Notas iniciais
MDS! Que correria. Eu saí correndo da minha aula, feito uma maluca, pra chegar cedo na sala da outra matéria (que eu tenho prova, diga-se de passagem. x.x), só pra poder postar esse capítulo! Hoje a noite eu vou responder os comentários pendentes, ok?! ^^ Se não hoje, amanhã a noite. (minha vida tá uma correria! Mas eu JURO que vou responder tudo, ok?) Então... pelo nome do capítulo, vocês devem imaginar que ele é triste. Peguem a caixinha de lencinhos... D=

Capítulo 43

Se jogou no sofá em prantos. Não se lembrava de já ter se sentido daquele jeito. Gritou em lamento e chorou até ficar sem fôlego.

—O que eu vou fazer? – perguntou olhando em pânico para a casa – Como eu vou contar pros meninos? Como? Eu prometi pro Draconis... eu prometi pra todos eles... que avisaria. Meu deus... por que tirou ele de mim? Eu o amo tanto... tanto... – se encolheu escorregando para o chão e gritou de dor. Uma dor que não era física, mas que fazia seu peito doer mais do que qualquer coisa.

Se levantou e foi cambaleando até o próprio quarto. O quarto que dividira com ele durante tantos e tantos anos. Abriu a porta de seu guarda roupa, tentando encontrar algum sentido em seus vestidos com bordados em forma de moedas. De que adiantava ser a Sra. Burke se não havia um Sr. Burke? De que adiantava existir sem ele?

Nada mais fazia sentido. Nada mais importava.

Não havia mais nada.

Gritou novamente, caindo no chão, sem entender o que estava acontecendo. Como aquilo poderia estar acontecendo... por quanto mais tempo precisaria sofrer? Quanto mais precisaria perder. Quem mais precisaria perder?

Puxou os próprios cabelos, perdida em luto. As palavras do curandeiro ainda ecoando em seus ouvidos.

Ele morreu, Sra. Burke.

Negou com a cabeça. Tinha se recusado a acreditar. Estuporara um curandeiro para que pudesse entrar no quarto. Foi quando viu Damian morto na cama, tão sujo de sangue que não dava para acreditar que ele não tinha ficado vazio por dentro... completamente seco.

Tentou trazê-lo de volta, mas os medibruxos a seguraram. Foi quando o Dr. Amaru apareceu e mandou que a tirassem de lá.

—Ele se foi... – sussurrou pra si mesma – Ele se foi...

Olhou completamente desnorteada para o quarto. Voltou a ficar de pé e a olhar para dentro do armário. Viu seu pequeno baú de adivinhação e o abriu. Tirou as ervas do caminho, assim como as cartas. Depois, sem paciência, pegou o baú e o despejou na cama. Foi quando viu o que procurava. Segurou o cabo frio da adaga de prata, que servia para os rituais de clarividência, sem conseguir pensar em outra maneira de ouvir a voz dele outra vez.

Pressionou a ponta da adaga com o dedo indicador. Nem sentiu dor. Parecia que estava dormente. Parecia que estava insensível. Ficou olhando para a gota de sangue vermelha que brotava em seu dedo e suspirou.

Muito lentamente, muito levemente, guiou a lâmina até o pulso. Quanto tempo levaria? Para voltar a vê-lo? Pressionou muito de leve a pele pálida e a ponta da adaga a arranhou, fazendo brotar algumas gotículas de sangue em sua pele sensível.

—Só mais um pouco de força... – murmurou sem pensar direito no que estava fazendo. Engoliu em seco e estava para apertar quando a porta abriu de uma vez. Levantou os olhos e viu Draco.

—Não faz isso. – disse ele. Ele avançou rapidamente e lhe tirou a adaga da mão, para lhe abraçar em seguida. Mas mesmo o abraço dele parecia frio e sem sentido – Olhe pra mim. Lena. Olhe pra mim... – mas não conseguiu. Apenas ficou encarando o nada. Nada fazia sentido. Ele tinha morrido. Estava sozinha – Alhena! Você tem sete filhos! Oito, contando com Rose. Por favor, olhe pra mim. – olhou para Draco, apesar de não ver sentido naquilo – Eu estou aqui, ok?

—Ele morreu... – murmurou perdida.

Draco engoliu em seco e concordou com um aceno de cabeça.

—Eu sinto muito. – murmurou ele.

—Meu marido está morto... – murmurou ainda perdida.

—Lena... você tem que... – ele engoliu em seco – Pensar nos seus filhos...

—O pai dos meus filhos morreu. – murmurou sem entender nada. Não conseguia entender. Parecia tudo tão confuso. Parecia que era ontem que ele estava na frente da turma de Estudo dos Trouxas, cantando aquela música. Parecia que tinha sido ontem que ele a amara pela primeira vez. Daquele jeito descuidado e descontrolado... tinha doído tanto, mas ela nem ligou. Alguém tinha avisado que seria justamente daquele jeito, mas não sabia quem tinha sido... parecia que tinha sido ontem, que estavam na beira do lago, em Hogwarts... ele pedira uma permissão especial para a professora McGonagall, para levá-la naquele lugar. Parecia que tinha sido ontem que ele ficara de joelhos, prometendo que a amaria para todo sempre. Parecia que tinha sido ontem que... fungou infeliz e olhou para Draco, que parecia tão infeliz quanto – Damian morreu, Draco...

—Eu sei.

—Eu... eu amo tanto ele...

—Eu sei, Lena.

—Eu o quero de volta...

Ele suspirou e a abraçou com carinho.

—Eu sei.

Draco a deitou na cama e suspirou com ela. O abraçou e chorou desolada, enquanto ele a abraçava.

—Eu o quero de volta... eu quero ele de volta... eu quero... eu quero...

—Eu sei. – murmurou Draco a beijando na testa. Seu melhor amigo suspirou e engoliu em seco – Vou aparatar para a cozinha. Eu vou te fazer um chá...

—Eu não quero.

Draco concordou com um aceno de cabeça.

—Eu vou ficar aqui com você, ok?

—Ok... – murmurou completamente infeliz.

*

Soltou um muxoxo, pensando em Draconis. Estava com tanta saudade dele... nem tiveram tempo pra namorar... ficou encarando o fantasma do professor Binns, sem conseguir prestar realmente atenção em nada que ele falasse.

Respirou fundo e olhou para o lado. Navi dormia profundamente e um filete de baba escorria pelo queixo dele. Deu uma risadinha e o cutucou na bochecha. Ele deu um tapa na própria cara, como se tivesse tentado matar uma mosca, ou qualquer coisa assim. Então ele se sentou, se endireitando.

—Eu não estou dormindo! – disse ele muito sério. A turma deu uma risadinha e Navi bocejou, sem parecer constrangido.

—Que bom, Lansneaut. – murmurou o professor, voltando a explicar sobre as guerras americanas.

—Eu não vou passar nessa matéria. – riu Navi secando o queixo com as costas das mãos – Não sem o Drac pra me passar cola.

—Eu posso te ajudar a estudar se quiser.

—Eu nem sei o motivo de estar fazendo essa merda. – resmungou ele. Então Navi se virou e a encarou – Quer sair pra dar uns malhos?

—Está brincando, né? – perguntou ela, franzindo a testa e Navi sorriu insolente.

—Claro que eu to.

Mas ela não acreditou muito naquilo.

Olhou para o outro lado e viu Trixie e Florence. Trixie parecia muito interessada na leitura, mas Florence parecia estar quase dormindo também. Apenas alunos da Sonserina e da Corvinal continuaram naquela matéria depois dos N.O.M.s, então era a matéria com menos alunos...

Quando a aula acabou, Navi passou o braço ao redor de seus ombros e lhe lançou um sorrisinho.

—Certeza que não rola nem uns beijinhos. Fica sendo nosso segredinho. – riu ele.

—Eu estou muito de boa. – riu ela tirando o braço dele de seus ombros – Alguma notícia do Draconis?

—Não. – respondeu Navi – Eles não podem ter corujas ou mandar cartas lá na Durmstrang. Uma bosta. – resmungou ele.

—Não tem nenhuma maneira de falar com ele?

—Só esperando o verão mesmo...

—E se... e se estiverem tratando ele mal? – perguntou preocupada.

—Não sei. Acho que só podemos torcer pelo melhor.

Estavam para sair da sala, quando Madame Turner apareceu. Ela trazia Prim, Cerce e Dido com ela.

—Burton. A diretora quer ver você.

Sentiu um tremendo frio na espinha e encarou as irmãs. Todas tinham cara de cemitério. Prim já estava chorando. Cerce estava quase. Dido parecia meio ausente. E as duas gêmeas, que sempre andavam de mãos dadas, apenas as duas, suspiraram ao mesmo tempo.

—É sobre o meu pai? – perguntou já com um nó na garganta.

Cerce passou um braço ao redor dos ombros de Prim, que soltou um soluço. A outra mão da gêmea estava dada com a mão de Dido.

—Eu temo que sim. Vamos.

—Eu também... – começou Navi.

—Lestrange, o senhor vai para a sua aula de poções. Agora.

—Mas... ele é o meu tio.

—McGonagall disse que queria falar apenas com as quatro. Você fica. – disse Madame Turner secamente. Rose olhou para Navi, que baixou a cabeça.

Respirou fundo, assustada. Com medo. Será que Draco não tinha conseguido fazer algo? Será que tinha sido tarde demais para ajudar?

Começou a andar atrás das irmãs, que se confortavam andando todas de mãos dadas. Sentiu falta de Draconis, porque sabia que ele não se importaria de abraçá-la para que procurassem conforto um no outro...

Foi quando Dido olhou para trás. Ela soltou um suspiro e uma lágrima desceu pela bochecha dela. A garota não disse palavra alguma. Ela não a olhou com ternura. Havia apenas receio e medo no olhar dela. Muito medo. Cerce normalmente tentava ignorá-la, mas Dido sempre fizera questão de deixar claro que não gostava dela. Então nunca esperou nada da garota.

Mas Dido fungou e lhe estendeu a mão.

Achou que cairia no choro. Segurou a mão dela e as duas entrelaçaram os dedos, num aperto de mão. Apressou o passo para ficar ao lado dela e as quatro andaram juntas, de mãos dadas, pela primeira vez em suas vidas...

Como irmãs de verdade.

**

—DE NOVO. UM, DOIS, TRÊS, VAI! – gritou o professor.

Draconis olhou seu pato e suspirou.

—Splintermotalus. – seus colegas de ano o imitaram e os vários patos que tinham ali começaram a tremer e agonizar de maneira horrível. Alguns ainda soltaram alguns... alguns barulhos... qual é o nome do som que o pato faz?

—Muito bem. Agora. O contra feitiço. Vamos. – exigiu o professor. Aquela aula lhe dava nojo.

—Revertusmortalus. – disseram os alunos em coro.

Cacos de vidro saíram de dentro dos patos, que ficaram com as alvas penas manchadas de vermelho. Engoliu em seco, desgostoso com aquilo.

—Muito bem. Vamos ver. – o professor de Artes das Trevas caminhou ao lado dos patos. Os que tinham poucos ferimentos receberam olhares de desprezo do professor. Mas o pato de Draconis estava morto, completamente retalhado – Muito bem, Burke. Quem diria que o menino de Hogwarts saberia algo de Artes das Trevas... – o professor lhe lançou um sorrisinho debochado e continuou falando com os alunos – Muito bem, Hesse. Você também, Hesse. Isso mesmo, Anguis. Você degolou o seu pato. Crewl. Você acha que vai passar de ano com essa magia medíocre?

—Desculpe, professor. – murmurou um garoto estranho, de olhos púrpura. Ele era albino e era muito, mas, muito feio.

—Continue treinando. Não vá envergonhar a nossa escola!

—Sim, professor.

—Estão dispensados.

Draconis guardou a varinha no bolso das vestes e foi marchando com seus colegas para o refeitório. Entrou na fila para pegar sua refeição e sentiu o estômago doer de fome. Loto logo apareceu e ficou ao seu lado na fila, com seu típico olhar debochado.

—Oi. – disse ele – Como foi a aula?

—Estou sujo de sangue? – perguntou Draconis. Loto o olhou de cima a baixo.

—Ah. Suas botas.

—Então não foi tão ruim dessa vez... a última aula foi horrível. É uma puta sacanagem termos que fazer Artes das Trevas antes de almoçar.

Loto deu uma risadinha e concordou.

O refeitório parecia um restaurante. Haviam mesas de vários tamanhos. Mesas para quatro, seis ou oito pessoas. Os alunos se sentavam e escolhiam uma das refeições do dia, que sempre estavam talhadas na mesa.

—Ah, que gracinha. Pato ao vinho tinto. – resmungou e Loto o olhou curioso – Nada não. É que tivemos que machucar uns patos na aula de hoje.

—Não são os mesmos patos.

—Eu sei que não. – riu Draconis. Tinham se sentado na mesa pra quatro pessoas, afinal não tinha mesa para dois – E então... o que quer fazer hoje a noite?

—Não ser torturado amanhã de manhã por estar fora da cama. – respondeu Loto – E você?

Draconis suspirou.

—Eu corro o risco. – disse dando de ombros.

—Já estamos aqui há um mês. Estamos dando pistas, Drac. Precisamos arrumar umas garotas. Pra despistar.

—Eu tenho uma ideia. Eu vou dizer que estou noivo e apaixonado, sabe? Por uma garota em Hogwarts e...

—Vão te achar um idiota. – riu Loto – Disfarça. – Loto voltou a olhar para a mesa – Hum... o que você acha que é Kholodets?

—Eu acho que é aquela gelatina de carne, não é? – perguntou olhando para o amigo.

—Aquilo é errado. É nojento, mas é uma delícia. Acho que vou comer isso mesmo. – riu Loto – Ok. Um Kholodets em forma de... um pomo de ouro. Mas grande. Do tamanho de uma goles. – disse ele para o globo de vidro que ficava no centro da mesa.

—Ok, eu vou querer... – murmurou olhando o cardápio – Já sei. Pelmeni... Com manteiga e quero creme azedo pra acompanhar... e um vinho forte pra ajudar a descer.

—Alunos do sexto ano não podem pedir bebidas com álcool. – disse uma voz esganiçada vinda de dentro do globo de vidro.

—Ah, fala sério. – resmungou – Hum... pede pra mim, Loto.

—Um vinho forte pra acompanhar. – riu Loto olhando para alguém atrás dele.

—Ei! – riu um garoto se sentando a mesa com eles – Yaxley e Burke, não é?

Draconis reconhecia o garoto. Era Vladmir Hesse. Tinha aula de Artes das Trevas com ele.

Hesse era um garoto moreno, mas não tanto quanto Trixie. A cabeça dele estava raspada, como todos os alunos do sexo masculino. Os olhos dele eram muito escuros e ele tinha um sotaque muito forte.

—E ai. – disse tranquilamente.

—Eu preciso perguntar. Vocês são gays, não são?

Draconis abriu a boca em espanto e Yaxley olhou feio para o garoto.

—Está louco, seu babaca? Retire o que disse!

—Gays reconhecem uns aos outros. – riu Hesse.

Draconis respirou aliviado e olhou para Yaxley.

—Eu não sou gay. – disse Loto. Loto era muito mais desconfiado que Draconis.

—Sim. Nós somos. Bi, na verdade. – riu Draconis.

—Ok. Eu não sou gay. – riu Hesse. Loto olhou furioso para Draconis, que abriu a boca, em choque – Mas relaxem. Minha irmã é. A Harley. – ele se virou – Ei, Harley! Vem pra cá. Você tinha razão. – ele se virou de novo – Somos gêmeos, saca? Minha irmã gosta só de mulheres. Mas ela tinha certeza de que vocês não eram hétero. E não se preocupem, eu não vou entregar vocês. Ninguém sabe que minha irmã gosta de boceta tanto quanto eu. – ele deu uma olhada na mesa e sorriu – Deixa eu ver... Salada Olivye, um pouco de Salo, um sanduíche de arenque, com maionese e picles e... deixa eu vê... ah! Solyanka! – ele sorriu quando a irmã dele se sentou. Ela era bem bonita, com os cabelos curtos, repicados, com a lateral raspada. Ela era morena também, mas os olhos dela eram meio esverdeados – Essa é a Harley. Esses são o Draconis e o Loto. E você tinha razão...

—Quer falar baixo, idiota? – ralhou ela – Desculpem pelo meu irmão. – murmurou ela, muito séria – É a primeira vez que a gente vê gente não hétero aqui.

—Ok. – riu Draconis – É só não ficar gritando isso aos quatro ventos.

—O que vai pedir, mana? – perguntou Vladmir.

—Hum... – ela olhou para o cardápio – cardápio russo... blergh. Não tem nada mais... um! Javali. Eu quero javali ao molho de laranja.

—Tem javali!? – perguntou Loto, indignado, olhando o cardápio novamente.

—Sim, mas está escrito em alemão. Wildschweinbraten. – riu ela. Draconis fez uma careta e Loto deu uma risadinha.

—Alemão é uma língua muito feia. – riu ele.

—Nem me fale. – riu ela – E então? O que estão achando de Durmstrang? – perguntou ela.

—Melhor do que eu tinha imaginado. – riu Loto – É uma escola bem cheia de luxos... não teria imaginado por conta daquela comida ridícula que serviam pra gente no trem.

—Se você for parar pra pensar, no trem pra Hogwarts não temos refeições. Só doces. – riu Draconis.

—É. Mas tem um puta banquete esperando. – riu Loto – Ah! Minha comida está chegando. – riu ele. Um pequeno brotinho tinha surgido na madeira, em frente a onde Loto estava sentado. Ele foi crescendo e se abrindo numa bonita flor de lótus e quando abriu completamente, lá estava a refeição dele – Eu me amarro nessa magia.

Draconis concordou e logo seu almoço chegou também. Cinco minutos depois estavam todos dividindo suas refeições, um costume comum na escola, dar um pouco da comida do próprio prato para os colegas de mesa.

Há séculos atrás, dizem que um diretor da escola foi envenenado. Para evitar desconfianças entre os alunos e manter alianças, cada um dividia da própria comida, para provar que não tinham medo de estarem sendo envenenados também. Achava aquela história muito esquisita, mas tinha que dar o braço a torcer.

Os alunos daquela escola confiavam piamente uns nos outros. Garotas ou garotos. Ficou sabendo que anos atrás um aluno teve um desentendimento com um colega e o azarou. Quando foram perguntar o que tinha acontecido – os professores, é claro – os alunos se recusaram a denunciar o ocorrido. Mas, depois de muita insistência um aluno cedeu e dedurou o colega.

Todos da escola começaram a excluí-lo e até os professores adquiriram algum desdém por esse aluno, que acabou deixando a academia. Tinha escutado essa história no dia em que fora admitido oficialmente na escola. Hogwarts tinha o chapéu seletor. Durmstrang tinha um orbe que dizia quão puro você era. E apenas os mais puros podiam estudar na Durmstrang.

Depois de ser admitido, junto com mais uns dez alunos, Madame Crudelis contou esse caso e disse que os alunos deveriam confiar em seus colegas, assim como deveriam sempre ser muito leais.

Durmstrang não tinha casas, como em Hogwarts. Eram divididos apenas pelo ano. Os dormitórios eram enormes, com várias camas pequenas, quentes e com cobertores feitos de pele. Meninos e meninas dormiam no mesmo dormitório e quando era hora de dormir, ninguém ficava de papo. Todos iam para suas camas e simplesmente dormiam.

A disciplina era completamente militar.

Não havia bebida, não haviam passeios, não haviam cigarros. A não ser que você estivesse no último ano. O último ano, em todo último sábado do mês, fazia uma festa num salão aquático, no fundo do lago congelado que tinha lá. Loto tinha ido para a primeira festa e disse que o salão aquático era incrível. Sem falar que lá podia-se comprar bebidas, cigarros e etc.

Não com dinheiro, claro. Mas com os pontos que você conseguia nas aulas, principalmente nos exames práticos, que aconteciam todas às sextas e sábados.

Mas não era apenas isso. Os alunos faziam suas camas, os alunos lavavam suas roupas, os alunos eram responsáveis por limparem o dormitório e as salas de aula. E claro, toda semana havia uma revista aleatória de varinhas, que se não estivessem polidas e bem cuidadas... bem... era melhor que sempre estivessem limpas e polidas.

Todas as tarefas extra curriculares precisavam apenas do consentimento de algum monitor, e eram de responsabilidade dos alunos manterem tal atividade funcionando.

Não havia taça de quadribol, mas haviam esportes. Mas, novamente, os alunos quem organizavam tudo. Os alunos do primeiro ao sexto tinham um rígido cronograma de horários. Mas os do sétimo tinham mais liberdade. Porém a maioria não mudava de rotina.

E era estritamente proibido ir para um dormitório de outro ano. E mais proibido ainda fazer sexo. Principalmente se você fosse menor de idade. Alunos realmente eram expulsos por isso. As detenções envolviam castigos físicos e seus pais eram avisados sobre o que você tinha feito e como você seria punido... e era o aluno quem escrevia a carta.

Essa era a única maneira de usar o correio, mas ninguém parecia disposto a se sujeitar a uma detenção apenas para mandar uma carta.

Então Draconis estava conformado de que não iria receber ou enviar notícias antes do verão chegar...

—Draconis Burke! – seu nome ecoou alto pelas paredes de pedra do refeitório e ele virou o rosto. O professor de feitiços, que era o vice diretor, o procurava com o olhar. Suspirou e se levantou, para em seguida ficar em posição de respeito.

—Sim, senhor! – disse em alto e bom tom, apesar do silêncio mortal em que o refeitório se encontrava.

—A diretora quer vê-lo. Rápido.

Sentiu um frio na barriga.

—O que você fez, cara? – perguntou Vladmir. Mas tinha perdido a capacidade de falar. Olhou assustado para Loto, que o olhou entendendo seu medo. Seu amigo se levantou e lhe deu uns tapinhas nos ombros.

—Eu sinto muito, Drac...

Respirou fundo e sentiu Loto abraçá-lo e todos o olharam em choque.

—Eu... eu preciso ir...

—Vou estar te esperando, ok? – perguntou Loto o olhando com preocupação.

Ficou tentando controlar as próprias emoções. Sua mão tremia violentamente. Engoliu em seco e marchou para junto do professor. Se lembrava perfeitamente da última conversa que tivera com a sua mãe.

“-Se meu pai morrer... vem me buscar... não me deixa perder o velório dele, por favor.

—Claro, meu amor.”

***

Daphne saiu do quarto, onde Órion e Rabastan brincavam e conversavam. Tinha chamado os dois para o almoço, mas os dois pediram para que esperasse mais dez minutos e simplesmente não conseguiu negar isso aos dois.

Escutou um estalo e entendeu que Rasalas tinha voltado. Andou apressada até a sala e viu o marido encará-la com assombro.

—Daph... eu preciso ir pra casa do... da Lena. – disse ele – Mas eu preciso chorar um pouco primeiro. Não posso chorar na frente dela. – sentiu uma profunda tristeza e entendeu imediatamente. Correu até Rasalas que soluçou e a abraçou apertado.

—Vamos para o quarto. Para que Órion não veja.

—Ok... – disse ele com a voz muito baixa, porque devia estar difícil pra ele falar.

Correram até o quarto e Rasalas se sentou na cama. Daphne trancou a porta e sentiu o lábio tremer. Se lembrou de Damian na época de escola, todo bonitão, com aquele sorriso largo dele, os olhos azuis e sempre procurando por Alhena... lembrou da voz de veludo, das brincadeiras, da gargalhada, das piadinhas...

Levou a mão até a boca e fechou os olhos encostando a testa na porta. Fungou contendo o choro e se virou para Rasalas. Ele estava chorando em silêncio, olhando o chão.

—Eu amo Rigel e Polaris... eles são meus irmãos... mas... – ele respirou Rasalas.

—Não, Ras... não diz isso.

—Mas se eles morrerem e eu estiver vivo pra ver isso... – ele socou o próprio peito – Não vai doer tanto, Daph...

—Oh, Ras...

Se jogou na cama ao lado dele e o abraçou. Rasalas fungou e chorou baixinho, tentando não fazer muito barulho. Ela sabia que ele tinha medo que as crianças escutassem. E ninguém ali queria ter que dar a notícia para Órion.

Acariciou os cabelos de Rasalas e ficou escutando o marido fungar e arfar, sussurrando coisas que ela não conseguia entender. Ele se desencostou dela e se jogou de costas na cama, olhando o teto.

—Você não tem ideia de como o Ministério está... estão todos falando em guerra novamente. Mas não uma civil... uma maior que isso. Uma em nível global... e agora Damian está morto. – ela sentiu um frio lhe subir a espinha. Foi horrível escutar Rasalas falar aquilo com todas as letras. Damian está morto...— E ele tem dois filhos adultos. Dois meninos, que vão ter que aprender o que é levar uma família... E Draconis... céus, o que vai ser do Draconis? Aquele garoto... ele ainda precisa de tanta orientação... Draco vai saber... saber ser um padrinho realmente responsável? – Daphne engoliu em seco – Céus... e Prim? E Órion? Eles são tão jovens... Cerce e Dido também, apesar de sempre tentarem agir como se fossem mais velhas... eles são todos crianças, Daphne... quem vai cuidar da Alhena? Ela está completamente desorientada... – Daphne viu o marido chorar silenciosamente, apenas com as lágrimas descendo por suas bochechas – Eu preciso ver a Lena... mas... mas minha única vontade é ser egoísta e... e ficar aqui, escondido... entrar na casa dela e saber que não vou ver o Damian... saber que ele não vai mais me chamar pra beber um hidromel, só nós dois... ou então eu, ele, Blair e Draco... – Rasalas soltou um longo suspiro – Ele foi meu primeiro amigo em Hogwarts. Ele foi meu melhor amigo desde os meus onze anos. – Rasalas soltou outro suspiro – Por que logo o Damian? Ele tinha tanto pra fazer ainda... – murmurou perdido.

—Ninguém nunca está pronto pra morrer, Rasalas. Ninguém nunca está cem por cento resolvido. Sempre temos pendências...

—Ele tinha muitas. Oito pendências... nove se contarmos Alhena... dez se contarmos o pai dele... – Rasalas soltou um longo suspiro – Eu não sei quem vai ir dar a notícia pro pai dele. Vou ver com o meu pai... eles eram amigos... apesar de vez ou outra rosnarem um pro outro...

Daphne se deitou ao lado do marido e o abraçou sentindo a tristeza dele. Lágrimas silenciosas desciam pelas bochechas dele.

—Eu sinto muito, Ras...

—Eu estava repetindo pra mim mesmo que isso iria ocorrer a qualquer momento, sabe? – perguntou ele – Eu estava preparado, mas... mas Draco me deu esperanças de que... que o Damian ia sobreviver, sabe?

—Draco? – perguntou confusa.

—Ele estava trabalhando em uma coisa. Que talvez salvasse a vida dele, mas... aparentemente não funcionou.

—O que?

—Eu não sei. Ele me mostrou os frascos de um treco laranja... algo em que ele estava trabalhando... sabe como o Draco é com as pesquisas dele... – concordou com um aceno de cabeça – Mas no fim das contas... não adiantou de nada. E... e eu alimentei esperanças por nada... – sentiu o marido soltar um longo suspiro – Meu melhor amigo está morto...

****

Coçou o pescoço, sentindo a garganta incomodar. Estava inflamada, assim como um monte de partes de seu corpo. Atrás das orelhas, nas axilas, na virilha...

E não tinha funcionado... tinha matado seu amigo.

Respirou fundo se perguntando se ele voltaria para assombrá-lo, por não ter lhe devolvido as memórias... talvez devesse entregá-las para outra pessoa, em respeito a Damian. E a única pessoa em que pensava ao cogitar essa possibilidade... era Draconis...

Devia a verdade ao garoto? Ou talvez fosse melhor deixar o menino achando que o homem que mais admirava no mundo era seu pai?

Deveria enterrar aquele segredo ainda mais fundo em seu peito e continuar negando aquilo até o dia de sua morte, como planejara naquele dia, anos atrás?

Estava de pé, na Sala das Placas, olhando o nome de Damian, com o retrato dele talhado no metal. Pequeno, do tamanho de um galeão. Ao lado do nome dele estava o de Alhena, assim como o retrato dela. E embaixo do nome dos dois estavam Castor e Pólux...

E Damian nunca escreveria o de Draconis ali... um dos irmãos faria isso.

Se perguntou se, quando Draconis morresse, a magia da Mansão Malfoy iria dar a ele um retrato na casa. Não no Escritório dos Herdeiros, afinal seu herdeiro era Scorpius... mesmo que Draconis fosse mais velho...

Soltou um suspiro e saiu daquela sala de madeira, enfeitada com placas e mais placas de metal. Voltou para o quarto de Alhena. Ela dormia, pois ele a fizera beber uma boa quantidade de Gole da Paz. Suspirou olhando para ela, a achando angelical.

Ele morreu... ela prometeu ficar com ele até que a morte os separasse e agora ela os separou...

Engoliu em seco e se aproximou de Alhena. Ela soltou um suspiro no sono e o loiro notou que as bochechas dela estavam molhadas por ela chorar enquanto dormia. Afastou uma madeixa de cabelos dourados da testa dela e a beijou com carinho ali.

—Descanse... – murmurou baixinho. Colou a testa com a dela, querendo beijá-la e se achando um cretino por isso – Controle-se, Malfoy. Ele nem foi enterrado ainda. – resmungou se endireitando – Eu não queria que ele morresse, Lena... eu queria que ele vivesse... por você. De verdade. Eu nunca quis que ele morresse. – olhou para ela a achando linda e não soube o que fazer. O que sentir – Eu estou doente, Lena... e eu vou morrer do mesmo jeito que ele... deslumbrei o meu futuro olhando seu marido definhar... – murmurou infeliz – Mas vai ser mais rápido comigo. A doença se manifestou de uma vez. Eu não sei se vou viver pra ver Scorpius terminar a escola... – Draco deu um sorriso triste – Pansy vai ter que terminar de criar o meu filho, porque eu resolvi que ela seria a tutora dele na minha falta e na de Astoria... um Malfoy vivendo com a tia lésbica, que é casada com uma prima em algum grau dele... – baixou os olhos – Eu espero que Pansy seja uma boa mãe e uma boa tutora... eu não a vejo há muito tempo, mas é hora de estreitar a relação... eu vou contar a verdade pra ela. Ela vai precisar saber... mas eu devo contar pro Scorpius agora? Ou devo esperar o máximo possível? Não quero atrapalhar os N.O.M.s dele... – Draco deu uma risadinha – Eu dei a minha bênção pra ele namorar aquela garota Weasley. Eu não sei se vai ser só um namorico ou vai acabar como você e Damian, e Ras e Daphne... Aquele imbecil do Ronald Weasley vai estar no casamento do meu filho e eu não... – Draco engoliu em seco – Pelo menos não... pelo menos eu... – Draco soltou um soluço – Pelo menos eu sei que tentei de verdade, sabe? Vou continuar tentando, é claro... eu não quero morrer... mas... mas eu sei que vai ser muito mais potente em mim do que foi nele... e céus, como eu estou com medo, Lena... e... e eu não quero pedir sua ajuda ou seu consolo... você já fez muito pelo Damian, não quero fazer você passar por isso de novo... não quero ver ninguém passando por isso de novo... – Draco engoliu em seco – Mas eu não posso ir embora, pra morrer sozinho em um canto, como os elefantes fazem... eu tenho Scorpius aqui... então... então eu não sei o que fazer... – Draco entrelaçou os dedos das mãos e suspirou – Eu queria pular da Torre de Astronomia de novo, com você... quem sabe assim... quem sabe assim nós deixaríamos nossos problemas lá em cima novamente... e quando chegássemos no chão... talvez tivéssemos chance de recomeçar... não eu e você... não juntos... mas... mas você e eu... – negou com a cabeça – Eu adoraria poder... ser seu namorado. Nunca seria seu marido. O único marido que você vai ter será o Damian e a única esposa que eu terei será Astoria... mas eu gostaria de ser seu namorado. Você nunca me deu uma chance de ser isso... – Draco olhou para Alhena, que ainda dormia – Eu te amo, Lena. E eu sinto muito pelo que aconteceu com Damian. Eu realmente não queria que ele morresse... eu podia viver sem ter você ao meu lado, desde que você estivesse sorrindo... mesmo que fosse ao lado dele... seu sorriso sempre pareceu me dar forças, sabe? Sempre... mas você provavelmente não se lembra disso... e talvez seja melhor não se lembrar... acho que... acho que ficaria ainda pior... eu não sei... acho que o Damian merece que você não se lembre dos podres dele no fim das contas...

Draco suspirou e segurou uma das mãos dela e sorriu. A ficou observando em silêncio por alguns minutos, achando-a adorável... queria tanto poder consolá-la e fazer a dor dela passar... Então se curvou e a beijou na testa novamente.

—Não vai esperar nem o corpo dele esfriar, Malfoy? – perguntou uma voz na porta. Draco suspirou e se endireitou. Depois se virou e mirou Rasalas.

—Vamos ter que repetir a conversa que tivemos horas atrás?

—Se você não parece fazer por onde! – ralhou Rasalas. Draco suspirou e baixou os olhos.

—Eu tive esperanças de que conseguiria salvá-lo... que manteria ele vivo pelo menos até que Draconis se formasse... mas... – Draco suspirou – Não tive tempo o suficiente... me desculpe, Ras.

—Vamos lá pra sala. Vamos deixar a Lena dormir e descansar.

Draco concordou e se levantou depois de beijar os dedos da mão de Alhena. Rasalas o olhou feio, mas não ligou. Andaram juntos até a sala, onde Rasalas sentou no sofá. Soltou um muxoxo e estava para ir até a janela, quando notou a coruja. Ela estava de pé, do lado de fora, segurando uma carta azul.

—Uma coruja do Mungus. – murmurou.

—Eu já sentei. Pega você. – resmungou Rasalas – Deve ser para que a gente vá resolver a burocracia para a cremação do corpo.

Draco concordou com um aceno de cabeça e abriu a janela. A coruja esticou a perna e ele pegou a carta. Antes que pudesse pagar pelo serviço, a coruja abriu as asas e saiu voando. Deu de ombros e fechou a janela, olhando o envelope.

—Posso abrir? – perguntou. Rasalas deu de ombros. Soltou um suspiro triste e abriu o envelope. Havia um papel simples lá dentro, com uma letra muito feia e difícil de ler. – Hum... Ras...

—O que?

Sentia seu coração acelerar violentamente.

—Você avisou que o Damian morreu? Em Hogwarts e Durmstrang?

—Foi. A Lena não tava em condições. Por que? – perguntou Rasalas. Draco deu um sorriso e estendeu a carta. Rasalas se levantou num salto e os olhos dele brilharam cheios de esperança – Cara Sra. Burke. Seu marido ficou dez minutos em estado de quase morto, mas voltou. Estamos fazendo os testes neurais nele para avaliar os estragos, mas estamos confiantes que ele não perdeu muita coisa, já que já havíamos aplicado a poção do morto vivo... Seu marido está vivo e... e está estabilizado, apesar de não haver indícios de melhora... – Rasalas deu um sorriso animado – Como não? Ele está respirando, oras! Se isso não é indício de melhora... eu não sei o que é!

—Foi o que eu pensei. – riu Draco – Aquele desgraçado fica nos dando sustos. Eu vou dar umas porradas nele depois.

—Você acha que foi por conta do remédio que você deu? – perguntou Rasalas.

—Eu não sei... – murmurou Draco – Mas se quisermos que continue “pseudo funcionando” eu preciso aplicar outra dose nele amanhã, no mesmo horário. E, por garantia, eu preciso ir pra casa fazer mais... – respirou fundo sentindo algo coçar na garganta. Tentou respirar e se engasgou com saliva, começando a tossir, mas Rasalas não prestou atenção. Ele ainda estava olhando maravilhado para a carta. Quando terminou de tossir, cobrindo a boca com a mão, respirou fundo. Foi quando notou o sangue na mão. Deu as costas para Rasalas e limpou os lábios, sem querer que o amigo visse seus lábios sujos de vermelho.

—Draco?

—Estou bem. Eu vou ao banheiro.

—Você está sangrando? – perguntou Rasalas.

—Não. Por que raios eu estaria sangrando? – perguntou limpando a mão na manga da roupa.

Mas Rasalas segurou seu pulso e o olhou nos olhos.

—Porque eu sou um lobisomem e sinto cheiro de sangue vindo de você.

Draco pigarreou e deu de ombros.

—Eu mordi a língua.

Rasalas o empurrou contra a parede e o olhou com atenção. Depois ele puxou sua pálpebra pra baixo e Draco soube que ele tinha visto a pinta púrpura.

—Ah, não... você também não! – disse Rasalas recuando em choque. Draco baixou os olhos e se abraçou – Há quanto tempo, Draco?

—Pouco menos de um mês. – respondeu.

—Como? Você pegou do Damian? Eu achei que ele não era contagioso!

—Não peguei do Damian. – murmurou Draco – Peguei enquanto tentava fazer a cura para ele... – Draco respirou fundo – E o fungo está muito mais agressivo em mim... – Rasalas o olhou em choque – Eu não vou durar muito tempo, Ras... no máximo até o próximo verão.

—O que?! Por que?

—Eu não sei. Eu só sei que eu vou morrer em breve. – Draco se recostou na parede se sentindo péssimo – Não conte pra ninguém. Eu não quero ninguém cuidando de mim.

—Mas... mas, Draco.

—Eu disse ninguém. Não conte pra ninguém... você me pediu pra não contar sobre... aquilo sobre o Draconis... guarde mais esse segredo meu.

—E o Scorpius?! – perguntou Rasalas o olhando em choque. Draco baixou os olhos ainda mais triste.

—Ele vai ser um Malfoy melhor do que eu fui... – murmurou – E vai levar nossa casa e nossa família para um patamar melhor... ou assim eu espero. Ele é um garoto muito melhor do que eu fui. – Draco pigarreou novamente, incomodado com a garganta – Eu preciso ir pra casa.

Notas finais
E vocês conseguiram. Vocês salvaram Damian Burke... pelo menos por enquanto. Continuem com as # nos comentários. O amor de vocês está mantendo ele vivo... huahsaushaushau Pois é. Agora o Ras sabe que o Draco está doente. Gente, que treta! O que acharam do capítulo? Choraram muito? ^^ E as irmãs finalmente se unindo? S2 Ok, eu não tenho muito tempo. Então aqui vai a prévia do próximo capítulo!!! "-Ok. Mas só por desencargo de consciência. Para eu poder falar com todas as letras que eu fiz tudo o que eu podia. Eu te amo. – disse ele. Piscou em choque e o olhou – E por você, só por você, eu seria tudo aquilo que você quisesse. Eu me dedicaria a você, eu seria capaz de voar até o céu pra te entregar uma estrela se você pedisse. Eu seria capaz de fazer qualquer coisa apenas pra te ver sorrir. Apenas pra, quem sabe um dia, poder escutar você falar que me ama também... " OMG! QUEM? QUEM DISSE ISSO?! QUEM????? Deem seus palpites no comentários! E, pessoa que já sabe quem é... não entrega o joguinho, ouviu? Sim, você sabe de quem eu estou falando asuahsuahsua Beijos!