Notas iniciais
Hoje é sexta feeeeira!!! Tenho trabalhos pra entregar, terminar, começar e acho que hoje eu tenho uma prova... Eita vidinha shuahsaus xD Mas pelo menos tem um capítulo fofo hoje =3 Espero que gostem Beeeijos

Capítulo 70

Draconis estava sentado no Salão Restaurante, com Harley e Vlad. Os três conversavam sobre a guerra enquanto Draconis tentava convencê-los de que os trouxas eram pessoas que valiam a pena proteger, que estavam sofrendo ainda mais que os bruxos com a guerra, etc, etc, etc.

Vlad não estava muito interessado no assunto, mas Harley parecia mais disposta a concordar com ele. Acreditava estar fazendo um bom trabalho conseguindo informações sobre as famílias puro sangue da escola. Era até bem fácil, a maioria. Era só perguntar uma coisa simples que eles começavam a se gabar sem parar. Sem falar que ninguém ali sentia medo de defender ou atacar os trouxas. A liberdade de opinião era surpreendentemente respeitada.

Era o jantar de natal, então estava comendo a maior coxa de peru de sua vida. Além de estar tomando um vinho muito gostoso. Como era bom estar no sétimo ano.

—Então, Draconis. Mudando o assunto de pau pra cacete... – riu Harley. Draconis deu uma mordida em sua coxa de peru e a olhou curioso – Eu conheci uma garota na festa do dia das bruxas...

—Mesmo? – perguntou Draconis.

—E só contou agora? Traidora. – ralhou Vlad – Quem é?

—O nome dela é Helena Fensterseifer. – disse Harley – Ela está no curso que o Loto está fazendo, sabe? – riu Harley – Ela é lésbica também... eu super gostei dela.

—Eu quero te apresentar pra minha prima. – riu Draconis – Vocês iam se dar super bem.

—Aaaahh... você e essa sua prima. Fala dela o tempo todo. – riu Vlad – Acho que é apaixonado por ela.

—Não. Não sou. Mas foi ela quem tirou minha virgindade. Lyra é foda. Só que é mais nova... apesar de ter mais experiência que nós três juntos. – riu Draconis. Harley soltou um suspiro.

—E ela gosta de chocolate? – perguntou Harley se referindo a sua cor de pele.

—Eu acho que ela não vê diferença entre chocolate e baunilha. – riu Draconis.

—MAS QUE SACO, POTTER! – gritou alguém do outro lado do salão. Todos se viraram e viram James Potter conversando com Loto – EU NÃO QUERO SABER! ME ERRA, INFERNO!

Draconis deu uma risadinha e Loto logo os encontrou com o olhar e começou a se aproximar.

—Tá sangrando, querida? – perguntou Harley com desdém.

—Potter não para de querer me doutrinar. É um idiota. Eu já falei que não quero lutar contra ou a favor do Ministério. – resmungou Loto se sentando e pegando a coxa que estava no prato de Vlad. Loto deu uma esfomeada mordida e bufou.

Todo mundo começou a rir e Vlad pediu mais peru. Tiveram a ceia de natal e então foram para o dormitório se arrumar para a tradicional caminhada no lago na noite de natal. Se vestiu com suas roupas mais quentes e foi com os gêmeos para fora do castelo. Estava um frio absurdo, então os alunos começaram a conjurar chamas flutuantes. Loto já estava no lago, afinal ele estava morando no navio.

O grupo se reuniu na beira do lago e logo os irmãos foram patinar. Como não tinha coordenação para aquilo, se sentou na neve e Loto ficou lhe fazendo companhia. Ele parecia menos enfezado agora e isso garantiu que os dois ficassem conversando amenidades.

—Feliz natal. – disse Draconis – Eu te daria um presente decente, mas... não temos como sair daqui pra comprar... então eu gastei todos meus pontos de comportamento pra conseguir isso. – riu ele lhe entregando uma caixinha. Loto deu um sorrisinho e pegou a caixa. Assim que a abriu deu um sorriso – É mais simbólico do que qualquer outra coisa, sabe?

—Cigarros. – riu ele – Valeu. – riu Loto abrindo o maço e pegando um, mas então ele suspirou e colocou o pequeno cilindro na orelha e guardou a caixa – Vou te entregar o seu. Feche os olhos.

Draconis o olhou desconfiado, mas deu de ombros. Fechou os olhos e Loto segurou sua mão e colocou algo nela.

—Posso abrir?

—Claro, mané. – riu Loto. Draconis sorriu e abriu os olhos. Olhou para a caixinha de veludo com curiosidade e a abriu. Duas bonitas abotoaduras estavam lá dentro – O que achou?

—Do caralho. – disse sorrindo e pegando uma delas – Só que agora estou me sentindo mal por só ter te dado cigarros...

—Está tudo bem. As abotoaduras foram de graça. – riu Loto.

—De quem roubou isso? – perguntou franzindo a testa.

—Que pergunta. De ninguém. – riu Loto – Nós do curso intensivo temos permissão para enviar cartas. Eu enviei uma pra minha irmã e ela me enviou isso... está na família há gerações.

—Por que está me dando uma joia da sua família? Tá louco? – perguntou rindo e guardando a abotoadura na caixinha.

—Oras, porque é tradicional dar uma joia da família quando se pede alguém em namoro. – riu Loto. Draconis sentiu um frio na barriga e olhou Loto, boquiaberto. O rapaz apenas riu, sem jeito, com as bochechas coradas, talvez pelo momento, talvez pelo frio.

—Está brincando, né? – perguntou franzindo a testa.

—Nop... – riu Loto se aproximando um pouco – Quer ser meu namorado, Drac?

—Você não pode estar falando sério. – disse com um sorriso contente, apesar de estar ligeiramente confuso. Ele estava autorizado a namorar outras pessoas? Nunca tinha imaginado que Loto teria coragem para assumi-lo... e ele tinha dado todas as dicas de que aceitaria se ele o fizesse... e boa parte dele realmente queria aceitar... – É... é sério mesmo.

—Depende... você vai negar? – perguntou Loto fazendo uma careta envergonhada – Porque se for, então é brincadeira...

—Mas a gente vai... vai ter que namorar escondido? – perguntou curioso – Digo... você me beijaria agora? Na frente de todo mundo?

Loto olhou ao redor e suspirou, parecendo assustado. Mas então ele se ajeitou e concordou com um aceno de cabeça.

—Se você aceitar ser meu namorado, eu... eu te assumo. Sem segredos. Pra geral ver e... e a gente apanhar juntos, dos homofóbicos que batem nos idiotas que nem a gente, que saem exibindo o amor por pirocas por aí... – riu ele – Por você, Drac... por você eu enfrento todos eles.

—Vai apanhar comigo? – perguntou Draconis – Essa foi a coisa mais romântica que você me disse.

—Fala sério, eu falei sobre filhos e casamentos com você. – riu Loto – E aí? Dá pra me dar uma resposta ou tá difícil? Ou será que precisa de um incentivo? – perguntou Loto pegando a varinha e conjurando um visgo. O rapaz fez a planta flutuar sobre eles e o olhou – E então?

—Bem... – riu Draconis, sem jeito – Ok... vamos... vamos tentar. – riu sentindo o rosto corar de vergonha. Respirou fundo e se inclinou para Loto. Loto respirou fundo também, parecendo envergonhado e levemente assustado, mas ele também se inclinou. Muito lentamente os dois fecharam os olhos e se aproximaram mais e mais, até não haver mais distância entre seus lábios.

Loto soltou um suspiro, como se desejasse aquilo há muito tempo e o puxou pela nuca. Os dois se beijaram por muito tempo ali, sem que ninguém dissesse qualquer coisa. Se beijaram carinhosamente e completamente desligados do resto do mundo. Quando finalmente pararam, os dois riram sem jeito olharam ao redor. Harley estava rindo e fazendo um coração com as mãos, apontando para eles. Vlad bateu palmas e gritou um “finalmente, heim?”. Potter estava ali e olhava completamente em choque.

—Ok, do Draconis eu esperava isso, mas o Loto é gay?! – perguntou ele em choque – Tu comeu a Molly!

—Cuida da tua vida, Potter. – resmungou Loto, passando o braço ao redor de seus ombros – Que agora eu vou viver a minha. – riu ele o olhando contente. Draconis deitou a cabeça no ombro de Loto e sorriu dando as mãos para o rapaz.

—Eu digo o mesmo... mas eu vou te dizer.

—O que? – perguntou Loto.

—Eu vou estar completamente na merda quando voltar pra casa... – riu Draconis fazendo careta e pensando em Rose.

—Só você? Meus pais não fazem ideia que eu sou bi... só minha irmã... – riu Loto – Prepare-se, porque certamente eu serei deserdado. Você vai ter que me sustentar.

—A gente dá um jeito. – suspirou contente, com aquele calor gostoso no peito. Gostava de Loto... pra caralho... e gostava ainda mais dele por ele ter tido a coragem de fazer tudo aquilo... mas não podia deixar de imaginar que Rose poderia ficar chateada.

Ela terminou comigo... ela deveria saber o risco. Pensou apertando a caixa com as abotoaduras.

*

Pensou que seria aquele pesadelo de Hogwarts todo de novo, mas não foi. Algumas pessoas riam e faziam piadinhas e o ignoravam, é verdade. Mas eram uma imensa minoria. A maior parte dos alunos estava cagando pro fato de estar namorando outro rapaz, já que ele era um bom aluno, obediente e talentoso, de sangue puro.

Sem falar que muitos murmuravam que ele tinha muitos irmãos para levar o nome de sua família.

Loto parecia estar muito aliviado também, porque ninguém da turma preparatória dele dava a mínima pra ele ter um namorado. Na verdade teve um que até deu uma secada nele para depois piscar.

—Ele deu em cima de mim, que absurdo. – riu Loto completamente constrangido – Eu nunca teria imaginado que o Wengar era gay. E dizem que a gente sempre sabe quando alguém é...

Os dois não tinham muito tempo pra namorar, porque não queriam, de maneira alguma, quebrar as regras da escola. Então eram extremamente comportados. Mas compensavam nos fins de semana, indo para o dormitório de Loto e descarregando o desejo acumulado pela semana.

Era ótimo namorar Loto. Era ótimo poder falar do namorado, sem ter que ser em segredo. Sem falar que o sexo era sempre ótimo. Com Rose era também... mas com Loto era melhor...

Preferia garotos, apenas isso...

Mas ainda gostava dela e ainda estava preocupado com como seria quando tivesse que voltar pra casa.

—Não me traia com ela, ok? – pediu Loto – Se você quiser... sei lá... terminar comigo quando voltarmos... eu prefiro a descobrir que está me traindo.

—Não vou te trair. – riu Draconis.

—Eu sei lá. Você traía Casañas comigo. – riu ele.

—Você me obrigava!

—Eu nunca te obriguei a não terminar com ela. Nem vem com essa, espertinho. – riu Loto.

Pouco antes do dia dos namorados, Draconis escreveu uma carta para o pai, falando que estava namorando Loto e que os pais do garoto não sabiam da sexualidade do filho e que poderia precisar de um pouco de apoio. Depois pediu notícias da família.

—Se eu soubesse que Loto podia mandar cartas, teria sido bem mais simples. – resmungou guardando o envelope no bolso. Se encontrou com Loto no lado de fora do navio e o beijou como sempre. Loto o beijou de volta, parecendo muito feliz e descontraído – Ei. Preciso de um favor.

—O que? – perguntou Loto, sorrindo pra ele. Draconis pegou a carta e a entregou para o namorado.

—Pode enviar pro meu pai pra mim? – perguntou Draconis. Loto corou de leve e o olhou constrangido – Sim, eu estou contando pra ele sobre a gente.

—Ok... ok... – Loto soltou um suspiro – Você acha que... que ele vai achar ruim?

—Vai nada. – riu Draconis entrelaçando os dedos com os dele. Loto guardou o envelope no bolso e concordou.

—Ok, ok. Eu mando. Quantos minutos para o café da manhã?

—Vinte e cinco.

—Ok. Quinze minutos de amassos. Vem cá. – riu Loto.

Estava tudo indo muito bem...

**

Damian acordou de uma vez e levantou o olhar para a esposa. Ele estava sentado na poltrona ao lado da cama do hospital, sentindo todos os músculos do corpo doerem. Ela estava sentada na cama, com o olhar nas próprias mãos. Um olhar curioso no lugar daquele vago, que ela normalmente tinha.

—Lena? Tudo bem? – perguntou no meio de um bocejo. Alhena pulou de susto e o olhou. Abriu a boca, em choque – Lena? Sou eu, Damian! Consegue me ouvir? – mas ela não respondeu. Ela piscou algumas vezes e bocejou, voltando a deitar encolhida – Lena! Lena?! – perguntou confuso. Mas ela simplesmente caiu no sono. Soltou um suspiro e segurou a mão dela – Não posso ficar esperançoso... você se foi, não foi? – perguntou baixinho. Olhou o relógio de bolso e viu que eram duas da manhã. Soltou um muxoxo e tirou os sapatos. Depois subiu na cama e se deitou ao lado dela, a abraçando. A beijou na têmpora e suspirou sentindo o cheiro dela – Eu ainda te amo... – sussurrou baixinho – Eu tinha feito uma música pra você... para que escutasse quando eu morresse... mas você se foi primeiro... – passeou o nariz pela bochecha dela e ela abriu os olhos, novamente, sem prestar atenção em coisa alguma – Eu sinto tanta sua falta, meu amor... tanta... – lamentou. Alhena virou o rosto, olhando através dele, como se ele não estivesse ali – Volta pra mim... por favor, volta pra mim... – sussurrou baixinho. Fechou os olhos e ficou se lembrando de uma época feliz, antes do Horklump. Antes de tudo ficar complicado e cheio de medo... – Volta pra mim... não me deixe sozinho... – murmurou a abraçando com mais força – Eu voltei por você, Alhena... eu voltei pra você... – sussurrou – Eu podia ter ido embora pra sempre... mas eu voltei por você... então volta pra mim... volta...? – sussurrou abrindo os olhos e acariciando o rosto dela. Alhena seguia olhando para algo atrás dele, sem enxergá-lo. Sem saber que ele estava logo ali – O que se passa nessa sua cabeça? – perguntou curioso – Você gosta de se sentar e se deitar... e fica olhando para as coisas... sem motivo... você está tentando se comunicar de alguma maneira? Eu não entendo... – murmurou acariciando o rosto dela – Olhe pra mim, por favor... – sussurrou. Alhena moveu o corpo, ficando de barriga pra cima e olhando o teto – Não, Lena. Pra mim. Olhe pra mim. – pediu calmamente. Alhena se remexeu novamente, se sentando e olhando perdida para os lados – Lena... eu estou aqui. Sou eu. O Damian. Eu estou aqui... – murmurou franzindo a testa – Você está me ouvindo? – e então, ela girou o corpo e tentou sair da cama. Ela nunca tinha feito aquilo, nunca. Por um momento sorriu imensuravelmente feliz. Aquilo era um sinal de melhora? Mas assim que ela saiu da cama, as pernas dela não aguentaram o peso e ela desabou no chão. Pulou da cama, para ajudá-la. A pegou, assustado e viu que o nariz dela sangrava e que ela tinha cortado o lábio, mas ela não parecia ter notado – Sua desastrada... – disse sorrindo. Ela não respondeu, ficando aérea novamente, mas ele deu um sorriso e olhou o lábio ferido. Suspirou e a beijou com carinho ali – Pra sarar logo... – sussurrou imitando uma mania que ela tinha, quando os filhos eram pequenos. Ela os beijava nos machucados e falava que aquilo faria sarar mais depressa... e todos eles sempre acreditaram piamente que era verdade. Olhou para Alhena, mas ela ainda estava aérea. Soltou um suspiro e a beijou nos lábios novamente, para então abraçá-la e afagá-la nos cabelos. Engoliu em seco e a pegou no colo, a levando para a cama. Alhena ficou muito quieta e ele a observou com carinho – Lena... você pode me ouvir? – perguntou, mas ela não reagiu. Ficou olhando o teto com aquele triste olhar vago.

—Hmm...

—Lena?! – perguntou surpreso – Você disse alguma coisa? – mas ela não fez outro som. Ficou se perguntando se tinha sido impressão. Se era sua mente sonolenta lhe pregando peças... soltou um suspiro e fechou os olhos, a abraçando. Tentou dormir, sentindo-se idiota por estar alimentando falsas esperanças e acordou com um barulho alto. Abriu os olhos e notou que Alhena não estava na cama. Olhou para o chão e viu que ela estava lá, esparramada – Lena! – murmurou descendo na cama e a pegando no colo. A colocou sentada na cama e segurou o rosto dela. Agora ela tinha um belo de um galo na testa. Soltou um muxoxo e pegou a varinha, para curar os pequenos ferimentos no rosto dela. Não era muito bom com feitiços de cura, mas como era muito básico, deu conta de fechar o corte e diminuir o galo – Pronto. Pare de fugir da cama. Você precisa dormir, ok? – perguntou sabendo que ela não estava realmente escutando – Dormir, Lena. Dormir. Entendeu? – mas ela tentou descer da cama de novo. Soltou um muxoxo e a ajudou a descer, segurando-a pela cintura e passando o braço dela por seu pescoço – Ok, pra onde você quer ir? – perguntou pacientemente – Vamos. Eu te ajudo. Pra onde quer ir? – Alhena olhou para o chão, para os pés e ficou um longo minuto os encarando. Notou que ela começou a mover os pés pouco a pouco. Primeiro movendo os dedos, depois arrastando o pé milimetricamente. Levou mais de um minuto para que ela desse um passo – Isso, Lena... muito bom. Agora a outra perna. – murmurou se lembrando de quando ajudara os filhos a aprender a andar... quando segurava seus dedinhos e falava palavras de incentivo, enquanto Alhena batia palmas e sorria ao seu lado. Engoliu em seco, querendo chorar, mas respirou fundo – Isso, meu amor... agora a outra... a outra perna... eu te ajudo. Vem... – sussurrou com um nó terrível na garganta. Alhena soltou um suspiro e tentou mover o outro pé. Muito lentamente. Muito. Levou mais de um minuto para que ela desse outro passo. Ele já não conseguia não chorar, horrorizado por ter cogitado concordar com o médico e dar um fim à vida dela – Isso, meu amor... isso. Agora o outro pé. O outro pé... – murmurou arfando, completamente envergonhado com sua falta de fé – Isso mesmo. Você está indo bem, Lena, mais um pouco, vamos. – depois de uma sofrida meia hora, Alhena conseguiu dar alguns passos até a janela. Ela colocou a mão livre no vidro e suspirou – O que foi? É a janela. – sussurrou. Alhena olhou através dela e então, simplesmente desmaiou. A segurou com firmeza e a pegou no colo. Depois a levou até a cama e a deitou ali – Você vai voltar, não vai? Diz que vai voltar pra mim... diz que vai voltar pra mim... por favor... por favor... – choramingou beijando a mão dela.

Mas Alhena não acordou e não reagiu...

***

As coisas tinham mudado da água para o vinho...

Com McGonagall fora, um tal de Jon Wilson entrou no lugar dela, como diretor. E Binns foi mesmo substituído por uma senhora chamada Matilda Longshot. Mas tiveram que mudar o local da aula de História da Magia, porque Binns simplesmente não entendia que tinha sido aposentado e que não precisava mais dar aula. Ele continuava indo para a sala antiga para falar para as paredes e cadeiras vazias. Era hilário e triste ao mesmo tempo.

Mas não foi apenas isso que mudou. Nascidos trouxas não podiam mais jogar no time de quadribol e nem participar de nenhum clube oficial da escola, pelo motivo de que eles não eram de confiança. Sim. Explícito e claro. Por conta disso, a Lufa-Lufa se retirou da Copa de Quadribol. Não que eles não tivessem puros sangues ou mestiços o suficiente para montar um time. Mas em repúdio à nova regra.

A Grifinória tentou fazer a mesma coisa, mas o capitão do time, Gray, simplesmente expulsou o nascido trouxa do time e colocou alguém medíocre no lugar.

—Nós não vamos desistir da Taça, tá louco? Política é uma coisa, quadribol é outra.

A Corvinal nem se incomodou em tentar fazer alguma coisa, já que não tinha nenhum nascido trouxa na equipe. Mas os grupos de estudos para as matérias ficaram completamente comprometidos, já que nascidos trouxas não podiam mais frequentar a biblioteca, afinal, eles não eram dignos de confiança.

Hogsmeade? Fora de questão.

Coral? Nop.

Clube de duelos? Nem em sonhos.

A maior parte dos nascidos trouxas nem voltaram do recesso de natal.

Navi estava deitado na cama de Les, se sentindo completamente derrotado. Les cochilava em seu peito, tranquilamente.

—Não vai dar pra ganhar isso no diálogo... Eles já estão envolvidos demais no sistema... e não temos um rosto pra derrotar... não é como foi antigamente, na época do meu pai... – murmurou triste – Essa disputa vai acabar em sangue, Les... – suspirou. Lessa seguiu dormindo, com um sorriso sereno – Eu vou me formar primeiro... você vai ficar aqui... e... e se eles tentarem te usar contra mim? O que eu vou fazer? – perguntou olhando para ela – Eu te amo tanto, sua maluca. – riu a afagando na nuca – Será que você vai entender... se precisarmos nos afastar... será que você esperaria por mim? Eu esperaria por você... eu juro que sim... – murmurou. Lessa não acordou e ele sorriu – Eu te amo, Les... – sussurrou. Fechou os olhos, soltando um suspiro e logo acabou caindo no sono.

No dia seguinte, acordou com Cerce e Lyra trocando faíscas.

—Será que você consegue ser mais infantil?! Você nunca deu atenção pra ele. Eu AMO o Albus desde o segundo ano, ok? Vê se cresce!

—Até parece. Só tá fazendo isso pra me atingir. – resmungou Lyra.

—Se eu quisesse te atingir, queridinha, era só pedir pra você fazer um exame de furúnculos, porque já passou tanta coisa aí, que vamos combinar, né?

—Antes ter experiência do que ser uma freira que tem medo de pau. – riu Lyra – Se Albus te pedisse uma bronha você desmaiaria.

—Albus nunca me pediria isso! – resmungou Cerce.

—Eu não mereço... – resmungou Navi. Lessa acordou também, fazendo uma careta de desagrado.

—É claro que pediria. É o que os namorados pedem. Ou você acha que Weasley nunca bateu uma punhetinha pro Scorpius? E saiba que ele só está com você pra tentar me esquecer!

—Você é nojenta! Um relacionamento de verdade não precisa dessas coisas, ok?! – ralhou Cerce.

—Mana... relacionamentos pedem mais intimidade. Cedo ou tarde Albus vai pedir.

—Não! Nós não precisamos...

—Mas isso não significa que você precise aceitar. Quem decide a velocidade do namoro é você, oras. – resmungou Dido – E pelo amor de Merlin. São sete da manhã. Parem de brigar. – Ralhou Dido. Navi escutou as duas bufarem – Les, levanta. Primo, não levanta. Eu e Cerce estamos só de calcinha e sutiã.

Navi ergueu a mão até a cortina e Les lhe deu um tapinha na mão.

—Não se atreva. – ralhou ela.

—Só uma espiadinha. Eu sempre quis ver. – riu Navi com um sorriso safado. Les o olhou com censura e tirou o sutiã.

—Veja isso.

—Ok! Ok... – riu se sentando e caindo de boca no busto dela. Les soltou um gemidinho e ele riu baixinho.

—Céus. Coloquem um feitiço abafador ai! – ralhou Cerce – E são sete da manhã! Quem faz essas safadezas às sete da manhã?

—Eu faria. – riu Lyra – Eu faria um pole dance no pau do Albus às seis da manhã... pra irmos felizes e contentes pra aula.

—Minha irmã, senhoras e senhores. – riu Navi – Les, faz um pole dance no meu pau?

—Céus! Abafem isso! – ralhou Cerce, fazendo Lyra gargalhar.

—Cerce, a santa.

—Lyra, a recalcada. – riu Dido.

—Do que foi que você me chamou? – ralhou Lyra.

—Quer que eu soletre, amor? – perguntou Dido.

—Eu vou soletrar a minha mão na sua cara. – rosnou Lyra.

—Não me façam ir até aí, separar as duas! Eu estou no meio de uma coisa importante aqui! – ralhou Les – Céus, vão discutir no banheiro e atrapalhar a foda de outro. Puta que pariu.

—Minha namorada, senhoras e senhores... – riu Navi logo antes de Les tirar a calcinha – Pera, abaffiato! – disse desesperado, pegando a varinha, antes de gemer gostosamente enquanto Les descia por ele – Oh... pole dance! – gritou contente.

****

Albus estava aproveitando o horário vago depois do almoço para curtir com a namorada no dormitório. Beijos comportados, como sempre. Ele era comportado e estava muito satisfeito daquele jeito. Tinham cinco meses de namoro e ele não via problema em ir devagar. Não era como Scorpius que reclamava o tempo todo de estar subindo pelas paredes por Rose não “liberar”.

Albus estava feliz com os beijos doces e carinhosos de Cerce. Ninguém nunca tinha cuidado dele e o mimado como ela fazia. Então estava feliz. Feliz... feliz...

Mas ele tinha uma certa curiosidade também, afinal, tinha dezesseis anos e Cerce era absolutamente linda. Algumas vezes se perguntava como raios podia ter tanta sorte. Cerce suspirou em seus lábios e o beijou com um pouco mais de desejo. Respirou fundo afastando os quadris dela, afinal seu corpo simplesmente reagiu. Não era como se estivesse querendo tirar as saias dela...

Ok... ele não se importaria de tirar as saias dela... mas não havia pressa, certo? Estavam namorando em sua cama, um do lado do outro, com ele estando um pouquinho mais por cima do que ela. Mas não deitado em cima dela.

Sua mão estava comportadamente segurando a dela, enquanto a outra lhe dava apoio para ficar “por cima”. Mas sua mão parecia querer explorar territórios desconhecidos.

Malditos dezesseis anos...

Ok, Albus. Não vá fazer besteira... ainda é muito cedo para pensar nos seios dela... eu devo começar pela coxa... a coxa é uma boa... engoliu em seco e desceu timidamente a mão, com o coração batendo acelerado. Cerce arfou enquanto ele descia a mão pela saia dela, mas não parou de beijá-la. Estava suando frio, mas não se interrompeu. Era só uma coxa. Não era grande coisa. Ela não iria se ofender, certo? Respirou fundo e sua mão finalmente chegou na deliciosa coxa grossa dela.

Sentiu-se muito idiota por estar tão excitado e torceu para que ela não notasse. Seria muito constrangedor... Ok, Albus. Esqueça seus quadris! Se preocupe com os quadris dela!

Engoliu em seco novamente. Ela usava aquela saia comprida do uniforme... então ele começou a levantar a saia, muito devagar. Calmamente. Lentamente. Pacientemente... Cerce estremeceu e arfou de novo. Era tão gostoso quando ela fazia aquilo...

Sentiu a pele dela em sua mão e suspirou deliciado com a textura e maciez. A acariciou ali por um tempo e ela colocou a mão sob a sua, retirando sua mão dali carinhosamente. Ok. Ok. Não precisa ter pressa... respirou fundo e a beijou de novo nos lábios, muito corado e com o coração acelerado.

—Albus... – arfou ela fazendo biquinho.

—Hum?

—Precisamos conversar. – murmurou ela. Piscou curioso e concordou. Dobrou as pernas para esconder seu pacote e não olhou para baixo, para não chamar a atenção dela para o lugar que ele realmente não queria que ela visse.

—Ok... sobre o que?

—Você me acha chata? – perguntou ela timidamente, parecendo triste.

—Não! Por que te acharia chata? – perguntou franzindo a testa – Se eu te achasse chata, não namoraria você.

Cerce soltou um suspiro triste.

—Mas... mas é que eu sou toda tímida... e seus amigos são todos...

—Safados. – riu ele.

—É... e eu... eu meio que... – ela corou muito o olhando constrangida.

—Ei... não se preocupe com isso. Você não tem que fazer as coisas por pressão. Se tiver vontade, a gente faz. – riu ele – Mas se não tiver, ok. Eu respeito você, tá bom?

Cerce sorriu parecendo mais confortável.

—Tá... mas eu quero que você saiba... que eu gosto de você pra valer.

—Eu também gosto muito de você... – riu Albus.

—Mas ainda gosta da Lyra? – perguntou ela. Albus piscou corado e se lembrou de Lyra dançando em cima da mesa de Scorpius e depois do beijo que dera nele, na casa dela. Engoliu em seco e depois respirou fundo, olhando para Cerce.

—Lyra vai ser sempre meu primeiro amor... – riu ele – Mas não precisa ficar preocupada, ok? – perguntou ele – Eu estou com você.

Cerce concordou com um aceno de cabeça e o beijou nos lábios. A beijou de volta e logo voltaram a namorar. Minutos depois Cerce se levantou e disse que iria se arrumar para a próxima aula.

—Eu também. – riu ele de pau duro e com as bolas doloridas... precisaria ir ao banheiro para dar um jeito naquilo – A gente se vê na aula do Fawley.

—Ok!

Esperou ela sair do quarto para levantar. Se ajeitou de maneira mais confortável nas calças e foi andando até o banheiro. Escolheu um boxe qualquer e entrou, pronto para se aliviar. Baixou as calças, pensou em Cerce, afinal ela era sua namorada, e começou o procedimento de movimento com a mão, quando a porta se abriu de uma vez.

Se guardou, envergonhado e já estava para xingar Scorpius, quando se virou e viu que era Lyra. Ela sorriu para ele e o empurrou contra o vaso.

—Quer ajuda com isso? – perguntou ela com um sorriso sacana. Albus abriu a boca em choque.

—O-o-o... o-o...o... o que?! – perguntou abobalhado enquanto ela colocava o pé entre suas pernas – Ly... Ly... Ly... Ly... hum... o... o... – seu cérebro tinha decidido que não iria trabalhar. Ficou olhando para a garota sem acreditar que aquilo estava acontecendo. Lyra sorriu marota e se sentou em seu colo. Os cabelos compridos e lisos dela mudaram para preto e isso destacou absurdamente os olhos verde esmeralda dela.

—Você quer que eu te ajude com isso? – perguntou ela novamente.

Ok. Ele precisava dar uma resposta. Mas nenhuma garota nunca tinha sentado em seu colo. Não naquela situação, com ele com as calças nas canelas. Era realmente muito difícil pensar. Piscou completamente confuso, se perguntando como simplesmente não conseguia montar uma resposta. Lyra deu uma risadinha e levou as mãos até a própria blusa, para desabotoá-la.

Ficou boquiaberto, hipnotizado pelo movimento dos dedos dela, retirando cada botão de sua respectiva casa. Deveria fazer alguma coisa, tomar alguma atitude. Ficou negando com o rosto, completamente desesperado, mas sua garganta não conseguia produzir som algum. Abriu e fechou a boca diversas vezes tentando sair daquele transe.

Oh... malditos dezesseis anos!

—Lyra... – murmurou de maneira desesperada, enquanto a blusa da amiga escorregava dos braços dela até o chão. Ela usava um sutiã preto e os muitos colares que ela usava enfeitavam o colo dela. Albus respirou fundo, tentando não olhar. Mas era impossível não olhar – Lyra... não me fode... – murmurou finalmente.

—Certeza? – perguntou ela tirando o sutiã e o pendurando em sua orelha. Ok. Mamilos. Scorpius tinha razão sobre mamilos... eles são lindos e muito melhores ao vivos... EU NÃO DEVIA ESTAR OLHANDO PARA ELES— Não quer mesmo? – sussurrou ela em seu ouvido, se levantando. Ela ficou de costas para ele e empinou o bumbum – Nem um pouquinho? – perguntou ela levantando a saia, lhe mostrando a calcinha de renda que parecia uma pintura perfeita na bunda dela.

—Merlin... – murmurou completamente chocado – Eu... eu... eu... eu... eu... – mas não dava pra pensar. Não com aquela visão. Lyra se virou, ficando de frente pra ele e sorriu daquele jeito que ele só ousava pensar em seus sonhos mais pervertidos. Ela lambeu a ponta do dedo e o desceu pelo pescoço, lentamente. Do pescoço para os seios e ele suspirou completamente perdido. Mas a mão dela continuou descendo e ele precisou seguir aquele movimento com os olhos. Engoliu em seco e viu aqueles dedos se perderem dentro da calcinha dela – Oh, cacete... – murmurou sentindo o pênis pulsar de maneira desconfortável. Engoliu em seco, se perguntando o que aqueles dedos estariam fazendo e quando Lyra gemeu baixinho, ele se arrepiou inteiro – Lyra... pelo amor de Merlin...

—O que? – sussurrou ela. Albus respirou fundo várias vezes. Por que raios ela não fez aquilo antes?! Quando ele era solteiro?! Provavelmente porque ele sairia correndo... como se eu estivesse em condições de correr... do jeito que eu tô, eu posso entrar pras Olimpíadas e competir no salto com vara... sem a vara...

—Não faz isso comigo. Eu to com a sua... sua... sua... – ela tinha parado de se masturbar e se curvado para ficar com o rosto muito próximo. Lyra sorriu travessa e passou os dedos que antes estavam em um lugar comprometedor, em seus lábios. Teve vontade de morder a mão dela e depois de fazer várias outras coisas, mas apenas respirou fundo, procurando algum juízo em sua mente.

—Espero ter ajudado, Albus. Se precisar de mais ajuda, é só me avisar. – sussurrou ela com os lábios quase roçando nos seus. Depois ela pegou o sutiã, o colocou e sorriu – Só duvido que vá conseguir se resolver pensando na santa. – riu ela de maneira cruel, muito parecido com o jeito que Navi sorria antes de perder pontos pra Sonserina – Tchauzinho. – riu ela mexendo os dedos e saindo do banheiro.

Precisou respirar fundo muitas vezes antes de fechar a porta, se sentar no vaso e voltar a se masturbar...

E sim, não deu pra pensar em Cerce... não depois daquilo.

Notas finais
Ooooown... Capítulo fofo no início, fofo depois e eeeeeeita no final ashuashaushausha E agora, Albus? Mds, essa Lyra kkkkk Você mata o rapaz desse jeito =P Vamos para a prévia? Navi descobre algo que ele não esperava sahusha "Navi a olhou boquiaberto. —Oh... wow... – murmurou ele em choque – Mas... cacete... ele é seu irmão! —Não por sangue! —Foda-se! Eu não comeria o Draconis! – ralhou Navi horrorizado. —Mente aberta! – ralhou Rose, mordendo o lábio, parecendo extremamente embaraçada." Próximo capítulo tem altas tretas =P Beeeijos e até sexta feira! =D Se tivermos 15 comentários, eu posto quarta! Beeeijos Titia ama vocês!