Notas iniciais
Título sugestivo >—> Draco Malfoy, fique dentro dessas calças, rapaz! hsauhsaushausa Como eu disse, com 4 comentários eu postava mais um. E se tiver mais 4 eu posto outro, porque to de bom humor e recebi uns comentários maravilindos ahsaushauhsaus XD Beijos e #PartiuLer

1996

Mansão Malfoy

Rodolfo acordou sentindo alguém em cima de si. Abriu os olhos e viu sua esposa sentada sobre seus quadris.

—O vinho te deixou excitada, esposinha? – perguntou com um sorriso safado, mas Bella não sorriu. Ela colocou a varinha em seu pescoço. A olhou friamente, se perguntando o que ela tinha na cabeça – O que está fazendo, mulher?

—Eu vi seus olhares para Alhena. – rosnou ela.

Acabou sorrindo, sem conseguir evitar, mas isso fez Bella apertar a varinha contra seu pescoço.

—Está com ciúmes, Bellatrix? – perguntou dando uma risadinha.

—Se você encostar um dedo que seja na nossa sobrinha... – rosnou a esposa. Rodolfo colocou a cabeça sobre as mãos, sem se preocupar com qualquer ameaça que ela estivesse pensando em fazer.

—Você vai fazer o que? – riu insolente. Bella apertou mais a varinha contra ele – Vai me matar? Vai me torturar? Vai cortar meu pau fora? – ele deu uma risadinha e Bella o encarou com ódio – Você não faria nada disso.

—E por que não? – rosnou ela. Rodolfo girou o corpo de uma vez, colocando Bellatrix por baixo de si. Os reflexos dela estavam lentos pelo vinho e ela não era forte como ele. Segurou o pulso dela, para que ela não conseguisse apontar a varinha para ele.

—Porque eu sou seu maridinho, Bella. – riu ele a olhando – Não me culpe por você não ser mais tão bonita. Você está envelhecendo. Mas Alhena... Alhena está cheia de vida. Tão jovem, bonita, deliciosa... Como quer que eu não olhe?

—Você pode muito bem ser o pai dela. – rosnou Bellatrix.

—As datas não batem. – respondeu Rodolfo – Eles são mesmo de Rabastan. – Rodolfo olhou a esposa com algum desdém. Ela estava mais bonita do que estivera em muito tempo. Estava até recobrando o tesão por ela... mas ver Alhena... Aquela garota o atiçou inteiro – Se afeiçoou mesmo pela garota... – Bella o olhou com desgosto e isso o fez rir novamente – Por que está me olhando assim?

—Não quero que se aproxime dela. Ouviu? Aquela garota já passou por coisas o suficiente. O irmão é um lobisomem, a mãe é um desastre, Rabastan é instável, quase foi estuprada e é uma vidente. Ela não precisa de mais você para foder a mente dela!

—Não é a mente dela que você tem medo que eu foda. – zombou com um sorrisinho. Bella se remexeu debaixo dele, mas ele não a deixou se mover – Não vou fazer nada que ela não queira, não se preocupe, Bella. Mas não por você. Vou fazer por Rabastan.

—Rabastan?

—Rabastan gosta dos filhos dele. Mas nenhum dos dois vai poder salvar o meu nome... isso nos deixa alguma responsabilidade... – Bellatrix o olhou chocada. Segurou os dois pulsos dela com uma mão e desceu a outra para a saia do vestido dela – Está na hora de me dar herdeiros, Bella.

—Eu já não tenho mais idade pra isso. – rosnou ela.

—Vamos ter que correr o risco. Não vou deixar um lobisomem levar meu nome pra frente. – riu Rodolfo tocando a pele da esposa. Passou a mão grossa pela coxa dela e retirou sua calcinha – Eu preferiria ver o meu nome morrer comigo e Rabastan, mas como meu irmão não quer que eu toque nos filhos dele... vamos ter que fazer algo a respeito.

—Eu já disse que não vou ter filhos.

—Você vai. – rosnou ele se aproximando – Mas se quiser esperar que eu apele para o Lorde das Trevas... eu farei isso. – Rodolfo escorregou os dedos para a intimidade da esposa. Há anos não tocava ali. A última vez que transara com ela foi antes da queda do Lorde das Trevas. Nem se lembrava mais como costumava ser.

—Vai chorar para o Mestre me mandar ter seus herdeiros?

—Vou. – riu ele – Afinal, a poção de esterilidade só dura dez anos. – Bellatrix o olhou chocada – Achava que eu não sabia? Que você tinha tomado a poção para não engravidar? Achou que eu iria acreditar que você simplesmente era infértil? Achou que eu não iria saber o que você fez? – ele deu uma risadinha – Não achei que fosse tão ingênua, esposa. – provocou ele a acariciando lá embaixo, sentindo seus dedos ficarem úmidos e escorregadios. Bella, porém, o olhava friamente – Vamos, Bella. Está zangada? Não tem porque ficar zangada. Eu não estou. Ainda dá pra recuperar o tempo perdido. – retirou os dedos de dentro dela e os lambeu, provando o gosto. Sorriu levemente excitado para ela e abriu o cinto – Vai ser uma obrigação pra você e pra mim, esposinha. Eu não estou com um pingo de tesão em você, mas... – abriu o zíper da calça, os botões e se despiu minimamente. Bellatrix parecia uma pintura congelada, o olhando com puro desgosto.

Soltou os pulsos dela, mas retirou a varinha da mão dela, jogando-a no chão. Depois levantou a saia do vestido de Bellatrix e entrou. Bella não se moveu, nem parecia ter sentido. Mas não ligou. Não queria transar com ela. Apenas tinha uma obrigação com o próprio nome. A empurrou com o quadril de novo e de novo, quase entediado. Amava fazer sexo, mas aquele estava completamente insosso. Acabaria broxando daquele jeito.

Fechou os olhos se lembrando de outros tempos, quando Bellatrix era nova e cheia de vida. Quando a cama era simplesmente maravilhosa. Quando escutar os gemidos de prazer dela eram a melhor coisa que poderia ouvir. Costumavam ser um casal quente. Um casal alucinado. Desde Hogwarts. Desde que ela entrara em seu dormitório, no sétimo ano. Desde que tirara a virtude dela. Se não tivesse visto o sangue nos lençóis, diria que ela não era virgem. Ela não tinha medo, ela não ficara nervosa. Ela não esboçou dor. Só prazer. E ela o enfeitiçara completamente, com os quadris, como dizia seu pai. Nos bailes de debutante, a perseguia desesperado, convidado ou não. Só de pensar em outro homem com ela, sentia o sangue ferver. Estavam noivos desde os quinze anos, mas os Black a exibiram assim mesmo e muitos tentaram passar a perna nos Lestrange, mas ele a conquistou. ELE.

Seu casamento fora um sucesso. Eram feitos um para o outro. Em suas qualidades, defeitos e loucuras. Ela era tão cruel e desumana quanto ele. Ela estava tão disposta a arriscar tudo, quanto ele. Ela estava tão envolvida na rebelião do Lorde das Trevas quanto ele... mas tudo desandou quando o Lorde desapareceu. O fogo neles morreu e sobrou apenas loucura. Apenas loucura. E mesmo com o retorno do Lorde, o fogo estava apagado e nenhum dos dois estava disposto a reacendê-lo. Eram marido e mulher apenas no papel. Não restara nada do passado neles... como Rabastan conseguira manter por aquela Valentine. Se perguntou como ele conseguira. Teria sido graças aos filhos? Fora isso? Não... Não fazia sentido.

Empurrou Bellatrix com força e ela fez uma careta, finalmente alguma emoção. Segurou o vestido dela com as duas mãos e o rasgou ao meio, deixando-a exposta. Os seios dela balançavam seguindo o movimento do corpo. Se curvou e a beijou nos mamilos. Sentiu as mãos dela se enroscarem em seu cabelo. Uma dor excitante passou por seu couro cabeludo quando ela o puxou pelos cabelos.

A virou com brusquidão, a deixando de costas.

—Eu não sou um cachorro. – rosnou ela. Ela nunca gostara daquela posição. Ela gostava de ficar por cima, no controle. Mas ele era controlador demais. Não gostava de ficar por baixo tampouco. Voltou a penetrá-la, sem se importar com a reclamação dela. Bella se levantou e se afastou, mas ele a puxou de volta.

—Fique quieta.

—Eu não sou essas mulheres assustadas que você estupra, Rodolfo. Se quiser transar comigo, vai ser do meu jeito. – rosnou ela.

—Você não está em posição de fazer exigências. – rosnou ele a apalpando nos seios, esfregando o membro rijo na bunda dela.

—Isso pode ser bom, ou pode ser uma luta, Rodolfo.

—Eu gosto de lutas, Bella. – riu a apertando mais força. Ela gemeu de dor e ele finalmente se viu aceso – Eu adoro te ouvir dando esses gemidos de dor.

—Será que eu gosto do mesmo? – perguntou ela. Ele franziu a testa, curioso e ela jogou a cabeça para trás, o acertando no nariz. A soltou imediatamente, zonzo pela dor, mas a xingou alto. Bellatrix fugiu da cama e ele se preparou para segui-la, mas ela tinha recuperado a varinha. A olhou furioso, com o nariz latejando e a viu sorrir, divertida – Sente-se, esposinho, com as costas na cabeceira da cama. – engoliu em seco e obedeceu, olhando-a furioso. Bellatrix subiu na cama e se aproximou de joelhos, ainda apontando a varinha para ele – Está zangado, esposinho? – perguntou ela com cinismo. Ele rosnou em resposta. Bellatrix sentou em seu colo e ele gemeu ao sentir-se completamente dentro dela. A varinha dela tocou sua bochecha e os dois se encararam sem parar. Os dedos finos dela foram para sua nuca e puxaram seus cabelos para trás, o fazendo deixar o pescoço exposto. Sentiu a língua dela subir por ele, até alcançar seu queixo. Fechou os olhos, a sentindo mover-se em seu colo. A varinha lhe pressionando a bochecha dolorosamente, os dentes dela o mordendo de leve no queixo – Está gostando, esposinho?

—Vá pro inferno. – rosnou em resposta, apesar de um sorriso ter brotado em seu rosto. Bella gargalhou, continuando a se mover. Passeou as mãos pelo corpo magro demais dela. Brincou um pouco com os seios dela, os apertando com força, gostando de senti-los em sua mão. Bella gemeu de prazer e ele não pode deixar de pensar que achava o gemido de dor mais excitante.

Os movimentos dela foram ficando mais rápidos, mais frenéticos e os gemidos foram aumentando. Fechou os olhos se entregando ao momento, sentindo o orgasmo se aproximar também. Mas Bellatrix chegou primeiro, tremendo em cima de si. O braço dela caiu e ele a deitou na cama com violência. Ela o olhou surpresa e ele colocou as duas mãos ao redor do pescoço dela.

Voltou a empurrá-la com os quadris, se excitando ao vê-la tentar se livrar de suas mãos. Os sons abafados dela eram excitantes e quando finalmente explodiu dentro dela, a soltou, achando ótimo o desespero dela para buscar o ar.

Os dois se olharam e sorriram, para gargalhar em seguida.

—Você duela melhor do que fode, Rodolfo. – provocou Bellatrix com um sorrisinho malicioso no rosto.

—O incentivo é melhor nos duelos. – respondeu se levantando e fechando as calças – Não tome chá de lua, Bella. Nós vamos ter um filho.

*

Alhena abriu os olhos com a cabeça um tanto pesada. Se levantou e sentiu os seios livres demais para quem estava com um corpete. Olhou para si e viu que estava com o corpete completamente desamarrado. Olhou para o lado, em pânico e viu Draco sem camisa, com as calças abertas.

Deu um grito de susto e Draco pulou da cama, caindo no chão e se levantando com a varinha nas mãos.

—O que foi? – perguntou ele, assustado. Os dois se encararam, Alhena segurando o corpete para se esconder e ele descabelado, quase sem calças – Calma. Não aconteceu nada. – disse Draco parecendo entender o pânico dela – Eu desamarrei seu corpete pra você ficar mais confortável, eu tirei a parte de cima da minha roupa para dormir e abri a calça para ficar mais confortável. Mas a gente nem se beijou, nem se tocou nem nada. – riu ele ficando de pé e guardando a varinha no bolso das calças.

Alhena respirou fundo, concordando e se sentou na cama, de costas para ele, tentando normalizar a respiração. Não se lembrava nem de ter chegado naquele quarto.

—Quantas horas? – perguntou ainda segurando o corpete. Sentiu a roupa apertar e notou que Draco tinha voltado a amarrar os cordões de uma vez.

—Eu não sei. – disse ele indo até a parte de cima de suas roupas e se vestindo. Ele tirou um relógio de um dos bolsos e fez uma careta – Quase oito da noite. Dormimos demais.

—Sim. – riu ela se pondo de pé – Será que o Lorde das Trevas já chegou?

—Não sei, mas temos que ficar mais arrumados. – riu Draco brandindo a varinha e arrumando os cabelos dela.

—Você usa um feitiço pra arrumar o cabelo... – ela olhou para ele achando graça.

—Claro. Como acha que eu sempre estou perfeitamente penteado? – perguntou ele com um sorrisinho debochado. Alhena sorriu e o ajudou com a gravata e ele conferiu o vestido dela – Pronto. Vamos.

—Vamos. – disse sentindo-se muito bem – Eu pensei que teria uma ressaca daquelas... – murmurou surpresa.

—Eu te dei chá de narciso. – respondeu Draco dando de ombros – Ele alivia a ressaca.

—Ah. Obrigada. – disse sorridente, o abraçando no braço. O loiro deu de ombros.

—Você não se lembra de nada? – perguntou Draco.

—Não... – respondeu franzindo a testa – A última coisa que me lembro era de conversar com tia Bella e você...

Draco se interrompeu e a olhou meio sem jeito.

—Eu tentei ficar com você. – disse ele – Mas você não deixou. Eu posso ter forçado a barra... mas a gente não fez nada, eu juro. – confessou ele – Eu estava muito bêbado. Desculpe.

Alhena piscou e sorriu.

—Se não fizemos nada, tudo bem.

—Você realmente ama o Damian. – disse Draco.

—Amo. – respondeu dando de ombros.

—E ele ama você, Lena. De verdade. – murmurou o loiro, sem encará-la – Não precisa ficar insegura com ele. Eu, Blair, Vince e Goyle temos tesão no seu corpo. Damian ama você pelo conjunto.

—O que? – perguntou corando.

—Você me contou algumas coisas... – riu ele finalmente voltando a olhar para ela – Sobre suas inseguranças em relação a ele. Você não está engordando. Você está muito linda, o Damian está completamente louco por você e não só por seu corpo. Ele está louco por você desde antes de você emagrecer. Desde aquele dia em que se beijaram na casa dele. Você pode engordar o quanto for. Não é por isso que ele gosta de você.

Alhena piscou surpresa e sorriu.

—Por que está me dizendo isso?

—Porque eu sou seu amigo e me importo com você, mesmo não valendo o que o gato enterra.

—Você não é tão canalha quando pensa, Draco. – riu Alhena.

—Não? – perguntou ele arqueando uma sobrancelha.

—Não. Você poderia ter feito o que quisesse comigo, mas não fez. Quem é tão canalha quanto você acha que é não deixaria uma oportunidade dessa passar.

Draco a olhou com um sorrisinho.

—Eu sou canalha, mas não gosto das coisas assim, tão fáceis. Eu gosto do desafio. – ele a puxou pela cintura, de uma vez, e se sentiu colada a ele – Eu quero ouvir você pedindo por mim. E não deitada, quase morta, sem reação.

Ouviram passos, no corredor e se afastaram de uma vez. Logo viram a Sra. Malfoy, que vinha apressada, parecendo ansiosa.

—Draco, Alhena. É o Lorde das Trevas. Ele chegou... ele quer ver vocês.

Sentiu Draco ficar tenso e o abraçou ao redor do braço novamente. Trocaram um olhar amigável e respiraram fundo, concordando. Foram juntos atrás da mãe de Draco, seguindo para a sala de visitas.

Seu pai e tio estavam ali. Assim como tia Bella. O Lorde estava sentado na poltrona mais confortável, que normalmente era usada por Lúcio, mas como este ainda estava na cadeia...

—Alhena. Como é bom revê-la. – riu o Lorde das Trevas.

—Meu Lorde. – cumprimentou fazendo uma referência.

—Meu Lorde. – disse Draco, ao seu lado, se curvando em sinal de respeito – É uma honra recebê-lo em minha casa.

—Draco. Olhe só para você. Até parece um homem feito. – riu o Lorde das Trevas. Draco sorriu sem parecer ofendido – Sua mãe me disse que você quem conseguiu trazer Alhena de volta.

—Mais ou menos. Eu recebi um convite para vir, mas não estava disposta a me meter em problemas. – riu Alhena ainda de braços dados com Draco – Mas Draco soube me convencer a correr o risco.

—Que risco? – perguntou o Lorde.

—Enfrentar meu irmão, principalmente. Ele não queria que eu viesse pra cá. Estamos todos muito abatidos com o que os Comensais de Morte fizeram com ele.

O clima pareceu esfriar na sala.

—Sim. Eu soube o que Avery fez. Realmente deplorável. – murmurou o Lorde das Trevas – Maculou o impecável sangue Lestrange com uma terrível maldição... Eu deveria ter deixado Rabastan matar aquele traste quando ele pediu... mas... – o Lorde deu de ombros e seu pai o olhou sem expressão. Se perguntou o que passava pela cabeça dele – Essas coisas acontecem. Espero que Rodolfo esteja pensando em ter filhos agora.

—Meu Lorde? – perguntou Rodolfo com um sorrisinho.

—É claro. Não podemos deixar que um lobisomem leve a família Lestrange, não é mesmo? – perguntou o Lorde. Alhena piscou chocada. Queriam tirar a herança de Rasalas?

—Eu e Bella estávamos mesmo conversando sobre isso, não é, Bella? – perguntou Rodolfo. Sua tia o olhou com frieza – Talvez seja mesmo o momento para ter filhos. Mas diga, Alhena. – Rodolfo pegou uma maçã, numa cesta, em cima de uma mesa de centro, e deu uma mordida, caminhando e a olhando com os olhos astutos. Sentiu o braço de Draco puxá-la mais para perto, discretamente – Teve mais alguma visão? Sobre Dumbledore? – ele olhou para Draco – Mais detalhes sobre a morte dele?

—Vai ser esse ano ainda. Antes do verão. – respondeu Alhena e Draco pareceu relaxar de leve – Mas eu tive outra visão, meu Lorde.

Toda a sala encheu-se de expectativa.

—Diga. Foi uma visão promissora?

—Foi. – respondeu Alhena com um falso sorriso satisfeito. – Eu vi Potter morrer. – todos piscaram, chocados – Pela sua mão, meu Lorde.

—Eu vou matar Harry Potter? – perguntou ele com um olhar assombrado.

—Sim. Mas não estava usando a sua varinha. Era outra. Se quiser matar Potter, vai precisar de uma outra varinha.

—Eu imaginei que assim seria. Você confirmou minhas suspeitas, Alhena. – riu o Lorde – Algo mais?

—Esse novo ministro. Ele é incorruptível. – disse Alhena. O Lorde concordou – Mas Dolores Umbridge não. Ela será de grande ajuda na hora de afastar a gentalha nascida trouxa do nosso mundo. – quase riu ao falar isso, de tão ridículo que soava. Mas precisava se controlar. Se Harry iria morrer, se o Lorde estava destinado a ganhar aquela guerra... precisaria dançar de acordo com a música... – Com Dumbledore morto, o Ministério sob controle e Hogwarts... Nem mesmo Harry Potter poderá nos derrotar, meu Lorde. – Alhena se ajoelhou e Draco a olhou confuso – E peço que me permita oficialmente me tornar um dos seus. Assim que Dumbledore morrer.

—Está dizendo que quer se tornar um comensal de morte? – perguntou Rodolfo com um sorriso satisfeito – É isso mesmo?

—Eu ficaria extremamente realizada com essa honraria. – mentiu Alhena de maneira convincente. Escondendo seus verdadeiros sentimentos com a oclumência.

O Lorde das Trevas a olhou durante um longo tempo, em silêncio.

—Você me trouxe grandes informações, Alhena. Se Dumbledore morrer antes do próximo verão, concederei seu pedido. – disse ele a estudando com os olhos – Mas por que me pediu para ser marcada apenas depois da morte de Dumbledore?

Alhena continuou de joelhos.

—Porque foi a primeira profecia que lhe ofereci, meu Lorde. Não quero ser marcada por ser uma Lestrange. Quero conquistar isso. Quero merecer. Para que ninguém nunca mais me subestime. – disse calmamente. O Lorde sorriu e lhe estendeu a mão. Apertou a mão dele e ele a ajudou a se levantar.

—Sua filha é muito esperta, Rabastan. Deve estar orgulhoso.

—Estou. Mas também não estou surpreso com nada do que ela disse. – disse seu pai calmamente. Ele parecia muito menos empolgado que tio Rodolfo e tia Bella – Eu já imaginava que seria assim. Alhena sempre me disse que iria pedir para entrar para nosso círculo quando Dumbledore morresse de fato.

—Draco vai mesmo conseguir, Alhena? – perguntou a Sra. Malfoy parecendo aflita – Ele vai matar Albus Dumbledore.

—Dumbledore será morto graças aos planos de Draco. Sim. – respondeu Alhena – Conseguiremos reféns, eliminaremos mais de um inimigo. Tudo graças a ele.

Achou que ele faria uma cara satisfeito, mas ele ficou muito sério ao ouvir aquilo, como que em choque. A Sra. Malfoy soltou um suspiro aliviada e Bellatrix se aproximou de Draco para beliscá-lo de leve na bochecha.

—Meu sobrinho querido. Quanto orgulho vai nos trazer.

—Já tem alguma ideia de como fará isso, Draco? – perguntou o Lorde. Draco respirou fundo e levantou o rosto.

—Sim. Eu já sei... só está demorando mais do que eu tinha imaginado... mas eu estou perto. – respondeu ele.

**

Residência Lestrange

Alhena voltou para casa, um tanto embriagada, novamente. Por que tia Bella gostava tanto de beber? E pior, por que ela não bebia sozinha?

Já passava da hora do jantar quando saiu pela lareira. Todos pareciam nervosos quando ela chegou.

—Céus, Alhena! – ralhou sua mãe. Alhena caminhou até o sofá e se sentou – Qual o seu problema? Como você ousa...?

—Eu sei o que estou fazendo. – cortou Alhena – Eu sei mais do que qualquer um de vocês. – adicionou ela.

—Você tem dezessete anos. Você não tem a menor... – começou sua mãe.

—Eu fui ver Draco, eu fui ver meu pai. E eu quis passar o dia com eles. Não posso? – perguntou zangada. Todos ficaram em silêncio. Rasalas a olhou franzindo a testa.

—Papai estava lá? – perguntou ele e ela teve certeza de que ele daria um chilique.

—Estava. – respondeu, pronta para discutir com ele.

—Tudo bem então. – disse Rasalas se levantando e saindo da sala – Papai é ok.

Todo mundo piscou, sem entender coisa alguma.

***

Hogwarts

O feriado de Natal terminou muito rápido. Logo estavam de volta a Hogwarts. Alhena deitou a cabeça no ombro de Damian, enquanto estudavam Historia da Magia. Daphne e Rasalas estavam estudando Transfiguração e Pansy e Emília fofocavam animadamente nas mesinhas um tanto mais distantes dali.

—Isso é muito difícil, Ras. Como você consegue? – lamentou Daphne tentando conjurar borboletas. Rasalas já estava conjurando pardais.

—Sei lá... deve ser um dom. – riu ele dando de ombros – Eu não acredito que vocês estão estudando História da Magia. – resmungou o irmão a olhando com um sorrisinho – Ou é só uma desculpinha pra ficarem abraçadinhos? – perguntou ele abraçando Daphne que só conseguia conjurar borboletas com uma asa só.

—Eu não consigo, Ras. Por que eu não consigo? – lamentou Daphne, apertada contra o namorado. Alhena deu um sorrisinho achando os dois fofos – Acho que estou estressada demais. – murmurou ela mordiscando a orelha de Rasalas. Os dois deram a troca de olhares pré-coito e trocaram sorrisinhos.

—Quer que eu te desestresse? – perguntou ele.

—Só se você se lembrar daquilo que a gente conversou. – riu Daphne. Rasalas corou violentamente e os cabelos dele ficaram completamente vermelhos.

—O que raios vocês conversaram? – perguntou Damian, dando um sorrisinho.

Daphne se levantou e puxou Rasalas pela mão. Os dois caminharam juntos até os dormitórios e Damian soltou um suspiro. Alhena o olhou curiosa e ele deu um sorriso amarelo.

—Então... Binns... – riu ele.

—Quer namorar um pouquinho? – perguntou Alhena. Damian sorriu e a beijou na bochecha.

—Claro... – respondeu ele – Quer ir pra beira do lago?

—Quero que me leve pra sua cama. – respondeu decidida. Damian piscou chocado. Ficaram se encarando por um tempo e ele suspirou.

—Não. – respondeu ele. Alhena soltou um muxoxo e desviou o olhar.

—Por que não? – Damian não respondeu, voltando a olhar para seu pergaminho – Damian! – ele soltou um suspiro e a olhou.

—Lena, eu amo você. – murmurou ele – Mas você não está pronta pra isso... e na boa. Eu tenho dezesseis anos. Se a gente começar a se pegar e você sair correndo de novo eu... eu não sei se vou aguentar.

Alhena desviou o olhar e concordou odiando a si mesma.

—Ok...

Se levantou e arrumou a saia. Damian a olhou, mas não deu bola. Precisava de um pouco de ar fresco. Só isso.

—Lena. Não fica emburrada por eu dizer isso.

—Não estou. – murmurou – De verdade... eu só... eu só vou dar uma volta... – disse se abraçando e indo em direção à saída. Quando estava saindo, Corki, do sétimo ano, assoviou de maneira atrevida. Soltou um muxoxo e atravessou a passagem secreta.

Subiu as escadas e caminhou até as estufas, se escondendo lá. Sentiu um cheiro doce, estranho e caminhou procurando a origem. Logo encontrou Jacques fumando ali.

—Mudamos de escola, mas você continua me encontrando durante minhas delinquências. – brincou ele.

—Não é? – perguntou se sentando em um banco, acariciando as folhas de uma mandrágora – O que é isso ai?

—Losna da Sibéria. – riu ele. Ele fumava num cachimbo, e cada vez que soprava a fumaça, formava formas interessantes no ar. A última, por exemplo, tinha a forma de uma mulher nua – Quer provar?

—Eu não sei. – disse sorrindo – Isso dá barato?

—Qual a graça de fumar, se não der? – perguntou ele lhe lançando uma piscadela – Mas cuidado, porque é afrodisía...

—Me dá isso. – resmungou pegando o cachimbo. Jacques deu uma risadinha.

—Está me dando uma indireta? – perguntou ele, colocando as mãos nos bolsos.

—Não. – resmungou zangada, tragando o cachimbo. Sentiu o peito arder, queimar, de maneira horrível e teve uma crise de tosse.

—Isso é bem forte. – riu Jacques – O que está fazendo aqui? Em Beauxbatons você fugia para as estufas quando Mona te sacaneava além da conta. – Jacques pegou um cigarro comum e o acendeu com a varinha – Quem está te sacaneando?

Alhena tragou o cachimbo novamente, sentindo os olhos encherem-se de água.

—Minha mente. – respondeu – Queria ser a metamorfomaga no lugar de vidente.

—Pra que você quer mudar o que já está lindo? – perguntou Jacques lhe entregando o cigarro e pegando o cachimbo de volta.

—Eu não consigo me sentir bem comigo. Eu sempre me acho deformada. Eu não consigo me olhar no espelho e me achar bonita. – tragou o cigarro dele, um tanto tonta, pois a pressão caiu de uma vez.

—Talvez o problema sejam seus olhos. Porque todo mundo fala que você é linda. – riu Jacques – Está muito melhor que no ano passado. Parecia muito doente no ano passado.

—Por isso parou de correr atrás de mim? – perguntou tragando o cigarro, com um sorrisinho. Jacques sorriu de volta e caminhou até ela, para entregar o cachimbo e pegar o cigarro. Aceitou o cachimbo e o tragou de novo.

—É. Se fosse pra ficar com uma magrela, eu preferia Deshayes. Ela transava comigo, sabe? – riu ele – E ai? Já transou com o seu precioso Damian Burke? – ele fez uma pausa, enquanto ela soprava uma nuvem de fumaça, que tomou forma de Damian – Ou será que esse é o motivo de estar fumando Losna?

—Touché. – resmungou vendo a fumaça se dissipar.

Jacques deu um sorrisinho e se sentou ao seu lado, tragando o cigarro.

—Do que tem tanto medo? – perguntou ele.

—Dele não gostar mais de mim.

—Vocês estão namorando e ele está apaixonado por você. Por que ele não iria gostar? – não respondeu, tragando o cachimbo. Soprou a fumaça e ela adquiriu a forma de uma mulher gorducha... provavelmente si mesma – Essa não é você. – riu Jacques – E se fosse... – ele tragou o cigarro e soprou a fumaça em sua cara – Valeria a foda assim mesmo.

—Hunf. – resmungou Alhena voltando a tragar o cachimbo – Não ligo pra foda. Eu quero amor.

—Amor não se preocupa com formas. O amor é cego, lembra? – riu Jacques – Deveria se preocupar menos ainda com isso. – Jacques jogou os cabelos para trás – E você é gostosa que só...

Alhena soltou um suspiro e devolveu o cachimbo, sentindo tudo ondular.

—Isso bateu pesado, agora.

Jacques deu uma risadinha.

—Vem, vou te deixar nas masmorras. – disse ele jogando o cigarro pela metade no chão e pisando em cima. Depois ele usou a varinha para sumir com o cachimbo.

Concordou e foram juntos para fora das estufas. O final de semana estava quente e abafado. Fora do fresco Salão Comunal, que ficava parcialmente dentro do lago, estava quente como o inferno. Mesmo assim Jacques usava sua jaqueta de couro.

Ele só podia ser louco.

Jacques fez como prometera e a deixou nas masmorras. De lá foi para o Salão Comunal. Damian estava deitado no sofá, lendo o manual de poções. Alhena sorriu para ele e mandou um beijo.

—Vou tomar um banho, ok?

—Ok. – murmurou ele se sentando e se esticando – Eu também vou...

O deixou para trás arrumando os próprios materiais e seguiu para o dormitório feminino. As cortinas da cama de Daphne estavam fechadas, então imaginou que o irmão estaria ali. Entrou no banheiro e tomou um banho frio. Lavou os cabelos compridos e ficou um bom tempo embaixo do chuveiro.

Ao sair, secou os cabelos com a varinha e se enrolou na toalha. Se virou e voltou para o dormitório, para colocar um pijama, mas encontrou Damian sentado em sua cama. Ele a olhou com um sorriso torto.

—Quer dormir comigo? – perguntou ele.

Alhena sorriu e concordou.

—Me espera lá. Eu vou pegar minha camisola. – disse timidamente.

Damian ficou de pé e andou até ela.

—Pode vir assim mesmo. Te empresto uma camisa minha, se quiser vestir alguma coisa.

Sentiu o corpo esquentar ao ouvir aquilo. Sorriu para ele e adorou o sorriso safado que ele lhe deu.

—O-ok... – murmurou sentindo o coração bater furiosamente rápido.

Seguiu Damian até o dormitório masculino. Draco estava lá só de cueca, tirando a camisa do uniforme. Olhou para a bunda dele, achando-a bonita, mas desviou o olhar rapidamente.

—Boa noite, Draco. – disse Damian casualmente – Cuidado que minha namorada está aqui.

Draco olhou despreocupado para trás e deu de ombros.

—Nada que ela já não tenha visto antes. – disse ele dando de ombros. Damian o olhou zangado e Draco sorriu – Ela já me viu pelado, lembra?

—Eu não precisava saber...

—Ela me viu correr pelo corredor. – lembrou Draco com um sorrisinho – Não me diga que esqueceu.

Damian corou de leve e riu de novo.

—Eu tinha esquecido. Achei que estava falando outra coisa. – riu ele.

Draco olhou faminto para ela, que se escondeu atrás do namorado, envergonhada.

—Vou pro banho. – murmurou o loiro com um sorrisinho – Divirtam-se e não se esqueçam de colocar um feitiço silenciador ai, ok?

—Pode deixar. – riu Damian.

Draco se virou e rumou para o banheiro. Alhena soltou um suspiro e subiu na cama do namorado. Damian, que estava de pijama completo, subiu também e fechou as cortinas. Depois ele pegou a varinha e usou um feitiço para abafar o som.

Ele guardou a varinha e Alhena guardou a própria ao lado da dele.

—Tudo bem? – perguntou ele.

—Uhum. – disse timidamente – Estou com um pouco de vergonha, só...

—Hum... – suspirou ele, como que ficando decepcionado.

—Porque eu estou só de toalhas e você está aí todo vestido, sabe?

Damian a olhou arqueando a sobrancelha e deu um sorrisinho.

—Quer que eu tire o pijama? – perguntou ele.

—Quero. – respondeu ela, de joelhos, segurando a própria toalha. Damian concordou e começou a desabotoar a camisa do pijama. Passeou os olhos pelo peito forte dele, mas logo o olhou nos olhos.

—A calça também? – perguntou ele jogando a camisa aos pés da cama.

—Uhum.

Ele sorriu travesso e se deitou, passeando os polegares pelo elástico da calça. Alhena se curvou sobre ele e puxou a calça, curiosa para saber como ele era. O olhou inteiro, sentindo o corpo esquentar. Se era só os hormônios ou efeito da losna, não sabia. Passeou os olhos sobre ele, achando-o simplesmente lindo.

—Assim tá bom ou...? – ele colocou o polegar dentro da cueca e a levantou de leve – Ou eu tiro isso também?

—Calma. – sussurrou Alhena engatinhando sobre ele. Se deitou em cima dele e sentiu as mãos do namorado passearem por suas costas.

—Estou calmo. – murmurou ele – E você?

—Não... – murmurou o beijando no pescoço – Eu estou pegando fogo. – confessou. Damian deu um sorrisinho e a puxou pela nuca para beijá-la. Sentiu a outra mão dele acariciar suas costas, carinhosamente. – Ah! – gritou surpresa quando ele se virou para ficar por cima.

Respirou ofegante o olhando nos olhos.

—Vai sair correndo se eu tirar sua toalha?

—Só posso prometer tentar não correr. – respondeu nervosa.

Damian deu uma risadinha e ficou de joelhos em cima dela. Ele respirou fundo e abriu a toalha lentamente. Os olhos dele pousaram sobre seus seios. Não ligou. Achava os seios bonitos. Todo mundo sempre olhava para eles. Damian soltou um suspiro e se curvou para beijá-la ali. Fechou os olhos e gemeu, amando a língua dele contra sua pele. Ele abriu mais a toalha, sem parar de beijá-la nos seios.

Mas quando ele começou a descer os beijos, sentiu o corpo travar. Ele provavelmente notou, pois se levantou, ficando de joelhos e a puxou para si. Voltou a receber os beijos dele e gostou do abraço apertado que ganhou.

—Tem vergonha da sua barriga, não é? – perguntou ele.

—Tenho... – confessou.

—Ok. Não vou olhar pra ela, então. Isso vai fazer você se sentir melhor? – perguntou ele.

—Sim.

—Ótimo. – riu ele – Fique de costas.

Piscou confusa, mas obedeceu. Sentiu as mãos de Damian apertarem seus seios, numa massagem gostosa e sentiu os beijos dele em seu pescoço.

—Isso é gostoso. – sussurrou. O escutou sorrir atrás de si.

—É mesmo? Gosta? – perguntou ele carinhosamente.

Alhena concordou sorrindo, amando os beijinhos que ele lhe dava. Damian a apertou mais contra si e pode sentir o membro dele em sua bunda, mesmo que ele ainda estivesse de cueca. Sentiu um calafrio terrível e uma sensação de deja vu assustadora. Damian escorregou a mão para sua calcinha a tocando por cima e ela entendeu o motivo de todo aquele pânico.

Lembrou-se daquele dia, na mansão Malfoy. Quando Avery tentou estuprá-la.

—Ei. Está tudo bem? Você está tensa... – perguntou Damian – Não quer que eu...

Alhena se sentou na cama, completamente nua, olhando para o namorado, que a olhava preocupado.

—Eu quero te contar uma coisa. – sussurrou.

—O que? – perguntou Damian, se sentando ao seu lado.

—Acho... acho que esse meu pânico... não tem nada a ver com minha bulimia. – murmurou – Desde que começamos o sexto ano... eu... eu nunca mais tive um... amasso muito quente... com ninguém.

—Nem com o Malfoy?

—Não... eu e Draco demos uns beijos, é verdade... mas nada mais do que isso. – Alhena soltou um suspiro, se lembrando do medo que sentira, sentindo nojo da própria pele. Jurava que podia sentir o cheiro do perfume de Avery. Engoliu em seco – Quando eu estava com meu pai... um comensal tentou me... me violentar.

—O que? – rosnou Damian.

—Meu pai chegou na hora e me salvou. Eu nunca mais pensei naquilo. Simplesmente tentei esquecer, mas... quando você me colocou de costas eu... – ela engoliu em seco lembrando de Avery de joelhos atrás de si, tentando fazer aquele ato grotesco e violento – Eu me lembrei tão vivamente... eu quase fui estuprada nessa posição...

—Me desculpe, Lena.

—Não é culpa sua. – murmurou tremendo – Não é. Não é... – pulou em cima dele o beijando – Não quero mais lembrar disso... quero boas lembranças agora. – Damian a puxou contra si e a colocou sentada em seu colo – Me dê coisas boas para lembrar, Damian.

Ele sorriu para ela e a beijou com carinho.

—Você é uma boba. Deveria ter me contado isso antes... – murmurou ele – Quem fez isso com você? Eu vou dar um jeito nele.

—Meu pai o matou. – respondeu – Foi o primo do Sebastian...

—Do time?

—É. – murmurou. Damian concordou e respirou fundo.

—Bem... ainda bem que o desgraçado está morto. – disse dando de ombros. Damian soltou um suspiro e olhou para seus seios – Lena... – ele a abraçou, deitando a testa em seu busto – Eu... eu estou louco pra... pra... – ele engoliu em seco e a olhou nos olhos – Eu sei que demos um grande avanço hoje, mas... eu queria...

—Mais? – perguntou Alhena. Damian engoliu em seco e concordou. Alhena respirou fundo e voltou a beijá-lo. Mas no meio do beijo, moveu o quadril. Damian interrompeu o beijo e gemeu a apertando na cintura. Gostou da sensação de esfregar-se nele e adorou a cara que ele fez. Rebolou mais uma vez e outra depois dessa – Isso é bom?

Damian a deitou na cama de uma vez, a beijando com desespero. Uma mão dele a tocou em sua intimidade, já molhada há tempos. Ele a acariciou ali gostosamente por um tempo enquanto tirava a cueca. Respirou fundo nervosa, mas abriu as pernas. Damian soltou um gemido de satisfação e se guiou para dentro dela, sem pedir licença.

Fechou os olhos sentindo dor, mas Damian não ligou. Ele mergulhou nela de novo, de novo e de novo.

—Céus... isso... – gemeu ele a estocando com força. Cravou as unhas nas costas dele, tentando ignorar a dor, mas cada vez parecia doer mais. Parecia que ele a estava arranhando por dentro.

—Damian, vai devagar. – choramingou. Damian parou e concordou com a cabeça, tremendo.

—Desculpe, Lena... desculpe... eu me deixei levar... – riu ele com os olhos fechados, a respiração ofegante, o suor molhando a testa – Eu... eu to desejando isso há tanto tempo... desculpe... – ele abriu os olhos e a olhou intensamente – Eu vou com carinho, ok?

—Ok...

—Só olhe pra mim... – pediu ele. Ela concordou e ele voltou a se mexer. Mas era diferente. Era lento e erótico, carinhoso e sedutor. Sentiu a mão dele em seu quadril, escorregando para sua coxa. Ele tremia de desejo e podia notar o esforço dele para fazer aquilo lentamente. – Você é perfeita, Lena. – sussurrou ele. Alhena sorriu, apesar da leve dor. O garoto a beijou apaixonadamente, movendo-se daquele jeito gostoso, lento e carinhoso – Eu te amo, Lena. – sussurrou ele – Você é tudo pra mim.

Voltou a beijá-lo, sentindo-se cada vez mais confortável com os movimentos dele. Cada vez desejando mais dele.

Até que ficou insuportável apenas aqueles movimentos lentos.

—Damian...

—Sim?

—Vem... – murmurou. Damian sorriu, divertido e começou a vir mais forte e rápido. A dor aumentou de novo, mas cedeu rapidamente ao prazer. Os beijos dele em seu pescoço eram deliciosos e o modo como ele a puxava contra si. Era de enlouquecer.

Gemeu alto, sem conseguir evitar e o chamou repetidamente, apenas por amar o nome dele. Damian também chamava seu nome, a puxando contra si, como se quisesse ficar tão próximo a ponto de se tornarem um só. E quando ele finalmente parou, tremendo e gemendo, sentiu-se completamente feliz e satisfeita.

O garoto deitou ao seu lado e a beijou novamente a puxando para perto. Se esconderam embaixo do cobertor e continuaram naquele beijo apaixonado.

—Na próxima vai durar mais tempo. – prometeu ele parecendo culpado – Eu estava há muito tempo sem fazer... por isso foi tão...

—Foi ótimo, meu amor. – riu Alhena. Damian sorriu contente e a beijou novamente.

Foi quando a cortina abriu de uma vez.

—Damian, me empresta a suas anota... – Rasalas olhou para os dois, petrificado. Alhena corou e se escondeu melhor debaixo do cobertor, mas Damian apenas pareceu zangado.

—Cacete, Rasalas. – ralhou ele pegando a varinha – Não conhece o significado de uma cortina fechada? – ele brandiu a varinha e as cortinas voltaram a se fechar.

—Foi maaaaal! – disse Rasalas, lá de fora – Eu não sabia. – fez-se um silêncio constrangido por alguns segundos e a cabeça do irmão voltou a aparecer – Mas eu quero suas anotações de História da Magia e... e é bom você casar com a minha irmã agora, ouviu bem? – ralhou Rasalas. Alhena revirou os olhos.

—Esse sempre foi o plano. – riu Damian. Rasalas arqueou a sobrancelha e sorriu. Depois saiu do espaço, deixando o casal sozinho. Damian a abraçou novamente e Alhena se entregou ao abraço dele.

—Vai casar comigo, é? – perguntou com um sorrisinho, ignorando a leve dor que sentia entre as coxas.

—Vou. Vou fazer de você uma mulher honesta, Srta. Lestrange. – riu Damian a beijando – Eu já tenho tudo planejado.

—Tem? – perguntou apoiando a cabeça na mão – Como vai ser?

—Vai ser ótimo. – riu ele a beijando na testa.

Notas finais
Draco e Alhena são BFF shaushaushaus Draco friend zoned! xD Mas nem a Alhena sabe tudo sobre o futuro (nem eu sei tudo sobre o final dessa fic... sahushaush) Quem sabe? Mas finalmente Alhena se livrou de seu trauma particular e se jogou nesse moreno maravilhoso que é o Damian Burke!