Notas iniciais
Esse capítulo é graças aos 10 comentários do capítulo Involuntary (que eu vou responder os comentários depois de responder os de WWWY!!!) Beeeijos! Titia ama vocês! Se preparem que tem bomba nesse capítulo =P Ps.: quero fazer um trailer pra LL e LL2. Me ajudem com sugestões de músicas?^^

Capítulo 77

Existem momentos em nossas vidas que parecem voar, enquanto outros parecem se arrastar e levar eras. Deixe-me contar sobre um dos momentos mais compridos da vida de uma amiga minha.

Meu nome é Scorpius Malfoy e eu descobri que minha melhor amiga está apaixonada pelo meu melhor amigo... Clichê... eu sei. Sabe o que é ainda mais clichê? Ela só se deu conta disso depois que ele começou a namorar a prima dela. Elas se conheciam desde sempre, apesar de não serem melhores amigas... mas também nunca foram inimigas...

Até agora.

Veja bem. Eu tentei ajudar a Lyra a desencanar, afinal o Albus estava feliz. E a Lyra tentou se distrair com outros garotos e garotas. Mas não adiantou. Ela estava gostando pra valer de Albus Potter. E ele já tinha se declarado pra ela uma vez. Então ela estava louca para que tivesse uma chance com ele de novo.

Para aqueles dois, aquela tarde tinha passado voando, afinal os dois fizeram a coisa mais idiota que poderiam ter feito, já que Albus estava namorando...

Eles transaram. Muito. Forte.

Eu sei, porque eu estava lá.

Foi muito louco. Hehehe.

Sim, a tarde passou voando, mas depois, de repente, o tempo parou... e foi nesse momento:

*

—Meu Merlin, Scorpius... eu traí a Cerce! – disse Albus enquanto ele e Scorpius voltavam para a escola – Eu não sei o que deu em mim... eu simplesmente perdi o controle e...

—E agiu como um adolescente agiria se tivesse a garota de seus sonhos oferecendo uma tarde de sexo selvagem semi nua em sua frente? – perguntou Scorpius.

—Eu sou uma pessoa horrível. Foi certamente a pior coisa que eu já fiz na vida... – lamentou ele. Scorpius deu uma risadinha.

—Calma, cara... não foi a sua melhor partida, mas você era virgem. É normal ser um fiasco e...

—Não, Scorpius! Eu traí a Cerce! – lamentou ele desesperado – Ela é a melhor garota do mundo, eu sou uma pessoa terrível!

—Tudo bem, relaxa. Eu terminei com a Rose e cinco minutos depois eu estava recebendo um boquete da minha prima. Essas coisas acontecem. Isso é Hogwarts. – riu Scorpius.

—Não! Eu não sou assim. Você e Navi são assim... eventualmente o Draconis era assim... mas eu... eu não! – resmungou Albus.

—Ok, Albus. Posso te perguntar uma coisa?

—Escute, Scorp... eu não tenho tempo pra suas piadinhas!

—Não... eu falo sério. É uma pergunta séria. – Albus o olhou com desconfiança – Esse sexo louco com a Lyra... O que significou pra você? Foi só um descontrole movido a álcool ou... ou reavivou o sentimento que você tem por ela?

—Eu não sei... – murmurou Albus – Você acha que significou alguma coisa?

—É claro que sim! – riu Scorpius, mas Albus não pareceu nada feliz. – É claro que não... – murmurou perdido e Albus soltou um muxoxo – O que você quer ouvir? Eu não consegui ver uma pista...

—Não. Não significou nada! – disse ele determinado.

—Isso mesmo, foi só uma foda. – riu Scorpius e Albus o olhou indignado.

—Como pode dizer isso? É da Lyra que estamos falando! – ralhou Albus.

—É claro que significou alguma coisa! – corrigiu-se Scorpius.

—Não! Não significou. Não pode significar. – lamentou Albus.

—Ok, cara. Eu estou perdido aqui. – ralhou Scorpius – Você vai manter isso em segredo?

—Eu não sei... eu deveria? – perguntou Albus – Eu... eu não quero magoar a Cerce.

—É, mas... a Lyra está contando que você vai contar e terminar com a Cerce. Você falou isso pra ela. Ela está esperançosa...

—Ai, caramba... – resmungou Albus – Eu vou ter que magoar uma ou outra? – perguntou Albus.

—Yep. – respondeu Scorpius – Então pensa aí em quem você vai pisar nos sentimentos.

Estavam para chegar no castelo, quando Navi apareceu, passando o braço ao redor do ombro de Scorpius.

—Qual é a boa? – perguntou ele.

—A sua irmã. – respondeu Scorpius e Navi os olhou confuso – E eu estou solteiro.

—O que houve? – perguntou Navi.

—Rose é... certinha demais para mim, então... a gente terminou.

—Você terminou com ela porque ela não queria transar com você, não é?

Não...

—É. – respondeu.

—Navi. Eu não sei o que fazer. – lamentou Albus – Eu fiz uma burrada muito feia.

—Você pegou sua irmã? – perguntou Navi fazendo careta.

—Não. A sua. – riu Scorpius – Pegou pesado mesmo. E agora ele não sabe o que fazer.

Navi piscou surpreso e os encarou.

—Você traiu a Cerce? – perguntou ele. Albus o olhou desesperado e concordou com um aceno de cabeça – Você tá muito na merda. – riu Navi.

*

—Você pegou o Albus? – perguntou Lessa, sentindo-se exausta pela tarde de sexo com Navi. Tinham transado tanto que estava até assada – Eu não acredito. Cerce vai ficar furiosa.

—Eu estou cagando pra ela. – resmungou Lyra – O que importa é que eu finalmente consegui conquistar o Albus. – Lyra soltou um suspiro e sorriu bobamente – Oh, Les... eu estou apaixonada.

—Eu sei como é. – riu Lessa passando o braço ao redor dos ombros da amiga – E você acha que ele vai mesmo terminar com a Cerce pra ficar com você?

—Eu acho que sim. – respondeu Lyra – Ele disse que ia. – sua amiga e cunhada a abraçou com um sorriso feliz – Ele disse que eu sou a garota dos sonhos dele! – riu Lyra.

—Sim, dos sonhos eróticos dele. – riu Lessa – Brincadeira. O Albus é louco por você há anos.

—Eu sei. Queria ter notado antes... – suspirou ela – Mas não importa. Deu tudo certo agora! Eu e o Albus vamos ficar juntos!

**

Tomou um banho sentindo-se horrível. Scorpius vomitou um pouco no boxe ao lado e isso lhe deu uma terrível ânsia de vômito. Depois de muito tempo os dois cambalearam cada um pra sua cama. Acordou no meio da noite, numa terrível ressaca, com Cerce o afagando nos cabelos.

—Hey... – sussurrou ela – Desculpe te acordar...

—Cerce... – murmurou corando e se sentindo sujo.

—Eu vim me desculpar por ter te abandonado na festa. – explicou ela e Albus se perguntou se ela estava sendo sarcástica – É que minha irmã passou muito mal e eu tive que ajudar o Gale a cuidar dela. E como eu não te encontrei, não tive como te avisar. Me desculpe mesmo.

Albus corou de vergonha por ela estar se desculpando. Ele quem deveria estar se desculpando.

—Cerce... relaxa. Não precisa se desculpar. – murmurou ele – Ei... o que houve com a sua irmã?

—Gale acha que colocaram alguma coisa na bebida dela. Dido não se lembra de coisa alguma. Ficamos preocupadas, achando que alguma coisa ruim tinha acontecido, mas por sorte não aconteceu nada. Gale conseguiu achar ela antes que alguém tirasse proveito da situação. – explicou Cerce.

Albus concordou suspirando e se sentou, pegando a varinha. Depois ele lançou um feitiço abaffiato e Cerce o olhou desconfiada.

—Precisamos conversar. – murmurou ele. Cerce sorriu e ficou de joelhos na cama.

—Eu primeiro, por favor.

—Hum... eu realmente...

—Por favor. É muito importante! – riu Cerce. Albus respirou fundo e a olhou curioso – Não quero exagerar nesse momento... é um momento muito importante pra mim...

—Mesmo assim, posso falar primeiro?

—Albus. Eu te amo.

—Oh... Cerce, eu... – começou Albus, mas ela lhe roubou um beijo carinhoso.

—Deixa eu falar primeiro! – riu ela – É importante. – Albus sentiu que um enorme desastre estava pra acontecer.

***

Eu vi que Lyra estava muito animada no Salão Comunal naquela manhã e eu sabia que era por conta de Albus. Ela o esperava com expectativa.

E quando ele surgiu das escadas do dormitório, ela sorriu para ele e ele desviou o olhar, constrangido. Logo atrás dele veio Cerce, com a irmã e Gale, que sorria parecendo ter vencido na vida, por a garota não tê-lo mandado pro inferno.

Lyra olhou para Albus, com um olhar questionador... Ela não sabia o que tinha acontecido.

Mas eu sim, porque Albus me contou depois... e foi o seguinte:

***

—Preciso te contar uma coisa antes que você diga. – murmurou Albus.

—Então não conte. – riu Cerce. Albus piscou, surpreso.

—O que?

—Se tem uma coisa que eu aprendi vivendo com todos os meus irmãos e primos... – Cerce sorriu segurando sua mão – É que simplesmente porque algo precisa ser dito, nem sempre significa que é preciso ouvir.

—Cerce... eu fiz algo horrível... eu bebi demais e... – insistiu Albus, mas Cerce o interrompeu de novo.

—Nós todos fizemos coisas ruins, Albus. Não quer dizer que somos pessoas ruins. – murmurou Cerce o olhando nos olhos – Olha, eu não me importo com cada detalhe das coisas que você fez até hoje, Albus. E eu espero que você não se importe com os meus detalhes também. O que me importa é você, e que desta noite em diante... você está nisto tanto quanto eu. O que você acha?

—Cerce... você não entende, eu...

—Escute. Minha mãe se recusou a se permitir viver algo que ela vinha sentindo. E quando ela decidiu dar uma chance pra si mesma... foi tarde demais... eu não quero chegar no “tarde demais”, Albus. Eu quero viver. E eu quero que você viva comigo... porque se não for você... eu não quero ninguém. Então... por favor... – ela sorriu e lhe acariciou no rosto – Simplesmente não diga, ok?

Desviou o olhar, sem saber o que fazer. Não queria pensar com os quadris. Mas não queria esconder aquilo de Cerce.

—Eu... eu estou tão confuso, Cerce... por que você gosta tanto de mim? – perguntou ele.

—Vem cá. – riu Cerce se aproximando mais e o beijando na testa – Eu fico constantemente maravilhada com as coisas que você diz. E completamente arrebatada pelas coisas que você faz. – riu ela o fazendo corar – E por mais que você se esforce pra não ver... você é lindo, Albus... – ela suspirou o olhando com imenso carinho nos olhos – E se ficarmos juntos o suficiente... Eu espero que um dia você se veja como eu vejo você... porque eu te amo, Albus... eu te amo tanto...

Sorriu envergonhado e constrangido.

—É uma linda resposta, Cerce... mas... mas eu realmente preciso falar o que aconteceu... ou eu... ou eu não vou conseguir lidar com tudo isso. Eu não sou do tipo que consegue esconder esse tipo de coisa. – ele engoliu em seco – Se... se você me escutar... se escutar o que eu fiz e mesmo assim quiser algo comigo... – ele respirou fundo – Então... então eu...

Mas ela o beijou nos lábios com carinho.

—Eu sei o que você fez, Albus. Não importa. – murmurou ela – Desde que me dê uma chance de ser a única no seu coração. Eu te amo, Albus.

****

Às vezes, horas podem parecer minutos. E às vezes um único segundo pode durar uma vida... para Lyra, o segundo que nunca acabaria, seria aquele... quando ela ficou olhando para Albus, esperando que ele viesse até ela.

Mas ele não foi. Quando Albus finalmente a olhou, foi para negar com o rosto e dar a mão para Cerce, para saírem pela passagem secreta.

Olhei para Navi, que me olhou também. Les também olhou para nós e então todos olhamos para Lyra. Ela olhava para a passagem, como que sem acreditar no que estava vendo.

Ela soltou um suspiro e olhou para Les.

—Eu acho... eu acho que estou com cólicas... vou... vou ficar o primeiro horário no dormitório, ok? – perguntou ela.

—Eu sinto muito, Lyra... – murmurei.

—Não sinta. Não é nada... a gente se vê.

Observamos Lyra se afastar e voltar para o dormitório. Nos entreolhamos e eu suspirei.

—Vão indo na frente. Acho que a última coisa que ela precisa é um casal apaixonado tentando consolá-la. Eu sou um solteiro tão frustrado quanto. – murmurei sabendo a verdade daquelas minhas palavras.

Navi e Les concordaram e saíram do Salão Comunal. Então eu desci para o dormitório feminino, do sexto ano. Lyra estava em sua cama, rasgando folhas aleatórias de seu caderno.

—O que está fazendo? – perguntei.

—Nada. – murmurou ela, parecendo deprimida. Me sentei ao lado dela e notei que ela estava rasgando todas as páginas em que ela tinha anotado o nome de Albus num coração – Só estou apagando mais uma das minhas várias péssimas ideias. – resmungou ela – Digo, fala sério! Lyra Lestrange? Namorando? Eu não sou para namorar. Eu sou a escolha bêbada das pessoas, certo? – perguntou ela arrancando outra página.

—Não diz isso. Você é legal, Lyra. – murmurei.

—Então porque ele não me escolheu? – perguntou Lyra com lágrimas nos olhos. Eu soltei um suspiro sem conseguir pensar numa resposta pouco machista. Então apenas dei de ombros.

—Vem cá. – murmurei. Lyra veio e eu a abracei – Vamos continuar sendo os solteiros mais canalhas dessa escola e vamos prometer nunca mais nos apaixonar.

—Pra você é fácil. Não foi você quem levou um pé na bunda! – choramingou Lyra. Baixei os olhos, triste e ela me olhou surpresa – Você... você levou?

—Aparentemente eu e Rose tínhamos objetivos e pensamentos muito diferentes para namorar... ou ao menos foi essa a desculpa que ela me deu... ao partir meu coração em mil pedaços.

—Ela tem outro? – perguntou Lyra.

—Espero que sim. – murmurei – Entre ela ter me largado por ter encontrado alguém e ela ter me largado porque ela é melhor sozinha... eu acho que meu ego se machuca menos com a primeira opção.

—Oh, Scorp... eu sinto muito. – murmurou Lyra. Então eu a abracei, sentindo-me triste por mim mesmo e por ela.

—Tudo bem... só não conte a ninguém...

—Que você é um ser humano como qualquer outro? De jeito nenhum. Acabaria com metade do seu charme.

*****

—Ok. Eu preciso conversar com você. – resmungou Lyra. Scorpius a olhou confuso.

—Ok. Diga. – respondeu ele.

—Eu estou triste. – disse ela.

—Hum.

—E eu quero te propor uma coisa, pra passar a tristeza.

—Hum?

—Vamos fazer um contrato de sexo?

Era hora do jantar, todo mundo estava conversando e comendo, mas o silêncio reinou com aquelas palavras de Lyra e todos olharam para os dois.

—Ok. – riu Scorpius.

—Viu? Ele tem bolas! – debochou Lessa.

—Realmente. Ele aceitou namorar com a garota que gostava, sem inventar desculpinhas. – devolveu Navi – Vai por mim, maninha. Contrato de sexo não funciona. Acredite. Eu tentei com as Profanas.

—Se quiser tentar de novo, só me avisar. – riu Mellody e Lessa puxou Navi pela orelha quando ele riu de maneira canalha para a loira.

—E então, Scorpius. Vamos lá pra dentro decidir as regras do nosso contrato?

—Vamos.

E assim foi.

Regra número 1: Quando um quiser, dois transam.

—Puta que pariu! COLOQUEM UM MALDITO FEITIÇO SILENCIADOR NESSA CAMA! – gritou Grant, sem conseguir dormir com o som de gemidos de ambos.

Regra número 2: Preliminares não são obrigatórias.

—Então eu disse: se você acha que eu vou deixar você ficar fazendo olhinhos doces para... – começou Lessa, mas Scorpius abriu a porta do dormitório – Oh... – resmungou ela revirando os olhos. Scorpius simplesmente pegou Lyra no colo e eles saíram se mastigando até a cama dela. Segundos depois escutaram o som gemido da garota, antes de serem abafados com um feitiço.

Regra número 3: Não somos namorados.

—Você está namorando a Lestrange, Malfoy? – perguntou Fred Weasley. Scorpius negou com a cabeça, olhando a garota do outro lado da sala de feitiços.

—Estamos fodendo. Algo que nós dois gostamos e fazemos bem.

—Está fazendo isso só pra magoar minha prima? – perguntou ele semicerrando os olhos.

—Não. Estou fazendo isso para aproveitar que Lyra gosta do que eu gosto. – resmungou ele dando de ombros.

Regra número 4: Nada de ciúmes.

A beijou com muito desejo, mergulhando nela repetidas vezes. Lyra gemeu gostosamente e ele fechou os olhos quase chegando no ápice do momento.

—Oh, Albus... – gemeu ela, provavelmente chegando lá também.

—Isso, Rose... – devolveu. Lyra piscou e o olhou com as sobrancelhas franzidas.

—Rose?

—Albus?

E então os dois deram risada e continuaram o que estavam fazendo, sem se ofender de maneira alguma.

Regra número 5: Chupões são permitidos.

—Ela está fazendo isso pra me irritar. – rosnou Albus pegando a varinha e a apontando para seu pescoço. Scorpius deu uma risadinha vendo a marca de chupão desaparecer.

—Você causou isso. Ninguém mandou escolher Cerce. – riu Scorpius.

—Eu teria escolhido a Burke. Lestrange’s não prestam. Nenhum dos dois. – riu Gale fazendo a barba.

—Falando nisso... você e a Dido, Gale? Andou ou não? – perguntou Grant.

Gale fechou a cara.

—Isso não é da sua conta.

—Até quando vai ficar desse jeito comigo? Somos amigos, Gale. – riu Grant.

—Nós não somos amigos. – rosnou Selwyn e Scorpius e Albus olharam curiosos – Não depois do que você tentou fazer. “Amigos” é última coisa que nós somos.

—Oh, o santinho. Não teria ficado grilado se... – Grant olhou para os dois e revirou os olhos, entrando novamente no boxe. Scorpius e Albus olharam para Selwyn, que não disse uma palavra.

Scorpius deu de ombros e sorriu.

—Escute cara, eu não vou fazer nada para mudar a situação. Está cômodo pra mim. Você quem deveria fazer algo a respeito, se está te incomodando. Que tal ser um pouco maduro e ir falar com ela? Já tem um mês que vocês estão se evitando.

Albus suspirou e concordou com um aceno de cabeça.

—Cerce não pode saber que eu vou conversar com ela. Ou vai pegar no meu pé. – sussurrou para o amigo, enquanto saíam do banheiro.

—Oh... como seria bom se você tivesse uma capa de invisibilidade, não é mesmo? – riu Scorpius. Albus deu uma risadinha também e concordou – E um mapa que dissesse onde está cada um no castelo.

No dia seguinte Albus decidiu que era o momento. Pegou o mapa e a capa. Se escondeu sob eles e foi andando pelo castelo procurando por Lyra. Ela estava sozinha no banheiro da Murta Que Geme. Deu graças por isso e correu o mais rápido que conseguiu até lá.

Lyra estava sentada na pia, parecendo deprimida.

Fechou a porta e tirou a capa. Ela o olhou curiosa e não sorriu.

—Ei... podemos conversar? – perguntou Albus.

—Agora não é um bom momento. – murmurou ela.

—Por que? – perguntou Albus – Não acha que já adiamos o suficiente, Lyra?

Ela soltou um suspiro e tirou um frasco do bolso e jogou para ele. O pegou no ar e viu que era um frasco de cor azul escuro.

—O que é isso?

—Um teste de gravidez. – respondeu Lyra. Albus a olhou em choque.

—O... o que? De quem!? Seu?!

—É.

—E azul é o que? – perguntou ele, com o coração batendo acelerado.

—Não é óbvio? Se fosse negativo eu estaria numa boa, não acha? – perguntou ela indo para o chão – Com licença... – ela estava para sair, quando ele a segurou pelo pulso.

—De quem é? – perguntou ele – É do Scorpius?

Lyra o olhou corando de leve.

—Eu não sei. Pode ser, mas... Pode... pode ser seu. – respondeu ela se desvencilhando – Não espalhe a notícia. Eu ainda não sei o que vou fazer a respeito disso.

Ela saiu do banheiro e ele precisou de dez segundos para se recompor.

Desses dez, cinco foram...

A primeira vez que a tinha visto, no expresso Hogwarts, quando tinha ido com o pai levar James.

O primeiro sorriso que ela lhe dera, quando foram sorteados para a mesma casa.

A primeira vez que se declarara para ela, na Casa da Árvore.

O beijo que ela lhe dera na casa dela.

E a conversa que tiveram no banheiro dos monitores quando ela se abriu pra valer para ele.

Os outros cinco segundos foram lembranças do sexo a três que eles tinham feito.

Puta que pariu! Eu posso ser o pai?!

—LYRA! – gritou e saiu correndo atrás dela. Lyra estava já na metade do corredor.

—Ei! Sem escândalo, ok?! – pediu ela. A segurou nos ombros, completamente em pânico.

—Precisamos saber de quem é! – disse ele.

—SE eu decidir ter esse bebê, Albus, ele não vai ser seu, ou do Scorpius, ou de ninguém. Vai ser meu. Não se preocupe. – resmungou ela o empurrando – Eu não vou estragar seu namoro perfeito. – ela se virou e continuou andando.

—Lyra, qualé! – ralhou ele – Eu vou fazer uma poção, ok? – perguntou ele – Pra ver se é meu ou dele...

—Não. Não vai! – ralhou Lyra.

—Eu tenho o direito de saber se é meu! – resmungou ele.

—E eu tenho o direito de não ter esse bebê! – ralhou ela – Não sei o que deu em mim por ter te contado! – ralhou ela.

—Lyra, espere. Vamos conversar sobre isso! – pediu ele. Mas no lugar de falar, ela lhe deu um tapa na cara. O som do tapa pareceu ecoar por todas as paredes daquele corredor.

—Você teve um mês inteiro pra vir conversar, Albus. Agora eu não quero. – ralhou ela.

—Você estava transando com o meu melhor amigo para me atingir! – resmungou massageando o rosto onde ela o acertara.

—E você estava se agarrando com a minha prima, com quem você me disse que iria terminar. Esqueceu? – perguntou ela com mágoa na voz – Eu não quero a sua ajuda. Eu não quero nada com você. Eu quero que fique longe de mim. Eu sei me cuidar e vou cuidar bem de quem mais vier. Obrigada e passar bem.

Ela arrumou a barra da saia e saiu marchando. Albus a olhou sem saber o que fazer ou pensar, com o coração acelerado. Completamente acelerado.

Notas finais
Gente... Imaginem como o Rasalas vai ficar... quando souber que a filhinha dele... está grávida e... não sabe quem é o pai! É treta? Claro que é treta! Huhauhsuasha Vamos à prévia? Com 8 comentários eu posto o próximo!! "carta no início do ano. Eu estou proibindo esse tipo de piadinha, escutaram? —Draconis pode mandar cartas?! – perguntou Rose parecendo surpresa – Como ele nunca me mandou nem um bilhete que fosse? —Ele descobriu isso na altura do natal, e não foi ele quem mandou. Foi Yaxley. Seu irmão, na verdade, realmente não pode mandar cartas. – explicou Damian. Ele olhou para os filhos e respirou fundo – Escutem, o irmão de vocês está namorando um rapaz e eu estou proibindo qualquer tipo de piadinha a respeito disso, ouviram?" O que? Mais treta? Claro que tem mais treta shaushuashuas