Notas iniciais
Olá. amores! Feriado chegando, então eu vou fazer maratona até sexta feira. A cada sete comentários (afinal sete é um número mágico) eu posto outro capítulo ^^ Espero que gostem!! Beijos! Titia ama vocês! =D

Capítulo 31

—Eu não acredito que você terminou com a Casañas! – riu Navi – Sabe quanto tempo eu tentei ficar com ela?! – ralhou ele.

—Duas semanas. – respondeu Draconis, com os braços cruzados sobre a mesa do café da manhã.

—Duas semanas e dois dias! Sabe quantas vezes eu dediquei tanto tempo assim para uma só garota? – ralhou ele.

—Eu sei. Duas. E a outra garota está com a sua irmã. Então por que não vai encher o saco de outro? – rosnou Draconis. Navi piscou chocado com o mau humor do primo.

—Céus. Ele está bravinho. O que houve, heim, Drac? – perguntou Scorpius.

—Não é da conta de vocês. – resmungou Draconis.

—O que você falou pra Casañas? – perguntou Navi.

—Eu disse que tenho medo de bocetas e que sou completamente gay agora. – resmungou ele pegando uma torrada e mergulhando no leite. Navi começou a rir, desvairadamente e Albus cuspiu o café que estava tomando em Scorpius, no susto.

—PUTA QUE PARIU, ALBUS, SEU COMPLETO DEMENTE, TAPADO! – ralhou Scorpius, pintado de marrom.

—Foi maaaaal... – riu Albus, mas ele se virou pra Draconis – Mas você não tem medo de bocetas e nem é completamente gay. – disse ele franzindo a testa.

—Não. Mas eu não consegui pensar em outra coisa. – resmungou ele.

—Então é melhor pensar, porque Casañas está vindo ai. – riu Albus. Navi viu o primo se aprumar e corar absurdamente, enquanto Vince dava uma risadinha.

—Devo começar a te beijar, Draconis?

—Não fazemos isso na escola, lembra? – perguntou o loiro e Vince deu uma risadinha.

—É claro que não fazemos... – riu ele.

—Oi, Draconis. – disse Casañas alguns segundos depois, quando ela os alcançou. Draconis a olhou com uma expressão culpada – Nós deveríamos tentar de novo. – disse ela. Draconis revirou os olhos.

—Carmen...

—Você gosta de ser o passivo, é isso? Eu posso achar uma cinta pau, se você quiser. – Navi quase desmaiou na tentativa de conter a gargalhada. Draconis estava mais vermelho que a cor vermelha, parecendo quase em pânico. Scorpius abaixou a cabeça e tentou abafar a risada com as mãos. Albus engasgou com a torrada dele e Vince ria em silêncio, olhando completamente vermelho para Draconis – Porque eu sei que me acha atraente. Então me diga que não é idiota a ponto de terminar comigo só porque eu não quis transar com você. Não me diga que é tão idiota quanto... quanto esse idiota! – disse ela apontando para ele. Navi abriu a boca, chocado.

—Eu não sou idiota! Por que eu seria idiota?

—Porque transa com todo mundo. É um galinha! – ralhou ela.

—E daí? – perguntou ele – Eu não julgo garotas que se permitem experimentar e se curtir. Por que você acha que eu deveria ser julgado? – perguntou ele – Nunca obriguei alguém a me beijar.

—Você é um vadio que não leva ninguém a sério e só quer sexo.

—E por que isso faz de mim um idiota? As garotas com quem eu fico querem sexo também, oras!

Carmen abriu a boca para responder, mas não arrumou resposta. Ela bufou e olhou para Draconis.

—E então?

—Carmen. Você é linda e merece...

—Banheiro dos monitores! Agora! – cortou ela. Draconis a olhou chocado.

—Não! Não... você entendeu tudo errado! – ralhou ele – Eu não terminei com você por você não transar comigo. O problema é que....

—Que você é nascida trouxa. – respondeu Rowle. – Ele é um Burke. Se você não está disposta a abrir as pernas, então não tem nada a oferecer para ele.

—Sem falar que ele prefere o outro time. – Riu Selwyn, com desdém. Draconis corou furiosamente e olhou para Carmen.

—Não escute esses idiotas. – disse ele cauteloso – Eu não dou a mínima pro seu sangue, ou pro sexo...

—Então qual é o problema? – perguntou Carmen, cruzando os braços.

—O problema é... é que... – ele engoliu em seco e Navi ficou se perguntando qual seria o problema que ele iria inventar.

—O problema é que ele te traiu comigo. – riu Trixie abraçando o braço dele.

Bellatrix Zabini tinha ido para Sonserina e estava no mesmo ano que eles. Ela olhou com algum deboche para Carmen e sorriu.

—O que? – perguntou Scorpius.

—No desfile de moda da mãe dele, nós tivemos um momento a sós nos provadores e eu seduzi ele. Então ele te traiu e agora está se sentindo culpado... – ela piscou várias vezes e Draconis a olhou meio hipnotizado – Não que ele tivesse alguma culpa. Não é qualquer garoto que resiste aos meus encantos. – riu ela. Carmen ficou vermelha, olhando furiosa para Trixie – Ou garota... – adicionou ela largando Draconis e se aproximando de Carmen, que piscou várias vezes antes de sorrir bobamente. Trixie então a beijou nos lábios e Navi admirou a cena boquiaberto.

—O que raios está acontecendo? – perguntou Vince. Mas ninguém prestou atenção nele, porque Trixie e Carmen estavam se beijando de maneira lenta e sensual logo ali, na frente deles. Navi ainda estava boquiaberto quando a novata se afastou e beliscou de leve o nariz de Casañas.

—Entendeu, meu amor? Que chances acha que ele teve? – perguntou ela. Casañas picou, confusa e então olhou para Trixie.

—O que raios é você?

—Eu sou... demais. – riu Trixie de volta. Então ela se virou e saiu. Navi a acompanhou com o olhar. Lyra e Lessa também estavam boquiabertas.

—Ei, Zabini! – chamou Florence, a garota má do ano deles. Trixie se virou e a olhou. Florence se aproximou dela, com Mellody logo atrás – Prevejo que vamos ser graaaandes amigas. Bem vinda à Sonserina.

—Obrigada, meu bem. – riu Trixie. E então as duas foram andando de braços dados.

—Draconis... estou apaixonado. – riu Navi observando as garotas sairem do Salão Principal.

—Eu acho que eu também... – murmurou Les para Lyra, que concordou com um aceno de cabeça.

—E eu em choque... – murmurou Draconis.

—Você me traiu com ela? Por isso terminou comigo? – perguntou ela. Draconis piscou confuso e então concordou com um aceno de cabeça.

—É... isso... totalmente te traí com ela. Sinto muito. – murmurou ele. Casañas soltou um suspiro.

—Mas você gosta de mim? – perguntou ela o olhando com os olhinhos tristes.

—Hum... gosto? – respondeu ele apesar de ter soado como uma pergunta. Mas foi o suficiente para Casañas, que sorriu e o abraçou ao redor do pescoço, antes de beijá-lo.

—Eu estou confuso. Quando foi que o Draconis pegou a Trixie? – perguntou Albus, mas ele recebeu olhares zangados de Navi e Scorpius – Ah... foi antes de eu chegar, né?

—Óbvio. – respondeu Navi.

—Claro que foi. – concordou Scorpius.

*

Estavam deitados no sofá. Damian lhe acariciava as costas de maneira carinhosa. Órion estava com Rasalas, os outros meninos estavam em Hogwarts. Então eram só os dois novamente. Levantou a cabeça para encarar o marido. Ele parecia sereno, de olhos fechados. Os cabelos grisalhos, bagunçados e molhados de suor. Ele abriu os olhos e sorriu pra ela.

—Hey, Estrelinha. – murmurou ele.

—Hey... – murmurou se aproximando dos lábios dele, para beijá-lo mais um pouco – Como se sente?

—Muito cansado... e um pouco frustrado... – murmurou ele – Não consigo mais dar conta do seu fogo. Isso é...

—Ei... – ela sorriu tentando simplesmente não se importar por ele não ter conseguido durar tempo o suficiente para que ela gozasse. Ele ainda estava doente – Não se preocupe com isso.

—Eu me preocupo com isso. – resmungou ele. Lena se sentou no sofá e ele fez o mesmo – Se subir de novo, vamos tentar de novo, ok?

Ela sorriu pra ele e concordou.

—Ok. – disse antes de beijá-lo. Damian a beijou de volta, a puxando para seu colo. Se permitiu ser levada e aproveitou o beijo dele o máximo possível. Foi quando ele ficou tenso. Ele a empurrou de leve e fechou os olhos – Damian? O que houve? – perguntou ela.

Damian se levantou e abriu a janela, para em seguida vomitar. Sentiu um frio lhe percorrer a espinha e a cada vez que ele soltava um espasmo, para vomitar mais, ela se sentia cada vez mais num abismo escuro e profundo.

O homem respirou fundo e se virou, limpando o queixo. Os lábios dele estavam vermelhos, por conta do sangue que ele tinha colocado pra fora. Era a primeira vez que ele vomitava em muito tempo, e o fato dele estar num momento nenhum pouco estressante a preocupou demais.

—Acho... acho que devemos falar com o Dr. Amaru. – murmurou ele parecendo abatido olhando para a mão levemente suja de sangue.

—Já faz tanto tempo que você não vomita, meu amor... as vezes... as vezes não é nada... – murmurou doente de preocupação, querendo se agarrar completamente a aquilo.

—Você é vidente. O que me diz? – perguntou ele.

—Sabe que não vou usar meu dom pra isso! – disse desesperada. Não aguentaria prever a morte dele. Não a dele...

Damian soltou um suspiro e concordou.

—Está tudo bem. – riu ele – Mas só por garantia... – ele deu uns passos para frente – é melhor a gente ir ver...

E então ele desabou no chão, desmaiando.

**

—Peguei a Trixie. – riu Navi se jogando na cama.

—Estou oficialmente com inveja de você. – riu Scorpius, que estava sentado no chão, jogando Snap explosivo com Albus. Draconis estava deitado em sua cama, emburrado – Drac não terminou com a Casañas de novo.

—Ué? Mas... – começou Navi se sentando.

—Ela me pegou um boquete! – ralhou Draconis – Eu estava pronto pra terminar com ela, mas ela... ela ficou de joelhos e tirou minhas calças. – Ele escondeu o rosto no travesseiro – Eu sou uma pessoa horrível...

—Ei. Draconis. – riu Navi. Draconis o olhou de canto de olho – O que você acha de um swing? – perguntou ele.

—O que raios seria isso? – perguntou Draconis.

—Quando você e Casañas começarem a transar, eu já vou estar transando com a Trixie. Então a gente podia fazer um sexo muito louco, nós quatro. – riu ele.

—Vocês me dão nojo. – resmungou Albus.

—Eu toparia. – riu Scorpius. Navi olhou o primo mais novo surpreso – Eu dividiria uma garota com o Albus. Não ligaria. – disse ele.

—O que? – perguntou o garoto, corando.

—É. Você é meu melhor amigo. Seria louco. – riu Scorpius. Albus ainda parecia muito chocado em ouvir aquilo – Já pensou. Eu sentado na cama, ela me pagando um boquete, enquanto você a come por trás? – perguntou ele com um sorrisinho.

—Parece muito sexy. – riu alguém na porta. Navi olhou e viu que era Lyra – Podemos tentar qualquer dia. – Navi mirou o primo e o amigo. Ambos tinham corado violentamente olhando para Lyra – Olá, tem espaço pra mais um? Sinto que não estou dando atenção o suficiente pra vocês agora que eu estou apreciando a outra fruta. – riu ela se sentando ao lado dos dois.

—Sempre tem espaço pra você, Lyra. – riu Scorpius – Principalmente nas nossas fantasias.

—Respeite a Lyra, Scorpius! – ralhou Albus. Scorpius só revirou os olhos.

—Ok. O que você me diz, Drac. Vamos? Topa?

—Cara. Eu não quero transar com a Casañas! – resmungou Draconis.

—COMO ASSIM?! – perguntou Lyra olhando pra trás – Quem não quer transar com ela? Fala sério... você realmente ficou completamente gay? Eu não acredito. Era tão promissor.

—Eu não preciso ouvir sobre a noite de sexo de vocês. – resmungou Albus. Navi viu Draconis corar violentamente.

—Eu não sou completamente gay. Eu ainda curto garotas... mas... mas eu não tenho vontade de fazer isso com a Casañas. Eu não gosto dela desse jeito.

—Oras. Mas transou com a Lyra. Você não gosta ou gostava dela desse jeito também. – riu Navi. Albus rangeu os dentes, parecendo bravo, Scorpius sufocou uma risadinha. Mas Draconis ficou indiferente.

—É diferente. Lyra não esperava nada de mim. Carmen espera.

—Vocês já estão namorando. O que mais ela quer? Casar com você? – perguntou Navi – Se for, ela é meio louca. Pula fora. Quem pensa em casamento na nossa idade, fala sério.

—Bem... somos o diretório puro sangue... então é normal as garotas sonharem com casamentos quando olham pra gente. Somos o que restou das antigas tradições da corte e nobreza bruxa.

—Ela é nascida trouxa. Ela não pode esperar isso do Drac. – riu Navi – Ou ela é louca.

—Você pegou mesmo a filha do tio Blair? – perguntou Lyra.

—Que pergunta. É claro que eu peguei. Em breve quero comer. – riu ele convencido – Ela é gostosa demais, linda demais... acho que minha queda por ela pode durar até uma semana, sabe?

—Como foi? O que ela te deixou fazer? – perguntou Scorpius, curioso.

—Ela quem controlou. Eu fiquei meio mané quando ela piscou pra mim. Então ela se aproveitou do meu corpinho e disse que eu era gostoso. – riu Navi dando de ombros – Mas eu vou aguentar da próxima vez. Na próxima eu não caio no charme dela e então. – moveu os quadris para frente e para trás, mas só Lyra e Scorpius riram. Draconis e Albus reviraram os olhos no lugar disso.

—Eu acho que você vai se foder nessa brincadeira. Cuidado com ela. – alertou Draconis ficando deitado de bruços na cama – Essa garota não é normal. Ela tem algum poder esquisito... é igual à Florence, que é meio veela.

—Eu também tenho um poder mágico de sedução. Chama-se magnetismo animal. – riu Navi – Acho que por meu pai ser um lobisomem.

—Isso não faz sentido algum. – riu Albus – O pai do Ted é um lobisomem e o Ted era um tapado com as garotas.

—Não tão tapado. Ele tá noivo da Victorie Weasley. – riu Scorpius – Que é a garota mais linda desse mundo, eu já perdi a conta de quantas vezes eu bati uma praquela mulher. Meu Merlin...

—SCORPIUS! – ralhou Albus – Lyra está aqui!

—Eu já me masturbei pensando nela também. Ela é muito gostosa. – riu Lyra e Albus a olhou completamente em choque.

—Albus. Você é o único que acha que a Lyra é uma dama. Ela é mais macho que você. – riu Scorpius.

—Albus é a dama do trio de vocês. – riu Navi.

—E quem é a de vocês? Draconis ou a Rose? – perguntou Scorpius com um sorrisinho.

—Eu sei lá. Eu nunca vi a Rose com ninguém... você já, Drac? – perguntou Navi. Draconis deu de ombros, cabisbaixo, parecendo pensativo.

—Eu... eu vou ali. – murmurou ele.

—Vixi... – riu Navi – Carmen?

—Carmen. – concordou Draconis.

***

A lua cheia estava para chegar, então Rasalas estava arrumando suas malas. Daphne estava deitada nua na cama, apenas parcialmente coberta pela coberta. Olhou para ela, achando-a sexy e suspirou.

—Tem certeza que não quer ficar aqui? – perguntou ela – É só tomar a poção e pronto. – murmurou ela.

—Sabe que não quero que corra o risco de Rabastan me ver... eu fico muito feio e assustador transformado. – murmurou terminando de arrumar a mochila. Daphne suspirou e o olhou com os olhos tristes.

—Vou sentir saudades... como sempre.

—Eu também, meu amor. – riu ele indo até ela. Daphne saiu da cama e andou até ele. A devorou com os olhos, admirando como ela ainda era deliciosa. A maternidade fez bem a ela, lhe dando uns quilinhos a mais e mais curvas. Principalmente nos quadris. A beijou desejando mais uma trepada antes de ir, mas não queria correr o risco de não tomar a poção e ficar perigoso perto da família. Mordiscou o lábio dela e os dois se olharam com sorrisinhos.

—Quando voltar... eu vou passar o dia montada em você. – prometeu ela. Rasalas deu uma risada safada e a beijou mais uma vez.

—Agora eu sei de onde nossa filha puxou esse fogo todo. Foi de você, não de mim.

—Só agora que notou isso? – perguntou Daphne – Eles fazem a sua pose, mas agem que nem eu. Só Rabastan que parece tímido que nem eu e é comportadinho, que nem você...

—Eu não sou comportadinho. – ralhou a puxando pela cintura. Depois a pegou no colo e ela enroscou as pernas ao redor de seus quadris.

—É sim. Eu quem te deixei pervertido... – riu ela. Rasalas riu a colocando contra a parede e estava para sair de dentro da calça quando a porta abriu lentamente. Daphne desceu de seu colo e disfarçou, fingindo estar se vestindo. Ele se curvou de leve, torcendo para que não desse pra ver que já estava duro, para que as vestes o escondessem.

Rabastan entrou tristonho e o olhou com uma carinha infeliz.

—Papai... você precisa mesmo ir? – perguntou ele. Rasalas sorriu e o afagou nos cabelos.

—Eu preciso. Mas é só por uns dias. – prometeu gentilmente. Rabastan soltou um muxoxo.

—Eu não tenho medo. Pode ficar aqui. – ele olhou com os olhos esperançosos – A gente podia até brincar. Eu jogo uma bola pra você e você trás de volta.

—Filho... isso foi ofensivo... – ele ficou em silêncio por uns segundos – Foi tio Draco quem sugeriu isso?

—Foi. – murmurou Rabastan parecendo ficar sem jeito. Rasalas deu uma risadinha para esconder a irritação e abraçou o filho.

—AIAI, ESSE DRACO... – disse sacudindo o filho de leve, enquanto bagunçava os cabelos dele. Daphne deu um sorrisinho e lhe abraçou por trás, agora usando sua camisa dos Montrose Magpies – Eu vou torcer o pescoço dele.

—Relaxa, amor. Draco só estava brincando. – riu Daphne.

Ele concordou e soltou o filho, que dava risadinhas, meio tonto por ter sido sacudido.

—Manda um abraço pro tio Lupin. – disse Rabastan antes de sair correndo. Rasalas soltou um suspiro e se virou para Daphne.

—Continuamos aquela coisinha quando voltar, ok? – perguntou ela ficando na ponta dos pés para beijá-lo.

—Ok. – sussurrou a beijando de volta. A abraçou com força e então a soltou para pegar a mochila – Até daqui uma semana. – murmurou ele.

—Ok. Vou estar contando os minutos. – murmurou Daphne se sentando na beirada da cama.

Rasalas se virou e foi até a lareira. Jogou o flu e disse o nome da casa de Remus. Entrou nas chamas e girou por alguns instantes até finalmente aparecer na casa do amigo. Mas o que viu quase o fez voltar para dentro da lareira.

Remus e tia Addie estavam transando em cima da mesa, os dois fazendo muito barulho e parecendo muito entretidos naquilo. Abriu a boca em choque e tateou a lareira atrás de si, procurando pelo flu, mas acabou derrubando a tigelinha no lugar disso.

Remus e Addie pularam de susto e o olharam, constrangidos. Bem... Remus estava constrangido. Addie estava zangada. Podia dizer pela cor do cabelo dela, que tinha parado de mudar de cor freneticamente para ficar simplesmente vermelho.

—Sexo da terceira idade... eu não precisava disso. – resmungou colocando a mão esticada e aberta na frente dos olhos, para tampar as partes de Lupin, que estavam expostas.

—Porra, Rasalas. Não sabe... hum... – começou tia Addie.

—Vocês podiam ter escolhido uma mesa longe da lareira ou me avisado para chegar depois de certo horário, caralho... – ele fez uma careta, fechando os olhos, enquanto os dois amantes se vestiam – Eu nem sabia que gente da idade de vocês ainda transava...

—Certamente não conhece o seu pai então. – riu Addie.

—Tia. Eu realmente não preciso ouvir isso. – ralhou Rasalas ainda de olhos fechados.

Depois de um minuto ou dois de silêncio, sentiu Remus lhe cutucar o ombro.

—Eu sinto muito por isso. – murmurou seu velho amigo, parecendo realmente muito constrangido. Rasalas deu uma risadinha.

—Ok. Só não faça de novo. – riu ele.

—Certo. Agora... – começou tia Addie – Fique sentadinho ai que eu e Remmy temos que terminar o que começamos. – ralhou ela puxando Remus pela camisa. Rasalas apenas riu dos dois, principalmente da nuca corada de Remus.

—EI! Vocês só estão fodendo ou estão juntos agora? – perguntou curioso.

Eles já tinham saído da sala, mas a cabeça de Remus apareceu na porta.

—Somos um casal. – respondeu ele com um sorriso feliz, mas logo viu a mão de Addie puxá-lo para longe da sala.

Rasalas apenas gargalhou feliz pelos dois.

****

Rose abriu os olhos e se viu sozinha na cama. Tinha sonhado com o último beijo que dera em Draconis. Não deveria se permitir ter tais pensamentos. Mas simplesmente não conseguia impedi-los de virem.

Já tinha tido aqueles chamados sonhos molhados de adolescentes. Mas sempre eram sobre Navi, com seus olhos travessos e sorrisos safados, sempre lhe dando indiretas. Costumava sonhar com ele. Sonhar que ele a beijava de maneira fogosa e então passeava as mãos por seu corpo, de maneira faminta.

Mas agora, mesmo os sonhos que começavam com Navi, sempre terminavam com Draconis. Ele e aquele sorrisinho divertido que ele dava. Sonhava que ele a empurrava contra o armário, ou que tirava sua roupa, enquanto a deitava na cama. Sonhava que ele lhe beijava os seios com desejo e então seus beijos iam descendo por seu corpo até...

Respirou fundo em sua cama. Suas companheiras de quarto todas dormiam tranquilamente. Fechou as cortinas da cama e respirou fundo. Engoliu em seco e se deitou o mais confortavelmente possível. Depois fechou os olhos e pensou em Draconis. Pensou no beijo dele e então pensou em seus sonhos com ele.

Pensou em como ele poderia deitá-la na cama e tirar sua camisola, para passear suas mãos grandes por seu corpo. Imaginou as mãos dele em seus seios e então se tocou como queria que ele tocasse, beliscando seus mamilos e apertando seus seios médios. Podia quase sentir o calor dele em cima de si. Imaginou a voz dele em seu ouvido, como ele tinha dito naquela outra noite.

“Eu quero.”

Lembrava da voz dele. Grave, sexy. Engoliu em seco e então desceu uma das mãos para dentro da calcinha. Respirou fundo, lembrando do beijo dele em seu pescoço e da maneira como ele a empurrara contra o armário. Colocou os dedos dentro de si, numa massagem erótica, se lembrando dos sonhos indecentes que tinha com Draconis e precisou morder os próprios lábios para não fazer barulho.

Mas logo perdeu a graça. Então passeou os dedos por sua fenda, procurando pelo clitóris. O pressionou com os dedos, o jogando de um lado para o outro e quase fez barulho daquela vez. Queria tanto que Draconis a tocasse ali. Talvez até a beijasse.

Mas então parou com aquilo e se sentou se desprezando terrivelmente. No que estava pensando? Ele era seu irmão. IRMÃO! E estava se masturbando pensando nele!

Sentiu uma angústia sem limites e um nó na garganta. Quis chorar de desespero. Aquilo era tão, tão, tão errado. Ela não podia pensar uma coisa daquelas. Se jogou contra o travesseiro, querendo chorar de raiva de si mesma. Como podia cogitar pensar aquelas coisas? Alhena a tinha acolhido sob seu teto... o que ela faria se soubesse que já tinha beijado Draconis? A colocariam para fora? E seu pai?

Céus... seu pai era tão gentil, tão amoroso. Não suportaria fazê-lo sofrer com sua perversão. Levaria aquele desejo para o túmulo. Fechou os olhos, sentindo uma lágrima molhar sua bochecha e acabou fungando.

Iria tirar Draconis da cabeça. Nem que tivesse que fazer algo idiota pra isso.

Notas finais
Algo idiota? Algo idiota tipo o que? Será que AlbusXLyraXScorpius deve rolar. Digam vocês! =P E no próximo capítulo......... "-Larguem o Scorp. – disse olhando o amigo, que parecia assustado. —E nós vamos mostrar o porquê do nosso time não permitir garotas, como você. – riu Nott o empurrando com força contra a parede – Quando uma garota aparece no vestiário... sabe como são os hormônios, não é? – Nott o empurrou de novo e Draconis o empurrou de volta. —Não reage, Burke. – rosnou Rowle colocando a varinha na têmpora de Scorpius, que fechou os olhos. Draconis engoliu em seco e olhou para Nott, que deu um sorrisinho."