Notas iniciais
Olá, amores S2 Cá estou eu, com mais um capítulo fofenho pra vocês. Mentira, o capítulo não tá fofenho... a última cena talvez, mas o resto tá meio bizarro. Porque o protagonista desse capítulo (apesar do banner)... É o Rigel! E esse fdp tá louco, mermão! ahsuahsua Beijos #PartiuLer

Capítulo 66

Emma entrou na cela de Rigel e quase gritou. Ele estava amarrado numa camisa de força, com o rosto muito machucado. A camisa mesmo estava completamente suja de sangue. Ao lado dele estava a figura sem emoção de Alhena Burke.

—Você não aprende, não é mesmo, Lestrange? – ralhou ficando de joelhos ao lado dele.

—Um pouco tarde para piedade, não acha, Rosier? – sussurrou ele. Quando ela o tinha capturado, Lestrange falava com tanta confiança que ele parecia ter a certeza que era dono do mundo. Em uma semana ele passou a falar como um cachorrinho bem treinado. Mas agora... mas agora havia tanta insanidade em seu olhar que ele parecia voltar a falar com muita convicção... e aquilo era perigoso pra ele – O que veio fazer aqui?

—Você sabe, eu sou médica também. – murmurou ela – Me mandaram cuidar de você também...

—Eu conheço sua especialidade. Ela se resume a perguntar: como você se sente a respeito disso? – ele a olhou com os olhos inchados e arroxeados – Ou você está falando da sua excelente terapia dos quadris? – perguntou ele – Dessa eu realmente não faria oposição. Não se preocupe com a minha irmã, ela não vai ver nada. – e então, para seu horror, ele jogou a cabeça para trás e gargalhou. Gargalhou de maneira absurdamente alta e incontida, como se ele tivesse feito uma piada absolutamente hilária.

Emma olhou para a Sra. Burke, que estava sentada, olhando para o chão, sem expressão. Ela estava irreconhecível também. Não queria nem imaginar o que todos aqueles homens tinham feito com ela.

—Me falaram que você apagou a Burke. É verdade? – perguntou olhando para Burke e estalando os dedos em frente ao rosto dela. Rigel ainda estava se recuperando de sua crise de riso, então teve que esperar ele parar de rir.

—É. Eu apaguei tudo. Ela está morta agora. É só uma casca, sem função. Mas vai viver mais do que viveria antes, eu acho... Sabe, se você obriga uma pessoa a passar um mês sentada, ela pode não conseguir andar depois, não do mesmo jeito. O corpo vai atrofiando. Quanto mais jovem, maior a capacidade de se regenerar... o mesmo vale pro cérebro. O problema é... – Rigel lambeu os beiços cortados – Alhena não vai se levantar da cadeira. Deveriam arrumar uma fralda pra ela. E ela não vai mais comer como uma pessoa normal. Eu vou montar uma instalação aqui pra ela. Puramente profissional. Não podemos parar de produzir... sabe como o Hesse é. – Rigel deu outra risadinha e então ele pareceu lúcido por um momento – Alhena se foi... – ele a olhou com os olhos injetados de insanidade novamente – Eu vou fazer o inferno da vida de vocês. Porque vocês não vão me matar. Mas eu vou aprontar e aprontar e aprontar... até que vocês fiquem tão loucos quanto eu. Todos vocês. Todos. Todos... TODOS!

E então ele gargalhou completamente ensandecido.

*

Draco olhou para sua prima e soltou um suspiro.

—Eu não posso mesmo ir atrás do Hesse? – perguntou contrariado.

—Não. Sua missão é de espionagem. Eu vou rastrear esse babaca. – rosnou Rasalas – E ele vai se arrepender por ter se metido com os Lestrange – Continuem o trabalho de vocês. Nós vamos ver que outras informações podemos arrancar de Rosier. Você sabe que com muita força de vontade dá pra resistir à azaração da verdade.

Draco soltou um suspiro e concordou.

—Potter já está mais calmo? – perguntou com um sorrisinho.

—Não. Ele tá puto da vida. – riu Rasalas – Você não deveria ter usado magia negra na mulher. Não era o combinado. E é por essas e outras que você não vai poder vir com a gente. Você é um cara muito controlado e esperto, Draco. Mas quando o assunto é minha irmã, você fica louco. – Draco concordou com um triste aceno de cabeça.

—Você sabe que Rabastan acha que ela morreu, não sabe, Draco? – perguntou Addie. Draco virou o rosto, se recusando a olhá-la. Ela já estava com o disfarce, se passando por Evelyn Rosier.

—Eu já falei isso também. Você precisa entender, Draco. Alhena se foi.

—Ela não morreu! – rosnou zangado.

—Ela morreu, Draco. E se você não aceitar isso, só vai se magoar. – ralhou Adhara. Draco desviou o olhar, sentindo um frio no estômago.

—Não. Enquanto eu não ver o corpo dela... eu... eu não vou acreditar nisso. – disse teimosamente.

Rasalas trocou um olhar com Addie e deu de ombros.

—Como quiser, Draco. Mas concentre-se no que você tem que fazer. Precisamos descobrir mais sobre esse tal Sangue de Vidente. Eu já coloquei a Pansy pra investigar.

—Eu vou garantir o acesso dela na minha sala. – riu Addie. Draco suspirou – A gente se vê, Rasalas. – riu ela – E tente encontrar o Rigel. Eu acredito que ele ainda está vivo.

Draco desviou o olhar novamente, com o estômago revirado. Ela não está morta. Não está. Eu simplesmente sei que não está...

Olhou desolado para a praia do lado de fora. Ficou esperando que Addie e Rasalas combinassem os detalhes do próximo passo... ficou observando o mar até sentir Addie segurar seu braço.

—Vamos lá, Draco? – perguntou ela. Concordou dando de ombros e ficou em pé. Segurou a chave portal e a ativou, indo para o Ministério.

—Tenha um bom dia. – murmurou tristemente.

—Não se esqueça de sorrir. Tivemos o melhor final de semana de nossas vidas, esqueceu?

Soltou um muxoxo e foi até a lareira no lugar de sorrir. Não estava com vontade de sorrir. Voltou para a Mansão Malfoy e não cumprimentou os Scarmander, que estavam conversando com Kingsley. Apenas subiu as escadas e foi até seu quarto.

Seu estômago ainda estava se revirando. Eles estavam retirando um líquido cerebral que os videntes produziam, num procedimento que causava muita dor e muitos danos ao cérebro. Fechou os olhos escorregando pela porta. O que iria sobrar dela se demorassem demais? E já tivessem demorado demais? Aquela dúvida o matava mais do que qualquer coisa...

E se ela não o reconhecesse? E se ela não se lembrasse mais dele? Ou dos filhos? Se ela não se lembrasse nem de si mesma? Negou com a cabeça, querendo afastar aqueles pensamentos, mas eles simplesmente vieram.

Se levantou e se arrastou sem força de vontade até sua cama. Ficou deitado lá até que Yolo aparecesse com seu remédio para o Horklump... o remédio que Alhena o tinha ajudado a criar... quase não tossia... quase não sangrava mais... estava muito melhor. Quase curado.

Quase...

**

—O que você fez com ele, Emma? Ele parece mais calmo... – murmurou Hesse observando Rigel Lestrange, que estava de pé, muito calmo, olhando para eles com um interesse irritante. Como se estivesse armando alguma coisa.

—Eu comecei a dar salvia e narciso para ele, além de alguns comprimidos de vesícula de demiguise.

Rigel olhou para a irmã, que estava sentada, com as costas apoiadas na parede.

—Ervas, ervas... se eu soubesse que seria tão fácil conseguir drogas de graça eu teria enlouquecido anos atrás. – riu ele.

—Continue o tratamento, Emma... eu quero que ele continue fazendo o cérebro da irmã dele produzindo soro. – murmurou Hesse, antes de sair da cela.

Emma soltou um suspiro e olhou para Rigel.

—Alguém já te falou que você tem olhos lindos? – perguntou Rigel, a olhando com um sorriso sinistro – Eles ficam bem com o resto do seu rosto, não é como se eu quisesse... arrancá-los do seu crânio e carregá-los por aí em um chaveiro... – riu ele a olhando daquele jeito que lhe dava calafrios – It's a compliment...

—E nós começamos mal hoje...

—Eu não sou uma pessoa matutina... – resmungou Rigel andando pela cela. Ele estava sem varinha e ela tinha a própria na mão, então se sentia segura.

—Então... como você está?

—Eu estou bem... Nas segundas feiras eu costumo jogar poker com os outros medibruxos, apostando nossas rações... Nas terças feiras temos pizza... Nas quartas... eu não gosto das quartas. É quando o Hesse vem aqui... E eu não gosto muito dele. Nas quintas eu converso muito com a minha irmãzinha... – ele cutucou a coxa da irmã com o pé – Falamos sobre política, o tempo... Sobre a degradação moral da sociedade... – ele olhou para cima, lambendo os beiços – Pelo menos eu converso... ela normalmente fica muda como uma fada... nas sextas eu me exercito... Nos sábados... eu também não gosto dos sábados.

—Por que?

—É quando aquele idiota do Creed vem conferir as coisas. Ele fica fazendo piadinhas sobre eu estar louco.

—E você não está louco? – perguntou ela – Você só está fingindo?

—Não... eu não estou fingindo.

—Então você acha que é louco?

Rigel deu uma risadinha e se aproximou mais um passo.

—Essa é uma pergunta interessante! – disse ele com animação – Veja... as pessoas loucas... elas não acham que são loucas. Elas acham que estão ficando sãs... – ele se aproximou mais um passo e ela recuou outro – Então... as pessoas sãs não deveriam achar que são sãs... mas que, na verdade, estão enlouquecendo!

—Você está tentando me enrolar, não está, Lestrange? – perguntou Emma. Rigel sorriu e ela notou o quanto ele era alto.

—Você já viu um homem morto? – ela não respondeu. Ficou encarando aqueles olhos prateados, que antigamente eram tão charmosos, mas agora eram completamente cheios de loucura – É uma pergunta simples. – continuou em silêncio, olhando-o nos olhos – Eu já vi o suficiente...

—Hum... sim, eu... eu já vi um homem morto.

—Não estou falando do tipo de corpo que se vê em funerais. Não... – ele negou com a cabeça, a olhando com aqueles olhos injetados – É assim que todos acabam ficando... Eu estou falando de quando aquela pequena faísca de vida... desaparece. E tudo o que sobra... é um objeto inanimado – e então ele se virou, descontraído – quase como a minha irmã, não é, Lena? – Mas Burke não se moveu, como todos sabiam que ela não faria novamente. Rigel se virou e a olhou nos olhos, com intensidade – Já viu um desses? – perguntou ele num sussurro quase inaudível.

—Não... eu nunca vi... – confessou engolindo em seco. Rigel colocou os dedos em seu queixo, lhe afagando ali de leve. Deu um tapa na mão dele, se afastando e ele sorriu.

—Fique perto de mim por um tempo... e com certeza terá sua chance... – murmurou ele com aquele sorriso assustador.

***

Navi se sentou ao seu lado, no sofá. Não prestou atenção, afinal estava fazendo sua tarefa de Runas Antigas. Mas ele a ficou encarando durante quase um minuto. Soltou um muxoxo e fechou o caderno, antes de olhá-lo.

—O que houve, Navi?

—Prima. – murmurou ele – Por que você não tem um namorado? – perguntou ele. Dido piscou confusa – Sério. Por que?

—Por que eu deveria ter? – perguntou franzindo a testa.

—Bem. Vamos lá. Você é bonita, inteligente, bem nascida, gente boa, simpática... O seu ano, o meu ano e o quinto ano estão cheios de garotos interessantes, mas você nunca pareceu nem mesmo interessada em flertar com qualquer um deles. – disse ele. Dido soltou um suspiro e deu de ombros.

—É difícil demais procurar o cara certo, então... eu prefiro não procurar. E não ficar me estressando com namorados.

—Fala sério, prima. Não é difícil assim achar alguém que tenha os pré requisitos. Eu achei! Sua irmã gêmea achou. – riu Navi.

—Vocês acharam namorados. Eu não quero um namorado. Eu quero o homem dos meus sonhos... e como eu sei que é mais fácil eu montar um unicórnio alado do que encontrá-lo... eu prefiro investir na minha carreira.

—Ok, prima. Vamos lá. Nós estamos na Grã Bretanha. Existem centenas de bons bruxos por ai. Você deveria tentar.

Soltou um muxoxo e pegou um pacotinho de feijõezinhos de todos os sabores.

—Ok, Navi. Eu vou ilustrar pra você, ok? – ela pegou a sacolinha e a despejou em cima da mesa de centro – Aqui está. A população bruxa da Grã Bretanha, ok? Parece muito, certo? Só que vale lembrar que... metade são mulheres. – resmungou ela dividindo os feijões pela metade, colocando-os em dois grandes grupos – E eu dividi meu dormitório com Lyra e Les... eu já aprendi que lesbianismo não é minha praia, porque eu já tentei...

—Quanto você tentou? – perguntou Navi, parecendo extremamente interessado naquela resposta.

—Não importa!

—Ok...

—Muito bem. Vamos dizer que temos aqui... hum... quinhentos bruxos?

—Soa bastante.

—Sim, mas... temos que ver o que realmente vale a pena, certo? Temos aqui... que tirar os menores de treze anos... – disse ela separando uma parte pequena de feijões.

—Não queremos ser presos por pedofilia, nem pegar os amiguinhos da Prim, justo.

—E vamos tirar os maiores de trinta. – riu ela separando uma grande parte dos feijões.

—Precisamos que o cara seja sexy, ok.

—Pois é. E agora só sobrou cem. Cem bruxos.

—Ainda parece muito, prima.

—É, mas eu ainda não terminei de separar os “fora de questão”. Quase metade deles são casados. – riu ela dividindo a pilha que tinha sobrado pela metade. Dez por cento são gays. E vale lembrar que eu vou querer alguém sangue puro, que não esteja no grupinho homofóbico que implicou com meu irmão, que não seja feio e nem idiota... – ela foi separando os feijões, até que só sobrou um feijão.

—Sério... você já terminou? – perguntou Navi com algum deboche.

—Não. – respondeu Dido, pegando a varinha – Eu quero que ele seja mais alto que eu. – ela brandiu a varinha e o feijão partiu ao meio – E que não queira filhos... – Dividiu ao meio de novo – Aqui está a minha chance de encontrar o cara perfeito pra mim... eu meio que prefiro me dedicar às minhas runas a procurar por ele...

—Que gracinha... – riu Navi olhando para os feijões – Esses aqui são as mulheres, certo?

—Sim.

—Ótimo. – riu ele pegando os feijões e colocando-os todos na boca – Eu nunca mais vou fazer isso de novo... – resmungou ele mastigando os feijões enquanto Dido caía na gargalhada.

—Escute, Navi. Eu estou feliz, de verdade, que você arranjou alguém que é simplesmente perfeita pra você... e o mais incrível é que você fez isso sem nem mesmo procurar. Ela já estava ali, ao seu lado, sabe? – Dido pegou o próprio caderno e suspirou – Mas nem todo mundo tem essa sorte.

Ficaram um tempo em silêncio, até que Navi terminasse de mastigar e engolir todos aqueles feijões.

—Como assim, você não quer ter filhos? Não é o sonho de toda mulher? – perguntou Navi franzindo a testa. Dido baixou o caderno e soltou um suspiro, o olhando com um sorrisinho.

—Não. Você sabe o que é? Eu apenas me toquei como a sociedade não permite que você persiga os seus sonhos uma vez que você tem filhos... E eu não tenho vontade de jogar minha identidade fora e me tornar um ser escravo de algum amor-terrorista por uma criatura do tamanho do seu tênis. Além disso, seu corpo fica uma merda, você não tem tempo pra se exercitar, sem falar que nunca mais vai dormir em paz pelo resto da vida, certo?

Cerce, que estava dando uns beijinhos com Albus no outro sofá a olhou horrorizada.

—Dido! Que coisa horrível pra se dizer!

—Aaah. Não, não, não, mana. Você com certeza daria conta do recado. Você nasceu pra dar conta do recado. Eu não. – riu Dido dando de ombros e voltando a escrever em seu caderno de runas.

****

Mais um final de semana gelado, ainda mais agora que o natal estava cada vez mais próximo. O mês de Novembro estava acabando, a neve estava caindo e ninguém queria ficar andando do lado de fora. Ninguém a não ser Loto e Draconis. Os dois estavam enrolados nos uniformes de peles, mais um cobertor, ao redor de uma fogueira de chamas azuis, chocolate quente e marshmallows.

—Você ainda está zangado comigo porque eu bebi todas. – resmungou Loto. Draconis negou com a cabeça.

—Não. Estou zangado porque você acha que eu estupraria você. – resmungou Draconis.

—Eu estupraria você. Eu meio que já estuprei você... – riu Loto.

—Meio?! – ralhou Draconis – Sinceramente, eu nem sei porque ainda sou seu amigo! – ralhou Draconis.

—Porque minha bundinha é incrivelmente linda e irresistível? – perguntou Loto.

—Será que você não consegue levar nada a sério? – ralhou Draconis.

—Huuum... alguém quer ter conversas sérias... – riu Loto – Deveria conversar com Harley. Ela é a pessoa séria entre nós.

—Estamos em guerra, Loto. Nossos parentes, nossos amigos... nós mesmos... estamos todos em perigo. Será que nem isso você é capaz de levar a sério? – perguntou Draconis dando um bom gole em seu chocolate quente.

—Eu não tenho motivos pra levar as coisas a sério. – riu Loto dando de ombros, enquanto dava um golinho em seu chocolate quente.

—Nenhum? Nenhum mesmo!? – ralhou Draconis.

—Nop. Se eu começar a levar as coisas a sério, eu só me magoaria. Então é melhor levar a vida nas coxas. – riu ele dando de ombros – E tem outra... – Loto deu outro gole no chocolate – Você não me levaria a sério mesmo se eu tentasse.

—Você nunca iria me assumir. – resmungou Draconis. Loto o olhou constrangido e os dois passaram a olhar as chamas, enquanto bebiam seus chocolates. Comeram alguns marshmallows e ficaram naquele silencioso constrangimento, até que Loto falasse.

—Então... hipoteticamente falando. – murmurou ele e Draconis o olhou curioso – Só hipoteticamente, ok? Vamos fazer uma... uma hipótese bem hipotética.

—Completamente hipotética.

—Super, hiper, mega hipotética.

—Ok, estou ouvindo. – riu Draconis. Loto respirou fundo, completamente sem jeito.

—Hipoteticamente, caso... caso nós tentássemos algo e você... não estivesse completamente apaixonado pela Rose, que já não é mais sua irmã, então é humanamente aceitável como cônjuge...

—Hum? – perguntou Draconis com um sorrisinho, enquanto Loto girava a caneca, com o rosto completamente vermelho.

—Então... hipoteticamente... eu e você... você... você acha que daria certo?

—Não. Você não me assumiria e eu estou de saco cheio de namorar em segredo. – riu Draconis.

—Ok, ok... e se... – ele fez uma pausa – Hipoteticamente... – Draconis deu outra risadinha enquanto Loto engolia em seco – Eu meio que... assumisse minha bissexualidade e... concordasse em abrir mão do legado da minha família, afinal... papai nunca aceitaria um filho desvirtuado... mas se eu concordasse e... e te pedisse em namoro e te assumisse como meu namorado? Você acha que... hum... poderia dar certo? Pra valer?

Draconis sorriu e coçou o queixo.

—Ok... hipoteticamente, certo?

—Sim, super hipoteticamente. – concordou Loto, constrangido.

—Eu acho que daríamos certo... digo... somos amigos.

—Claro.

—O sexo é ótimo.

—Com certeza...

—Eu nunca te disse isso, mas... mas é melhor com você do que com ela. – murmurou Draconis, sentindo-se constrangido e Loto o olhou em choque.

—Sério? Não creio... – murmurou ele parecendo realmente surpreso.

—Cara... falta alguma coisa com ela, tá ligado?

—Claro que falta. Ela é uma garota. – riu Loto apontando para o meio das perdas.

—Eu nunca te disse isso, ouviu?

—Claro que não. Foi só um devaneio esquizofrênico da minha parte... mas toda vez que eu olhar para a Rose eu vou pensar... – e ele estralou os dedos em zig zag – I’m better, bitch.

—Essa foi a coisa mais gay que eu já te vi fazer. – riu Draconis – Eu já comi o seu cu, mas esse negócio com o dedo – e ele imitou o estalar em zig zag enquanto Loto corava violentamente – foi a coisa mais homossexual que...

—Ok, foco, Burke.

—Ok... – riu Draconis – Sim, eu acho que a gente poderia dar certo. Mas nunca aconteceria, porque você não tem coragem de me assumir...

Loto e Draconis deram risadinhas e então beberam mais um pouco de chocolate quente.

—Ok. Mas... mas e se... vamos continuar com as hipóteses, ok? – perguntou Loto, fazendo Draconis rir ainda mais – Ok... vamos supor que eu te assumi, você aceitou namorar comigo e então as coisas começam a ficar muito sérias...

—Tipo... sérias como?

—Tipo... a gente morando junto... longe dos olhares acusadores dos meus pais... – riu Loto.

—Ok... eu posso imaginar isso.

—Então... se as coisas começassem a ficar ainda mais sérias... e eu não aguentasse a pressão que minha irmã iria fazer, querendo que você me tornasse um cara honesto...

—Você está falando em casamento, cara? – perguntou com um sorrisinho e Loto riu também e ele entendeu que ele só estava brincando.

—Eu teria que usar vestido? Porque eu acho que se eu for usar um vestido de noiva, ele teria que ser indecente. Tipo... muito... – riu ele, enquanto Draconis cuspia o chocolate para gargalhar – Tipo, super vadia... tipo, todos os gays do mundo querendo me arrancar do vestido, entende? E eu acho que não ia dar certo... sua família ficaria traumatizada, principalmente a Prim. Ela não estaria preparada pra me ver num vestido vermelho, com uma fenda até a coxa e um decote até o umbigo...

—Meu Merlin, cara. – riu Draconis limpando o queixo.

—Ou eu poderia usar um terno?

—Claro que você usaria um terno. – riu Draconis.

—E não precisaria ser vermelho sangue, né? Podia ser mais pro tom de vinho, porque... porque eu acho que cairia melhor com a minha cor de pele.

—Definitivamente um terno vinho, cara. Você ficaria lindo num terno vinho.

—E eu passaria a ser... Loto Burke e seu pai colocaria meu nome ao lado do seu, na parede?

—Céus, seria engraçado ver a cara do meu avô... mas eu acho que sim, Loto... mas isso não aconteceria. – riu Draconis o olhando com um sorriso desafiador – Porque você não me assumiriaaaaaa.

Os dois riram e Loto concordou com a cabeça.

—Ok... mas vamos supor...

—Hipoteticamente.

—Sim, super hipoteticamente... que nós nos casamos, estamos morando juntos... talvez no Canadá... que é o país mais gay do mundo... e então nós decidimos que a vida de putaria está cansativa... então a gente desiste de foder de vez e concorda que é hora de termos crianças.

—Suas hipóteses são muito interessantes, Loto.

—Preste atenção nessa ideia. Nós pagamos uma bruxa pobre, pra transar com nós dois, em troca de muito dinheiro. E então nós teríamos o bebezinho dela, que poderia ser ou meu ou seu. Se fosse um garoto se chamaria Damian, porque o seu pai é o cara mais foda que a gente conhece... e se fosse uma garota... eu gosto de... Alexia. Alexia Burke... e nós seríamos aqueles pais super intrometidos na vida dela... o que acha?

—Eu acho que você fez muitas hipóteses ai, cara... – riu Draconis.

—Sim. Mas... mas são só hipóteses... não tava falando sério... – riu Loto, olhando para a própria caneca. Draconis deu um sorriso, achando aquela conversa surpreendentemente divertida.

—Então... você iria preferir uma filha ou um filho.

—Uma garotinha, claro. – riu Loto – E você?

—Também. – riu Draconis – Onde ela estudaria? Hogwarts ou Durmstrang?

—Que pergunta. Nenhum dos dois. Nossa princesinha estudaria na Beauxbatons, com aquele uniformezinho fofo de seda, e aquele chapeuzinho... – ele se interrompeu e fez uma careta – Céus... eu estou SUPER gay hoje, credo...

Draconis caiu na gargalhada.

—Ok, ok. Beauxbatons. Eu concordo com Beauxbatons... e se ela quiser namorar um trouxa?

—Eu vou dizer pra ela que tudo bem, mas eu vou matar o desgraçado quando ela for dormir. Não vai ser qualquer trouxazinho de merda que vai roçar o piruzinho na nossa filhinha. Não, não mesmo.

Draconis caiu na gargalhada novamente.

—Cara... tem alguma coisa que você quer me falar? – perguntou Draconis.

Loto respirou fundo e negou com o rosto.

—Não... que isso cara... era só... hipoteticamente falando. – resmungou Loto.

—Ok, mas eu preciso perguntar. Você não tá me cantando, está? – perguntou Draconis. Loto soltou um suspiro e olhou ao redor. Depois ele o olhou, colocando a caneca de chocolate na neve e Draconis o imitou. Suspirou e fechou os olhos quando Loto se aproximou para beijá-lo. Um beijo mais carinhoso do que os que eles normalmente davam, sempre tomado pela luxúria e calor do momento. Sentiu um frio lhe subir a espinha, que nada tinha a ver com o frio que fazia. Quando Loto interrompeu o beijo, Draconis respirou fundo, recuperando o fôlego – Loto?

—Você me deixa confuso algumas vezes. – murmurou ele – Mas você não namoraria comigo. Mesmo que eu te assumisse... porque você gosta da Rose. – lamentou Loto... ao menos parecia que ele estava lamentando – E eu entendo. – Disse ele voltando a pegar a própria caneca – Porque ela é mesmo muito legal e vocês têm toda uma história... eu... eu não quero estragar isso.

—Ei, Loto...

—Eu... eu vou voltar pro navio, ok?

—Loto, perai... – murmurou se levantando.

—Não, Drac. Relaxa. – riu Loto dando de ombros e suspirando – Eu não tenho coragem pra assumir você, então eu não tenho o direito de ficar triste, sabe? E você gosta de outra pessoa de qualquer maneira...

—Outra pessoa que também não quer me assumir. – murmurou Draconis dando de ombros.

—Como assim?

—Você sabe...

—Ah! Mas é diferente. O lance com vocês é muito mais escroto... e você teria que assumir pra todo mundo que é um bastardo e...

—Eu faria isso. Mas ela não quer. Ela tem vergonha do nosso relacionamento. Foi por isso que ela propôs que a gente terminasse. Eu teria aguentado a barra... mas ela preferiu assim... – Murmurou Draconis – Sim, eu amo a Rose, eu acho que ela é a mulher da minha vida, mas... mas eu não me sinto obrigado a ficar com ela desde agora, se ela tem vergonha de mim... Nós temos todo o tempo do mundo e eu sou livre pra ficar com quem eu quiser. Assim como ela.

Loto corou absurdamente.

—Eu não tenho vergonha de você... eu tenho vergonha de mim... pra você foi tão... tão simples se assumir... já eu... eu passei a vida me escondendo e agora eu simplesmente não sei sair, cara... eu gosto pra caralho de você... mas... mas eu não... não sei se tenho coragem...

—Bem... aí é com você... – riu Draconis passando por ele – Mas no seu lugar eu aproveitaria que eu estou solteiro.

Notas finais
E aí, Loto. Qual vai ser? =P Vocês acham que o Loto deveria assumir o Draconis? Vocês acham que ele teria coragem pra isso? E o Rigel? Tá louco ou muito louco? Vocês concordam com a Dido? Hehehehehehe Pois é... Que loucura. O próximo capítulo sai ou no Domingo, ou quando tivermos mais 10 comentários (e a Soto me mandar o banner do próximo capítulo haushasuahsua) Ok, Ok. Vamos pra prévia? =P "Andou escorregando de leve, por conta de todo aquele sangue no chão. Andou até o último quarto no corredor e viu que era um quarto limpo. Tinha um homem morto na porta, e uma mulher amarrada na cadeira, de costas para toda a carnificina. Os cabelos soltos e brancos, a pele ressecada e mole. —Lena? – perguntou com um peso no estômago." OMG OMG OMG! ALHENA? QUEM ACHOU A LENA?! COMENTEM PRA DESCOBRIR LOGO AHSUAHSUAHSUAH XD