Notas iniciais
Verdades serão ditas nesse capítulo... Olá, amores! Me desculpem, não consegui postar ontem. Problemas técnicos hehehehehe Mas cá estou eu. Espero que gostem do capítulo! Beijos!^^ Titia ama vocês! Ps.: Acho que não vai precisar de lencinho nesse não kkkkkkk xD *editado depois das 15h, usando o pc do chefe sem ele ver... ashaushaus se tiver 10 comentários, vai ter capítulo bônus!!! =D

Capítulo 40

—Eu estou apaixonado, papai... e eu sei que você não gosta, mas... mas eu gosto dela pra valer! – disse se olhando no espelho – E seria muito importante pra mim o senhor dizer que... que está feliz por mim. Eu nunca gostei de ninguém desse jeito. Ela é especial. Eu sei disso. Por favor... por favor... diz que aprova. Pelo ao menos se permite conhecer ela. Eu sei que o senhor iria adorar a Rose. Ela é inteligente, bonita, popular. Ela joga quadribol! É uma excelente artilheira! E ela é tão... tão perfeita! – disse sorrindo e pensando na possível futura namorada – É... acho que está bom. – disse sorrindo. Scorpius terminou de arrumar os trajes bruxos. Hoje seria o filhinho perfeito. Usaria roupas bruxas, seria super comportado. Super educado com todo mundo, principalmente com tia Lena. Até penteou os cabelos para trás, pra ficar ainda mais parecido com seu pai. Se olhou no espelho e sorriu para seu reflexo, com aprovação. – Eu sou muito lindo. Devia até ser crime ser assim. – disse rindo. Ajeitou ainda melhor a gravata e respirou fundo – Quando eu voltar pra Hogwarts, eu vou ter a benção do meu pai para namorar a Rose e então eu vou encarar o pai dela e vou falar que ela é a garota mais maravilhosa daquela escola... e eu vou parar de me agarrar às escondidas com a Lyra e com a Cerce também... – disse com um sorrisinho – Depois do natal eu vou ser só da Rose. Da minha Rose Weasley. – riu fazendo pose no espelho. Respirou fundo e esfregou as mãos uma na outra – Vamos lá. Hora de encarar o velho.

Se virou e saiu de seu quarto. Desceu os lances de escadas e foi até o escritório dos Herdeiros. Seu pai não estava ali, então soltou um muxoxo. Estava para sair, quando se interrompeu e olhou os retratos.

—Então, galera... o Diretório Puro Sangue foi dissolvido pelo Ministério da Magia, apesar de algumas famílias insistirem em falar que são do Diretório ainda assim... – Scorpius deu um sorrisinho e encarou seu avô Lúcio, em especial, que tinha morrido no Ministério, no mesmo dia que sua mãe – Eu vou namorar uma mestiça... e sabe-se lá com quem eu vou me casar... acho melhor se prepararem.

Os quadros o olharam com visível desgosto e ele riu achando graça. Deu de ombros e se virou para a porta. Onde seu pai estaria? Talvez no próprio quarto. Subiu as escadas novamente e foi andando em direção ao quarto do pai. A porta estava entreaberta, então imaginou que poderia entrar sem problemas. Queria falar com ele para que não se atrasassem para o jantar. E quando voltassem pra casa, falaria sobre seu romance com Rose Weasley.

Estava para abrir a porta quando viu que seu pai estava sentado na cama, segurando um vestido verde esmeralda. Recuou um passo, sentindo que tinha feito algo muito errado ao entrar ali.

[n.a — Link da música > https://www.youtube.com/watch?v=syscaKUeSOo ]

—Feliz aniversário de casamento, meu amor... – murmurou ele. Scorpius piscou se lembrando que seus pais tinham se casado no dia 26 de dezembro. Suspirou apoiando as costas na parede e colocando as mãos nos bolsos – Eu... eu fiz algo meio idiota pra você... – disse seu pai com uma voz meio acanhada – Eu... eu espero que goste. – ouviu o pai suspirar e espiou novamente, curioso – Eu não canto bem como o Damian, então... então me desculpe se não ficou tão bom, mas... mas eu me esforcei pra fazer algo bonito pra você... Eu me atrapalhei bastante com as rimas... eu realmente não sou um bom compositor... mas... mas eu fiz o meu melhor... – Scorpius franziu a testa, curioso – Bem... hum... onde está a caixa de música? – escutou seu pai andar pelo quarto e voltou a se esconder, levemente constrangido, sabendo que não deveria estar escutando aquilo. Escutou uma melodia ecoar pelo quarto. A melodia de um piano. Espiou novamente e viu que seu pai estava tocando, mas havia uma melodia a mais, que vinha da caixinha de música que um dia fora de sua mãe. – Eu espero que goste, meu amor... eu fiz de coração... – murmurou seu pai. Piscou surpreso e sorriu, se perguntando se deveria sair, mas a curiosidade bateu mais forte. – “Sei que foi... rápido demais e não... pude evitar... nem consegui dizer adeus... – seu pai respirou fundo – Tão perto e no mesmo segundo, distante... diante os meus olhos... forçado a ver você partir... – engoliu em seco – Busco a paz... – seu pai parou de tocar por um segundo, como se estivesse juntando fôlego – Dentro de mim te encontro a todo momento... onde for sempre estará em meu pensamento... Buscando paz... te encontro quando busco a paz... – seu pai se calou, tocando o piano de maneira triste – Entender... que a tua voz... se foi... e o que sobrou... somente o sol que em tuas mãos... brilhou... o raio que nos tornou. Do mal uso eu fiz e a minha própria luz eu perdi... busco a paz. – então seu pai pareceu cantar com mais sentimento... com se antes ele estivesse um tanto incerto, mas agora estivesse seguro de si – Dentro de mim te encontro a todo momento. Onde for, sempre estará em meu pensamento. Buscando paz. Te encontro quando busco a paz... Perseguição ardente... chama implacável. A luz perfura o caos, disparo iluminado... buscando paz... te encontro quando busco paz... – então ele cantou mais baixo, visivelmente triste. – Dentro de mim te encontro a todo momento. Onde for, sempre estará em meu pensamento. Buscando paz. Te encontro quando busco a paz... Perseguição ardente... chama implacável. A luz perfura o caos, disparo iluminado... buscando paz... te encontro quando busco paz...” – e então ele parou de cantar e o silêncio tomou o quarto – Eu sinto tanta a sua falta, Astoria...

Scorpius sorriu triste, sentindo muita falta da mãe. Abriu a porta e seu pai e virou, surpreso e fungou, limpando a bochecha com as costas das mãos.

—Ficou do caralho. – disse com um sorriso. Seu pai corou e fez uma careta.

—Ficou uma droga... eu deveria ter pedido ajuda pro Damian... – resmungou seu pai, completamente constrangido.

—Se a mamãe tivesse ouvido ela teria chorado muito. Ela com certeza teria adorado, pai. – riu Scorpius. – Que vestido é esse ai? – perguntou apontando para a cama. Seu pai soltou um suspiro e colocou as mãos nos bolsos, constrangido.

—Quando eu... quando eu pedi sua mãe em casamento... ela estava usando esse vestido. – murmurou constrangido – Quantas horas? Estamos atrasados?

—Estamos com uns minutos ainda. – garantiu Scorpius indo até o piano – Temos tempo pra você me ensinar a tocar a música da mamãe. – disse o olhando com um olhar pedinte... Rose Weasley poderia esperar um dia... Seu pai sorriu pra ele e concordou.

—Bem... era pra ser um segredo meu e da sua mãe... mas como o senhor intrometido fez o favor de escutar... – seu pai se sentou ao seu lado e engoliu em seco – Scorpius...

—O que?

—Você alguma vez já duvidou do quanto eu amei a sua mãe? Do quanto eu ainda amo ela?

—Não. – respondeu olhando o pai com afeição – Eu sei que você amou a mamãe... e que ainda é completamente apaixonado por ela. – disse sorrindo – Quando se deu conta que gostava dela?

Seu pai desviou o olhar e suspirou.

—Quando... quando ela passou a me desprezar... pelas minhas escolhas erradas... – murmurou ele, tristemente – Mas eu só fui ver o quanto eu realmente amava a sua mãe... o quanto ela era absolutamente importante pra mim quando... – ele suspirou – Quando Alhena... – seu pai engoliu em seco.

—Pai... o que aconteceu entre você e a tia Lena? – perguntou Scorpius. Seu pai fechou os olhos parecendo cheio de dor – Draconis é meu irmão ou não é?

—Não é simples assim, Scorpius... – murmurou seu pai tocando uma melodia simples no piano – Quando... quando eu me casei com a sua mãe eu... – ele engoliu em seco – Eu amava a Astoria. Mas... mas havia uma parte de mim... que ficava se perguntando se ela era a pessoa certa pra mim... naquela época eu... eu pensei em terminar com ela, porque... – Scorpius olhou surpreso para o pai – Eu também amava sua tia Alhena. Nós éramos muito amigos. Ela era minha melhor amiga. Nós tínhamos um carinho e uma cumplicidade um com o outro tão... tão diferente de tudo o que eu já tinha experimentado. Sem falar que... hum... – seu pai soltou um suspiro – Bem... nós tivemos um momento juntos, eu e sua tia Lena... antes da sua mãe. – seu pai suspirou – Que eu nunca esqueci... Acho que... bem, de todo modo. – seu pai franziu a testa – Eu e sua tia Lena éramos muito próximos e eu e sua mãe entramos em crise, porque ela não conseguia engravidar e... – seu pai soltou um suspiro triste – Sua mãe fez uma coisa que me magoou muito. Muito mesmo.

—O que?

—Ela fez uma poção de esterilidade, pelas minhas costas... e tomou sem me avisar.

—E como raios eu nasci?!

—Ela errou ao fazer a poção. Astoria nunca foi boa em poções. – seu pai respondeu – Eu fiquei furioso com ela, ainda mais porque tivemos que correr pro Mungus. Ela quase se envenenou. – ele soltou um muxoxo – E quando a gente voltou pra casa, eu fiquei furioso e a gente teve uma briga feia. E depois disso só piorou, porque ela tentou de novo... ela foi na loja do seu tio Damian, pra comprar uma poção pronta, mas seu tio não quis vender, por respeito a mim... mas... – Scorpius viu seu pai suspirar – Seu tio Damian tinha acabado de trair sua tia Lena... e Astoria escutou ele conversando com a amante dele.

—A mãe da Rose?

—É. – respondeu seu pai – E então sua mãe contou pra Alhena sobre o caso do Damian, Alhena saiu de casa e largou ele... e na época, sua mãe confessou pra mim que tinha tentado comprar a poção e que ela iria tomar, eu gostando ou não. Então eu... eu cansei, sabe? – perguntou ele parecendo envergonhado – Eu ainda não sabia do que tinha acontecido entre Alhena e Damian. Eu nem sabia que ele estava tendo um caso... mas quando Astoria foi embora, Alhena veio e me pediu teto... e é claro que eu disse que ela poderia ficar o tempo que julgasse necessário... – seu pai suspirou de novo – E então eu comecei a pegar os papéis do divorcio, lidar com a burocracia, fazer meu inventário, para deixar uma boa quantidade de ouro pra sua mãe, afinal ela estava acostumada com toda a mordomia... Enquanto isso, eu e Lena procuramos conforto um no outro.

—Nos quadris um do outro? – perguntou fechando a cara.

—Não... apenas conversamos muito... – murmurou seu pai ainda tocando uma melodia triste – E então eu comecei a ter dúvidas. Castor e Pólux eram dois garotinhos pequenos e eu me apeguei horrores aos dois... eu queria aquela vida, sabe? Com Alhena e crianças... eu comecei a pensar que eu queria Alhena como minha esposa... e sugeri isso algumas vezes, mas... mas sua tia nunca amou outra pessoa que não fosse o Damian... – e Scorpius notou alguma mágoa na voz do pai quando ele disse aquilo – Mas então ela descobriu que Damian ainda estava transando com a mãe da Rose... e ela meio que quis... – seu pai revirou os olhos – Pra falar a verdade, eu não faço a menor ideia do que ela queria... mas nós começamos a beber e ficamos muito, muito bêbados... e então... – ele deu de ombros e Scorpius entendeu – Eu quis ficar com ela. Eu pedi pra ela ficar comigo. Eu pedi pra ela largar o Damian, mas... mas ela estava confusa e... – seu pai suspirou – E então Damian foi sequestrado. Enlouqueceu por conta de ter recebido um monte de maldições cruciatus... e depois foi parar em Azkaban... Acho que Lena se sentiu culpada por ter dormido comigo... então ela voltou pra ele e... e descobriu que estava grávida... – Scorpius viu seu pai suspirar – Eu estava pronto pra deixar sua mãe se Alhena me pedisse. Mas ela deixou claro que ela ficaria com ele... mas... mas eu não queria que meu filho fosse um bastardo. Eu não queria que ele fosse um intruso naquela casa... e principalmente... eu tive muito medo de perder a amizade do Damian... ele era louco pela Lena, mas eu traí a confiança dele assim mesmo... – seu pai suspirou – Sem falar que Alhena se sentiria culpada pelo resto da vida... e eu não sabia de Rose Burton, na época. Tudo poderia ter sido diferente se eu soubesse. – Seu pai suspirou de novo – Então eu invadi a casa deles e apaguei a memória dos dois. Eu os fiz esquecer que Alhena estava grávida de mim... eu fiz Alhena esquecer a nossa amizade. Eu a fiz esquecer de mim... mas alguma coisa neles... alguma coisa ficou... Porque eles nomearam Draconis em minha homenagem, eles me pediram para ser o padrinho dele... eu não sei o que deu errado no meu feitiço... talvez fosse porque eu não queria fazer com que ela se esquecesse de mim... – Seu pai parou de tocar e suspirou – Mas eu decidi desistir de Alhena e tentar com a sua mãe... e essa foi a melhor decisão que eu tomei na vida, Scorpius. Isso me deu você. – disse seu pai sorrindo, mesmo que ainda parecesse meio abatido. Scorpius sorriu baixando o rosto e seu pai lhe deu uns tapinhas no ombro – Eu amei a sua mãe. De verdade. Eu não me arrependo de ter escolhido ela. Algumas vezes eu me pergunto como teria sido com Alhena... mas... mas é só me lembrar que eu não teria você em minha vida que eu paro de pensar nessas bobagens... eu tomei todas as decisões erradas na minha juventude... mas você foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido. Sua mãe me ensinou a amar e a ser amado de verdade e me deu o melhor presente de todos. Você...

—Pare com isso ou eu vou chorar feito um mané. – ralhou Scorpius olhando pra cima.

—Bem... você me fez chorar feito um mané uns meses atrás. – ralhou seu pai – Vem cá. – riu ele o abraçando e bagunçando seus cabelos.

—Não! Pai! Demorou um tempão...! – mas estava rindo. Seu pai deu uma gargalhada e os dois se abraçaram – Eu te amo, paizão.

—Eu também te amo, filho. – riu Draco, parecendo imensamente feliz.

Basicamente como eu me sinto agora.

—Então... imagino que eu não devo contar pra ninguém sobre isso.

—Óbvio que não. – riu seu pai – Principalmente pro Draconis. Não conte pra ele. Nunca.

—Ele merece saber, não acha? Tio Damian tá pra morrer... não seria legal ele saber que ainda vai ter um pai? – perguntou sem sentir ciúmes do meio irmão. Mas seu pai negou com a cabeça.

—Não. Eu prometi pro Rasalas que eu nunca iria contar...

—Tio Ras sabe? – perguntou surpreso.

—Sim... ele descobriu. Não vi sentido em mentir pra ele... – murmurou seu pai – Por favor, não conte pra ninguém. Nem pra Albus. Ok?

—Ok. – riu Scorpius. Então ele se virou para o piano e tentou tirar as notas de ouvido – Dentro de mim te... te encontro a todo momento... onde for sempre estará em ...meu pensamento... – murmurou tentando imitar, mas saiu terrivelmente tosco. Seu pai deu um sorrisinho e tocou o refrão.

—Dentro de mim te encontro a todo momento. Onde for sempre estará em meu pensamento... Buscando paz... te encontro quando busco a paz... – cantou seu pai, tocando nas teclas de marfim.

—Esse refrão ficou simplesmente perfeito, pai.

—É... eu acho que sim. – riu seu pai olhando para a caixinha de música – Eu acho que sim...

*

—Mas o uniforme de lá é tão lindo! – disse Cerce admirando o uniforme de Draconis – Como é o uniforme feminino?

—Eu não sei. – murmurou Dido – Nosso uniforme é tão sem graça perto desse.

—Eu não quero que o Drac estude em outro colégio! – ralhou Prim, emburrada.

Draconis suspirou, deitado na cama, com os trajes bruxos. Rose estava ao seu lado e parecia profundamente triste.

—Eu não entendo... por que sua mãe não quis mudar de ideia? Ninguém mais está mexendo com você, não é? – perguntou Rose. Desviou o olhar, sem querer falar os reais motivos. Esperava que sua mãe não comentasse com ninguém.

A porta se abriu e todos viram o pai entrar.

—Ei, vamos? – perguntou ele. Draconis se levantou num salto, preocupado.

—Papai! O médico disse que o senhor não pode ficar de pé. – ralhou o garoto – Eu vou ter que te pegar no colo?!

—Deixe o que restou do meu ego em paz. – riu seu pai sem parecer preocupado.

—DAMIAN BURKE?! VOCÊ QUER MORRER?! – gritou sua mãe no corredor e todo mundo riu da careta que o pai fez.

—Draconis vai me levar no colo. – disse seu pai fazendo careta.

Sua mãe entrou no quarto com a cadeira de rodas e obrigou seu pai a se sentar.

—E fique ai, mocinho! – ralhou ela.

—Eu não consigo andar nesse troço. Eu prefiro ficar de pé! – resmungou seu pai.

—Eu te empurro por ai, paizão. – riu Draconis empurrando o pai na cadeira de rodas. Recebeu um olhar gelado de sua mãe, que se virou e foi para a sala.

—Vamos. Vamos todos. Para a lareira. – disse ela. Soltou um muxoxo e foi empurrando seu pai.

—O que aconteceu com a sua mãe? – perguntou seu pai.

—Eu... briguei com ela. – resmungou – Não quero ir pra Durmstrang.

Seu pai soltou um suspiro e falou baixinho.

—É o melhor pra você, Draconis. Ninguém vai implicar com você lá.

—Ninguém implica comigo em Hogwarts... – resmungou Draconis.

—Nós dois sabemos que isso é mentira. – disse seu pai, fracamente.

—Não é justo! – resmungou Draconis – Eu não quero estudar lá.

—Mas eu espero que se esforce, filho. A mensalidade lá é uma fortuna. – disse seu pai com um sorriso fraco. Draconis soltou um muxoxo e entrou na fila para entrar na lareira.

Quando seus irmãos entraram, ajudou seu pai a se levantar e juntos os dois pularam nas chamas. Foram parar na sala de Navi, que o esperava com seu típico sorrisinho no rosto. Baixou os olhos, triste, sabendo que ficaria muito tempo sem ver aquele sorrisinho irritante de novo.

Sua mãe conjurou a cadeira de rodas de seu pai, mais uma vez e Draconis o ajudou a se sentar.

Foi para o sofá e Navi se sentou ao seu lado.

—Que cara é essa, cara? – perguntou Navi – Tá com saudades do Loto, seu amigão que foi pra Rússia? – perguntou Navi. Draconis piscou surpreso e olhou para o primo – Ou está zangado porque não tem com que drogar aqui? – perguntou o primo num sussurro

—Do que está falando? – perguntou sussurrando. Navi sorriu e se levantou.

—Pro meu quarto, ok?

Draconis soltou um muxoxo e concordou. Se levantou e saiu para o quarto. Navi fechou a porta e o encarou com os olhos censuradores.

—O que raios está acontecendo, Draconis? O que você fez e o que anda fazendo?

Draconis se jogou na cama do primo e soltou um muxoxo.

—Ok. Eu vou falar, afinal... – Draconis suspirou – Eu provavelmente não vou te ver de novo tão cedo...

—Como assim?! – perguntou Navi franzindo a testa.

**

—Finalmente um jantar sem confusões. – riu Draco se escorando na parede. Alhena se virou e o olhou. Ele estava muito bonito, como sempre. Estavam só os dois na cozinha ela se sentiu desconfortável com isso. Desde o último verão o estava evitando. Ao menos de ficar completamente sozinha com ele.

—Sim... tudo foi bem tranquilo. – murmurou ela, com os olhos baixos.

—Draconis já sabe que vai mudar de escola? – perguntou Draco se aproximando.

—Sim. – Respondeu ela abrindo a janela para respirar o ar da noite.

—Não acha que deveria esperar o ano terminar, pelo menos? – perguntou Draco – Eu acho que ele precisa mesmo sair de Hogwarts... mas se ele quiser ficar na escola...

—Ele não é seu filho, Draco. Não é você quem decide isso! – disse de uma vez, ignorando o modo meio magoado que ele a olhou – Você não faz ideia de como é passar pelo o que eu e Damian estamos passando! – disse ela se abraçando – Draconis está... está fazendo uma merda atrás da outra.

Draco suspirou e colocou a mão em seu ombro.

—Ele é meu afilhado, Lena... eu entendo. – murmurou ele. – Mas eu acho...

—Draco. – cortou ela – Estavam abusando dele.

—Eu sei... – murmurou Draco – Mas talvez ele tenha resolvido isso sozinho. Você falou com ele sobre isso?

—E não é apenas isso. – disse baixando o tom de voz. Draco olhou para a porta e a encarou curioso.

—O que houve?

—Sabe o incidente em Hogsmeade? – perguntou. Ele concordou com um aceno de cabeça – Draconis estava lá...

—Muitos estavam. Scorpius estava também. – disse ele franzindo a testa.

—Não de capa e máscara. – murmurou decepcionada com o filho. Draco piscou e então pareceu compreender – Ele está fazendo as amizades erradas, Draco.

—Ele está se envolvendo com a causa puro sangue e você resolve isso querendo colocar ele na Durmstrang? O colégio mais elitista do mundo? – perguntou ele.

—Sim. – respondeu ela – Eu sei que parece controverso, mas... – ela suspirou – Eu joguei as cartas. É o melhor lugar pra ele ir. Não é tão longe quanto as outras academias e ele não vai ficar preso em casa.

Draco soltou um muxoxo.

—Talvez Beauxbatons seja uma opção melhor... – murmurou ele.

—Eu também acho, mas Damian não quis colocar Draconis lá. Sem falar que eles não aceitam mudanças no recesso do natal... ele teria que ir só no sétimo ano e teria que prestar os N.O.M.s de novo e demoraria um ano a mais para se formar. – resmungou contrariada.

—Entendi. – murmurou ele – Você pendurou ele pelos calcanhares, pelo menos? Pela idiota ideia de usar capa e máscara? – perguntou Draco com um sorrisinho.

—Eu bati nele, Draco! – disse se sentindo um monstro – Eu dei um tapa no meu filhinho! – murmurou com o coração apertado. Draco deu uma risadinha.

—Seu filhinho não é um garotinho confuso. – riu ele – Ele tem quase um e oitenta de altura, é forte que nem o seu irmão e.... e bem, ele não é um garotinho. – adicionou ele.

—Pra mim ele sempre vai ser um garotinho. Um garotinho que eu carreguei no colo. – murmurou ela – Draconis sempre foi tão calmo. Desde bebê. Ele foi o bebê que menos chutou. Ele chorava tão pouquinho... até pra mamar ele era gentil, ao contrário de todos os outros bebês que sempre foram agitados... – Draco deu um sorriso orgulhoso, mas em seguida desviou o olhar – Eu não acredito que ele, logo ele, está se metendo com esse tipo de coisa... – soltou um suspiro triste e Draco a olhou com um sorriso gentil – Isso é influência do meu pai. Ele vai escutar quando voltar de viagem.

—Por que ele não veio? – perguntou Draco.

—Mamãe disse que eles resolveram ficar mais umas semanas. – disse ainda angustiada com o comportamento do filho. Draco concordou com um aceno de cabeça e suspirou.

—Ei. Não fique assim, ok? – perguntou ele – Draconis é um bom garoto. Você quer que eu fale com ele? – perguntou seu amigo – Eu já fiz umas merdas dessas quando eu tinha a idade dele.

—Era diferente, Draco. Você foi coagido! – disse cruzando os braços.

—É... mas no início eu achava o máximo. Eu achava que não tinha nada melhor do que seguir o Lorde das Trevas. Eu achava uma honra... só depois eu fui ver, que eu fui notar... o quão podre tudo aquilo era... e eu precisei causar a morte de uma garotinha pra realmente entender isso... – Draco a puxou e a abraçou de leve – Eu converso com ele, ok?

—Ok. – murmurou ainda preocupada com as coisas que Draconis fazia.

Draco respirou fundo e a soltou.

—Eu preciso te perguntar uma coisa. – murmurou ele. Alhena o olhou curiosa – Ainda está desconfortável comigo, por conta das coisas que eu... hum... falei pra você, durante o último verão? – perguntou ele. Corou de leve e desviou o olhar dele. Draco colocou as mãos nos bolsos e suspirou – Eu sinto muito pela minha falta de compostura. – murmurou ele – Eu espero que isso não venha a abalar a nossa amizade... – murmurou ele – Eu não pretendo passar uma rasteira no Damian. Ele é meu amigo, sabe?

Alhena sorriu e concordou olhando Draco nos olhos.

—Eu sei que você nunca faria isso.

—Sabe? – perguntou Draco, com um sorrisinho.

Alhena riu desviando o olhar.

—Só você pra me fazer rir nessa minha situação, Draco... – murmurou dando de ombros.

Draco se aproximou um passo e lhe acariciou o queixo.

—Ei... se algum dia precisar de um abraço, ou de alguém pra conversar... alguém que não seja o seu irmão, ou... sei lá... Daphne... – ele a olhou nos olhos e ela sentiu o estômago dar um salto – Sabe que pode contar comigo, não é?

Sorriu para ele e concordou.

—Sei. Sempre pude contar com você, Draco... desde... – e então se calou com a cabeça doendo.

Aquela pressão horrorosa que sentia sempre que tinha uma visão. Se viu muito jovem, na cama, em Hogwarts, enrolada numa toalha... e não era Damian quem lhe oferecia uma caneca de chocolate quente. Era Draco. Mas então tudo girou e um comensal de Morte lhe apontou a varinha.

—Obliviate!

Piscou com força, voltando à realidade. Estava sentada numa cadeira e Draco a olhava preocupado.

—Está tudo bem? – perguntou ele.

—Sim... só... – pressionou a têmpora, sentindo a cabeça doer – Não foi nada. – riu sem jeito – Essas visões que aparecem vez ou outra, sabe?

—O que você viu?

—O passado... – disse franzindo a testa – Mas... mas um passado diferente. – adicionou confusa – Vi nós dois numa cama... você me oferecendo um chocolate quente, mas... mas eu não lembro disso...

Draco sorriu e segurou suas mãos.

—Você está cansada e passando por muito stress, Lena... é só isso. – riu ele – Você deveria ir pra casa, para descansar.

—É... acho que... acho que você tem razão... – murmurou ainda pressionando as têmporas. Foi quando escutaram alguém dar umas batidinhas na porta. Os dois se viraram e viram Rose os olhar meio sem jeito.

—É... desculpa... eu... eu estou atrapalhando? – perguntou a garota.

Alhena sorriu para ela e negou com o rosto, fungando de leve.

—Oh, não. Não se preocupe. – disse calmamente. Rose se aproximou e a olhou parecendo preocupada.

—Madame Alhena, a senhora está bem? – perguntou ela.

—Claro, querida, eu estou. Eu só tive uma visão... só isso. – murmurou ela.

Rose concordou com um aceno de cabeça.

—Estamos passando por um momento difícil. A senhora deve estar cansada... deveria se deitar um pouco. – disse a menina a olhando com preocupação. Se lembrava de uma época em que não suportava a presença dela, mas agora realmente a amava de maneira maternal, apesar de não saber demonstrar isso. Então sempre tentava ser o mais amável possível com ela.

—Você tem razão... eu acho que vou me deitar um pouco.

—Ok... Sr. Malfoy. Eu posso conversar um pouco com o senhor? – perguntou Rose. Draco a olhou curioso e concordou com um aceno de cabeça.

—Sobre?

—Hum... sobre umas coisas que eu vi na minha aula de adivinhação. Eu queria sua ajuda como alquimista em um assunto.

Draco olhou para ela parecendo surpreso, mas em seguida suspirou.

—É claro. No que posso ajudar?

Notas finais
Eu estou com muita pressa! Então não vou escrever muita coisa, porque eu já tenho que sair! Beeeijos^^