Legado Lestrange II - Legacy
6 50 Reasons to Fuck
Notas iniciais

Capítulo 6
—Damian, voxê extá muito bêbado. – riu Rasalas com o braço ao redor de seus ombros.
—Uhum... voxe também... – riu Damian, cambaleando. Draco estava muito bêbado também, dançando ao redor do poste, enquanto cantava.
— Haaate me, doooo it and doooo it agaaaaain! Waste mee, raaaape me, my frieeeend! – cantava ele.
—Que raioss de música é essa? – perguntou Blair, rindo de se acabar.
—Nirvana? Draco Malfoy cantando Nirvana? Meu mundo caiu. – riu Rasalas. Draco se apoiou no poste morrendo de rir, com a garrafa de Mel de Salamandra de Fogo na mão.
—Aaaah... a música trouxa é um lixo, masss é boa. – riu ele – Voxê ignora o sssentido e canta. Afinal... qual o sentido de: Buddy you're a young man hard man. Shouting in the street gonna take on the world some day. You got blood on your face. You big disgrace. Waving your banner all over the place... We will, we will rock you.
—Significa que alguém não está nenhum pouco feliz? – perguntou Blair, ainda rindo.
Draco sorriu abraçando o poste, completamente bêbado.
—Cara... faz doisss meses que eu não transo. Eu vou trepar com alguém hoje, nem que tenha que pagar alguém pra issssso. – resmungou ele.
—Eu concordo com a parte de transar. – riu Blair.
—E eu quero foder uma trouxa. – riu Draco escorregando até o chão, com as costas no poste. Damian o olhou chocado.
—Está louco? Com uma trouxa? – perguntou surpreso. Blair o olhava quase enojado e Rasalas não parecia nem ter ouvido. Estavam andando por uma rua movimentada e trouxa, com as pessoas rindo deles por estarem muito bêbados.
—É. Uma foda bem gostosa, suja e selvagem com uma garota trouxa. É disso que eu preciso. – riu Draco ficando de pé com algum esforço, se apoiando no poste de novo – Ah. E uma bem peituda e gostosa, pra não me lembrar nem um pouquinho a Astoria. Uma ruiva ou loira... talvez negra. Nunca fodi uma negra...
—Você não daria conta do recado. – garantiu Blair pegando a garrafa dele e tomando do gargalo.
—E você, Rasalas? Por que não manda uma coruja pra Parkinson. Aposssto que ela não iria se importar de brincar de esfregar os quadris em você. – riu Draco.
—Eu... eu não sssei... – murmurou Rasalas – Eu não tenho vontade de transar com outra mulher que não seja a minha.
—Não estou vendo aliança nesse seu dedo. – murmurou Blair se apoiando em Draco, que quase caiu no chão.
—Mas eu ainda sou casado. Enquanto o sobrenome de Daphne for... – ele engoliu pegando fôlego e Damian sorriu da embriaguês do amigo. Rasalas tinha sido o que menos tinha bebido, mas ele não era nada forte com bebida – Lessstrange... ela vai ser a minha esposa, gooxxxtando disso ou não.
—O mesmo vale pra Lena. – murmurou Damian – Ah... que saudades da minha Lena...
—Ah, não. Não vamos começar com isso de novo, Damian. Vamos. Vamos procurar algum lugar pra ir. – resmungou Blair.
—De preferência um lugar onde tenham mulheres rebolando em frente a um poste. – brincou Draco. Ele imaginou que ele estava brincando. – Vamos todos arrumar umas mulheres bonitas hoje!
—Draco. Você é uma vadia. – riu Damian.
—Eu já excutei isso algumas vezes. – riu Draco levantando a garrafa e dando um gole.
—Eu não sei se consigo fazer isso... – resmungou Damian. – Quanto tempo vou ficar me sentindo um lixo antes de ficar numa boa?
—Pansy me respondeu essa quando eu e Daphne brigamos. – riu Rasalas – Exatamente 10000 bebidas, seja lá quanto tempo levar.
—Eu estou trabalhando nisso então. – riu Draco bebendo mais um gole.
—Isso é ridículo. – ralhou Damian – Eu penso que é metade da duração do relacionamento. O que significa que vou ficar... o que? Dois anos na fossa?
—Prefiro pensar que é uma semana pra cada mês de relacionamento. – murmurou Rasalas – Quantas semanas isso dá?
—Vocês me dão vergonha. – riu Draco.
—Gente... por favor. – riu Blair – Vocês querem saber mesmo isso? Eu vou explicar. – Blair adquiriu uma pose muito séria e todo mundo prestou atenção nele, mesmo Draco, que não parecia capaz de ficar de pé durante muito mais tempo – Não dá pra medir algo assim em tempo. Há uma série de passos a seguir... – então ele sorriu – da cama dela, até a porta da casa dela. Bang! Fora de lá, chama a próxima!
—Você é nojento, Blair. – riu Damian.
—Não. Não. Vocês estão todos errados. – riu Draco – Não existe um tempo certo. – ele se apoiou em Blair e os olhou muito bêbado – É o tempo que você leva até encontrar a pessoa que te ajuda a entrar de volta no jogo. A fossa acaba quando você é capaz de foder um ser humano qualquer sem sentir porra nenhuma. Sem culpa, sem imaginar a outra pessoa... ou qualquer coisa assim... por isso precisamos comer alguém hoje.
—Céus, Draco. Eu estava achando que você falava sério. – riu Rasalas.
—Eu esxtou falando sério!
—Você é uma vadia mesmo. – ralhou Damian franzindo a testa. – Só deveria existir um motivo para dormir com outra pessoa, além de você estar dopado com algum tipo de feitiço ou poção que mexa com seus sentidos. E o motivo... é o amor!
Todos ficaram alguns segundos em constrangido silêncio, mas logo todo mundo, menos Damian, caiu na gargalhada.
—Você é um bobalhão – brincou Draco.
—Podem rir. Eu acredito em amor verdadeiro, ok?
—Eu lembro que você transou com altas gurias no colégio. Cala a boca, Burke. – riu Draco.
—Eu ainda não tinha aprendido sobre amor verdadeiro... e é por isso que eu não vou desistir da Lena e nem vou transar com outra mulher!
Todo mundo riu de novo, o deixando zangado mais uma vez.
—Damian. Eu amo você, mas há vários motivos para se transar com alguém. – disse Rasalas se sentando na calçada.
—Me diga uma! – desafiou Damian.
—Eu digo cinquenta! – riu Draco.
—Não diz nada.
—Digo sim! Primeiro motivo para transar com alguém: machuquei a mão no treino de quadribol e não consigo bater uma punheta. – riu ele.
Todo mundo começou a rir e Damian revirou os olhos.
—Isso é ridículo.
—Não... ele meio que tem razão nessa. – discordou Rasalas – E você já usou essa desculpa com a Lena, porque eu escutei! HÁ!
Damian corou furiosamente e revirou o olhar.
—Viu? – debochou Draco se sentando no chão também. Blair ficou encostado no poste e Damian ficou de pé, sem se dar por vencido.
—Ok! Essa foi uma! Te desafio a falar...
—Eu vou dizer cinquenta! – cortou Draco – Temos sexo de reconciliação, sexo de término, vingança...
—Tédio. – murmurou Rasalas – Sexo por estarem num hotel.
—Sexo por teto. – disse Blair e todos olharam pra ele – Vocês sabem... quando viajam, mas não querem pagar uma estalagem, então vão pra um bar, na intenção de conhecer alguém, transar e ter um lugar pra passar a noite.
—Depois eu sou a vadia... – riu Draco – Mas é válido. Tem o sexo por curiosidade também.
—O que raios seria isso? – perguntou Damian.
—Você sabe... ela é uma mulher muito alta... tipo... com uns dois metros e meio de altura... muito bonita, só que muito alta mesmo... – disse Draco sacudindo a garrafa de leve – E ela está de mini saia... você simplesmente precisa saber como é... eu gostaria de saber como é.
—Draco, você tem problemas... – riu Damian.
—A lua cheia está chegando. – disse Rasalas. Todo mundo olhou pra ele – O que? Era um motivo pra mim.
—Ela ou você fez uma merda muito grande e quer compensar com orgasmos. – sugeriu Draco e todo mundo riu.
—Suas bolas estão doendo. – disse Rasalas – Normalmente porque acabou a lua cheia e você passou a semana sem transar.
—Ela é muuuuuuuito gostosa. – disse Blair.
—Sua esposa não pode engravidar, então você quer descontar a frustração na cama com outra pessoa. – disse Draco – De preferência com alguém que não vai querer que você fique de conchinha depois.
—Sua namorada quer fazer uma experiência a três. – sugeriu Rasalas e todo mundo o olhou boquiaberto.
—Além de curtir anal a Daphne é bi? – perguntou Draco, indignado – Eu definitivamente casei com a Greengrass errada!
—Ela nunca quis... mas é um bom motivo pra transar. – riu Rasalas.
—Eu odeio vocês... – resmungou Damian.
—É seu aniversário! – sugeriu Draco, o ignorando.
—É aniversário de casamento. – resmungou Rasalas – VALEU, DAPHNE!
—É natal. – resmungou Damian entrando na brincadeira.
—Dia dos namorados. – disse Rasalas – Em quantos estamos?
—Dezessete. – respondeu Damian.
—Ela comprou uma lingerie nova! – disse Rasalas.
—Seu amigo contou sobre uma posição nova. Valeu, Blair. – riu Draco.
—Disponha. – riu Blair.
—Ela gastou seu salário com uma joia. – resmungou Rasalas pegando a garrafa de Draco, para dar uma bela golada. – Ela acertou suas bolas sem querer.
—Eu duvido que tenha sido sem querer. – riu Damian – Não depois de escutar vocês falarem todas essas merdas...
—Você estava bêbado. – riu Draco olhando pra Rasalas, ignorando Damian mais uma vez – E tinha um armário dando sopa.
—Vai se foder. – respondeu Rasalas, mas ele estava rindo – Sexo de recaída!
—Está na hora de ter filhos. – resmungou Draco.
—O chá de lua está quase vencendo. – disse Blair e todos concordaram com a cabeça.
—Ela quer te convencer a comprar algo novo. – disse Rasalas.
—Ela vai te pedir algo que você não vai querer fazer. – disse Draco – Você quer conseguir o feito de transar em todos os quarenta e cinco cômodos da casa.
—Conseguiu? – perguntou Blair.
—Yep.
—Nice. – riu o amigo dando um tapa na mão de Draco, que riu convencido.
—Transar para provar um ponto. – sugeriu Blair.
—Como assim? Que ponto? – perguntou Damian.
—Que existem cinquenta motivos pra transar com alguém. – riu Blair e Damian revirou os olhos.
—Começar bem o dia e ir disposto e feliz pro trabalho. – disse Rasalas – E depois transar a noite, pra dormir melhor.
—Transar num lugar público pelo perigo e a adrenalina da coisa. – riu Blair.
—Comemorar que seu time de quadribol ganhou o campeonato. – disse Rasalas – Ou o dela...
—Você acha o namorado dela foi um babaca. – disse Draco – Você acabou de pular da torre de astronomia... – adicionou ele o olhando com um sorrisinho canalha e pegando a garrafa de volta. Damian só lhe mostrou o dedo médio, fechando a cara.
—Os peitos dela são maiores que os da sua esposa. – disse Rasalas – Ela fica suuuuuper sexy naquela roupa de secretária, meu Merlin... – resmungou ele – E são dois motivos...
—Realizar um fetiche ou fantasia. – disse Blair.
—Ela está carente e precisava que você ajudasse a auto estima dela a melhorar. – disse Draco – Ela disse que te ama, mas você não está pronto pra dizer o mesmo, então muda de assunto...
—Sexo para mudar de assunto! – disse Blair estalando os dedos.
—Ela é trouxa e você quer saber se é diferente... – disse Draco coçando o cavanhaque.
—Cala a boca. Isso não é motivo. – ralhou Rasalas – É a mesma merda.
—Ok. Ela é virgem. – riu Draco – São apertadinhas, medrosinhas e novinhas.
—Estou com muito nojo de você. – ralhou Damian.
—Ok. Ela não é virgem. Ela é sua prima mais velha, gostosa apesar de ter a idade da sua mãe, mas transa com o fogo de uma garota de dezessete anos! – riu Draco.
—Curiosamente específico. – riu Rasalas.
—Ela é metamorfomaga! – riu Blair – Sempre quis transar com uma metamorfomaga. É como estar numa orgia, só que só com uma pessoa...
—Ela é uma celebridade. – disse Rasalas.
—Ela é veela. – riu Blair.
—Ela passou a poção depilatória e em breve os cabelinhos vão voltar a crescer. – sugeriu Draco.
—A menstruação dela desceu. – disse Blair – Sexo comemorativo.
—Ok! Ok! Vocês me convenceram, tá legal? – resmungou Damian – Mas não adianta. Eu não vou transar com ninguém. Eu amo a Lena.
—Tá aí o último motivo. – riu Draco soltando um suspiro – Amor... e eu acho que foram mais de cinquenta motivos...
E então o clima pareceu ficar meio tristonho.
—Ok, ok! Vamos! Temos muito o que nos divertir ainda. – riu Blair puxando Draco, para que ele se levantasse. Rasalas levantou também e suspirou.
—Vamos. Eu quero mais bebida. – resmungou ele.
Os quatro saíram cambaleando e cantando “Eu posso Ser Um Minúsculo Limpador De Chaminés, Mas Tenho Uma Vassoura Enorme”, fazendo barulho e gargalhando muito alto, dividindo a garrafa de Salamandra e Hidromel. Por fim chegaram num lugar onde as pessoas estavam muito bem vestidas e faziam fila pra entrar. Draco confundiu o segurança da festa com um feitiço e os quatro entraram como se fossem VIP, trazendo suas garrafas, o que era proibido.
Damian se sentou num sofá, escutando a música alta e sem sentido dos trouxas tocar. Draco se sentou ao seu lado e do outro foi Rasalas. No sofá da frente, Blair se jogou e sorriu jogando a cabeça pra trás.
—A música é realmente boa. – riu ele.
—Essa música é esquisita, isso sim. – resmungou Damian. – Vamos ver se as bebidas trouxas são boas. Algum de vocês tem dinheiro trouxa?
—Ah não. Esqueci na minha calça trouxa. Droga. – debochou Draco. – Eu vou chamar meu elfo e mandar ele ir no Gringotes trocar pra mim.
—O Gringotes não faz esse tipo de transação a essa hora. – resmungou Damian ficando de pé com alguma dificuldade – Eu vou falar pro meu elfo, mas eu vou precisar de galeões pra substituir o dinheiro que eu tirar da loja.
—Ótimo. – riu Blair tirando algumas moedas douradas do bolso.
Draco e Rasalas fizeram o mesmo e Damian procurou um banheiro pra se trancar lá dentro em seguida. Depois aparatou para frente da Borgin&Burke. Destrancou a loja e foi até onde guardavam o dinheiro trouxa. Eles compravam aparelhos trouxas para encantá-los e vendê-los. E era uma arte muito difícil, afinal, quanto mais tecnológico, por normalmente ser algo mais complexo, mais difícil era de encantar.
Damian trocou os galeões que tinham juntado e trocou por dinheiro trouxa. Dava umas oitenta libras, mas achou muito pouco. Pegou mais algumas e anotou num papel quantas tinha pego, para repor no dia seguinte.
Duzentas libras seriam o suficiente? Ele esperava que sim.
Saiu da loja e respirou fundo refazendo os feitiços da porta, para aparatar de volta para o banheiro. Se sentou no vaso, muito tonto pela bebida e respirou um pouco. Depois se levantou e saiu, voltando pra onde estavam os outros.
Blair já estava de conversa com uma trouxa. Draco trocava olhares com outra, mas Rasalas parecia mais abatido do que interessado em se divertir. Se sentou ao lado dele e lhe entregou cem libras.
—Aqui. Você sabe lidar com dinheiro trouxa, certo? – perguntou ele.
—Uhum.
—Então eu fico com a metade e você com a outra.
—Deu tudo isso? – perguntou Rasalas.
—Não. Mas eu peguei mais lá da loja. – explicou dando de ombros.
—Depois eu te pago. – prometeu Rasalas.
—Ok.
Os quatro se sentaram num sofá, mas logo Blair ficou de pé, bebendo e encarando uma mulher ou outra, provavelmente escolhendo sua próxima presa.
Cada um pegou uma bebida e Draco se virou para ele.
—Ok. Eu quero saber. – riu ele muito bêbado – Como é ser casado com uma vidente? – perguntou ele. Damian continuou encarando o amigo sem saber onde ele ia chegar. Draco encarou Blair com um sorrisinho e Blair o olhou do mesmo jeito, como se os dois estivessem trocando mensagens mentalmente.
—Você sabe. Um dia você chega em casa, depois do trabalho e ela está puta da vida com você. – riu Blair – Ai você pergunta...
—Amor, está tudo bem? – perguntou Rasalas imitando a voz de Damian.
—E ai ela responde: cala boca, seu babaca! Eu sei o que você vai fazer daqui três meses! – disse Blair numa terrível tentativa de imitar Alhena – E ai você passa os próximos três meses se perguntando quem é a gostosa, porque afinal... é o destino.
—Calem a boca. – disse rindo e dando um gole em seu drinque.
—Eu aposto que não é assim. Alhena é legal. – disse Draco parecendo muito bêbado. Ele não estava sentado no sofá, mas numa mesinha que tinha lá, daquelas baixinhas. Ele colocou a bebida sobre a mesa e suspirou – Aposto que ela ia passar os três meses sendo simplesmente adorável, completamente apaixonante e... – Damian franziu a testa levemente enciumado – Então passaria o a última semana dos três meses te mimando com aqueles maravilhosos – ele colocou as mãos na frente dos peitos, sugerindo o tamanho dos seios da esposa – peitões deliciosos que ela tem...
—Cara! É a minha mulher! Pare de pensar nos peitões da minha mulher! – ralhou Damian.
—Nunca... eu penso nos peitões dela desde que eu tinha treze anos e me dei conta que ela tinha peitões. – riu Draco voltando a pegar a bebida. Até Rasalas riu, para seu horror – Tipo, Pansy eu imaginava fácil que eu conseguiria pegar nos melões... e não foi difícil no fim das contas. Ela pegou minhas mãos e pá! “Pegue, Draco. Está intimidado por acaso? Passou a noite toda olhando. Pegue de uma vez”. Colocou lá e eu brinquei um tempão...
—Eu realmente não precisava saber isso... – murmurou Rasalas – Será que se eu ficar encarando os peitões dela, ela me deixa segurar?
—Desculpe, Ras... mas você não tem o charme Malfoy em você. Do jeito que ela é, ela vai jogar o furador de papel na sua cabeça. – riu Draco.
—Ela provavelmente faria isso... – resmungou Rasalas.
—Mas com Alhena... Alhena sempre foi tímida, comportada. Então eu imaginava altas conversas pra convencer ela a...
—Ok! Já deu!
—Você transou com a Astoria. Vai pro inferno.
—Você transou com a Alhena também! – disse zangado e Draco deu um sorriso cafajeste.
—É... eu fiz isso mesmo...
—Ok, Malfoy. Eu estou a um passo de socar você. – ralhou zangado, mas Draco apenas riu dando de ombros.
—Você é grilado com isso, não é?
—Claro que eu sou! – ralhou Damian.
—Bem... – Draco tomou mais um gole e sorriu – Não vou dizer que me arrependo. Se eu tivesse que descrever um momento da minha vida de maneira melosa e homossexual, eu teria escolhido esse momento... – ele olhou para cima com um sorriso satisfeito e Damian ficou muito tentado a azará-lo – Quero dizer... eu penso nisso até hoje... foi foda. Eu não lembro de nenhuma outra foda, a não ser uma com Pansy, que me deixou terrivelmente traumatizado... mas aquela vez com Alhena foi especial. Alhena é especial... e é por isso que eu digo que deveríamos pegar uma puta e fazer uma loucura. – Rasalas cuspiu a bebida no susto e começou a gargalhar – Daphne é especial. Alhena é muito especial... Eu em breve serei oficialmente solteiro... sabe quando vamos ter a oportunidade de ser todos solteiros pra fazer uma loucura dessas de novo?
—Malfoy está completamente fissurado com sexo pago, hoje. – disse Rasalas.
—Cara. Eu passei muito tempo na fossa, depois muito tempo atrás da Astoria e depois muito tempo casado. Eu não sei mais correr atrás de um sexo casual... – reclamou ele – E vocês?
—Nop. – respondeu Rasalas. Damian estava para responder, quando Draco falou.
—Damian nem precisa responder. Nós sabemos que você traçou a Clover.
—Não foi de propósito! – ralhou Damian.
Draco riu e ficou de pé, simulando que tinha alguém de quatro na frente dele e moveu os quadris.
—Oh, desculpe! – depois de novo – Oh, meu Merlin... você ainda está ai? – de novo e de novo – Céus, eu não sei o que deu em mim hoje!
—Draco, senta ai! – ralhou Blair, mas ele e Rasalas estavam morrendo de rir. Draco se sentou rindo bobamente e Damian o olhou ultrajado.
—Você é um completo babaca.
—Eu sei... eu sei... – riu Draco – Pensem no que eu disse. Eu pago a puta. Eu pago uma pra cada e a gente faz uma loucura por ai.
—Eu não vou comer uma puta! – ralhou Damian, Blair riu negando com a cabeça e dando mais um gole na bebida, mas Rasalas ficou coçando o queixo, como que pensativo.
Não demorou muito até que Blair começasse a se beijar com a mulher trouxa. Draco foi no balcão e Damian foi com ele. O loiro perguntou para o bar tender o que uma ruiva bonita estava bebendo e comprou outro drink igual para ela. A mulher sorriu para ele e logo os dois começaram a conversar. Rasalas logo se sentou ao seu lado, no balcão e pediu uma cerveja. Pediu o mesmo e achou o gosto horrível, mas já tinha pedido, não iria jogar fora.
Mais alguns minutos e lá estava Draco dando beijos na trouxa desconhecida.
—Você não vai sair beijando alguém, vai? – perguntou Rasalas bebericando sua cerveja.
—Se eu for. O que você vai fazer? – perguntou curioso.
—Nada. – respondeu Rasalas – Você e a Lena não vão voltar. Ela não vai te perdoar.
Damian sentiu um frio na barriga.
—Ela é a mãe dos meus filhos.
—Isso não te impediu de...
—Eu não queria transar com aquela mulher. Foi um acidente. – resmungou. Explicou a situação para Rasalas, que o observava atentamente. Quando terminou, o amigo suspirou.
—Você deveria ter contado...
—Você também. – retrucou se referindo à Pansy. Rasalas levantou a garrafa como se brindasse.
—Eu sei. Por isso estamos aqui, não é mesmo? – perguntou ele. Damian deu de ombros, bebendo mais um gole. Não era assim tão horrível. – Eu nem me lembro como é transar com outras mulheres. Eu só transei com a Pansy uma vez há muito tempo. – ele suspirou – E tive meia transa com a Gina também.
—O que raios ela fez que te deixou tão puto? – perguntou. Rasalas nunca tinha falado. O amigo deu outro gole na cerveja e suspirou.
—Ela me chamou de Harry... no meio do... do momento. – explicou ele. Damian fez uma careta e concordou.
—Sacanagem... – riu ele – Eu tive uma boa vida sexual antes da Lena. Não posso reclamar disso.
—Damian. – olhou para o amigo e notou que ele estava meio sem graça – Vamos rachar uma puta?
—O que? – perguntou chocado – Está brincando, não é?
—Não. Eu... eu queria saber como é. – riu Rasalas – Nunca fez isso? Dividir uma mulher com alguém?
—Vai querer me beijar também? – perguntou sem jeito – Tá louco?
—E com duas garotas? Já ficou?
—Não. Nunca conquistei esse cinturão... nenhum de nós, creio eu. – Damian olhou para Blair – Bem... talvez ele... não sei o que ele apronta.
Rasalas suspirou, concordando.
—Mas e o lance da puta?
—Sai dessa, Rasalas. Não achei meu pau no lixo. Não sou o Malfoy a ponto de querer pagar por sexo.
Rasalas deu uma risadinha.
—Eu faria. – disse simplesmente, bebendo da garrafa. Damian coçou o queixo, sem jeito. Nunca tinha nem imaginado essa possibilidade.
—Você não queria nem beijar outra mulher por conta da Daphne. Muito menos dividiria uma garota de programa comigo.
—Eu faria.
—Não faria.
—Faria sim. Duvida?
—O que te fez mudar de ideia? – perguntou curioso. Rasalas suspirou.
—Eu não sei... Eu não sei se quero voltar pra casa. – confessou ele. Damian piscou, em choque – Daphne começou com a conversa sobre filhos... eu... eu não sei se quero ter filhos. Eu odeio crianças. – riu sem jeito – Eu descobri isso com meus irmãos mais novos e com meus sobrinhos. Eu não sei segurar, e eu assusto as crianças... sem falar que... – ele suspirou – Eu sou um lobisomem... e se eles tiverem vergonha de mim?
Damian sorriu e colocou a mão no ombro do colega.
—Eu não tenho vergonha de você. Por que eles teriam? – perguntou Damian. Rasalas sorriu, mas logo soltou um suspiro.
—Não estou pronto pra isso... mas Daphne está... ela estava no barco, só esperando que eu entrasse... mas eu pulei na água no lugar disso... – ele deu mais um bom gole – E estou nadando pra longe dela.
Damian suspirou e concordou com um aceno de cabeça.
—Eu gosto dos garotos. – murmurou ele – Quando chegava em casa e os via engatinhando, brincando com os blocos... quando esticam as mãozinhas, falando “papai”... ganhava meu dia... – ele suspirou e deu mais um gole de sua cerveja. – Eu faria qualquer coisa por eles. Eu mataria por eles, eu... – ele passou a mão pelos cabelos – Eu achei muito baixo o que a Lena fez... tirá-los lá de casa, de uma vez... aquilo doeu mais do que tudo pra mim.
—É... eu acho que ela queria que doesse. – murmurou Rasalas. Damian concordou com um aceno de cabeça e se virou no banco, para olhar o estabelecimento. Foi quando viu a pista de dança e...
Ele piscou, não acreditando. Deveria ser impressão. Olhou chocado para Draco, que ainda beijava a garota ruiva, acariciando a coxa dela. Depois olhou para a pista de dança, para Astoria, que dançava com os olhos fechados.
—Rasalas! – disse cutucando o amigo – Rasalas!
—O que? – perguntou ele se virando. Mas ele também viu – Aquela é a Astoria? – perguntou ele, chocado.
—Acho que é... e aquela é a...
Rasalas abriu a boca, em choque.
—Daphne? – perguntou ele, quase sem voz – O que raios ela está fazendo aqui?
—Será que estão seguindo vocês? – perguntou Damian – Será que a Lena está aqui também? – perguntou quase desesperado.
—Eu sei lá. – disse Rasalas se virando novamente para o balcão – Será que avisamos o Draco?
—Claro que avisamos o Draco. Precisamos sair daqui. E agora! – disse desesperado.
—Ok.
Damian e Rasalas se levantaram, tentando esconder o rosto, e foram até Draco, que estava aos cochichos com a ruiva, ainda acariciando a coxa dela. O cutucaram no ombro e olharam para a pista de dança. O loiro franziu a testa e olhou para a pista de dança. Foi quando ele viu Astoria.
Draco se levantou, chocado e ficou completamente vermelho. Damian lembrava muito bem do olhar de fúria de Draco. Se encararam daquela maneira por bastante tempo do sétimo e sexto ano.
—O que ela pensa que está fazendo aqui? – rosnou ele furioso.
—Você estava muito ocupado também. – riu Rasalas. A ruiva olhou para eles, sem entender e Draco se virou, indo pra saída. Rasalas suspirou e foi falar com Blair, enquanto Damian seguia Draco pra fora do estabelecimento.
Saíram de lá e Draco cruzou os braços, se recostando numa parede. Damian o seguiu e ficou ao lado dele, finalmente terminando a cerveja. Minutos depois Blair e Rasalas saíram também.
—De todas as boates de Londres... todas! Elas estavam aqui. – riu Blair – Isso é que é azar.
—Eu vou pra casa. Perdi a vontade de me divertir. – resmungou Draco.
—Blair... você pode ir lá e perguntar se a Lena também está ai? – perguntou Damian.
—Não é da sua conta se ela está. – murmurou Rasalas. Damian soltou um suspiro.
—Ok. Vamos voltar pra Travessa do Tranco. – riu Damian – E o que eu fizer lá não vai ser da conta dela.
—Exatamente. E ai? A puta está de pé agora? – perguntou Rasalas.
—Puta? Que puta? – perguntou Draco.
—Rasalas está querendo dividir uma puta, eu e ele. – respondeu Damian. Draco riu achando graça e Blair se aproximou.
—Eu sei onde podemos ir. – riu ele – Poison Apple.
Os três se olharam por um momento.
—Eu sou solteiro. Vamos. – disse Draco desencostando da parede.
—Eu topo. – disse Rasalas. Damian sentiu os olhares sobre si e soltou um suspiro. Não tinha visto Alhena ali... não tinha... mas ela lhe dera carta branca, não tinha sido?
—Vamos. – respondeu dando-se por vencido – Meu casamento acabou mesmo.
**
O Poison Apple era um estabelecimento muito conhecido na Travessa do Tranco, onde os bruxos mais excêntricos podiam satisfazer seus fetiches mais estranhos. Havia de tudo lá. Tudo mesmo. Se você quisesse uma noite longa de sexo com... um trasgo... bem, eles teriam um trasgo treinado pra não matar você.
Rasalas olhava ao redor achando tudo fascinante. Os cheiros, as cores... era tudo bonito, chamativo e tudo o mais. Sem falar que haviam muitas apresentações lá. De dança, de performance, canto e tudo o mais. Mas o principal lá, todo mundo sabia, não era a arte.
Era a luxúria. Homens iam lá pra trair as esposas. Mulheres iam lá pra trair os maridos. Solteiros iam lá pra aproveitar que eram solteiros. Tinha realmente de tudo lá. Ao entrar todos recebiam uma máscara que escondia a parte de cima do rosto, como se fosse uma brincadeira. Mas a verdade era apenas para dificultar que marido e mulher se reconhecessem lá dentro.
Blair, por ser filho da dona, entrou sem pagar e os levou para a área mais VIP de todas, que era um camarote particular, onde não precisavam de máscaras, no terceiro andar, com uma pista de dança particular, onde uma dançarina, que eles eram livres pra escolher, viria dançar sempre que desejassem... ou dançarino também. Vai que era o seu gosto.
E a bebida era por conta da casa, já que estavam no camarote VIP, que normalmente custava uma fortuna.
Ainda bem que vieram com Blair.
—E então. O que vai ser? – perguntou o amigo.
—Eu já disse. Eu vou querer uma puta. – respondeu Rasalas
—Eu também. – respondeu Draco – Uma bem bonita, meio veela, que dance pra mim e não solte fogo no meu rosto de preferência. – resmungou ele dando mais um gole em sua vodka congelada.
—Não deveria misturar tanta bebida, Draco. Vai transar com um agoureiro e não vai se lembrar amanhã. – ralhou Damian.
—Talvez eu foda a sua mulher no lugar disso... digo... sua ex mulher. Opa. – resmungou Draco, de péssimo humor, mostrando o dedo médio pra ele. Damian o olhou feio e soltou um muxoxo.
—Ótimo. Bebe veneno de fada logo!
—Boa. Eu quero veneno de... – começou Draco.
—Malfoy! Ela estava dançando. Só dançando. Para de dar chilique! – rosnou Rasalas – E você estava se agarrando com aquela mulher lá.
—Ela com certeza vai terminar a noite na cama de outro homem. – rosnou Draco fechando a mão com força – E se eu descobrir quem, eu mato. Vou honrar a tatuagem no braço.
—Céus, cale essa boca. – ralhou Rasalas, mas Draco apenas bufou, indignado.
—Ok. O que vão querer? – repetiu Blair – Uma dançarina, um dançarino, bebida?
—Um hidromel pra mim. – murmurou Damian.
—Pra mim também. – repetiu Rasalas.
—E você, Draco? – perguntou Blair – Mais uma dose de vodka?
—Pode ser. – resmungou o loiro.
Blair concordou e fez os pedidos para o furãozão, que desceu rapidamente por um cano, até sabe-se lá onde.
—Eu nunca tinha vindo aqui. É realmente impressionante as coisas que tem na Travessa do Tranco. – riu Rasalas.
—Com certeza. – respondeu Damian – Eu sempre quis vir, mas nunca podia... e quando eu pude... não queria mais vir. A vida tem dessas. – murmurou ele.
—É...
Beberam um pouco, Blair chamou uma dançarina, que era exuberante e extremamente sensual. Ela dançou no colo de Damian, que pareceu sem jeito e então saiu do camarote. Depois de mais uma rodada de bebida, precisou ir ao banheiro. Quando abriu a porta do camarote viu a última pessoa que imaginou encontrar ali.
O homem que Alhena tinha desenhado. Ele olhou para dentro do camarote e sorriu.
—Sr. Burke. – riu ele.
Damian olhou para ele e ficou de pé num salto.
—Sr. Burton. O que faz aqui? – perguntou ele.
—O mesmo que você, imagino. Me divertindo. – riu ele entrando para cumprimentar Damian. Rasalas abriu a boca de espanto. Ele conhecia aquele cara?! – Sua esposa sabe que frequenta o Poison Apple?
—Claro que não. – riu Damian, nervoso – A sua sabe?
—Sim. Estamos numa reunião de negócios. Esse é um excelente lugar pra se fazer isso. – riu ele – Gostaria de ir até o nosso camarote, tomar uma por minha conta?
—O senhor vai me matar e vender meus órgãos? Porque eu sou pai de família sabe. – brincou Damian, mas ele parecia meio nervoso. Burton gargalhou e deu uns tapinhas nas costas dele.
—Ah. Você é uma figura. Vamos.
Damian ainda olhou para trás, num pedido silencioso de socorro. Draco riu com desdém e acenou com os dedos no lugar disso. Rasalas olhou para ele e fechou a porta.
—Conhecem esse cara? – perguntou ele.
—Sim. – respondeu Draco – Não é um cara legal. Era um fervoroso apoiador do Lorde das Trevas, mas nunca conseguiram provar que ele era um Comensal. Ele trabalha como um Inominável no Ministério. – O loiro ainda sorriu – E foi a esposa dele que o Damian traçou.
Rasalas sentiu um frio na barriga.
—Puta merda! – disse chocado – E o Burton sabe?
—Se o Damian tiver sorte... não. – riu Draco dando de ombros.
—Vocês não conseguem se divertir sem acabar em confusão, conseguem? – perguntou Blair, cruzando os braços.
—Não sei do que está falando. Eu estou sentado querendo beber até não me aguentar de pé e vomitar tudo amanhã de manhã. Assim uso a minha ressaca para me incentivar a pegar os papéis no Ministério e ser oficialmente um homem livre. – riu Draco.
—Você é... ah... deixa pra lá. Não é problema meu. – riu Blair, dando de ombros.
Rasalas respirou fundo e saiu de dentro do camarote. Damian estava sendo apresentado para um grupinho de pessoas. Rasalas segurou a imensa vontade de mijar e foi até eles.
—Vai voltar pro camarote, Damian?
—Sim. Não vou me meter nos negócios do Sr. Burton. – respondeu ele.
—Na verdade, seus serviços podem nos ser muito úteis. – riu Burton – Fique um pouco, Sr. Burke.
—Claro. Eu só vou no banheiro primeiro. Qual o seu camarote?
—Aquele ali. – respondeu Burton apontando para o camarote ao lado.
—Ok. Eu já volto.
—Eu também estou indo ao banheiro. – disse Rasalas.
—Vai sacudir o pau pra ele? – brincou Burton caindo na gargalhada.
—Sabe como é. Não se balança trinta centímetros de pau sozinho, não é? – brincou Rasalas e Damian riu sem jeito, mas Burton gargalhou.
—Esse Sr. Burke... sua mulher deve ser uma esposa muito satisfeita então. Ela e todas as outras que abrirem as pernas, não é? – brincou ele.
Inclusive a sua mulher, seu babaca.
Mas tanto ele quanto Damian riram achando graça.
—Ah, sim. Coleciono satisfações. – riu Damian um tanto nervoso – Agora deixa eu ir, antes que me mije todo.
Burton e os amigos entraram no camarote e Rasalas foi quase correndo para o banheiro, junto de Damian.
—Vou mijar primeiro. E depois vamos conversar! – disse abrindo as calças e indo desesperado pro mictório.
—Ok, ok. Deixa eu esvaziar a bexiga também. – murmurou Damian indo para um mictório vazio, na outra ponta do banheiro – Eu estou tão fodido, céus...
—Você conhece ele de onde? – perguntou Rasalas, sem saber se tinha mais alguém escutando.
—Ele é cliente da loja. A mulher dele também. Estão preparando a casa para ser um lugar mais... seguro... para crianças.
—Eles vendem objetos das trevas?
—Eu não posso falar o que eles fazem. – respondeu Damian – Regras dos negócios, lembra?
—Eu não sabia que vendiam protetores de varinhas na sua loja. Duvido que estejam comprando isso.
—Vendemos absolutamente de tudo. – resmungou Damian fechando a braguilha.
Rasalas ainda tinha muita urina pra fazer, então continuou ali.
—Mas... você sabe mais alguma coisa sobre ele? Algo que possa me contar? – perguntou Rasalas.
Damian estava indo para a pia, lavar as mãos e deu de ombros.
—Sei lá? Tipo o que? – ele abriu a torneira – Eu sei que a mulher e ele casaram por contrato e que ele é bem mais velho que ela. A esposa dele é bem bonita, é a... hum... Clover...
—Eu sei quem é a esposa dele. – cortou Rasalas. Damian corou furiosamente e concordou com um aceno de cabeça.
—Pois é... – murmurou Damian – Mas por que o interesse?
Rasalas terminou de mijar, se guardou e olhou ao redor e dentro dos boxes. Depois lavou as mãos, pegou a varinha e trancou o banheiro, fazendo um feitiço abafador.
—Eu acho que ele está desviando dinheiro, no Ministério.
—O que? – perguntou Damian – Rasalas. Para de fuçar nos negócios dele. – Damian falava quase num sussurro – Ele te mata! Aquele cara é um assassino.
—Meu pai é um assassino. Meu tio também. E eu nunca recuei deles.
—E olha como você lucrou com isso. – ralhou Damian. Foi a vez de Rasalas corar.
—Eu preciso falar com a Pansy. Dizer que descobri quem é. Eu preciso que me faça um favor. Eu quero que me diga quem estava naquela sala com ele, depois.
—Se fecharmos negócio, eu não vou poder fazer isso! – ralhou Damian – Você sabe.
—Vamos, Dami...
—Não me chame assim. Você já queria transar comigo hoje. Eu estou começando a achar que você é mais parecido com sua irmã do que eu tinha imaginado.
—Eu não queria... ah. Deixa! – riu Rasalas. – Hum... e se nem todas aquelas pessoas estiverem envolvidas nos negócios. Se fosse ele a fechar negócio com você e as outras pessoas apenas estivessem presentes? Ai você poderia me dar algum nome?
—Eu teria que arrancar umas unhas dos meus pés por isso. – resmungou Damian.
—Ótimo. – riu Rasalas – Vai ser o preço por ter traído a minha irmãzinha querida.
—Eu não... ah... que se dane. Ok. Eu vou ver o que eu posso fazer. – resmungou Damian respirando fundo e fazendo a cara de “vendedor sorrisinho” dele. Esperou que o amigo saísse para pegar a varinha.
Rasalas sorriu e invocou seu patrono – tinha aprendido com Remus, como fazer –, um lobo, para mandar uma mensagem para Pansy.
—O nome é Burton. Do cara das abotoaduras. Estou no Poison Apple. Não pense besteira... – Rasalas engoliu em seco – Ou talvez pense... eu não vim aqui com as melhores das intenções, sabe? – riu ele meio bobo por conta do álcool – Você viria aqui com as melhores das intenções? Eu acabei de ver a Daphne num estabelecimento trouxa, onde as pessoas vão pra se divertir... eu... eu acho que ela não sente a minha falta... então... então vem me buscar antes que eu faça alguma merda... ou talvez a gente faça alguma merda juntos...
O lobo correu pelo banheiro e desapareceu em seguida. Rasalas lavou o rosto, tentando ficar sóbrio e em seguida voltou para o camarote. Draco e Blair observavam outra dançarina fazer seu trabalho, mas só Blair parecia estar se divertindo. Draco olhava para ela, mas não parecia vê-la. Se sentou ao lado do amigo, que bebeu mais um pouco de vodka.
—Essa é minha deixa. – murmurou Draco. – Eu prefiro vomitar sozinho, se não se importam.
—Ok. A gente se vê, Draco. Quer que eu te deixe em casa? – perguntou Blair.
—Por favor. – pediu Draco – Estou com medo de estrunchar... mas se prepare porque eu vou vomitar nos jardins. A gente aparata e... – Draco ficou meio verde – E você fica longe de mim pra não ser atingido. E depois a gente finge que eu fui forte e aguentei chegar no banheiro.
—Como preferir. – riu Blair indo até Draco. O grandão segurou o amigo e então aparatou, deixando Rasalas sozinho.
O lobisomem olhou para baixo, para o palco, onde algumas dançarinas dançavam cancan. Será que Pansy iria aparecer? E o que será que Daphne estava fazendo? Pediu mais uma dose de hidromel para o furãozão, apesar de já estar muito bêbado e logo a bebida surgiu em cima da mesa.
Pegou o copo e bebeu um bom gole, para suspirar. Olhou para a mão, agora sem a aliança de casamento e ficou se perguntando se Daphne estava sentindo sua falta.
—Aparentemente não... pelo o que eu vi. – murmurou sozinho.
Terminou o copo de hidromel e pediu mais um, já se sentindo muito tonto, quando Blair voltou. Ficaram conversando amenidades, Blair chamou outra dançarina e Rasalas se levantou, indo até o corredor. Se escorou na parede e fechou os olhos. Em seguida aparatou pra frente de casa. Quase estrunchou ao fazer isso, sentindo uma coceira irritante no braço. Bateu na porta, se perguntando se Daphne estaria.
—Eu te amo, Daph... – murmurou baixinho para porta. Respirou fundo, ainda muito bêbado, e bateu de novo.
Finalmente a porta abriu. Estava para sorrir, querendo se desculpar por tudo.
Mas foi Kurt Greengrass quem abriu a porta. E ele estava apenas de bermuda.
—Olá, Rasalas, o que faz aqui? – perguntou ele. Rasalas olhou para ele desgostoso. Os cabelos suados, ondulados e loiros, os mesmos olhos azuis de Daphne, relativamente magro, mas com um rosto quadrado e o queixo furado – Pelo o que eu fiquei sabendo, Daphne mandou você pra fora.
—Onde ela está? – perguntou zangado.
—Não sei. – respondeu ele.
—E o que você está fazendo na minha casa? – perguntou zangado.
—Estou hospedado na casa da minha prima. Ela me convidou pra ficar aqui. – riu ele – Agora, com licença. Eu vou receber uma boa massagem agora.
E ele bateu a porta em sua cara.
Rasalas fechou o punho com força e se virou, furioso. Mas em seguida se sentou no degrau e suspirou. Estava muito bêbado... muito bêbado e muito zangado. Pronto para fazer uma merda. E era o que ele queria. Chamou o Notibus, porque não queria se arriscar a aparatar.
—Pra onde, senhor? – perguntou o motorista. Rasalas respirou fundo.
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