Legado Lestrange II - Legacy

9 Dear Diary, I'll Fix Everything


Notas iniciais
Pronto... esse era o último que eu tinha postado! Vou postar o próximo capítulo Então, na prática, hoje serão DOIS capítulos novos kkkk Gente... eu sou muito lerda... x.x Pra você que não entendeu o que está acontecendo, eu tinha pulado um capítulo. Leiam o capítulo Mistakes, que ele é novo ahsuahsuahs XD

Capítulo 9

Damian tocou a campainha e Alhena logo apareceu com o carrinho duplo, trazendo os gêmeos. Ele sorriu ao ver os filhos e os filhos corresponderam ao sorriso.

—Ah! – riu ele quando ela abriu o portão. Pegou Póllux primeiro e o beijou carinhosamente no pescoço. Depois pegou Castor e fez o mesmo – Onde estão meus dois batedores da Sonserina, heim? – perguntou brincado. Os filhos sorriam e davam gargalhadas, o chamando de papai e lhe dando beijos – Vamos passar o dia juntos. Transformei o quarto de hóspedes numa piscina de bolinhas gigante pra gente brincar hoje o dia todo. EBA!

Os dois garotos gritaram levantando os bracinhos gorduchos.

—EBA!

Damian sorriu e beijou cada um na testa e então olhou para a esposa.

—E ai? Como está? – perguntou gentilmente.

—Levando... – murmurou ela em resposta – Eu busco os dois amanhã, ok?

—Ok. – murmurou ele. – Lena...

—O que?

—Eu sinto sua falta. – murmurou ele. Alhena soltou um suspiro.

—Eu também, Damian. – murmurou ela.

—Até quando esse nosso tempo vai ir? – perguntou ele.

—Eu não sei... – murmurou ela virando o rosto.

—Você ficou com alguém...? Nesse meio tempo? – perguntou ele. Alhena cruzou os braços se escorando no portão.

—E se tiver? – perguntou ela. Sentiu um frio subir a espinha.

—Draco?

Alhena soltou um suspiro e negou com a cabeça.

—Não fiquei com ninguém, Damian. Não pedi um tempo pra isso. Pra sair me agarrando com qualquer um... não foi pra reviver os tempos de solteira. Foi só pra pensar e me decidir se eu consigo confiar em você novamente, mas... mas você realmente não está se ajudando...

—Está se referendo a aquele outro dia, não é? – perguntou abatido – Eu estava bêbado, Lena. E eu fiz merda. Mas o que eu posso fazer? Pra me desculpar. Pra me redimir. Me diga que eu faço! – murmurou segurando os dois filhos.

—Eu realmente não sei, Damian.

Ele sorriu.

—Posso ir tentando? – perguntou ele colocando os garotos no carrinho, para depois olhá-la nos olhos – Não é a primeira vez que eu faço merda e depois conserto... – disse sorrindo. Alhena se recostou no portão, cruzando os braços, e ele se aproximou de novo. – Se me der a oportunidade de consertar, eu conserto do novo, tenho certeza que sim. Eu sou bom em consertar coisas.

—É, Damian... mas cuidado com esse hábito. Algo que é remendado muitas vezes pode ser trocado por algo novo, sabe? Porque vai perdendo o encantamento. – disse ela se afastando e fechando o portão – Mas... eu não quero jogar tudo pro alto. Só me dê mais um tempo, ok? Pra colocar as ideias no lugar e... e você também. Pense bem no que você realmente quer pra sua vida. Se realmente me quer na sua vida... se você quer mesmo ser meu marido... – ela soltou um longo suspiro – Talvez a gente não passe de reles bons amigos... com algum tesão envolvido...

—Você acha que somos só isso? – perguntou ele franzindo a testa.

—Bem... – ela o olhou com algum descaso – Não fui eu quem teve aventurinhas com outra pessoa, que também era casada, não é? A gente se vê amanhã, Damian. Bem cedo.

—Ok...

*

—Rabastan, eu estou preocupada! – disse Emily depois de finalmente conseguir colocar os gêmeos pra dormir. Rabastan estava se distraindo fazendo uma pintura de uma paisagem e parou para olhá-la – Você não fez nada para ajudar nossos filhos. Eles estão completamente perdidos!

Rabastan soltou um suspiro e voltou a sujar os dedos de tinta, para voltar ao seu momento de pintura. Ele não desenhava bem como Alhena ou Emily, mas gostava do passatempo. Gostava de sujar as mãos e fazer as cores criarem vida nos desenhos paisagísticos. No momento desenhava o que se lembrava de Hogwarts. A paisagem de sua janela favorita no castelo, no segundo andar.

—É. Não fiz.

—E não vai fazer? – perguntou Emily – Rasalas saiu de casa, Alhena saiu de casa... E nenhum deles parece estar fazendo alguma coisa para... para arrumar essa situação!

Rabastan concordou com um aceno de cabeça.

—Talvez eu ache que eles precisem perder. Perder para dar valor. Sentir a verdadeira dor. A dor da perda... assim deixam o orgulho de lado. Assim entendem o que é realmente importante... eles vão aprender, Emms... como eu aprendi. – ele sorriu para ela – Mas eles são espertos. Não vão demorar anos, como foi o meu caso.

—Rabastan... – ralhou Emily – Mas não acha melhor... ao menos conversar com eles?

—Nop. – riu ele – Eu sei muito bem que Alhena vai falar que eu não sei o que ela passou e Rasalas simplesmente não vai me escutar, porque é teimoso demais... eles já são grandinhos e sabem pensar com as próprias cabeças. Dê tempo ao tempo, Emms... só se passaram quatro semanas.

—É, mas Rasalas saiu de casa e eu escutei que... bem... que Rasalas foi no Ministério... buscar os papéis...

Rabastan concordou com um aceno de cabeça.

—Que eu garanto que ele nunca os devolverá assinados.

—Como pode garantir?

—Porque eu sei como ele ama aquela garota. É muito maior que o orgulho dele. E ele vai aceitar isso em breve. Confie em mim.

**

—E está aberta a noite das garotas! – riu Daphne abrindo a garrafa de Hidromel e servindo a irmã e a cunhada.

—A cada dia que passa nós ficamos mais na seca e nos embebedamos mais, já prestaram atenção nisso? – perguntou Astoria fazendo careta.

Alhena pegou o copo e suspirou.

—Eu não sei vocês, mas eu nunca fico bêbada. – resmungou ela. Daphne sorriu e as três se sentaram mais confortavelmente no sofá.

—Só porque é certinha demais. – brincou Daphne – Eu fico bêbada praticamente todas as noites. E agora que é lua cheia eu quero beber mais ainda.

—Por que? Toda lua cheia você ficava sozinha mesmo. – riu Astoria.

—Sim. E eu associei lua cheia com solidão. E todas as minhas noites desde que o Rasalas foi embora estão sendo de lua cheia. Então... – ela levantou o copo e bebeu tudo de uma vez – Saúde. – resmungou ela enchendo mais o próprio copo.

—Você sabe que no momento em que estalar os dedos e pedir, o Rasalas volta se arrastando de joelhos, não sabe? – perguntou Alhena.

—Não é o meu caso... – murmurou Astoria, tristemente – Eu soube que Draco pegou os papeis do divórcio... ele me deu até o final do mês para que eu assine tudo. – ela soltou um suspiro – É oficial, garotas. Não tem mais volta. Eu serei uma bruxa divorciada em pouco tempo. – adicionou ela tristemente. Alhena suspirou triste por ela.

—Eu falei com ele, sobre dar mais uma chance pra vocês dois... mas Draco está muito confuso no momento. – murmurou ela, se lembrando do loiro sugerindo que os dois talvez devessem ficar juntos. Se repreendeu por pensar naquilo de novo e olhou para as duas amigas – Nós precisamos decidir de uma vez o que queremos fazer de nossas vidas. Ficar nessa bebedeira, reclamando das nossas situações não vai resolver nada!

—Ok. Estou de acordo. – resmungou Daphne – O que sugere?

—O que vocês acham que precisamos para darmos outra chance pros nossos maridos? – perguntou Alhena.

—Um milagre, no meu caso. – respondeu Astoria – Eu já fui em mais de dez curandeiros. Todos foram bem enfáticos. Eu sou oca. Nunca vou ter filhos. Meu útero é fraco demais, defeituoso. Não há tratamento que me ajude. Eu já tentei de tudo. – Astoria virou seu copo e fez uma careta – Então... Draco Malfoy está definitivamente na pista pra negócio. Porque eu e ele nunca mais seremos um casal de novo.

—Não diga isso! – disse Alhena – Filhos não são tudo na vida. Vocês podem adotar um bebê, na pior das hipóteses!

—Adotar um bebê? Draco nunca concordaria com isso. – resmungou Astoria – Por mais que ele tenha se tornado uma pessoa mais sensata e menos medieval, ele ainda se importa muito com sangue. Ele vai querer ter um filho dele e isso é algo que eu não posso mais oferecer.

—Então talvez vocês poderiam arrumar uma barriga de aluguel. – riu Daphne.

—Não. – respondeu Astoria – Não vou criar o filho de outra mulher. Não vou prender Draco a mim, também. – ela suspirou e virou o próprio copo, mais uma vez – Eu, oficialmente, estou desistindo dele. – ela voltou a encher o copo – E você, Daph? O que Rasalas precisa fazer pra vocês se entenderem novamente?

—Bem. Primeiro ele precisa me falar que raios de segredo é esse que ele tem com Pansy e ao menos assumir que errou ao me esconder que estava trabalhando com ela... – resmungou Daphne e Alhena a achou bastante razoável – E, se possível, que ele trocasse de setor e não trabalhasse com ela. Mas eu estou aberta a negociações nessa parte. O cargo dele é muito bom, muito melhor do que ele sonhou um dia conseguir por conta do problema dele. Sabe... lobisomem... – ela soltou um suspiro – Nós sempre achamos que ele não conseguiria se manter no Ministério. Mas ele conseguiu e eu estou muito orgulhosa dele. Eu não o faria abrir mão disso, por conta de ciúmes... mas eu teria que fazer algo a respeito. Não iria querer Pansy sendo coleguinha dele. Não mesmo.

—Do que tem tanto medo, Daph? – perguntou Alhena.

—Poção do amor. Pra começar. – respondeu ela – Mas Pansy pode começar a me pintar como louca neurótica pra ele. Não seria a primeira vez. Ela pode sim prejudicar, e muito, o meu casamento, apenas soltando um veneninho aqui, outro ali... não sou idiota. – resmungou ela. Daphne suspirou dando mais um gole no hidromel – E você, Lena. O que o Damian tem que fazer? Pra você perdoar a pisada na bola dele?

—Eu não sei. – respondeu ela – Digo... – suspirou – Foi bem feio e... e eu fiquei sabendo que ele transou com aquela mulher de novo! – resmungou furiosa – Ele não poderia ter feito algo pior pra me magoar... eu estou tão triste... mas... mas sinto tanta falta dele, sabe? – perguntou deprimida – Eu... eu fico me perguntando se ele é mesmo o homem da minha vida.

—Você já se perguntou como teria sido se você tivesse ficado com Draco, no lugar do Damian? – perguntou Daphne e Astoria a olhou chocada.

—Que horror, mana!

—Eu falo sério. Você e Draco tinham uma amizade linda, Lena. – riu Daphne – Eu acho que você e o Malfoy teriam dado muito certo.

—Eu não sei. – murmurou Alhena, sem jeito – Eu acho que eu viveria me perguntando como teria sido com Damian... e eu não vivo me perguntando como teria sido com Draco. – murmurou encarando a própria bebida.

Mas aquilo estava se tornando uma mentira... aqueles dias com Draco...

Não... não vou pensar nisso.

***

Astoria escutou a campainha tocar.

—KURT! Atende! – gritou ela, temperando a comida. Já fazia tanto tempo desde a última vez que cozinhara. Draco não a deixava cozinhar. Ele dizia que nenhuma Sra. Malfoy deveria sujar as mãos com aquilo. “Temos sete elfos. Todos cozinham muito bem.”

—Estou indo! – escutou o primo gritar.

Jogou o azeite apimentado no frango e sorriu imaginando como aquilo ficaria delicioso. Mirou o arroz por um segundo e viu que precisava de mais água. Adicionou um pouco e tampou a panela, para em seguida voltar a atenção para o peito de frango. Céus, como sentira falta de uma comidinha simples.

Se afastou depois de algum tempo e viu que agora era só esperar. Colocou o frango no fogo baixo e estava para se virar, quando notou Pansy Parkinson ali.

—O que raios você está fazendo aqui? – perguntou chocada.

Pansy sorriu.

—Eu disse pro seu primo que era a Alhena e o mané acreditou. Não é hilário?

Astoria sacou a varinha e a apontou pra Pansy, que fez um som completamente desdenhoso, revirando os olhos.

—Bitch, please. Nós duas sabemos que você não vai fazer isso. – riu ela se aproximando e tocando a ponta da varinha com dois dedos e tirando-se da mira – Eu vim aqui bater um papinho com você. Vai ser rapidinho. Espero ir embora antes que você queime o arroz, ok? – perguntou ela com aquele cínico sorrisinho tão típico de Pansy Parkinson.

—Veio fazer o que aqui? Não sobrou nada pra você destruir.

—Ah, meu amor. Ainda tem muita coisa que eu posso destruir... – Pansy andou até um banquinho na cozinha e riu com desdém – Tipo seu penteado. Você cresceu numa família que mexe com moda. Essa cabelo horroroso não é digno da família Malfoy. Draco sabe que você anda por aí desse jeito?

—Eu não sou mais da família Malfoy. – sibilou cruzando os braços – E você deveria ir...

—Não é mais? Que estranho. – disse Pansy com falsa confusão – Porque eu olhei lá no Ministério. O Draco realmente pegou os papéis para o divórcio, mas ele nunca os efetivou. Isso significa que vocês ainda são casados. – ela cruzou as pernas e a olhou daquele jeitinho perigoso – O que significa que você ainda é da família Malfoy... digo pro caso de não ter entendido. Eu sei que as duas irmãs Greengrass não são um poço de raciocínio.

—Saia daqui, Pansy.

—Essa casa é do Rasalas e até onde eu sei, eu sou suuuuuuuper bem vinda na casa dele.

—É isso o que você quer? Causar intriga entre minha irmã e o Ras? Eu deveria ter...

—Não, amor. Eu não vi pra isso. – riu Pansy – Eu resolvi ser uma pessoa maravilhosa para o Universo, pra em troca de receber alguma compensação cármica... e a verdade é que vem funcionando... e sabe como é. Não se mexe em time que tá ganhando, não é?

—Você não é bem vinda aqui!

—Escuta, amor. Eu não vim pela Daphne, ou pelo Ras. Eu vim por você... ou melhor. Eu vim pelo Draco.

—O que?

—É. Sabe... loiro, alto, olhos cinzentos, magro, rico, dezenove centímetros de...

—Eu sei quem é Draco! – rosnou ficando vermelha. Como raios ela sabia dos dezenove centímetros dele? – Eu fui casada com ele, esqueceu?

É casada, amor. É. Esqueceu a minha explicação...? – ela revirou os olhos com uma risadinha desdenhosa e sarcástica – Esquece o que eu disse sobre o arroz. Pode desligar o fogo da panela que pelo seu raciocínio lerdo nossa conversa pode demorar um pouquinho.

—Oh, vai pro inferno, Pansy! – rosnou enfurecida e ela perdeu o sorriso ficando sombria.

—Eu já fui pra lá, querida. E não pretendo voltar. – Pansy soltou um suspiro e abriu a bolsa – Bem... voltando ao ponto. Eu disse que vim aqui por você e Draco. Como eu sou solteira, eu tenho liberdade legal pra comprar isso aqui se eu quiser. – disse ela colocando uma poção verde escura em cima da mesinha. Reconheceu imediatamente a poção que Damian Burke tinha se recusado a vender pra ela – Sabendo ir no horário em que a prima que odeia crianças do Damian trabalha... foi muuuuuuito mais fácil, sabe? – Astoria olhou em choque para aquilo, sem saber se mantinha-se na defensiva. O que aquela mulher tinha a ganhar lhe entregando aquilo? – Ooooou... – Pansy deu outro sorrisinho divertido – No lugar de desistir parir vários pequenos Malfoyzinhos... você pode beber isso aqui. – riu ela colocando uma poção vermelho-sangue ao lado da verde.

—O... o que é isso? – perguntou Astoria, sentindo um calafrio.

—Isso é um segredo guardado à sete chaves... da minha família. Tradicionalmente toda Sra. Parkinson ensina a nora a fazer, que ensina a futura nora depois disso, só que minha mãe me ensinou também, sabe-se lá o motivo... – adicionou ela dando de ombros com alguma indiferença – E essa poção é um segredo muito importante na nossa família. Há séculos alguma feiticeira notou que nós, puro sangues, por casarmos demais com nossos primos... começamos a ficar inférteis.

—Hum...

—Então ela criou uma poção para transformar as mulheres da família em máquinas de procriação. Então... a linhagem da família é garantida. – Pansy pegou um cigarro da bolsa e o acendeu com a varinha, sem pedir e sem se importar com a careta que Astoria fez, abanando a fumaça – Mas como eu não sou chegada em todas as nossas tradições... eu resolvi fazer pra você. Um presentinho para que você não acredite na sua irmãzinha e na piranha que está fazendo pole dance no pau de dezenove centímetros do seu marido enquanto você brinca de dona e casa aqui. – riu ela se levantando.

—Cale essa boca! – rosnou corando furiosamente.

—Ai, amor. Eu só quis agradar. – riu Pansy com desdém – Lembre-se. Verde caso queira realmente desistir de Draco Malfoy, quebrando o coração dele em milhões de pedacinhos por mais uma vez estar agindo pelas costas saradas dele... oooou o vermelho. Caso você queira mais um loirinho de nariz fino no mundo. – Pansy deu outra risadinha – E acredite. Se Draco realmente quisesse você fora da vida dele, ele já teria aparecido com os papéis que você precisa assinar pra tirar o nome Malfoy de você. Ele só está apreciando a vida com Alhena Lestrange porque ela pode oferecer o que você ainda não pode. Fraldas sujas, risadas fofas e... sei lá... dedos no olho e puxões de cabelo? Eu não sei o que bebês fazem... enfim. Verde é fim de jogo. Vermelho é a cor do amor. Divirta-se.

Ela se virou para sair e Astoria ficou olhando os frascos.

—Parkinson. – ela se virou novamente, parecendo meramente curiosa – Como posso saber que... que isso não vai me prejudicar? Como posso saber que está falando a verdade?

Pansy lhe lançou um sorriso sacana.

—Você não pode. Ou acredita em mim, ou não. Mas sabe... eu não tenho nada a ganhar te sacaneando... então por que eu faria isso?

—Porque você é perversa!

—Ah, sim. Eu sou o Lorde das Trevas em pessoa. – riu ela com escárnio – Divirta-se, fofa. Não tem contra indicações. E pode levar alguns meses pra fazer efeito, então. Toma logo e vai exercitando esses quadris. – Pansy piscou para ela e saiu, deixando-a sozinha.

Astoria olhou para as duas poções e suspirou.

—E agora mais essa...

****

—E então eles chutam a bola naquele treco quadrado, que é o gol. Quem fizer mais gols vence. Gol é o nome que damos para os pontos. – explicou Rasalas. Damian ainda olhava meio confuso para a tela.

—Sei lá... parece meio lento. – murmurou ele tomando um gole de seu whisky.

—Se comparado com quadribol... realmente é mesmo. – disse Rasalas dando de ombros. Tinha finalmente se mudado para a casa de Damian e comprado uma televisão para poder acompanhar os jogos de futebol, um esporte trouxa que ele tinha aprendido a apreciar – Mas eu te garanto que é empolgante.

—Sei lá. Você tem uns gostos esquisitos. – riu Damian. Rasalas riu dando de ombros – Como dividir uma puta comigo.

—Cacete. Eu tava bêbado, você pode esquecer isso?

Damian o olhou com um sorriso sacana.

—Nunca.

—Não ficou nem um pouquinho curioso? De verdade? – perguntou Rasalas.

—Não. – respondeu Damian – Eu transei com uma garota ai, um dias desses... não tem graça... eu quero é a Lena, mesmo... – suspirou ele – Tem notícias dela?

—Trabalha todos os dias com a minha mãe e depois passa um tempo com a Daphne e a Astoria na minha antiga casa, provavelmente falando como nós homens não prestamos... depois volta pra casa do Draco, mas só pra dormir mesmo.

—Você acha mesmo que eles quase não interagem?

—Acredito. Astoria reclamava pra Daphne que de uns tempos pra cá o Draco anda muito aficionado com as experiências dele, saca? Não acho que ele esteja diferente agora. Ele deve estar querendo ocupar a cabeça. – explicou dando de ombros.

—Então... você acha que não tem chance dele e da Lena... – Damian o olhou parecendo inseguro – Você sabe...

—Eu ACHO que não. – respondeu sinceramente – Mas vai saber.

—E da Daphne? Tem notícias?

—Só que o primo escroto dela está morando com...

Mas o som da campainha o fez se calar. Damian franziu a testa e se levantou, com Rasalas indo logo atrás dele. Damian olhou no olho mágico e então o olhou parecendo furioso.

—Você tem cinco minutos pra se livrar dela.

—O que? – perguntou confuso, mas Damian abriu a porta e ele viu Pansy, que o olhava com um sorriso quase angelical.

—Não se preocupe, Damian. Não vou demorar nem cinco minutos. Eu sei que você não resiste ao meu charminho e que é um tubérculo casado. E sim, eu te comparei com uma batata, caso não tenha entendido. – riu ela entrando na casa.

—Melhor. Três minutos. – Disse Damian, enfezado.

—Pansy? O que está fazendo aqui?

—Ah, eu só vim avisar que fiz minha boa ação do dia. Eu ajudei Astoria e Draco a acabarem com a punheta em que eles estão vivendo. O que faz com que Alhena provavelmente não possa mais ficar na casa dele... e isso talvez implique que ela vai ter que considerar voltar pra casa, a sua casa... – disse cutucando Damian no peito – Então se prepara pra ser o príncipe encantado, com falsas promessas, tão doce quanto caramelo que você sempre, sempre, se faz na hora de iludir a Lena toda vez que vocês terminam, ok? Mas eu vou te avisar uma coisa. – Ela olhava Damian no olho e sempre que avançava um passo, ele voltava um – É melhor se superar, porque seu charminho de garotão apaixonado não vai colar dessa vez. Alhena vai querer um homem na vida dela, não esse personagem que você interpreta sempre que quer partir pro ataque com ela. Draco age feito homem. Você... você não. Você é um garotinho perdido, mimado, que sempre teve tudo o que quis e que agora não sabe lidar com responsabilidades e consequências. É por isso que você nunca contou pra Lena que você traiu ela e foi por isso que você tentou incriminar a Astoria e é por isso que a Alhena não voltou pra você de uma vez. – ela o empurrou com a mão – Então para de agir feito moleque e cresce. E o mesmo vale pra você. Até quando vai deixar Daphne esperando? Será que eu tenho que fazer tudo por aqui? – perguntou ela pra ele – Seu pai mandou você ir se resolver e sair da casa dele. No lugar de ir falar com a Daphne, você fugiu pra casa do único retardado mais imaturo que você. Você está regredindo, Rasalas.

—Ah. E Draco é o mais maduro de nós! – resmungou Damian, parecendo zangado. Mas Rasalas estava meio sem jeito em ouvir aquilo.

—Claro que ele é o mais maduro de vocês. Draco estava tentando fazer aquele casamento dar certo de verdade, até não poder mais. E quando ele não aguentou, porque a Astoria mentiu e omitiu pra ele, o que é uma coisa muito séria... e também porque ela não queria mais dar herdeiros pra ele... o que é uma preocupação de um homem de família... ele foi lá no Ministério, pegou os papéis e agora está trabalhando pra se divorciar. Ele ainda não entregou os papéis, porque não é fácil fazer isso... mas pelo menos ele tomou uma decisão! Em que mundo é esse em que vivemos, onde Draco Malfoy é o cara mais maduro do grupo? Draco Malfoy, o garoto que passou um ano tentando matar um homem e depois mais um ano chorando pelos cantos por ter feito isso. Esse é o cara que está dando uma surra de maturidade em vocês. E eu aposto o que vocês quiserem que ele está, além de tudo, ajudando a Alhena a superar os problemas dela... – ela deu uma risadinha – Apesar dos métodos dele não serem muito do seu agrado, Damian.

—Lena não está com o Draco, Pansy. Pare com isso. – ralhou Rasalas.

—Eu nunca disse que estava. – riu ela – Mas eu te garanto que ela já teria saído de lá se Draco estivesse sendo um idiota.

—Ela saiu de lá. – resmungou Damian – Ela veio pra cá, mas...

—Mas o que? Você foi um idiota maior ainda?

—Pansy... sai da minha casa.

—Como quiser, amor. – riu ela – Eu tenho um quinto encontro pra ir. – riu ela olhando para Rasalas, que sorriu, apesar de parte dele não ter gostado muito daquela notícia.

—O quinto... quem diria. – murmurou sem saber o porquê do desconforto. Pansy era sua amiga e somente isso...

—Isso mesmo. Hoje as coisas vão ficar sérias e românticas, se é que você me entende. Torce por mim. – riu ela parecendo simplesmente empolgada. Rasalas deu uma risada forçada e a apertou na bochecha.

—Boa foda, Pansy. – riu ele.

—Foda? – ela negou com a cabeça – Eu vou fazer amor, hoje, fofo... pela primeira vez em muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito tempo. Xauzinho. Beijos e pensem no que eu disse! – riu ela dando as costas para os dois, para sair e aparatar, mas ela logo voltou e riu para Rasalas – E o primo dela é completamente gay. De nada.

—O que? – perguntou surpreso.

—Gay. Tipo... muito gay... tipo... faz amor com a bunda, recebe beijo na nuca durante o sexo, mordedor de travesseiro, entendeu?

—Kurt não é gay! Ele vivia secando a Daphne.

—Mais provável ele secar você, fofo. Só sendo muito tapado pra não notar que ele é mais porpurinado do que porpurina. – ela se calou por uns segundos – Eu vou pedir pra ele arrumar o cabelo da Astoria. Tá vergonhoso. Gays são bons com essas coisas, não são?

—Isso é meio preconceituoso, Pansy. – riu Rasalas. Ela deu de ombros e se virou, para desaparatar em seguida.

Damian bateu a porta, zangado e bufou.

—Ela é... insuportável.

—Ela fala as verdades que nunca queremos ouvir. – riu Rasalas.

—E é insuportável – resmungou Damian.

Os dois cruzaram os braços, um tanto sem jeito, ficando em silêncio por alguns segundos.

—Futebol? – perguntou quebrando o silêncio.

—Futebol. – concordou Damian.

*****

Draco olhou pela janela enquanto se vestia. O sol estava se pondo. Soltou um suspiro e foi até a escrivaninha. Quatro folhas assinadas. Quatro.

—Eu estou demorando muito... não era pra ser tão difícil. – resmungou ajeitando a gola da camisa. Será que estava se precipitando?

Soltou um suspiro e se virou para sair do quarto. Desceu as escadas e logo escutou as risadas infantis. Alhena estava trabalhando em um vestido bonito e os dois meninos andavam pela sala, brincando com um pomo de ouro de brinquedo. O pequeno pomo não voava muito rápido e nem muito alto, então os dois estavam loucos tentando pegar a bolinha dourada e as gargalhadas deles pareciam preencher toda a casa.

Vou sentir saudades desses pestinhas quando Lena for embora...

Soltou um suspiro e entrou na sala de vez.

—Tio Daco! – riu um deles.

—Tio Daco! – repetiu o outro.

Draco sorriu e pegou o pomo, para alegria dos dois pequenos. Ele soltou o pomo e então começou a brincar com os dois, fingindo dificuldade para pegar o pomo, se jogando no chão, fazendo caretas e falsas exclamações de surpresa. Os dois riam tanto que pareciam até sem ar. Alhena ficou observando, sorrindo serenamente, mas ele não deu atenção a ela. Estavam um tanto constrangidos um com o outro desde o episódio da banheira e eles acabaram sem beber, como tinham combinado, para espairecer.

Mas Póllux e Castor estavam animados e alegres como sempre. Draco se deitou no tapete e os dois deitaram em seus braços. Cada um de um lado.

—Papai? Cadê? – perguntou um deles.

—Qué papai. – disse o outro.

—Papai está fazendo uma viagem, mas ele vem buscar vocês amanhã de manhã. – respondeu Draco.

—Papai? – perguntou o segundo.

—É. Ele vem buscar vocês e o tio Draco vai ficar doido de saudades. – riu Draco. Um dos gêmeos sorriu e tentou puxar seu nariz, enquanto o outro puxava seus cabelos – Ah! Ai! Ai! Ai! Lena, socorro!

—Cuidado, Draco. Eles farejam o medo. – riu Alhena.

Se sentou no tapete, rindo dos dois, mas quando eles viram sua varinha, surtaram. Draco sorriu e sacou a varinha.

—Isso?

—Bôia! Bôia! – pediu um dos gêmeos.

—Piu-piu! Piu-piu! – pediu o outro.

—Ok. Bolhas primeiro. – disse conjurando bolhas, para a alegria dos garotos, inclusive do que queria passarinhos.

Os dois ficaram pulando, tentando estourar as bolhas. E sempre que um conseguia, os dois caíam na gargalhada. Draco sorriu achando aquilo adorável. Podia imaginar-se fazendo a mesma coisa, ele, Astoria e mais um bebezinho só deles... Mas aquele anseio era um dos que não iriam se concretizar. Astoria não queria mais tentar e ele não queria mais pressioná-la a isso... Mas era terrivelmente difícil deixá-la ir. Estava tentando, de verdade. Passava horas com a pena na mão, lendo e relendo o contrato de divórcio, mas nunca conseguia assinar todas as folhas. Algumas vezes ficava relembrando os bons momentos e isso o deixava simplesmente deprimido. Outras ficava irado, por ter acabado. E outras simplesmente chorava, sentindo-se frustrado e vazio.

—Você realmente leva jeito pra isso... – murmurou Alhena – Pra crianças.

—É... – murmurou fazendo bolhas na forma de passarinhos. Os garotos estavam loucos de alegria com a brincadeira, gargalhando de se acabar – Acho que sim...

—Até quando vamos ficar nesse clima estranho?

—Não sei... – murmurou Draco.

—Eu sugiro que você cumpra uma promessa que tinha me feito, anos atrás.

Draco a olhou curioso, sem saber do que ela estava falando.

—Qual promessa?

Alhena deixou o sofá para se sentar no chão, ao seu lado.

—Apenas uma dose de veneno de fada. Eu nunca bebi isso e eu realmente quero saber como é. – disse ela, com um sorriso cheio de expectativa.

—Ok. Eu posso providenciar uma garrafa. A gente bebe depois que os garotos dormirem, mas vou te falar... só vamos beber uma dose. Mais do que isso eu não me responsabilizo por nada que venha a acontecer aqui.

Alhena sorriu e concordou com um aceno de cabeça.

******

“Querido diário imaginário. Mais uma vez estou aqui fazendo essas revelações pra você. Pansy Parkinson e sua loucura diária para se manter na linha.

Eu nunca te contei o motivo pra fazer isso, não é? Bem. Começou no dia da minha formatura.

Todos estavam muito felizes, naquele ritual clichê de comemorar que nunca mais se veriam como costumavam se ver. E ainda havia um clima eufórico pelo fim da guerra. Ainda havia um grande luto por parte de muitos, mas também havia um ar de renovação, esperança por tempos melhores... é o que todos desejam depois de uma guerra violenta daquelas, não é? Renovação e tempos melhores.

Sim. Estava eu lá, completamente maravilhosa, afinal... eu sou maravilhosa, linda, diva e tudo o mais, conversando com Emília, quando o orador da turma, que foi Neville Longbottom, fez seu discurso clichê, blá, blá, blá. Aquele melão com açúcar cheio de frases prontas, que todo mundo aplaudiu como se fosse a coisa mais original do mundo. Enfim...

Quando passou aquele momento tosco pós discurso, os alunos de cada casa começaram a fazer aquele abraço coletivo, onde todo mundo diz aquelas velhas mentiras de: ah, te amo. Nunca vamos deixar de ser amigos. Mimimimi.

Eu me deixei levar pelo momento e pela ingenuidade e corri para o círculo do abraço e do amor coletivo. Rasalas, Greg e Emilia agiram como se aquilo fosse simplesmente natural, o que era mesmo. Mas os outros... os outros me olharam com desprezo e interromperam o abraço. Até Blair, com quem eu nunca tive uma intriga que fosse, me olhou daquele jeito frio. Eles deixaram bem claro que eu não era do grupo deles.

Rasalas ficou completamente sem jeito, assim como Emilia, e me defenderam, falando que os outros tinham sido ridículos. Francamente, eles estavam. Eu tinha voltado pra salvar o Rasalas na batalha de Hogwarts. Eu o salvei de Fenrir Grayback. Eu merecia algum crédito, ok?

Mas eu não tive.

Então eu fui pra casa, furiosa e notei que eu precisava fazer alguma coisa a respeito de mim mesma, ou iria me tornar uma daquelas tias, velhas, gordas, que colecionam gatos e passam a vida sozinhas.

Então eu me dediquei ao trabalho que eu tinha conquistado no Ministério e tentei ser uma pessoa... digamos... mais falsa. Peguei todos os meus impulsos de agir de maneira impulsiva e tentei transformar isso em boas ações. Mas as pessoas simplesmente não entendiam o meu esforço de ser legal com elas. Elas só sabiam falar que eu era grossa, sem noção, não sabia trabalhar em equipe, egoísta e tudo o mais.

Foi quando eu resolvi te criar. Todos os dias antes de ir dormir eu repetiria o que eu tinha feito no dia. E se parecesse um pouco cruel, eu tentaria não fazer de novo depois. E céus, funcionou. As pessoas começaram a me olhar como se eu estivesse sempre tramando algum esqueminha, mas foda-se, meu trabalho duro foi recompensado e eu fui remanejada pra trabalhar com a pessoa mais adorável possível.

Rasalas.

E como você sabe, eu já repeti várias vezes pra você, eu o superei. Ele tinha razão sobre eu estar apenas confusa sobre meus sentimentos. Eu tenho um genuíno carinho por ele, posso até dizer que o amo. Mas não é o amor que eu procuro. Ele é meu amigo e eu sei que ele e a Daphne são um daqueles casos únicos em que vemos duas pessoas simplesmente perfeitas uma para a outra finalmente se encontrar – o que eu digo e repito: Damian e Alhena Burke não são o caso. Rasalas e Daphne, sim.

E o mais engraçado é que, apesar de eu não mover uma palha que fosse para tentar sabotar a Daphne, ela mesma começou a se auto destruir. Eu até tentei evitar. Eu, que a odeio pra cacete. Eu tentei avisar o Rasalas que ele deveria falar pra ela sobre nós. Eu fui atrás da Daphne pra falar que eu não queria nada com Rasalas.

Mas eles continuam separados e o Ras está com algum tipo de interesse completamente anormal por mim. Ele apareceu na minha casa simplesmente por aparecer e querer passar um tempo comigo. Tipo... como assim? Ele é casado e eu não tenho a menor intenção de me meter na relação dele, por mais que eu tenha um ou dois sonhos safados com ele por semana.

Me julga. Ele é um gostoso, lindo e fofo.

E como ser legal com as pessoas estava se mostrando lucrativo pra minha vida, eu fui ajudar Astoria e Draco também, dividindo um segredo de família com eles. No caso, com ela... Se minha mãe sonhar que eu dei aquela poção pra sonsa da Astoria é possível que ela tenha um ataque do coração. Francamente, quando eu for mais velha, eu vou patentear aquela merda e ficar extremamente rica por resolver todo tipo de problema bruxo pra ter filhos.

Agora é ver se a Astoria vai beber. Eu acho que ela vai beber. Ela só foi a vida inteira apaixonada pelo Draco. Ela não vai desistir de uma oportunidade de ser aquilo que ele deseja que ela seja. Meio triste e deprimente isso, se quer saber a minha opinião...

E depois de bancar a santa das santas, eu ainda fui no Damian pra mandar ele cair na real e virar gente. Coisa que ele não anda sendo. Céus. Ele é pai de família. Ele já devia ter aprendido a não pensar com o pau e a não fugir das consequências dos atos dele. E ainda aproveitei pra insistir pro Rasalas se resolver com a Daphne.

Eu não sou mesmo um amor de pessoa? Eu sou uma Santa.

Mas ok. Agora eu estou aqui, na frente do espelho, usando esse vestido maravilhosamente perfeito, completamente linda e poderosa, pronta para ir para o meu encontro com aquele homem maravilhoso, o Kevin Hessen. Provavelmente meu futuro maridinho. Eu mereço. Eu fiz por onde. Eu não sou o demônio que todo mundo julga que eu sou.

Ok, eu vou confessar, eu fiz merda pra caralho na escola. Com o Draco (ele até gostou que eu sei), com a Daphne, com a Lena e com o Damian... mas eu não fui o único monstro ali. O que eu fiz de mais pesado, sem dúvidas, foi meu complô com Jacques. Mas eu não esperava que ele fosse ser tão escroto.

Eu imaginei que ele iria dar uns beijos, umas mãos bobas e sei lá... abusar um pouco dela. Agora... sexo? Que ele fosse levar ela pra cama dela e estuprar a Alhena? Fala sério. Ela estava uma boneca sem reação na cama. Qual a graça disso? Eu fiquei horrorizada, mas o que eu podia fazer? Eu não iria me comprometer pra brigar com ele. E deu tudo certo no final. Ras deu um jeito nele (claro que foi o Rasalas que deu um jeito nele), Alhena se recuperou, casou com o idiota que ela achou que fosse o homem da vida dela, teve os dois bebês que eu nunca conheci e nem pretendo, porque eu não tenho jeito com crianças... Então eu vou morrer sem jamais admitir qualquer envolvimento com aquilo.

E eu estou tentando ser uma pessoa mais chata e comportada, pra tentar me redimir das minhas loucuras do tempo de escola. E agora é hora de colher os frutos.

Kevin Hessen. Nós vamos fazer amor hoje a noite e então vamos começar nosso relacionamento, próximo passo no objetivo de fazer você colocar um anel nesse meu dedo.

E diário, caso você não tenha entendido, o dedo é o da aliança, tá?

Bem... vamos lá. Hora da caça. Pansy Parkinson está pronta pra ação.