Notas iniciais
Oi, amores! Vocês conseguiram 10 comentários, então aqui vai um capítulo To escrevendo na correria, porque eu vou sair pra assistir o jogo da Olimpíada no estádio (Minha mãe comprou ingresso pra TODOS os jogos de futibol, seleção ou não, e pediu preu ir ver com ela. Será que gosta de futebol, essa minha velha?), então sem mais recados, eu acho. O próximo sai na quarta, ou imediatamente se conseguirem 10 comentários de novo! Eu responderei todos os comentários hoje a noite ou amanhã! Beeeijos! VAI, BRASIL!

Capítulo 87

Lyra se sentou no final da tarde, sentindo-se muito desconfortável. Seus pés doíam muito, suas pernas o tempo todo tinham câimbras. Sua cabeça doía e todo o tempo precisava ir ao banheiro. Odiava estar grávida. Só queria que o momento de parir chegasse logo, para se ver livre daquela situação. O casal russo que queria adotar seu bebê foram na última consulta médica que tivera no recesso e pareciam muito emocionados com a ideia de serem pais em breve.

Scorpius parecia ter ficado chateado (ele sempre ia com ela), mas ele precisava entender que aquela era uma decisão dela e, no máximo, de Albus.

—Seus pés doem? – perguntou ele.

—Sim. – murmurou com os pés latejando.

—Coloca aqui na minha perna. – pediu ele. Se deitou e estendeu a perna, para receber uma massagem nos pés. Estavam de volta a Hogwarts e no momento estavam no salão comunal. Todo mundo estava estudando, inclusive Scorpius, que colocou sua tabela de transfiguração em cima de suas pernas, para ler enquanto a massageava. Mas Lyra estava cansada demais e o bebê estava numa posição incômoda. Tinha a sensação de que a peste estava empurrando suas costelas, de alguma maneira. Sua barriga estava até torta, porque o bebê estava deitado apenas de um lado – Oi, amor... acordou? – perguntou Scorpius e Lyra revirou os olhos.

—Oh, não, Scorpius. Ela não vai parar de mexer agora. – resmungou sentindo o bebê se agitar em sua barriga.

—Deixa eu conversar com o meu bebê.

—Não é seu bebê. É dos russos. Os tais dos Petrovich. – resmungou.

—Não interessa. Enquanto Virgo estiver ai dentro, é o meu bebê. Né, amor? – perguntou Scorpius e Lyra sentiu a barriga mover-se de maneira esquisita. O bebê, que antes estivera todo encolhido, agora parecia estar tentando se esticar. Podia ver perfeitamente a forma do pezinho da criança empurrando sua barriga e Scorpius sorriu empurrando aquela parte com delicadeza – Peguei. – riu ele. O bebê remexeu-se de novo e empurrou outro lugar de sua barriga. Scorpius repetiu o gesto e o bebê remexeu-se de novo – Acho que alguém sente cócegas. – sussurrou Scorpius se curvando sobre sua barriga.

—Oh, Scorp. Você vai ser um papai tão babão. – riu Cerce, sentada ao lado de Albus, que se esforçava ao máximo para não olhar para Lyra.

—Eu acabei descobrindo isso também. – riu Scorpius. Ele voltou a olhar para sua barriga e Lyra revirou os olhos – Mas agora fique quietinha, Virgo. Mamãe está cansada.

—O nome dela vai ser Natasha, Scorpius. Natasha Petrovich. – resmungou Lyra.

—Não escute a mamãe, Virgo. – riu Scorpius voltando a massagear os seus pés.

Lyra suspirou e olhou pelo salão comunal. Dido estava estudando com Gale. Ele a estava ajudando com poções e ela o ajudava com feitiços. Suspirou achando que eles formavam um bom casal. Dido sorriu para Gale, que corou com o sorriso dela e a beijou na ponta do nariz.

—Eles estão melhorando como casal, não acham? – perguntou Albus – Dido parece gostar cada dia mais dele.

—Fala sério. O Gale é um gostoso. – riu Les, que andava deprimida desde que voltaram do recesso de natal. Ela não queria sair de perto de Navi e ela quase perdera o trem, pois não queria parar de beijar o garoto. Mas Navi não queria parar de beijá-la também, então ele se dependurou na janela e a beijou lá mesmo, com o trem começando a se movimentar e todo mundo o chamando de louco – Oh, eu não aguento mais estudar isso. – resmungou ela jogando sua tabela de plantas perigosas em cima da mesa – Eu mataria por um baseado.

—Eu tenho um aqui. – riu Grant, do outro lado da sala.

—Não. Baseado me deixa com vontade de foder... e agora eu sou comprometida. – resmungou Les balançando os dedos, olhando para seu anel de noivado. – Que...

Saudade do meu Navi. – resmungaram todos os alunos do sétimo ano, incluindo Travers e Grant.

—Sim. – riu Les. – Muitas saudades dele. – riu ela apoiando a cabeça no colo de Cerce.

—Quem diria que Les seria a primeira de nós a se casar. – riu Cerce.

—Quem acha que vai ser a segunda? – perguntou Albus sorrindo pra ela.

—Eu sei que não serei eu. – riu Lyra passeando a mão pela barriga – Eu nunca vou casar.

—Eu não tenho pressa pra isso também. – riu Scorpius – Acho que... que vou acabar me casando por contrato mesmo. – disse ele dando de ombros.

—Meus ovos. – riu Albus – Ele ainda é apaixonado pela minha prima. – riu Albus e Scorpius revirou os olhos.

—Mas ela não tem os mesmos objetivos que eu num relacionamento. – resmungou Scorpius.

—Desde quando transar até não poder mais é um objetivo? – perguntou Cerce.

—No dia que Albus te dar uma surra de piroca bem dada, Cerce, você vai entender. – resmungou Scorpius.

—No dia que fizermos amor, você quer dizer. – sibilou ela.

—Chame do que quiser. – riu Scorpius – Eu imagino algo como... Ele te foder tanto que o pau dele ficará tatuado na sua bunda... não é, Albus? – perguntou ele e Lyra tentou engolir a risada, afinal tinha sido isso que Albus tinha dito pra ela no dia em que transara com ele. Albus corou violentamente e Cerce também. Mas um era vergonha e o outro, choque

—Céus, Malfoy. Que linguajar. – ralhou Cerce.

A porta do Salão Comunal se abriu e Rabastan entrou com Órion, ambos parecendo completamente chocados. Lyra os olhou curiosa e cogitou se sentar, mas logo calculou que seria difícil demais devido à barriga.

—Mana! Mana! – disse Órion para Dido. Dido o olhou curiosa e ele engoliu em seco – Eu vi a Prim! Eu vi a Prim! – disse ele parecendo que iria explodir de entusiasmo.

—Que bom que seus olhos funcionam, Órion. – riu Dido.

—E ela estava beijando um cara! – disse Órion.

Ficou um silêncio entre eles e todo mundo se entreolhou. Todos se levantaram ao mesmo tempo, menos Lyra, que se sentia uma tartaruga de barriga para cima. Seus amigos correram para a saída e ela gritou.

—EI! Grávida aqui, lembram?! – ralhou ela. Albus e Scorpius voltaram ao mesmo tempo, a ajudando a levantar e praticamente a arrastando com eles, enquanto seguiam Rabastan e Órion, completamente chocados.

Perto de uma janela qualquer do terceiro andar estava Prim, se beijando com um aluno da Lufa-Lufa.

Todos estavam escondidos na virada do corredor. Todos boquiabertos. Todos em choque.

O garoto era mais velho que ela. Do sexto ano, enquanto ela era do quinto.

—Ele é um sangue ruim! – murmurou Gale, horrorizado e Albus o acertou na nuca. – Ai!

—Linguajar! – ralhou Albus.

—Filho de um nascido trouxa com uma trouxa! E nem é popular! – resmungou Dido.

—Mas é gostosinho... e ele está pegando nos peitos da sua irmã. – riu Lyra.

—Oh, eu já vi isso com a Cerce, eu não estou pronta pra ver Prim fazer isso também. – resmungou Dido virando o rosto.

—Talvez fosse mais fácil se deixasse Selwyn pegar nos seus. – sugeriu Scorpius e Gale a olhou como se falasse que era um argumento super válido.

—EI, VOCÊ! – gritou Órion, ficando vermelho de raiva. Prim e o garoto da Lufa-Lufa, que Lyra suspeitava se chamar “Alguma-Coisa-Sharp”, saltaram de susto e se separaram – TIRE AS MÃOS DOS PEITOS DA MINHA IRMÃ!

—Aaaaah! Ele mexeu nos peitinhos da Prim! Eu vou contar pro tio Damiaaaaaan! – cantarolou Rabastan.

—O que raios vocês estão fazendo aqui?! – ralhou Prim, parecendo morrer de vergonha. O garoto da Lufa-Lufa parecia estar morrendo de vergonha também – Desculpe, Scott. – murmurou Prim, parecendo muito constrangida. O garoto da Lufa-Lufa deu de ombros.

—Tudo bem... ele meio que tem o direito de estar zangado. – riu ele sem jeito.

—Não. Quem pega nos meus peitos é problema meu. Vamos! – ralhou Prim o puxando pela mão. Todos olharam completamente chocados – E vão estudar pro N.I.E.M.s de vocês! Seus desocupados. Cuidem de suas vidas antes de se candidatarem a cuidar da minha, ok? – ralhou ela.

Prim e o garoto foram se afastando e Lyra deu uma risadinha.

—Acabamos de levar bronca da Prim. – riu ela.

—Ele nem ao menos tem um pai bruxo! Ele é criado pela mãe trouxa, não é? – perguntou Gale.

—E daí? – perguntou Albus, fechando a cara.

—É perigoso para a Prim. – ralhou Gale – Ela não deveria se envolver com esse tipo de gente. Ainda mais na nossa atual situação política...

—Dido, adestre melhor seu namorado. – ralhou Albus – Ele ainda não está completamente...

—Eu estou falando sério. Os nascidos trouxas foram praticamente expulsos da escola. Quem acha que serão os próximos a serem marginalizados? – perguntou Gale – Ela está se metendo em problemas, anotem o que eu digo.

—Não dá pra mandar no coração, oras. – riu Cerce dando de ombros – Vamos sair daqui.

—Sim, eu preciso fazer algo legal para tirar a imagem daquele garoto apalpando os seios da minha delicada irmãzinha. – resmungou Dido.

—Algo legal, você diz? – perguntou Gale – Eu sei algo legal que poderíamos fazer. – adicionou ele.

—Isso envolve outros seios Burke sendo apalpados? – perguntou Lyra com um sorrisinho.

—Bem... nada contra essa ideia também, mas... eu tinha pensado em ir nas estufas roubar narciso ou salvia e fumar no campo de quadribol. – riu Gale.

—Lyra não pode fazer um programa desses. – disse Scorpius.

—Eu totalmente vou ter uma overdose quando esse bebê nascer. – resmungou Lyra.

—Eu acho... que prefiro namorar um pouco... sem narcóticos envolvidos. – riu Cerce – Vamos, Albus?

—Vamos. – riu ele e Lyra desviou o olhar.

—O que é salvia e Narciso? – perguntou Rabastan.

—Drogas. – riu Órion – Draconis fumava muito nas férias, mas ele dizia que era segredo.

—Bem, vamos, garotos. Vamos voltar pro Salão. – disse Albus.

—Então... nada de narciso e... – começou Gale desapontado.

—Eu quero. – riu Dido – Eu nunca levei uma detenção na vida. Vamos fazer algo errado só pra variar. É nosso último ano, afinal. – riu ela e Gale abriu um sorriso.

—Só me seguir, My Lady. – riu Gale.

Lyra olhou para Scorpius, que a segurou no braço, para ajudá-la a andar.

—Vamos, Lyra. Você provavelmente quer se sentar. – riu ele.

Lyra concordou e Rabastan e Órion saíram correndo.

—Eu vou espiar a Prim de novo! – avisou o primo caçula e Rabastan gargalhou correndo logo atrás dele.

—Scorpius. – murmurou Lyra e ele a olhou – Vamos pro banheiro dos monitores?

—O medi-bruxo falou pra evitar transar agora, Lyra. – murmurou ele.

—Na verdade... eu estou tendo aquelas chatas contrações de treinamento. Um banho quente me ajudaria a relaxar. – murmurou falando a verdade – Mas eu não queria ir sozinha, porque vai que não é contração de treinamento, né?

—Lyra, falta um mês inteiro, ainda. – riu Scorpius.

—Eu sei, mas... não custa nada me precaver. – resmungou ela.

Scorpius sorriu e concordou.

—Ok. Vamos lá.

*

Estavam em um dos degraus do campo de quadribol, que não estava sendo usado por ninguém. Além deles, é claro. Já começava a escurecer, então ficaria difícil de vê-los ali, assim como seria um tanto complicado voltar para o salão comunal.

Mas nem Dido, nem Gale estavam preocupados com isso.

—Sério que nunca fumou? – perguntou ele a olhando de maneira cética – Eu sou uma má influência pra você... – riu ele picotando as folhas de salvia – Eu não enrolo tão bem... o Lance é melhor que eu nisso... mas... – ele lambeu a seda e a olhou maroto – O importante é tragar pouquinho, segurar a fumaça por um tempo e então soltar devagar. Não precisa tragar muito, se não quiser. – explicou ele.

Dido concordou com um aceno de cabeça e o olhou lançando um feitiço no baseado.

—O que está fazendo?

—Secando a erva. Fica melhor com ela seca. – riu ele e Dido concordou com um aceno de cabeça. Gale acendeu o baseado e tragou para acender de maneira eficiente. Quando ele soltou a fumaça, sentiu um cheiro doce e forte. Ele a olhou divertido e lhe entregou o baseado – Eu fiz fino e fraco. Já que é sua primeira vez. – riu ele.

—Obrigada. – riu ela colocando o baseado na boca. Tragou de leve e engasgou-se imediatamente com a fumaça quente. O olhou constrangida, tossindo muito, mas Gale apenas sorriu, como se a achasse adorável. – Pare de rir! – exigiu sem jeito.

—Não dá. Quando eu olho pra você... e lembro que estamos juntos... eu fico meio bobo. – riu ele parecendo sem jeito – Então... o que está achando...? Da gente? – perguntou ele pegando o baseado para dar um trago.

—Estou gostando mais do que eu tinha imaginado que gostaria. – admitiu ela.

—Você não tinha expectativa alguma de mim, não é? – riu ele lhe devolvendo o baseado – Ok. Isso torna decepções mais raras. E eu estarei sempre te surpreendendo. – riu ele.

Dido sorriu e concordou, tentando tragar de levinho.

Minutos depois, estava morrendo de sono e tinha a impressão de que tudo balançava muito. Além disso, estava rindo sem parar. Gale entrelaçou os dedos com os seus e eles ficaram observando o por do sol.

—Tão bonito. – sussurrou Dido.

—É... – concordou ele – Linda... – riu ele a olhando e Dido sorriu.

—Você não pode me achar linda assim... – disse com um sorriso bobo.

—Ah... acho sim. Ou você acha que eu sou completamente louco por você só porque você é durona, independente, charmosa, inteligente, talentosa, astuta, e tem os beijos mais... – ele a beijou e ela sorriu boba nos beijos dele – deliciosos... – ele a beijou de novo – e doces... – e mais uma vez – que eu já provei...?

—Você beija bem. – riu ela – E eu só estou com você por conta do seu bumbum. – brincou.

—Então você poderia dar mais atenção pra ele. – disse Gale em tom de brincadeira e os dois deram risada – Dido... – ela o olhou – Formamos uma boa dupla, eu e você. Você me faz alguém melhor. – riu ele – E eu certamente fico lindo num traje a rigor. Serei um excelente modelo quando você for a estilista mais famosa do mundo.

—Quem iria resistir aos meus trajes com você neles? – perguntou sentindo Gale engatinhar para cima de si.

—Eu certamente daria um charme a mais... – concordou ele. Dido sorriu, apoiando a cabeça na capa de Gale, que estivera usando de travesseiro – Você está muito chapada?

—Eu estou com sono e pareço estar flutuando... e eu não consigo parar de rir.

—Esses dois últimos são efeitos colaterais dos meus beijos. – brincou ele e Dido riu de novo, voltando a ser beijada.

Gale a beijou com paixão, pressionando sua cintura. Respirou fundo, levemente tonta e por um momento se lembrou de Grant. Ele levara uma reles detenção. Se McGonagall ainda fosse a diretora, ele certamente teria sido expulso.

—Gale, espere. – pediu molemente e ele a beijou no pescoço.

—Relaxe, Dido. Não vou me aproveitar da situação, ok? – perguntou ele – Eu só quero te beijar. – adicionou o garoto e Dido relaxou um pouco. Sentiu os beijos dele em seu pescoço e gostou das carícias que ele fez em sua coxa, mas como ele mesmo prometeu, ele não fez mais do que isso. Voltaram para o salão comunal, rindo muito e morrendo de medo de levar uma detenção, mas os monitores chefes eram seus amigos, então não estavam assim tão em perigo. Quando chegaram do lado de fora do salão, Dido puxou Gale para um amasso mais fogoso e o garoto tremeu de excitação com os beijos que ela lhe deu no pescoço. – Você me mata assim, amor. – riu ele e Dido o viu dar um pulo quando ela colocou uma mão no volume que se formava na calça dele. Gale a olhou surpreso e ela sorriu para ele. O massageou de novo e Gale fechou os olhos, rindo e achando bom – Dido... – murmurou ele.

—O que?

—Vem cá! – disse ele, afoito a levando para uma das celas das mascorras.

Ele a jogou contra a parede e a pressionou com os quadris de maneira gostosa. Sentiu as mãos dele segurarem suas coxas, a tirando do chão. Sentiu o volume dele contra si e isso a fez se arrepiar inteira. Gale a beijou no pescoço, movendo o quadril contra ela, parecendo desejar aquilo com todo o corpo. Uma das mãos dele foi subindo por sua barriga e ela imaginou que ele fosse apalpar seus seios, mas ele suspirou e voltou a apalpá-la nas coxas.

Dido, sem pensar muito bem sobre aquilo, com a mente um tanto nublada, colocou as coxas no chão e desabotoou as calças do namorado, que soltou um gemido baixo de alívio. A garota, sentindo curiosidade pela anatomia dele, o tocou sobre a cueca e notou o quanto era quente e duro. Por um lado sentiu vergonha, mas por outro, queria continuar descobrindo mais sobre aquilo.

Olhou para baixo, para o volume e o tirou da cueca. Gale engoliu em seco e ela respirou fundo o olhando nos olhos.

—Me ensina... a... a fazer? – perguntou ela colocando a mão sobre o membro dele. Porém ele segurou suas mãos, entrelaçando seus dedos com os dela e levantando seus braços – O que?

—Não é que eu não queira... céus... quero demais... – riu ele – Mas pode esperar por um momento que nem eu nem você nos sentiremos culpados por isso, ok? – perguntou ele. Dido sorriu achando-o adorável – Eu sempre achei que era muito esperto e que Grant não fazia nada de demais, mas quando ele tentou fazer aquilo com você, eu vi o que realmente éramos... e eu quero completa distância daquilo... então... então vamos esperar, pelo momento certo, ok? – perguntou ele – Até não estarmos completamente chapados... pode ser? – perguntou ele voltando a se guardar, com um sorriso sem jeito.

Dido sorriu feliz, mas ainda um tanto chapada e concordou.

—Ok. Mas pode ser que demore... – murmurou ela, respirando fundo.

—Irei adorar esperar ao seu lado. – murmurou ele – E enquanto esse momento não chega... – ele se colocou de maneira mais confortável dentro das calças, colocando o membro para cima, para que não ficasse com o volume tão evidente – Eu e minha mão somos velhos amigos...

—Oh, que coisa! – riu sem jeito e ele piscou para ela.

—Vamos, amor... vamos ir pra cama, onde você pode curtir sua lombra sem corrermos o risco de sermos flagrados... e eu pretendo te beijar até não poder mais nesse meio tempo. – adicionou ele passando o braço ao redor de seus ombros.

E por um momento, finalmente, não invejou Les por ela estar com Navi... naquele momento estava completamente feliz por ser Dido Burke.

**

Albus gemeu de leve, empurrando Cerce com os quadris. Estavam na cama dela, já que normalmente Lyra dormia com Scorpius e ele preferia não dormir no mesmo quarto que ela. Sentia-se mal por tudo o que tinha acontecido e preferia agir de maneira muito comportada quando Lyra estava por perto.

Mas naquele momento era apenas ele e Cerce. Então a beijava completamente fogoso. Gostava muito dela. Muito mesmo. Mas não era como era com Lyra, sabia disso. Mas esse fato não deixava seu relacionamento pior.

Com Lyra parecia ser quase uma obcessão. Era como uma fogueira que queimava demais, de uma vez, ardente, poderosa, porém, que se consumia de uma vez. Talvez simplesmente não fosse pra ser.

Mas com Cerce... com Cerce era tudo calmo, tranquilo, sereno e feliz. Era um momento de paz em sua vida e mundo conturbado. Era um porto seguro. Um lugar que ele conseguiria ser feliz. Se perguntava o que seria pra ela...

Sentiu um calafrio quando ela começou a desabotoar sua blusa. Engoliu em seco, ainda a beijando e logo se viu despido daquela peça. Cerce suspirou e o admirou com os olhos, sorrindo amavelmente. Ele fez o mesmo com ela. Ela era tão linda, tão doce... tão... tão...

—Eu te amo, Albus. – murmurou ela. Ele sorriu e a beijou nos lábios.

—Eu te amo, Cerce. – murmurou de volta.

—Nesse natal... eu vi minha mãe... – murmurou ela.

—Eu sei. Scorpius me contou.

—E eu vi meus pais dançarem um com o outro... como faziam antes de... de acontecer aquilo com ela... foi tão lindo. – ela suspirou o abraçando – Acha que poderemos ter um amor assim, um dia?

—Bem... eu preferiria ter menos filhos. – brincou ele e Cerce sorriu – Que bom que teve um feliz natal...

—Você passou com os Weasley, não é?

—Sim. É uma tradição. – explicou ele. Cerce concordou com um aceno de cabeça.

—Rose ainda gosta do Scorpius?

—Acredite se quiser... a cada dia que passa, ela gosta mais. – respondeu ele – Mas...

—É complicado com ele tendo engravidado outra garota, não é? – perguntou Cerce e Albus sentiu um solavanco na barriga. Soltou um suspiro e negou com a cabeça.

—Eu preciso te confessar uma coisa. – murmurou.

—O que? – perguntou ela.

—Quando eu te traí... – ele engoliu em seco e Cerce desviou o olhar – Foi com a Lyra... eu estava muito bêbado. – explicou Albus – E a gente deixou a coisa fugir completamente de controle...

—Por que está me contando isso?

—Eu transei com ela uma vez. – murmurou Albus – E todas as outras vezes foi o Scorpius quem transou com ela, mas... – ele engoliu em seco, baixando a cabeça, envergonhado. Cerce se sentou e o olhou no rosto.

—Não é do Scorp que ela está grávida? – perguntou Cerce, chocada. Albus negou com a cabeça – Mas Scorpius...

—Eu sei. Ele fala sempre que o bebê é dele... eu não sei o que aconteceu... mas ele simplesmente caiu de amores pelo bebê... eu não. Nem eu e nem Lyra. Nenhum de nós quer aquele bebê... – disse amargurado – E isso é horrível, eu sei... mas... – Albus suspirou – Aquele casal russo serão pais muito melhores do que eu e Lyra.

—Por que deixa Scorpius se passar pelo pai do bebê? Se é seu? Não acha isso muito covarde? – perguntou Cerce, num tom calmo e gentil. Albus deu um sorriso triste.

—Bem... talvez seja por isso que eu seja o único Potter a não ir para a Grifinória. Me faltam culhões... – suspirou ele – Eu sempre disse pra Lyra que se ela precisasse do que quer que fosse, ela poderia contar comigo... mas ela nunca pediu minha ajuda.

—Scorpius não deixou que ela precisasse, não é? – perguntou Cerce e Albus deu de ombros – Eu preferiria que você tivesse me contado isso há mais tempo.

—Me desculpe.

—Tudo bem. Obrigada por me contar... alguém mais sabe?

—Só a família da Lyra, a minha e a do Scorpius. Acho que o Rabs não sabe... – adicionou – Mas... mas eu não tenho certeza.

Cerce concordou e o abraçou.

—Você e Lyra não querem mesmo o bebê? – perguntou ela.

—Não. Não estamos prontos pra isso. – murmurou ele e Cerce deu uma risadinha. A olhou confuso e ela se sentou em seu colo.

—Albus Severus Potter... você está pronto para liderar uma revolução, para lutar pela Resistência, a arriscar a própria cabeça por uma causa... mas não está pronto para cuidar de um bebê.

A abraçou se recostando na cabeceira da cama.

—Está brincado? Eu escolheria mil vezes duelar contra comensais de morte a trocar uma fralda por agora. – riu ele – Digo, no futuro eu certamente vou querer filhos, mas agora...? Agora não. Agora eu não estou pronto.

Cerce o beijou com carinho e suspirou.

—Se você vai mesmo participar disso tudo, por favor tome muito cuidado, ok? – perguntou ela – Se dependesse de mim, você não se envolveria em nada disso.

—Está brincando? – perguntou ele – Você sabe que eles estão recolhendo os videntes... – murmurou ele a afagando no rosto – Você é uma vidente, Cerce... eu certamente lutaria uma guerra por você. – explicou ele.

—Pois eu não quero um namorado herói morto. Quero você vivo. Afinal, você pode ser um covarde, é um Sonserino. – Cerce sorriu e ele não gostou muito do som daquilo – Podemos fugir pra França... ficaríamos a salvo lá...

—E meus pais? Meus irmãos? – perguntou Albus – Você sabe que somos leais a aqueles que amamos. Eu nunca deixaria minha família pra trás, mesmo que fosse para fugir com você... e você entende isso bem. Você não deixaria sua irmã pra trás, deixaria?

Cerce soltou um suspiro e negou.

—Nunca. – murmurou ela. Albus suspirou e a afagou no rosto.

—Ei... – murmurou. Cerce o olhou curiosa – Vai dar tudo certo, ok? Eu não vou morrer. Eles não vão pegar você... sua mãe vai melhorar e dançar mil valsas com seu pai... Vai dar tudo certo.

—Como você pode saber? – perguntou Cerce – É vidente também, por um acaso? – adicionou ela com um sorrisinho. Albus sorriu também.

—Acho que não... mas eu torço pra isso. – explicou ele e Cerce sorriu – Você acha que coisas ruins vão acontecer... mas com quem?

—Eu temo pelo meu irmão. Pelo Draconis. – murmurou Cerce – Toda vez que eu penso nele, nos meus treinos de adivinhação... eu fico tomada por aflição.

—E você já falou isso a ele?

—Não... mas... mas a verdade... é que eu acho que ele sabe...

***

Draconis se sentou de uma vez. Estava muito suado, ofegante e assustado. Olhou para os lados e depois olhou para o próprio peito. Tinha sido apenas outro pesadelo. Tinha sonhado com seu tio. Sonhara que duelava com ele e perdia.

Se levantou da cama, trêmulo e escutou Loto levantar a cabeça.

—Ei... tudo bem?

—Água... vou beber água. – murmurou andando para a porta. Loto suspirou e deitou a cabeça no travesseiro para voltar a dormir. Tinha sido muito real. Muito. Saiu para o corredor, sentindo os músculos doerem de tensão. Acendeu a luz e procurou por ferimentos, certo de que estava ferido, por mais que aquilo não fizesse o menor sentido.

Engoliu em seco e cambaleou até a cozinha. Rose estava lá, parecendo estar morrendo de sono, ainda estudando para uma prova que iria fazer.

—Ei. Tudo bem? – perguntou ela o olhando.

—Tudo, nerdizinha. – respondeu se curvando sobre a pia.

—Céus, Draconis. Tudo bem? – Rose levantou e andou até ele – Você está pelando de febre. – murmurou ela tocando sua testa suada – O que houve? Sente aqui. Vou fazer uns testes em você. – disse ela, mas ele não se sentou. Sentiu um mal estar enorme no estômago e seu corpo todo teve um espasmo. Sentiu algo quente lhe subir do estômago até a boca e ele deixou o vômito vir. Vomitou na pia vazia e rosnou com a azia que ficou – Draconis, sente...

Mas ele olhava para seu vômito. Havia sangue lá. E no meio do sangue...

Fazendo uma careta de nojo, abriu a torneira e pegou algo que estava ali. Algo que tinha vomitado, mas que certamente não tinha comido. Algo com que tinha sonhado. Podia escutar seu tio gritar “Splintermotalus” em sua mente. Aquela azaração que transforma órgãos em cacos de vidro... vidro... era aquilo que tinha nos dedos. Rose olhava, surpresa, mas no segundo seguinte, o caco derreteu, sumindo em seus dedos.

Engoliu em seco e abriu mais a torneira para lavar as mãos.

—Não conte a ninguém.

—O que significa isso? – perguntou ela.

—Eu não sei. – respondeu Draconis. – E não quero saber. – murmurou.

—Deixe-me ver se você está ferido por dentro. – disse Rose decidida. Não tinha sido um pedido. Apoiou-se na pia e Rose levantou sua camisa cinza. Sentiu um calafrio na espinha e a garota apontou a varinha para sua barriga, murmurando feitiços. Ela suspirou, aliviada, e o olhou – Está tudo bem. – Sentiu os dedos dela passearem por sua barriga. Engoliu em seco, olhando para ela. Ela o olhou nos olhos também e as mãos dela subiram para seu peito, numa carícia quase irresistível. Ambos engoliram em seco e Draconis sentiu-se muito tentado. Olhou para a porta e viu que não tinha ninguém ali.

—Vou escovar os dentes. E você trate de ir dormir. – murmurou para ela. Rose o soltou e concordou com um aceno de cabeça. Saiu da cozinha e se encostou na parede, respirando ofegante. Ainda tinha calafrios, sentindo as mãos dela por seu peito e barriga. Respirou fundo e viu Rose sair da cozinha. Ela lhe estendeu uma poção branca e sorriu.

—Poção de higiene bucal. – murmurou ela – Melhor do que escovar os dentes a essa hora. – riu ela.

Concordou pegando o frasco e voltando para a cozinha. Foi até a pia e escutou Rose fechar a porta. Jogou a poção na boca e bochechou por alguns segundos, para cuspir em seguida. Respirou fundo e se virou para olhá-la.

—Obrigado.

—Sente aqui. Eu vou pegar uns panos frios para baixar sua temperatura. – murmurou ela. Obedeceu e a observou pegar um pano e o molhar na água fria. Depois ela pegou outro pano e fez o mesmo, colocando ambos em uma bacia com água gelada. Rose trouxe a bacia e a colocou em sua mesa, para depois desconjurar seu material de estudo, provavelmente de volta para seu quarto. Draconis respirou fundo, olhando para ela. Rose se sentou em sua perna e pegou um dos panos. Respirou fundo, fechando os olhos e sentiu o pano gelado na testa. Soltou um gemido de frio e um pouco do tesão do momento morreu. Mas ela ainda estava em seu colo, era apenas questão de tempo até voltar – Você comeu algo diferente hoje?

Estou louco de vontade de comer algo diferente agora...

—Não. – respondeu baixinho. Sua mão se apoiou na coxa de Rose, a afagando de leve. Céus, Loto estava em casa... Loto estava no quarto... – Acho melhor eu...

—Precisamos abaixar sua temperatura, Draconis. – cortou Rose.

—Com você no meu colo, nem se eu tivesse numa banheira de gelo. – murmurou a apertando na coxa, sentindo vontade de jogá-la contra a parede e fazer algo muito errado. Rose o olhou nos olhos e ele sentiu-se perto de perder o controle.

—Achei que não gostasse de mim desse jeito mais. – murmurou ela colocando e tirando o pano frio de sua testa.

—Como se eu fosse capaz de não gostar desse jeito de você... – sussurrou a alisando na coxa e, por um momento, na bunda. Respirou e se levantou de uma vez, a empurrando até a parede. A prensou com desejo e a olhou – Você está brincando com fogo. Me provocando desde que a gente se mudou. Por favor... não me faz fazer algo... de que eu iria me arrepender depois.

—Como foi com você e Loto? – perguntou ela – Ele nunca tentou se seduzir? Foi do nada? Poff? – perguntou ela com um tom sarcástico – Ele nunca tentou parecer simplesmente... disponível pra você? – perguntou ela respirando fundo, fazendo com que os seios ficassem evidentes. A prensou com mais força contra a parede, sentindo um tesão enorme.

—Você terminou comigo. – disse num sibilo.

—Nunca teria me traído? Um ano longe de mim... não teria vacilado com Loto? – perguntou ela com descrença.

Ele provavelmente teria. Era um cretino. A verdade era essa.

—Meu ponto é que Loto não fez nada de errado... e nós dois estamos para sacaneá-lo... – sussurrou.

—E se eu prometesse não contar pra ele? – perguntou ela. Draconis engoliu em seco e negou com a cabeça.

—É a esse tipo de pessoa que quer nos ver reduzidos? – perguntou a empurrando gostosamente com o quadril. Rose abriu a boca gostando do movimento e o puxou pela nuca, para sussurrar e seu ouvido.

—Somos o tipo pequeno de pessoa que transaria com um irmão apenas porque o tesão está ali, Draconis.

—Oh, você é baixa. – riu passeando os lábios no pescoço dela – Como não veio pra Sonserina? – afastou o cabelo comprido dela do pescoço e aspirou o cheiro dela. A empurrou de novo com os quadris e a puxou contra si, completamente louco pelo momento – Vamos mesmo fazer isso?

—Você quer? – sussurrou ela de maneira extremamente sensual.

—Querer eu quero...

—Hum... – ela o afastou e lhe deu um sorrisinho cruel – Mas sabe o que é... eu tenho uma prova difícil amanhã. Eu realmente deveria ir dormir. – riu ela o empurrando e lhe dando as costas, para sair da cozinha. Piscou completamente surpreso, sem esperar nunca por aquela reação.

—O... o que?!

—Sabe... foi realmente muito escroto da sua parte não ter coragem de me mandar uma carta, avisando que estava namorando. Eu fiquei sabendo pelo papai, na frente de todo mundo, que você estava com o Loto. E quando você voltou, a primeira coisa que você fez foi ir para o quarto com ele. Você só se desculpou, porque eu fiquei sensibilizada pelo que tinha acontecido com ele e me ofereci pra levar a poção de tranquilidade pra ele. Eu passei o meu último ano de Hogwarts inteiro esperando te ver de novo, pra falar que eu queria ser sua namorada, que eu queria contar pro papai. Que eu não me importava com os rótulos das coisas... mas você estava namorando. E nesse natal vocês ficaram exibindo o aniversário de namoro de vocês, pra tonta aqui. Sabe... eu realmente mereço mais do que isso. – ralhou ela – E se quer saber... – ela se aproximou e pegou a bacia de água gelada – Eu conheci um cara muito legal no meu curso. Um cara que eu estou gostando e que me trata muito bem. E ele está me ajudando a superar você. – ela lhe entregou a bacia com alguma violência e ele sentiu a água gelada lhe empapar – Aplique na testa até a febre passar. Se amanhã ainda estiver febril, eu sugiro que vá ver um boticário ou um medibruxo. Boa noite, maninho.

E dizendo isso, ela saiu e o deixou sozinho ali na cozinha.

—Merda. – resmungou colocando a bacia em cima da mesa.

****

O dia dos namorados estava chegando. Então todo mundo estava comprando coisas com ela e com Dido, para a data. Mas Cerce queria dar um presente muito especial para Albus.

—Eu vou perder a virgindade com ele. – disse ela com um sorriso.

Dido a olhou surpresa.

—Sério? E aquele negócio de esperar pelo seu marido? – perguntou Dido.

Estavam na biblioteca, procurando por alguns livros que as ajudassem com os N.I.E.M.s.

—Ah, Dido... desisti. – riu Cerce colocando a língua pra fora de maneira travessa – Eu estou me sentindo bem e querendo isso. O Albus é alguém que eu gosto... e por mais que a gente tenha tido uns problemas, eu confio nele. – disse Cerce – E você e o Gale?

—O que tem a gente? – perguntou Dido sem querer olhar pra ela.

—Você pensa nisso? – perguntou Cerce.

—Ah, nós estamos juntos há bem menos tempo que você e o Albus, né? – riu Dido.

—Huuum... ou será que isso tem algo relacionado com um certo Lestrange...

—Shhh! – ralhou Dido, corando e largando os livros na estante – Não saia falando isso.

—Ele ao menos sabe que você tem uma super queda pelo nosso primo que já está noivo da nossa amiga?

—Claro que não. E essa queda está completamente sob controle. – disse Dido de maneira contida – E hoje eu entendo que é mais uma admiração do que uma queda, na verdade.

—Uhum... – murmurou com sarcasmo, sem acreditar naquilo por um segundo que fosse – Eu te contei daquela vez que eu beijei o Lorde das Trevas e Dumbledore no porta malas do carro do nosso ex vizinho?

—Oh, cale a boca. – riu Dido, corando de leve – Eu estou superando o Navi, ok? Eu sei que ele e a Les formam um bom time e que serão um casal super. Eles foram feitos um para o outro e eu espero que eles sejam super felizes, ok? – perguntou Dido com um sorriso sincero – Eu quero o melhor pra ele, mesmo que isso não signifique... eu.

—Hum... bem... nisso eu acredito. – riu Cerce – Mas então? Nada de ver o que Gale tem dentro das calças?

—Você já viu o que tem dentro das calças do Albus? – perguntou Dido com os olhos esbugalhados.

—Bem... ver, ver... não. – riu Cerce sentindo um pouquinho de vergonha – Mas a gente já deu uns amassos, ele já me deu umas encoxadas... e ele me garantiu que não era grande que nem o Draconis... – riu Cerce e as duas tiveram que tampar as bocas com as mãos para não rirem alto.

—Bem... reza a lenda...

—Lyra disse... – riu Cerce.

—Bem... isso... que o Draconis é mesmo um monstro de grande.

—E ela perdeu a virgindade com ele. – murmurou sem nunca deixar de se surpreender com aquilo.

—A Lyra vai conseguir parir aquela criança sem problema nenhum. Vai espirrar e o bebê vai sair voando. – riu Dido com malícia.

—Pobre Loto. – riu Cerce e as duas riram de novo, tentando se conter – Mas pare de mudar de assunto. Você. Gale. Sexo!

—Oras. Eu já pensei nisso, é claro. – riu Dido – E a única vez que eu tive coragem de... fazer algo mais ousado... eu estava chapada, então ele não quis avançar... e quando eu melhorei e ele tentou, eu não deixei, porque eu sou uma menina tímida. – riu Dido, mas ela parecia um pouco zangada consigo mesma – Mas é que toda vez que a gente começa a esquentar... eu lembro do Grant, sabe? Ele e o Travers...

—Sim. E o Gale te tirou de lá.

—Escute, só porque você está com fogo nessas calcinhas, não significa que eu tenha que ficar também, ok?! – perguntou Dido.

—Vamos, Dido! Eu sempre achei que você iria antes de mim pro time das desvirginadas.

—Ops. – riu Dido.

—E eu estou com medo de fazer algo errado e passar vergonha. – resmungou Cerce.

—Não vai passar vergonha, mana. Você é virgem e o Albus sabe. Ele não vai exigir que você seja a Lyra na cama. – riu Dido com pouco caso.

—O que quer dizer com isso? – perguntou assustada. Dido sabia que Albus e Lyra tinham tido um momento?

—Oras. Lyra é experiente. Ela deve fazer até malabarismo na cama. – riu Dido – Ela e a Les. – adicionou Dido – Qualquer garoto que vá transar com elas iria esperar que elas sejam experientes, desinibidas e prontas para qualquer coisa. Mas nós somos virgens e se o garoto exigir que a gente pareça saber o que estamos fazendo, ele é simplesmente um idiota. – explicou sua irmã e Cerce concordou com um aceno de cabeça – Mas de qualquer maneira, é só deixar as coisas acontecerem. Faça o que se sentir a vontade de fazer e curta o momento. Só se perde a virgindade uma vez, sabe? – riu Dido e Cerce concordou com um aceno de cabeça.

*****

—Vamos, Scooooorp... por favor! – pediu Lyra.

—Não. Não... oh, Lyra... não... você sabe que eu não presto. – resmungou com a garota em seus quadris – O médico proibiu!

—Mas eu estou tãaaaaaaaaao... quente... hoje... – murmurou ela brincando com seus seios grandes pela gravidez. Scorpius olhou para os seios, depois para a barriga e então para os seios de novo.

—Lyra... não faz isso comigo.

—Eu fico por cima e controlo. Não vai machucar o bebê. – murmurou ela – Por favooooooor.

—Lyra, eu só tenho dezoito anos. Céus, não faz isso comigo. – murmurou com ela retirando seu cinto.

—Só um pouquinho, por favor. – pediu ela.

—Mas, Lyra... só falta uma semana para você completar...

—Scorpius Malfoy. Se você não transar comigo agora eu vou te dar uma surra! – rosnou ela.

Scorpius sorriu de maneira cafajeste.

—Vai envolver uma cinta liga e um chicote?

—Vai envolver meu punho na sua cara. E eu sei brigar. Eu venho de uma família com dois irmãos e infinitos primos. – ralhou ela.

—Lyra.

—Scorpius!

Ele resmungou coisas sem sentidos e a garota o tirou da cueca. Sentiu a mão dela o masturbar rapidamente, apenas para garantir que ele estava completamente duro.

—Isso é tão irresponsável. – resmungou zangado consigo mesmo. Lyra deu de ombros, tirou a calcinha e se sentou em seu colo. Gemeu sem conseguir evitar, mas seu gemido foi completamente abafado pelo dela.

—Oh, como isso é maravilhoso. – riu ela se mexendo em cima de seus quadris.

—Lyra. Você não cosegue mesmo mudar de forma? – perguntou Scorpius.

—Algumas vezes. Por que?

Scorpius negou com o rosto.

—Eu... hum... tenho muito tesão em ruivas. – disse fazendo careta. Lyra sorriu e fechou os olhos, concentrada. Mas não foi apenas o cabelo dela que mudou. Sardas apareceram em seu rosto, o nariz ficou menos fino, os olhos deixaram o prateado para ficarem azuis, as bochechas ficaram mais proeminentes e o cabelo ficou vermelho.

—Assim? – perguntou Rose Weasley. Engoliu em seco e se sentou.

—Isso é uma mentira. – murmurou olhando nos olhos de Lyra. Mas foi Rose quem sorriu.

—Tudo bem... somos eu e você, Scorpius. Nós estamos levando essa mentira há tempos. – riu ela colocando a mão dele em sua barriga – Eu nunca te agradeci por cuidar tão bem de mim nesse tempo. Foi irritante algumas vezes... mas eu nunca tive alguém assim pra cuidar de mim... então... obrigada.

—Eu nunca tive alguém pra cuidar também. Sempre fui filho único.

—Ok. Mas agora chega de sentimentalismo. – riu Lyra e Scorpius a apertou nas nádegas – Vamos fazer amor, Scorp. – disse ela com a voz de Rose.

Sentiu-se completamente arrepiado e a puxou para um beijo. Era uma mentira. Ele sabia daquilo, mas... céus, era Rose Weasley ali. Escutou Lyra gemer em seu colo com a voz de Rose e se lembrou de um de seus amassos com ela, quando ela permitiu que ele a tocasse pela primeira vez. Quando a masturbou pela primeira vez e ela gemeu assustada e surpresa pelas sensações... ele nunca tinha visto nada tão bonito do que Rose Weasley corada, de olhos fechados e quase completamente entregue a ele.

Ficou olhando para sua amiga, observando como Rose era simplesmente linda. Engoliu em seco e olhou para a barriga dela. Se ele e Rose tivessem filhos... eles seriam ruivos ou loiros? E Rose seria mesmo uma grávida assim tão bonita? E ele certamente não precisaria se despedir do bebê depois... porque ele sabia, no fundo, que Lyra não mudaria de ideia.

Lembrou-se de seu namoro e de como se sentira sublimemente feliz com ele. Lembrou-se como se agarrou ao bebê de Lyra e Albus para poder não pensar em Rose. Para conseguir não ficar deprimido e ter algo importante para pensar, além da futilidade que era sua vida.

E vendo Lyra gemer daquele jeito, com a aparência de Rose o fez se dar conta de algo.

Engoliu em seco olhando para aquela figura. Ele queria aquilo. Não apenas Rose Weasley rebolando em seus quadris. Ele tinha aprendido a esperar. Mas Rose Weasley, esperando algo deles... ele queria aquilo. Não agora. Não em dois ou três anos. Talvez em cinco, talvez em dez... mas definitivamente iria querer um dia... e ele estava perdendo tempo.

Suspirou sabendo que aquela mentira que arrotava por ai, sobre “ter superado a freira da Rose Weasley”, era simplesmente isso. Uma mentira descarada. Ele era louco por ela. Nunca fora louco por outra pessoa que fosse... apenas por ela. E a queria o mais breve possível.

Mas sentiu-se confuso, porque não sabia o que poderia fazer. Ela terminara com ele, simplesmente porque ele insistia em transar e ela não se sentia pronta pra isso.

—Hum... – Lyra se interrompeu e fez uma careta.

—O que? – perguntou Scorpius interrompendo seus devaneios.

—Cólica.

—Quer ir pra banheira? – perguntou ele.

—Quero. Mas depois que terminar isso aqui. – adicionou ela.

—OK. – riu ele.

Se sentou a ajudando com o movimento e a beijando nos seios agora sardentos. Fechou os olhos pensando em Rose e em como a queria naquele momento.

—Oh... isso... isso... – murmurou Lyra.

—Está pensando em Albus de novo, não está?

—Não estrague meu orgasmo, Scorpius.

—Ok. – disse rindo. A beijou no ombro e Lyra começou a gemer e gemer. Ela colou a testa com a sua e o mordiscou nos lábios, tremendo inteira. Sorrindo em êxtase, ela foi diminuindo o ritmo, até parar. Os dois engoliram em seco e se olharam cúmplices – Esquece o Albus. – disse pra ela.

—Pra que? Pra ficar com você e construirmos uma linda família feliz? – perguntou ela.

—Porque ele não quer você agora. Você não é o melhor pra ele agora. E você merece mais do que ficar sofrendo por conta disso. – respondeu Scorpius – Você e eu passamos os últimos nove meses cuidando de outra pessoa. – murmurou colocando a mão na barriga dela – Está na hora de cuidarmos de nós mesmos.

Lyra sorriu, voltando a sua forma original e sorriu.

—Obrigada, Scorpius... você é um amigo... melhor do que eu mereço.

—Eu estou te comendo direto... não precisa me engrandecer. – riu ele em tom de brincadeira e ela lhe beliscou a bochecha. Os dois se deitaram na cama e se olharam.

—Promete que seremos amigos pra sempre e que nada, nunca, irá nos separar? – perguntou ela entrelaçando os dedos com os dele.

—Prometo. – disse Scorpius.

******

Correu pelos corredores, sentindo as bolas doerem, mas francamente isso não importava mais. Correu subindo as escadas até a biblioteca e entrou com o coração batendo acelerado pela corrida. Olhou em todas as direções até encontrar o comprido cabelo ruivo. Sorriu e correu até a garota. A agarrou pela cintura e a girou no ar, arrancando um grito de surpresa dela. O fantasma de Madame Pince os olhou furiosamente e Scorpius pegou Rose no colo a tirando da biblioteca.

—O que você está fazendo?! – perguntou Rose, parecendo zangada.

—Estou te sequestrando. – riu Scorpius – Pra um lugar onde Madame Pince não vá, literalmente, nos assombrar.

—Scorpius! Me solta! – ralhou Rose.

—Não. – riu ele e finalmente a tirou da biblioteca – Rose. Eu quero falar com você. – disse ele – Você foi muito injusta comigo! Você terminou comigo sem nem ao menos tentar ser razoável de alguma maneira.

—Scorpius...

—Eu sei que você não está pronta pra transar comigo. Não que você esteja querendo casar virgem... você só não acha que é hora. Ainda somos muito novos. Tudo bem. Eu posso respeitar isso. Eu posso esperar até estar num momento pra você, Rose... porque eu amo você. Eu quero ficar com você. Eu não consigo parar de sentir a sua falta... então... então dane-se esses detalhes. Eu gosto de você, eu nunca te esqueci e o Albus falou que você ainda pensa em mim.

—Peste fofoqueiro de uma figa... – resmungou Rose desviando o olhar.

—Se eu soubesse que minhas insistências e investidas estavam te incomodando tanto, eu teria parado! Era só você ter me falado. Vamos tentar de novo, mas vamos ser melhores dessa vez. Não vamos deixar algo que está nos incomodando acumular. Vamos falar antes que exploda, como foi o que aconteceu.

—Scorpius... olhe... – Rose suspirou e o olhou com aqueles olhos azuis dela – Eu... foi tão difícil me acostumar a não ter você do meu lado... não ser mais sua namorada. E mesmo agora eu não sei se te superei... – ele a olhou como se fosse muito óbvio que não tinha – E agora você quer começar tudo de novo?! Isso é loucura!

—Talvez, mas...

—Não, Scorpius. E tem outra! Se suas amigas da Sonserina não ligam por a vida sexual delas ser pública, não significa que todo mundo é assim! Você vivia reclamando pra todo mundo que a gente não transava. E quando a gente começar? Digo... se a gente tivesse começado... – corrigiu-se ela porque ele não aguentou não sorrir – Você teria espalhado pra todo mundo?!

—Pera... como você sabia que eu falava... ah... Albus... – resmungou Scorpius – Peste fofoqueiro – Ok. Ok. Erro meu. Eu não farei mais isso e prometo não lançar fogos de artifício quando a gente começar a tran...

—Nós não vamos voltar, Scorpius!

—Vamos... – riu ele a enlaçando pela cintura. Ela tentou manhosamente se esquivar.

—Não... isso é besteira...

—Isso é certo... – murmurou a puxando pra perto de si.

—Não, isso vai acabar em...

—Nós dois, na Mansão Malfoy, com você me perguntando quem é o retrato ruivo na parede do meu escritório dos retratos. – cortou Scorpius.

—O que? – perguntou ela, franzindo a testa.

—Longa história... – riu ele – Eu te amo. – sussurrou colando a testa com a dela. Rose tentou sem muito esforço empurrá-lo pelos ombros.

—Scorpius, você vai só complicar tudo.

—Você e eu juntos de novo... vamos... – murmurou balançando no mesmo lugar com ela, como se dançassem. Ela parou de empurrar, o olhando nos olhos – Vamos, Rose... vamos ser Romeu e Julieta, mas com final feliz.

—Scorpius... você...

—Rose... – ele lhe roubou um beijo e ela suspirou. Roubou outro e ela ficou na ponta dos pés. Mais um e ela o abraçou.

—Oh, tem alguma coisa que você não me convença a fazer?! – perguntou ela com um sorriso e os olhos brilhantes.

—Bem... até agora... sexo. – brincou ele e ela fez uma careta zangada antes de beijá-lo de novo.

Notas finais
Prévia! "-Não dá tempo de procurar uma segunda opinião, Rasalas. – disse Daphne, com desespero. —Quer que eu salve a vida da sua filha ou não? – perguntou Hesse. Rasalas respirou fundo. Scorpius notou que ele parecia enfrentar o dilema de sua vida." Hesse?! Rasalas?! Eeeeita! Hsuashuas Vejo vocês depois! Beeeeeijos!^^