Legado Lestrange II - Legacy
20 Like a Virgin
Notas iniciais

Capítulo 20
—Vocês vão se casar? – perguntou Rasalas, completamente chocado – Vocês começaram a sair tem uns... seis meses?
—Já faz mais de ano, Rasalas. – retrucou Draco.
—Mas ainda assim. É muito cedo.
—Não mesmo. – discordou Pansy – Nós nos amamos. Quando você encontra a pessoa certa, você sente! E eu senti...
Rasalas olhou chocado para a cena. Blair sorria, interessado. Damian também. Draco parecia convencido de que aquilo era o certo... E bem... Pansy estava exultante...
Segurando a mão de Nancy Corey.
—E o que seus pais disseram? – perguntou Damian.
—Pediram pra que eu nunca mais aparecesse. Mas tudo bem. – disse Pansy, sem se importar – Se eles não estão felizes por mim, sei que meus amigos vão ficar. Não é?
—Claro. – disse Damian dando uns tapinhas no ombro dela. Blair brindou a essas palavras, junto com Draco. Mas Rasalas, apesar de ter ficado feliz pela amiga, ainda achava tudo muito de repente.
—E tia Addie? O que ela achou? – perguntou ele – Até onde eu sei, ela queria que a Nancy ficasse com o Draco. – riu ele.
—Não me lembre disso. – riu Draco.
—Ok. Eu preciso saber! – ralhou Nancy, seus cabelos mudando para vermelho – Qual o problema de você e eu... você sabe?
—Eu já fiz isso com a sua mãe. Seria estranho fazer isso com você.
—Você o que?! – perguntou Nancy e Rasalas. Damian caiu na gargalhada, assim como Pansy. Blair estava tossindo, pois tinha engasgado com a bebida.
—Você transou com a minha sogra?! – perguntou Pansy. Nancy parecia em choque.
—É. – riu Draco – No dia em que eu a conheci. Sua mãe era meio louca...
—Ele está mentindo, não está? – perguntou Blair.
—Do jeito que minha mãe é, eu não duvido que seja verdade. – riu Nancy.
—Mas... quando foi isso?
—Eu estava no sétimo ano, eu acho... ou era o sexto? Não lembro... – murmurou ele franzindo a testa, tentando se lembrar.
—E ela não era casada? – perguntou Rasalas.
—Não... – murmurou Nancy – Minha mãe é viúva. Meu pai morreu quando eu tinha uns treze anos... mas ele já não estava bem da cabeça há anos.
—Como assim? – perguntou Damian.
—Ele foi torturado pelos comensais de morte até enlouquecer. Por ser um traidor de sangue... – respondeu Nancy.
—Oh... eu sinto muito por isso. – murmurou Rasalas.
—Está tudo bem...
—E você, Draco. Já está viúvo há quase um ano agora... já está de volta no jogo, ou... ainda está de luto? – perguntou Pansy. Draco soltou um suspiro.
—Estou de volta ao jogo, imagino... mas acho que já estou velho demais pra jogar.
—Não seja bobo. Meu pai ainda joga. – riu Damian – Ele é o garanhão do bingo da terceira idade.
—Sei lá... eu não sei mais fazer isso. – resmungou Draco – Acho que eu perdi meu mojo...
—Não seja besta. Você é Draco Malfoy. Você ainda tem mojo! – ralhou Nancy, rindo.
—Vem aqui, Draco. Deixa eu trocar umas palavrinhas em particular com você. – disse Rasalas se levantando. Draco suspirou e o seguiu. Rasalas o levou até o balcão e pediu duas doses de whisky. Estavam do lado de uma bruxa de seus quarenta anos (isso é, da idade deles), muito bonita. – Você com certeza ainda tem seu mojo. – disse ele pegando o copo de whisky.
—Ah... sei lá...
—Eu sei o que você tem que fazer. Tem que encontrar uma garota legal e se divertir!
—Garota? – riu Draco – Olhe pra mim, Rasalas. Eu não sou um garoto e certamente não estou atrás de uma garota.
—Uma mulher, então? Talvez?
—Talvez. – resmungou Draco, suspirando.
—Ok, então. – riu Rasalas. Então ele cutucou a mulher bonita, que o olhou, curiosa – Ei, conhece o Draco? – perguntou pra ela, apontando para Draco, que abriu a boca, como querendo se justificar de alguma coisa.
A mulher sorriu e Rasalas se afastou voltando pra mesa, fazendo Draco praguejar mentalmente. Ele olhou para a mulher, completamente sem jeito.
—Er... oi...
—Deixa eu adivinhar... Draco? – perguntou ela.
—É... – respondeu ele.
Rasalas voltou pra mesa, onde todo mundo olhava Draco conversar completamente sem jeito.
—Quem é aquela mulher? – perguntou Damian – Eu acho que conheço ela de algum lugar.
—Nunca vi. – disse Blair – Eu queria ter visto...
—Ela é bem gostosa mesmo. – riu Nancy – Oh! Oh, meu Merlin. – disse ela segurando a mão de Pansy – Eu conheço aquela mulher! Ela estudou comigo, em Beauxbatons. Era mais nova que eu uns dois anos... ou três, sei lá... mas definitivamente ela estudou comigo em Beauxbatons... como é mesmo o nome dela... – resmungou a filha de tia Addie estalando os dedos, tentando lembrar o nome.
Enquanto isso Draco conversava com ela.
—Então... você acabou de chegar da França... o que fazia lá? – pergunto puxando assunto.
—Ah... eu escrevia algumas colunas pro Semanário das Bruxas... mas quero fazer algo maior, agora... – disse ela o olhando com aqueles olhos azul-violetas.
—Tipo o que? Mensário das Bruxas? – perguntou tentando fazer graça, mas o trocadilho foi horrível e a mulher fez uma careta – Desculpe... você é muuuuuito bonita. E eu estou há muito tempo sem fazer isso. – riu ele nervoso, bebendo mais um gole de whisky.
A mulher riu assim mesmo.
—Foi engraçado. De verdade. Foi sim... – riu ela – Mas eu pretendo conseguir uma vaga no Profeta Diário.
—Apenas fique longe do Pasquim... – preveniu ele e ela franziu a testa, apesar de sorrir – Eles fazem reportagens do tipo: unicórnio são mesmo cavalos com chifres ou testrálios disfarçados? A farsa das criaturas mágicas! – explicou ele e a mulher caiu na gargalhada. Ele sorriu mais confiante e ela o olhou com um adorável sorriso no rosto – Eu não perguntei o seu nome. – Disse ele.
Ela o olhou sorrindo.
Enquanto isso, na mesa...
—Céus! Como era o nome dela? – resmungou Nancy.
—Não interessa... não sendo Deshayes. – riu Damian.
Nancy sorriu pra ele e Draco chegou com a mulher.
—Gente. Vocês não vão acreditar. Mona. Se lembra do Damian?
Rasalas olhou para a mulher e reconheceu o nemesis de Alhena quando ela estudara em Beauxbatons.
Era Monalise Deshayes. E Alhena a odiava, afinal... Ela transara com Damian numa festa onde ele e Alhena estavam sonhando ficar juntos, depois de tanto tempo sem se ver.
—Olá, Damian. Já faz muito tempo mesmo, não é?
Damian apenas engoliu em seco e sorriu sem jeito.
—Olá, Deshayes. – disse ele.
*
—Ei. – disse Navi – O que raios você está fazendo? – perguntou ele se aproximando e tirando o cigarro da mão do primo. Draconis o encarou zangado.
—Ei! – ralhou ele – Isso é meu!
—Você quer se matar? Isso faz mal! – ralhou Navi jogando o cigarro pela janela – Isso aqui é... é tipo beijar uma mina. Depois você não quer só beijar. Você quer pegar nos peitos, ser masturbado e quando você vê, está transando por ai. E quando eu digo transando, eu quero dizer que você vai estar cheirando pó de fada ou pingando extrato de mandrágora nos olhos!
—Cala a boca, Navi. – resmungou Draconis – Eu estou estressado, ok? – perguntou ele – Cigarro me acalma.
—Qualé, Drac. Não faz isso... larga essa merda. – resmungou Navi – E tá estressado com o que? Você está indo bem em todas as matérias. Só estou melhor que você em transfiguração. O resto você só tem notão.
—É complicado, Navi. Você não iria entender. – resmungou ele pegando outro cigarro. Navi se aproximou e se recostou na parede, do lado da janela.
—Eu sou seu primo, e seu melhor amigo... quem melhor do que eu pra entender?
Draconis suspirou e negou com a cabeça.
—Eu estou com uns problemas na cabeça... muito sérios e... e eu preciso superar isso. – resmungou Draconis.
—Cara, nós já estamos no quinto ano. Só diz qual é o problema! É sobre... hum... família?
—Eu não sou filho do Draco. – resmungou Draconis – Eu perguntei pra minha mãe. Eu fiz ela chorar, perguntando e insistindo pra saber e ela negou. Ela disse que nunca traiu meu pai. Eu estou convencido de que o fato de ser parecido com ele é mera coincidência.
—Ok. Esse é o problema mais fodido que você poderia ter. O que mais poderia te deixar tão grilado, heim? – perguntou Navi. Draconis acendeu um cigarro e se curvou na janela.
—O que você acha?
—Mulher? É uma garota! – riu Navi – É claro que é uma garota! Você está gostando de quem? Me fala! Eu te ajudo a chegar em quem você quiser. Eu sei que você é super tímido.
—Eu não vou chegar na garota. É esse o problema. – resmungou Draconis bagunçando os cabelos.
—Por que não? Qual o problema? – Draconis soltou um suspiro – Ela tem namorado?
—Não. Ela não tem namorado, mas... – ele bagunçou os próprios cabelos, novamente – É complicado, cara. Não quero falar sobre isso.
—Me fala! Por favor! Me fala! Me fala! Me falaaaaa! – insistiu pulando e socando o primo de leve no ombro. Draconis riu dele e fingiu que iria socá-lo de novo. Os dois riram e voltaram a se curvar na janela – Só me diz qual é o problema? Só isso.
—Não dá. Esquece isso. Por favor. – pediu Draconis o olhando parecendo muito decidido e Navi entendeu que não iria arrancar nenhuma informação dele.
—Ok, cara. Mas você sabe... no que precisar... – murmurou mostrando o punho. Draconis deu um soquinho em seu punho e os dois abriram as mãos, movendo os dedos.
—Eu sei... – riu ele, voltando a olhar pela janela, onde um grupinho de alunos da Corvinal e da Lufa-Lufa brincavam com bexigas d’água – Eu sei...
—Mas, hey... eu tenho uma novidade. Eu estou apaixonado. – riu Navi. Draconis revirou os olhos, rindo com desdém.
—Por quem dessa vez?
—Miwa Reed.
—E vai passar assim que levar ela pra cama? – perguntou com alguma censura. Navi deu uma risadinha.
—Provavelmente.
—Como sempre. – disse rindo, por mais que ainda olhasse o primo com censura.
**
—Você não vai acreditar, Lena. – riu Damian a abraçando por trás. Alhena sorriu, se aconchegando nos braços dele, enquanto regava as flores.
—O que? – perguntou ela.
—Sabe quem Draco encontrou hoje, no bar?
—Não. Quem? – riu ela se virando e colocando o regador em cima da janela para abraçar o marido.
—Uma velha amiga sua. Deshayes. – riu ele.
Alhena sentiu algo estranho remexer-se dentro dela. Algo extremamente esquisito, absolutamente parecido com o que sentia sempre que Damian ia na casa de Clover Burton para pegar Rose. Mas imaginou que seria simplesmente porque odiava Deshayes.
—Não acredito. E o que ele fez? Não me diga que ele está com ela!
—Não. Ele não quis nada com ela. – riu Damian – Mas qual o problema se ele quisesse? Draco é viúvo!
Alhena sentiu uma coisa estranha dentro de si. Uma confusão inexplicável. Não fazia a menor ideia do motivo de ter ficado tão irritada e... bem... insegura...? Enciumada? Deu as costas para o marido e respirou fundo.
—Draco pode fazer o que ele quiser da vida dele. Mas se ele aparecer com essa mulher na minha frente, ele vai ver só! – rosnou zangada, fazendo Damian rir.
—Vamos, amor... já se passaram tantos anos... não tem que guardar rancor. – murmurou Damian. Ela concordou com um aceno de cabeça.
—É... tem razão... – murmurou tentando sorrir.
Mas simplesmente não conseguiu. A imagem de Draco andando ao lado de uma jovem Mona Deshayes lhe pareceu completamente ofensiva, por mais que não entendesse o porquê.
***
Lyra olhou para Draconis e suspirou, achando-o lindo. Depois mirou Scorpius. Ele também era lindo. Em seguida olhou para Albus. Albus não era lindo. Ele era fofo. Do tipo por quem valeria a pena se apaixonar. Do tipo que você aceitaria namorar e até (argh!) casar.
Ela soltou um muxoxo e deu mais um gole no hidromel que Draconis tinha lhe dado. Estavam no salão comunal, no dormitório do quinto ano, no masculino, é claro. Suas primas estavam lá. Seus primos também. Assim como Albus e Navi. Navi estava dando em cima de Dido, que parecia estar se interessando pela conversa boba dele. Póllux, Castor e Draconis olhavam feio pra ele, por conta disso.
—Ah. Preciso mijar. – resmungou se cansando daquilo. Ela estava deitada na cama do irmão, com Scorpius e Albus. Todo mundo estava bebendo e jogando cartas. Draconis, além disso, fumava um cigarro e os irmãos dele estavam brigando com ele por isso.
Mas ela achava que ele ficava muito sexy fumando. Ele tinha aquele jeitinho de bom moço, mas quando fumava e usava aquele casaco grande e negro, com um grande bordado da Sonserina nas costas... aiai... ele ficava com um jeitinho de rebelde malvado. Do tipo perigoso.
E ela gostava do estilo perigoso.
Mas se levantou, porque precisava ir fazer xixi. Voltou para o dormitório do quarto ano, com todo mundo rindo dela, por ela não usar o banheiro do dormitório masculino.
—Vocês são nojentos. Não sabem mirar. – riu ela quando voltou.
—Eu sei mirar. – disse Draconis – Muito bem. – ele tragou o cigarro e ela piscou para ele.
—Beija ela, Draconis. Vai lá. – provocou seu irmão e ela revirou os olhos. Toda vez que seu irmão incentivava Draconis a ter qualquer coisa com ela, o garoto fazia questão de não fazer coisa alguma.
Lyra saiu do dormitório e voltou a subir as escadas, mas escutou alguém subir logo atrás dela. Se virou e viu que era Draconis.
—O que você veio fazer, Drac? – perguntou com um sorrisinho desdenhoso.
Draconis jogou o cigarro no chão e pisou nele.
—Advinha. – respondeu ele. Ela piscou surpresa e ele a empurrou contra a parede – Você tá me provocando há tempo demais, Lyra. E eu quero desocupar a cabeça. Quer me ajudar?
—Claro. – respondeu dobrando a perna. Ele riu travesso e a puxou com ele. Achou estranho, porque achou que ele iria levá-la para algum dos dormitórios, mas ele a tirou do Salão Comunal.
—Pra onde vamos? – perguntou curiosa.
—Tia Addie me falou de um lugar maneiro. Ele estava meio destruído, mas eu consegui limpar e deixar como novo novamente. É no quarto andar.
—Que lugar é esse? – perguntou meio bêbada.
—É uma passagem secreta. – riu ele. Lyra sorriu animada e os dois andaram em silêncio pelos corredores. Mas antes de chegarem no terceiro andar, Draconis a empurrou contra a parede e a beijou.
Achou o beijo gostoso, mesmo que ele estivesse com gosto de bebida e cigarro. Sentiu as mãos dele passearem por sua cintura e ela suspirou quando ele baixou o rosto para beijar seu decote. Deu uma risadinha e ele a olhou curioso. Rindo pra ele, levou as mãos até os botões e os desabotoou. Draconis olhou para seus seios, sob o sutiã e suspirou.
Lyra não era magrela, mas só tinha quatorze anos. Tinha mais peito que a maioria das garotas da sua idade, mas as irmãs dele tinham os seios bem maiores. Mas ela não ligava pra isso. Ela se achava linda e proporcional e essa confiança em si mesma a deixava ainda mais bonita aos olhos dos garotos.
Estava meio escuro, mas ela conseguiu ver o sorriso de Draconis ao ver seus seios. Ele a apalpou, parecendo excitado e ela jogou a cabeça para trás, gostando do toque dele.
—Vem, Lyra. – disse ele a puxando. Ela o seguiu e eles finalmente chegaram no corredor do quarto andar. Andaram até um espelho e Draconis murmurou – Marotos. – o espelho tremeu, como se fosse a superfície do lago e alguma coisa tivesse caído. Ela abriu a boca, surpresa quando ele atravessou o espelho, a puxando junto com ele. Se encontraram um corredor estreito e escuro – Lummus. – murmurou ele iluminando o corredor com a varinha.
—Que legal. – disse impressionada.
—Eu botei um feitiço pra esconder o espelho e impedir que as pessoas entrem aqui. É um esconderijo só meu... e seu, agora. – riu ele – Nem seu irmão sabe.
—Sou especial, Drac?
—Você vive me pentelhando. Então meio que é. – riu ele.
Lyra sorriu e logo se viu numa sala circular. Tinha dois sofás, uma vitrolinha numa mesinha, uma estante cheia de bebidas, cigarros e fotos. Além de vários brinquedos espalhados no chão.
—Nossa... – murmurou impressionada.
—As bebidas, algumas eu trouxe, outras já tinham... os brinquedos também estavam aí... eu decidi não jogar fora. O que estava quebrado, eu consertei. Tem uns vinis muito antigos ai, também. – riu ele – Stones, Beatles, The Who, Queen... só clássicos... da época da tia Addie.
—Que irado. – riu ela – Mas tem algo mais da nossa época? – perguntou ela indo até a vitrola.
—Eu tenho trabalhado nisso. – riu ele indo até a vitrola também. – Gosta das antigas do Bieber?
—Quem não? – riu ela.
Ele brandiu a varinha e a vitrola começou a tocar What Do You Mean. Depois ele moveu a varinha, a olhando com um sorrisinho. Orbes brilhantes e coloridas começaram a flutuar ao redor da sala. Brilhando coloridas, mudando de cor, dando um ar de festa particular para o lugar.
—Curtiu?
—Isso tudo pra mim? – perguntou ela, marota.
—Quer beber alguma coisa? – perguntou ele a olhando com aquele sorrisinho cheio de segundas intenções. Mas ela não tinha medo desses sorrisos e nem das segundas intenções.
—Por favor.
Draconis tirou o casaco e os tênis. Ela tirou os sapatos e se deitou num sofá. Ele pegou uma garrafa de hidromel e a abriu. Depois foi até ela e lhe ofereceu. Lyra bebeu um belo gole enquanto Draconis a olhava. Depois ela derramou um pouco de bebida em si mesma, no vale de seus seios. Draconis sorriu e foi até onde ela estava.
Ele se deitou sobre ela e a lambeu onde tinha bebida. Depois ele a beijou na boca. Colocou a garrafa no chão e o abraçou. Draconis riu pra ela e se ajoelhou no sofá, pra tirar a camisa. Ele não era forte como seu irmão, mas era mais alto e gostosinho, assim mesmo, com a barriga travadinha.
—Até onde quer ir? – perguntou ele.
—Até onde conseguir me levar. – respondeu abrindo as pernas, sem absolutamente nenhuma hesitação. Estava completamente disposta a ir até o final.
—Você é virgem, Lyra?
—Que diferença faz? Vai me julgar? – perguntou ela. Ele negou com a cabeça.
—Eu sou virgem. – riu ele – Espero que não me julgue.
—É só se esforçar e tudo vai ficar bem. – riu ela.
—Não vou te pedir em namoro. – adicionou ele – Vai ser só... loucura, álcool e tesão, porque você tá muito gostosa. – ela riu olhando pra ele. Se deitou mais confortavelmente e colocou os dedos dentro da própria calcinha.
—Estou? – perguntou mordendo o próprio lábio. Draconis a olhou com interesse e ela começou a se acariciar, para provocá-lo. Ele engoliu em seco e com um dedo, colocou sua calcinha de lado, como se só quisesse espiar. Ela sorriu, achando engraçado e gemeu baixinho. Adorava se masturbar. Sabia fazer isso direitinho, apesar de suas amigas e primas falarem que era nojento. Ela achava natural tocar em si mesma. Saber como fazer pra sentir prazer, sem depender de ninguém. – Vai ficar só olhando?
—Estou curtindo o show... – riu ele. Ela se sentou e lambeu os próprios dedos. – Oh... – riu ele segurando sua mão e colocando um dos dedos na boca, para provar o sabor – Hum... – ele a olhou travesso e a puxou para seu colo – Você é louca.
—Por que?
—Não sei... é diferente de todas as garotas desse colégio. – riu ele.
Ela sorriu e levou as mãos para o cinto dele, para desafivelá-lo. O ajudou a tirar a calça, o deixando de cueca boxer. Uma cueca bonita, na opinião dela. Mas ela estava mais interessada no que estava ali dentro. Se ajoelhou no chão, entre as pernas dele e o escutou gemer baixinho. O olhou, travessa e o tirou pra fora.
Era o maior que ela já tinha visto, mas ela não tinha visto muitos e os que tinha visto eram dos garotos de sua idade. Draconis era mais velho. Sorriu travessa e o olhou. Ele lhe sorriu convencido, como se soubesse que era grande e a olhou com algum tipo de desafio.
O lambeu da base até a cabeça, muito lentamente e ele gemeu baixinho a olhando atentamente. Sorriu de novo e o lambeu do mesmo jeito, mas assim que alcançou a cabeça, o colocou na boca, o acariciando com os lábios, lento e provocante.
—Gosta disso? – perguntou num sussurro. Draconis colocou os braços nas costas do sofá e sorriu, concordando. Lyra o colocou novamente na boca, mas só a cabeça. Ele fechou os olhos e engolia em seco, perdido em prazer. Gostou da cara de tesão dele. Adorava deixar os garotos acesos. Já tinha feito isso com Eric McLaggen, com Adam Abbot, com Fred Weasley também... tinham sido os três pênis que ela já tinha visto. Um de cada casa. Mas Draconis foi seu primeiro Sonserino. O lambeu mais um pouquinho antes de colocá-lo completamente na boca. Ele gemeu novamente, bem baixinho e então ela se levantou para tirar a blusa, dançando sensualmente na frente dele, se despindo lentamente, o olhando nos olhos. Ele nem piscava, apenas respirava de maneira ofegante. Tirou a blusa, a saia e colocou a perna entre as dele – Tira a minha meia. – disse de pé, na frente dele.
Draconis sorriu e se curvou para beijá-la na coxa. Ele pegou a ponta de sua meia ¾ e a puxou lentamente, apertando sua perna no processo, como que fazendo uma massagem. Ela sorriu e tirou a perna, colocando a outra em seguida. Draconis sorriu e repetiu o que tinha feito na outra perna.
Lyra ficou na frente dele e sorriu, puxando os cabelos, para mostrar as costas, e então se virou.
—O sutiã. – disse ela, autoritária, mas com um sorrisinho travesso no rosto. Draconis se levantou e soltou o sutiã dela tão rápido que pareceu que ele tinha usado magia. – A calcinha. – disse ela. Draconis suspirou, tocando seus seios, a abraçando por trás. As mãos dele brincaram com seus mamilos por uns instantes, mas logo desceram por sua barriga.
No Sense, também do Justin Bieber, começou a tocar e ela sorriu. As mãos de Draconis tocaram sua calcinha e ela o sentiu se abaixar. Ele ficou de joelhos, aos seus pés e a beijou numa nádega, para então lhe morder de leve. Ela riu achando graça e ele puxou sua calcinha para baixo. Muito, mas muito lentamente. Como se quisesse prolongar o momento. Ele foi beijando sua coxa e canela, a medida que ia tirando sua calcinha. Gostou de tê-lo em seus pés. Era assim que gostava de ter os garotos. Mais velhos ou não. Ela se virou e passou as mãos pelo corpo jovem. A única coisa que vestia eram as luvas de antebraço. Nada mais.
Draconis deitou no chão e ela se ajoelhou em cima dele. Podia sentir o pênis dele tocar sua bunda. Se curvou sobre ele e o beijou lenta e cheia de volúpia. Queria aquele garoto há séculos, mas ele sempre se fazia de difícil. Draconis era mais reservado que a maioria dos garotos, sempre muito calado. Normalmente só se soltava com Navi. Mas agora ele estava se entregando a ela, mesmo que por um momento apenas. E era só o que queria. Não era garota pra casar. Não queria isso. Queria ser livre pra sempre. Nunca estar presa a ninguém. Nunca dever satisfações a ninguém. E quando ficasse velha, poderia dizer que vivera o mais intensamente possível e mimaria os sobrinhos, que certamente iria ter. Ela não seria a garotinha do papai e nem nunca seria a garota de ninguém. Nem de Draconis.
—Ei...
—O que? – perguntou ela.
—Não vai me dizer se é virgem ou não?
—Sou. – respondeu ela – Mas se isso te intimida, eu juro que eu vou espalhar pra todo mundo que você é do tamanho do meu mindinho.
Draconis deu uma risadinha e negou com a cabeça.
—Eu ficaria louco se ficasse intimidado a essa altura do campeonato. – riu ele – Eu vim pra cá com essa intenção.
—Eu sei. – riu ela chegando mais pra trás – Pronto? Donzelo.
—Pronto, donzela. – riu ele. Lyra deu uma risadinha e levantou o quadril. Segurou Draconis com a mão e adorou ouvir o garoto gemer. O guiou para dentro de si e gemeu de satisfação.
Doeu, mas isso não a intimidou. Parecia que ele era grande demais e era desconfortável. Controlou, como quis, o tanto que ele entraria nela e a velocidade. Draconis a olhava com as mãos atrás da cabeça, a olhando com desejo. Remexeu-se em cima dele, lentamente, se adaptando ao tamanho. E quando se acostumou, e só depois disso, se permitiu ser mais preenchida. Draconis fechou os olhos, soltando um gemido e ela fez o mesmo. Começou a se mover mais e mais rápido, tentando se satisfazer. Um pouco de cada vez, mas Draconis abriu a boca e gemeu, tremendo inteiro.
—Já, querido?
—Você faz isso muito bem. – riu ele sem jeito, corando de leve.
—Eu nem comecei a esquentar ainda.
—Eu tenho a noite inteira. – riu ele.
****
Navi levantou, morrendo de ressaca. Xingou baixinho e se levantou. Depois foi se arrumar, escovar os dentes e preparar a mochila para mais um dia de aula. Foi quando notou que as cortinas de Draconis ainda estavam fechadas. As abriu de uma vez e viu as duas irmãs dele, Cerce e Dido, dormindo ali.
—Uai... cadê ele? – se perguntou. Mas imaginou que ele estaria na cama das irmãs. Deu de ombros, subindo as escadas, para o dormitório do quarto ano, mas a cama das gêmeas e a de Lyra estavam vazias. Navi sorriu. Não sabia onde Draconis estava, mas certamente sabia com quem ele estava. Deu de ombros e foi se arrumar para o dia.
Depois foi para o Salão Comunal e viu Cerce e Dido conversarem animadamente. Beijou as suas primas no rosto e procurou por Scorpius e Albus. Os dois estavam no sofá, como se esperassem alguém.
—Lyra já desceu pro café. – disse com um sorrisinho. Os dois garotos se entreolharam e suspiraram se levantando. Foram os três para o Salão Principal, conversando amenidades. Navi não podia esperar para ver a cara de Draconis. Quando chegaram na mesa do café da manhã, viram Lyra e primo, conversando e parecendo de ressaca – BOM DIA, QUERIDO PRIMO!
Draconis encolheu fechando os olhos e lhe mostrou o dedo médio.
—Vai se foder, Navi... – resmungou sua irmã – É segunda feira de manhã. Ninguém tem o direito de gritar “bom dia” numa segunda feira de manhã.
Scorpius e Albus se sentaram com Lyra, deixando-a no meio deles, e Navi se sentou ao lado de Draconis, o olhando com um sorrisinho que dizia “eu-sei-o-que-você-fez-na-noite-passada”. Draconis o olhou com um sorrisinho sem jeito de “eu-sei-que-você-sabe-o-que-eu-fiz-na-noite-passada-por-favor-pare-de-rir-assim-pra-mim-seu-tremendo-idiota”.
Não trocaram palavras. Draconis sabia que tinha ultrapassado a barreira para proteger suas irmãs.
—Se for transar com minhas irmãs, pelo menos não iluda elas. Ok? Eu não iludi a sua irmã. – resmungou o loiro. Navi deu de ombros, mas piscou surpreso.
—Transar? Você transou com a minha irmã? – perguntou ele franzindo a testa. Draconis lhe deu um sorriso cafajeste e Navi riu – Seu bosta. Mas parabéns por ter perdido a virgindade. – riu ele. Navi já não era virgem desde os treze e não se importou nem um pouco que Draconis tirasse a virgindade de Lyra... ele ao menos achava que ela era virgem... sabia que a vida da irmã não era da conta dele – Hey... eu já falei que estou apaixonado? – Draconis revirou os olhos e Navi riu achando graça.
—E quem é a vítima da vez?
—Sua irmã. A Dido. – Draconis o olhou furioso – Digo... – ele passeou o olhar pela mesa da Corvinal – Kelly Stwart. Estou apaixonado pela Kelly Stwart.
Estavam tomando café, quando o correio chegou. Cada um recebeu seus exemplares de revistas/jornais, mas Scorpius recebeu uma caixa com uma carta. Todo mundo olhou curioso pra ele e quando ele abriu a caixa, o garoto abriu a boca em espanto.
—Oh, pelas cuecas de coraçãozinho rasgadas de Merlin! – riu Scorpius parecendo muito empolgado.
—O que é isso? Um livro? – perguntou Lyra – Pra que tanta animação por conta de um livro?
—Não é só um livro! – disse Scorpius ficando de pé e pegando o livro de capa dura, negra, com letras douradas. Navi olhou espantado, assim como Draconis.
—Isso é o que eu acho que é? – perguntou Navi.
—Eu não acredito! – disse Draconis.
—O que é isso? – perguntou Albus.
—É O BRO CODE! – gritaram Scorpius, Navi e Draconis. Os dois mais velhos ficaram em pé, atrás do mais novo, que abria o livro, com as mãos trêmulas.
—Meu pai mandou pra mim. Disse que eu já tenho idade o suficiente pra... pra saber as regras... – disse ele empolgado.
—Finalmente tio Draco passou o manto pra frente. – riu Navi – Nós precisamos honrar esse código, garotos!
—Pelo resto de nossas vidas! – concordou Scorpius.
—O que raios é essa merda? – perguntou Albus. Os três o olharam em choque, completamente ofendidos com o que ele tinha dito.
—Explique pra ele, Scorp... ele é seu amigo... – disse Draconis com a mão no peito, olhando pro teto e respirando fundo, parecendo completamente ultrajado. Navi olhava Albus como se ele tivesse sugerido que sua mãe era uma lhama, ou qualquer coisa assim.
—Albus... Albus... – riu Scorpius – Esse livro contém a sagrada sabedoria da vida. Está tudo aqui. Se seguirmos essas regras, seremos os reis dessa escola. Seremos lendas. Seremos...
—Idiotas. – respondeu Dido – Papai sempre disse que o Bro Code era uma idiotice. – ralhou ela.
—Ah é? – perguntou Scorpius, folheando o livro. – Aqui está... – ele coçou a garganta e se empertigou todo para ler – “Regra 73: um Bro nunca deixa outro Bro pra trás.” – ele olhou pra ela – Foi seu pai quem escreveu essa, ok?
—Rapazes. – disse Draconis – Eu sugiro que a gente mate todas as aulas hoje. Precisamos estudar cada regrinha desse código.
—Draconis! Você vai prestar os N.O.M.s esse ano! – ralhou Dido.
—Notas. Elas não dizem nada. Agora isso... – ele apontou para o livro – Isso é o verdadeiro legado dos nossos pais!
—Isso mesmo! – Disse Navi – Scorpius. Eu declaro você o guardião supremo do Bro Code! Já que você o herdou do seu pai.
—E eu sei o lugar perfeito onde podemos estudar isso. – riu Draconis – Vem, Albus. Você pode ser um Potter, mas é um Bro.
—Isso mesmo. – riu Scorpius.
Os quatro se levantaram e logo Lyra veio atrás deles.
—Onde você pensa que vai? – perguntou Navi.
—Eu quero ler o Bro Code, oras. – riu ela.
—Nop. Você não é um Bro! – disse Navi, com um sorrisinho.
—Como não?! – ralhou ela, olhando para Draconis.
—Desculpe, Lyra. Mas ele tem razão. Você não é um Bro.
Ela olhou para Scorpius e Albus.
—Desculpe, Lyra. A gente se vê mais tarde. – riu Scorpius. Albus a olhou com um olhar de “sinto-muito-mesmo” e Lyra chutou a canela do irmão, que riu ao pular num pé só.
—Idiota.
*****
Muitos anos atrás... (sou de humanas, não sei fazer conta)
—Onde está a sua irmã? Ela veio? – perguntou Damian.
—Por que? Você também quer dar uns beijos hoje, é? – perguntou Blair levantando a sobrancelha.
—Ah... para... é só que... – Damian coçou a cabeça parecendo sem jeito – Eu só queria dar um “oi”. Sua irmã é legal.
—Eu sei que é. Eu sempre disse que era. – disse Rasalas sorrindo. Damian concordou meio sem jeito.
—Bro Code, heim cara... – riu Blair – Irmã de amigo não pode. É proibido.
—Isso significa que Alhena e Astoria são território proibido? – perguntou Draco aparecendo, colocando os braços ao redor dos ombros de Rasalas e Damian – Porque a Astoria tá bonitinha. Vai virar um pecado, aquela menina.
—Oi, Draco. – disseram juntos.
—É basicamente isso mesmo. – respondeu Blair.
—Tudo bem. Essa é a graça de ser Sonserina. Um certo desprezo pelas regras, sabe? – riu Draco.
—Não pode passar a perna nos coleguinhas. – disse Blair – Só pode se for amor verdadeiro. – disse ele apertando as bochechas de Damian – Ai eu acho que não tem problema, né?
—Eu não estou apaixonado por ninguém, tá legal? – perguntou Damian fechando a cara e dando um tapa na mão de Blair.
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—Você certamente é... especial... – sussurrou Alhena olhando-o nos olhos. Damian sorriu devolvendo o olhar.
—Se cuida em Beauxbatons, ok?
—Ok... – murmurou Alhena, sentindo-se tonta com a proximidade dele. Nunca tinha estado tão próxima de um menino antes, a não ser naquela brincadeira da garrafa.
—Não deixe que ninguém implique com você. – adicionou ele.
—Não vou...
—Me promete? – perguntou ele. Ela concordou com a cabeça – Eu... – ele engoliu seco, parecendo nervoso – Eu vou fazer algo idiota agora. – disse ele.
—Idiota? – perguntou ela.
—É... eu... eu meio que vou... – ele suspirou – Existe um certo códigos dos melhores amigos... e eu vou quebrar uma regra. – explicou ele sorrindo.
—Que regra? – perguntou sentindo o corpo dele prensá-la contra a parede.
—Nunca beijar... – ele sussurrou se aproximando mais. Seus lábios roçaram um no outro e Alhena fechou os olhos, ávida para encerrar a distância – A irmã do melhor amigo...
[] []
—Eu bebi demais... – resmungou Damian – Vou mijar sentado mesmo, ou vou sujar tudo. – resmungou ele.
—Cara... acertar a privada é opcional. Se você se sentar, eu vou te zoar pela eternidade. – riu Blair – Essa regra definitivamente deveria estar no código.
—Vou acertar a descarga... – riu Damian.
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—Draco! O que raios você está fazendo?! – ralhou Rasalas. Draco piscou, sem entender.
—Como assim? Estou comendo, oras! – respondeu rindo.
—Uma banana! – disse Rasalas – E estava olhando pra mim!
—E daí? – perguntou Draco.
—Não pode comer uma banana fazendo contato visual com um amigo! – ralhou Rasalas.
—Essa é a coisa mais idiota que eu já escutei. – ralhou Draco.
—Claro que não. Seu estranho! – riu Damian – Isso deveria estar no Código.
—Deveríamos escrever um dia. – concordou Rasalas.
—Por que não hoje? – perguntou Draco – Vamos colocar todas as regras, depois vamos adicionando o que achamos importante, com o passar do tempo.
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—Alhena está grávida. – disse Damian. Estavam no Blood Mary, ele, Rasalas, Draco e Blair – Eu vou ser pai. Nós vamos nos casar! Não é legal?
Draco apenas deu de ombros, parecendo meio distraído. Rasalas o olhou com um sorriso e Blair estava horrorizado.
—Vocês não podem casar! A regra dos casamentos é que precisamos ter no mínimo trinta anos pra nos casar! – Ralhou Blair.
—Precisamos adicionar exceções ai. Eu vou me casar com a Daphne também. – disse Rasalas.
—Quais exceções? – perguntou Draco, soltando um muxoxo e pegando uma caneta e um guardanapo.
—Ela está grávida. – riu Damian parecendo feliz. Draco fez uma careta e escreveu.
—E ela não quer tirar? – perguntou o loiro.
—De jeito nenhum! – ralhou Damian.
—Ok... ok... só perguntei. – resmungou Draco, escrevendo no guardanapo – Mais alguma exceção?
—Ela não liga de você ser um lobisomem. – riu Rasalas. Draco sorriu e concordou com um aceno de cabeça, anotando aquilo.
—Deixa eu ver... mais uma exceção... uma pra mim. – riu Draco – “Caso você seja um idiota!”
—O que quer dizer com isso? – perguntou Blair. Draco suspirou e deu de ombros.
—Bem... – ele olhou para Damian e suspirou – Não é nada. Parabéns, cara. Espero que sejam muito felizes.
—Por que escreveu isso? – perguntou Rasalas.
—Céus! É só uma brincadeira! Eu não vou colocar isso no Bro Code, ok? – ralhou o loiro, riscando a última exceção.
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Draco terminou de passar tudo a limpo. Sorriu, satisfeito e orgulhoso, daquela brincadeira de sua juventude. Um dia teria um filho e entregaria pra ele, para que ele se divertisse com a mentalidade idiota daquele grupinho de amigos da Sonserina.
—É algo tão bobo... mas foi tão divertido. – murmurou folheando as páginas. Não eram apenas regras. Tinha anotado algumas histórias também. Tinha até colocado algumas fotos da época de adolescente.
—Draco? – se virou e viu a recém esposa se aproximar – O que é isso? – perguntou ela.
—Histórias. – riu ele – Apenas algumas histórias...
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