Notas iniciais
Prevejo gritos histéricos haushasuasa Vou postar o capítulo e esperar a Soto gritar nos comentários... Beijos! com mais 10 comentários, eu posto o último capítulo da Maratona. Se não tiver os 10 comentários, o próximo capítulo sai no Domingo^^ Beeeijos

Capítulo 82

Estava deitado na grama, sob a sombra de uma árvore. Alhena estava sentada ao seu lado, dando nós em uma corda, parecendo muito serena ao fazer isso. Tinha comprado para ela um vestido bem simples, branco, que parecia aquele mesmo vestido dela, de quando ela ficara hospedada na Mansão, trabalhando para o Lorde das Trevas. Era simplesmente nostálgico vê-la assim.

Draco soltou um suspiro e se sentou ao lado dela.

—Ei... o que quer fazer hoje? Quer ir pro piano? – perguntou Draco. Alhena suspirou e ficou em silêncio – Ou prefere ir ver os pavões? – ela o olhou e sorriu, sem responder, para em seguida lhe entregar a corda. Ele desamarrou os nós e lhe devolveu o objeto, para que ela continuasse com aquela brincadeira.

Tinha sido uma ideia da DiLua e Alhena parecia muito entretida naquilo já tinha uns três dias...

E a diferença tinha sido gritante. A coordenação motora dela melhorou de maneira absurda. Apertou a bochecha dela, carinhosamente e viu Damian se aproximando parecendo animado.

—Ei. – riu Draco.

—Ei. Eu tive uma ideia para algo que ela pode gostar de fazer. – riu Damian – Oi, meu amor. – Alhena olhou para Damian, parecendo serena e ele a beijou no nariz. Ela sorriu e escondeu o rosto, como se estivesse envergonhada e Draco e Damian riram disso – Vem. – pediu Damian a ajudando a ficar de pé.

O trio andou para perto da Mansão, onde tinha uma enorme tela branca no chão, sob a sombra da casa. Ao lado da tela tinha vários potinhos de tinta e Draco sorriu.

—Boa ideia. Ela sempre gostou de desenhar.

—E é tinta de criança, então pode se sujar a vontade. – Riu Damian. Draco concordou com um aceno e os dois sentaram Alhena na tela, que olhava curiosa para tudo. Draco tirou os sapatos dela e os próprios, para deixá-los na grama, enquanto Damian pegava um potinho azul. Ele sujou o dedo e pintou o próprio nariz e Alhena olhou interessada. – Tente, querida.

Alhena olhou desconfiada para o potinho e colocou o dedo dentro dele. Depois de sujo, ela sujou o próprio nariz e fez careta.

—Aqui, Lena. – riu Draco pegando a tinta verde e sujando o dedo, para desenhar um coração na tela. Ela piscou e sorriu olhando para as tintas. Depois pegou a tinta laranja e sujou o dedo de novo, para sujar a tela. Depois, parecendo muito feliz, foi pegando mais e mais tinta, jogando na tela, para fazer a maior bagunça – Nossa... que meleca. – riu Draco se afastando. Damian saiu de cima da tela enquanto Alhena misturava as tintas de tudo quanto era jeito, parecendo muito concentrada, sujando tudo – Bem... ela parece feliz.

—É... é o importante. – riu Damian.

—Burke. Vem cá! – pediu Potter, da janela – Nossa. O que é isso?

—Não está vendo que ela está no momento criativo dela, Potter? – debochou Draco. Potter piscou confuso enquanto Alhena, num entusiasmo sem igual, sujava a tela, misturando as cores. Ficou olhando o que ela estava fazendo, enquanto Damian e Potter conversavam sobre algumas encomendas de poções de cura, poções de força de vontade, murtiscos, ervas medicinais, entre outras coisas. Mas Draco ficou olhando Alhena fazer bagunça, notando que o desenho dela estava formando o formato de um rosto... olhou, surpreso com aquilo. Ela misturara vários tons de laranja, marrom e rosa para criar um tom cor de pele, e agora realmente parecia pintar alguém... – Damian, olha isso.

Damian se virou e piscou surpreso. Até Potter parou para olhar. Depois de alguns minutos, enquanto ela procurava um tom para continuar o desenho, Damian piscou.

—Ela está desenhando o Rigel! – disse ele.

—Sim, antes dele lutar contra um hipogrifo. – debochou Draco – Ela lembra dele...

—Isso... isso é bom, não é? – perguntou Damian.

—Rigel não era tão bom com o feitiço de apagar a memória como ele julgava ser...

—Ou talvez ele não quisesse mesmo conseguir deixar permanente. – murmurou Potter, ainda na janela – Seria bom se tivéssemos alguém dessa área, mas infelizmente não temos. – resmungou ele.

—Até teríamos, se ele não estivesse biruta, perseguindo gente a torto e a direito por ai. – resmungou Draco, se referindo a Rigel Lestrange – Aliás... não ouvimos mais notícias dele e da Dominique, não é?

—Nop... – murmurou Harry, com pesar.

—Devem ter dado um jeito neles, não é? – perguntou Draco.

—Eu espero que não. – resmungou Harry – Nossa. Eu tinha me esquecido de como ela desenhava bem.

*

—Castor! – disseram ao mesmo tempo – Estamos indo ver o Draconis.

—Ok. – riu Castor – Vocês voltam que horas e vão pela lareira, certo?

—Devemos voltar a noite. – riu Dido.

—E vamos pela lareira. – concordou Cerce.

—Ótimo. O que vocês têm nessa bolsa? – perguntou ele franzindo a testa.

—Nossas coisas. – riu Dido – Queremos brincar de maquiar o Loto, só pra aborrecê-lo. – mentiu já que sabia que Castor não gostava muito do rapaz – Póllux está na loja?

—É. Está lá sonhando com a tal Brontë. – riu ele – Apaixonou.

—Ela é insuportável! – resmungou Cerce ao mesmo tempo que Dido dizia.

—Ela é o máximo!

As duas se entreolharam e caíram na gargalhada.

—Tchau, maninho. – falaram ao mesmo tempo.

—Falou! Juízo.

As duas foram para a lareira. Primeiro Cerce e depois Dido. Logo estavam na casa do irmão. Estava uma correria, com os garotos provando vestidos enquanto as garotas caíam na gargalhada. Cerce escondeu a boca com a mão enquanto Navi e Draconis, ambos de vestidos, colocavam as mãos nos joelhos e moviam a bunda, um de costa para o outro. Mas Dido não aguentou não gargalhar.

—Gente. Vocês estão fabulosas. – riu Dido.

—Bitch. Eu não to. Eu sou. – disse Navi colocando as mãos nos quadris. Cerce riu de novo e Dido caiu na gargalhada.

—Meu Merlin, eu vou me mijar... – riu Lessa.

—Eu to muito GATA! – riu Navi se olhando no espelho. Ele usava um vestido prateado, no estilo sereia, comprido, mas com uma fenda até a coxa, onde ele tinha um lacinho preto, de rendinha, amarrado. Draconis usava um vestido de borracha, vermelho cintilante, super curtinho, que deixava a bunda dele super redonda. Nunca tinha reparado no quanto o irmão era bundudo – Gente... meu avô me mataria se me visse agora. Sério... – riu ele. Draconis deu de ombros.

—Ele não vai ficar sabendo. A gente terminaria de matar o velho se ele ficasse sabendo. Agora que ele saiu do Mungus e voltou pra casa... imagina. – riu ele.

—To de boa de imaginar isso. Quero vovô velho e gagá, falando como era bom matar geral nascido trouxa, só pra deixar as visitas constrangidas... tipo o avô da Les.

—Meu avô não fala essas coisas!

—Não. Mas ele tem um crescente interesse pelo meu pênis. Ele sempre pergunta se eu sou potente o suficiente. – riu Navi arrancando risadinha de todo mundo.

—Ai, gente. Eu não sei se eu quero usar isso. – resmungou Loto vindo pelo corredor. Ele usava uma mini saia jeans e um sapato de salto, com uma blusinha rosa bebê escrito: Bitch, I’m Marvelous – Isso é muito constrangedor.

—Se joga, Loto. – riu Navi – E você tá pouco piranha. Devia tá usando aquele vestido que eu comprei pra você.

—Eu não. – resmungou Loto.

—Mas Loto, era basicamente o vestido de casamento que você queria usar quando a gente casasse. – riu Draconis.

—Quando a gente casasse, não pra sair que nem a louca na rua. – resmungou Loto.

—Vocês trouxeram as perucas? – perguntou Navi.

—Sim! Aqui. – riu Dido.

—GENTE! A ALEGRIA DA FESTA CHEGOU! – gritou Vince chegando do corredor. Ele estava usando um vestido branco, cheio de brilhantes, com uma meia arrastão e um sapato de salto.

—Mas esse é o vestido daquele filme! – riu Navi – Meu pai ama esse filme... qual o nome?

—MOULIN ROUGE!!!!! – gritaram Rose, Les, Dido e Cerce, pulando e batendo palmas.

—Eu sou a Santine. Uma cortesã! – disse Vince fazendo pose, esticando um braço pra cima e colocando o outro no quadril.

—Cara... você tá muito bom desse jeito. – riu Loto.

—Quanto pelo programa, gata? – riu Draconis.

—Babaca, eu sou carésima. – riu Vince arrumando a cartola – Mas pagaria quanto?

—Meu Merlin. Vocês estão maravilhosos! Deixa a gente maquiar vocês. Todo mundo tirou completamente a barba? – perguntou Dido tirando suas caixas de maquiagem da bolsa, enquanto Cerce colocava as perucas em cima da mesa.

—Não, sério... quanto? – perguntou Vince com um sorrisinho.

—Muito bem. Quem vai ser o primeiro? – perguntou Dido.

—Eu, Clitória, prazer. – riu Navi vindo se sentar, fazendo Dido rir de novo.

—Clitória? – perguntou Cerce.

—De clitóris, amiga. Sabe aquele negocinho que você tem lá embaixo? – perguntou Les.

—Não. – respondeu Cerce, parecendo curiosa. Todo mundo se entreolhou.

—Gente. Albus não comparece mesmo. – riu Les.

—Eu não sei se fico feliz ou triste pelo namorado da minha irmã nunca ter mostrado para ela o que é um clitóris... – riu Draconis.

—Eu estou triste. – riu Rose – Profundamente triste. Seu clitóris, maninha, é como se fosse seu melhor amigo.

—Quem precisa de namorado quando se sabe brincar com ele? – riu Dido.

—Gente... tu manja, Dido? – perguntou Loto.

—Por que acha que eu não estou desesperadamente correndo atrás de homem. Eu sou suficiente por mim mesma, queridinho.

—O Navi se masturba desde os oito anos, isso não significava que ele não corria atrás de mulher. – Zombou Draconis, fazendo Navi rir dando de ombros.

—Desculpa aí, senhor-não-bato-punheta. – provocou Navi.

—Amiga. Deixa eu te falar... tem coisas que só um pênis faz por você. – riu Les.

—Nada que um vibrador bem grande não resolva. – discordou Rose penteando uma das perucas. Todo mundo olhou para ela e a garota deu de ombros – Eu falo sério. Oxi.

Todo mundo começou a rir e logo voltaram a se arrumar para sair. Navi, ou melhor... Clitória com seu sensual vestido prateado, com os longos cabelos vermelho sangue. Depois Angel e seu vestido vermelho cintilante, cabelos negos e curtos. Loto não pensou num nome pra ele e todo mundo começou a zoar falando que Loto era um nome unissex. Ele estava com uma peruca de cachinhos negros e estava uma gracinha. E por fim, Santine, pronta para se jogar na Parada do Orgulho LGBT de Londres.

As meninas decidiram por não ir montadas, mas todas estavam com frufrus, roupas coloridas e óculos escuros coloridos. Aparataram para a casa de tio Rasalas, para buscarem Lyra às escondidas (ela estava mesmo de castigo). A sequestraram pela janela, enquanto ela gargalhava de todos eles. De lá pegaram um ônibus trouxa e logo viram um monte de gente que estava indo para o mesmo lugar.

Foi uma alegria, fazendo bagunça e brincadeiras. Depois, foram seguindo o grupo até onde a parada iria acontecer. Tinha muita gente sorrindo, brincando, cantando e se divertindo. Muitos casais homossexuais namoravam, muitas Drags paravam para tirar fotos. Alguns trouxas pediram para tirar fotos com eles. Loto se recusou, mas o restante não hesitou. Algumas pessoas entregavam panfletos sobre métodos – trouxas, é claro – para se evitar DSTs, que eles imaginavam ser algo como furúnculos. Finalmente contaram para Draconis e Loto sobre a lenda de que Navi tinha furúnculos e os dois riram tanto que ficaram sem ar.

Scorpius se encontrou com eles lá, junto de Albus, mas nenhum dos dois estava fantasiado, então eles riram até chorar. Dido notou que Albus e Lyra praticamente não se olharam e que o moreno parecia um tanto sem jeito e nervoso, enquanto Scorpius não largava a cintura da amiga, a proibindo de beber qualquer coisa com álcool e lhe entregando sucos, águas e comidinhas saudáveis.

—Não pode beber isso, faz mal pro bebê! – ralhou ele.

—Merlin! Uma cerveja, Scorpius!

—De jeito nenhum. Cerveja trouxa é muito mais forte que a nossa cerveja. – ralhou ele.

—Que gracinha, você cuidando da Lyra, Scorpius. – riu Rose.

—Alguém tem que cuidar. – sibilou ele, como se houvesse algum sentido oculto naquilo e Navi imitou um som de chicote com a boca, mexendo a mão.

Muitas Drags vieram fazer social, dizendo que não os conheciam.

—Somos novos na cidade. – riu Vince.

—E é a primeira vez que nos montamos. – riu Draconis – Somos recém assumidos... bem, eu nem tanto... ele é. – riu o loiro apontando para o namorado, que estava corado além da conta.

—Se joga, amor! Vai viver de mentiras pra quê? – perguntou uma Drag.

—Diz isso pro meu pai. Ele me expulsou de casa. – resmungou Loto tragando um cigarro.

—Deixa eu te contar uma coisa. – riu outra Drag, com uma roupa de oncinha, e orelhas de gato – O que todo pai quer de verdade pros filhos, é que eles sejam felizes. E se aceitar e se amar é um passo fundamental pra isso. Eu espero que o seu pai entenda a sua situação e volte a entender que nunca vai deixar de te amar por você ter um bofe gostoso desse do teu lado. Gente do céu. Olha essa poderosa lindésima! – riu ela apontando para Draconis.

Loto riu parecendo mais descontraído.

—Gente. Cadê o Vince? – perguntou Navi.

—Merda. Perdemos a Santine! – ralhou Les olhando para os lados.

—Achei... meu Merlin. Esse é o melhor dia da minha vida. – riu Scorpius apontando para um carro alegórico, onde Vince dançava ao lado de um monte de homens seminus, que usavam apenas sunga e gravata.

—EU AMO SER GAAAAAAY!!!! – gritou ele lá de cima.

Todo mundo começou a gargalhar e Draconis foi comprar mais bebida com um homem que tinha uma grande caixa azul, cheia de garrafas.

—Mano... isso aqui é ótimo. – riu Rose – Eu nunca imaginei que viria tanta gente.

—Como tem gay no mundo. Caramba. – riu Scorpius.

—Seu pai sabe que você está aqui? – perguntou Albus.

—Ele jura que eu estou no meu quarto. – riu Scorpius – Não, Lyra. Larga essa garrafa de cerveja.

—Meu Merlin. Só um golinho! – ralhou ela.

—Não. Nada disso. – ralhou ele – E você tem que beber mais água.

—Por que você não está bebendo? – perguntou Loto – Não é você quem está grávido. – riu ele.

—Eu estou sendo solidário. Você deveria ser também, Albus. Largue essa garrafa de cerveja. – ralhou Scorpius.

Albus o olhou emburrado, mas entregou a garrafa para Draconis, que a bebeu de uma vez.

—Bebida trouxa é uma merda... mas te deixa louco muito rápido. – riu ele.

Depois de muito andarem, chegaram num lugar para o evento do casamento coletivo.

—É uma tradição comemorar quando o casamento homoafetivo foi legalizado na Inglaterra... pelos trouxas, pelo menos. – explicou Rose.

—Eles vão se casar aqui? – perguntou Loto, surpreso e alto demais. Um grupinho que passava respondeu.

—Sim. E tem muita gente que pede o companheiro em casamento aqui. – disse uma mulher, extremamente sorridente.

—É mesmo? – perguntou ele.

—Amor. Você quer casar comigo? – perguntou Navi puxando Les pela cintura.

—Claro, amor. – riu Lessa, mas logo se virando para falar com Lyra.

—Eu falo sério. – ralhou Navi.

Les o olhou e sorriu.

—Eu também. – riu ela.

Navi sorriu e cutucou Draconis, que tirou uma caixinha da bolsa da prada que ele usava. E as brincadeiras cessaram. Les olhou em choque para Navi, que mesmo de vestido longo, ficou de joelhos. Ele tirou a peruca e olhou meio acanhado para Les, abrindo a caixinha e mostrando um anel de brilhantes pra ela.

—Eu realmente falo sério, Les... casa comigo?

—Isso estava nos esquemas? – perguntou Cerce, boquiaberta.

—Ninguém me contou. – respondeu Dido, em choque.

—Navi... isso é de verdade ou é uma joia de brinquedo? – perguntou Les, perdendo todo o jeito travesso. Lyra fungou começando a chorar no ombro de Scorpius, praguejando sobre hormônios. Vários casais passavam pela mesma situação aqui e ali.

—É de verdade, sua boba. Casa comigo. Eu espero você terminar a escola, mas eu quero um anel bem grande nesse seu dedo pra você não se esquecer que somos feitos um para o outro e não deixar ninguém te roubar de mim. – riu Navi. Lessa escondeu a boca com as mãos, parecendo prestes a cair no choro – Eu sou apenas um Fodendo Lestrange, com um vestido prateado, que pertenceu à minha avó, completamente maquiado, te pedindo pra você dizer um sim... será que dá pra ser?

—SIM! – gritou Les se jogando em cima de Navi, com os dois caindo no chão. Ela o beijou várias vezes, emocionada e os dois se levantaram, pra Navi colocar o anel no dedo dela.

—Não pode mais mudar de ideia, futura Sra. Lestrange. – riu Navi e Les negou com o rosto, para beijá-lo de novo.

—Que lindo. – riu Loto, parecendo emocionado.

—Oh, amor... você tá chorando? – riu Draconis abraçando ele.

—Não, pô... é esse cílio falso que tá irritando o meu olho. – resmungou Loto numa mentira deslavada – Vou logo avisar que eu quero que você me peça em casamento desse jeito, ouviu?

—De vestido? – perguntou Draconis com um sorrisinho e Loto revirou os olhos – Isso pode levar alguns anos, heim? – riu Draconis.

—Tudo bem. Desde que a gente termine casado e adotando a Alexia. – disse Loto secando uma lágrima que descia pelo rosto dele. Draconis deu uma risadinha e beijou o namorado na bochecha.

Eu sempre soube que eles tinham nascido um para o outro. – riu Rose suspirando e olhando para Navi e Les.

Dido suspirou e olhou para eles também, que se beijavam apaixonadamente ali perto, como se fossem as duas únicas pessoas no mundo. Sentiu um pouco de inveja da colega, mas sorriu assim mesmo. Queria que Navi fosse feliz. Mesmo que fosse ao lado de outra pessoa. Era apaixonadinha por ele desde criança, mas nunca tinha nem mesmo tentado ser alguém na vida dele. E ele nunca tinha mostrado interesse em algo especial além de amizade para com ela.

Então olhou os dois, desejando de coração que fossem sempre felizes.

Desviou o olhar e viu um homem encapuzado perto da calçada, enquanto vários casais se beijavam e se preparavam para o casamento coletivo. Piscou olhando para ele e notou que Rose olhava preocupada para outro lugar. Olhou na direção e viu outro homem encapuzado, este segurando uma varinha. As duas irmãs se entreolharam, enquanto Draconis girava Loto no ar, Navi beijava Lessa, Scorpius abraçava Lyra, protetoramente, ambos sorrindo pelo momento. Cerce beijava Albus, que parecia finalmente menos tenso, na bochecha, enquanto ele sorria contente. Vince ainda estava no carro alegórico, dançando e se divertindo.

O olhar de Rose parecia tão preocupado quanto o dela. As duas pegaram a varinha ao mesmo tempo, cada uma escolhendo alguém para se aproximar. Os dois homens brandiram varinhas. Rose pulou em cima de Lyra, provavelmente porque ela estava grávida, e Dido pulou em Cerce.

—CUIDADO! – gritaram as duas.

Fizeram um feitiço escudo, mas tudo explodiu ao redor delas. Sentiu sua varinha tremer em sua mão, tentando segurar a potência da explosão. Tinha a sensação de que se não cedesse, sua varinha partiria ao meio. Estava abraçada com Cerce, que gritava assustada, mas Albus sacou a varinha com velocidade e fez outro feitiço escudo. Scorpius o imitou e logo tudo ao redor deles foi tomado pelo fogo.

Se perguntou se Navi, Les, Draconis, Loto e Vince teriam dado conta de se proteger. Apertou a irmã, que sacou a varinha para ajudá-los com os escudos, pois o fogo e o barulho de choro e gritos não tinha cessado. Formavam um círculo, onde Lyra estava no meio, agarrada ao braço de Scorpius. Todo o resto era fogo. Pareciam estar no inferno.

—No três, nós aparatamos pra casa, ok? – perguntou Rose.

—Mas e os outros? – perguntou Cerce.

—Eu vou voltar pelos outros. Confiem em mim. – pediu ela. Concordaram com um aceno conjunto de cabeça – Um, dois, três...

Aparataram. Todos na casa de Draconis, onde suas coisas de maquiagem e as perucas ainda estavam em cima da mesa.

—Lyra, você está bem, Lyra? – perguntou Scorpius a abraçando, tremendo de susto.

—Estou. Acho que estou. – disse ela segurando a barriga – Mas eu acho que vou vomitar. Minha barriga está estranha.

—Vem. – ele pegou a garota no colo e saiu com ela para o banheiro.

—Cerce. Você está bem? – perguntou Albus.

—E-estou...

—Eu vou ajudar a Lyra, ok? Ela está mais sensível do que todo mundo. – explicou ele. Cerce concordou, trêmula.

—Vai lá. Cuida dela. – disse Cerce – Rose, por favor, busca o Draconis. – disse ela.

—Eu vou com você. – disse Dido, decidida. Rose a olhou e concordou com um aceno de cabeça.

—Vamos. Vem comigo. – Rose a segurou no pulso e as duas aparataram juntas, de volta para a parada. Era um cenário de guerra. Aurores duelando contra outras pessoas. Reconheceu o irmão de Les entre eles, Reno Young. Piscou confusa, porque ele não deveria estar ali. Ele deveria estar servindo... Rose conjurou roupas em si mesma, verde claro com um pentagrama, o símbolo dos curandeiros. Depois ela fez o mesmo na irmã – Vem comigo. Tenta andar abaixada. Precisamos procurar o Draconis.

—E o Navi! Temos que achar o Navi. – disse desesperada. Rose concordou e as duas continuaram andando. Várias pessoas pediam ajuda, mas Rose parecia empenhada em procurar alguém em específico. – Olha! O Navi! – disse apontando para um cara de vestido prateado, deitado no chão. Correram até ele e viram que tanto ele quanto Les estavam desmaiados, mas Navi tinha grandes queimaduras nos braços. Les estava embaixo dele e fora protegida pelo corpo dele.

Rose tirou Navi de cima da garota e começou a cuidar dos ferimentos dele. Ela conjurou uma bolsa e começou a jogar uma poção atrás da outra nele.

—Dido. Episkey na Les. Você já aprendeu esse, não aprendeu? – perguntou Rose, completamente concentrada.

—Já. Já sim. – murmurou Dido segurando a varinha e apontando para o coração da colega – Episkey. – sussurrou – Episkey... – murmurou novamente. Les respirou fundo e se mexeu, mas logo voltou a desmaiar – Ela vai ficar bem. – disse assustada.

—Vamos levar o Navi daqui. Você leva a Les, ok? – perguntou Rose. Dido concordou e logo as duas aparataram. Cerce as esperava em casa.

—Navi, Les! – disse ela.

—Cerce. Você tem que passar esses dois cremes no Navi. Fique usando episkey no peito da Les. Dido, me ajuda. – disse Rose, com autoridade.

—Ok. – disse simplesmente, dando as mãos para ela e voltando para o campo de batalha.

Correram desviando dos feitiços, enquanto alguns trouxas se escondiam da melhor maneira possível nos escombros. Encontraram Vince e Loto arrastando Draconis, que sangrava bastante, para trás de um dos carros alegóricos, que tinha virado de lado. Correram até os dois, em choque.

—Minha varinha quebrou. – resmungou Loto, que estava levemente chamuscado – O que raios está acontecendo?

—Eu não sei. Mas precisamos sair daqui. – disse Vince. Loto concordou e todos se seguraram, prestes a aparatar, quando um dos homens encapuzados surgiu. Apontou a varinha para ele, assim como Rose, mas ele olhou para trás delas.

—Loto? O que raios você tá fazendo aqui? – perguntou o homem

—Pai? – perguntou Loto, antes de corar – AH, eu não vou nem perder meu tempo te explicando. – rosnou ele – O que raios VOCÊ tá fazendo aqui? – perguntou ele.

O homem tirou a máscara e olhou para Rose, que usava seu uniforme de aprendiz de curandeira. Depois ele olhou para trás e suspirou.

—Sumam. Fujam daqui. Depressa. – pediu ele com urgência.

Loto concordou e Rose e Dido aparataram com eles para casa.

—Oh, ainda bem. Vocês estão todos bem? – perguntou Cerce.

—Deixa eu ver como está o Draconis. – choramingou Rose e Dido se ajoelhou ao lado do irmão, preocupada.

—Gente. Precisamos ir para o Mungus. – disse Albus, assustado.

—O que houve? – perguntou Rose.

—Lyra está sangrando... por um lugar que não deveria estar sangrando, se ela está grávida. – murmurou Albus.

—Oh, Merlin. – rosnou Rose olhando para Draconis – Loto, você sabe feitiços de cura?

—Sim. Sei. Vai lá. – respondeu ele pegando a varinha de Vince para tentar ajudar Draconis, enquanto Rose se levantava correndo para ir ver Lyra.

—Gente... o que raios foi aquilo? – perguntou Cerce ainda passando o creme nos braços queimados de Navi.

—O Ministério fazendo algum tipo de limpeza. – rosnou Loto.

—Mais do que isso. – murmurou Vince – Eles estavam pegando pessoas. Trouxas. – disse ele, assustado – Eles pegavam pessoas que fizessem umas esferas reagirem, mudando de cor... de preto pra amarelo, eu acho.

—O que raios significa isso? – perguntou Cerce.

—Não sei... mas coisa boa não é. – murmurou Vince, sombriamente.

Notas finais
Navi vai se casaaaaaar, Navi vai se casaaaaar! SURPRESAAAAA!!!! =D Soto: Eles num iam terminar? Tia Vênus: SURPREEEEESA!!! Was a trap, Bino. HSuahsuahsausha Muito bem... vamos ao próximo capítulo, que é o mais diferente da fic! Ele se passa na mente da Alhena^^ E é baseado em Alice no País das Maravilhas. "Olhou para frente e viu uma imensa floresta, mas antes dela, havia um enorme cogumelo. Tão grande que seria possível subir nele. De fato, havia alguém no cogumelo, fumando um aparelho estranho, que soltava bolhas ou fumaças coloridas, vez ou outra. Era um homem, num saco de dormir, que o deixava parecido com uma enorme lagarta. Ele era moreno, com os olhos castanhos e um sorrisinho travesso. Os cabelos curtos e castanhos e as sobrancelhas largas. —Você chorou bastante, não é? Deve ter sido, pra ter enchido todo esse lago... – riu ele antes de sugar da mangueira do aparelho. Depois ele soprou um monte de fumaça roxa. A garota engoliu em seco e se virou para encarar o lago. —Esse lago foi feito das minhas lágrimas? —De todas as lágrimas do seu coração. – concordou o homem." Espero que tenham gostado e que comentem bastante!!! Beijos^^