, com um sorriso feliz. Ela não podia ver uma árvore de natal, que começava a desejar feliz natal pra todo mundo – Feliz natal. – repetiu ela acenando.

Rasalas viu seus pais pularem para cima da irmã, para abraçá-la. Alhena sorriu, sacudindo a estrela dourada, mas não deu mais atenção a eles do que daria a uma pessoa que estivesse ignorando.

—Merlin... como... como...? – perguntou sua mãe.

—Eu tenho meus contatos. Mas ela tem que voltar pro esconderijo dela assim que a ceia acabar. – respondeu Rasalas – E vocês, para segurança da Lena e de vocês também, não podem saber onde é o esconderijo.

Seu pai concordou e suspirou abraçando Alhena, mas sua mãe o olhou indignada, começando assim uma longa conversa sobre o direito que ela tinha de ver a filha quando bem entendesse. Mas aquele ponto estava simplesmente fechado para conversa e não haveria mudanças nos planos.

Minutos mais tarde a irmã de Loto apareceu. Uma menina muito bonita, de olhos violetas, cabelos escuros e pele morena. Loto a abraçou feliz, a girando no ar e ela pareceu igualmente feliz por reencontrar o irmão.

—Era com essa Yaxley que você deveria estar trepando, Draconis. – ralhou Rabastan e Navi se engasgou com uma rabanada no meio da gargalhada.

—Vovô. Comporte-se. – ralhou Draconis e Rabastan levou um tapa na nuca da esposa. Rasalas sorriu ao ver sua mãe com a mão erguida e olhando feio para o marido, que tinha um sorrisinho cruel no rosto.

—O que eu falei, Rabastan? – perguntou ela.

—O que eu posso dizer se achei a irmã do garoto mais bonita? – perguntou seu pai e Loto desviou o olhar constrangido.

—Lembra que eu disse que queria o vovô bem velho e gagá, falando coisas inapropriadas? – perguntou Navi e Draconis deu uma risadinha enquanto Rabastan olhava o neto com indignação – Esse dia chegou... VOVÓ! O VOVÔ ESTÁ APONTANDO A VARINHA PRO SEU NETO QUERIDO!

—Rabastan! Por Merlin! É natal! – ralhou Emily.

—Ele me chamou de gagá!

—Então pare de agir feito tal! – ralhou Emily e Rabastan a olhou indignado. Rasalas deu um sorrisinho e seu pai se sentou no sofá, completamente amuado.

—Pai. – disse Navi vindo em sua direção, com aquele sorrisinho insolente dele. Rasalas olhou para seu filho mais velho e este lhe falou baixinho – Posso falar a sós com você um instante? – perguntou ele. Rasalas piscou levemente surpreso e concordou.

—Claro. Onde?

—No meu quarto... – respondeu Navi. Rasalas concordou e se preparou para encontrar o inferno em forma de bagunça. Os dois andaram pelos corredores e Navi abriu a porta – Não repara... é que a Les vai dormir aqui hoje. – riu Navi e Rasalas notou que estava tudo muito arrumado, com pétalas de rosas na cama e uma garrafa de champanhe em cima da mesinha de cabeceira. Piscou surpreso e se virou para o filho – Então...

—Essa garota, Navi. É muito especial, certo? – perguntou Rasalas olhando para seu filho. Navi se recostou na porta.

—Eu sei que sou muito novo, pai. Eu acabei de terminar a escola. Eu sei que tem uma guerra vindo. Eu sei que eu vou querer me meter mais do que uma pessoa de juízo faria... – Rasalas respirou fundo, sabendo o que viria em seguida. Seu coração acelerou e Navi sorriu bobamente – Mas eu a amo, pai... eu a pedi em casamento... e ela aceitou. – explicou Navi – E seria muito importante pra mim que o senhor... ficasse feliz por mim. Por mim e por ela...

Rasalas sorriu contente e puxou o filho para um abraço. Navi o abraçou apertado e os dois suspiraram.

—É claro que eu estou feliz por você, Navi... eu espero que vocês sejam muito felizes juntos. – disse Rasalas, se lembrando da primeira vez que Navi falou de Lessa... no sofá, durante um jogo do Brasil... sorriu emocionado, sentindo-se muito velho, afinal, seu rapaz estava pensando em casamentos...

—Eu espero ser um marido tão foda quanto você... se eu e a Les conseguirmos ser metade do que você e a mamãe são... eu tenho certeza que já seremos mais felizes do que praticamente todo mundo que eu conheço. – disse Navi. Ele se afastou e o olhou com os olhos tão iguais aos seus e os de seu pai – E eu espero ser um pai tão foda quanto você é, no dia que eu for te dar a notícia de que vou ter um filho.

—Oh, Navi... – riu sem jeito.

—Eu falo sério... eu não saio vomitando arco íris pra você, que nem o Draconis faz com o tio Damian... mas você é meu herói, pai. Sempre foi... – Navi sorriu sem jeito também – E quando eu crescer... – ele lhe socou de leve no ombro – eu quero ser igual a você. Feliz natal, pai.

Rasalas engoliu em seco, sentindo um calor gostoso no coração e abraçou o filho novamente.

—Feliz natal, meu filho... – murmurou. – Feliz natal, Navi... eu te amo demais. Ouviu?

—Eu também... – murmurou Navi, como se estivesse difícil de falar. Os dois se afastaram ligeiramente emocionados com tudo aquilo – Bem... era isso... – riu ele meio sem jeito – Ah! E eu dei o anel da minha avó pra Les. – riu Navi fazendo careta e Rasalas deu de ombros.

—Seu avô sabe disso? – perguntou Rasalas.

—Você é o primeiro a saber. – riu Navi.

—É melhor que ele seja o segundo. – riu Rasalas girando a maçaneta da porta, com um sorriso no rosto – E em seguida a sua mãe... por motivos de segurança nacional.

***

Lyra chegou com Draco e Scorpius. Ela já estava com um enorme barrigão, em seus sete meses de gravidez. Scorpius não saia de perto dela, de maneira superprotetora e Draco o olhava com algum tipo de orgulho.

Damian chegou pouco depois, com todos os filhos, que pularam em cima de Alhena, que ficava repetindo “feliz natal” pra todo mundo. Pansy chegou com a esposa e os dois filhos, que começaram a correr e brincar com o cachorro. Blair veio com a filha trazendo um delicioso vinho do porto e ficou chocado com Alhena e Rasalas explicou mais ou menos a situação da irmã.

Jacques chegou depois, com um imenso peru recheado, para ajudar na ceia. Ele olhou muito feio para Loto, mas acabou soltando para Rabastan:

—Pelo menos o problema é do Malfoy e não do Damian.

—O que quer dizer com isso? – perguntou Rabastan e Draco corou, completamente desconcertado.

—Oras. Ninguém te contou que Draconis é um bastar...

—PAPAI! – ralhou Damian e Rabastan olhou horrorizado para o neto e depois para Draco, que parecia terrivelmente nervoso.

—EMILY! – gritou Rabastan e Emily saiu de perto da nora, parecendo confusa – Eu tinha razão. Ele é do Draco. Você me deve duzentos galeões e aquele outro negócio que eu não posso falar em público.

—De onde tirou essa asneira? – perguntou Emily.

—Deles. – riu Rabastan para Damian e Jacques – É por isso que Malfoy sempre foi tão dedicado à nossa filha.

—Olha, Sr. Lestrange. Foi um acidente e só aconteceu uma vez. E o senhor não precisa ficar falando isso em voz alta. – resmungou Draco, desconfortável, ao lado de Damian. Alhena se aproximou e colocou uma bolinha de enfeite na orelha do loiro e o abraçou.

—Feliz Natal. – murmurou ela.

Draco encolheu, constrangido e olhou para Damian, que sorriu achando graça.

—Feliz natal. – murmurou ele erguendo a taça – Sem ressentimentos, Draco. – riu ele e Draco sorriu meio sem jeito, brindando com Damian. Rabastan fez o mesmo, assim como Jacques e Emily – Sem falar que eu tirei a virgindade da Astoria. E nós fizemos um menage, eu, ela e a Clover no meu sétimo ano... SAY WHAAAAT?! – perguntou Damian e Draco o olhou furioso – Ei, Estrelinha. Me concede uma dança?

—Feliz Natal. – riu Alhena dando a mão para ele. Os dois foram para um canto e começaram a dançar lentamente, se olhando nos olhos. Draco soltou um muxoxo e Emily suspirou.

—Eu nunca vi um amor tão grande... – murmurou ela. Mas então ela olhou o marido – Pensando melhor... acho que sim, já vi. – riu ela dando um beijo na bochecha dele. Rabastan sorriu e a beijou na testa.

—Mas você ainda me deve duzentos galeões e aquele negócio... – riu ele, ganhando um tapinha no peito da esposa.

—Bobo.

Draco mirou Damian e Alhena dançarem e suspirou notando que Alhena sorria, parecendo muito serena com ele. Soltou um suspiro feliz pelos dois e baixou os olhos.

—Você a ama. – murmurou Jacques. Não se preocupou em negar.

—Amo...

—O suficiente para sair da vida dela, caso ela se recupere? – perguntou ele. Draco soltou um suspiro.

—Se fosse fazê-la feliz... sim, eu faria uma terceira vez. – murmurou ele – Talvez... talvez não seja pra ser...

—Ou talvez não seja o tempo... – murmurou Jacques, misterioso, e Draco o encarou.

—Malfoy. – chamou Rabastan. Draco o olhou e o velho sorriu – Eu sou mais você. – e ele lhe lançou uma piscadinha. Draco corou de leve.

—Rabastan! – ralhou Emily.

—Eu também! – Disse Pansy passando o braço ao redor da cintura de Draco para em seguida brindar com Rabastan.

—Bem... eu obviamente torço pelo idiota do meu filho. – riu Jacques.

—Alhena se casou com Damian e é com ele que ela vai ficar quando melhorar. – Disse a distinta Sra. Lestrange, com convicção.

—Um brinde a isso. – riu Jacques.

A campainha tocou e Navi correu para a porta.

—É a LES! É A LES! – ele abriu a porta e viu a namorada do outro lado, junto de alguém, mas o rapaz nem pareceu notar – LES!

—NAVI! – gritou ela, um tanto histérica, os dois pulando um em cima do outro, para começarem a se agarrar loucamente.

—Hum... com licença... – riu Polaris entrando em seguida, junto com Reno Young e Rabastan ficou alerta ao ver os dois de mãos dadas.

—Emily, me segura que nossa caçulinha está de mãos dadas com alguém.

—Pelo menos não é o filho do lobisomem, aquele Lupin. – resmungou Jacques.

—Meu filho é um lobisomem. – ralhou Rabastan e Jacques deu um sorrisinho cruel.

—Eu sei. – riu ele, piscando com um sorriso sacana.

—Pelo menos eu ainda tenho... – começou Rabastan, mas Emily colocou a mão na boca dele.

—Não fale... não fale. – riu ela.

Polaris logo se aproximou para abraçar o pai.

—Pai, esse é meu amigo, Reno Young. Ele é o irmão da... da namorada do Navi... – riu Polaris ficando com os cabelos vermelhos – Eles estavam MESMO com saudades um do outro, heim? – perguntou ela. O grupinho olhou para o jovem casal que se agarrava de maneira nada comportada no sofá.

—Amigo, você disse? – perguntou Rabastan semicerrando os olhos.

—Eu sou gay. – riu Reno e Rabastan sorriu descontraído.

—Ah. Ok... – riu ele.

—Ele tá te zoando, pai. Ele não é gay. – riu Polaris. Então ela falou no ouvido do rapaz, mas alto o suficiente para que a escutassem, de maneira que deixava bem claro que ela tinha muita certeza do que estava falando – Eu sei muito bem. – então ela se endireitou com um sorriso sacana no rosto – Eu vou pegar uma bebida. Ah, oi, Rose! – riu ela se afastando e deixando Reno Young encarar Rabastan Lestrange sozinho. Ex comensal de morte. Um dos membros do esquadrão da morte de Lorde das Trevas. O jovem riu constrangido e encarou os Lestrange.

—Em minha defesa, seu neto está quase transado com a minha irmãzinha ali no sofá. – riu Reno.

—Você é quem pra achar que pode se envolver com a minha filhinha?! – perguntou Rabastan parecendo simplesmente indignado.

—Um Zé Ninguém. Sinceramente, atualmente eu não tenho nem onde cair morto. – riu Reno.

—E acha que pode ser o namorado da minha filha?! – perguntou ele – Do jeito que você parece ser, não deve nem ter galeão nem pra pagar o papel higiênico que ela usa.

Reno deu um sorrisinho ácido e concordou com um aceno de cabeça.

Pois eu posso ser um pequeno limpador de chaminé... Com um rosto pequeno e encardido... Mas eu carrego uma vassoura que faz garotas fortes chorarem. – cantarolou ele – E ela me deixou subir, subir, subir, por sua lareira. – adicionou ele fazendo Jacques Burke cair na gargalhada com o olhar inflamado de Rabastan – Seeeeeis vezes... – sussurrou ele saindo de perto dos Lestrange e indo cumprimentar Loto.

—Eu... vou... matar... – rosnou Rabastan sacando a varinha.

—Rabastan! – ralhou Emily – Apenas o levante pela cueca.

—Ele nunca mais vai “subir a lareira” de ninguém.

—Papai! Papai! – ralhou Rasalas se colocando no caminho – Não vamos azarar ninguém aqui, agora, ok?

—Você foi deselegante com o garoto. – riu Jacques – Ele não engoliu calado. Vamos admitir que ele tem bolas. Não é todo dia que vemos um garoto com coragem pra te desafiar desse jeito.

—Eu tive o desprazer de encontrar dois... e não foi agradável. – rosnou Rabastan.

—Da idade dele? Duvido. – riu Jacques.

***

—Parece que finalmente estamos tendo um natal feliz e sem aborrecimentos. – riu Daphne saindo da cozinha.

—Em outras palavras, meio tedioso, né? – perguntou Rose em óbvio tom de brincadeira, fazendo a mais velha sorrir. Daphne olhou Rose e soltou um suspiro.

—Você está tão bonita. – riu Daphne – Então conta pra titia...

—Ah, tia Daphne, não... – pediu Rose com um sorriso sem jeito.

—E os namoradinhos, heim? – perguntou ela.

Rose fez uma careta.

—Eu estou gostando de um garoto... mas estou saindo com outro... pra me distrair, sabe? – perguntou Rose se esforçando para não olhar pra Draconis, mas falhando miseravelmente. Ele e Loto cantavam I'm The Only One, da Melissa Etheridge, que era basicamente a música favorita de Loto (ele cantava aquela porcaria todos os dias no banho) – Eu ainda não superei... ele meio que... me trocou por outra pessoa e...

—Está falando do Loto? – perguntou Daphne e Rose a olhou constrangida.

—Como!?

—Dido comentou com Lyra, que falou pro Rasalas, que me contou. – riu Daphne – Que situação, heim? – perguntou ela. Rose suspirou e olhou para o casal que parecia muito concentrado um no outro.

—O que eu faço, tia? – perguntou Rose e Daphne suspirou.

—Bem... você pode partir pra outra, ou partir pro ataque. Tem que ver o que vale mais a pena. – respondeu ela – Quando aconteceu comigo, eu parti pra outra. – riu ela olhando para Blair – Por um tempo eu me arrependi, mas... mas hoje eu vejo que foi bom pra mim... conhecer outros garotos além do amor da minha vida... assim pude saber com certeza quem era o amor da minha vida... sem nunca ter dúvidas a respeito disso. – Daphne lhe lançou uma piscadela e voltou para perto do marido, que observava Damian e Alhena, que ainda dançavam juntinhos – Ei, o que está fazendo, meu amor?

Rasalas soltou um suspiro.

—Por que isso tinha que acontecer? – perguntou Rasalas olhando para os dois, irmã e amigo – Eles se amavam tanto, Daph...

Daphne soltou um suspiro e o abraçou.

—É... – ela olhou para trás e viu Draco sentado no sofá, parecendo triste – Eu realmente sinto muito... pelos três. – adicionou ela.

—Quem Lena iria escolher? – perguntou Rasalas.

—Me diz você. Nasceram juntos. – riu ela.

—Mas você era a melhor amiga dela. – argumentou ele.

Daphne concordou e o abraçou.

—Eu acho que já não importa mais. Não muda nada saber quem ela iria escolher.

—Você provavelmente tem razão. – Rasalas soltou um suspiro e a envolveu ao redor da cintura – Nosso filho falou com você?

—Falou. – riu Daphne com um sorriso feliz – Pelo menos ele está fazendo as coisas na ordem correta. – Ela olhou para Lyra, que discutia com Scorpius, que não queria deixá-la beber refrigerante, do outro lado da sala.

—Não, Lyra. Isso faz mal pro bebê. Pode dar cólicas e você ainda pode adquirir diabetes gestacional e...

—Scorpius Malfoy, se você não me arrumar uma coisa não saudável pra por na boca eu juro que vou...

Mas ela se calou quando o garoto a beijou na boca. Ela piscou surpresa e ele se afastou.

—Eu sou tóxico. Agora vamos. Bebe esse suco natural. – disse ele com um sorrisinho cínico.

—Porque os Malfoy sempre querem cuidar da vida dos outros? – perguntou ela – Draco está cuidando de Alhena praticamente sozinho... muito mais do que Damian e eu não estou sabendo de Potter ajudando Lyra. – ela olhou para Rasalas que suspirou – E todo mundo está achando que o filho é do Scorpius.

—Bem... pelo menos ele está ajudando ela... – riu Rasalas – Deve ter aprendido com o Draco a se dedicar aos amigos, quando estes realmente precisam. Draco sempre quis bancar o fodão que não dava a mínima, mas sempre que nós realmente precisávamos dele, ele estava lá... lembra quando eu fui enfrentar o Flint e o Draco veio me ajudar? Fez boa parte da Sonserina me apoiar por conta dele. E eu nem preciso citar tudo o que ele fez pela Alhena e pelo Damian.

—E Emília disse que ele salvou a vida do Greg em Hogwarts, na guerra. – disse Daphne olhando o loiro, que parecia com o pensamento muito distante dali.

—Pois é... – murmurou Rasalas. Ele olhou para a esposa e suspirou – Ei?

—O que?

—Feliz Natal. – murmurou ele a puxando pela cintura.

—Feliz Natal...

****

Damian suspirou olhando para Alhena, que dançava com ele. Os braços ao redor de seu pescoço, os olhos nos seus, um sorriso sereno e feliz no rosto.

—Você está tão linda, querida... – sussurrou. Alhena sorriu para ele de um jeito nostálgico.

—Feliz Natal. – disse ela.

—Feliz Natal, Estrelinha... – murmurou a olhando com extremo carinho. Alhena suspirou, o olhando com atenção – Qual o meu nome? Você sabe? – perguntou ele, mas ela não respondeu, apenas balançando lentamente enquanto giravam ainda mais lentamente no mesmo lugar – Sabe quem eu sou?

—Feliz Natal. – respondeu ela.

Damian suspirou e a beijou na testa, sentindo saudades dela. Alhena sorriu timidamente e suspirou também.

—Feliz Natal. – respondeu e ela sorriu contente – Eu sou o Damian, Lena. Diga, Damian. – pediu baixinho. Ela o olhou curiosa – Damian... – ela negou com a cabeça e suspirou.

—Feliz Natal.

—Teimosa. – riu Damian a puxando mais para perto – Mas tudo bem. Tudo bem... – sussurrou com a ex esposa com a cabeça apoiada em seu peito. As mãos dela desceram pelas suas costelas e ela o envolveu num abraço – Tudo bem... – murmurou.

Alhena o apertou de leve contra si.

—Feliz Natal.

—Eu também te amo... – murmurou baixinho a beijando no topo da cabeça.

—Feliz Natal.

—Eu também estava com saudades. – concordou ele – Mas estou tendo que viajar muito, desculpe... preciso falar com os fornecedores e ir atrás de outros, além de visitar nossos estoques secretos por ai... você sabe como é.

—Feliz Natal.

—Eu sei, meu amor, eu sei. – murmurou – Me desculpe por ter sumido, ok? Vou tentar voltar mais vezes pra te ver.

—Feliz Natal?

—Sim, eu prometo. – disse baixinho. Alhena suspirou e o apertou mais um pouco.

—Feliz Natal... – riu ela se afastando.

—Até... – murmurou. Alhena abraçou Draconis e desejou um feliz Natal para ele, para em seguida se sentar ao lado de Draco. O loiro sorriu cansado para ela e a beliscou na bochecha.

—Olá, pé de valsa. – riu ele.

—Feliz Natal. – riu ela.

—Feliz Natal. – respondeu Draco.

—Casa. – murmurou Alhena e Draco suspirou.

—Sim. Eu também estou cansado. Vá se despedir de todo mundo. – murmurou Draco. Alhena foi indo de pessoa em pessoa, desejando um feliz Natal, enquanto Draco ia chamar Rasalas, para ir até o esconderijo. O loiro não queria deixar óbvio que era na casa dele que Alhena estava.

Enquanto Alhena se “despedia” das pessoas, Draco andou pelos quartos, procurando por seu filho. O encontrou deitado com Lyra. Ela dormia, parecendo exausta, enquanto ele estava deitado acariciando a barriga dela.

—... e eu vou te ensinar a jogar quadribol. Tenho certeza de que você vai adorar... – ele se virou e olhou para o pai, levemente constrangido.

Draco soltou um suspiro.

—Eu... eu já vou. Você vai ficar ai? – perguntou o pai. Scorpius olhou preocupado para Lyra e negou – Ok... então te espero lá na sala.

—Ok, eu já vou. – disse Scorpius pegando os sapatos.

Draco saiu do quarto, deixando o filho e Lyra para trás. Scorpius se calçou e olhou para a barriga de Lyra. Depois ele suspirou e se curvou para beijar Lyra na testa e depois para dar outro beijo na barriga dela.

—Boa noite, Virgo... e Feliz Natal.

*****

—O que está fazendo? – perguntou Rigel e Dominique pulou de susto.

—Nada. – respondeu ela, voltando a olhar a janela – Digo... é natal. Eu nunca passei o natal longe da minha família. – explicou ela.

—Nem eu... era o momento que eu sempre me sentia obrigado a comparecer. – riu Rigel a abraçando por trás – Não vai ter ninguém pra ficar escutando meu pai elogiar o Rasalas. Ele deve estar frustrado nesse momento.

Dominique soltou um suspiro e se virou o olhando. Rigel a olhou de volta. Estavam ambos no Legacy, escondidos, se refugiando do frio. Tão perto de casa... e assim mesmo, tão longe...

A neve caía lá fora, embaçando o vidro e os dois estavam num enorme silêncio ali.

—O que foi?

—Nada. – riu Rigel – Só estou me perguntando... se é certo você estar aqui... agora.

—Por que não seria? – perguntou o abraçando. Olhava para ele e não via um amontoado de cicatrizes. Via o Rigel por quem sempre fora apaixonada. E naquele momento, nem loucura via nele... os olhos dele estavam calmos e a voz dele tranquila.

Rigel suspirou e sorriu para ela a beijando na testa.

—Feliz Natal, Dominique.

—Feliz Natal, Rigel...

Notas finais
E aí? Gostaram? Espero que sim hehehehe Vamos para a prévia? ^^ "-Mana! Mana! – disse Órion para Dido. Dido o olhou curiosa e ele engoliu em seco – Eu vi a Prim! Eu vi a Prim! – disse ele parecendo que iria explodir de entusiasmo. —Que bom que seus olhos funcionam, Órion. – riu Dido. —E ela estava beijando um cara! – disse Órion." EOQ?! hsuashauhsaush Mais uma? Prévia 2 "-Precisamos abaixar sua temperatura, Draconis. – cortou Rose. —Com você no meu colo, nem se eu tivesse numa banheira de gelo. – murmurou a apertando na coxa, sentindo vontade de jogá-la contra a parede e fazer algo muito errado. Rose o olhou nos olhos e ele sentiu-se perto de perder o controle." EOQ?!² Será o fim de Loto ♥ Draconis?! Próximo capítulo cheio de surpresas shuahsaus Beeeeijos e comentem! Com 10 comentários eu posto imediatamente. Caso contrário, até a próxima quarta ^~