Notas iniciais
PAAAA Capítulo surpresa! Por que? Porque eu amo vocês shuahsauhsa xP Então, amores. Mais um capítulo Eu adorei escrever ele hehehe Eu espero que vocês gostem!! ^^

Capítulo 36

—... utilizando a folha de chacrona, podemos aumentar nossa sensibilidade, além de abrir nossos canais de magia, deixando-a fluir de maneira intensa. Isso nos permite ter deslumbres do futuro, do passado, ou... nos permite alucinar. Claro que essas alucinações podem ter ou não significado adivinhatório. – explicou o professor entregando um chá esbranquiçado com um cheiro adocicado. Rose soltou um suspiro, completamente desinteressada – A folha de chacrona ou seu chá, além de causar diversos efeitos sensoriais, não causa nenhum tipo de vício ou dano ao corpo do usuário, o que a fez bastante popular entre os bruxos sul americanos, que a usam desde épocas muito antigas, datando o Império Inca. A tarefa de hoje será usar o chá de chacrona e fazer um relatório sobre suas visões. Mesmo que vocês pensem que não tenha absolutamente nenhum caráter útil para a visão. – ele fez uma pausa e olhou para um garoto da Lufa-Lufa, que tinha levantado a mão. – Sr. Hawk?

—Professor. Onde podemos conseguir folha de chacrona? Acho que eu teria um barato muito louco com isso ai. – brincou ele fazendo a turma rir. Mas Rose não estava com humor.

—Apenas em algumas lojas de herbalistas. É uma planta exótica, oriunda das Américas. – respondeu o professor dando um sorrisinho – Muito bem. Preparem-se. Fiquem com o balde por perto, porque algumas vezes ela causa enjoos. Prontos? – Rose soltou um muxoxo olhando para seu chá. – Bebam.

Obedeceu, se perguntando se haveria uma matéria mais inútil que Adivinhação. Deveria ter desistido dela depois dos N.I.E.M.s...

Olhou para seus companheiros de sala e notou que eles estavam levemente apreensivos. O professor colocou uma música calma para tocar e Rose começou a se sentir muito pesada e sonolenta. Engoliu em seco, se perguntando o que iria ver...

Soltou um suspiro baixando a cabeça, a deitando nos braços. Queria que Draconis não fosse seu irmão... talvez... se ele fosse mesmo filho de Tio Draco... Alhena poderia ter casado com Draco. E então eles teriam Draconis... e quem sabe, assim... assim seu pai e sua mãe poderiam ter se casado também. Teria tido uma infância mais normal, sem ter que aturar as implicâncias das gêmeas, sem aturar as brincadeirinhas maldosas sobre ser uma bastarda...

E principalmente... seria livre para amar Draconis, sem absolutamente nenhum tipo de peso na consciência...

Respirou fundo e sentiu-se levada para muito longe dali. Ótimo, começara a alucinar. Se viu num lindo jardim e olhou ao redor. Notou duas pessoas deitadas sob a sombra de uma árvore. Se aproximou, sabendo que eram dois adolescentes e reconheceu Draco e Alhena. E os dois estavam num amasso nada comportado, com mão de Draco enfiada embaixo do vestido dela, a fazendo gemer de leve.

Corou completamente constrangida com aquela visão.

—Vamos pro meu quarto? – pediu Draco para ela, mas a loira deu uma risadinha e negou com a cabeça – Vamos, Lena... você vai me deixar maluco.

—Nada disso. – riu ela girando o corpo e se deitando de bruços – Ainda não me convenceu. – Draco se sentou soltando um suspiro e a olhando com diversão.

—Espere só até o fim do feriado. – riu ele.

A visão mudou de leve e agora estava em Hogwarts. Estava sentada no Salão Comunal da Sonserina. Não fazia ideia do que estava fazendo lá. Foi quando a passagem secreta se abriu e um garoto entrou com Alhena no colo. Ela parecia completamente apagada. Reconheceu Pansy Parkinson entrando com eles.

—Leve ela pra cama que eu vou fazer vocês serem flagrados. – disse ela.

—Me dê um tempinho pra tirar uma casquinha. – riu o garoto com um sorriso cruel.

—Uma casquinha, heim? Não vai ir longe demais também.

—Ok, ok. – o garoto foi para as escadas do dormitório e Pansy saiu do Salão. Não estava entendendo nada...

Tudo mudou e viu seu pai olhar pra Alhena com puro desgosto, enquanto ela parecia muito infeliz. Mas tio Draco a pegou pela mão e a levou para longe.

Mais uma vez a visão mudou. Estava na Torre de Astronomia. Alhena se curvou pela janela e Rose gritou de susto, imaginando que ela iria pular de lá, mas Draco apareceu de novo e a abraçou por trás.

—Não pule. – pediu ele – Por Merlin... não me deixe sozinho aqui... – pediu ele a deitando a testa nas costas dela – Você disse que sempre estaria aqui... não me deixe sozinho, por favor?

Olhou para aquilo se perguntando se era apenas uma alucinação ou um verdadeiro deslumbre do passado.

—Não vou, não se preocupe... – murmurou Alhena com a voz engasgada e Rose se aproximou para ouvir melhor o diálogo dos dois.

—Se você pular... eu pulo. – eles ficaram em silêncio, abraçados. Draco beijou a loira na têmpora e a olhou preocupado – O que Burke fez? – perguntou ele. Rose piscou sem entender, ao ouvir o nome do pai.

—Nada. – respondeu Alhena – Eu só... entrei em pânico...

—Você não teria entrado em pânico se ele não tivesse feito alguma coisa...

Alhena suspirou e deu de ombros.

—Ele meio que me deu uma encoxada, enquanto me beijava... e pegou na minha coxa... então... foi culpa minha... eu surtei e...

—Não foi culpa sua. É a primeira vez que você se permite ter um contato mais próximo com alguém, depois do que Pierre fez e Burke te joga na cama, te apalpa e te encoxa? – ralhou Draco – Eu vou transformá-lo em um ratinho e vou jogá-lo pros testrálios!

Desde quando era da conta do Draco o que Alhena e seu pai faziam?

—Relaxa, Draco... – disse Alhena o segurando pela camisa – Ele provavelmente já deve estar arrependido por ter ido tão rápido...

—Ele é muito burro. É o que ele é. – rosnou Draco, deixando Rose indignada. Mas logo em seguida ele suspirou – Vamos... temos Runas agora.

—É... runas... – murmurou ela sem muita animação.

E então a visão vibrou. Como se fosse a superfície da água, sendo atingida por uma pedrinha. Alhena começou a se afastar, mas Draco a puxou de volta. Os dois se encararam e ele a abraçou de novo.

—Você sabe o quanto é importante pra mim? – perguntou ele. Alhena soltou um suspiro o abraçando de volta.

—O mesmo tanto que é pra mim. – disse Alhena.

—Então... então namore comigo. – pediu ele. Alhena o soltou e o olhou em choque.

—Draco... eu... eu não sirvo mais pra isso...

—Pra mim serve. Me dê uma chance. – pediu ele.

—Draco... eu não sei... eu...

—Por favor. Damian teve a chance dele. Mais de uma vez... e perdeu. Me dê uma chance. – insistiu ele. Alhena negou com a cabeça.

—Não to pronta pra isso, Draco. – murmurou a loira tristemente – Eu sinto muito. – Draco soltou um suspiro e os dois saíram juntos da Torre.

Tudo girou novamente e se viu no dormitório da Sonserina. E eram Draco e seu pai quem estavam ali. Draco entregou uma caixinha para seu pai, que pareceu ficar triste ao segurá-la.

—Fique longe dela. – disse Draco. Seu pai olhou para ele surpreso.

—O que? Quem é você pra me mandar fazer ou deixar de fazer qualquer coisa? – ralhou seu pai.

—Eu sou a pessoa que fez o que você deveria ter feito. – rosnou Draco. Os dois se encararam e ela notou alguma culpa no olhar do pai – Eu... eu gosto dela, Damian.

Seu pai o olhou chocado.

—Você gosta da Astoria!

—Astoria nunca me compreendeu como Alhena, Damian. E você nunca entendeu a Lena, como eu. Você teve sua chance e perdeu.

—Draco... eu amo a...

—Eu não ligo. – disse Draco severamente. Damian o olhou boquiaberto.

—Eu não vou desistir dela.

—Mas ela vai desistir de você.

E tudo girou de novo. Draco e Alhena deram as mãos e pularam pela janela da Torre de Astronomia. Estava dentro do lago e via os dois se beijando de maneira completamente apaixonada. A visão mudou e agora estava num dormitório. Draco e Alhena estavam se beijando numa cama. Viu seu pai entrar no dormitório e flagrar os dois.

Ele baixou os olhos, tristemente e saiu o mais silenciosamente possível. Deixou Alhena e Draco para trás, seguindo seu pai, que saiu para o salão comunal. Ele passou por Rasalas e Daphne, que estavam conversando e saiu do Salão Comunal da Sonserina. Ele correu até a Sala de Estudo dos trouxas e ela quase não conseguiu entrar antes que ele batesse a porta com força.

—Filho da puta... – rosnou seu pai se abraçando e fechando os olhos – Filho da puta. Filho da puta. – rosnou ele. Seu pai soltou um soluço e Rose o viu puxar os próprios cabelos e sentar completamente infeliz no chão – Ele sabe que eu amo a Lena... e ele fez isso assim mesmo...

Sentiu um frio no estômago, sentindo pena e viu seu pai se levantar e andar pela sala. Ele ficou de pé olhando para onde o professor ficava durante a aula, parecendo completamente perdido.

E então tudo mudou.

Estava na loja do pai. Ele parecia um tanto triste, mas quando o sininho da loja tocou, anunciando que alguém entrava, ele fez o sorriso de vendedor dele. Rose sentiu um calafrio lhe subir a espinha e viu sua mãe. Sentiu uma imensa vontade de chorar, pois morria de saudades dela. Sua mãe sempre fora sua melhor amiga. Sempre fora a melhor pessoa que conhecera. Ela tirou os óculos de sol, os colocando nos cabelos e se debruçou sobre a bancada.

—Oi, Damian. – riu ela.

—Clover. – riu ele se apoiando na bancada também – E então? Como está?

—Meus pais cancelaram o meu noivado. – riu ela. Rose viu seu pai sorrir satisfeito.

—Bom. Burton me parece um homem louco.

—Ele é um babaca. – riu ela – Eu nunca gostei dele... e agora eu sou livre pra correr atrás de quem eu quiser. – adicionou ela dando um suspiro. Viu seu pai sorrir para ela.

—E quem vai ser o sortudo? Deixa eu adivinhar... – ele parou para pensar – Vai ser o monitor da Corvinal? Qual era o nome dele mesmo? – perguntou ele, concentrado.

—Eu estava pensando em um certo rapaz da Sonserina, sabe? – perguntou ela. Damian piscou surpreso e a olhou – O único cara por quem eu me apaixonei. O garoto mais doce e romântico que eu tive o prazer de conhecer... e acima de tudo... um verdadeiro amigo. – adicionou ela colocando a mão em cima da dele. Rose sorriu achando a cena fofa. E seu pai sorriu também.

—Desculpe, Clover... você é maravilhosa... mas...

—Lestrange? – perguntou sua mãe.

—É... – murmurou ele – Eu nunca a esqueci... – adicionou ele.

—Damian... já faz um ano que terminamos a escola. – murmurou sua mãe – E ela está com o Malfoy, não está?

—Está... – murmurou Damian – Eles... hum... Rasalas veio me contar que... que Draco vai pedi-la em casamento.

—E você não vai fazer nada a respeito? – perguntou sua mãe com um sorriso gentil, ainda acariciando as mãos dele. Rose franziu a testa, sem entender o motivo de sua mãe dizer aquilo.

—O que eu posso fazer? – perguntou seu pai parecendo triste – Ela gosta dele, aparentemente... e o rolo deles não é recente também... eu tenho a impressão de que ela e Draco...

—Damian. Você ama a Lestrange. – riu sua mão acariciando as mãos dele – E você precisa fazer de tudo... para reconquistá-la. E eu vou esperar você fazer isso. Caso você a conquiste... eu vou ficar feliz por você. Porque eu sei o quanto você a ama e eu sei o quanto o seu sentimento por ela é lindo... mas se não der certo... – ela subiu de leve na bancada e o beijou nos lábios, num selinho comprido e carinhoso – Eu espero que me dê uma chance... mas tente, ouviu? Não abre mão dela assim tão fácil.

—Você é demais, Clover... – murmurou Damian.

—Eu sei. – riu ela o beijando no rosto – A gente se vê qualquer dia, ok?

—Ei... – seu pai soltou um suspiro – Eu posso fechar a loja durante uns minutos... – riu ele de maneira bem parecida com a de Castor e Póllux – Quer ir ver os fundos da loja?

Abriu a boca, horrorizada com aquela cantada e teve certeza de que sua mãe iria ficar zangada. Mas ela sorriu e concordou, indo os dois para a portinha que levava para o outro salão da loja.

E então a visão mudou.

—Você abortou? – perguntou Astoria, em choque. Estavam ela, Alhena e Daphne, na cozinha da casa do Rasalas.

—Eu não quero ter filhos. Nem Draco. Não agora. – resmungou Alhena.

—Você foi irresponsável! – ralhou Astoria.

—Não. Chá de lua não funciona em mim.

—Mas tem o feitiço que você pode usar em Draco. – ralhou ela.

—Tem? – perguntou Alhena – Que feitiço?

—Um feitiço de esterilidade! Céus... você não conhece? – perguntou Astoria. Daphne apenas observava as duas.

—Não. Que feitiço é esse? – perguntou ela curiosa.

—Draco sabe que você tirou? – perguntou Daphne.

—Eu contei depois que tirei. – respondeu Alhena, calmamente – Ele não se importou. Disse que se era o que eu queria fazer, tudo bem... – Ela deu um sorrisinho – Ele disse que era bom saber que eu posso engravidar. Pro futuro... eu acho que ele vai me pedir em casamento.

—E você vai aceitar? – perguntou Astoria parecendo um pouco intimidada.

—É claro que não. – riu Daphne. Rose a olhou surpresa, assim como Astoria e Alhena – Ela gosta do Damian, não do Draco. Até quando vai ficar insistindo nesse romance com ele?

—Você ficaria impressionada com o quanto que eu amo Draco. – riu Alhena – Ele é meu melhor amigo. Ele sempre esteve lá pra mim. A gente se ama de verdade...

—Ele não esteve sempre lá pra você. – negou Astoria – Damian esteve.

—Damian não esteve sempre. – negou Alhena.

—Ele não esteve UMA vez. – devolveu Daphne.

—A vez que eu mais precisei...

—Ele tentou compensar, Lena. Você não deixou. – disse Astoria.

—Eu amo o Draco. Não o Damian. Damian é passado.

A cena mudou e Rose começou a ficar um pouco tonta e enjoada.

—Você não pode se casar! – ralhou tio Blair. Estavam Rasalas, Blair e Draco num bar. Draco exibia um exageradamente grande anel de noivado.

—É claro que eu posso me casar. Por que eu não poderia me casar? – perguntou ele.

—Porque você acabou de fazer vinte anos! – ralhou Blair – Ainda faltam dez anos pra...

—Na verdade, eu vou pedir Daphne em casamento também. – riu Rasalas.

—Vocês... – começou Blair, indignado – Vocês são uns traidores do Bro Code. É isso que vocês são.

—Ah, pare de falar naquele livro bobo. – resmungou Draco.

Rasalas e Blair olharam indignados pra ele.

—Livro bobo? – repetiu Blair.

—Quem é você e o que você fez com o Draco?! – perguntou Rasalas.

—Eu cresci. Tentem fazer o mesmo. – ralhou ele – Eu vou me casar com Alhena. Ela é a mulher da minha vida.

—E Astoria? – perguntou Blair – Ela tá bem gostosa, a Astoria. – Rose viu Draco estreitar os olhos, olhando zangado para Blair – Você está com ciúmes? Eu nem disse ainda que vou tentar transar com ela.

—Astoria não é um pedaço de carne, Blair. – ralhou Draco – Ela é uma garota especial e... e não deu certo as coisas com ela, mas com Alhena deram e eu vou me casar. E eu quero que você seja o padrinho, Ras, afinal é o irmão dela. Eu já falei com os meus pais. Eles ficaram super felizes com a ideia do casamento e eu já pedi permissão pro Rabastan também, que ficou muito satisfeito.

—Traidores. – ralhou Blair.

A visão mudou de uma vez e agora estava na frente de uma casa sinistra e grande. Estava chovendo muito forte, apesar de que não se molhava. Mas o rapaz na frente da porta estava completamente encharcado. Ele esmurrava a porta, desesperado.

Quando finalmente abriram, era a Sra. Lestrange, que ainda era uma mulher muito bonita.

—Damian, por favor. Vá embora. Ela não quer te ver.

—Sra. Lestrange, por favor. – insistiu seu pai, se abraçando – Eu preciso... falar com ela. Por favor. Por favor. Eu te imploro... me deixe vê-la...

—Ela se casa amanhã, Damian! – ralhou a Sra. Lestrange.

—Eu sei. É por isso que eu preciso falar com ela hoje! – disse seu pai, desesperado – Ela precisa me ouvir, por favor.

Emily Lestrange soltou um suspiro.

—Se meu marido te ver aqui, ele mata você... – murmurou ela.

—Eu corro o risco. Por favor... – pediu seu pai com o olhar esperançoso. Emily o deixou entrar e Rose o seguiu. Ela realmente queria muito que Alhena e ele se acertassem, porque sabia que seu pai a amava de coração. Ela sabia que ele nunca amara sua mãe... apenas era um bom amigo dela... mas Alhena... Alhena ele amava com uma intensidade absurda. Algumas vezes achava que ele estava lutando tão bem contra o Horklump só porque não queria vê-la chorar. Por não querer deixá-la... – Obrigado, Emily. Muito obrigado... – disse ele tremendo de frio.

—Você sabe onde é o quarto dela. – disse Emily parecendo preocupada e seu pai concordou, avançando pela casa que ela conhecera como sendo a dos pais de Rasalas e Alhena.

Seguiu seu pai olhando ao redor daquela casa enorme e quando finalmente ele parou, se perguntou como as coisas seriam... Seu pai encostou a testa na porta, respirando fundo. Ele tocou a maçaneta, hesitante e juntando coragem, ou qualquer coisa assim. Então finalmente ele abriu a porta. Rose entrou assim que foi possível. Alhena estava de pé, com a varinha nas mãos. Tinha um lindíssimo vestido de noiva, verde e prata, as cores dos Malfoy e dos Lestrange na frente dela e imaginou que ela estava adicionando algum detalhe ou outro ao vestido.

—O que... – murmurou Alhena. Ela respirou fundo e desviou o olhar – O que você está fazendo aqui?

Seu pai engoliu em seco a olhando completamente triste.

—Eu... eu não recebi um convite pro seu casamento.

—Claro que não. – ralhou Alhena – Você e Draco brigaram, lembra? – perguntou ela – Porque você falou um monte de merda pra ele e o ameaçou caso ele tentasse se casar comigo.

—Eu te amo, Lena...

—Damian, acabou. – ralhou ela.

—Não... eu me recuso a concordar que acabou... – disse ele se aproximando dela – Não case com ele, por favor. Me de uma chance.

—Você teve a sua chance, Damian. Não deu certo.

—Nós fomos sabotados. Por Parkinson, por Pierre... por favor, Lena... eu te amo tanto... – pediu ele.

—Draco me ama também. E eu o amo.

Rose pode ver o quanto aquilo doeu em seu pai.

—Não ama tanto quanto eu. Ele não te ama tanto quanto eu te amo. Eu sei. Eu sinto. – seu pai se aproximou mais dela e a segurou nas mãos – Nós fomos feitos um para o outro. Eu sei e você sabe... por favor, Lena...

Ela desviou o olhar, com cara de choro.

—Pare de ser tão egoísta, Damian. Eu me caso amanhã! – ralhou ela se desvencilhando dele – Você não pode estar realmente pensando que eu vou desistir de tudo pra... pra correr pra você... depois de tudo.

—Lena... – murmurou ele – Por favor. Por favor... eu faço qualquer coisa. Eu te amo demais. Volta pra mim...

—Eu já disse que não. – chorou ela. Rose sentiu um aperto no peito. Seu pai parecia completamente desconsolado – Vá embora. Você não deveria estar aqui... – mas ela se calou quando ele a abraçou por trás. Seu pai afundou o rosto nos cabelos dourados dela e fungou.

—Eu te amo, Estrelinha. – murmurou ele – Eu te amo pra sempre...

—Pare, por favor... – pediu Alhena chorando de vez. Era estranho vê-la chorar. Alhena era sempre tão forte e controlada... – Por favor, Damian... não bagunce a minha cabeça agora...

—Eu sinto muito, Lena... mas é que eu estou numa confusão de sentimentos aqui... eu perdi um dos meus melhores amigos e eu estou prestes a perder a mulher que eu amo... por favor... reconsidere...

—O casamento é amanhã, Damian. Não há tempo de reconsiderar, por favor, vá embora... – chorou ela.

Viu seu pai a abraçar e a acariciar na barriga de leve, enquanto a beijava no ombro. Viu Alhena corar de leve e fechar os olhos, se entregando às carícias.

—Eu te amo, Estrelinha... eu te amo... – murmurou Damian tão baixinho que quase não ouviu – Então paremos de dizer, paremos de contar. Não me interessam mais as horas, porque posso te amar... Posso te amar... – Ele cantarolou aquela musiquinha que ela já o tinha escutado cantar algumas vezes. Alhena pareceu congelar por um momento e então ela pareceu prestes a chorar pra valer – Este é o segundo mais longo da minha vida! – ele a fez se virar para olhá-lo. As costas dela estavam completamente encharcadas por conta do contato com as roupas molhadas dele – Vamos fugir. Vamos fugir daqui... e ser só nós dois... vamos pra um lugar onde não saibam o que significa Burke, Lestrange ou Malfoy. Vamos pra um lugar só nosso e construir um futuro meu e seu? Vamos, minha Estrelinha? – ele a olhou com tanta intensidade que Rose não imaginou como Alhena poderia não concordar com ele. Se sentou na cama achando o momento lindo e romântico. Seu pai fechou os olhos e aproximou o rosto do dela. Rose sorriu feliz pelos dois, mas no último instante Alhena virou o rosto.

—Eu não vou fazer isso com Draco. – disse ela friamente. Ela se afastou dele e lhe deu as costas – Vá embora, Damian. Se você acha que eu posso ser canalha a ponto de fazer isso com Draco depois de tudo o que ele fez por mim, você realmente não me conhece nem um pouquinho. Vá embora e me deixe em paz. – ela fez uma pausa enquanto ele a olhava com o olhar completamente infeliz – Eu vou me casar com Draco porque eu o amo. Eu o amo... – ela se virou e o encarou – Por favor, aceite isso.

—Nunca. – murmurou ele triste – Eu nunca vou aceitar, Alhena... mas se é a sua escolha... eu vou respeitá-la... Adeus...

—Adeus... — murmurou ela com dor na voz.

E então tudo mudou. Ficou girando no escuro, no vazio, durante muito tempo.

Quando finalmente abriu os olhos, estava sentada numa mesinha, em Hogsmeade. Navi e Draconis estavam com ela, assim como um garoto bonitão, negro, alto e magro. Todos estavam rindo e ela se perguntou se estava tudo normal. Foi quando notou que todos pareciam muito jovens.

—Agora que estamos no terceiro ano, finalmente podemos sair do castelo... Então isso é Hogsmeade... parece ótimo. – riu Navi.

—Como se nunca tivesse escapado aqui com a Lessa. – riu Draconis.

—Oh, ela é demais... – riu Navi – Ela é a melhor namorada do mundo... – murmurou ele – Eu estou apaixonado.

O garoto negro revirou os olhos.

—Ela não é a melhor namorada do mundo. – riu Draconis e Rose sentiu o rosto ferver quando ele passou o braço ao redor dos seus ombros. Ela estava ali. De verdade – Não é, amor? – perguntou ele lhe dando um selinho na bochecha.

OMG, eu to namorando o Draconis.

Sentiu a bochecha esquentar e sorriu corada.

—Ei, parem. Vocês prometeram que não iam ficar me fazendo ficar de lummus aqui. – ralhou Navi.

—Tipo isso. Parem de ficar nessa pegação. – ralhou o negro.

—Ooooou, vocês poderiam voltar pra Hogwarts e deixar eu curtir o passeio com a minha namorada. – riu Draconis. Navi fez beicinho.

—Tá me abandonando, cara?!

—Não enche, Navi. – riu Draconis.

—Draconis, há quanto tempo estamos juntos? – perguntou curiosa, olhando para ele. Draconis franziu a testa e Navi deu uma risadinha, junto com o garoto desconhecido.

—Draconis? – perguntou seu ex-irmão – De onde tirou esse nome escroto? – riu ele.

—Draconis... eu nunca escutei um nome tão feio na minha vida. – riu Navi – Eu prefiro Draconildo.

—Draco Jr. – riu o desconhecido.

—Aaaaah, é uma brincadeira por eu ser a cara do meu pai. – riu Draconis.

Ok... o nome dele não era mais Draconis? Por que raios não era?

Foi quando se lembrou que tinha sido seu pai quem escolhera o nome Draconis...

—Acho que ela te confundiu com o outro, Scorp. – provocou o garoto que ela não conhecia.

—Scorp? – perguntou em choque – Seu nome é Scorpius?! – perguntou em choque. Draconis franziu a testa – Mas... mas e o seu irmão?

—Que irmão? – perguntou ele – Amor, você tá bem?

—Seu irmão?! O amigo do Albus! E da Lyra! – disse sem entender.

—Ninguém é amigo do Albus. – riu Navi – Ele é esquisito. Minha irmã odeia ele. Ele é obcecado por ela.

—Ele... ele... pera... o Scorpius não existe?!

—Eu existo, amor. – riu Draconis. Rose piscou confusa – E eu tenho uma irmã, chamada Ártemis e um irmão chamado Apolo. Gêmeos... lembra? Tão no primeiro ano... Misa é loirinha, com um dom estranho de vidente. Tudo que ela diz acontece... O Apolo é tipo eu, só que menos lindo. – ele deu uma risadinha jogando os cabelos loiro platinados para o lado.

—Rose pirou completamente hoje. – riu Navi.

—Completamente é pouco. – riu o outro garoto – Isso explica o motivo dela estar namorando o Draconis. – riu ele e Navi e ele deram tapas nas mãos um do outro sem nem mesmo se olharem.

—Mas... – ela pensou em Scorpius, chocada. – E Castor e Póllux? E as gêmeas?! E Prim?!?? E Órion?!

—Eu conheço o Órion... ele é o seu irmão, lembra? – riu Draconis – Da idade do irmão do Navi. E você tem uma irmã mais velha também. Que tá no quarto ano, chamada Tatiana. Uma homenagem à sua avó paterna, se não me engano.

Rose abriu a boca, em choque. Tudo estava diferente. Muito diferente. Navi deu uma risadinha e se levantou.

—Vou deixar a doidinha com você, Draconis. – disse ele falando “Draconis” com deboche. – Vamos, Pascal. Vamos nos divertir por ai. – Quando eles foram embora, Draconis a olhou parecendo preocupado.

—O que você tem? – perguntou ele.

—Eu... eu estou confusa...

E então tudo girou. Estava no Beco Diagonal, que estava completamente enfeitado para o natal. Estava segurando a mão de um garotinho, que era a cara de seu pai, mas com os olhos acinzentados de sua mãe. Sua mãe estava falando com uma garota alta e esbelta, de cabelos negros e os olhos azuis do seu pai.

—E então eu aceitei ser a namorada dele. – disse ela – Afinal, ele é bonitão, joga quadribol e tudo o mais. Sem falar que é muito inteligente também.

—Que bom, Tati. Não é lindo, Damian. Nossa filha já tem um namoradinho.

Rose olhou para seu pai e engasgou, pois tinha até esquecido de como ele era maravilhosamente lindo antes de adoecer. Todo forte, musculoso, com os cabelos muito negros, os olhos brilhantes e sem uma manchinha violeta que fosse no rosto.

—Aproveite bastante, querida. Namorar é muito bom. – disse seu pai com um sorriso gentil. Notou que ele não estava de mãos dadas com sua mãe, apesar de ambos estarem com alianças de casamento nos dedos. Achou aquilo muito estranho, pois seu pai sempre andava de mãos dadas com Alhena – Quem topa um chocolate quente? – perguntou seu pai.

—EU! EU! – disse o garotinho que segurava sua mão.

—Ok, mas depois eu quero dar uma olhada nas lojas. Para as compras de natal. – disse sua mãe. Rose se sentiu perdida, naquela nova família. Naquela situação inimaginável.

Andaram juntos, calmamente. Ficou a escutar sua família conversar e sentiu muita falta de Cástor e Póllux, assim como de Prim e o outro Órion... sentia falta até de Dido e Cerce, com as piadinhas ácidas e baixinhas, que sempre lhe arrancavam um sorrisinho... quando não era ela o motivo da piada, claro.

Quando chegaram numa confeitaria, Rose reconheceu “Scorpius”. Ele estava tomando um chocolate quente e sorriu, lhe mandando uma piscadela. A irmã dele (imaginava que era a irmã dele) estava de mãos dadas com Draco Malfoy, que estava olhando a vitrine de tortilhas. O garotinho, que deveria ser Apolo, estava olhando a vitrine de tortas também. A garotinha tinha os cabelos num loiro platinado ainda mais claro que os de Draconis. Ela tinha os olhos azuis acinzentados também, assim como o nariz fino do pai. Na verdade, ela não parecia em nada com Alhena. O garoto era basicamente igual a Draconis, mas mais alto do que Drac fora na idade dele e com os olhos prateados como os do tio Rasalas. E ele tinha o cabelo mais pro dourado do que pro platinado.

Rose olhou para Alhena, que também estava lá. Ela estava mais magra do que era em sua realidade. E ela estava mais bonita também, parecendo muito elegante e chique, num vestido muito bonito. Ela tinha pintado os lábios com um batom vermelho tão intenso, que parecia sangue.

Draco se virou para eles e ela notou uma certa tensão.

—Burke. – rosnou ele olhando com desdém para seu pai. Rose viu Draconis revirar os olhos, sorrindo divertido.

—Malfoy. – rosnou seu pai de volta – Se eu soubesse que essa loja atendia trastes que nem você, nem teria entrado.

—Por favor, Burke. Perto de mim, você não passa de um plebeu. – riu Draco com desdém.

Alhena soltou um muxoxo.

—Hey, Clover. Já fez as compras de natal? – perguntou ela.

—Não. Mas eu tenho algumas coisas em mente.

Alhena sorriu e foi até ela. Rose olhou para aquilo, completamente chocada. Sua mãe e Alhena deram as costas para os maridos e saíram andando, tranquilamente, batendo papo, como se fossem super amigas. Aquilo era muito surreal. Sua mãe não gostava de Alhena e Alhena tinha um desprezo bem forte por ela. Mas agora, as duas estavam rindo uma para outra, deixando a loja, num papo de velhas amigas...

Órion largou sua mão e correu até a mãe, assim como a irmãzinha de Draconis. O garotinho então olhou do pai para a porta e deu de ombros.

—Eu quero o de chocolate, papai. – disse ele.

—Ok, Apolo. Só pegar o que quiser. Tudo o que quiser. – riu Draco apertando a bochecha dele. Apolo deu um sorriso arrogante e olhou para a mulher do balcão.

—Então eu quero um de cada!

—Temos trinta e dois sabores de torta, querido. – riu a atendente.

—Você é surda? Eu quero um de cada. – resmungou Apolo. Draconis deu uma risadinha, obviamente achando a falta de educação do irmão engraçada. Mas Draco o olhou com censura.

—Pode ser um de cada. O que ele não aguentar eu levo pra casa. – disse Draco – Mas não acostume, Apolo. Precisa ser mais educado. Peça desculpas.

—Desculpe. – resmungou o garoto contrariado e Draconis piscou pra ele.

Voltou a olhar para o pai, sem saber o que estava acontecendo. Ele e Draco ainda trocavam olhares cheios de desgosto. Será que eles nunca mais tinham feito as pazes?

—Papai... o chocolate quente ainda vai rolar? – perguntou sua suposta irmã, cujo nome ela tinha esquecido... Era Tatiana?

—Claro, meu amor. Pode escolher qualquer coisa.

—Pai, eu vou dar uma volta, ok? – perguntou Draconis. Draco o olhou e o acariciou nos cabelos.

—Ok, mas não volta tarde pra casa, certo?

—Certo.

E então a coisa mais esquisita aconteceu. Draconis passou por Damian e lançou um enorme olhar de desprezo, que foi devolvido de maneira igual.

Aquilo era um pesadelo.

—Pai... eu... eu vou atrás da mamãe. – murmurou. Seu pai concordou com um aceno de cabeça, ainda olhando Draco com repulsa.

Seguiu para fora da Loja, onde Draconis a esperava.

—Você e o papai não se amam? – perguntou chocada. Seu ex-irmão deu uma risadinha desdenhosa.

—Tá brincando, né? – riu ele – Seu pai é um porre. A gente se odeia. Eu só não o trato mal por respeito a você. Mas ele é muito chato e isso nunca foi segredo pra ninguém.

—Mas... mas você amava o papai! – disse em choque.

—Oi? Você pirou de novo? – riu ele – Eu nunca gostei do Sr. Burke. A sua mãe é bem legal, mas o seu pai é simplesmente insuportável.

Rose abriu a boca em completo choque. Podia se lembrar com clareza de Draconis chamando seu pai de “paizão”. O modo como os dois eram cúmplices em tudo... eles tinham um amor e um carinho tão imenso e genuíno um para com o outro... e agora...

—Meu Merlin... eu quero voltar. Eu quero que essa lombra passe... – murmurou assustada.

—Ei. O que acha de irmos pra um lugar, só eu e você... – murmurou Draconis e ela o olhou corada – Quero te dar seu presente de natal.

—Ah... ok. – a lombra podia durar mais um pouquinho.

Deu as mãos para ele e os dois foram andando pelas ruas, até uma casa de chá. Draconis entrou com ela e os dois pegaram uma mesa no canto, onde no lugar das cadeiras havia um sofazinho. Draconis pediu uma torta de amora e ela pediu uma de limão. E antes que pudesse perguntar o que quer que fosse pra ele, ele lhe roubou um beijo.

Não é mais errado! Ele não é meu irmão. Pensou contente. Então o abraçou ao redor do pescoço e se entregou ao beijo. Ele a puxou pela cintura e a mordiscou nos lábios, rindo pra ela. Sorriu de volta e voltou a beijá-lo, completamente derretida e apaixonada. Mesmo que ele estivesse com rosto de garotinho. Não importava. Estava completamente apaixonada por ele...

E o fato de tê-lo considerado um amigo de verdade por tantos anos... isso só fazia com que o sentimento por ele fosse ainda mais forte.

Só pararam de se beijar quando as tortas chegaram. Draconis lhe deu um pedaço da torta de amora e ela lhe deu um pedaço de sua torta de limão.

—Ei... me diz... como é o casamento dos seus pais? – perguntou pra ele. Draconis sorriu comendo um pedacinho de torta.

—Ah. É bem legal. Eles se gostam muito. São tipo... perfeitos um para o outro, sabe? – disse ele – Por que?

—Você acha que seus pais são... tipo... almas gêmeas?

—Eu não sei. – riu ele – Eu espero que sim... eles fazem tudo juntos, sabe? – perguntou ele – Vivem naquele laboratório deles, fazendo experiências. E toda vez que algo explode, eles saem gargalhando de lá de dentro... sem falar que... – ele deu uma risadinha – Eles transam muito. Mamãe é meio escandalosa e papai tem fetiche de transar no escritório dos Herdeiros.

—Que horror... Pera... sua mãe não trabalha na loja de roupas? – perguntou surpresa. Draconis riu dela de novo.

—Não. Ela vendeu a parte dela pra tia Daphne e pra irmã dela, a Astoria. As duas quem tocaram a Legacy. Meu pai não queria que minha mãe ficasse trabalhando. Ele preferia que ela ficasse em casa, com ele... principalmente depois que eu comecei a estudar... Ártemis e Apolo estão na escolinha trouxa, sabe? Eles passam a maior parte do dia lá. Meu pai não gosta de ficar sozinho. Então minha mãe fica com ele. Eles são muito unidos. Como eu disse, eles fazem tudo juntos...

—E a Astoria? Ela se casou? – perguntou.

Draconis revirou os olhos.

—Está sendo estranha de novo, Rose. – ralhou ele – Mas tudo bem. Astoria e tio Blair tiveram uma noite irresponsável juntos e ela engravidou. Mas eles nunca casaram.

—É o tal Pascal?! – perguntou surpresa.

—Tal Pascal? – riu Draconis – É só um dos meus melhores amigos no mundo, sabe?

Ela piscou em choque.

—E o Navi? – perguntou.

—Sim, o Navi é meu primo e meu amigo. Mas eu sou mais chegado no Pascal... assim como ele. Pascal é aquela coisa branca e grudenta que nos mantêm unidos, sabe? – Draconis soltou um suspiro – E o Navi é mais seu amigo do que meu, diga-se de passagem. Nós éramos mais próximos quando éramos crianças, mas meio que paramos de conviver, por conta dos nossos pais.

—Como assim?!

—Oras. Meu pai odeia o seu. Mas seu pai é o melhor amigo do tio Rasalas. Então quando seu pai era convidado pra algum evento, meu pai não ia. Isso meio que me afastou do Navi um pouco. Voltamos a ser mais amigos no colégio.

—E quem é seu melhor amigo? Pascal?

—Não. O Vince, apesar de gostar bastante do Loto. Crescemos juntos. Vivíamos indo nos Goyle. O tio Greg é o melhor amigo do meu pai e a tia Emília é super amiga da minha mãe, junto com a tia Parkinson.

—Mas... mas como Astoria engravidou se ela tinha um problema no útero?

—Tia Parkinson deu um jeito. – disse Draconis dando de ombros.

—E você e Vince? Vocês nunca... – ela o olhou com expectativa. Ele a olhou confuso.

—Nunca o que?

—Hum... você... hum... você não acha o Vince... um pouco...

—Gay? – perguntou Draconis – Você notou? – ele deu uma risadinha – Eu achei que ele escondia muito bem. – ele fez uma pausa e a olhou – Espera... você quer saber se eu e o Vince alguma vez...?

—É.

—Credo, Rose. Que ideia! Claro que não. – ralhou ele fechando a cara – Eu sou macho, oras. Eu não sou veado. E você sabe. – riu ele a olhando apaixonadamente.

E tudo girou.

Estava na Mansão Malfoy, durante a noite, numa cama. Sabia que era a Mansão Malfoy por conta da arquitetura do quarto. Uma porta se abriu e Draconis saiu de lá, só de moletom, como gostava de dormir. Ele a olhou e sorriu.

—Conseguiu fugir, que bom. – murmurou ele vindo para a cama e se jogando ao seu lado – Sua irmã não te denunciou?

—Não... – disse sem saber se era verdade.

—Quem te trouxe aqui, o Antom, né? – perguntou o Draconis – Mamãe sabe da gente. Ela adorou, mas... você conhece o meu pai. – riu ele a puxando pela cintura.

—Sua mãe sabe que eu estou aqui? – perguntou surpresa.

—Não. Mas ela adorou a ideia da gente namorar... disse que pode... hum... ajudar a relação dos nossos pais. – riu ele antes de beijá-la – Eu estava com saudades, mozinho.

—Mozinho? – riu achando fofo. Draconis corou e encostou a testa com a dela.

—Não gostou? Desculpe.

—É fofo, mozinho. – riu ela. Draconis sorriu e a beijou de novo.

Ficaram se beijando por um tempo e sentiu as mãos dele começarem a ir para a sua bunda. Sorriu nos lábios dele e sentiu o namorado apertá-la com desejo. Ele rolou pra cima dela e a beijou no pescoço, no busto e então na barriga. Foi quando notou que tinha um piercing no umbigo. Sorriu ao ver Draconis passear a língua por ele e então continuar a descer. Ele desabotoou sua calça jeans e então a puxou para baixo.

—Não vai tentar correr hoje? – perguntou ele. Piscou surpresa e o olhou curiosa – Você sempre vem com esses papos que temos que nos comportar e que somos muito novos e blá, blá, blá. – riu ele.

—É mesmo? Eu não me lembro de dizer isso. – respondeu. Draconis sorriu para ela e se deitou sobre si, a prensando com os quadris. Gemeu baixinho no ouvido dele e recebeu um delicioso beijo nos lábios. Céus, ele beijava tão bem... tão bem... se permitiu ser beijada por ele e quando ele tirou sua blusa, não demonstrou relutância. Não ligou quando ele tirou seu sutiã e sorriu com o quanto que ele parecia faminto e desejoso de si.

—Ei. – riu ele passeando o dedo por seu mamilo.

—Oi?

—Eu te amo. – riu ele. Sentiu o coração acelerar e as palavras simplesmente saíram de sua boca.

—Eu também te amo. – sussurrou. Draconis sorriu e a puxou para si, a beijando novamente.

E então tudo girou. Infelizmente...

Estava sentada em sua casa, que agora parecia muito vazia. Seu pai e sua mãe conversavam tranquilamente durante o que parecia ser o jantar de natal. Sua irmã mais velha estava sentada ao lado de Octavius Nott, os dois de mãos dadas e sorrisinhos. Os pais do garoto estavam lá também. Seu irmãozinho comia um monte de peru, parecendo imensamente feliz.

Olhou horrorizada para o babaca do Nott. Odiava aquele garoto. Ele quem infernizava a vida de Draconis na escola. Ou ao menos era um deles... e sua irmã estava namorando com ele. Aquilo era um pesadelo. Um terrível pesadelo.

No final do jantar, seu pai colocou uma música e os Nott foram para casa. Ele e sua mãe ficaram dançando na sala e Órion dormiu no sofá.

—Mamãe e papai são ótimos, não são? – perguntou sua irmã.

—Não acredito que está namorando o Nott. – ralhou. Sua irmã revirou os olhos.

—Está com ciúmes? Qual o problema? – riu ela – Pelo menos eu não estou namorando o filho do inimigo número 1. Quando vai contar pro papai do seu namorado secreto, heim?

—Nott é um homofóbico!

Tatiana piscou.

—É? Você já viu ele fazendo alguma coisa? – perguntou ela, franzindo a testa. Não sabia se já tinha visto, então soltou um muxoxo.

—Como é o casamento dos nossos pais, na sua opinião? – perguntou mudando de assunto.

—Ah... a mamãe é perdidamente apaixonada pelo papai. – riu Tatiana – Mas o papai... eu sei lá. – ela deu outra risadinha – Ele gosta muito dela. Mas eu não vejo a paixão do tio Rasalas e da tia Daphne neles, sabe? Algumas vezes eles parecem dois bons amigos...

—Tipo Draco e Alhena?

—Eu não faço ideia de como aquelas duas cobras são. – resmungou sua irmã.

Tudo girou e agora estava na Mansão Malfoy. Estava no quarto de tio Draco e Draco e Alhena estavam deitados, abraçados, na cama.

—Você algum dia imaginou que seríamos tão felizes? – perguntou Draco. Alhena estava deitada no braço dele, o acariciando de leve no peito nu. Os dois estavam embaixo das cobertas, parecendo muito satisfeitos.

—Claro que sim. Você sempre me fez feliz. – murmurou ela.

—Mas... mas você se pergunta... como teria sido... com Damian? – perguntou Draco. Rose engoliu em seco e Alhena o olhou com um sorriso gentil.

—Você se pergunta como teria sido com Astoria?

—Algumas vezes sim... – murmurou ele – E você?

—Eu me pergunto como teria sido com Damian... ele tentou de tudo para me convencer a desistir de me casar com você... – riu ela. Draco soltou um suspiro.

—Já se arrependeu alguma vez... por ter me escolhido? – perguntou Draco. Ela se sentou e os cabeços compridos e dourados dela caíram sob seus ombros.

—Algumas poucas vezes. – disse ela – Eu imagino que você também, não é?

—Sim, mas faz muito tempo. – riu Draco. Ele então segurou a mão dela – Mas eu sei que você foi a escolha certa pra mim... – ele se sentou também e os dois tocaram as testas – Você foi a melhor escolha que eu já fiz, Alhena... eu te amo demais...

E tudo girou. Estava no Ministério. Seu pai e sua mãe estavam lá, assim como tio Rasalas e tia Daphne e Draco e Alhena. O último casal um tanto mais distante, conversando com outro casal que ela achava serem os Goyle.

Foi para junto dos pais e notou que não estava realmente lá. Agora era apenas espectadora.

—Nervoso? – perguntou seu pai.

—Muito. Mas eu não vou ficar zangado caso não ganhe. – riu ele.

—Eu espero que consiga o prêmio de título, Rasalas. Você ganhar vai ser uma vitória não só sua, mas de toda comunidade licantropa. – disse sua mãe, gentilmente.

—Eu sei. Eu sei. – riu Rasalas.

Foi quando sentiu uma bola de gelo em sua barriga. Sabia que dia era aquele. Era o dia em que sua mãe morreria... era o dia do atentado ao Ministério da Magia, por aquele trouxa radical. Mas havia algo de errado... seu pai já tinha começado a apresentar os sintomas de Horklump naquela época. Era por isso que ele e Alhena não tinham ido... mas agora... mas agora ele estava lá, parecendo simplesmente saudável... por que? Por que ele não estava doente? O que tinha acontecido de diferente para que ele pegasse Horklump em sua realidade e naquela outra não?

Sua linha de pensamento foi interrompida quando Alhena se aproximou e abraçou o irmão.

—Oh, Rasalas. Parabéns.

—Brigado, maninha. – riu tio Rasalas.

Rose olhou para seu pai, que olhava para Alhena como se ela fosse a coisa mais maravilhosa que ele já tinha visto. Sua mãe notou e soltou um suspiro.

—Eu já volto. Vou no banheiro. – resmungou ela parecendo magoada. Seu pai piscou e corou de leve, segurando a mão dela – Não precisa vir, eu sei o caminho. – adicionou ela com mágoa na voz, se afastando.

—Ok... o que foi isso? – perguntou Rasalas.

—Ras. Aquele ali é o Viktor Krum? – perguntou Daphne.

—O que?! – perguntou Rasalas, se virando – ONDE?!

—Aqui. Vem comigo. – riu tia Daphne. E então ela se virou e mandou uma piscadinha para seu pai.

Rose viu Alhena e seu pai trocarem um olhar constrangido.

—Olá. – murmurou ele.

—Oi. – murmurou ela.

Os dois ficaram em silêncio por um tempo.

—Quer... quer tomar um ar, lá fora? – perguntou ele.

—Não... mas... – ela soltou um suspiro – Mas eu nunca vim aqui antes, na verdade. – riu ela – Eu não conheço nada...

—Quer dar uma volta, pra conhecer? – perguntou seu pai.

—Adoraria. – riu Alhena. Ele ofereceu o braço pra ela e ela sorriu aceitando. Bufou um pouco enciumada, mas seguiu os dois até um elevador. – Suas filhas são lindas. Todas parecem a Clover... mas o Órion é a sua cara. – riu ela.

—Seus filhos são todos a cara de Draco. – murmurou seu pai e eles entraram no elevador.

—É... ele adora me lembrar disso. Como se precisasse. – riu ela. Rose viu seu pai apertar um botão qualquer e o elevador fechou as portas – Como vai seu casamento?

—Eu não posso reclamar. Clover é ótima. Me deu três filhos que eu amo acima de tudo... mas... – ele soltou um suspiro e segurou as mãos dela – Mas eu não consigo parar de me perguntar... como teria sido se eu tivesse me casado com você.

—Oh, Damian. – ralhou ela puxando as mãos – De novo com isso? Já se passaram quinze anos.

—E não foram o suficientes pra te esquecer, Alhena. – riu seu pai desviando o olhar dela – Eu disse que iria te amar pra sempre. Eu sou um homem de palavra.

—Lembro que disse que se não fosse casar comigo, ficaria solteiro pro resto da vida. – disse ela de maneira seca.

—Você se casou com outro... – murmurou seu pai – Clover esteve lá pra mim. Me ajudou a superar a dor de te perder... eu sou grato a ela... mas não a amo como... como eu amei você um dia.

Alhena o olhou surpresa e eles escutaram um barulho alto. Tudo ficou escuro e tudo girou.

Estava em um cemitério. Alhena estava de pé, ao lado de Draconis e Lisian, que chorava desconsolada. Piscou chocada e viu a lápide com o nome de tio Draco.

“Amado filho, pai, marido e melhor amigo.”

Tudo girou e estava em casa novamente. Seu pai e sua mãe estavam sentados a mesa. Seu pai parecendo muito deprimido, com os olhos vermelhos.

—Ele era meu melhor amigo... meu melhor amigo... – murmurou seu pai.

—Eu sinto muito, Damian... Rasalas... ele era... – sua mãe soltou um soluço, chorando também.

Tudo girou. Girou. Girou. Girou.

—Desculpe, Navi, mas... – Era Les – Eu tentei fazer dar certo, mas... mas eu quero aproveitar a vida. E você também deveria querer fazer isso.

Eles pareciam mais velhos agora. Como se tivessem uns quinze anos...

Navi a olhou em choque e tudo girou, girou, girou.

Novamente estava em Hogwarts. No dormitório masculino. Draconis estava lá, dormindo só de cuecas. Navi estava acordado, sentado na cama, de pijamas. Vince estava de cuecas também e o tal Pascal de bermuda.

—Ei... Navi... – murmurou Pascal. Navi se sentou e o olhou – Eu sinto muito cara...

—Ela terminou comigo... – murmurou Navi – Eu... eu amo aquela garota, Pascal... mas ela terminou comigo...

—Poxa, cara... vocês começaram a namorar no segundo ano. Foi um namoro comprido. Já estamos no quinto.

—Eu sei, mas... – Navi soltou um suspiro – A Les é tudo pra mim... eu não consigo me imaginar com outra garota... ela era perfeita pra mim, cara, perfeita.

—Ela era uma piranha. É isso o que ela é. Ela transou com você quando tinha doze anos. Fala sério.

—E daí?! A gente se amava. Não chame ela assim ou eu juro que acabo com a sua raça!

Essa era boa... Navi dizendo aquelas coisas a respeito de uma garota.

Tudo girou e agora estava no corredor do quarto andar. Os garotos mais velhos, entre eles o namorado de sua irmã, estava batendo em Vince. Pascal, Navi e Draconis tentavam abrir caminho até eles.

—Larguem ele! – rosnou Draconis.

—Olha só. Veio salvar o namoradinho? – perguntou Nott.

—Solta ele, Nott! – gritou desesperada – Ou vai se ver comigo!

Nott a olhou e corou.

—Cunhadinha... – riu ele sem jeito – Eu só estou cuidando de... de uma abominação aqui.

—A única abominação aqui é você. Solte o Vince, seu babaca! Eu vou contar pra minha irmã!

—Alguém levou um óculos de boceta. – riu Selwyn.

—Larga ele, Octavius. Vamos embora antes que a gente se meta em problemas. – disse Yaxley – McGonagall adoraria um motivo para proibir o time da Sonserina de jogar.

Nott soltou um muxoxo e largou Vince. Draconis se jogou de joelhos para ajudar o amigo a se levantar.

—Vamos. – riu Selwyn – Yaxley, nosso poço de sabedoria, tem razão, como sempre.

O grupo homofóbico foi se afastando e Rose se ajoelhou ao lado de Vince.

—Aqueles idiotas. Você está bem, Vince? – perguntou olhando o rosto ferido dele.

—Eu te avisei, seu idiota. – ralhou Draconis – Você não deveria ter assumido que é gay. Eles vão mexer com você o resto do ano. Deveria ficar mocado no armário. Ser inteligente!

—Draconis! Isso é coisa que se fale? – perguntou chocada para ele.

—Meu nome é Scorpius, amor. Pare de me chamar desse nome horroroso! – ralhou ele.

—Que seja. Vince não tem que ter medo de assumir que é gay.

—Claro que tem. Não viu como o rosto dele ficou? – ralhou Draconis.

—Ainda assim. Os errados foram os garotos que bateram nele e não o Vince!

—Você não sabe como as coisas funcionam na Sonserina, Rose.

—Por que não me explica? – perguntou zangada.

—Todos nós levamos tradições muito a sério. – ralhou ele – E ser gay é uma coisa absurda. Tão absurda quanto pegar uma sangue ruim.

—Eu não acredito que disse esse nome! – ralhou em choque.

—Ah, de novo com isso, Rose? – ralhou Draconis revirando os olhos – Eu falo sangue ruim mesmo e foda-se se meus pais acham errado. Se quiser eu falo de novo. Sangue ruim. – ralhou ele ajudando Vince a ficar de pé – E você deveria ter ficado no armário, Vince.

—Que nem você? – perguntou sem conseguir evitar. Draconis corou e Navi e Pascal riram. Draconis a olhou zangado.

—O que quer dizer com isso?

—Eu sei que você gosta de garotos tanto quanto de garotas. – disse cruzando os braços. Navi e Pascal riram de novo e Draconis corou ainda mais – E o fato de você falar uma coisa absurda dessas pro Vince, sendo que você é bi, é simplesmente muito hipócrita da sua parte.

—Eu não sou bi. Eu sou hétero. Está louca? – perguntou ele largando Vince, que quase despencou no chão. Navi teve que segurá-lo – Pare de ficar falando isso.

—É verdade. Eu sei que é.

—Quem te contou isso? Foi o Yaxley?! – perguntou Draconis, corado, parecendo muito sem jeito – Porque ele está mentindo! Eu não gosto de garotos. Eu sou completamente hétero, ok?

—Eu sei a verdade, Drac...

Ele ficou vermelho. Muito vermelho. Então a olhou com frieza.

—Você está louca. Eu não vou ficar aqui sendo insultado. Acabou, Rose.

—Ótimo. Eu não quero ficar com um preconceituoso que nem você. – disse zangada. Céus, por que estava tão zangada? Ela não era assim! Não era! – Sem falar que você odeia a minha família, até onde eu sei.

—Odeio o seu pai. Aquele babaca que fica sondando a minha mãe desde que ela enviuvou. – rosnou Draconis – Isso porque ele ainda é casado com a sua mãe, aquela corna.

Rose abriu a boca, em choque.

—Ei, Scorp... você tá... – começou Navi.

—Meu pai é um pai muito melhor que o Malfoy. Ele te fez um completo babaca!

Draconis sacou a varinha e apontou para ela.

—Não ouse falar do meu pai, sua...

—Sua o que? – provocou sem sentir medo. Draconis nunca a azararia... mas ele não é o Draconis que eu conheço...

—Vai pro inferno. – rosnou ele voltando a guardar a varinha e indo embora.

Navi e Pascal se entreolharam e Vince deu uma risadinha.

—Eu sabia que Scorp tinha uma quedinha por garotos. – riu ele.

—Ele não tem. – ralhou Pascal – Como pode insinuar uma coisa dessas?! – ralhou ele.

—Rose... o... o Scorp é gay também? Ele... hum... não está... hum... comparecendo? – riu Navi Mas ela não fazia a menor ideia quanto a isso. – Porque... se ele não estiver, eu estou sempre aqui pra você...

—Não obrigada. Eu já transei com você o suficiente para a vida toda.

—Você e a Rose transaram!? – perguntou Pascal e Navi negou com a cabeça enquanto ela revirava os olhos.

E então tudo girou. Girou. Girou.

Abriu os olhos e estava na sala de Adivinhação. Um cheiro ocre de vômito tomava o lugar, afinal alguns alunos tinham vomitado. Piscou feliz por ter voltado para a própria realidade, mas agora sua cabeça estava cheia de dúvidas...

E ela não fazia ideia do que escrever no próprio relatório...

Notas finais
Que confusão, mds Hsuahsuashau E aí, gostaram? alguns comentários —Quem é Pascal Greengrass? Ele é um personagem de outra fic minha, de outro Universo, onde o Blair engravida a Astória. O filho deles se chama Pascal Greengrass hehehehe —Navi e Draconis (Scorpius no caso) não seriam bff's? Não, eu acho que não. Ele seria mais próximo dos amigos do Draco. Por isso Loto e Vince ^^ —Mas pera... Draconis (Scorpius) não seria bi? Sim, ele seria. Mas o Damian foi muito mais aberto a isso do que o Draco. O Draco, apesar de tudo, é bem mais rígido com os filhos dele e o Draconis não teria assumido que gostava de garotos. Mas ele não teria experimentado com o Vince e sim com o Yaxley... Talvez, quem sabe... ele até pudesse ter traído a Rose... vai saber... não é certeza, heim? ahsuahsaush xD —Damian se casaria com a Clover?! Acho que sim, porque ele gostava bastante dela e ela esteve ali pra ele e era apaixonada por ele. Então eu acredito que ele teria se casado, mas nunca esqueceria a Alhena. —Por que o Rasalas teria morrido?? Porque ele não estaria no elevador com o Draco. Então os dois morreriam. —Porque o Damian não teria ficado doente? Essa resposta será explicada no próximo capítulo, mas vocês já tem as pistas pra deduzir... o que vocês acham? Digam nos comentários!! =D —Por que a Les e o Navi namorariam por mais tempo? Porque ela não iria querer partir o coração dele logo depois dele perder o pai. Mas então ela acabou se envolvendo demais com ele, até notar que está muito sério. E vamos lembrar que eles são muito jovens pra ficar sérios demais e não é qualquer um que lida bem com isso... vamos ver como será Navi e Les na nossa realidade hsuashshuash —Por que a Pansu ajudou a Ast? Porque o Rasalas pediu ^^ então é isso! Espero que gostem... e agora... um trechinho do capítulo de quarta! =D "-Por que transou com ela, velho? – perguntou Navi o olhando profundamente magoado – Você sabia que eu amava ela. Você sabia... eu dizia que não ligava, mas você sabia que era mentira... então por que transou com ela? Draconis piscou, surpreso. —Você transou com a minha irmã, não transou? É a mesma coisa. —Não é e você sabe! – disse Navi – Você não é apaixonado pela Rose desde criança... eu sou apaixonado pela Lessa, cara. Eu sou. Eu sempre fui... – Navi soltou um soluço – Mas ela não gosta de mim, cara, ela não gosta de mim..."