Notas iniciais
SHAME SHAME SHAME Não pra vocês, pra mim! Eu não consegui postar ontem, porque fui tirar um cochilo depois da aula e dormi. Acordei hoje quase dez da manhã. Tsc Tsc Tsc Bem. Sorry! Mas vamos ao próximo capítulo!! ^^

Capítulo 89

Se sentou de uma vez, olhando o peito, procurando por ferimentos. Mas estava tudo normal. Apenas suor em sua camisa cinza. Tirou a blusa e passou as mãos pelo rosto. Loto dormia tranquilamente, então não quis acordá-lo.

Tinha sido só mais um pesadelo. Deixou o quarto e foi para a cozinha. Rose dormia com a cabeça nos braços. Dormira enquanto estudava mais uma vez. Draconis suspirou e bebeu um copo de água. Depois olhou Rose, que ressonou cansada. Colocou o copo em cima da pia e a pegou no colo. A garota não acordou, apenas suspirou no meio do sono. Então andou com ela até o quarto e a colocou na cama.

Depois saiu do quarto e foi para o quintal. Se sentou num banquinho respirando o ar frio da noite e pegou um cigarro, para tragá-lo. Batman logo apareceu, querendo carinho. O afagou na orelha e o cachorro aproveitou estar no jardim para atender aos chamados da natureza.

Ficou observando o cachorro se ocupar, enquanto tragava seu cigarro.

—Sem sono? – perguntou Loto, surgindo na porta. Concordou com um aceno de cabeça – Outro pesadelo, não é? – perguntou ele. Draconis concordou novamente – Acha que devemos fazer algo a respeito disso?

—Você espera que eu te peça em casamento, Loto? – perguntou franzindo a testa. Loto sorriu e foi se sentar ao seu lado.

—Era com isso que estava tendo pesadelos? Com nosso assustador dia de casamento? – perguntou ele, descontraído.

—Eu falo sério. Você espera isso de mim? – perguntou olhando o namorado.

Loto soltou um suspiro e passou a mão pela cabeça.

—Estaria me iludindo se dissesse que sim? – perguntou ele. Draconis soltou um suspiro.

—Não consigo deixar de pensar que estaria me precipitando... somos muito jovens.

—Eu sei. Eu pensava isso também... só que... bem...

—Navi. – riu Draconis.

—É. – murmurou Loto pegando seu cigarro para tragar também – Quando um dos seus melhores amigos resolve se casar... isso te faz pensar, não acha?

—Navi é um dos seus melhores amigos? – perguntou Draconis.

—Não... mas ele é o seu. E o fato de você nem mesmo pensar a respeito disso... bem... é um pouco... é levar um feitiço estuporante no meio da fuça. – murmurou ele. Draconis suspirou e olhou o namorado.

—Eu nunca consegui esquecer a Rose... não totalmente. E eu não posso falar que nós vamos casar. Eu não posso te prometer isso, enquanto eu gostar dela...

—Então... então você ainda gosta dela... – murmurou Loto, cabisbaixo.

—É complicado. – murmurou passando a mão no cabelo que já não estava mais tão curto, no estilo militar. O estava deixando crescer de novo – O que eu sinto pela Rose...

—O que você sente por mim? – perguntou Loto sem encará-lo.

—Eu amo você.

—Me ama mais ou menos que ela?

—Não me pergunta isso. – ralhou Draconis.

—Menos. – respondeu Loto parecendo triste – Termine comigo. – murmurou ele.

—Não quero terminar com você. Eu amo você, Loto... mas...

—Mas gosta mais dela. Então termine comigo e fica com ela. – disse Loto.

—Oh, pare com esse drama. – ralhou, impaciente – Não é assim, simples. Eu não quero terminar com você pra ficar com ela.

—E o que quer? Nós dois ao mesmo tempo?! – ralhou Loto, se levantando – Não pode ter os dois.

—Eu já disse que não quero terminar com você.

—E o que você quer?! – perguntou Loto, parecendo magoado. Draconis suspirou, sentindo-se confuso, com aqueles pesadelos o desconcentrando – Ok. Eu vou facilitar pra você, se está tão difícil de escolher. Vamos terminar.

—O que? – perguntou o olhando surpreso – Loto.

—Boa noite. – respondeu ele, secamente.

—Não! Loto! – resmungou indo atrás dele. Segurou o namorado pelo pulso e o puxou para si – Pare. Eu não quero a Rose. Eu quero você. Mas eu não quero tomar a decisão da minha vida agora. Eu sou muito novo. Você é muito novo. E qualquer um de nós exigir isso do outro estaria sendo injusto.

Loto soltou um muxoxo.

—Eu aguentei mais do que achei que seria capaz, Draconis. Eu quero que ela vá embora. – resmungou Loto – Ou eu vou. E se eu for e você não vier comigo... eu vou entender que nós dois terminamos. Você mal se aguenta comigo aqui. Imagina se eu for embora. – ralhou Loto e Draconis desviou o olhar, se lembrando de outra noite, quando Rose o seduziu completamente – E não dá pra viver sobre o mesmo teto que ela. Ver você olhando para ela como se ela fosse um prato de comida suculento e você um mendigo esfomeado é demais pra minha auto estima. Eu mereço mais do que isso.

Draconis soltou um suspiro e olhou para Loto.

—Vamos sair.

—Saia você. Eu vou dormir.

—Não. Eu falo sério. Vamos sair. Só nós dois. – riu Draconis e Loto o olhou franzindo o cenho – Vamos fazer algo agora. Só eu e você. Algo idiota e irresponsável. Vamos viajar para algum lugar!

—Em plena quinta feira?

—Tecnicamente já é sexta. Vamos pra algum lugar. Uma viagem romântica, só eu e você. Vamos? Agora! A gente arruma uma mochila e sai. – riu Draconis. Loto piscou e suspirou.

—Fugir do problema não vai resolvê-lo, Draconis. – ralhou Loto.

—Eu sei. Mas nós dois precisamos de um tempo só a gente. Vamos?

Loto cruzou os braços e Draconis o puxou pela cintura.

—Lá vem você, me levar na lábia.

—Claro. – riu Draconis – Isso é um sim, né?

—Vamos escrever um bilhete pro Navi e pra Rose. – resmungou Loto, revirando os olhos, com um sorriso no rosto.

Cada um foi para seu quarto arrumar uma mochila. Em meia hora ambos estavam prontos. Draconis roubou um beijo fogoso do namorado antes de saírem de casa e então pegaram o Noitibus. Sentaram lá no fundo, sem saber pra onde iriam. Só esperava que fosse pra um lugar longe das azarações de seu tio... longe de seus pesadelos.

“Eu já te contei daquela do bruxo com caco de vidro no estômago? Splitermortalus!”

Fechou os olhos entrelaçando os dedos com Loto.

—Eu previ a minha morte. – murmurou para ele. Loto o olhou preocupado.

—Não pense mais nisso! – ralhou ele – Ouviu! Não pense mais nisso!

—Eu sonho quase todo dia com isso... – murmurou cabisbaixo – Não acho que vá demorar muito...

—É claro que vai demorar! Vamos ser dois velhinhos atirando azarações nas pestes que invadirem nosso jardim! – ralhou Loto. Ele segurou seu rosto e o fez encará-lo – Você me ouviu?! Você vai ficar velho ao meu lado!

Sorriu para Loto e o beijou nos lábios. Mas o namorado recuou, sem jeito.

—O que?

—Aqui não... – murmurou ele. Draconis riu com descaso e o beijou assim mesmo, sem ligar pro preconceito alheio. Loto tentou empurrá-lo de leve, mas ele insistiu e logo o namorado desistiu de afastá-lo. Ficaram num amasso gostoso por alguns minutos, até que uma senhora bateu em sua cabeça com o guarda chuva.

—Pare com essa falta de vergonha! – ralhou ela – Estão incomodando todo mundo.

Loto ficou extremamente vermelho e Draconis bufou.

—Uma palavra. Seis letras. Muitos sentimentos. Caguei. – ralhou ele.

—Vamos descer. – pediu Loto.

—Não temos que descer. Se eu fosse uma garota ninguém estaria reclamando.

—Por favor. Só vamos descer? – pediu ele. Draconis revirou os olhos e concordou. Ele se levantou e mostrou o dedo médio para a senhora, que o olhou escandalizada.

—Mal comida e invejosa do caralho. – reclamou e Loto lhe deu um tapa na nuca.

—Desculpa ele. Nos desculpe... perdemos a noção. – murmurou Loto enquanto o guiava para a porta.

—Não precisamos pedir desculpas! – ralhou Draconis e Loto terminou de tirá-lo do noitibus – Não precisávamos ter descido do ônibus.

—Estávamos incomodando as pessoas, Draconis! – ralhou ele – Eu não gosto de ser inconveniente. – reclamou ele. Draconis revirou os olhos – E deveríamos ser discretos. Não é todo mundo que gosta ou aceita o nosso modo de vida. Podemos nos meter em problemas...

—Não temos que ser discretos! O mundo que aprenda a nos engolir.

—Nem todo mundo engole, Draconis. Alguns cospem. – alfinetou ele, com seu típico sorrisinho no rosto e Draconis corou.

—Muito engraçado. Nossa... estou morrendo de rir. – resmungou e Loto passou o braço por seu ombro.

—Vamos, putinha. Vamos procurar um lugar para passar a noite.

—Putinha, é? – riu Draconis – Tinha tempo que não me chamava assim. Vai ser meu dono de novo?

—Vou ser sempre seu dono. Você vai ser pra sempre meu... você pode achar que está confuso, mas você não está. Você está completamente louco por mim.

—Estou mesmo. – riu roubando um beijo dele.

—E está louco para fazer coisinhas que deixariam aquela velha chocada.

—Você não faz ideia. – riu Draconis, lhe dando a mão – Vamos?

—Vamos. Mas vamos ser discretos. Ok?

—Ok. Vamos fingir que somos dois héteros curtindo a noite. Quer dar em cima de umas garotas?

—Quero. – riu Loto – Topa?

Draconis deu um sorrisinho.

—Não está falando sério. – disse descrente.

—Quem sabe assim Rose Burton deixe de ser uma tentação tão grande. – riu Loto, lhe dando uma piscadela – Vamos procurar um bar trouxa, com uma boceta rosada pra você se distrair.

—Oh... mas isso é crime. – disse empolgado, se referindo ao Decreto Civil, e os dois caíram na gargalhada – Vai mesmo arrumar uma garota pra mim?

—Pra nós dois. Eu não sou completamente gay, sabe?

*

Música trouxa era realmente legal e as boates trouxas eram ainda melhores. Draconis e Loto conversavam com duas primas, que estavam de visita a Londres, mas que eram espanholas. O sotaque delas era horrível, mas elas eram muito divertidas, sorridentes e pareciam cheias de segundas intenções.

—Vamos dançar. – pediu uma delas e as duas foram para a pista de dança, olhando os dois com expectativas.

—Hoje vamos comer carne mijada, Drac. – riu Loto. Draconis deu uma risada, achando graça.

—Eu vou ficar com ciúmes. – disse o olhando.

—Vai porra nenhuma. Vai estar muito ocupado comendo aquela chica caliente pra sentir ciúmes. – riu ele indo para a pista de dança. Deu de ombros, terminou sua bebida e seguiu Loto.

Isabel, que era a prima que estava lhe dando mole, começou a dançar, esfregando o traseiro em seus quadris. A beijou no pescoço, todo arrepiado, sem sentir vergonha por estar ficando excitado. A época em que tinha vergonha por ser grande demais já tinha passado há muito tempo.

Loto também parecia muito ocupado com Fernanda, a abraçando por trás, enquanto dançavam.

Isabel esfregou a bunda mais uma vez contra seus quadris, então a puxou para si, para que ela sentisse seu volume. A espanhola se virou e o encarou, dançando colada. Olhou para o lado e viu Loto fazer o mesmo com a outra prima, que o puxou para um beijo. Sentiu algo estranho no estômago e notou que não gostou nada daquilo. Não gostou nenhum pouco de ver seu namorado beijando outra garota, por mais que tivessem combinado fazer aquilo. Mas antes que conseguisse tomar qualquer decisão, Isabel o puxou para um beijo também.

A beijou de volta, mas sua mente ficava divagando para Loto e o que ele poderia estar fazendo. Depois de um bom tempo, Isabel parou de beijá-lo e os dois se viraram para Fernanda, que estava logo ali. Ela cochichou algo no ouvido da prima e esta concordou. Isabel então se virou para ele e cochichou em seu ouvido.

—Vamos lá pra fora?

Concordou com um aceno de cabeça e foram para o carro alugado delas, um doblô, branco.

—Um carro bem grande pra duas pessoas. – riu Loto.

—A gente tinha reservado um carro menor, mas ele quebrou e nos ofereceram esse, pelo mesmo preço. – riu Fernanda, abrindo a porta e puxando Loto para dentro. Draconis entrou logo atrás dele e Isabel o guiou para o banco da frente, enquanto Loto e Fernanda iam para a parte mais detrás do carro.

Ficou se beijando com a garota e logo a coisa foi esquentando e esquentando, com roupas deixando os corpos e os sons de gemido vindo do banco de trás. Tentou não prestar atenção nisso, porque estava com vontade de estrangular Fernanda por estar tocando em seu Loto. Quando Isabel se curvou para lhe chupar um pouco, arriscou espiar e notou que Loto recebia um guloso também. Ele o olhou e piscou para ele, com um sorriso travesso, parecendo estar adorando aquilo.

Bufou, enciumado, lembrando da alfinetada que ele lhe dera. Sobre cuspir e engolir. Detestava fazer oral. Em garotas tudo bem, mas não gostava do sabor de sêmen, então sempre inventava uma desculpa para não fazer aquilo. Viu Loto olhar para a garota, com um sorriso cheio de satisfação.

Bufou de novo, voltando a prestar atenção em Isabel.

—Vem cá. – pediu a puxando e a guiando para seu colo. Logo ela rebolava, com os fartos seios em sua boca. Se divertiu com aquilo, já que não tinha um belo par de seios para se divertir há muito tempo. Os mordeu, apalpou, chupou.

—Espera. Espera. – pediu ela saindo de cima.

—O que? – perguntou.

—Camisinha. Você tem camisinha? – perguntou ela. Draconis piscou sem fazer a menor ideia do que ela estava falando, apesar daquele nome não ser assim tão estranho.

—Não. – disse sem saber.

—Eu tenho, Bel. Aproveita e joga uma ai. – riu Fernanda no banco de trás – No porta luvas.

Isabel fez um bom trabalho de contorcionismo e pegou dois pacotinhos. Ficou se perguntando o que seria aquilo. A garota jogou um para a prima e então o olhou marota, tirando a calcinha.

—Põe... ou quer que eu coloque? – perguntou ela de forma sexy. Sorriu um tanto confuso e deu de ombros.

—Pode colocar. – murmurou sem saber o que ela queria dizer com aquilo. Ela abriu o pacotinho com os dentes e tirou algo que lembrava borracha, no formato de um círculo. Ele tinha uma pontinha, que ela colocou entre os lábios e girou. Depois ela se espremeu entre suas pernas e o masturbou um pouco, puxando toda a pele para baixo e expondo a cabeça de seu pênis. E então, para seu horror, ela foi colocando aquele negócio em seu dileto colega. Sentiu-se espremido e apertado ali. Mesmo que ela colocasse com a boca. Era ao mesmo tempo doloroso e sexy e ele não sabia se estava gostando ou não. Parecia estar colocando uma meia apertada demais para seu tamanho. Olhou para trás, em busca de ajuda, mas Loto estava muito ocupado transando com a garota, que quicava em seu colo. Olhou novamente para Isabel, que terminou de “vesti-lo” e agora o lambia da barriga até o pescoço. Engoliu em seco, ainda sem saber o que seria aquele negócio, mas deixou pra lá quando ela se sentou em seu colo, finalmente se permitir ser preenchida por ele. – Você sempre usa essa camisinha?

—Claro. – respondeu ela lhe beijando o pescoço – Pra prevenir, né?

—Ah, claro. – respondeu ainda sem saber o sentido daquilo. O desconforto acabou passando e ele aproveitou o sexo, apesar de estar enciumado com Loto lá atrás.

Minutos depois saíram para fumar e as garotas tiraram um baseado de dentro do carro.

—Curtem, garotos? – perguntou Fernanda.

—Salvia? – perguntou curioso.

—Não. Maconha. O que é salvia? – perguntou Isabel.

—É uma erva também. Nossa. Tem anos que não fumo maconha. – riu Loto, com o braço ao redor dos ombros de Fernanda. Draconis o olhou com os olhos semicerrados e ele pegou o baseado da garota, para tragar. Então ele soprou a fumaça na boca dela, que segurou, para então baforar, com um sorriso no rosto – Prova, Drac.

Draconis pegou e tragou, notando que parecia ser bem mais fraco que salvia. Entregou para Isabel e soltou a fumaça para o ar.

Ficaram de papo e Isabel sugeriu que poderiam ir para o hotel delas. Loto estava para aceitar, quando Draconis o olhou feio.

—Nós temos que ir. Trabalhamos cedo amanhã. – disse ele olhando para Loto.

—Já são três da manhã... quase quatro... é mais fácil irem virados. – riu Fernanda, pegando o baseado da prima.

—Meninas. Eu tenho que contar a verdade pra vocês. – riu Loto e Draconis o olhou feio – Ele é meu namorado e nós saímos pra fazer um programa diferente... mas agora ele está com ciúmes de mim.

As duas riram e o olharam achando graça.

—Sério? Vocês são um casal? – perguntou Fernanda – Que da hora. – riu ela.

—Acho tão sexy, dois garotos se beijando. Não é, Fê?

—Completamente. – riu ela.

Loto sorriu achando graça e Draconis bufou, um pouco envergonhado.

—Há quanto tempo estão juntos? – perguntou Isabel.

—Completamos um ano no natal. – respondeu Loto largando Fernanda e vindo lhe abraçar – Não é, amor?

Concordou com um aceno de cabeça, surpreso com o ciúmes que sentia. Seu coração acelerado e um pouco zangado com tudo aquilo.

—Que legal. Eu estou namorando há três anos com um cara. – riu Fernanda – Ele vai me pedir em casamento. Por isso quis viajar e fazer umas loucuras...

—Eu não estou vendo ninguém. – riu Isabel – Eu gosto de ser solteira.

—Eu gosto da vida de solteiro, mas.. quando se encontra aquela pessoa especial... – ele o olhou e Draconis o olhou de volta – Eu vou casar com esse cara aqui.

—Eu quero um convite pro casamento. – riu Fernanda.

—Só se me chamar pro seu. – riu Loto.

—De acordo. – riu ela e Loto o beijou na bochecha.

—Amor, está zangado? – perguntou Loto.

Draconis negou com a cabeça.

—Vamos embora... não me sinto bem. – murmurou timidamente – Acho que esse cigarro não bateu legal.

Isabel terminou de tragar o baseado e jogou a bituca no chão.

—Querem carona? – perguntou ela.

—Não precisa. Nós vamos andar, certo, amor? – perguntou Loto e Draconis concordou – Vai ser bom pra ele.

—Ok, foi um prazer. – riu Fernanda puxando Loto para beijá-lo na bochecha. Sua mão foi para a varinha, mas logo sentiu Isabel lhe puxar para lhe dar um beijo na bochecha também. Se despediu secamente de Fernanda e Loto deu um selinho em Isabel.

Acenaram para as garotas e voltaram a caminhar pela rua.

—Você está bem? – perguntou Loto.

—Não vamos fazer isso de novo. – disse convicto – Eu quase azarei aquela sangue ruim. – rosnou indignado e Loto deu uma risadinha.

—Sangue ruim? Ficou enciumado assim?

—Claro. – ralhou ele – Desculpe. – murmurou parando de andar e colocando as mãos nos bolsos – Eu não imaginei que fosse ficar assim... você... você não achou... digo. Eu sou melhor que ela, né?

Loto deu uma risada e apertou sua bochecha.

—É claro que é. – riu ele – Você é o melhor da minha vida, Draconis. – riu Loto o abraçando – Sem falar que seus peitos são quase tão grandes quanto os dela... apesar dos dela ainda serem mais bonitos.

—Eu digo o mesmo dos peitinhos da Isabel.

—Peitinhos? – riu Loto – Tá chamando aquilo... – ele colocou as mãos na frente dos peitos, simulando o busto da espanhola – de peitinhos?

Draconis sorriu e os dois voltaram a andar pela rua.

—Precisamos fazer isso mais vezes. Sem a parte de transar com outras pessoas... – disse casualmente – Eu e você... curtir um lugar bacana. Dançar, beber, fumar, jogar conversa fora... parece que deixamos de ser nós dois e viramos eu, você, Navi e Rose... eventualmente a Les. – riu Draconis.

—É... – murmurou Loto – Draconis, quanto a Rose... – murmurou ele e Draconis olhou o namorado – Não precisa se preocupar... eu aguento ela lá em casa... desde que eu saiba que seu coração é meu.

—Meu coração é seu. – murmurou sorrindo – Eu te amo, Loto.

—Eu também te amo. – riu Loto. Ele respirou fundo e o olhou nos olhos – Eu não me imagino vivendo sem você... acho que... que a vida perderia o colorido, os cheiros e os sons... seria um silêncio, cinzento e sem graça...

Draconis sorriu e concordou.

—É... minha vida seria uma merda sem você. – concordou. Olhou para os olhos castanhos de Loto e sorriu – Uma completa merda sem você... – abriu um imenso sorriso e sentiu que não teria um momento melhor do que aquele. Seu romance com Loto nunca fora normal. Começara com um abuso, se tornou um trato abusivo, depois acabou virando amizade, virou cumplicidade... ele lhe ajudou a namorar a irmã em segredo e então se tornou seu companheiro numa escola estranha. Depois, Loto acabou desconstruindo o próprio preconceito e a própria vergonha, apenas para estar junto dele. Enfrentou seus medos e receios, enfrentou a família, abandonou suas raízes, apenas para ficar ao seu lado... Por um momento se lembrou de conversar com Harley, sobre aquele negócio de en... sorriu para Loto – Eu sou tão idiota. – riu para ele. Loto o olhou confuso.

—Acho que a lombra bateu pesada em você, Drac. – riu Loto.

—É... você tem razão... – riu Draconis – Vamos pra casa, Loto. – disse com uma certeza. Se aquele pensamento ainda estivesse em sua cabeça no dia seguinte, quando acordasse... Navi não seria o único a se casar.

**

Rasalas e Draco estavam sombrios, olhando o chão. Alhena brincava de desenhar numa tela que Draco tinha arrumado para ela, então ela não os desviou de seus pesadelos.

Kevin Hesse estava em Hogwarts.

—Simplesmente não podemos fazer nada contra ele. – explicou Pansy – Não temos nenhuma acusação contra ele. Nada que seja forte num julgamento a ponto da Corte corrupta o condenar. Temos a palavra de um louco homicida. Ok, teve o ataque aos seus pais, mas os dois que atacaram estavam de máscara. Quem vai garantir que eram eles mesmo? Não temos como. E como eu disse, Kevin tem um bom álibi. Ele vai falar que não estava no país e terá vários bruxos para atestar a versão dele. – explicou ela – Estamos de mãos atadas.

—Precisamos tirar nossos filhos daquela escola. – disse Draco – Ele desconfia que eu tive algo a ver com o sumiço da prima dele. – adicionou o loiro.

—E eu deixei bem claro que eu sei que foi ele quem atacou meus pais. – murmurou Rasalas – Se pudéssemos avisar o Rigel de alguma maneira...

—Pra que? Pra ele matar um monte de crianças em sua tentativa de matar o Hesse? – perguntou Pansy – Temos que manter Rigel longe de Hogwarts.

—Isso vai ser complicado. – murmurou Hermione, se aproximando. Os três olharam para ela, que jogou um jornal em cima da mesa. Draco revirou os olhos, pois não gostava da mulher, mas Rasalas era amigo dela. Ele pegou o jornal e leu a reportagem sobre a contratação de Kevin Hesse para o cargo em Hogwarts.

—Achei que ele estava se escondendo lá. – disse franzindo a testa – Porque ele está chamando atenção para sua nova localização?

—Porque ele quer que Rigel vá atrás dele. – disse Hermione – Porque ele sabe que nós sabemos o rio de sangue que seu irmão pode derramar. Ele vai nos atrair para escola, para que a gente cuide de Rigel.

—E então terá uma armadilha esperando por nós. – concluiu Draco – Dois coelhos em um golpe só.

—Mas temos que fazer alguma coisa. Nossos filhos estão lá. Albus, Lyra, Scorpius, Rose, Hugo e Lílian... são todos alvos em potencial. Lyra por ser metamorfomaga, Albus e Lílian por serem Potter’s. Rose e Hugo por serem Weasley’s. Scorpius por conta do envolvimento de Draco com Rosier... – Rasalas respirou fundo – Eu estou muito preocupado. Nós devemos invadir aquela escola e tirar nossos filhos de lá.

—Esse é o plano deles. – discordou Pansy – Estamos tendo tanto sucesso em estragar os planos deles justamente por eles nunca saberem onde vamos atacar. Mas agora os olhos deles estão voltados para Hogwarts. Eles colocaram alguém que queremos morto lá dentro. Eles esperam que a gente ataque.

—Mas não podemos ficar de braços cruzados! São nossos filhos! – disse Rasalas.

—Eu concordo. Nós temos que fazer alguma coisa. – disse Hermione.

—Sou todo ouvidos, Granger. – debochou Pansy e Draco deu uma risadinha desdenhosa, olhando para Hermione – Como você espera que a gente entre em Hogwarts? Sem sermos vistos. Sem cair em uma armadilha?

Hermione suspirou, cruzando os braços.

—Da mesma maneira que entramos na última guerra. Pela Sala Precisa. – disse Hermione.

—Ela foi destruída, não foi? – perguntou Draco franzindo a testa – Deve estar pegando fogo até hoje, por mérito do Vince.

—Precisamos testar. Mas vamos precisar de alguém que não seja suspeito indo até o Cabeça de Javali...

—Não podemos pedir pra Damian fazer isso pra gente? – perguntou Pansy e todos olharam para ela – Já passou da hora dele contar como contrabandeia pra escola. Ele sabe como entrar e sair, gente.

—Ele não pode contar. Não pra alguém que não seja herdeiro dele. A família é azarada pra não poder contar esse segredo. – explicou Rasalas.

—Alhena não sabe? – perguntou Pansy.

—Mesmo que soubesse, ela não está em condições de contar. – disse Hermione.

Draco suspirou e se levantou.

—Lena. Vem cá. – Alhena largou seus pincéis e veio saltitando de maneira infantil – Lena, você sabe como entrar em Hogwarts? A maneira secreta dos Burke?

Alhena o olhou como se esperasse que ele falasse mais alguma coisa. Depois ela apertou as bochechas dele e começou a tentar brincar com o rosto dele.

—Isso é um não. – riu Pansy.

—Ok, Lena. Volte a desenhar. – pediu Draco, um tanto sem jeito.

—Você deveria perguntar pra ela em sonho. – Sugeriu Luna, que estava observando Alhena desenhar.

—Por que DiLua está aqui? – perguntou Pansy, revirando os olhos.

—O que quer dizer com isso, Luna? – perguntou Hermione, pacientemente. Pansy e Draco reviraram os olhos, impacientes, mas Rasalas se dispôs a ouvir.

—Draco e Alhena tem um en. – explicou ela – Eles tem uma conexão mágica que nenhum de nós tem.

—Você é completamente biruta. – ralhou Draco.

—Não era você que achava que Alhena queria te levar pra algum lugar? – perguntou Rasalas – Que era ela quem tinha te deixado sonâmbulo?

—Gente. Foi apenas esperança de que ali dentro ainda existia a Alhena. Eu me deixei levar pela emoção, ok? – perguntou Draco.

—Não custa tentar. – disse Luna.

—Isso não vai funcionar. – riu Pansy – Fala sério.

—Na verdade existem muitos registros sobre a importância dos sonhos. – disse Hermione e Draco a olhou cético – Sobre pessoas que conseguem mandar mensagens para outras, através de sonhos. Houve inclusive um conselho em 1976 para decidir se esse tipo de prática seria considerada magia negra, por estar relacionada com legilimens. Você é um bom oclumente, Draco. Quando você vai dormir, você usa oclumência para não sonhar?

Draco olhou com descaso para Hermione e não respondeu,

—Vamos, Draco. – ralhou Rasalas.

—Eu comecei a usar oclumência depois de ter colocado meu robe em chamas, quando alguém esqueceu de apagar a lareira da sala de visitas. – respondeu ele – Eu poderia ter morrido.

—Por que Alhena iria querer tirar o Draco daqui? – perguntou Pansy.

—Eu tenho uma pergunta melhor, pra onde ela estava tentando te levar? – perguntou Rasalas.

—Pra loja Borgin&Burke, eu acho. – respondeu Draco dando de ombros – Certamente para algum lugar da Travessa do Tranco. – disse ele.

—Você já tentou perguntar pra ela? Pra onde ela quer te levar? – perguntou Rasalas.

—Várias vezes, mas ela nunca responde. Mas podemos deixar meus sonhos com a sua irmã pra lá e pensar num meio de salvar os nossos filhos? – perguntou Draco, carrancudo.

—Eu sugiro fazermos um teste hoje a noite. – disse Hermione – Caso Draco não conseguir se comunicar com ela, nós tentamos outra coisa.

—Por mim, ok. – murmurou Rasalas.

—Oh. Isso mesmo. Vamos seguir o plano da DiLua. Parece sensato. – riu Pansy com desdém – Mas ok. Não são meus filhos mesmo. – adicionou ela, acidamente, antes de se afastar.

Draco soltou um suspiro e olhou para Alhena. Rasalas fez o mesmo e se levantou.

—Vamos tomar um café, Hermione?

—Vamos. – respondeu ela – Draco. – o loiro a olhou com seu típico olhar de descaso – Eu nunca achei que fosse achar alguma qualidade em você... mas o carinho que você tem por ela é realmente muito lindo.

Rasalas imaginou que o amigo fosse dizer algo espinhoso, mas ele apenas suspirou e concordou com um aceno triste de cabeça, para em seguida voltar a encarar Alhena.

Ele e Hermione se encararam e então começaram a se afastar dos dois.

—Como está a sua neta? – perguntou ela. Rasalas suspirou.

—Virgo... o nome dela é Virgo. – murmurou tristemente – Ela mora em Moscou agora, com aquele casal gente boa... eles vão cuidar bem dela.

—Bem... com ela lá, é uma preocupação a menos... você pode focar somente em seus filhos, não é?

Concordou com um aceno de cabeça e suspirou longamente.

—Estou muito preocupado. – confidenciou. Hermione se abraçou, concordando.

—Eu também. Tenho dois filhos lá. – murmurou ela – Gina está desesperada.

—Bem... ninguém mandou ela se casar com o herói do mundo bruxo. – resmungou.

—Estou sentindo algum rancor? – perguntou Hermione e Rasalas corou de leve.

—Não. Claro que não. Foi só uma piada.

—Você nunca superou o fato de Gina gostar de Harry quando namorava você, não é? – perguntou Hermione com um sorrisinho – Doeu em seu ego enorme.

—Ele só era famoso e relativamente bom no quadribol, fala sério. – ralhou Rasalas.

—Relativamente? – perguntou Hermione com um sorrisinho.

—Apenas relativamente. – concordou Rasalas, fazendo a amiga sorrir.

—Tive saudades dos nossos papo, Ras. – confessou ela, enquanto entravam na cozinha – Tinha anos que não conversávamos e agora nos vemos todos os dias.

—Sim. Daphne ainda tem ciúmes de você. – riu Rasalas pegando a garrafa de café.

—Rony também tem ciúmes de você.

—Sério? Não dá pra notar. – riu ele com sarcasmo, servindo um pouco de café para Hermione – Ronald sempre foi muito ciumento. – riu ele.

—Sim. Você também. – riu Hermione – Acho que faz parte... mas... me diga... o que aconteceu entre a sua irmã e Malfoy?

Rasalas se serviu de café e suspirou.

—Melhor sentar. É uma longa história... – resmungou Rasalas.

Notas finais
Eeeeita! Será que teremos mais um casamento? =P HSuahsuahsuaSUHAUhs Aiai... esse capítulo foi muito divertido =P Estão mais calmas? Dei um susto em vocês? uahsaushaus Bem. Vamos às últimas prévias de Legacy? Sim, porque não teremos prévia pro último capítulo =P Vai ser tudo SURPRESA! The Treta Has Been Planted! "-Ok. É como eu disse. Eu posso esperar. Uma vida inteira se for necessário. Eu vou viver a minha vida e você a sua, mas pode ter certeza que nosso destino vai ser voltar pra cá, pra esse momento, Draconis. – Rose se aproximou um passo e ele engoliu em seco." Hehehe Prévia 2 *Draco Sonhando* "-Eu não quero ser sua esperança de um final feliz, Draco... mesmo que eu consiga voltar, eu não sou mais aquela pessoa por quem você foi apaixonado. Eu me tornei alguém muito mais... —Amarga? Frustrada? Quebrada? Confusa? Complicada? Eu também. – murmurou enquanto andavam juntos – Quem você ia escolher? – perguntou para ela." Prévia 3 "-O que você vai fazer? – perguntaram Cerce e Gale ao mesmo tempo, enquanto Prim esbugalhava os olhos. —Não! Dido, não! Não faz isso. – pediu Prim. Dido respirou fundo e se virou muito rápido. Albus estava acostumado a duelar, mas não se moveu. Sabia o que ela iria fazer." Eeeita Prévia 4 "-Vamos para a Torre da Grifinória primeiro. – disse Rose – De lá nós vamos para a Sala Precisa. —Deveríamos ir logo... – começou Scorpius. —Estamos nos preparando para uma fuga estratégica há tempos. – cortou Rose – Eu tenho ajudado a treinar um grupo grande de alunos da Grifinória, Lufa-Lufa e Corvinal. —Estava? – perguntou Scorpius, surpreso. —Eu precisava parar de pensar em você. Você virou o paizão do bebê do meu primo. Eu criei um grupo avançado de duelos. – riu Rose e Scorpius a olhou surpreso. —Eu te amo. – riu ele." Grifinória sendo Grifinória ahsuahsu Pois é. QUATRO prévias Eu quero comentários Muitos comentários; É O FODENDO PEUNÚLTIMO CAPÍTULO! ENTÃO COMENTEM!!!!!!! Beeeeijos!