Legado Lestrange II - Legacy
25 Let's Do a Three Way
Notas iniciais

Capítulo 25
Estava tirando a camisa para tomar banho. Navi estava pelado, de frente ao espelho, penteando os cabelos. Sempre achou que ele ficaria desconfortável de ficar pelado na sua frente depois que assumiu que tinha interesses em garotos também, mas a verdade era que seu relacionamento com o primo ficou basicamente o mesmo. Ele só não fazia mais piadinhas sobre homossexualismo, nada mais.
Deu de ombros, tirando a bermuda e Vince entrou no banheiro para tomar banho também.
—Caralho... estou moído. – resmungou ele. Navi sorriu, dando de ombros e foi escovar os dentes. Vince passou por ele sem nem olhar para o lado e Draconis se perguntou se ele não tinha curiosidade sobre o corpo de Navi – A aula de DCAT foi puxada hoje, não foi? – perguntou ele tirando a camisa também. Draconis o olhou de canto de olho. O peito forte e a barriga um pouco fora de forma. Mas mesmo assim tinha começado a achá-lo mais bonito do que antigamente. Sorriu para ele e Vince sorriu de volta. Ficou corado e tirou a calça, respirando fundo, sem querer pensar em nada constrangedor. Tinha prometido pra si mesmo que não faria mais aquilo na escola.
—Madame Turner parece que está com o capeta no corpo. – resmungou Navi flexionando os músculos na frente do espelho.
—Pare com isso, Navi. Está me envergonhando. – riu Draconis, tirando a cueca. Navi se virou para ele e flexionou os braços fortes, exibindo os músculos.
—Morra de inveja, priminho. – riu Navi. Draconis riu, balançando a cabeça e entrou no boxe. Vince estava pegando uma loção para fazer a barba. Ele era o único deles que tinha barba – Eu sou tão lindo. Dá até preguiça.
—Nhe... – riu Vince entrando em outro boxe. Por um momento Draconis quis que ele entrasse no seu, mas ficou calado.
—Como assim, “nhe”? – ralhou Navi, indignado – Eu SOU lindo... fala sério, olha pra mim.
—Nhe... – repetiu Vince – Mas você é mais bonito que eu. – adicionou ele. Draconis abriu o chuveiro e escutou Vince fazer o mesmo no outro boxe – Não que isso seja algo digno de mérito.
—Você não é feio. – riu Draconis.
—Só não é lindo que nem eu e o Drac... sabe como é... o gene Lestrange nos obriga a sermos lindos. Mas eu sou mais lindo. – disse Navi – Bônus por carregar o sobrenome.
—Drac é mais bonito que você. Você só é mais carismático. – riu Vince.
—Fala isso só porque vocês dois tiveram um casinho. – riu Navi.
—Não é. Pergunta pras meninas. O Drac tem a carinha do Justin Bieber, jeito de bad boy e ainda não tem a sua reputação de destruidor de corações. – riu Vince.
—Bem... mas eu... – Navi se calou e deu de ombros – Vocês sabiam que as meninas super curtem esse negócio de ser bissexual? Eu estou chocado, completamente chocado. – disse ele. Draconis deu uma risadinha – Carmen Casañas, aquela gostosa da Lufa-Lufa, que eu estou tentando comer há séculos veio me perguntar se o Draconis curte garotas ou só garotos! E se ele curtisse garotas... – Draconis abriu o boxe do banheiro, em choque. Casañas era uma das garotas mais gostosas do colégio, sem falar que era mais velha. Ele olhou em choque para o primo – pra avisar que ele poderia chamá-la pra ir em Hogsmeade com ela.
—Oh, você completamente deveria ir, Drac. – disse Vince. Draconis notou que Vince também tinha colocado a cabeça pra fora do boxe – Ela é a garota mais popular da escola. Ninguém nunca mais seria louco de mexer com você...
—Com certeza eu vou chamar aquela guria pra sair. Ela é uma deusa! – disse sorrindo.
Navi soltou um suspiro e se levantou. E ele ainda estava pelado, por que raios ele tinha que ser um nudista? Não olhou para as partes dele (era uma regra do Bro Code), mas era esquisito assim mesmo.
—Bem, minha missão aqui está feita. Eu vou pra minha cama, fazer a tarefa de poções. Mas antes disso... eu estou apaixonado.
—Eu não acredito em você! – ralhou Vince – De novo? Me diz que ainda é a Dominique Weasley. Ela é uma musa. Uma deusa.
—Nhe... cansei dela.
—Você transou com ela ontem! – disse Vince. Draconis riu, pois já tinha se acostumado com o jeito completamente nojento e canalha de Navi.
—Eu sei... mas agora eu estou apaixonado pela Mirelle Cartange.
—Você não presta. – concluiu Vince.
—Nop. Agora licença. Tenho uma lição de poções pra fazer. – riu Navi.
—Pode copiar a minha. – disse Draconis – É só deixar a sua de Transfiguração em cima da minha cama.
—Valeu, primo. Você é o melhor.
—Eu sei! – disse já bem alto, afinal Navi já estava praticamente fora do banheiro. Estava para voltar para o seu boxe, quando olhou para Vince. Ele lhe deu um sorrisinho.
—Posso tomar banho ai? – perguntou ele. Draconis suspirou.
—Não deveríamos fazer isso na escola. – murmurou olhando para a porta.
—Eu sei... – riu Vince. Draconis suspirou, excitado e olhou para o amigo.
—Vem. – disse o puxando pelo pulso. Vince veio quase correndo e, mal entrou no boxe, o beijou. Draconis suspirou no beijo dele e o abraçou ao redor do pescoço – Como você me convence a fazer isso?
—Eu só perguntei uma vez. Você que está louco pra aprontar. – riu Vince o empurrando contra a parede.
Sentiu o corpo nu do amigo o prensar e sorriu praticamente entre os lábios dele. Ficaram se beijando debaixo do chuveiro por um bom tempo. Sentiu as mãos do colega passearem por seu corpo e irem para seu membro, que já estava rijo e carente de atenção. Soltou um gemido ao ser masturbado e masturbou Vince de volta. Vince gozou primeiro e Draconis deu uma risadinha. Vince ficou de joelhos e o chupou um pouco.
—Nós... vamos pra cama hoje a noite? Depois que o Navi dormir? – perguntou louco de tesão. Vince o olhou de maneira sugestiva.
—Pensei que não faríamos isso na escola.
—Você está me pagando um boquete, cacete. Eu não estou pensando direito. – ralhou ainda que estivesse sorrindo. Vince voltou a chupá-lo de maneira deliciosa e quando estava para gozar, ele colocou o dedo em seu ânus. Quase gritou de prazer, com as duas sensações combinadas. Mesmo que não tivesse gritado, o gemido tinha saído um tanto alto demais. Sorriu sem jeito, excitado por Vince ter engolido seu gozo – Como faz isso tão bem? – perguntou sorrindo.
Vince se levantou e riu, limpando o canto da boca.
—Eu sei lá. – riu ele – Eu faço o que gostaria que fizessem em mim. – ele entrou embaixo do chuveiro e deixou que a água caísse em seus cabelos escuros – E então... sobre irmos pra cama? Agora que não me tem de joelhos...
—Eu... eu acho que é uma péssima ideia... mas eu topo assim mesmo. – riu Draconis pegando o sabonete para se limpar.
—Ok... mas... – Vince lhe deu um sorrisinho – Dessa vez você me come, ok?
—Ok... mas eu nunca fiz isso antes.
—O mais difícil você já fez, relaxa. – riu Vince. Draconis sorriu e deu de ombros.
—Ok.
—E amanhã, você vai chamar a Casañas pra sair, ok? – perguntou Vince – Por todos os enrustidos de Hogwarts.
—Eu gosto de garotas também, Vince.
O garoto fez uma careta.
—Eu amo as garotas. Eu as acho maravilhosas, lindas, sensuais, mágicas... mas eu gosto é de piroca... que droga. – riu ele. Draconis riu também e abraçou o colega embaixo do chuveiro.
—Te adoro, cara.
Sentiu os braços fortes do amigo o abraçarem também.
—Eu também te adoro. Mas não pense que eu estou apaixonado por você, viu? A gente não daria certo.
—Por que não? – perguntou Draconis o olhando com as sobrancelhas arqueadas.
—Por que você gosta de uma garota, lembra? – riu ele.
—Ah... é mesmo. – riu Draconis, pensando na meia irmã – Mas não vai acontecer, cara.
—Por que?
—Porque não. – riu o loiro tirando o sabão do corpo, durante o banho. Vince pegou o sabonete para se limpar também.
—Você é complicado demais, cara. – riu ele.
—Eu sei. É só por isso que gosta de mim... e também porque minha bundinha é linda.
—Sem argumentos quanto a isso. – riu Vince e os dois caíram na gargalhada.
*
Rabastan soltou um muxoxo. Estava olhando para sua máscara de comensal de morte com alguma nostalgia. Céus, sentia falta dos duelos. Da adrenalina da guerra. Até dos gritos e do sangue... fazia com que se sentisse vivo. Mesmo que tivesse medo de não voltar pra casa e ver o rosto de Emily, ou de não ver mais Alhena, Rasalas, Rigel e Polaris... Soltou um suspiro e mirou a esposa, que terminava um bordado, sentada na poltrona. Os cabelos brancos presos num coque, as rugas da idade por todo seu rosto. Mas os lábios ainda estavam vermelhos, pintados por um batom, como sempre.
—Nosso neto é um maricas. – disse suspirando – Mas foi divertido ir ameaçar aqueles idiotas por conta dele...
—Céus, Rabastan... cale a boca. Isso é coisa que se diga?
—Eu amo o meu neto... mas ele é um maricas. – riu Rabastan dando de ombros – Qual é a graça de se ficar velho se eu não posso falar essas coisas? Ele é um maricas e eu vou encher o saco dele... mas se alguém mexer com ele... – Rabastan olhou para a esposa e colocou a máscara de comensal – Vai se borrar de medo. Uuuuuuh – murmurou ele mexendo as mãos.
Emily deu um sorrisinho e deu de ombros.
—Eu te amo, querido.
**
—Céus, Vince. Você é... oh... – gemeu Draconis jogando a cabeça para trás, gozando na boca do seu amigo. Vince se sentou no sofá, ao seu lado. Estavam seguros na sala secreta atrás do espelho – Como me convence a fazer isso de novo e de novo? – perguntou indignado, se guardando novamente dentro da calça.
—Você não resiste ao meu charminho. – riu Vince pegando uma bala de menta e colocando na boca, o olhando com divertimento – Como foi o encontro com a Muchacha? – perguntou ele se referindo a Casañas.
—Foi massa. Ela é bem legal. – disse dando de ombros – Ela falou que achou terrível o que fizeram com a gente, naquele dia em que fomos parar na Ala...
—Sei. – murmurou ele – Mas eu quero os detalhes pervertidos, sabe?
—Eu não tenho detalhes pervertidos... ainda. – riu Draconis – Foi um encontro comportado... só você consegue me tirar das calças facilmente... – o olhou indignado – Você me transformou numa vadia!
—Minha vadia?
—Não sonhe tão alto, meu bem. – brincou o empurrando de leve. Depois se levantou, procurando a própria camisa – Draconis Burke não pertence a ninguém.
Se abaixou para pegar a própria camisa, quando a porta se abriu de uma vez. Olhou levemente assustado, com medo de que tivessem descoberto seu lugar secreto, mas era apenas Lyra, num pega furioso com Lessa Young. A eterna crush do Navi, por mais que ele falasse que não gostava mais dela.
—Eu vou te chupar intei... DRACONIS! – gritou Lyra, corando até o último fio de cabelo.
—Não se precisa se incomodar. Somos todos gays aqui. – riu Vince – Essa sala secreta é tipo um santuário homossexual, onde podemos...
—Vince, cala a boca. – riu Draconis.
—Então vocês são MESMO um casal? – riu Lessa.
—Não. A gente só fode esporadicamente. – riu Vince – Somos meio promíscuos.
-São que nem a gente, então. – riu Lyra dando de ombros e puxando Lessa pela mão. As duas se sentaram ao lado de Vince e Lyra se virou para Draconis – Eu sempre quis perguntar. Qual de vocês... bem... é o passivo?
—A gente reveza. – respondeu Draconis, sem se preocupar em mentir. Não pra Lyra. Ele acendeu um cigarro com a ponta da varinha e com um aceno fez a vitrola começar a tocar uma música do One Direction – E vocês? Qual das duas usa uma cinta pau?
—Quem precisa disso? – riu Lyra – Eu faço Lessa ir à loucura só com a língua.
Lessa riu para ela e se levantou indo até Draconis, para lhe roubar um cigarro.
—Só porque eu te ensinei, não é meu bem? – riu ela. Depois ela olhou para Draconis, que acendeu o cigarro dela. Lessa tragou o olhando com aqueles grandes olhos verdes, cheios de segundas intenções. Ele sorriu para ela, se perguntando se ela gostaria de uma aventurinha também. Não se importaria nenhum pouco, afinal... Navi dizia que não sentia nada por ela – Ela tinha nojinho, acredita?
—Eu te entendo, amiga. – riu Vince – Aquele negócio, cheio de pregas e baba... eco.
—Você gosta, Drac? Ou só curte meninos? – perguntou Lessa.
—Eu sou bi. Eu adoro garotas. – riu ele. Ela piscou para ele, sorrindo.
—Eu prefiro garotas, mas já que a Lyra não me assume, eu abriria uma exceção pra você. – disse ela soprando a fumaça em seu rosto. Draconis sorriu e tragou o próprio cigarro, sem se importar – Gosta de cair de boca?
—Não se entra em campo sem beijar o gramado, não é? – perguntou ele. Seu pai tinha lhe dito aquilo uma vez, mas ele nunca tinha... hum... beijado o gramado – Eu estou aberto a novas experiências. Sinceramente nunca caí de boca. Não em uma garota.
—Já ensinei sua prima, posso te ensinar também. – riu ela. Então ela se virou para o lado e viu as garrafas de hidromel – Posso?
—Com certeza. – riu Draconis. Ele olhou para Vince, que sorriu – Pera... – franziu a testa – Beber ou me ensinar?
—Os dois.
—Ok, pode sim. – riu de maneira canalha.
—Bem... eu acho que vou voltar pro Salão Comunal e vou deixar vocês aqui. Afinal... por mais lindas e maravilhosas que vocês sejam... iiiiiu, que nojinho... – riu Vince. Lyra e Lessa riram e Lyra se levantou para abraçar Vince.
—Já beijou uma garota?
—Já. – riu ele.
—E não gostou?
—Beijar é de boa. O problema é que... bem... o que eu quero, vocês não podem oferecer. – riu Vince – Mas Draconis tem... e olha... – ele colocou as mãos a uma generosa distância uma da outra – E muito...
—É desse tamanho, Drac? – perguntou Lessa, o olhando marota.
—É beeeem grande. – riu Lyra.
—E é agora que eu me despeço. Até mais. Bom sexo selvagem pra vocês. – riu Vince, saindo pela porta, mas logo ele voltou – E não se esqueça do chá de lua, viu, queridinhos... nada de pimpolhos correndo por ai.
—Sai daqui, Vince. – riu Draconis – E eu sei usar um feitiço pra me deixar seguro.
—Como assim? – perguntou Lyra.
—Meu pai teve que aprender. Minha mãe é resistente à chá de lua... – ele deu uma risadinha, tragando o próprio cigarro – Por isso tenho uma penca de irmãos.
Vince riu alto e saiu, fechando a porta. Draconis sacudiu a varinha, colocando outra música. Pony, do Ginuwine. Depois caminhou até o sofá e se sentou.
Lessa bebeu uma boa quantidade de hidromel, num gole só e então o entregou para Lyra, que bebeu também. Draconis brandiu a varinha e uma garrafa de Salamandra de Fogo veio flutuando até ele. Deu um belo gole nela, olhando Lyra e Lessa. Lyra pegou o cigarro de Lessa e o tragou de leve, mas logo o devolveu. Lessa apagou o cigarro na parede e puxou Lyra para um beijo fogoso. Sorriu achando aquilo muito sexy e ficou assistindo, bebendo e fumando. Aproveitou que elas estavam ocupadas para lançar o feitiço anti-fertilidade em si mesmo.
Então as duas o olharam com sorrisos safados. Lessa veio caminhando até ele e se sentou de um lado. Lyra se sentou do outro.
—Sabia que foi ele quem tirou a minha virgindade? – perguntou Lyra alisando sua barriga – E eu tirei a dele. Ele era um donzelo.
—Que gracinha. – riu Lessa. Ele sorriu e a olhou de maneira sugestiva.
—Vai ficar só me elogiando ou vai vir me beijar?
—Oras, vem você, me beijar, folgado. – riu ela.
Draconis deu seu sorriso mais canalha e se ele pudesse escutar os pensamentos de Lyra, escutaria que ele tinha ficado a cara do tio Draco. Mas ele não podia ouvir os pensamentos dela. Então ele se curvou e beijou Lessa.
Estava se sentindo o maior cachorrão.
Tinha beijado Casañas.
Tinha ganhado um boquete de Vince...
E sabe-se lá o que ganharia de Lyra e Lessa... será que conquistaria o sonhado cinturão? Por transar com duas garotas? Aquilo era algo tão esperado do Navi... na maioria do tempo, era um garoto comportado, por mais que as pessoas dissessem que ele tinha jeitão de bad boy...
Mas bem, ele estava beijando Lessa. Só que sentiu uma mão em seu rosto, o puxando. Se deixou levar e logo sentiu os lábios de Lyra contra os seus. Puxou a prima pela cintura, a puxando para seu colo e a beijou fogoso. Mas logo ela escorregou de seu colo e deu um beijo nada comportado em Lessa.
Sorriu com a visão e deu mais um gole em sua bebida.
Lyra se levantou e puxou Lessa com ela.
—Então... você gosta de garotas, não é? – perguntou Lessa ficando atrás de Lyra e a apertando nos seios. Draconis sorriu, achando a visão extremamente sexy.
—Como não gostar de garotas? – perguntou sentindo a calça apertar. Abriu o zíper e se permitiu ficar livre. Depois olhou sugestivo para as garotas.
—E o que gosta nas garotas? – perguntou Lessa escorregando uma mão para dentro da saia de Lyra, que jogou a cabeça para trás, soltando um gemido. Podia ver uma mão de Lessa massageando o seio de Lyra, provavelmente beliscando de leve os mamilos dela. Mas a outra mão parecia estar dentro da calcinha dela, a acariciando de maneira ainda mais indecente.
—Vocês são tão lindas. – disse sorrindo – A pele lisinha, macia... essas curvas que vocês têm... dá vontade de apertar e sentir cada pedacinho de vocês... sem falar... – ele se levantou e colocou o dedo no queixo da prima, fazendo com que ela o olhasse – Vocês têm um cheiro gostoso também. – sussurrou ele antes de mordiscar a orelha dela – Vocês são sensuais sem nem mesmo tentar... é só ver vocês andando que minha mente se distrai completamente... – ele puxou Lyra contra si, pressionando os quadris contra ela. Então a fez se virar. Lyra esfregou a bunda contra seus quadris e ele achou que ficaria maluco. Olhou para Lessa e para seus olhos verdes e sorriu – E a voz gemida de vocês... céus... como eu adoro ouvir a voz gemida de vocês...
—Então me faz gemer, Burke. – riu Lessa.
Largou Lyra e puxou Lessa para beijá-la com absoluto desejo. A beijou e a apertou na bunda. Ele tinha uma boa tara por bundas e começou a se perguntar quanto disso era culpa de Vince. Lessa o empurrou de leve, o levando para o sofá. Caiu sentado e gemeu excitado quando a garota sentou em seu colo. A beijou fogoso e cheio de desejo, quando sentiu os lábios de sua prima em seu pescoço. Virou o rosto e a beijou também.
Lessa começou a abrir a blusa e Lyra a imitou. As duas voltaram a se beijar, cada uma de um lado seu. E então as duas começaram a beijar seu pescoço. As línguas dela desceram por seu peito e rodearam cada uma um mamilo. Aquilo o excitou de maneira que não poderia descrever, mas foi tudo ficando mais intenso a medida que as línguas nada comportadas delas desciam por sua barriga.
Lyra e Lessa empurraram sua calça para longe e o tiraram de dentro da cueca.
—Uau. Ele é grande mesmo. – riu Lessa. Draconis riu, convencido e colocou as mãos atrás da cabeça, com aquele sorrisinho que o deixava a cara de tio Draco – Grande e grosso...
—Olhe pra ele, Les... não podemos ficar elogiando demais, ou ele vai ficar se achando. – riu Lyra. As duas deram risadinhas e então se beijaram mais uma vez, apesar de Lessa ainda o segurar firmemente com a mão.
E então elas desceram as bocas para ele. Viu as duas lindas garotas lamberem seu membro, com as línguas se encontrando vez ou outra. Gemeu de satisfação e teve certeza de que nunca na vida teria um momento tão absurdamente sexy como aquele.
As duas continuaram naquela brincadeira, se beijando e o lambendo de maneira completamente indecente. Quase não piscava, sem querer perder um segundo que fosse daquele momento. Lyra tirou a calcinha e Lessa também. Ficaram apenas de sutiã e saia. Era sexy demais, era insano demais.
Céus...
Então as duas tiraram o sutiã e ele, com as pernas e os pés, foi tirando a calça e a cueca. As duas se sentaram, cada uma em um lado e logo os três estavam naquele beijo revezado.
—Eu não aguento mais... – sussurrou Lyra. Ela então se sentou em seu colo, o guiando com a mão para dentro de si. Draconis gemeu, alucinado e a beijou quase desesperado. Sentiu a língua de Lessa em sua orelha, enquanto Lyra movia os quadris, em seu colo. Iria ficar louco. Aquela era a única alternativa. Enlouquecer.
Virou o rosto e beijou Lessa, mas no meio do beijo soltou um gemido tão rouco que arrancou risadinhas das duas. Lessa empurrou Lyra gentilmente e então se sentou em seu colo. Gemeu com o contato com ela e sorriu ao senti-la se mover com mais vigor.
Céus... o gemido que ela soltou foi tão delicioso de se ouvir... apertou os dois seios dela, achando-os maravilhosos e virou o rosto para beijar Lyra. Suas mãos escorregaram para o quadril de Lessa e ele a forçou para baixo, para frente e para trás. Sentia a garota esfregar-se contra ele e ela gemia de maneira quase dolorosa. Mas poucos minutos depois, Lyra a empurrou lentamente e tomou o lugar da garota. Draconis sorriu já quase alcançando o ápice da excitação. Não queria gozar ainda. Precisava se segurar e aguentar mais um pouco.
Mas Lyra rebolava em seu colo enquanto Lessa o beijava no pescoço. E quando sua prima começou a gemer de maneira mais intensa e alta, ele simplesmente não aguentou. Fechou os olhos e apertou os lábios, torcendo para a ereção continuar ali e não estragar o orgasmo da prima. Para sua felicidade, Lyra continuou se mexendo e gritou enlouquecida. Sentiu a intimidade dela o apertar de leve e ela meio que desmoronou em cima dele, respirando ofegante.
—Tudo bem, Lyra? – perguntou convencido. Lyra se levantou e o olhou risonha, para em seguida lhe dar um tapa na cara. A olhou um tanto surpreso, mas ela sorriu.
—Convencido. – riu ela o segurando com força pelos cabelos, para beijá-lo em seguida. A abraçou ainda cheio de desejo, mas Lyra saiu de cima dele – Está na hora da sua aula?
—Aula? Que aula? – perguntou sem entender. Lyra apontou para o lado e ele olhou para Lessa que estava deitada com as pernas abertas. – Oh, essa aula. Ok. – disse sorrindo. Se deitou sobre ela a beijando no pescoço, depois a beijou nos seios, mordiscando os mamilos cor de ameixa. Desceu com a língua pela barriga dela e então olhou um tanto intimidado para seu próximo alvo – E então, professora?
Lessa sorriu divertida e ele respirou fundo. Ele já tinha pagado um boquete para Vince (só uma vez, não tinha gostado muito), já tinha sido passivo também... aquele desafio não deveria ser assim tão difícil. Beijou as coxas da garota e então passou a língua pela fenda. O gosto era bem diferente do de Vince. Era mais doce e agradável. Colocou a língua mais dentro da pequena fenda, querendo descobrir mais sabores e adorou quando ela se contorceu de prazer. Lyra passou por ele e ficou atrás de Lessa, para beijá-la na boca. Então ele teria a parte de baixo dela só para si.
Abriu um pouco a fenda com os dedos e a lambeu de novo, constatando que realmente tinha gostado do sabor. Foi quando viu um pequeno botãozinho. O que raios seria aquilo? Será que aquele era o tal clitóris? Curioso, o lambeu devagarzinho e Lessa tremeu inteira. Ok. Tenho que dar atenção pra isso aqui. Pensou se divertindo.
O apertou com a língua e Lessa soltou um gemido gostoso na boca de Lyra. Certo, pressionar com a língua é bom... ficou lambendo o clitóris, entendendo que aquilo era bom também. O isolou com os lábios e o sugou levemente, fazendo Lessa gritar. Se assustou, achando que a tinha machucado e entendeu que não deveria fazer aquilo de novo.
—Por que parou!? – rosnou ela, parecendo indignada.
Ok, esquece. Deveria fazer aquilo de novo. Repetiu o ato de sugar e ela gritou de novo. Ok... não parecia difícil... notou que ela começou a escorrer mais. Sorriu achando aquilo bom e, esquecendo o botãozinho por um momento, lambeu o néctar doce que escorria, o engolindo completamente contente. Aquilo era uma delícia. Era tão melhor do que fazer um oral em um garoto... como Vince podia não gostar daquilo? Fala sério!
Estava completamente distraído, lambendo Lessa que quase se assustou quando ela empurrou sua cabeça de leve.
—Está sensível, calma... – sorriu ela. Concordou com a cabeça e olhou para Lyra.
—Eu te machuquei? – perguntou envergonhado. Lessa deu uma gargalhada e negou com a cabeça.
—Quando a gente toca as estrelas, primo, fica sensível. Significa que sua missão foi concluída. – riu Lyra o olhando cheia de travessura.
—Posso fazer em você agora? – perguntou com um sorrisinho. Lyra sorriu e concordou.
—Minha vez, Les... dá um espacinho, ai. – riu Lyra. Lessa sorriu e se levantou, cambaleando, com as pernas bambas. Draconis se sentiu o ser mais foda da face da terra e acompanhou Lessa com o olhar. Ela se sentou num pufe e pegou a garrafa de salamandra de fogo. Depois ela brandiu a varinha e fez o cigarro dele voar até ela.
—Vou pegar um, ok?
—Ok. – respondeu voltando a olhar para a prima. Ela estava deitada, mais ou menos como Lessa estava.
A beijou na virilha e logo caiu de boca na fenda da prima. Logo notou que o sabor era diferente. Lessa era mais doce, enquanto Lyra era mais cítrica. Mas era bom do mesmo jeito. A lambeu por inteiro, gostando do sabor. Lyra gemia baixinho e mexia o quadril lentamente. Abriu a fenda dela com os dedos e logo viu o botãozinho de sua prima. Também era diferente do de Lessa. Ele era um pouquinho maior e mais vermelho.
O empurrou com a língua, levemente e sua prima gemeu baixinho. Passeou a língua por ele, como tinha feito antes, vendo como sua prima reagia com a quantidade de força que colocava na língua.
—Ei... calma. Assim machuca! – ralhou Lyra.
—Desculpe... e assim... machuca? – perguntou antes de sugar o lugar de leve.
Lyra fechou os olhos e quase se sentou ao se contorcer de prazer. Ela abriu a boca, deliciada e negou com o rosto, voltando a se deitar. Draconis sorriu, se divertindo ainda mais e voltou a lamber a prima, mais e mais. No clitóris, nos lábios... enfiou a língua dentro dela, desejando provar mais e mais daquele líquido dela. Foi quando sua língua começou a doer, assim como seu pescoço. Estava cansando e Lyra não gozava. Começou a masturbá-la com os dedos ao mesmo tempo em que brincava com o clitóris, usando a língua. Estava quase desistindo, quando ela começou a dar aqueles gemidos dela. Aqueles urgentes e deliciosos gemidos agudos. Se concentrou em continuar fazendo aquilo, por mais que estivesse com a sensação de que ficaria com torcicolo. E quando sua prima finalmente gozou, ela soltou mais daquele líquido cítrico.
Se ajoelhou na frente dela e a admirou. Ela parecia quase serena ao sorrir.
—Sou um bom aluno?
—Sempre tão dedicado... – riu ela. Draconis riu também e se sentou. Lessa veio até ele e se sentou em seu colo, voltando a cavalgá-lo. Foi sua vez de ir até o céu, perdido em prazer. Lyra ficou assistindo os dois transarem, parecendo admirar o momento. Ele não se importou. Ficou admirando o corpo escultural de Lessa, adorando o modo como os seios dela balançavam. – Eu quero de novo!
—É minha vez! – ralhou Lessa. Draconis sorriu se achando o máximo, mas ficou levemente desapontado quando Lessa saiu de seu colo – Vamos lambê-lo um pouquinho, então. A gente divide, ok?
—Ok. – disse Lyra se ajoelhando ao lado de Lessa.
—Ah, garotas... tem Draconis pra todas. – riu completamente convencido. Como não ficar convencido?
—Está muito metido. – ralhou Lyra.
—Como não ser metido. Já se olharam no espelho? E estão me disputando! – disse risonho. As duas riram para ele e voltaram a lambê-lo com as caras mais safadas da face da terra. – Vocês vão engolir ou vão sair quando eu...
—Eu engulo. – disse Lessa.
—Ok. – riu Draconis. Ficou curtindo o momento, adorando como as bocas delas se encontravam vez ou outra ao lambê-lo. Era sexy demais da conta. Quando o orgasmo começou a vir, minutos depois, ele arfou – Engole... – murmurou puxando a cabeça de Lessa o mais gentilmente que conseguiu, levando em conta o momento. Lessa o colocou na boca e ele sentiu aquele calor o esquentar e percorrer todo seu membro. Gozou na boca dela e sorriu extasiado. Lessa sorriu travessa e abriu a boca, para lhe mostrar o gozo. – Merlin... – murmurou excitado, mas tão excitado, que um pouco mais de gozo saiu de seu membro. Mas ficou ainda mais surreal quando Lessa beijou Lyra, dividindo seu gozo com ela – Vocês... são... perfeitas! – disse completamente louco de tesão – Oh... isso é demais...
As duas riram, com o rosto levemente melado e se sentaram, cada uma de cada lado seu.
—O prazer é todo seu, lindinho. – riu Lessa.
***
Rasalas olhou para Damian, que estava sentado na cama, sendo examinado pelo estranho curandeiro estrangeiro.
—Como se sente, Sr. Burke? – perguntou o homem.
—Melhor do que ontem e pior do que amanhã, espero. – respondeu seu amigo parecendo contente. Alhena estava do lado dele, parecendo imensamente feliz. Rasalas estava muito contente também.
—Damian tem sorte com tratamentos experimentais, não é? – riu Rasalas.
—Eu tenho sorte na vida. – riu Damian segurando a mão de Alhena, que suspirou contente.
—Sr. Burke. Eu vou insistir que fique mais uma semana aqui... – disse o curandeiro olhando para os olhos de Damian, apontando a ponta da varinha para eles. Uma luz brilhou na varinha e Rasalas viu as pupilas do amigo encolherem, reagindo à luz – Então nós vamos começar os testes em relação aos sintomas. Sua garganta desinflamou, seus pulmões estão bem mais limpos, apesar de terem ficado permanentemente fibrosos em algumas partes... sua capacidade pulmonar nunca mais será a mesma, sinto informar...
—Eu posso conviver com isso. – murmurou Damian.
—Sim. Eu espero que sim... – o curandeiro colocou a palma da mão em sua testa – Infelizmente não conseguimos nos livrar da febre... vamos torcer para que o tratamento cuide disso depois... – o curandeiro apertou o pescoço do amigo com os dedos, como se o massageasse – O fungo ainda está crescendo em seu organismo, mas regrediu muito. Seu sistema imunológico está mais fortalecido, mas ainda frágil. O senhor deve evitar sair, ingerir álcool e qualquer tipo de atividade que atinjam seus pulmões está fora de cogitação. Nenhum tipo de cigarro, definitivamente nada. E evite andar pela cidade. Os trouxas poluem muito. Talvez seja uma boa mudar-se para o campo, longe da poluição trouxa.
—Ok. – disse Alhena.
—E mais uma coisa. – disse o curandeiro. Os três o olharam com curiosidade – Tente fazer amor com sua esposa, quando voltar pra casa.
—Não precisa pedir duas vezes. – riu Damian olhando de maneira safada para Alhena, que sorriu da mesma maneira.
—Estou aqui! – ralhou olhando para os dois.
—Francamente, Rasalas! São ordens médicas! – ralhou Damian, com um sorrisinho.
—Ele disse “quando voltar pra casa”. Não agora. – retrucou Rasalas.
—E quando fazer amor com sua esposa... – continuou o curandeiro, muito sério – Não fique por cima. O senhor tem que evitar se esforçar. E caso consigam fazer o ato sexual, não abusem. O senhor não pode...
—Me esforçar demais. – riu Damian – Vai ser um esforço não recuperar o tempo perdido, isso sim... – riu ele. Alhena lhe deu um tapa no braço.
—Amor! Respeita o medi-bruxo! – ralhou ela. Damian deu uma risadinha e Rasalas ficou feliz por ver o amigo tão melhor.
—Mais alguma orientação, doutor? – perguntou Damian.
—Eu sei que está animado, Sr. Burke. Sua melhora foi impressionante. Mas não se esqueça que ainda está muito doente. O fungo pode voltar a ganhar força a qualquer momento. Se isso acontecer, deve voltar ao Mungus IMEDIATAMENTE.
—Sim, senhor.
—Evite esforço demais, evite principalmente estresse. – o curandeiro olhou para Alhena – Ele precisa evitar o estresse a qualquer custo. Nada de más notícias, nada de problemas. Ele precisa de um ambiente calmo, amigável, sereno. Absolutamente sereno.
—Está bem. – riu Alhena apoiando a bochecha no ombro do marido – Eu vou cuidar bem dele, doutor.
—Ela tem experiência nisso. – garantiu Damian – Não é, amor?
—Uhum... – riu ela e os dois tocaram o nariz um do outro de maneira meiga, se olhando apaixonadamente.
—Gente... sério. Eu estou aqui. – brincou Rasalas, fazendo graça.
—Então sai, oras! – ralhou Damian – Eu preciso esperar voltar pra casa para tentar fazer amor com a minha esposa?
—Sim, Sr. Burke.
—E eu preciso mesmo esperar uma semana pra voltar? – perguntou Damian fazendo biquinho.
—Sim, Sr. Burke. – repetiu o curandeiro, achando graça – Eu vou sair para dar mais privacidade a vocês.
O curandeiro não demorou pra sair, deixando os três sozinhos.
—Eu estou tão feliz. – riu Damian abraçando Alhena.
—Eu também... nunca mais quero te ver daquele jeito. – murmurou ela.
—É bom te ter de volta, cara. – riu Rasalas. Damian concordou com um aceno de cabeça.
—É bom estar melhor... poder respirar sem sentir tanta dor. Não precisar de ajuda pra fazer tudo... – Rasalas viu o amigo apertar Alhena no abraço – Poder sentir minha esposinha tão pertinho de mim...
—É... – suspirou Alhena parecendo simplesmente feliz. Rasalas sorriu e se sentou ao lado do amigo, na cama.
—Draconis deu notícia? Pararam de implicar com ele? – perguntou Damian – Ele estava muito triste.
—Ele está bem, sim. – riu Alhena – Todos vão ficar muito surpresos ao verem você tão mais forte, meu amor... Póllux e Castor vão ficar ainda mais felizes por você poder ir na formatura deles.
—Meus mais velhos vão se formar... céus, como o tempo passa rápido... – riu Damian – Parece que foi ontem que os dois estavam engatinhando pela sala.
—O tempo passa rápido mesmo. – disse Rasalas soltando um suspiro, pensando que sua filhinha já estava beijando garotos e fazendo sexo. Fez uma careta e olhou para Damian – Não acredito que você comeu minha irmã e que seu filho comeu minha filha. Isso é um absurdo.
—Supera, Rasalas. – ralhou Damian.
—E seu filho gosta de garotos. Como raios ele transou com a minha filha?
—Ele gosta dos dois, oras! – riu Alhena. Rasalas franziu a testa achando aquilo muito esquisito.
—Ele gosta de putaria.
—Quem não? – riu Damian dando de ombros.
—Vocês aceitaram isso muito bem. – disse Rasalas – Eu não sei se iria ficar tão de boa se descobrisse que o Navi ou o Rabastan jogavam no time errado.
—Draconis não joga no time errado. Não fale desse jeito pejorativo. – ralhou Damian, fechando a cara. E então ele começou a tossir.
—Rasalas! – ralhou Alhena, segurando Damian no peito, enquanto ele tossia, jogando o corpo pra frente.
—EI! Não é errado! Eu sou um machista babaca! Por favor não tosse até morrer por conta de um comentário idiota que eu fiz! – pediu desesperado. Damian deu uma risadinha em meio à tosse e respirou fundo, se recuperando. – Desculpem, ok?
Damian concordou com um aceno de cabeça, mas Alhena ainda parecia zangada.
—Você está bem, meu amor? – perguntou ela.
Damian respirou fundo e franziu a testa.
—Não quero ninguém tirando sarro do Drac, nem fazendo piadinhas... vocês não fazem ideia de como ele estava deprimido no dia em que veio me ver. Ele estava completamente em frangalhos... achou que eu não iria mais gostar dele... – Damian soltou um suspiro – Ele estava desesperado por aceitação... e se alguém tirar onda com ele, vai se ver comi...
—Com o papai. – cortou Alhena. Rasalas olhou para ela, assim como o amigo – Eu contei pro papai. Por que acha que ninguém mais mexeu com Draconis? – ela deu um sorrisinho meio cruel – Papai foi visitar os pais dos coleguinhas dele, para pedir do jeitinho especial dele, para que controlassem seus filhinhos... e funcionou.
Damian deu uma risadinha e Rasalas caiu na gargalhada.
—Não duvido nada que alguém tenha se borrado todo. – riu ele – Eu com certeza vou querer ouvir essa história no próximo jantar em família.
****
Draco estava terminando de colocar as abotoaduras. Ele soltou um suspiro, mirando o retrato de Astoria, em cima de uma escrivaninha e sorriu gentilmente para ela, recebendo outro sorriso de volta.
—Nosso filho terminou o quarto ano... – murmurou – O tempo passa rápido, não é? – perguntou Draco. Astoria apenas o encarou sorrindo. Soltou um suspiro e se olhou no espelho, terminando de prender as abotoaduras. Foi quando sentiu um frio lhe subir a espinha. Se encarou, completamente chocado e espremeu os olhos, se aproximando de seu reflexo. Lá estava ele, perto de sua orelha esquerda. Um fio de cabelo branco – Astoria! Estou ficando velho! – disse completamente horrorizado com aquilo. Arrancou o maldito fio traidor e o olhou completamente indignado – Eu estou ficando velho... – murmurou olhando aquele fio completamente branco, levemente diferente do seu tom loiro platinado. Apenas se alguém prestasse muita atenção notaria a diferença. Talvez, se não fosse tão narcisista e super preocupado com a própria aparência... talvez nem tivesse notado... e se tivesse outros? – Astoria... eu tenho quarenta e um anos... e aqui está meu primeiro fio branco... – murmurou completamente chateado com aquilo.
Rasalas tinha fios brancos, graças à licantropia. Damian também tinha, e não sabia dizer se era hereditário ou graças ao Horklump... e Blair tinha alguns poucos fios brancos próximos às orelhas também...
E agora seu primeiro fio branco tinha aparecido. Estava ali, entre seus dedos, como se seu corpo estivesse fazendo algum tipo de piada de mau gosto.
Suspirou e soltou o fio branco, observando-o cair lentamente até o chão. Depois olhou-se novamente no espelho. Não tinha rugas. Tinha o porte de um homem maduro. Muitos diziam que ele não parecia ter muito mais que trinta e poucos anos... ficou se encarando no espelho e lembrou-se mais uma vez de sua doce esposa. Fechou os olhos, sabendo que se ela estivesse ali, ele teria feito drama por estar ficando velho e ela riria dele e diria que ele estava exagerando. E ele ficaria zangado por ela estar fazendo pouco de algo que o assustava, mas ela diria algo doce e iria beijá-lo, fazendo com que ele se acalmasse e pensasse que não ligava para o fato de estar ficando velho...
Afinal, ainda tinha ela.
Mas ele não a tinha mais.
Ela tinha morrido, longe dele. Ele nem pudera se despedir. E a última coisa que dissera para ela fora uma mentira. Ele disse que iria ao banheiro, mas na verdade só queria se esconder e ficar sozinho, pensando no passado.
E então o destino o castigara por ser tão ingrato. O castigara levanto Astoria embora. Quando acordou depois daquele incidente com a bomba trouxa, estava no Mungus e alguém veio dizer que sua esposa não sobrevivera.
Ele nunca contou sobre Draconis pra ela... nunca teve coragem. Na verdade, só contara para Rasalas, simplesmente porque ele descobrira e não fazia mais sentido esconder... queria saber se teria coragem de contar a verdade para o garoto, ou para Damian... Damian tinha lhe pedido aquilo. Que contasse seu segredo. O que tinha tirado dele.
Balançou a cabeça, sem querer pensar naquilo. Tinha prometido a Rasalas que não contaria, então não contaria. Soltou um suspiro e voltou a pegar o retrato de Astoria, sentindo uma imensa saudade dela.
—Estou indo buscar o nosso filho, meu amor... – murmurou para o retrato. Tinha pegado a mania de falar com os retratos dela. Estava muito sozinho naquela mansão... colocou o retrato em cima da escrivaninha e se preparou para sair.
Minutos depois estava atravessando a passagem mágica que levava até a Plataforma 3/4. Suspirou sentindo saudade de Scorpius e avançou pelas pessoas, sem se importar por algumas ainda o olharem com algum rancor. Já faziam vinte anos desde que tinha sido inocentado... mais de vinte anos... mas as pessoas ainda o olhavam com olhares acusatórios...
E a verdade é que ele ainda não tinha se perdoado pela garotinha... Lisian Martell... a que tinha morrido quando ajudou a trazer os comensais de morte para a escola... quando condenou Dumbledore...
Se repreendeu por ficar se lembrando daquelas coisas. Não traria nada de bom. Apenas ficaria melancólico e isso era a última coisa que gostaria. Queria estar contente e animado, para sair com Scorpius. Talvez o levasse em algum lugar para tomar umas cervejas amanteigadas... talvez o levasse para assistir alguma competição de duelos... ou então, simplesmente iriam até o Beco Diagonal para tomar um sorvete. Qualquer coisa assim.
Só queria um tempo com seu quase único filho... o único que assumiria, pelo menos.
Ficou de pé, esperando o trem vermelho chegar. Os minutos passaram lentamente, até que escutou uma doce voz. Sentiu os pelos de seu braço se arrepiarem por inteiro.
—Olá, Draco.
Se virou, sorridente e viu Alhena ali. Ela sorriu para ele veio lhe dar um beijo na bochecha. A envolveu na cintura com um braço e a beijou na bochecha também, a soltando em seguida, por mais que seu instinto lhe pedisse para fazer o contrário.
—Oi, Lena. Como está?
—Estou ótima. – disse ela com um sorriso feliz – Vamos fazer um jantar lá em casa. Hoje a noite. Nem pense em recusar, ouviu? – perguntou ela. Draco sorriu e concordou com um aceno de cabeça.
—Por que não? – perguntou calmamente.
—Como você está? – perguntou Alhena desfazendo o nó de sua gravata, para arrumá-la de maneira mais bem feita. Sorriu dando de ombros, a olhando nos olhos.
—Eu estou bem... – disse simplesmente.
Escutaram o trem apitar, ao mesmo tempo que levava uma palmadinha no ombro. Se virou e viu Rasalas.
—Ei, cara. Tudo joia? – perguntou Rasalas, com a esposa ao seu lado. Ela segurava a mão do pequeno Rabastan, que olhava com expectativa para o trem.
—Tudo sim. E com você? – perguntou apertando a mão dele.
—Bem. To bem. – riu Rasalas dando de ombros – Oi, maninha.
—Oi, Ras. Oi, Daph. – riu Alhena abraçando a amiga. Draco cumprimentou a cunhada com um aperto de mão também.
Depois se virou. Deixou que os três ficassem conversando. Só queria que Scorpius chegasse logo. O trem finalmente parou e os estudantes começaram a sair, procurando por suas famílias. Ficou parado, com as mãos nos bolsos, olhando para o trem. Logo viu Draconis sair com os irmãos, de mãos dadas com uma lindíssima morena.
Franziu a testa confuso. Ele não deveria estar com um garoto? Não estava mais entendendo coisa alguma. Continuou olhando para a porta e então viu seu filho saindo com Lyra, Albus e outra garota, muito bonita. A garota deu um beijo demorado na bochecha de Lyra e então foi para o outro lado. Lyra e Scorpius vieram juntos, conversando sobre qualquer coisa. Sorriu ao cruzar o olhar do filho e deu alguns passos até ele.
Sentiu o filho o abraçar e o abraçou de volta.
—Fala, velho... – murmurou o garoto.
—Olá, meu filho. Como você está?
—Bem. – murmurou o garoto o soltando – E você?
—Bem. – murmurou de volta.
—Então... eu...
—PADRINHO! – gritou Draconis. Se virou para o garoto, que ainda trazia a morena bonita pela mão. Ele sorriu animado e a puxou de leve – Padrinho, essa é minha namorada. Casañas. Carmen Casañas.
Nunca tinha ouvido falar naquele sobrenome... então deveria ser... nascida trouxa.
Não sabia se sorria ou se puxava a orelha dele.
Isso é problema do Damian. Apenas sorria, Draco. Apenas sorria...
—Olá, senhorita Casañas... é um prazer conhecê-la. Sou Draco Malfoy. – ele beijou a mão da garota, que corou levemente. Depois olhou para o afilhado – Então está namorando. Que legal, Draconis. Aproveite muito e respeite bastante a moça.
Draconis abraçou a garota e concordou com um aceno de cabeça. Um garoto alto passou por eles e bagunçou os cabelos do afilhado. Reconheceu imediatamente o filho mais velho de Greg e sorriu.
—Falou, Drac. Boas férias. Vamos marcar de sair.
—Claro. – riu Draconis socando a mão do amigo, num cumprimento.
—Fala, tio Draco. Quanto tempo! – riu o garoto. Draco o cumprimentou com um aperto de mão – Não quer ir ali falar com o meu pai?
Draco olhou para o lado e viu Greg e Emília, um tanto distantes dali. Deu de ombros e foi para junto deles, deixando Draconis com a família. Mas Scorpius o acompanhou.
Falou por alguns minutos com Greg. Mais do que imaginou que falaria. Já fazia muito tempo que não falava com ele. Acabaram prometendo que se veriam qualquer dia e então voltou pra casa com o filho.
Scorpius largou o malão na sala, de qualquer jeito e sorriu satisfeito, se esticando todo.
—Ei, pai. Tenho uma novidade. – riu o garoto – Mas acho que não vai gostar nenhum pouquinho. – adicionou ele. Draco se virou e o olhou.
—O que?
—Eu estou saindo com uma garota. Mas não é nada oficial ainda. – riu Scorpius. Draco sorriu sem entender como ele poderia não gostar da notícia.
—É mesmo?
—É... eu prometi que iríamos nos ver nas férias... talvez eu a chame pra cá, ou eu tenha que visitar os pais dela primeiro, não sei... mas eu pretendo pedir ela em namoro. – riu Scorpius.
—E quem é a sortuda.
—Essa é a parte que você talvez não goste. – riu ele, travesso.
—Me impressione. – disse completamente disposto a não criar caso se fosse uma mestiça ou nascida trouxa. Precisava deixar aquele insistente preconceito de lado. E sem Astoria para ajudá-lo, aquilo se mostrava bem mais difícil. Mas iria se esforçar pelo filho.
—O nome dela é... Rose Weasley.
Ok. Iria azarar o garoto.
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