Notas iniciais
10 COMENTÁRIOS!!1 UHUUL LEIAM AS NOTAS FINAIS! *surtando*

Capítulo 69

Draco abriu a porta e sorriu timidamente. Alhena estava sentada, olhando a janela, completamente imóvel.

—Ei... bom dia. – murmurou entrando lentamente, vendo se Damian não estava lá. Não queria ficar lá enquanto ele estivesse – Eu trouxe flores. – murmurou se aproximando – Vou deixá-las aqui, ok? – perguntou, mas Alhena nem se moveu. Suspirou e se sentou na poltrona ao lado da cama dela. Soltou outro suspiro e apertou a mão magra da amiga, com carinho – Como está se sentindo essa manhã? – perguntou carinhosamente – Dormiu bem? O medibruxo falou que você dormiu bastante... – murmurou, mas Alhena não se moveu. Apenas ficou olhando a janela – Você sonhou alguma coisa? Eu sonhei com você... que estávamos passeando perto da fonte dos pavões... – disse com um sorriso, afagando a mão dela – Eu sonhei que passeávamos lá... você estava usando aquele vestido branco que você costumava usar... quando a gente era jovem e estúpido, lembra? – perguntou com um sorriso no rosto – E... e eu... – soltou um suspiro – Eu fiquei escutando sua risada no sonho e foi... foi tão bom... – murmurou – Será que... você poderia rir pra mim? – perguntou timidamente. Alhena virou o rosto olhando para a parede, com a cabeça meio de lado, como se fosse pesada demais para o pescoço. O rosto totalmente sem expressão, um dos olhos estava opaco, mas os lábios dela não estavam mais rachados, apesar de estarem ressecados – Vamos... só um sorriso... – pediu calmamente. Mas Alhena não lhe deu atenção – Ok... como quiser... ei... eu não sei se você sabe... mas Scorpius está namorando a filha do Weasley e da Granger... ele me mandou uma carta um dia desses... querendo dar uma joia para ela... – Alhena não respondeu, olhando a parede com o mesmo olhar vago de sempre – Eu mandei uma joia da minha avó... e eu contei pra minha mãe... ela está desesperada. Diz que meu pai deve estar se revirando no túmulo... – riu Draco ainda afagando a mão dela. Soltou um suspiro e beijou a mão dela com carinho e sorriu – Sabe do que eu estava lembrando um dia desses? – perguntou ele – Se lembra de quando... quando a gente tava no sétimo ano e nossos pais queriam nos casar? – perguntou ele rindo um tanto triste – Naquele dia, quando você me mostrou a carta deles... você explodiu uma parede da escola... se lembra? Você era meio maluca, sabia? – riu Draco. Mas riu sozinho, porque Alhena não se moveu – Potter está morando lá em casa, praticamente... a Mansão está cheia de gente... – murmurou entrelaçando os dedos com os dela – Gente que eu nunca imaginei que iria permitir que sequer entrasse lá... o mundo dá voltas, não é mesmo? – perguntou calmamente – Ah, descobriram que Addie estava tomando o lugar da Evelyn... mas ela conseguiu fugir sem se machucar... Só que agora virou uma confusão, porque estão dizendo que Evelyn foi morta por um grupo de desertores. Mas ela não está morta. – Draco soltou um suspiro – Nós agora estamos caçando o Hesse... falando em caçar o Hesse... seu irmão fugiu do Mungus... seu pai acredita que ele vai caçar o cara... você se lembra desse Hesse? Foi ele quem te machucou? – perguntou preocupado, mas Alhena não se mexeu – Ele é o homem mais idiota desse mundo... se tornou o inimigo número um de muita gente complicada... eu, seu irmão, seu pai, Rasalas, o Damian... O Damian está vindo te visitar, certo? Ou ele te deixa sozinha? – perguntou franzindo a testa – Eu vou perguntar pra ele depois... você não pode ficar sozinha o dia inteiro... deve ser chato, não é? – Draco soltou um suspiro, recebendo apenas o silêncio como resposta – Ei... você pode me contar um segredo? – perguntou deitando a cabeça na cama dela. Alhena moveu a cabeça para o lado, sem olhar nada em específico – Você iria me escolher? – ela não respondeu – Só isso... me responde isso... – murmurou tristemente, mas ela continuou em silêncio. Draco soltou um suspiro e a beijou nos dedos da mão novamente – Estou com saudades suas... não quero que fale comigo apenas em sonho... me diga que está me escutando... me dê algum sinal, Lena... por favor...? – mas ela não respondeu. Draco soltou um suspiro e se levantou, para se sentar ao lado dela. Assim que fez isso, ela se deitou, olhando para cima, com os olhos bem abertos – Não, não... eu não vou fazer isso, Lena. Ninguém mais vai tentar furar você de novo, ok? – perguntou carinhosamente, fazendo carinho na bochecha dela – Não vou deixar mais ninguém te machucar... ninguém. Ninguém mesmo... eu vou cuidar de você, tá bem?

Alhena soltou um suspiro e fechou os olhos. Draco suspirou também e se curvou para beijá-la na testa. Depois a ficou olhando e notou que ela simplesmente tinha dormido. Pegou a própria varinha e a apontou para a cabeça. Depois retirou de sua mente, uma lembrança. Uma noite do sexto ano, em que ficara conversando durante horas com ela, antes de dormir... pegou a lembrança e colocou na testa dela e observou curioso.

A lembrança foi se unindo à pele de Alhena, até desaparecer, mas a loira não se moveu. Ela apenas suspirou, coisa que fazia frequentemente.

Ficou observando-a e pulou de susto quando a porta se abriu. Eram Emily e Rabastan.

—Oh, Draco... você trouxe flores pra ela. – disse Emily sorrindo e olhando as rosas azuis que ele tinha trazido – São lindas.

—Alhena nem sabe que elas estão ai. Por que fica trazendo essas coisas? – ralhou Rabastan.

—Porque ele é um amor. Pare de ser chato, homem. – ralhou Emily e Draco sorriu.

—E saia daí de cima. Você continua o moleque folgado de sempre, Malfoy. – ralhou Rabastan e Draco pulou para o chão, apesar de não soltar a mão da amiga.

—Oh, Rabastan, deixe de besteira. – ralhou Emily se aproximando para beijar a filha na testa – Olá, meu amor... bom dia... – sussurrou a senhora – Ela dormiu tem muito tempo?

—Não. Só alguns minutos. – respondeu.

—Ela dormindo, ela acordada... que diferença faz? Por que me faz vir? Eu deveria estar lá fora, caçando o animal que fez isso com a nossa...

—Rabastan, você é um velho de sessenta anos. Cale a boca e senta aí. – ralhou Emily, fazendo Draco rir – Ele acha que pode sair por aí caçando as pessoas que nem quando ele era novo. – Emily soltou um suspiro e colocou os fios dourados de Alhena atrás da orelha dela – Eu tingi os cabelos dela ontem. Não ficou lindo? – perguntou ela.

—Sim. – concordou Draco.

—Ela está cada vez mais bonita, a minha filha... – suspirou Emily, com um sorriso triste – Nenhuma notícia do Rigel?

—Não. – respondeu Rabastan, de braços cruzados.

—Ele deve voltar a qualquer momento. Só deve estar matando a vontade... sabe como ele é safado.

—Duvido que seja “vontade” que ele está matando... – resmungou Rabastan e Draco concordou mentalmente, apesar de não ter movido um músculo.

—Nosso filho não está matando ninguém! Ele nunca faria isso. – ralhou Emily e Draco quase sorriu se lembrando do cenário aterrorizante que Rigel tinha confeccionado naquela oficina de Sangue de Profeta – Ele é um medibruxo, super competente. Ele deve voltar logo, você vai ver...

Se perguntou se Emily Lestrange estava começando a perder o juízo ou se ela simplesmente não sabia o estado mental do filho dela. Olhou para Rabastan ligeiramente confuso e recebeu um olhar ameaçador dele. Ok, ela não faz ideia do demônio que o filho dela virou...

—Está aqui há muito tempo, Malfoy? – perguntou Rabastan, rispidamente.

—Não. – respondeu o loiro, dando de ombros – Cheguei há poucos minutos.

—E o Damian, cadê? Ele quem deveria estar aqui e não você. – ralhou Rabastan. Draco deu um sorrisinho e deu de ombros.

—Diz isso pra ele... – murmurou calmamente.

Emily foi até a própria bolsa para pegar algumas poções hidratantes e logo ela estava passando nos braços de Alhena, numa massagem carinhosa, que só uma mãe poderia fazer. Draco se sentou na poltrona, observando, calmamente. Depois dos braços, Emily foi para as pernas e pés da filha, parecendo muito concentrada.

—Alhena sempre foi tão vaidosa depois que casou... – murmurou Emily calmamente.

—É... – murmurou sonhadoramente e sentiu alguma coisa acertar sua cabeça. Logo notou que Rabastan tinha jogado uma bolinha de papel. Sorriu dando de ombros e voltou a observar Alhena. Os minutos passaram e a loira abriu os olhos – Lena? – mas ela não se moveu, apenas ficou deitada, molemente na cama.

Rabastan soltou um muxoxo, angustiado e Draco segurou a mão de Alhena.

—Bom dia, querida. – sussurrou Emily. Alhena não se moveu.

—Ei, seus pais vieram te ver. Sua mãe trouxe aqueles cremes que você gosta. – sussurrou Draco.

—Parem vocês dois! – rosnou Rabastan e Draco olhou para trás. Havia tanta dor no olhar dele, tanta mágoa e desespero, que se surpreendeu pelo fato do senhor não estar chorando – Parem de falar como se ela pudesse escutar! Como se ela pudesse responder! Como se ela soubesse que sequer estamos aqui! – ralhou ele, desolado – Ela não sabe! Alhena morreu! Morreu! – lamentou ele – Isso aí não é a nossa filha! Misericórdia! Acabem logo com isso e deixem que ela descanse!

—Rabastan! – ralhou Emily.

—Não! Não! – lamentou o homem caindo sentado na poltrona, tentando conter as emoções. Draco respirou fundo e se virou para olhar Alhena, que seguia alheia a tudo. A beijou na bochecha e deu dois tapinhas no ombro de Emily.

—Eu... eu acho melhor eu ir.

—Não, Draco... não precisa... – murmurou a Sra. Lestrange.

—Precisa. – murmurou – Eu acho que... que estou sobrando aqui. Até mais... – murmurou indo até a porta. Lançou um último olhar para Alhena e notou que ela tinha se sentado e parecia procurar algo com os olhos, movendo-os lentamente. Soltou um suspiro se perguntando se Rabastan tinha razão...

Alhena estava morta? Aquilo era apenas um... um corpo sem mente?

*

—Ok, escutem aqui! – ralhou McGonagall – Eu não quero nenhuma cena vulgar, ninguém tirando a roupa e muito menos qualquer apresentação com conotação sexual, ouviram?!

Os alunos olharam confusos, entre si, sem saber o motivo daquelas recomendações... mas Lupin corou se lembrando de sua época de escola, quando Addie e Sirius ultrapassaram todos os limites do bom senso, no último show de talentos que Hogwarts tinha decidido fazer. Lembrava que os dois acabaram praticamente pelados naquele dia...

Mas voltando aos alunos...

As apresentações consistiam em números de dança, de acrobacias, de canto, encenações, etc. Começando com grupos do primeiro ano, depois do segundo, do terceiro e assim por diante. Foi uma noite agradável, Lupin pensou. As apresentações eram inocentes. Algumas eram de cultura trouxa, outras eram histórias bruxas. Todo mundo aplaudiu quando Lílian Potter e Hugo Weasley encenaram a última batalha entre Harry e Voldemort (Lílian interpretou Voldemort).

Observou o professor Fawley e notou que ele parecia muito desinteressado e prestes a cair no sono. Mas quando os alunos do sexto ano da Grifinória fizeram um duelo ensaiado, Fawley pareceu despertar e observou tudo com interesse...

Havia algo em Fawley que ele não gostava. Ele era um ótimo professor, não havia dúvidas. Não podia reclamar nesse ponto. E ele realmente não tentava se meter nos assuntos dos outros professores ou na gestão da escola, com exceção de Turner. E ele não gostava muito do Binns (o que Remus achava até bastante sensato). Mas mesmo assim... não conseguia deixar de pensar que ele não era um aliado... não conseguia deixar de pensar que ele estava tramando alguma coisa...

—E agora, com vocês, Navi Lestrange, Rose Burton, Scorpius Malfoy, Albus Potter, Lessa Young, Rose Weasley, Florence Brontë, Bellatrix Zabini e Mellody Rosier. – disse Neville.

O grande grupo foi andando até o palco. Todos olharam com expectativa. Todo mundo queria saber o que o gaiato do Navi Lestrange iria aprontar. Navi olhou para a plateia e deu um daqueles sorrisinhos dele, que o deixavam a cara de Rasalas, quando este era jovem.

—E aí, galera... – riu Navi – Eu vim falar uma coisa bem importante com vocês. – disse ele, calmamente – Eu espero que prestem atenção. – adicionou ele – Eu não sou puro sangue. – ele fez uma pausa e todo mundo olhou para ele confuso – Eu quero dizer... é do que o mundo me chama, mas... mas não sou eu. Eu não saí do útero da minha mãe gritando:

—"Ei, todo mundo! Eu sou puro sangue!" – gritou Scorpius de um jeito muito caricato, fazendo algumas pessoas rirem.

—Não... eu fui ensinado a ser puro sangue. – riu Navi, calmamente – E todos vocês foram ensinados a me chamar disso! Junto com o que quer que você se chame... É só um... um rótulo, sabe? – ele começou a andar lentamente pelo palco e Lupin olhou para Fawley, que olhava com leve indignação – Veja... desde o nosso nascimento, o mundo nos impõe esses rótulos. E em algum momento, todos nós os engolimos. Nós os digerimos. Nós aceitamos os rótulos. Sem nunca duvidarmos deles. Mas existe um problema: rótulos não são vocês. Rótulos não são quem eu sou. – disse ele apontando para o próprio peito – Rótulos são apenas... rótulos! Quem nós somos de verdade não é apenas sangue.

—Tentem entender... – disse Scorpius jogando os cabelos para trás – Quando eu estou pilotando a minha vassoura, ninguém jamais iria me confundir com a minha vassoura, mesmo com toda a minha cara de pau. – brincou ele arrancando algumas risadinhas do público – Mas... quando eu estou pilotando o meu corpo... por que me confundem pelo meu corpo? É o meu corpo... assim como poderia ser minha vassoura, entenderam?

—Deixe-me simplificar pra vocês. – disse Rose Burton – Nossos corpos são apenas vassouras, que nós pilotamos por ai. Então, a loja de vassouras, que nós chamamos de sociedade, decidiu chamar a minha edição de "puro-sangue"...

—A minha de "mestiço". – disse Rose Weasley, dando de ombros.

—Ou "nascido trouxa", ou... "trouxa". – disse Albus – E sem um galeão que fosse... sem fazer um teste primeiro, sem que tivéssemos a chance de decidir algo... nós fomos forçados a possuir essa vassoura pelo resto de nossas vidas. Desculpe, mas... eu não consigo ver a lógica ou o orgulho em me definir ou julgar alguém pelas vassouras que pilotamos. Porque quem nós somos de verdade se encontra aqui dentro. – disse Albus apontando para o peito e Lupin sorriu radiante.

—Escutem aqui, idiotas. – riu Florence, colocando as mãos nos quadris – Eu não estou aqui para te dizer como a medi-bruxaria ou a alquimia concluíram que geneticamente nós somos todos misturados e que a raça na espécie humana não existe.

—Ou que historicamente a raça foi inventada pra lá do século onze, para separar as pessoas umas das outras... o que tem funcionado perfeitamente, infelizmente! – adicionou Zabini.

—Não! – ralhou Rosier – Não estou aqui para dar uma aula. Eu só quero fazer uma pergunta. Quem você seria se o mundo nunca tivesse te dado um rótulo?

—Se nunca tivesse te dado uma opção para marcar? – perguntou Rose Weasley, desenhando um quadrado com o dedo e fazendo um “v” dentro dele – Você seria nascido trouxa?

—Você seria puro sangue? – perguntou Navi.

—Mestiço? – perguntaram Albus e Rose Weasley.

—Veela? – perguntou Florence.

—Europeu? – perguntou Rose Burton.

—Americano? Negro? – perguntou Rosier, passando o braço ao redor da cintura de Zabini.

—Branco? Japonês ou coreano? – perguntou Zabini, fazendo o mesmo com Rosier.

—Não... nós seríamos um. – riu Young – Nós estaríamos juntos. Não mais vivendo no estigma de chamar um ser humano de acordo com um status de sangue. Esses rótulos que vão sempre nos impedir de ver uma pessoa por quem ela é, ao invés de vê-la pelos filtros críticos, preconceituosos, artificiais de quem achamos que ela é. E quando você deixa um rótulo artificial definir a você... Então, meu amigo... você escolheu a mediocridade no lugar da grandeza. Minimizando você mesmo. Confinando, separando você dos outros. E é um fato incontestável que onde houver divisão, haverá conflito. E conflitos iniciam guerras. Por tanto, todas as guerras se iniciaram por causa de rótulos. É sempre assim! Sempre nós, contra eles.

—Trouxas contra bruxos. – disse Scorpius – É Grifinória contra Sonserina – disse ele ficando de mãos dadas com Rose Weasley.

—Liberalistas contra elitistas. – Disse Burton se apoiando em Brontë, as duas rindo uma para a outra.

—Então as respostas para guerras não serão sempre racismo, sexismo, e todos os outros "ismos"... é tão simples que todos os políticos erraram. – disse Navi voltando ao centro do palco – São os rótulos. Os rótulos causam guerras. E nós precisamos nos livrar deles. Não é engraçado como nenhum bebê nasce racista? E todo bebê chora quando escuta outro bebê chorar? Sem se importar com gênero, cultura ou cor. – ele fez uma pausa, sorrindo para a plateia, que escutava em silêncio. Alguns sorriam, outros pareciam desconfortáveis, outros olhavam com desdém. Mas muitos pareciam muito envolvidos pelas palavras daqueles jovens – Provando que, no fundo, nós fomos feitos para nos conectar. E nos importar pelos outros! Essa é a nossa missão! E essa não é a minha opinião! Essa é a verdade! Vivemos uma ficção, uma mentira. Por favor, escutem: rótulos apenas distorcem a nossa visão. E é por isso que metade daqueles que estiverem escutando isso não entenderão, ou irão resistir, ou vão se sentir em conflito consigo mesmo. Estou mentindo?

—Mas apenas se lembrem – riu Young dando a mão para Navi. Os dois se olharam e sorriram um para o outro – Uma lagarta sentiu a mesma coisa antes de quebrar seu casulo, se transformando em uma bonita borboleta. Então esses rótulos são nossos casulos e nós precisamos fazer a mesma coisa para que possamos finalmente abrir nossas asas.

—Seres humanos não foram feitos para serem marcados por esses rótulos, como legumes numa loja. Nós fomos feitos para sermos livres. – disse Navi – E somente quando nós tivermos removidos todos os rótulos, e pararmos de viver e pensar tão pequeno que nós seremos realmente livres. Para vermos a nós mesmos e aos outros por quem nós realmente somos. É isso galera. Obrigado pela atenção.

Muitos alunos se levantaram para aplaudir. Outros seguiram com olhares de desgosto, entreolhando-se e fazendo comentários maldosos. Remus olhou para a diretora, que olhava para o grupinho que agradecia os aplausos com absoluto orgulho. O grupo fez uma mesura e começou a se retirar do palco. Remus olhou para Fawley, que parecia estar lutando para não mastigar a própria língua. Era quase a mesma expressão que Snape tinha ao ter que dividir a mesa dos professores com ele, quando dera aula para Harry, anos atrás.

Fawley se levantou e começou a se retirar só do Salão Principal. Lupin trocou um olhar com Neville e se levantou, para seguir o professor de Transfiguração. O homem andava a passos firmes e zangados. Era fácil de notar isso. O seguiu até a sala dele e Fawley finalmente pareceu notá-lo.

—Aposto que adorou aquilo, não é, Lupin? – perguntou ele, friamente.

—E eu aposto que você não. – murmurou Lupin, calmamente – O que houve, Fawley? Foi uma bela apresentação... falando sobre respeito, tolerância, cooperação. Qual o problema?

—O problema, Lupin, é que estamos em guerra! – rosnou Fawley – Decreto Civil Número 11: Está suspenso o direito de manifestação de pensamento ou qualquer outro tipo de manifestação contra o Ministério ou o Decreto Civil.

—Você decorou as palavras exatas. – riu Lupin, calmamente.

—Sim. E eu aconselharia que você fizesse o mesmo. Como foi que você, um lobisomem assumido, conseguiu fugir do alistamento?

Draco me deu o dinheiro, a pedido de Addie...

—Não interessa. Mas eu consegui a dispensa. Caso contrário não estaria aqui. Estaria na Coréia. Fazendo sabe-se lá o que, que vocês estão fazendo lá.

—Eu gostaria de saber também, Lupin. Meu filho está lá, sabe? – rosnou Fawley e Lupin suspirou. Pansy Parkinson já tinha informado aquilo – Eu só me preocupo com a integridade desses garotos. Eles precisam ser punidos, ou outros vão começar a fazer o mesmo. A achar que está tudo bem se manifestar contra a posição do Ministério.

—E está tudo bem. – retrucou Lupin – Eles estão apenas fazendo uma reflexão. Não é como se estivessem usando máscaras e varinhas para impor seus ideais...

—Pelo amor de Merlin, Lupin. Estamos em guerra! – rosnou Fawley – E eu vou ter que reportar isso para meus superiores.

—Quem vai ser o novo diretor quando Minerva sair? – questionou Lupin e Fawley piscou surpreso – Você sabe quem vai ser?

—A Corte dos Bruxos irá decidir. – resmungou Fawley.

—A Corte irá decidir mais algumas outras coisas, Fawley?

—Mais do que imagina, Lupin. – sibilou Fawley – Principalmente com o novo Chefe da Corte...

**

Daphne abriu a porta e recebeu Damian e Órion.

—Olá. Sejam bem vindos. – disse ela cordialmente.

—Vou lá pro quarto do Rabs, tá, tia? – perguntou o garoto e Daphne concordou com um sorriso amável. Órion saiu correndo e Damian soltou um suspiro, retirando o sobretudo. Ele tinha grandes olheiras e parecia ainda mais abatido do que o usual.

—Como você está, Damian? – perguntou Daphne. Ele deu de ombros, pendurando o sobretudo num cabideiro – E a Lena?

—Do mesmo jeito... – murmurou ele.

—Ela não pode vir mesmo? – perguntou Alhena.

—Ela não pode sair do Mungus. Eu vou comer rapidinho e devo ir pra lá. Castor e Póllux estão lá com ela e devem vir quando eu voltar pra lá. – explicou Damian.

—Vocês estão com medo de que peguem ela de novo? – perguntou Daphne – Draco contou que algumas fontes dele garantiram que o diretor do Mungus está envolvido nesse negócio de Sangue de Vidente...

—Sim. – murmurou Damian – Eu quero tirar a Alhena de lá... mas eles simplesmente não permitem... e se eu tentar sequestrá-la Pansy garantiu que eles iriam falar que teve dedo meu. E eu não posso ser preso... eu tenho muitos filhos em idade escolar. – murmurou Damian, abatido.

—E... e a Lena não teve sinal de melhora?

—Não, Daph... e o curandeiro garantiu que ela não vai melhorar. Minha sogra lê pra ela, leva os desenhos que Lena fazia quando era nova, Draco fica conversando com ela, Castor e Póllux também conversam com ela... mas eu concordo com Rabastan... Alhena não é mais do que um jarro vazio. – murmurou ele – Mas eu simplesmente não tenho coragem de... de por um fim nisso, sabe? – murmurou ele.

—Eu entendo. Eu também não sei se teria coragem... – murmurou Daphne – Vamos, entre... a ceia de natal já está quase pronta...

Damian concordou e os dois entraram. Draco estava lá, com cara de tédio. Os dois fingiram que não se viram e Damian foi cumprimentar Blair e Rasalas.

—Alguma notícia do seu irmão? – perguntou Damian.

—Nada. – respondeu Rasalas – Mas houve um assassinato grotesco de um bruxo chamado Tûk... eu nunca tinha ouvido falar dele... mas explodiram o cara dentro de casa. – murmurou Rasalas e Daphne sentiu um arrepio lhe subir a espinha. Que Rigel nunca mais aparecesse para uma visitinha casual...

—Que confusão. – murmurou Blair – Veio um cara do Ministério Americano na minha casa um dia desses, querendo saber quando Trixie iria formar, porque como ela tem cidadania americana, ela tem obrigações com o país e estaria obrigada a servir no exército.

—Sério? O que você fez? – perguntou Draco, curioso.

—Eu estuporei o idiota e o joguei na sarjeta. – respondeu Blair, calmamente – Minha filha não vai ser obrigada a servir.

—Estão querendo fazer uma emenda ao Decreto Civil... qualquer um que esteja desempregado, entre dezoito e quarenta anos estará obrigado a servir. – resmungou Pansy, colocando uma tigela cheia de azeitonas em cima da mesa – E sem direito a pagar multas para fugir do alistamento.

—Isso é ridículo. – resmungou Daphne – Navi não é obrigado a trabalhar. Nós temos dinheiro o suficiente. E o que é considerado ser desempregado? Porque Lyra quer seguir a carreira artística. Pra muitos isso é ser vagabundo. E eu sou dona de casa, já que resolvemos fechar o Legacy.

—Eu sou autônomo... isso conta como desempregado? – perguntou Draco, franzindo a testa.

—Qualquer coisa todos vocês podem vir trabalhar no Poison Apple. – riu Blair.

-Estão querendo obrigar as pessoas a saírem de casa... – murmurou Draco.

—Fica mais fácil nos sequestrar. – concordou Nancy – Isso é tão ridículo...

Daphne concordou com um aceno de cabeça.

—Vocês não vão acreditar no que eu descobri. – riu Pansy com um sorriso furioso – Sabem o Hesse? O primo da Rosier, que provavelmente é o cara por trás do que aconteceu com o Rigel?

—Sim. – responderam muitos ao mesmo tempo.

—Eu saí com ele um tempo.

—Lembram-se que nós já falamos que Pansy é a Rainha-Dedo-Podre? – resmungou Draco – Francamente, Pansy, você só sai com cretinos... Nancy foi a melhor escolha que eu fiz pra você.

—Ah, você fez? – ralhou Nancy.

—Claro. Eu juntei vocês duas. Se você não se lembra, sua mãe estava tentando te arrumar pra mim. E eu era casado na época! – ralhou ele.

—Agora que você falou, Pansy... eu acho que lembro de você falar de um Hesse... quem era mesmo? – perguntou Rasalas, franzindo a testa.

—Hesse... esse nome não me é estranho. – murmurou Damian coçando o queixo.

—Kevin Hesse era aquele alemão, que eu namorei um tempo, na época em que a Daphne descobriu que você e eu estávamos trabalhando juntos. – explicou Pansy – Aquele que... hum... – ela olhou ao redor meio zangada – Me sacaneou. – ela cruzou os braços e bufou.

—Eu não sei dessa história... – murmurou Damian.

—Você estava sequestrado por não saber manter o pinto dentro das calças, Damian. – riu Pansy com um sorriso ácido – E por comer a mulher dos outros.

—Que feeeeeio, Damian. – zombou Draco e Damian o olhou furioso – Eu vi... eu vi... havia um limite... e eu o ultrapassei... desculpe, Damian. – riu Draco e todo mundo piscou em choque.

—Draco Malfoy acabou de se desculpar por uma brincadeira idiota? – perguntou Daphne – Uou! O que aconteceu com o mundo?

—Gente... uma hora até o Draco precisaria crescer, não é? – perguntou Pansy, com um sorrisinho travesso e Draco fez uma careta desdenhosa pra ela.

—Ei! Eu me lembro agora! – disse Rasalas – Foi por conta desse cara que eu dei um bolo na Daphne, quando eu quis acertar as contas com ela! – disse ele.

—Sim. – concordou Pansy – Oh, eu tenho mais um motivo pra me vingar daquele babaca.

—Pera! Hesse! Hesse é o nome dos gêmeos, amigos do Draconis, lá em Durmstrang! – disse Damian, parecendo horrorizado.

—Puta que pariu, heim, paizão. Que amizades saudáveis essas do seu filho. – debochou Pansy.

—Cale a boca. – ralhou Damian.

—Será que... que esses garotos são filhos dele? – perguntou Rasalas.

—Talvez sim, talvez não. Uma das amigas da Dido é uma Mellody Rosier, que é sobrinha da Evelyn Rosier. – disse Damian.

—O Rigel matou a irmã mais velha dela, não foi? – perguntou Draco.

—Sim. – concordou Rasalas – Gente... vocês acham que esse novo Chefe da Corte dos Bruxos, Anthony Crabbe, vai ser pior ou melhor que Rosier?

—Ele é um Crabbe, então provavelmente vai ser um cuzão. – resmungou Nancy.

—Um dos meus melhores amigos do colégio era um Crabbe. – murmurou Draco, com desdém.

—Sim, e ele foi realmente um amor com você durante o sétimo ano, certo? – debochou Pansy e Draco revirou os olhos – Nancy tem razão. Ele vai ser um bosta ainda pior.

—Ele provavelmente vai seguir ordens. Rosier recebia instruções do primo, Hesse. – disse Draco – Não acho que seria diferente com esse Crabbe. Eles não sabem quem são os reais líderes da sociedade louca deles. O que é muito chato pra nós...

—Você está nessa resistência de que tanto falam, Draco? – perguntou Blair.

—Claro que não. – riu Draco revirando os olhos. Malfoy é um excelente mentiroso— Mas eu queria saber quem é o manda chuva. Você não? – perguntou o loiro.

—Hum... – murmurou Blair dando de ombros – Sim... eu queria saber qual deles é o responsável por me fazer gastar vinte mil galeões pra não ter que ir pra guerra... nem eu e nem Trixie. Filhos são caros.

—Ah, amigo, você não faz ideia. – riu Rasalas – E eu tenho três.

—Oito! Oito filhos, bem aqui. – riu Damian – E Malfoy, se você vier falar que são só... – começou ele apontando pra Draco, perdendo o sorriso e fechando a cara.

—Eu não disse nada! Eu não disse nada. – riu Draco – Damian... a gente não deveria brigar. Pelo bem do nosso filho. – debochou ele e Pansy cuspiu o vinho que estava bebendo para cair na gargalhada.

—Draconis não é nosso filho! – rosnou Damian, horrorizado – Ele é meu filho e da Lena.

—Nosso filho, Damian. Nosso. – debochou Draco.

—Eu juro que eu vou... – rosnou Damian esticando as mãos em direção a Draco, que riu, revirando os olhos com pouco caso.

—Vai praguejar, resmungar, etc... sim, nós sabemos.

—Eu já te dei uma surra uma vez. Eu faço de novo, Malfoy.

—Ah, sim. Eu me lembro. Quando Alhena foi estuprada por Pierre e você ficou se fazendo de coitadinho e eu te chamei de idiota. – devolveu Draco – Eu juro que meu nariz nunca mais foi o mesmo depois daquele dia... Pansy, meu nariz ficou torto?

—Não. Ele é tão empinado e fino como sempre foi. – garantiu ela, apertando o nariz de Draco enquanto Damian bufava de raiva.

—Você é insuportável com essas suas piadinhas, Malfoy. Adora falar dos meus erros, mas e os seus? – ralhou Damian.

—Oi, gente. Chegamos. – disseram Póllux e Castor ao mesmo tempo.

—Oh! Olá queridos. – riu Daphne, querendo mudar o assunto.

—Os meus erros? Quais são os meus erros? – perguntou Draco.

—Oh, você sabe muito bem! – rosnou Damian.

—Ok. Hum... deixe-me ver... transar com Rosier seria um deles? Foi graças a esse esforço meu que salvamos a Alhena. Do jeito que o Rigel estava pirado, ele iria esquecer ela amarrada naquela cadeira e ela morreria de fome. – disse Draco – Ou talvez esteja falando de quando vocês estavam dando um tempo...

—Nós não estávamos dando um tempo! – ralhou Damian.

—E eu cometi um erro e fiz o Draconis. É desse erro que você quer falar? – perguntou Draco – Ok, vamos falar sobre esse meu erro. – riu Draco, cortando Damian antes que ele abrisse a boca para falar – Eu nunca fui um dos seus melhores amigos, ok? E você nunca foi um dos meus.

—Do que você está falando?! – ralhou Damian, boquiaberto.

—Na escola, a gente quase não conversava. Se a gente conversava, era eu te zoando, você apelando e eu correndo de você, porque você era lerdo demais pra me alcançar. Eu era amigo do Greg e do Vince... e um pouco amigo do Rasalas.

—Um pouco? – perguntou Rasalas, ofendido.

—No início? Sim. Um pouco. Você era amigo do Potter! Eu odiava o Potter! – ralhou Draco.

—Ok... ok... – resmungou Ras.

—Então, no terceiro ou quarto ano eu fiquei amigo de verdade do Rasalas. Mas eu não era seu amigo. Nós éramos colegas, Damian. Eu me dava muito melhor com o Blair do que com você.

—Verdade. – riu Blair.

—No quinto ano, você estava insuportável, chorando pelos cantos por ter sido um completo demente com a Alhena. E no feriado da Páscoa, Alhena estava escondida na minha casa, nós nos aproximamos e começamos a ter uns lances físicos. E eu fiquei amigo dela.

—Como é? – perguntou Cástor.

—Gente, eu to chocado. – riu Póllux.

—E quando começou nosso sexto ano, você estava muito ocupado fodendo Pansy sem parar para notar que eu e a Alhena não estávamos fazendo a mesma coisa. Mas estávamos nos aproximando mais e mais. E ficando muito mais amigos do que eu era de Rasalas. E em algum momento do sexto ano, ela era mais minha amiga do que Vince ou Greg, ok? – perguntou Draco – E quando vocês começaram a namorar, isso não mudou. Eu continuei amigo do Rasalas, eu continuei amigo do Blair. Mas você tinha ciúmes de mim e toda vez que eu chegava perto você criava tentáculos ao redor da Alhena e por conta disso eu te achava um retardado...

—Queria só ver se... – começou Damian, mas Draco o cortou.

—E então aconteceu Pierre e ficou ainda mais claro que eu e você não éramos realmente amigos. Eu só te ajudei a dar um jeito no Pierre pela Lena. Puramente por ela. No sétimo ano nós praticamente não conversávamos, porque estava um clima esquisito entre a gente. E quando Hogwarts acabou, nós começamos a sair juntos, mas eu ia a convite do Rasalas e do Blair. Você NUNCA me chamou pra beber. Sempre que tinha uma reunião na sua casa, eu ia a convite da Alhena. Você só começou a me considerar seu amigo, depois que eu apaguei suas memórias e você parou de me ver como uma ameaça ao seu relacionamento. Mas mesmo assim... nós não éramos super amigos. Nós tínhamos super amigos em comum. E sim, eu cometi muitos erros na minha vida, mas eu não faço um chilique toda vez que jogam esses erros na minha cara. É só se lembrar como foi meu sétimo ano. – continuou Draco.

Damian o olhou chocado e resmungou.

—Cacete... nós nunca fomos melhores amigos... – murmurou ele – Bem... eu te considerava um dos meus melhores amigos assim mesmo.

—Mas eu não. – riu Draco – Nós tínhamos a mesma galera, mas não éramos próximos. Minha relação com você era pura e simplesmente te zoar. Você fazia careta até enfezar. E só.

—Bem... se você via minha amizade com você desse jeito, Malfoy, eu só posso me arrepender ainda mais de ter te considerado alguém importante na minha vida. – resmungou Damian – Porque eu te considerava um dos meus melhores amigos sim.

—Gente... será que dá pra gente ter UM! UM natal sem climão, pelo menos uma vez na vida?! – ralhou Daphne fechando a cara.

—Impossível. – riu Rasalas – Acho, inclusive, que nós sempre convidamos um monte de gente pro climão não ser entre eu e você, amor...

Notas finais
Oi, gente! Deculpem pelo CAPS Mas é que o dia hoje foi... - insira um palavrão apropriado aqui - Ok. Coisas que eu preciso falar! 1 - Muito obrigada por todos os comentários. Vocês são lindos S2 2 - Próximo capítulo vai sair só sexta feira a noite, ou no sábado, porque eu to muito enrolada (final de semestre, vocês sabem como é). Mas se não tiver 10 comentários, eu só vou postar no outro domingo u.u 3 - Esse discurso do Navi, eu tirei desse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=q0qD2K2RWkc Recomendo que todos vejam =3 4 - Titia ama vocês! Prévia: "Albus esperou a namorada sair do quarto para levantar. Se ajeitou de maneira mais confortável nas calças e foi andando até o banheiro. Escolheu um boxe qualquer e entrou, pronto para se aliviar. Baixou as calças, pensou em Cerce, afinal ela era sua namorada, e começou o procedimento de movimento com a mão, quando a porta se abriu de uma vez. Se guardou, envergonhado e já estava para xingar Scorpius, quando se virou e viu que era Lyra. Ela sorriu para ele e o empurrou contra o vaso. —Quer ajuda com isso? – perguntou ela com um sorriso sacana. Albus abriu a boca em choque."