Legado Lestrange

47 Sombras do Passado


Notas iniciais
Gente... que dificuldade pra postar esse capítulo u_u Meu Chrome deu problema e eu quase disisto de postar Eu sei que não é dia de postar e que eu falei que iria postar uma vez por semana.... Mas eu mudei de ideia. ahsuahsuashaus Eu devo postar um capítulo semana que vem, agendar outro pra próxima e então só ano que vem (eu acho), porque vou viajar e só volto depois do ano novo, não vou levar meu pc e eu não vou ter como escrever =/ Então comentem e me façam feliz, ok? Presente de natal ai. Quem nunca comenta, comenta, quem ainda não recomendou, recomenda... (oi? que? quem pediu isso? ahsuahsuahsuas) Bem... é isso Uma personagem muito especial vai aparecer nesse capítulo. Espeero que gostem =D E esse capítulo tá +18, viu? XD

1997

Mansão Malfoy

Narcisa estava tomando um pouco de chá com seu filho. Lúcio tinha ido no Ministério, a trabalho. Detestava quando ele tinha que trabalhar no natal, mas estava contente por ele não estar mais preso. Era uma alegria ter a casa com sua família completa, novamente.

Draco estava visivelmente abatido. Queria que ele se animasse. Mas ele simplesmente não parava de suspirar.

—Por que não chama Alhena, querido? – perguntou ela, calmamente. Draco deu de ombros – Você sabe... o Lorde acha que nossa família e os Lestrange deveriam se unir... Sua tia e seu pai aprovam. Alhena é uma garota bonita... tem pensado a respeito? – perguntou colocando a xícara sobre o pires.

Draco não a olhou de volta. Ele estava com o rosto apoiado na mão, olhando a janela, parecendo estar com o pensamento muito distante.

—Pensei... – respondeu ele – Alhena é minha melhor amiga... não imagino ela de outra maneira.

—Eu vi como você a estava olhando no último natal. – riu Narcisa o olhando com astúcia – Você estava quase voando em cima dela.

—Outros tempos, mãe... não penso mais nisso. – murmurou simplesmente. Queria voar em Astoria. Queria beijar cada pedacinho dela. Queira passar a noite inteira abraçado com ela, apenas por ficar. Queria ouvi-la sorrir e o olhar daquele jeitinho travesso que ela tinha – Eu gosto de outra pessoa de qualquer maneira.

—Quem? – perguntou Narcisa, morrendo de curiosidade.

—Não importa... – suspirou Draco – Ela não gosta de mim. – ele soltou um suspiro triste – Não mais... pelo menos.

—Mas... mas ela é... puro sangue, não é? – perguntou Narcisa, sentindo um frio lhe subir a espinha. Draco a olhou parecendo quase ofendido.

—Que pergunta, mãe. É claro que é! – ralhou ele.

Narcisa sorriu, aliviada e respirou fundo.

—Você me assustou, só isso.

CRAQUE

Os dois Malfoy’s piscaram, ao ver o elfo da casa aparecer e fazer uma reverência.

—Senhora. Há uma mulher nos portões, querendo entrar. – disse o elfo, tremendo – Disse que é sua parente.

—Ora... é Bella? – perguntou Narcisa.

—Não, senhora.

Se levantou, sentindo-se tonta.

—Não pode ser... ela não se atreveria! – disse pensando em Andrômeda. O que aquela maluca estaria fazendo ali?

—Quem é? – perguntou Draco – Ela disse o nome?

—Black. Ela disse Black.

—Black? – perguntou Narcisa, confusa. Andrômeda não se apresentava como Black. Ela agora usava aquele sobrenome trouxa, horrível... Sentiu o estômago dar uma cambalhota e olhou para o elfo – Ela é loira?

—Sim, senhora.

—Oh! Não acredito! – disse sorrindo e indo para a saída. Draco se levantou e a seguiu, curioso. Narcisa não esperou por ele. Um calor gostoso a tomou. Será? Seria mesmo? Quantos anos não a via? Céus... muitos. Quando chegou nos portões, já estava praticamente correndo. Viu a silhueta da mulher, do lado de fora do portão. Ela usava vestes negras, num decote ousado, mostrando os fartos seios. Os cabelos presos num coque e um chapéu elegante e negro também. Abriu os portões e sorriu. Adhara Black levantou o rosto, que estivera escondido pelo chapéu e sorriu – Adhara!

—Olá, Ciça! – respondeu ela – Quanto tempo.

*

Draco estava tentando, com todas as forças, não ser indiscreto. Mas a Sra. Adhara insistira em que ele bebesse vinho com ela e com Narcisa. Aparentemente ela era prima de sua mãe e tinha se mudado para a França há anos atrás e perdido o contato com a família.

Engoliu em seco a olhando dos pés a cabeça, enquanto ela estava sentada, com as pernas torneadas cruzadas, conversando calmamente com sua mãe. Ela tinha um corpo muito sensual e os seios grandes como os de Alhena... mas ela transbordava a auto confiança e sensualidade que Parkinson costumava transbordar, antes de ele ter pego preguiça dela.

—Como seu filho cresceu, Ciça. Lembro dele um bebezinho.

Oh... por que ela precisava dizer isso? Perguntou virando o rosto.

—Não é? Mas agora ele está lindo, não está? É a cara do Lúcio. – riu sua mãe se levantando, para ir pegar mais vinho. Draco olhou para a prima da mãe e notou que ela o olhava com malícia. Ela se abaixou de leve e ele teve uma excelente visão do decote dela. Engoliu em seco, se perguntando o motivo dela ter feito aquilo, mas não conseguiu pensar em nenhum.

—Sim. Está tão lindo que eu poderia morder. – disse ela numa voz sensual. Draco engoliu em seco novamente e cruzou a perna, para que ela não visse que estava ficando “animado”.

—Oh... o vinho acabou. – resmungou sua mãe, terminando de encher o próprio copo – Vou pedir para o elfo buscar...

—Ah, prima. Lúcio sabe que deixa seus elfos tocarem na bebida dele? – perguntou Adhara, casualmente.

Sua mãe soltou um muxoxo.

—Você ainda lembra das manias esquisitas do Lúcio?

—Lembro sim. – riu Adhara – Por que não trás um whisky?

—Minha varinha está lá no quarto... – resmungou Narcisa.

—Me fala onde estão as bebidas que eu pego! – sugeriu a mulher.

—Está louca? Você é visita! Fica sentada ai. Draco, faz companhia pra sua prima. Eu já volto.

Draco concordou com um aceno de cabeça e olhou a prima novamente. Ela tinha os mesmos olhos que sua mãe, mas o cabelo era mais platinado que o dela. Parecia o mesmo tom dos cabelos de seu pai, talvez um pouquinho mais pro loiro.

—E então, Draco... já tem namorada? – perguntou ela passeando um dedo pelo pescoço, num movimento distraído.

—Não. – respondeu, se perguntando se teriam aquelas conversas chatas, como as que tinha com tia Bella, onde ela perguntava se ele estava com alguém e depois começava a divagar sobre as próprias aventuras.

—Um garoto tão bonito e solteiro? – perguntou ela fazendo biquinho. Notou que ela desceu um pouco o dedo, alisando a parte de cima do seio esquerdo. Não conseguiu parar de olhar para aquele dedo, se perguntando para onde ele iria em seguida – Eu não acredito... que ninguém tenha se aproveitado desse rostinho bonito.

Engoliu em seco mais uma vez quando ela começou a acariciar onde ficaria o mamilo. Mordiscou o próprio lábio, perdido em desejo.

—Pois é... – sussurrou, quase sem voz.

—Eu me aproveitaria... adoraria brincar com você... – riu passando as duas mãos pela borda do decote. Esbugalhou os olhos quando ela apertou os dois seios, de uma maneira extremamente tentadora – Já beijou uma mulher mais velha?

—Não... – confessou completamente aceso.

Adhara se levantou e veio andando até a poltrona mais próxima. Ficou a encarando, completamente chocado. Ela se sentou do seu lado e o olhou com um sorrisinho quase inocente.

—Quer experimentar? – sussurrou ela.

Concordou com a cabeça e se inclinou, cheio de desejo, mas antes que pudesse provar, escutou passos. Disfarçou, voltando a se sentar direito e sua mãe chegou com o whisky.

—Aqui está! – riu sua mãe chagando com a garrafa. Draco respirou fundo, tentando não se entregar. Sua mãe serviu o whisky e se sentou onde antes estava Adhara – E então? Como vai a família? – perguntou ela.

—Vai bem. – riu ela – Mas não quero falar de mim, ou de Teddy. Quero saber como você está. Com essa guerra toda de novo...

Draco viu a mãe soltar um suspiro daqueles.

—Estamos sobrevivendo... mas parece que a cada dia perdemos um pedaço de nós mesmos, sabe? – respondeu sua mãe, olhando para o copo de whisky de fogo – Bem parecido com a última vez.

—Eu soube que sua irmã matou Sirius. – sibilou Adhara. Sentiu uma pontada de raiva na voz dela. Sua mãe pareceu sentir o mesmo.

—Você sabe que eles estavam lutando de lados diferentes da guerra.

—Eu pensei que alguém se daria ao trabalho de me mandar uma carta que fosse, sobre Sirius. Eu não o vi depois que ele fugiu de Azkaban. – disse Adhara num tom seco.

—Saiu em todos os jornais. Foi notícia por mais de ano. – disse Draco.

—Não na França. – respondeu Adhara o olhando obliquamente. Merlin, como ela é sexy.— Não recebi uma notícia dele... Sirius era um irmão pra mim...

—E por que ele não te escreveu? – perguntou Draco.

—Ele não sabia nem se eu estava viva. – riu Adhara – Nunca mais vi ninguém da velha turma... – suspirou ela.

—Eu sinto muito em ouvir isso... – murmurou Narcisa.

Adhara se levantou e bebeu o whisky de uma vez.

—Draco, onde tem um banheiro? – perguntou ela.

—Ah! – ele se levantou de uma vez, torcendo para que ninguém notasse que seu sangue estava migrando para o lugar errado – Por aqui...

Respirou fundo, tentando não se deixar levar por ideias insanas. Caminhou com Adhara até um banheiro no corredor e sentiu um frio na barriga, quando ela o puxou para dentro.

—Sobre o que estávamos falando? – perguntou ela sorrindo maliciosamente. Draco a puxou pela cintura e a beijou afobado. Adhara sorriu nos lábios dele e o beijou de volta. Ela levantou a coxa, pressionando seus países baixos e ele achou que subiria pelas paredes – Afobadinho, você... podemos brincar mais tarde? Depois de dar um perdido na sua mãe?

Draco concordou com a cabeça, pois estava incapacitado de falar qualquer coisa. Adhara saiu, o deixando no banheiro. Se olhou no espelho e notou que seu rosto estava sujo de batom. Se limpou, molhou o rosto, se masturbou, para tentar se acalmar e então voltou completamente constrangido para o sala de chá.

Sua mãe e a prima conversavam amigavelmente sobre futilidades, mas Adhara Black olhou para ele como se soubesse exatamente o motivo por ter demorado tanto pra voltar.

Esperou não estar corado e voltou a se sentar, ao lado da visita, com os olhos sempre desviando a atenção para o decote dela. Esperava que a mãe ficasse logo bêbada e que fosse dormir. Ela não era muito resistente com bebida.

Os minutos passaram lentamente, como se quisessem pregar uma peça nele. Estava quase louco quando sua mãe anunciou que iria dormir e pediu que Adhara ficasse a vontade.

—Onde tem um quarto de hóspedes, Ciça. Eu adoraria uma cama. – riu Adhara. Ficou muito ciente que ela não tinha dito “dormir”.

—Draco, leve sua prima para o quarto de visitas, ok? Até mais tarde... – murmurou sua mãe, andando um pouco aos tropeços.

Draco engoliu em seco e se levantou, sem olhar para trás. Estava ansioso. Há quanto tempo não fazia sexo? E se passasse vexame?

Ao chegar no quarto de visitas, Adhara passou por ele, com um sorrisinho divertido. Draco fechou a porta atrás de si e a puxou para ele. Ela riu, esfregando a bunda contra seus quadris, fazendo com que se arrepiasse inteiro.

Suas mãos foram imediatamente ao busto grande dela. O apertou com desejo e a beijou no pescoço, apreciando o cheiro de perfume dela. Ela tirou os cabelos e se afastou um pouquinho.

—Seja um bom menino e abre o zíper do meu vestido? – perguntou ela com a voz brincalhona. Concordou e pegou peça de metal. A desceu lentamente, apreciando as costas bonitas que ela tinha. Deixou o zíper completamente aberto e a ajudou a tirar o vestido, passando as mãos pelos braços dela, lentamente.

Mesmo sendo da idade de sua mãe – ele imaginava que ela tinha a idade de sua mãe – ela tinha um corpo de dar inveja a muitas garotas da escola. A beijou lentamente no ombro, a ajudando a se despir, mas ela se virou, o olhando de maneira felina. Ela riu mais uma vez, como se estivesse achando graça dele e o empurrou contra a parede, desabotoando sua camisa.

—Não conte pra sua mãe... – sussurrou ela.

—De jeito nenhum... – murmurou ele.

Ela tirou sua camisa e o olhou com um ar analítico. Quis ser forte como Rasalas, Blair ou Damian e pela primeira vez na vida se sentiu inseguro com sua aparência. Mas ela não pareceu ligar e tirou seu cinto e então suas calças.

Draco ficou de joelhos na frente dela e puxou o resto do vestido para baixo. A beijando na barriga e no quadril. Adhara brincou com seu cabelo e o puxou para si e ele a beijou por cima da calcinha. Com os dentes, puxou a alça para baixo e a deixou na altura do joelho.

Olhou para seu novo objetivo e o lambeu de leve, mas ela nem estremeceu. Apenas deu uma risadinha.

—Você parece bem habilidoso... aposto que apronta todas na escola. – riu ela.

Draco colocou um dedo dentro dela e ela finalmente soltou um gemido. Se levantou e com a mão livre a massageou no seio, enquanto a beijava no pescoço.

—Na escola, em casa... eu sou um garoto levado. – sussurrou no pescoço dela – Mas a senhora não parece ser exatamente comportada... – riu ele.

Adhara o segurou com firmeza, por dentro da cueca e foi a vez dele gemer baixinho.

—Eu sempre fui a mais desobediente da família... desde criancinha... – sussurrou ela em seu ouvido, movendo a mão cuidado – Vem aqui, querido. Vamos brincar um pouquinho. – riu ela se virando e tirando a calcinha. Draco pulou para fora da cueca e se jogou na cama – Sabe o que eu gosto em garotos cheios de juventude? Vocês apreciam preliminares. – riu ela se sentando na cama, com as pernas ligeiramente abertas.

—Amo preliminares. – disse sedento.

Se ajoelhou entre as pernas dela e se curvou, para beijar cada pedaço de pele que conseguiu por a língua. Então a beijou entre as coxas. Ela gemeu gostosamente e jogou a cabeça para trás. Draco seguiu com aquele desejo louco de prová-la. Não era seu passatempo favorito, mas sabia que as mulheres gostavam. Então se dedicou ao oral por bastante tempo. Mas apesar dela se remexer, gemer e sorrir, ela nunca chegava no orgasmo. Seu pescoço e língua já estavam doendo, quando ela o puxou pelos cabelos e sorriu.

—Aprecio sua dedicação. Vou retribuir, ok?

—Ok... – disse um tanto bobo. Adhara o fez se sentar e então o provou com os lábios. Respirou fundo, desejando prolongar aquilo. Não podia gozar tão rápido, ou passaria vergonha. Apertou o lençol da cama e gemeu baixinho quando ela o colocou completamente dentro da boca.

Ela sabia o que estava fazendo. E o modo como ela o olhava vez ou outra, com aquele sorriso safado, enquanto o lambia inteiro, desde a base até a cabeça. Queria gozar na cara dela, mas não era uma coisa que se pedia a alguém que acabara de conhecer...

Segurou o orgasmo o máximo que deu, mas logo não pode mais segurar. Quando começou a tremer, Adhara o pressionou na base e pareceu prender seu orgasmo, deixando tudo sensível e cheio de pressão.

—Merlin! – disse extasiado. Ela voltou a lambê-lo só na cabecinha por alguns segundos, como se fosse uma bala de menta. Mas então ela voltou a masturbá-lo com a mão, enquanto o envolvia com os lábios e passeava a língua por ele. Eram muitas sensações de uma vez. Achou que ficaria louco. Nunca tinha recebido um boquete daqueles na vida. Tentou não fazer barulho, tentou morder o lábio, mas quando o orgasmo veio de novo, quase gritou.

A olhou completamente chocado. Nunca tinha sentido nada tão intenso na vida. Adhara limpou o cantinho da boca, com um olhar sexy e engoliu seu gozo com um sorrisinho safado.

—Vem aqui, agora... – disse desesperado, sem se importar de beijá-la.

Ela riu de seu desespero e ele precisou esperar um minuto antes de estar pronto para entrar dentro dela. Ela estava deliciosamente molhada.

—Gosta de loiras, morenas ou ruivas, Draquinho? – perguntou ela enlaçando seu pescoço. Draco piscou, sem entender e a olhou confuso. Ela sorriu e deixou os cabelos num tom roxo berrante.

—Metamorfomaga! – disse ele, sorridente – Fica com os cabelos... azuis. Eu gosto de azul. – disse ele. Ela concordou e mudou o cabelo. Mas a verdade era que a cor do cabelo dela era o que menos importava naquele momento.

Estava entrando e saindo de dentro dela, quando a sentiu apertá-lo, lá em baixo. Ficou tudo apertado. Ele a olhou curioso e ela sorriu.

—Já ouviu falar em pompoarismo? – perguntou ela com um sorrisinho. Negou com a cabeça e sentiu a intimidade dela massageá-lo enquanto ele se mexia.

—Meu deus... – murmurou enlouquecido – Como faz isso?

—Anos de prática. Mas vamos? Ou já terminou.

—Não mesmo! – disse voltando a se mexer.

A beijou no pescoço, movendo os quadris em cima dela, com vigor. Ela sorria e gemia em seu ouvido, o levando ao delírio. Ele quase perdia a sanidade com a massagem que ela lhe fazia. Que sexo louco... melhor natal da minha vida...

Adhara interrompeu seus pensamentos, o empurrando de leve no peito, para ficar por cima. Não se importou e a ajudou a se mover, empurrando e puxando seu quadril sobre o dele. Levantou um pouco os quadris, para entrar ainda mais nela e ela jogou a cabeça para trás, sentindo prazer.

—Está bom? – perguntou delirando.

—Está ótimo, querido... – riu ela – Oh...

Ela começou a se mexer mais freneticamente e ele achou que iria acabar gozando de novo. Precisou pensar em algo broxante. Pensou em Vince saindo pelado do boxe e se sentiu idiota por pensar em Vince no meio do sexo, mas era isso ou gozar de novo. Quando seu orgasmo ficou sob controle e fora do jogo, voltou a apreciar a mulher que estava em seu colo. Os cabelos caíam azuis, por seus ombros. Os olhos brilhavam azuis também. Ela tinha um narizinho pequeno e empinadinho, os lábios carnudos, os seios deliciosamente volumosos, que saltavam a medida que ela se movia em cima dele.

E quando ela começou a gemer, notou que poderia pensar até no Hagrid pelado, que não conseguiria ficar sob controle. Só podia torcer para que ela chegasse logo no orgasmo também.

—Oh, isso... vem... vem... vem... – chamou ela. Pelo amor de Merlin, vem... pensou desesperado, não querendo chegar sozinho. Mas ela se interrompeu de uma vez e o apertou com força, soltando um gemido mais rouco. Admirou a mulher, sentindo-se com aquela sensação de dever cumprido e quando ela voltou a se mover lentamente, foi a vez dele gozar.

Fechou os olhos, perdido em prazer, gostando do movimento lento e sensual dela.

—Isso foi divertido. – riu ela casualmente. Abriu os olhos e a viu sair de cima, como se dissesse “que dia lindo”. Se sentou a observando levantar e caminhar para as próprias roupas – Pode arrumar chá de lua pra mim, meu bem? – perguntou ela.

—Sim... – disse um tanto abobalhado. Se levantou e se vestiu. Depois deu um pulo até o Beco Diagonal, para comprar a poção. Se sentiu um tanto envergonhado, afinal era um costume feminino, andar com essa poção por ai. Mas era melhor do que um acidente envolvendo sua prima de segundo grau, que tinha idade para ser sua mãe, mas trepava como uma ninfeta de dezesseis anos.

Aparatou para casa, completamente chocado com o que tinha acontecido. Se ele contasse, ninguém iria acreditar...

Bateu na porta dela e ela a abriu com um sorrisinho. Ela pegou o frasco e piscou pra ele.

—Lembre-se... não conte pra sua mãe, heim? – riu Adhara pegando o frasco e sorrindo, antes de fechar a porta.

**

Alhena sorriu, segurando a mãozinha de Polaris, que dormia tranquilamente em seus braços.

—Ela é tão linda. – disse com um suspiro.

—É a sua cara, querida. – riu sua mãe, mimando Rigel, que choramingava de leve, lutando contra o sono. Alhena sorriu de novo, de um jeito que Rabastan gostou de ver.

Estava de pé, ao lado da esposa, olhando seus quatro filhos. Podia se considerar um homem realizado. Estava nas graças do Lorde das Trevas, e mesmo na improvável possibilidade de Potter conseguir derrotá-lo, estava assegurado, graças a seu contrato.

Ainda vazava informações para Kingsley e salvara mais vidas de traidores de sangue e sangues ruim que um dia pudera sonhar. Se sentia um tanto mal por isso, mas se era o preço para garantir a segurança de sua família, o faria sem pensar duas vezes.

Soltou um suspiro ao ver Rasalas olhar para Polaris, com um sorriso iluminado no rosto.

—Eu vou encher o saco de todos os seus namorados. Pode ter certeza disso. – disse ele acariciando a barriga da garotinha.

—E eu vou guardar todos os seus segredos. – riu Alhena, num sussurro – Se me contar de algum namorado, antes de todo mundo, prometo não contar nem pros seus irmãos e nem pro papai.

—Ei! Nada de segredos com o papai aqui. – ralhou Rabastan. Emily deu um sorrisinho, finalmente conseguindo fazer Rigel dormir. Ela o entregou para Rabastan que caminhou até Rasalas. Mas o filho mais velho negou com a cabeça.

—Sou bruto demais para segurar bebês. – riu ele – Eu olho de longe mesmo.

Rabastan sorriu e concordou, levando o pequeno para o quarto, mas antes que chegasse na metade do caminho, sua mãe o cortou.

—Eu levo! Eu levo! – disse ele animadíssima – Meu netinho mais lindo!

—Vó! Pensei que eu era seu neto mais lindo! – ralhou Rasalas, lá da sala. Rabastan sorriu para sua mãe e voltou para a sala, para se sentar no sofá, ao lado de Emily. Os dois entrelaçaram as mãos e sorriram um para o outro.

—Ah! Mudou de cor. – riu Alhena, olhando para o cabelo da irmãzinha, que adquirira um tom azul piscina de cabelo, logo depois de bocejar. Alhena soltou um suspiro e passeou o nariz pela testa dela.

Foi quando um elfo apareceu, parecendo terrivelmente assustado.

—Mestre Rabastan! Mestre, mestre! – choramingou o elfo. Rabastan o olhou com algum desprezo e arqueou as sobrancelhas, em sinal que o tinha escutado – É o Lorde, meu senhor. Ele está ai. Ele está na porta, senhor!

Rabastan se levantou de uma vez, olhando para os filhos. Alhena o olhava parecendo em choque e Rasalas fechou a cara, soltando um som como o de um rosnado.

—Vocês precisam se comportar! – disse baixinho – Os dois.

—Não o deixe entrar! – rosnou Rasalas.

—Quer arrumar uma guerra com ele agora? – perguntou Rabastan arqueando as sobrancelhas. Rasalas fechou a cara e pareceu ficar mais emburrado. Olhou preocupado para a esposa, que parecia assustada – Vá para o quarto, com Polaris. Não saia até que eu te chame. – Rabastan olhou para Alhena – Consegue se controlar?

Alhena respirou fundo, entregou a irmã para Emily, que rumou para o corredor.

—Acho... – ela parou e empinou o nariz – Eu consigo.

Rabastan fez um aceno em concordância e respirou fundo.

—Venham os dois comigo, para recepcioná-lo. Pareçam orgulhosos, pelo amor de Merlin. Não o desrespeite, Rasalas.

—Eu... ok... eu vou me comportar. – rosnou Rasalas, tentando parecer mais calmo.

Rabastan os guiou para a sala de visitas e logo seu pai apareceu com o Lorde das Trevas. Seu pai parecia agir como se estivesse recebendo o Ministro e isso o acalmou um pouco. Fez uma reverência para o Lorde, que estava muito sério, parecendo quase insatisfeito.

—Meu Lorde. É uma honra recebê-lo. – disse cordialmente, mas o Lorde se virou para Alhena.

—Preciso que me diga onde está a varinha que usarei para me tornar o maior bruxo das trevas do mundo. – disse o Lorde de maneira impaciente para Alhena. Rabastan sentiu o estômago dar uma cambalhota e se virou para a filha.

—Eu sinto muito, meu Lorde. – disse ela baixando os olhos, parecendo triste – Mas... mas não posso fazer isso.

—Por que não? – rosnou o Lorde. Rabastan olhou incrédulo para ela. Não se recusava um pedido do Lorde das Trevas.

—Porque eu perdi o meu dom, senhor. – respondeu ela.

—Perdeu o dom? – repetiu ele.

—Isso mesmo. – respondeu Rasalas dando um passo para frente – Minha irmã sofreu um trauma e isso a fez perder o dom, meu senhor.

Fez-se silêncio na sala e o Lorde estreitou os olhos. Ele olhou de Rasalas para Rabastan, de maneira analítica.

—Esse é seu filho, Rabastan? – perguntou ele.

—Sim. Esse é Rasalas. – respondeu calmamente – Voltou da escola para passar o recesso de natal em casa.

O Lorde olhou para Rasalas com atenção, perdendo completamente o interesse em Alhena. Ele o rodeou, o tocou no ombro e depois avaliou seu rosto.

—Um garoto forte. – disse o Lorde, ainda estudando o rosto de Rasalas – Diga, garoto. Você é leal como a sua irmã? – perguntou o Lorde. Rabastan controlou o rosto, desesperado.

—Sou. – respondeu Rasalas de maneira convincente, para seu alívio.

—Lutaria por mim? – perguntou o Lorde.

—Já luto. Vou torturar os rebeldes da escola. Colocar aqueles que se opõem ao senhor em seu devido lugar. No chão.

Alhena parecia completamente indiferente ao ouvir aquilo. Como se ela sempre soubesse que Rasalas falaria aquilo. Rabastan se esforçava para ficar tão indiferente quanto ela. Nem um pouco surpreso, aliviado ou chocado.

O Lorde olhou para Rasalas e sacou a varinha. Rasalas franziu a testa, sua mão foi para o bolso, lentamente, mas o Lorde apenas o tocou no ombro, rasgando a parte de cima de suas roupas, expondo a cicatriz que Grayback deixara em sua pele.

—Um desperdício. Um garoto tão promissor como você... maculado. – murmurou o Lorde – Seria um excelente soldado, um excelente Lestrange... mas infelizmente...

—Não estou estragado, senhor. – sibilou Rasalas, os cabelos ficando vermelhos. Alhena agora pareceu um pouco preocupada e isso o deixou preocupado também.

—Claro que não. Claro que não... mas não poderá levar a família agora que é um lobo, não é? – perguntou o Lorde – Que dom extraordinário que você tem. É um metamorfomago?

—Sim. – respondeu Rabastan.

—Impressionante, Rabastan. Um filho metamorfo e uma filha vidente... – o Lorde se virou, voltando a mirar Alhena, como se tivesse se esquecido dela e finalmente se lembrado – E me diga. Que trauma foi esse que você sofreu, a ponto de perder o dom?

Fez-se um silêncio constrangedor no cômodo, mas Alhena respondeu segundos depois.

—Eu fui violentada por um garoto da escola, senhor. – respondeu ela. O Lorde a olhou com algum desdém.

—Só isso? – perguntou ele. Rasalas pareceu ficar realmente ofendido, mas Alhena continuou.

—Para o senhor pode parecer algo bobo, meu Lorde, mas pra mim foi muito importante. Ele tirou minha virtude de mim. – respondeu ela – Ele me sujou. E isso enfraqueceu meu dom, até desaparecer. Não é algo tão incomum, na verdade. Algumas pessoas ficam descontroladas, fazendo emissões involuntárias de magia. Eu apenas não consigo mais prever.

—Mas um dia o dom pode voltar? – perguntou o Lorde, com interesse.

—Sim. Eu acho que sim. – respondeu ela. O Lorde concordou em silêncio, ainda a olhando com os olhos estreitos – Você ainda tem interesse de se juntar a mim? – perguntou o Lorde. Alhena respirou fundo.

—É claro, meu Lorde.

—Você provou seu valor. Você previu Dumbledore morto, previu o ministro morto... entre outras muitas previsões. Mas... Lorde Voldemort estaria errado em pensar que você duela como um Lestrange? Ou seu dom com a visão era a única coisa que tinha a me oferecer?

Alhena baixou os olhos, respirou fundo e o encarou novamente.

—Eu posso não duelar tão bem quanto Rasalas, mas eu sou uma bruxa competente. – Alhena soltou um suspiro – Mas meu dom era sim, o melhor que eu tinha a oferecer, meu Lorde.

—Então não se esqueça de me avisar, caso o recupere. – respondeu o Lorde das Trevas. Alhena concordou com a cabeça e novamente o Lorde voltou a olhar Rasalas – E você? O que tem a oferecer?

—Depende do que irá me pedir, senhor. – respondeu Rasalas.

O Lorde o olhou parecendo levemente incomodado e isso ligou um alarme dentro de si.

—Me chame de Lorde, meu jovem. – disse o Lorde. Rasalas seguiu indiferente, mas havia irritação nele.

—O que quer de mim, Lorde? – perguntou Rasalas.

—Vejo que não tem o entusiasmo que seu pai, tio e irmã. – disse o Lorde das Trevas.

—Não gosto de tomar partidos em brigas, sem ter certeza sobre quem sairá vencedor. Apenas isso. – respondeu Rasalas. Alhena o olhou em choque e Rabastan fechou os olhos, em desespero. Porque ele não consegue controlar a língua?

—E você tem alguma dúvida sobre a nossa vitória? O que acha que Potter pode fazer? É impossível que ele consiga me derrotar, garoto. – ralhou o Lorde. Mas Rasalas cruzou os braços e riu de maneira insolente.

—Passei seis anos vendo Potter fazer o impossível, senhor. – explicou Rasalas.

—Rasalas Lestrange! – rosnou Rabastan o puxando pelo ombro, tentando parecer zangado – Meça suas palavras! Com quem acha que está falando?

—Ele não aprendeu a ter boa educação, Rabastan? – perguntou o Lorde, girando a varinha nas pontas dos dedos – Eu o ensino a ter mais etiqueta.

—Meu mestre... – começou Rabastan, mas o Lorde apontou a varinha para Rasalas. Antes que ele soltasse qualquer feitiço, Alhena se colocou no caminho.

—Não, por favor? – pediu ela – Rasalas é teimoso e idiota algumas vezes, meu Lorde. Mas é que ele crescer sendo o homem da casa. Meu avô o vem treinando para liderar há anos. Por isso meu irmão tem problemas para seguir ordens. Ele é um líder-nato. Perdoe-o, por favor. Ele vai aprender a servir. Ele vai entender a honra que é seguir o senhor, por favor...

O Lorde olhou para Alhena com frieza e Rabastan se adiantou.

—É como ela diz, meu Lorde. Mas ele vai aprender a servir. Ele vai. Garanto que vai. – insistiu Rabastan.

—Eu não entendi o motivo de tanto desespero. – riu Rasalas, arqueando as sobrancelhas – Eu aturo Potter desde os onze anos e sei o que estou falando. Ele sempre dá um jeitinho de conseguir o que quer. Não é mentira nenhuma. Ele não fugiu do senhor e dos outros comensais, na final do Torneio Tribruxo? Ele não conseguiu proteger a pedra filosofal no primeiro ano? Matou um basilisco no segundo... No terceiro enfrentou um monte de dementadores, sozinho. No quinto, mais uma vez, enfrentou os comensais e escapou com vida. Acho que subestimar Harry Potter é um erro simplesmente obtuso. Foi isso o que eu quis dizer.

Rabastan não sabia se ficava mais calmo ou se dava um tapa na cabeça do filho. O Lorde das Trevas o olhou com os olhos apertados e sorriu.

—Entendo. Estava aconselhando o Lorde das Trevas. Acha que eu não sou esperto o suficiente para lidar com um garoto de dezessete anos, estúpido e impertinente?

—Eu prefiro pensar que Potter é mais escorregadio do que aparenta. – respondeu Rasalas – Eu não acho que ele vá derrotar ninguém. Mas... mas acho que não é... – Rasalas levantou os olhos, procurando pela palavra certa – Sensato... isso. Não acho sensato subestimá-lo. Potter não está sozinho. Ele tem muitos amigos, melhores e mais inteligentes que ele, o ajudando em... sabe-se lá o que ele está tentando fazer.

—Ele está se escondendo. Fugindo. É isso o que ele está fazendo. – disse Alhena.

—Eu realmente duvido muito. – retrucou Rasalas – Potter só vai parar de ser um incômodo no dia em que o coração dele parar de bater.

O Lorde das Trevas olhou para Rasalas com algum desdém e novamente se virou para Rabastan.

—Espero que crie seus filhos direito, Rabastan. – ele olhou para Alhena – Se seu dom voltar, quero ser notificado imediatamente.

—Sim, meu Lorde. – Murmurou Alhena.

E quando ele finalmente foi embora, os três puderam respirar aliviados.

***

Quando o recesso de natal terminou, Rasalas começou a entender o pesadelo que Draco e Alhena vinham compartilhando. Torturar os delinquentes da escola era simplesmente terrível. Tinha vontade de vomitar sempre que precisava fazer aquilo e logo começou a desejar que a próxima lua cheia chegasse logo.

Sempre soube que Snape era severo, mas nunca imaginou que ele deixaria a escola tomar aquele rumo. Quando um aluno do primeiro ano da Corvinal, que tinha apenas olhado feio para Aleto Carrow chorou implorando para que não o torturasse, Rasalas se recusou a fazer a maldição cruciatus e foi torturado no lugar dele.

Carrow o torturou por tanto tempo que precisou ir na Ala Hospitalar beber gole da paz, pois ficou tendo flashbacks de quando Avery o torturou e o jogou pra Grayback. Os pesadelos voltaram com força e começou a ter dificuldades para dormir.

Mas tudo piorou no final de janeiro, quando seria o aniversário de Lisian Martell. Todos os lufanos apareceram com um broche no peito, com o nome dela e todos pintaram seus cachecóis de preto. Draco parecia rodeado de dementadores naquele dia.

—Eles fazem só pra me afetar, esses merdinhas. É só pra me alfinetar.

—Ou talvez estejam de luto pela companheira morta. – sugeriu Pansy calmamente. – Afinal, a amiga deles morreu por sua causa.

—Pansy! – ralhou Rasalas. Ela suspirou e soltou um muxoxo.

—Desculpe, Draco. Falei sem pensar. – murmurou ela a contra gosto. Rasalas olhou para Draco e notou que o colega parecia mais abatido que nunca. Ele se levantou e estava para sair, quando Alhena o segurou pela mão.

—Calma... – murmurou ela. Mas Draco puxou a mão gentilmente e saiu. Alhena suspirou e foi atrás dele, como sempre fazia.

Estavam ainda no horário de almoço, então todos estavam reunidos na mesa da Sonserina. Astoria, quando Alhena se afastou com Draco, se virou para Damian.

—Eles estão juntos? – perguntou ela, zangada. Damian deu de ombros.

—Não sei. Acho que não... mas não seria uma surpresa. Estão sempre um com o outro... não é? – perguntou Damian jogando seus feijões de um lado para o outro.

—Hunf.

Astoria se levantou e saiu, parecendo chateada e Rasalas olhou para Daphne.

—Qual é a da sua irmã? – perguntou. Daphne deu de ombros.

—Ciúmes, oras. – respondeu ela com algum pouco caso – Ela está de frescura com o Draco, porque ele fez merda no ano passado. Não quer ficar com ele por conta disso, mas fica com raivinha quando ele e Alhena vão dar uns malhos. Me poupe.

—Alhena e Draco estão dando uns malhos? – perguntou Damian franzindo a testa. Daphne sorriu acidamente e o olhou com frieza.

—E se estiverem? Não é da sua conta. Assim como não é da conta dela que você esteja com Green de novo.

—Eu sou solteiro. Qual o problema? – perguntou Damian.

—Nenhum, tanto é que Alhena não está zangada com você.

Damian até corou.

—Ela sabe? – perguntou ele, parecendo envergonhado.

—Sabe sim, Pansy deixou escapar... por acidente.

—Eu nem sabia que ela estava no dormitório, ok? Achei que ela estava na cama do Draco de novo. – resmungou Pansy, emburrada.

—Alhena não tem dormido com Draco. – murmurou Rasalas – Eu saberia.

—Ela iria te contar? Ou Draco iria te contar? – perguntou Damian.

—Eu sentiria o cheiro. – explicou Rasalas calmamente e Damian acenou com a cabeça, convencido.

Damian terminou de almoçar, pegou seu material e foi até a mesa da Corvinal, conversar com Green. Rasalas deu de ombros, também terminando de almoçar e ficou esperando que Daphne terminasse. Namoraram um pouco na beira do lago e então foi para a aula de Runas e ela para a de Aritmancia.

Alhena e Draco já estavam lá. Draco parecendo deprimido e Alhena simplesmente distraída. Se sentou ao lado da irmã e a olhou. Ela estava mirando a porta, sonhadoramente.

—Então... já está sabendo que Damian está namorando? – perguntou naturalmente. Draco e Alhena o olharam surpresos e depois se olharam e deram de ombros.

—Bom pra ele. – murmurou Draco.

—É... bom pra ele. – murmurou Alhena, soltando um suspiro.

—Como se sente com isso? – perguntou Rasalas. Alhena soltou um suspiro.

—Bem... não posso exigir nada do Damian, não é? – perguntou ela – Quero que ele seja feliz... Green é bem bonita. – murmurou ela. Rasalas soltou um muxoxo.

—Você é patética algumas vezes, Lena... – riu Rasalas com desdém. Draco e Alhena o olharam com surpresa – Não se dá nem ao trabalho de lutar pelo que quer... fala sério... Eu sei que você passou por um trauma fodido, mas tem que batalhar pelo que você deseja. Tem que parar de sentir pena de si mesma ou pena vai ser a única coisa que as pessoas vão sentir por você.

Alhena suspirou e concordou com a cabeça, tristemente, voltando o olhar para seu diário. Se perguntou se Draco iria tentar protegê-la, mas ele não o fez. A professora chegou e os três ficaram em silêncio, tentando aprender os métodos para combinar runas e potencializar o poder mágico de artefatos.

No final da aula, Alhena e Draco foram subir as escadas Rasalas se perguntou pra onde estariam indo. Esperou um pouco e os seguiu pelos corredores e logo entendeu que eles estavam indo para a torre de Astronomia. Continuou a segui-los por um tempo e ficou parado na porta, tentando escutar o que eles iriam conversar, mas era impossível com a porta fechada. E se tentasse abri-la, eles certamente iriam escutar.

Então suspirou e voltou a andar para a aula de transfiguração. Draco e Alhena chegaram atrasados, fedendo a cigarros. Levaram uma bronca da professora e se sentaram longe de todo mundo, ambos parecendo simplesmente infelizes...

****

—Lupin. Você não vai acreditar. – disse Arthur. Lupin piscou, confuso e olhou o amigo, que parecia simplesmente chocado.

—O que houve?

—Você precisa ir para a casa dos Tonks. – respondeu Arthur. Lupin piscou, sem entender e ficou preocupado

—Aconteceu alguma coisa com Dora?

—Bem... sim... – riu Arthur – Seu filho vai nascer.

Lupin sentiu o chão sob seus pés desaparecer. Um medo e uma ansiedade o tomaram, ao mesmo tempo que uma grande euforia. Seu bebê estava para nascer.

Se despediu dos Weasley e aparatou para a casa dos sogros. Dora estava parecendo tranquila, enquanto a mãe dela andava de um lado para o outro, parecendo muito ansiosa.

—Olá, querido. – riu Dora – Que bom que conseguimos falar com você...

—Não perderia isso por nada. – garantiu Lupin se ajoelhando ao lado dela.

Nymphadora sorriu, parecendo serena e Lupin a pegou no colo, para levá-la para a cama. Tudo já estava preparado para o parto, mas isso não o deixou menos ansioso. Segurou a mão dela e trocaram um olhar, ele tentando parecer calmo e ela parecendo completamente serena.

—Eu amo você, Dora. – disse nervoso. Nymphadora sorriu contente e acenou com a cabeça.

—Eu também te amo, querido.

Suspiraram juntos e ouviram a campainha tocar. Remus olhou de sua esposa para sua sogra, que parecia simplesmente assustada.

—Fiquem aqui. Se ouvirem qualquer coisa, usem as chaves portal, ok? – disse Andrômeda. Remus segurou a mão da esposa com firmeza e concordou.

Andrômeda saiu do quarto e Remus ficou prestando atenção em todo e qualquer som suspeito, mas felizmente tudo parecia tranquilo. Sacou a varinha, ficando rente à porta, mas os minutos passaram lentamente e silenciosos. Olhou para Dora, que respirava fundo alisando a barriga, sempre que uma contração vinha. Imaginou que ela estaria gritando de dor, mas tudo parecia bastante sob controle.

Escutou passos, finalmente, recuando até Dora e segurando sua mão, caso precisassem fugir, mas foi Andrômeda quem apareceu, parecendo bastante sem jeito.

—Remus... é melhor você ir lá na sala.

—Agora? – perguntou Dora.

—O bebê ainda vai demorar uma hora ou duas pra nascer, querida. Não se preocupe. – explicou Andrômeda. Nymphadora fez uma careta e concordou.

—O que aconteceu, Andy? – perguntou Remus. Andrômeda negou com a cabeça.

—É melhor você ir lá pra sala resolver umas coisas... – insistiu ela.

Remus achou aquilo no mínimo suspeito, mas não insistiu. Beijou Dora na testa e prometeu que logo estaria de volta. Deixou o quarto, pegando o corredor, e entrou na sala. Sentiu um cheiro extremamente nostálgico. Um cheiro que o fez arrepiar-se completamente. Um cheiro que não sentia há anos e o único que alguma vez o fizera distrair-se de Emily Valentine, na época do colégio.

Fora apaixonado por Emily durante muito tempo, mas ela não fora sua única paixão no tempo de escola. Houve uma outra metamorfomaga que ele conhecera na escola. Alguém que ele não podia sonhar em tocar, porque Sirius era extremamente ciumento e superprotetor. A primeira paixão sua e de James. Ainda podia se lembrar com perfeição, como seu amigo vivia a fazer cócegas nas costelas dela, apenas para chamar a atenção e ter uma desculpa para tocá-la.

A melhor amiga de Emmeline. As duas tocavam o terror naquela escola...

Respirou fundo e entrou na sala, dando de cara com Adhara Black. Ela o olhou, parecendo furiosa e se aproximou de uma vez. Lembrava de quando ela tinha feito aquilo quando ele negara o pedido de namoro de Emily. As duas eram amigas também, apesar de não se darem muito bem antes do assassinato dos pais de Emily.

Sabia o que ela ia fazer e podia imaginar muito bem os motivos que a levariam a aquilo. Sentiu o tapa ardido em sua cara, sem se irritar. Na verdade, sentia-se mesmo bastante envergonhado. Mas tinha recebido ordens de Dumbledore. Sirius ficara enfurecido, mas fizeram o que foi possível para manter os dois seguros.

Ficaram em silêncio por alguns segundos. A encarou perdido em pensamentos confusos. Queria muito explicar para ela, mas sabia que ela não iria perdoar. Ela provavelmente sentia que tinha sido traída e esquecida por todos...

—Eu não acredito que não teve a decência de me mandar uma carta que fosse, Remus Lupin. – rosnou Adhara, deixando os cabelos ficarem vermelho fogo.

—Dumbledore achou que era melhor assim... você estava longe daqui. A salvo... a última guerra te tirou tanto, Addie...

—Não ouse dizer o que eu perdi na guerra! – rosnou ela – Por que não me escreveram sobre Sirius? POR QUE?

Remus soltou um suspiro.

—Foi preciso...

—E isso aqui? – rosnou ela jogando um jornal em cima dele – Foi preciso também? – perguntou ela. Remus pegou o jornal, confuso. Há muito deixara de ler o Profeta Diário, que estava sendo completamente controlado pelos elitistas, mas logo entendeu o que Adhara deveria estar achando tão absurdo.

—Rabastan e Emily se casaram? – perguntou Adhara – Minha amiga estava viva? Como ninguém me contou que ela estava viva? Ela casou com Rabastan! O que raios está acontecendo? – perguntou Adhara – E eu quero saber onde vocês enterraram meu primo. Eu quero ao menos poder me despedir do corpo dele, já que ninguém se importou em me avisar que estavam com ele enquanto ele estava foragido!

Remus largou o jornal em cima da mesa e apontou para o sofá.

—Tem tanta coisa que você não sabe...

—Eu sei disso. Por isso vim pra cá. Pra entender. Já fui na casa da Narcisa, descobri que Bella quem matou Sirius, descobri que Ciça está sendo feita praticamente de refém. O filho dela parecia simplesmente desesperado. E aquele lunático do Vol... hum... Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado teve a audácia de marcar o garoto. Eu vi o braço dele, tatuado com a marca negra! Minha família está desmoronando e ninguém parece se importar! O Ministério está completamente dominado pelos comensais de morte, Pettigrew estava vivo, Harry Potter está desaparecido, você se casou com a filha da minha prima, minha amiga se casou com Rabastan e agora parece viver feliz com os Lestrange, que foram quem tentaram acabar com a raça dela no passado... pelo que eu sabia, Rodolfo quem tinha matado Emily. Mas eu agora eu realmente não faço a menor ideia do que...

—Calma. – riu Lupin – Eu vou explicar tudo se você me deixar falar.

—Então fale, Aluado, porque eu estou prestes a ter um ataque.

Remus concordou movendo a cabeça. A última do grupo finalmente tinha voltado... a Marota.

—Ok, Tetas. – riu ele. Addie fez uma careta e o olhou muito séria. – Bem... por onde quer que eu comece?

—Comece me contando porque ninguém me avisou sobre Sirius. – rosnou ela.

Remus soltou um suspiro.

—Sabíamos que você viria correndo. Não queríamos que você corresse esse risco. Você estava a salvo na França, longe disso tudo. Sirius a princípio foi contra, mas quando entendeu que você ficaria melhor sem saber sobre ele e sem se envolver com tudo... – Remus soltou um suspiro – Ele concordou em te manter no escuro, mas... mas ele deixou cartas pra você... – Remus pensou em seu baú, em sua casa e conjurou um caderno grosso. O entregou para Adhara – É um diário que ele fez... queria que te entregasse quando a guerra terminasse... mas acho que não faz mais diferença... você já está aqui, não é?

Adhara pegou o diário e o abriu. Ela leu as primeiras linhas e levou a mão para a boca, com os olhos enchendo-se de água.

—Não é justo! Não tinham esse direito! – choramingou ela.

Remus concordou com um suspiro.

—Você conhecia seu primo e a mania dele de sempre querer te proteger... – murmurou Remus – Eu realmente sinto muito. Mas eu garanto que ele sentia muito a sua falta. – soltou um suspiro olhando triste para a janela – Estávamos escondidos no Largo Grimmauld, era a Sede da Ordem da Fênix até Dumbledore morrer... Você sabe como ele odiava aquela casa sem você...

—Vocês não podiam ter escondido Sirius de mim! Não podiam! Eu escrevi pra você, perguntando se tinha alguma notícia dele. Você mentiu pra mim! MENTIU!

—Foi a decisão de Sirius.

—Foi SUA decisão de não me contar. De concordar com esse egoísmo todo! Eu não sou uma garotinha indefesa. Eu nunca fui. NUNCA! – rosnou Adhara ficando de pé.

Remus concordou com a cabeça.

—Eu realmente sinto muito, Addie...

Adhara respirou fundo e andou de um lado para o outro, até apontar para o jornal.

—Emily! Ela estava viva todo esse tempo?

—Sim.

—Eu fui no enterro dela! – disse Adhara – Eu estava lá, chorando desesperadamente, lamentando por ver todos os que eu amava morrerem! E então ela me aparece na capa de um jornal, como uma princesa, casada e grávida de Rabastan Lestrange! O irmão do cara que supostamente matou ela, anos atrás.

—Certeza de que só não está com ciúmes? – perguntou Remus, tentando sorrir. Mas Adhara não achou engraçado.

—Rabastan fez as escolhas dele. Ele escolheu as trevas e isso significava não fazer parte da minha vida. Eu não sinto nada por Rabastan.

—Mesmo? – perguntou Remus.

—Sim. – respondeu Adhara.

—Porque ele mudou de lado. – disse num sussurro. Adhara até engasgou.

—O... o que? – perguntou ela, chocada.

—Eu me surpreendi também, quando Rasalas me contou. Ele jurava que eu sabia na verdade. – Remus.

—Quem é Rasalas?

Remus soltou um longo suspiro.

—Essa é realmente uma longa história, Addie... mas acho que posso te contar enquanto minha esposa não dá a luz.

—Se apresse então. – ralhou Addie, que parecia um pouquinho de nada menos estressada.

Remus se levantou, tomando fôlego.

—Bem... algumas semanas antes de Emily “morrer”... – começou, contando aquela história, sobre sua amiga abrir a porta para ajudar um comensal de morte ferido... uma longa história... com tantos desdobramentos...

Remus Lupin

Notas finais
Adhara Black! Pra quem quer saber mais sobre Adhara Black>>> https://fanfiction.com.br/historia/532735/WeareInfinite/ Minha fic, com a diva da Aurora (esse capítulo foi pra você, linda! Desculpe ainda não ter escrito mais coisas, mas a minha vida tá uma loucura nesse fim de ano ¬¬) Então é isso... Beijossss =*