Legado Lestrange II - Legacy
30 I Still Have My Mojo
Notas iniciais

Capítulo 30
Navi soltou um suspiro, entediado, sentado a mesa com os pais e o irmão. Lyra estava lá dentro se preparando para o desfile. Draconis estava cuidando dos irmãos, enquanto conversava com o pai, na outra mesa, então estava inalcançável. Scorpius estava conversando com o pai dele, tranquilamente também, em outra mesa. Não entendia o motivo de tia Lena não ter colocado todo mundo numa mesa grande... bem... Uma mesa em que pudesse ficar com Draconis, pra ter o que conversar, pelo menos.
Seu pai estava muito animado falando sobre futebol com Rabastan e não conseguia deixar de se sentir sobrando naquele papo.
Soltou um muxoxo, entediado e olhou para porta, para sentir o estômago dar um salto. Os Young tinham chegado. Reconheceu Reno Young, que tinha sido o melhor batedor que ele já tinha visto em Hogwarts, da Lufa-Lufa.
Seu pai notou seu interesse na família que entrava, pois deu um sorrisinho.
—Vai lá, falar com a amiga da sua irmã. – riu ele. Navi engoliu em seco e concordou, se levantando.
Caminhou a passos decididos até a família Young e sorriu para Les, que o olhou com as sobrancelhas arqueadas.
—Ei... tudo bem? – perguntou rindo.
—Tudo.
—Quer que eu te leve na Lyra? Eu tenho acesso aos bastidores. – disse com um sorriso divertido.
—Claro. – ela se virou para os pais – Eu já vou, ok?
—Claro. – disse o pai dela, dando de ombros.
Navi ofereceu o braço para Lessa, que o aceitou de bom grado. Estava morrendo de vontade de se perder dentro dos bastidores com ela, mas sabia que não daria certo. Então apenas foi andando o mais calmamente possível, tentando ganhar tempo com ela.
—Como foram suas férias...
—Tirando a parte na sua casa, um saco. – respondeu ela.
—Seus pais continuam sendo chatos?
—Claro que sim. E os seus? – perguntou ela.
—Fala sério. Minha mãe é super louca, meu pai é um lobisomem. Eu vivo de drama em drama na minha família. Não tem como ficar tedioso. – riu ele. Lessa deu um sorrisinho e concordou.
—Sua família é tão legal, Navi... – riu ela.
—Se casar comigo ou com o Draconis, você entra pra família... até com o Scorp. – riu descontraído.
—Ou com a Lyra.
Navi fez uma careta.
—Completamente lésbica?
—Totalmente lésbica... – riu ela – Apesar de que... – ela deu um sorrisinho.
—O que? – perguntou curioso.
—Nada não. – riu ela dando de ombros – Ainda estou completamente lésbica.
Navi soltou um suspiro, já chegando onde as modelos se preparavam para o desfile.
—Lessa. – murmurou. Ela o olhou curiosa – No dia que cansar da sua fase lésbica... me procura, ok?
—Por que? – perguntou ela com um sorrisinho, se escorando na parede. Ela usava um lindo vestido cor de pérola, com um decote bonito, os cabelos soltos, emoldurando o lindo rostinho que ela tinha – Não me diga que está interessado em alguma coisa comigo... – riu ela.
—Algum problema? – perguntou a olhando com seu olhar mais charmoso. Ela sorriu e se aproximou. Navi se curvou e a beijou nos lábios, completamente satisfeito, mas em questões de segundos ela se afastou.
—Fase lésbica. Mas qualquer coisa eu te aviso, ok? – perguntou ela.
—Ok... – murmurou com um sorrisinho. Ela abriu a porta e entrou, deixando-o pra trás – Eu vou esperar... é o que eu posso fazer. – suspirou.
*
—Eu estou tentado a cortar os pulsos de novo. – resmungou Scorpius.
—Como isso pode ser tão abissalmente chato? – perguntou Draconis.
—Vamos dar o fora daqui? – perguntou Navi – Vamos tentar comprar bebida no Bloody. Ficar completamente loucos.
—Oooou, podemos ir na loja do meu pai e pegar bebida lá. – sugeriu Draconis.
—Drac! Você é um gênio. – riu Navi – Só precisamos esperar que ninguém esteja olhando.
—Ninguém está olhando. Vamos embora daqui. – resmungou Scorpius.
O trio (já que Albus não tinha vindo), saiu discretamente pela porta da frente.
Foram andando pelas ruas de tijolinho do Beco Diagonal, até chegarem na sombria Travessa do Tranco. Receberam olhares desconfiados e curiosos das pessoas que andavam ali, afinal, estavam em finos trajes a rigor. Scorpius ainda estava com os cabelos penteados para trás e notou que uma bruxa muito velha suspirou e sorriu mandando beijinhos pra ele.
—E então. Alguma sorte com a Srta. Zabini? – perguntou Draconis.
—Não. Nem eu e nem Albus. – resmungou Scorpius – É a vez do Navi, então.
—Não sei se vou tentar. Não estou apaixonado. – riu Navi tirando onda. Scorpius revirou os olhos, achando o primo entediante, mas Draconis riu.
—Esqueci que você só faz coisas por amor verdadeiro.
—Claro. Eu amo o momento. De corpo e alma. Principalmente de corpo. – riu Navi. Os três deram uma risadinha e continuaram andando pela rua sombria, até chegarem em frente à Borgin&Burke. Draconis abriu a porta com algumas palavras chave e logo estavam dentro.
—Não toquem em nada. – riu Draconis – Mais da metade das coisas está amaldiçoada.
—Ok. – riu Navi.
Mas era impossível ao menos não olhar para as coisas. Haviam frascos, joias, livros, caixas, animais entalhados, luvas, orbes, bastões, espadas... a maioria brilhava de maneira interessante e chamativa. Scorpius se curvou para olhar uma caixinha preta mais de perto, mas ela se abriu de uma vez e uma aranhas esticou as patas para alcançar o seu rosto. Recuou de uma vez e a caixa fechou-se novamente.
—O que foi? – perguntou Navi.
—Nada não. Só aquela caixa que se mexeu. – riu Scorpius.
—Eu nunca olho nada de perto aqui na loja do tio Damian. Aqui é tudo esquisito. – resmungou Navi.
—Hum...
—Ei. Venham aqui. – riu Draconis, na porta atrás do balcão.
Scorpius nunca tinha ido ali. Então olhou tudo com curiosidade. Andaram calmamente por um corredor e então chegaram em uma sala grande, cheia de caixas, estantes, com um grande espelho, e vários orbes muito grandes que pareciam bolas de cristal crescidas. Havia um sofá também e mais portas lá no fundo.
—Onde estão as bebidas? – perguntou Navi se sentando no sofá vermelho.
—Eu vou pegar. – riu Draconis. Ele abriu uma porta e entrou em outro quartinho. Scorpius se sentou ao lado de Navi e ficou esperando. Draconis logo voltou com uma garrafa de Salamandra de Fogo e seu maço de cigarros – Abre. – disse entregando pra Navi.
Navi o obedeceu, enquanto o primo acendia seu cigarro com uma caixinha prateada que pegava fogo quando ele mexia nela. Nunca tinha visto aquilo, então imaginou que era trouxa. Ao contrário do primo, não tinha absolutamente nenhum interesse pelo mundo trouxa. Na verdade, tinha até algum desgosto por ele, desde que sua mãe tinha falecido, apesar de não se importar se alguém era nascido trouxa ou mestiço.
Se tinha magia, era bruxo e pronto.
Draconis se sentou no sofá também e esticou a mão pálida para pedir a garrafa. Navi entregou e ele deu um longo gole, para em seguida oferecer para Scorpius, que aceitou prontamente.
—E então? Vamos jogar alguma coisa? – perguntou Navi – Verdade ou consequência?
—Não. – respondeu Draconis, soprando a fumaça de seu cigarro.
—Ok. O que sugere? – perguntou Navi. Draconis se curvou sobre ele para pegar a garrafa da mão se Scorpius.
—Eu sugiro beber e falar besteira.
—Você e Vince estão juntos, enquanto você está com a Casañas? – perguntou Scorpius.
—Não. A gente parou de se agarrar quando a Casañas me pediu em namoro.
—Ela te pediu em namoro? – riu Scorpius – Você é um frouxo.
—Machista. – acusou Draconis com um sorrisinho. Navi pegou a garrafa dele para dar um gole.
—Eu sigo as boas normas de etiqueta, obrigado. Cavalheirismo, sabe? – retrucou Scorpius.
—Machismo. É isso o que é. – resmungou Draconis – Qual o problema dela me pedir em namoro? – perguntou ele. Scorpius deu de ombros – E seu lance com a Rose?
—OI?! – perguntou Navi, em choque.
—A Weasley. – riu Draconis.
—Eu terminei com ela... – resmungou Scorpius – Na verdade, desisti de começar... a gente só deu uns beijos no final do ano letivo e eu prometi que iria chamar ela pra sair, mas... – Scorpius soltou um suspiro – Mas eu briguei com meu pai, teve todo aquele drama e ai... – deu de ombros, um pouco chateado com o modo como aquilo tudo tinha rumado. Realmente começara a gostar de Rose. Ela tinha sido a única garota que o tinha feito esquecer de Lyra... que agora estava numa fase lésbica e nunca mais tinha lhe dado beijos escondidos.
Se sentia mal por Albus, que era muito apaixonado por ela... mas porra... Lyra era louca e linda. Como resistir às brincadeiras indecentes que ela sugeria às escondidas em sua cama? Quando ela aparecia só de calcinha e sutiã e o acordava com mordidinhas nas orelhas.
Não sabia como ainda não tinha transado com ela...
Na verdade sabia sim...
Albus. Albus sempre apaixonado e sonhador... empatador de foda dos infernos. Soltou um suspiro e voltou a encarar os amigos.
—Você acha mesmo que seu pai iria ficar assim tão desgostoso de você se você namorasse ela? – perguntou Navi – Eu não acho que meu pai encrencaria com isso comigo. E o seu...? – ele se virou para Draconis, que deu um sorrisinho – Esquece. Esqueci que tio Damian virou o mais liberal dos pais da face da terra depois que você admitiu que beija garotos... é muito diferente beijar um garoto?
—Navi, você está me cantando? Por que eu estou comprometido! – riu Draconis dando mais um gole da bebida.
—Não estou te cantando, seu babaca. Só estou perguntando.
—Beijar não é tão diferente... tirando a barba, é claro... – riu Draconis. Scorpius se curvou para vê-lo enquanto ele falava – Mas o resto é sim, bem diferente. Tem coisas a mais e coisas de menos...
—Você transou com a Lyra, não foi? – perguntou Scorpius. Draconis concordou – Como foi? Como ela é? Eu nunca tive coragem, porque... sabe... o Albus. – riu Scorpius – Bro Code. Não pode pegar a garota que um Bro gosta.
—O Albus gosta da Lyra? – perguntou Draconis, parecendo sem jeito – Eu não sabia! Ele nunca me disse!
—Ele é tímido. – riu Scorpius – Mas ele tem um mega tombo obsessivo por ela desde que eles se conheceram na plataforma ¾, quando ele foi com o pai, levar o Potter mais velho pra escola. Lyra estava lá porque foi o ano em que vocês entraram.
—Cacete. – riu Navi – Desde aquela época e até hoje não comeu? Que incompetente. Tenho que bater um papinho didático com o Albus. Ele é a ovelha negra do nosso grupinho de Don Juans.
Draconis deu uma risadinha e Scorpius riu também, pegando a garrafa.
—Mas então. Como foi, com a Lyra?
—É... como foi desvirginar minha irmãzinha e perder o courinho também. – riu Navi.
—Ah... foi legal. – disse Draconis dando de ombros – A Lyra... bem... ela é bem gostosa e desinibida. – riu ele – Tudo o que eu pedi pra ela fazer, ela fez.
—Você comeu ela por trás? – perguntou Scorpius – Tipo... se você é bi, deve curtir isso, né? – perguntou ele. Draconis deu uma risadinha.
—Eu curto um cu. Não vou negar. Mas eu não comi o dela. O único cu da minha vida foi o do Vince.
—Eu não sei se estou pronto pra essa conversa. – disse Scorpius se levantando e fazendo graça.
—Nem eu, na verdade. Tipo. Você olha aquela bunda, provavelmente peluda, com um saco pelancudo pendurado. Não é igual a um bumbunzinho lindo de uma garota. Com aquela fenda que é maravilhosa de... – Navi soltou um suspiro sonhador – Oh... eu quero comer a Lessa de novo.
—Cara. Quando você está comendo um cu, não dá pra ver o saco dele. – riu Draconis – É tão bom quanto o de uma garota. Talvez até melhor, porque fisiologicamente falando o homem sente muito mais prazer com penetração anal do que a mulher. Nós temos próstata.
—Ok. Eu preciso perguntar. – riu Navi – Scorpius, você já levou um fio terra?
—Por que está perguntando isso pra mim? – perguntou o garoto, constrangido.
—Porque é meio óbvio que eu já levei? – perguntou Draconis – Você já levou, Navi?
—Lessa. – riu ele – Ela colocou sem pedir licença, sem mandar flores, sem me chamar pra comer um sushi... eu tava quase gozando e ela enfiou o dedo e eu nem tive tempo de ficar indignado.
—É bom, não é?
—É. – riu Navi – Mas eu pedi pra ela não fazer de novo, porque eu sou machista pra caralho. – resmungou ele – E você, Scorpius.
—Ninguém nunca colocou o dedo no meu orifício anal e vou continuar assim. – disse sorrindo.
—Não sabe o que está perdendo. – riu Draconis – Você sabe o que está perdendo. – adicionou ele apontando para Navi, que deu de ombros, pegando a garrafa.
—Sabem quem é a mais gostosa de todas? – perguntou Scorpius. Os dois o olharam com curiosidade – Aquela do ano de vocês. A Florence...
—Brontë. – completou Navi – Meu Merlin... aquela ali é...
—Insuportável. – riu Draconis.
—Eu não ligo. Eu poderia ficar surdo e ficar admirando a beleza sublime dela. Ela é tipo a Trixie, só que loira.
—Só eu estou imaginando as duas? – perguntou Scorpius.
—Não. – responderam Draconis e Navi, dando risadinhas.
—Ela é muito chata. – resmungou Draconis – Mas é a garota mais gostosa da escola.
—Eu não acho ela chata. Ela só é... difícil. – riu Scorpius – Ela tem um gênio... tipo a minha madrinha... – ele deu uma risadinha – Fala as verdades que ninguém quer ouvir.
—Ela é grossa. – discordou Draconis.
—Você que é sensível. – discordou Navi – Eu tentei ficar com ela uma vez, mas ela disse que eu era vadio demais pra ela... e eu não pude discordar.
—Ela não me deu bola, porque eu sou muito novinho.
—Ela não gosta muito de mim. – riu Draconis – Porque ela não gosta de ninguém... Só da minion dela, a Mellody Rosier.
—Essa eu tracei. Mais de uma vez, diga-se de passagem. Boa, ela. – riu Navi.
—Você é nojento. Mantenha esse bilau sujo longe das minhas irmãs. – ralhou Draconis, fazendo o trio cair na gargalhada.
Ficaram um bom tempo falando besteira, dividindo experiências, principalmente Navi, que era quem mais tinha delas... terminaram uma garrafa e pegaram outra. Estavam quase na metade, quando a porta se abriu.
Scorpius piscou e notou que eram as garotas.
Rose, Dido, Cerce, Lyra e Lessa. Scorpius sorriu meio bêbado para elas, quando a última pessoa entrou.
—Potter! Potter is on the house, baby! – riu Navi apontando para Albus, que corou de leve – Seja bem vindo, superstar.
—Cala a boca, Navi. – ralhou Albus indo cumprimentar Scorpius – Então estavam mesmo aqui.
—Eu disse que estavam. Eu sei das coisas. – riu Rose. Scorpius deu de ombros e concordou – O que estão fazendo?
—Ficando bêbados. – riu Navi mostrando a garrafa de hidromel que eles estavam bebendo.
—Papai sabe que você está pilhando a loja de bebidas dele? – ralhou Cerce.
—Nop. Mas eu pago com a minha mesada depois. Ele não vai ligar. – riu Draconis dando de ombros – Não é a primeira vez que eu faço isso e ele sabe. – adicionou ele.
—Seu pai é tão legal. – riu Lyra indo se sentar no colo de Draconis, que agiu como se não fosse nada de demais – Meu pai quase me mandou pro reformatório quando eu dei um golinho no champanhe, fala sério.
—Papai é muito super protetor. – riu Navi.
—Ele devia ser um porre com a tia Lena. – resmungou Lyra.
—Ele era. – responderam Draconis, Cerce e Dido ao mesmo tempo, fazendo todo mundo cair na gargalhada.
—Então. Precisamos fazer algo de interessante agora que estamos todos aqui. – riu Navi ficando de pé e tirando um baralho do bolso – Eu sugiro Strip Poker.
—Eu topo. – riu Draconis.
—Eu também. – riu Scorpius.
Os três olharam as garotas.
—Você quer jogar Strip poker com as suas irmãs? – perguntou Lessa, com um sorrisinho.
—Você está no jogo e eu não me importaria de ver os garotos pelados. – riu Draconis.
—UOU. Eu tô muito fora disso. – ralhou Scorpius.
—Machiiiiiista. – riu Draconis.
—Vamos, Scorpius. Está no código. Não pode ficar com vergonha de ficar pelado... – riu Navi.
—Não estamos no banheiro, no vestiário ou no dormitório. É completamente diferente. – resmungou ele.
—E vocês estão com muito mais roupa que a gente. – disse Rose.
—Suas joias contam como roupas. – riu Draconis – Ai acho que fica equilibrado.
—Eu estou dentro. Quero saber se é verdade o que dizem do Draconis. – riu Rose se ajoelhando no chão. Todos a imitaram, fazendo uma roda.
—Pera... o que dizem de mim? – perguntou Draconis e Navi franziu a testa.
—Dizem que você é um tripé! – riu Rose.
—Quem diz isso? – perguntou ele corando.
—Não interessa quem diz. Apenas sorria e concorde, seu mongol. – riu Navi o olhando com censura. Mas então ele olhou para Rose – Ele é enorme.
—Vamos parar com esse papo idiota e jogar? Eu quero ver mamilos hoje. – riu Scorpius – Afinal, ninguém aqui é meu irmão ou irmã. – adicionou ele.
E em dez minutos Cerce estava entregando as cartas. Scorpius olhou sua mão e suspirou vendo que não tinha nada. Começou mal...
**
Draco soltou um suspiro observando Alhena receber vários cumprimentos. Já que todos os adolescentes tinham sumido, ele Rasalas, Damian e Blair estavam dividindo uma mesa. Daphne e Alhena estavam rindo, contentes, pois o desfile tinha sido um sucesso. Um bruxo muito feio entregou um bonito buquê para Daphne, que sorriu agradecendo.
—Minha esposa é tão gostosa... – murmurou Rasalas. Damian, Blair e Draco olharam para ele – Eu falei isso alto?
—Uhum. – riu Draco.
—Desculpem.
—Tudo bem. Você não mentiu. – riu Blair e Rasalas o olhou feio. Damian deu um sorrisinho e Draco levantou a taça brindando às lindas curvas de sua cunhada.
—Um brinde às gordinhas e às magrelas, que envelhecem como o vinho, ficando cada vez melhores. – riu ele olhando com um sorrisinho canalha para os amigos.
—É claro que ele tem que usar uma indireta com a minha mulher. Quando é que ele não usa uma indireta ou uma direta envolvendo a minha mulher? – resmungou Damian, apesar de ter brindado.
—It’s a complement. – riu Draco.
Os quatro beberam de uma vez e Draco se levantou.
—Onde vai? – perguntou Rasalas.
—Ali. – disse sem querer falar que estava querendo ir ao banheiro. Seus amigos não fizeram mais perguntas. Antes de ir se aliviar, no entanto, passou por Alhena e a beijou no rosto, tocando suas costas com a palma da mão – Parabéns pelo desfile. – sussurrou no ouvido dela. Um sorriso escapou de seus lábios ao notar que ela se arrepiou ao ouvir sua voz.
—Obrigada. – disse ela, num tom muito formal. Desviou a atenção dela para Daphne e a beijou na mão.
—Parabéns, Sra. Lestrange. A festa está ótima. – disse cortês. Daphne sorriu, ainda com o buquê nas mãos e o puxou para um abraço.
—Obrigada por ter vindo, Draco. E realmente obrigada por ter competido ferozmente pelo último vestido. O Sr. Rowle está furioso porque a esposa dele está inconsolável.
—Bem. Um dia Scorpius vai se casar. – riu Draco – A mãe dele iria gostar que a nora dela usasse um vestido feito por você e pela Lena.
Daphne soltou um suspiro e o abraçou novamente.
—Obrigada mesmo, Draco.
—Astoria estaria muito orgulhosa de você, Daph... – murmurou sentindo-se triste.
—De você também. – disse ela – Scorpius é um garoto maravilhoso... – Daphne lhe deu um sorriso – Alguma chance de nossos filhinhos namorarem? Ele e Lyra são bem próximos, não é? – perguntou ela.
—Eu não me importaria. – riu Draco honestamente – Agora... licença. Eu realmente preciso usar o banheiro.
—Oh. – ela deu um sorrisinho – Tem uma pessoa passando mal no banheiro. Use o das modelos. Elas não estão mais usando. Sabe o caminho, né?
—Claro. Valeu. – adicionou com um sorrisinho.
Andou calmamente desviando das pessoas da festa e entrou na parte dos bastidores. Sentindo a bexiga apertar, procurou preocupado pelo banheiro e sorriu de alívio quando o encontrou. Fechou a porta, sem trancá-la, pois não havia tempo pra isso. Abriu as calças desesperado e gemeu aliviado ao esvaziar a bexiga.
Depois de quase um minuto de pura urina ele deu descarga e quase se esqueceu de lavar as mãos. Lembrou-se de certa vez, na Mansão Malfoy, quando era adolescente e estava muito bêbado e tinha esquecido de lavar as mãos. Acabou levando uma bronca de Alhena. Sorriu se lembrando daquilo e foi lavar as mãos. Depois de limpinho, saiu do banheiro e escutou alguém fazer um “psiu”.
Se virou e notou a cabeça de Trixie Zabini, num provador.
—Sr. Malfoy. Ainda bem. – riu ela – Pode me ajudar com o zíper do meu vestido? Ele está preso.
—Ah... – murmurou concordando e dando de ombros. Se aproximou dela e ela entrou de vez no provador. Olhou ao redor e viu que não tinha ninguém ali. Deu de ombros e entrou atrás dela. Ela usava um vestido azul escuro metálico, tomara que caia, muito bonito.
—Obrigada. – riu ela de maneira encantadora. A garota lhe deu as costas e tirou os longos cabelos cor de chocolate das costas. Foi quando notou que o zíper estava fechado.
—Hum... seu zíper não parece estar aberto. – disse com um sorrisinho, se perguntando se tinha caído numa “armadilha”.
—Eu queria que o senhor abrisse e não fechasse. – riu ela.
Draco franziu a testa e deixou o álcool falar mais alto. Já fazia mais de ano desde a última vez que ele... bem...
Mas ela era uma adolescente.
Scorpius tinha tentado algo com ela.
E ela era filha de Blair.
Mas ele abriu o zíper assim mesmo, prendendo a respiração.
—Pronto.
—Muito obrigada. – riu ela tirando o vestido na sua frente. Engoliu em seco e sorriu para ela – Espero que me ajude de novo com o zíper depois... – adicionou ela o olhando com malícia. Draco deu um sorrisinho e sacou a varinha.
—Você é menor de idade. Eu posso ser preso, sabia? – perguntou ele.
Trixie sorriu de novo e se aproximou dele. Viu os seios desnudos dela, durinhos, empinados, como só uma garota de dezesseis anos poderia ter. Céus. Aquilo era tão errado... mas os mamilos escuros e durinhos eram tentadores demais.
E ela tinha um piercing no umbigo e uma tatuagem de borboletas na barrida. Engoliu em seco novamente e a olhou nos olhos cor de mel.
—É só não deixar ninguém ficar sabendo, Sr. Malfoy. – disse ela de maneira sussurrada e sensual.
Que se dane.
A puxou pela cintura, se lembrando do quanto Blair era grande e bom bruxo.
Que se dane. Ela quer.
A beijou fogoso, se perguntando se daria conta do fogo de uma adolescente.
Que se dane. Eu morro tentando.
As mãos dela tiraram a capa do seu traje, seu terno, sua blusa. Depois ela desafivelou seu cinto. Toda a pressa de uma adolescente.
Que se dane. Ela já tem dezesseis. Ela é quase uma adulta.
Suas mãos passearam pelo corpo escultural dela e a apertaram nas ancas, com força. Suas calças escorregaram por sua perna e ela o fez se sentar num banquinho branco que tinha ali. Ela o tirou de dentro da cueca e ficou de joelhos entre suas pernas.
—Uau, Sr. Malfoy... – riu ela de maneira pervertida.
Draco sorriu convencido pra ela e se arrepiou inteiro quando ela o colocou na boca. Com a varinha encantou a cortina, deixando o provador imperturbável. Depois sorriu se deliciando com o boquete. Ela o lambeu da base até a cabeça e então o colocou inteiro na boca até o fundo. Sentiu a garganta dela tocar sua glande e isso lhe arrancou um gemido rouco.
A garota o massageou habilmente nas bolas, enquanto fazia movimentos de vem e vai com a cabeça, o chupando de maneira deliciosa. Fechou os olhos, jogando a cabeça para trás, completamente entregue ao momento.
Ficou segurando o orgasmo por muito tempo. Bem... pra ele foi uma eternidade. Pra ela, ele já não sabia. Céus, fazia tanto tempo que não ganhava um guloso gostoso daqueles...
Quando gozou na boca dela, ela o olhou travessa e engoliu, para lhe dar um sorriso.
—Posso ganhar mais um beijinho? – perguntou ela.
Ele estava bêbado demais para negar a cortesia. Apenas a puxou pela nuca e a beijou, ignorando o gosto do próprio gozo na boca dela. Sentiu a mão delicada dela em suas partes a lhe masturbar de novo e de novo. E quando ficou pronto para a ação, a colocou de costas para si, para que ela encarasse o próprio reflexo.
A beijou no ombro, enquanto a masturbava por trás, para lubrificá-la.
Depois enfiou nela com vigor. A garota soltou um gemido delicioso e o hálito dela contra o vidro o deixou embaçado. Sorriu extasiado com o momento e se concentrou em estocá-la. A acariciou nos mamilos exóticos e por um momento se lembrou de uma vez, anos atrás, quando Blair dissera que ele nunca daria conta de uma garota negra.
Oooops...
A puxou pelos cabelos e a beijou no pescoço. A garota gemeu mais uma vez, de maneira gostosa e ele a apertou com desejo. Ela era muito gostosa e ele queria tocar e apertar cada pedacinho macio de carne dela.
—Meu Merlin. Você é maravilhosa. – sussurrou no ouvido dela, antes de mordiscá-la. A garota sorriu e gemeu de novo – Uma delícia... – adicionou a apertando com desejo, enquanto a estocava. Viu a garota sorrir novamente, pelo reflexo e entendeu que ela gostava de elogios. Então ela o olhou pelo reflexo também, mordiscando o lábio, com a maior cara de safada.
Se afastou dela um pouquinho e ela se virou para encará-lo. Puxou o banquinho pro meio do provador e se sentou. Ela se sentou em seu colo e soltou um gemido quase sofrido.
—Oh, minha nossa.
Sorriu convencido e a beijou nos seios, a ajudando com o movimento dos quadris. Sentia-se mais dentro dela, naquela posição e parecia ficar mais sensível também. A ajudou a fazer um gostoso movimento circular em seu colo e a apertou com vigor na bunda empinada.
—Céus, você é gostosinha demais. – riu no ouvido dela – Azkaban valeria a pena por você... – mentiu no ouvido dela, apenas para agradá-la. A garota a olhou nos olhos, piscando e ele sentiu um solavanco no estômago, que o fez sorrir – Você é meio veela? – perguntou surpreso.
—Não. Mas normalmente todo mundo faz o que eu quero quando eu pisco assim. – riu ela.
—É mesmo? – perguntou com um sorrisinho.
—Sim. Quer ver? – perguntou ela. Draco sorriu do charme dela e fechou a mente com oclumência.
—Divirta-se. Mas se não conseguir... eu vou... – ele sussurrou no ouvido dela – meter aqui atrás.
—E se eu conseguir? O que você vai fazer? – perguntou ela.
—O que você quiser. – riu ele.
—Ok. – riu ela, animada – Eu quero que você me beije nos lábios. – disse ela piscando charmosamente. Mas ele estava protegido e por mais tentadores que os lábios dela fossem, ele apenas sorriu e negou com a cabeça. Ela piscou surpresa – Beije meus lábios, Sr. Malfoy! – disse ela.
—Vai ter que fazer melhor do que isso, senhorita. – riu ele, se divertindo – Ou será que isso é só vontade de me deixar te comer por trás? – perguntou com um sorriso quase cruel.
—Como fez isso? Como resistiu? – perguntou ela, confusa – Eu quero que pare! Pare de transar comigo!
—Hum... é só doce? Ou você realmente quer que eu pare... você parece estar gostando tanto de brincar no meu colo. – riu ele tranquilamente. A garota sorriu, parecendo excitada.
—Caramba, Sr. Malfoy... por essa eu não esperava. – murmurou ela.
—Então fique de costas pra mim. Eu vou comer a sua bundinha. – riu ele. A garota se levantou e sorriu. Em seguida lhe deu as costas empinando a bunda.
—Seja gentil. Eu nunca fiz isso. – pediu ela abrindo a bunda pra ele.
Draco sorriu, completamente excitado e pegou a varinha, a limpando por dentro. Depois se posicionou atrás dela e se ajoelhou. A lambeu no orifício, para relaxá-la e a masturbou com os dedos, para deixá-la com mais tesão. Ela gemeu ainda mais deliciosamente.
Depois ele se levantou e a penetrou com os dedos, para relaxá-la ainda mais e prepará-la para seu membro. Ao mesmo tempo a beijava no ombro e nas costas de maneira carinhosa, enquanto a masturbava com a outra mão.
—Posso, senhorita? – sussurrou no ouvido dela, alguns minutos depois.
—Por favor... – disse ela, gemidamente. Sorriu excitado e então abriu a bunda dela com as mãos. Entrou lentamente e com cuidado e viu a cara de tesão dela pelo reflexo do espelho.
—Oh, que maravilha... – gemeu em êxtase. A garota soltou um gemido de dor, mas ele continuou, lentamente, até que ela se acostumasse com o seu tamanho. Logo os gemidos de dor se transformaram em gemidos de prazer – Está gostando? – perguntou a beijando na orelha. Em resposta a garota pegou sua mão e a levou para o meio de suas pernas. Ela estava tão excitada que estava escorrendo por suas coxas grossas.
—O que acha? – perguntou ela.
—Então geme pra mim... – sussurrou no ouvido dela.
E ela gemeu. Ficou masturbando a garota com a mão, enquanto a traçava por trás. Logo ela foi dando os gemidos mais histéricos que ele já tinha escutado. Céus, era muito sexy... ela mordeu o próprio dedo e ele a segurou na cintura com firmeza.
—Oh, Sr. Malfoy... oh... – murmurou ela quase sem ar, graças ao orgasmo. Acelerou a velocidade, querendo chegar logo ao ápice. – Oh... isso... isso...
Mais um?
E então ela gemeu alto de novo. E de novo... e de novo.
Finalmente gozou dentro dela, levemente curioso com o que tinha acontecido.
—Está tudo bem, senhorita? – perguntou com um sorriso canalha no rosto.
—Quatro... de uma vez. – riu ela – Eu nunca tinha sentido isso...
—Múltiplos? Orgasmos múltiplos? – perguntou extremamente orgulhoso de si mesmo. No entanto tentou fingir que fazia isso sempre – Bem... fico feliz que tenha agradado. – disse pegando a varinha para se limpar – Agora empina o bumbunzinho pra eu te limpar, querida. Não quero sujar sua calcinha com gozo.
Ela sorriu e o olhou sem absolutamente nenhum constrangimento. Apenas empinou a bunda para ele. Draco sorriu, adorando a falta de pudor dela.
A limpou com um feitiço e então começou a se vestir. A garota apenas se sentou no banquinho, com as pernas trêmulas demais. Draco, por conta do calor, não colocou a capa. Ele a olhou e sorriu de maneira cafajeste.
—Não conte pra ninguém, heim? – perguntou sorrindo.
—Claro... não vou. – disse ela o olhando parecendo impressionada – Gente... meu deus... foi a melhor foda da minha vida, meu deus...
—Deus? Não... no momento atendo por Draco Malfoy, meu bem. – riu ele piscando pra ela, antes de deixá-la sozinha no provador – Eu ainda tenho meu mojo... – murmurou pra si mesmo, completamente satisfeito – Oh, como é bom ser eu... – jogou os cabelos para trás e sorriu – Draco Malfoy está de volta ao jogo, senhoritas.
Voltou para a mesa, com os cabelos bagunçados, a roupa amassada e o rosto sujo de batom rosa. Seus três amigos o olharam boquiabertos.
—Céus? Com quem e onde? – perguntou Blair, com um sorriso.
—Eu não exponho as minhas damas. – disse com um sorriso maldoso – Eu acho que eu já vou... onde será que estão os garotos? – perguntou olhando ao redor.
—Rose falou que iria procurar por eles na Borgin&Burke. Devem estar todos lá. Bebendo a minha loja inteira. – riu Damian.
—Eu vou lá. Até mais, rapazes. – riu Draco se levantando novamente. Seus amigos acenaram e ele saiu da Legacy, adorando a brisa fresca. Caminhou pelas ruas, sozinho, sentindo-se muito jovem, novamente. – Eu e minhas fodas terapêuticas... – murmurou pra si mesmo com um sorrisinho cafajeste na cara. Minutos depois chegou na loja de Damian. Abriu a porta e escutou as gargalhadas. Viam lá de dentro. Entrou e fechou a porta, para depois entrar no corredor que levava para o estoque. As gargalhadas estavam mais frenéticas e quando abriu a porta, elas morreram e tudo ficou constrangedoramente silencioso. Estavam todos seminus, com exceção de Navi, que usava um sutiã na testa, e Rose Burton, a bastarda de Damian. Lyra estava só de calcinha, escondendo os seios com o braço, enquanto segurava algumas cartas de baralho e seu filho só de cuecas. – Ooooopa... Scorpius, estarei te esperando aqui no corredor. – disse olhando para o corredor. Fechou a porta e conteve a risadinha. Cinco minutos depois (a sala ficou num silencio mortal), Scorpius e Draconis saíram. – Pronto? Não esqueceu nenhuma peça de roupa lá? – perguntou com um sorrisinho.
—Padrinho... não vai contar... – começou Draconis.
—O que? Que vocês estavam jogando snap explosivo? Não vejo necessidade de contar uma história desinteressante dessas. – cortou com um sorrisinho. Draconis sorriu para ele e deu uns tapinhas nas costas de Scorpius.
—Valeu e falou.
—Falou, Drac. – riu Scorpius. Draconis voltou para junto dos adolescentes e Scorpius o olhou meio culpado – Não vai contar mesmo, né?
Draco sorriu e negou com a cabeça.
—Claro que não... mas da próxima vez, coloquem uma cadeira embaixo da maçaneta. Eu não precisava ver os mamilos da amiga da sua prima. – riu Draco.
Scorpius deu uma risadinha e concordou.
—Vou me lembrar disso na próxima vez. – prometeu ele – Vamos?
—Vamos.
—Por que está todo descabelado? – perguntou Scorpius – E sujo de batom...?
—Você é um garoto esperto, qual seu palpite?
—Eu quero saber quem foi. Foi a tia Lena? – perguntou o garoto.
—Por que raios eu transaria com sua tia Lena? – perguntou fechando a cara – E se mencionar o nome de Draconis, eu te deixo de castigo nas masmorras. – ameaçou. Mas Scorpius apenas riu, dando de ombros.
—Ok, não tá mais aqui quem falou.
***
Draconis girou na cama, sem sono, mas muito bêbado. Precisava dormir. No dia seguinte voltaria para a escola. Mas o sono se recusava a vir. Girou novamente e a porta se abriu. Olhou para a entrada do quarto e notou Rose.
—Hey. – murmurou. A garota não respondeu – Está melhor? Você exagerou no hidromel hoje... – murmurou se sentando. Rose tinha passado muito mal e precisou que as gêmeas a ajudassem a tomar banho, pois tinha ficado de porre. E sua mãe precisou preparar um chá para que ela ficasse melhor – Rose? – perguntou quando ela não respondeu. A garota se aproximou e se sentou ao seu lado.
E então ela o beijou. Sentiu-se todo arrepiado com o contato com os lábios dela, mas se lembrou da outra vez. Então a segurou gentilmente pelos braços e a afastou. Os dois se olharam, chocados, e Rose arfou.
—Eu não sei o que deu em mim... eu não consigo parar de... de pensar naquele nosso beijo... – murmurou ela. Draconis respirou fundo sabendo o quanto era errado ficar feliz por ouvir aquilo.
—Eu também não paro de pensar naquilo... – murmurou desesperado. Os dois se sentaram, um do lado do outro, sem se encarar. Ficaram mirando o nada por alguns segundos.
—Céus... Dido tem razão. Eu sou defeituosa. – lamentou Rose. Draconis a olhou de canto de olho – Yaxley uma vez me falou que... – ela arfou – Que bastardos são todos defeituosos. Ele tem razão. Eu quero beijar meu próprio irmão. – Rose soltou um soluço – Eu sou tão patética.
—Ei... olhe por esse lado. – riu Draconis – Eu também quero te beijar. Isso significa que eu sou um bastardo? Por que se eu for... então... então não somos irmãos, sabe? – perguntou sem jeito. Nunca tinha parado pra pensar sobre aquilo. Claro. Ele preferiria não ser um bastardo. A ideia de não ser filho de Damian Burke era horrorosa. Mas naquele momento resolveu dizer aquilo, para acalmar Rose – O que faz com que não seja errado.
Rose deu uma risadinha sofrida, com uma lágrima descendo por seu rosto.
—Está falando isso só para me acalmar. – disse ela. Draconis soltou um suspiro.
—Vamos fazer o seguinte. – disse ele – Vamos... vamos fazer isso. – disse tentando esconder a empolgação – E então... depois de matarmos a vontade, nunca mais fazemos de novo e nunca mais falamos a respeito. Nem entre nós e nem com ninguém.
—Isso me parece uma ideia idiota.
Céus, Rose... eu estou morrendo aqui.
—Por que? – perguntou a olhando.
—Porque somos irmãos, Draconis. – murmurou ela.
—Ok... – ele soltou um suspiro e então a olhou novamente – Você sabia que os reis incas praticavam casamento entre irmãos? Era um privilégio que apenas a família real poderia usufruir... – disse ele.
—Você quer me... me beijar? – perguntou Rose, chocada.
—Não me julgue, Rose. Eu não... eu sei lá... – ele bagunçou os cabelos, confuso – Eu estou confuso e... e você me beijou naquele dia e... eu sei que a gente não devia, mas... – ele a olhou perdido – Você quer, eu quero... a gente não conta pra ninguém! Vamos?
—Mas... mas isso é errado.
—Só se a gente resolver casar e ter filhos, porque a chance de...
—Draconis! Estamos sendo imorais...
—Por que veio aqui, então? – perguntou franzindo a testa – Foi você quem me procurou. E eu quero, Rose. – ele sorriu mesmo sabendo que não devia – Eu quero você...
—Draconis, eu...
Mas ele a puxou e a beijou. Rose tentou empurrá-lo, mas ele não a deixou sair.
—Eu quero. – disse a jogando debaixo de si mesmo. Ela o empurrou de novo, mas ele continuou insistindo, na esperança que ela cedesse. Ficou insistindo naquele beijo, até que ela o beijou de volta e o abraçou – Eu não conto pra ninguém. – prometeu. Ela o beijou ainda mais intensamente. Lembrou de todos os sonhos que tinha tido com aquilo e suspirou completamente extasiado com o momento. Se arrepiou quando sentiu os dedos dela sem sua nuca. Passou as mãos pela cintura fina dela e a apertou contra si, a empurrando com o quadril.
—Não. Não. Me solta. Me solta! – disse ela desesperada. Ela o empurrou e ele rolou pro lado.
—Rose. Qualé. – resmungou, mas ela se levantou.
—Não! Isso é errado. – disse ela desesperada.
—E daí? – perguntou se levantando e a empurrando contra a parede – Eu não aguento mais. E eu não ligo mais. – rosnou a empurrando com os quadris. Rose o olhou quase assustada e ele a beijou no pescoço, com volúpia – Deixa, vai, Rose?
—O que? – perguntou ela com a voz tremida.
—Se deixa levar... – sussurrou no ouvido dela. E então olharam nos olhos um do outro.
—Draconis. Eu amo você... mas isso é errado. – ela se desvencilhou dele e finalmente saiu do quarto. Ele suspirou e socou a porta do armário, zangado.
—Merda. – rosnou – Traí a Carmen de novo! – disse batendo a testa na porta – Com a minha irmã! Eu sou um demente mesmo. – resmungou furioso. Voltou para a cama e ficou rolando de um lado para o outro. Mas não conseguiu dormir. Estava excitado demais. Soltou um muxoxo e foi até seu malão, pegar o espelho que tinha dado o par para Vince. – Vince. Ei... Vince. Acorda, preguiçoso. – chamou desesperado. Precisou chamar o colega durante uns bons cinco minutos.
—Porra, Draconis. Sabe que horas são?
—Eu quero ir ai. – resmungou.
—Aqui? – perguntou ele, confuso.
—Estou sem sono, de pau duro e pensando em você. Vamos? – perguntou zangado. Vince piscou pelo reflexo do espelhinho.
—Está falando sério? E a sua namorada?
—Eu... eu termino com ela amanhã de manhã. Vamos? Ou vai me deixar na mão?
Vince pareceu cogitar por um momento.
—Quão de pau duro você está? – perguntou ele. Revirou os olhos e se colocou pra fora do moletom. Depois mostrou seu estado para Vince, que deu um sorrisinho – Se meu pai desconfiar, vai me matar.
—Me encontra na Borgin&Burke. – disse desesperado – Você tem cinco minutos.
—Ok.
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