Legado Lestrange

44 Pansy Parkinson Não é Amiga de Ninguém


Notas iniciais
Nem preciso falar que ela vai aprontar, né? E garanto que não vai ser a última vez ahsuahsauhs xD AAAAAAH! Gente! Realização de um sonho! Legado Lestrange chegou a DEZ F**** RECOMENDAÇÕES! TURN DOWN FOR WHAT! Pam pam pam pam... pam pam pam pam pam... ok, parei ahsuahsuas LalisMalfoy, sua diva maravilhosa! Me sinto honrada por ser o motivo de ter se incrito no Nyah! Espero que continue gostando da fic! =D Beijos e muitíssimo obrigada pela recomendação! Amei ^^ Mas ok, chega de conversa! Vou postar 2 capítulos hoje, por conta da recomendação! Beijossss!!!!

1997

Expresso Hogwarts

Nunca achou que Rabastan iria ficar emocionado ao levá-los pela primeira vez para a escola. Ele estava muito bem vestido, com aquele olhar arrogante e superior que ele sabia fazer agora que não parecia a caveira viva que parecera ser quando estivera em Azkaban. Agora as garotas até paravam para olhar para os dois, achando-os bonitos e charmosos.

Rasalas tinha até ficado com os cabelos iguais aos dele, só para ficarem mais parecidos, e Rabastan parecia ainda mais pomposo por isso.

Ele exibiu os dois filhos para os colegas. Como Rasalas tinha ido bem nas matérias do colégio, como Alhena conquistara tantos N.O.M.s, sem nem mesmo frequentar a escola. E todos diziam que ele tinha dois belos filhos e uma linda esposa. Seu pai parecia simplesmente realizado.

Mas a pose dele acabou quando Astoria apareceu. Rasalas trouxe Daphne, para apresentá-la para Rabastan, que ficou levemente constrangido, mas a tratou super bem. Mas Astoria o fez corar com violência.

Ela o abraçou em prantos.

–Obrigada! Obrigada por meu salvar! Muito obrigada, Sr. Lestrange!

Rabastan olhou para os lados, completamente constrangido, sem saber o que fazer. Acabou decidindo por dar alguns tapinhas gentis nas costas dela.

–Hum... ok... está ok... – murmurou ele sem jeito.

Quando a mãe de Astoria o reconheceu, o abraçou e deu três beijos em suas bochechas e até o Sr. Greengrass o agradeceu com um sorriso sincero.

Rasalas ficou contente por ter tido pessoas que fossem gratas a seu pai pelos motivos corretos. Ele tinha ajudado a sequestrar Astoria... mas também a tinha salvo de torturas terríveis.

Alhena quem se emocionou ao se despedir dele. Ela olhava para o Expresso com algum pavor, sem saber se teria forças para voltar para a escola.

–Se quiser terminar seus estudos em casa, querida... não será um problema. – garantiu seu pai. Alhena ainda parecia assustada, quando Draco apareceu.

–Ei, Lena. Vamos? – perguntou ele oferecendo o braço para ela. Parecia o incentivo que ela precisava, pois Alhena respirou fundo e concordou, abraçando o braço de Draco – Olá, senhor Lestrange. Senhora Lestrange. – disse ele de maneira cortês.

–Olá, Draco. – responderam os pais, ao mesmo tempo.

–Rasalas! – se virou e viu Damian se aproximar. Ele tinha cortado o cabelo e estava deixando a barba por fazer. Foi quando se deu conta que era o único do ano que não tinha barba... – Quanto tempo. – disse Damian.

–Pois é. – murmurou apertando a mão dele.

–Cara, meu pai comprou um monte de coisas novas pra loja, você não vai acreditar... – começou Damian, simplesmente ignorando Draco e Alhena, que pareceram um tanto sem jeito com aquilo. Rasalas olhou o amigo e saiu com ele e com Daphne, estranhando o comportamento dele.

–Falou, pai! – disse, sendo levado por Damian – Tchau, mãe! Se cuidem!

Os pais acenaram com um sorrisinho e logo Draco e Alhena os seguiram. Escolheram uma cabine e Damian seguiu falando pelos cotovelos. Draco olhava para ele como se ele fosse louco.

–Bem... adoraria ficar aqui, mas eu preciso dar as recomendações pros monitores. Eu e Pansy somos os monitores chefes agora, sabem? – disse ele preguiçosamente. Alhena concordou e suspirou levemente triste por ele sair.

Começou a se perguntar se o que ela sentia por ele era simplesmente amizade...

Mas Damian continuou falando sobre testículos de quimera, veneno de mantícora, colares amaldiçoados, falsos vira-tempos, que faziam a cabeça do usuário parecer a cabeça de um bebezinho... Falou sobre ovos de ararambóias, veneno de acromântula, um casaco de pele de nundu, que custaria milhões de galeões.

Daphne até ficou interessada pelo último, pois a pele de nundu era resistente à maior parte dos feitiços, além de ser extremamente rara e bela.

–Como conseguiu um desses? – perguntou ela.

–Papai liderou uma excursão para a África Oriental e...

E ele voltou a falar sem parar durante quase meia hora, até Alhena se levantar e sair da cabine. Damian terminou de contar a história sobre um anel que encolhia até arrancar o dedo da pessoa que o usasse e finalmente calou a boca.

Ele cruzou os braços, se sentou mais confortavelmente e ficou olhando para a janela, parecendo deprimido.

–O que raios aconteceu? – perguntou Rasalas arqueando as sobrancelhas.

–Nada. – respondeu Damian, dando de ombros.

Alguém bateu na janela da cabine e eles viram Clover Green aparecer. Ela era morena, alta e magra, com os olhos azul piscina. Os cabelos lisos e negros. Ela era do sétimo ano, da Corvinal, e era, indiscutivelmente, muito bonita.

–Olá, Burke. – riu ela. Damian a olhou parecendo desinteressado – Me falaram que você toca violão. É verdade?

–É. – respondeu ele.

–Estamos tocando na nossa cabine, mas se quiser aparecer para tocar algumas músicas pra gente, eu ficaria muito grata. – riu ela.

Damian olhou de soslaio para Rasalas, que simplesmente não soube o que pensar daquilo. Mas o amigo se levantou e deu de ombros.

–Claro. Por que não? – perguntou ele.

–Que bom. Vou ficar muito feliz. – riu ela, fazendo biquinho e fazendo Damian corar de leve. Os dois estavam para sair, quando Pansy e Draco chegaram. Draco deu um olhar safado para Clover, que simplesmente o ignorou e saiu puxando Damian pela mão.

–Quem é aquela sirigaita? – perguntou Pansy, cruzando os braços.

–Alguém caidinha pelo Damian. – riu Daphne. Ela puxou Rasalas, para que ele a olhasse – Se você viesse brincar com as minhas calcinhas eu ficaria tãaaaaao grata. – brincou ela imitando Green.

Draco e Rasalas deram risada, mas Pansy não pareceu gostar. Ela saiu e bateu a porta da cabine.

–Aposto meu distintivo que ela vai tentar alguma coisa. – resmungou Draco se deitando no banco – Cadê a Alhena?

–Não sei. Simplesmente cansou de ficar aqui e saiu. – disse Rasalas dando de ombros e abraçando Daphne.

–Hm... – Draco colocou um livro qualquer sobre o rosto e logo pareceu cochilar.

Damian não voltou para o vagão e Alhena só voltou horas depois. Ela se sentou ao lado de Daphne e pegou o caderno de desenho, para rabiscar qualquer coisa.

No meio do percurso, o trem parou e alguns “homens do governo” apareceram, para procurar por Harry, mas ele não estava no trem.

No cair da noite chegaram no castelo, onde tudo parecia diferente. Snape era o diretor. Não teriam aula de DCAT, mas de Arte das Trevas. Estudo dos Trouxas se tornou obrigatória e os irmãos Carrow iriam administrar as duas disciplinas.

Estavam para ir para o Salão Comunal, quando alguém jogou alguma coisa na cabeça de Draco. Ele se virou, zangado, mas ninguém soube dizer quem tinha jogado, o que descobriram ser um papel amassado.

Draco desamassou o papel e perdeu a cor, esbugalhando os olhos. Ele pareceu que iria vomitar. Alhena tirou o papel das mãos dele e pareceu chocada, também. Rasalas pegou o papel e leu:

Lisian Martell

Em letras vermelhas, como sangue.

Sabia o motivo de Draco ter ficado abalado com aquilo. Lisian Martell era uma garotinha da Lufa-Lufa, do segundo ano. Muito pequena e magricela, que no ano anterior dera ao loiro uma caixa de sapos de chocolate no dia dos namorados. Todo mundo da Sonserina fazia piadinha dela, mas ela não pareceu ligar. Ela só ficou imensamente feliz quando Draco disse que adorava sapos de chocolate e comeu um deles, contente.

Mas, quando Draco guiou os comensais para a escola, Fenrir viu a menina. Ele correu até ela e cortou sua garganta com os dentes. E Draco, quando fugira da escola a viu morta, estirada no chão, com a garganta dilacerada.

Ninguém entendeu o motivo de Grayback ter feito aquilo. Provavelmente ele tinha feito por ter pego gosto pela matança. Por gostar do cheiro de medo e de sangue.

Rasalas olhou para Draco, que tremia, apertando as mãos. Colocou a mão no ombro dele e Alhena o abraçou no braço, para guiá-lo para o Salão Comunal.

Não ficaram muito no salão e foram direto para os dormitórios. Tomou banho com Daphne, matando a saudade dela no chuveiro. Depois foram para a cama, juntos. Cada um dos companheiros de dormitório foi para sua cama. Todos em silêncio. Todos constrangidos, sem saber como agir. Mas Rasalas notou algo.

Ninguém olhava Draco da mesma maneira.

Damian o olhava com algum desdém e ressentimento. Blair com censura. Greg e Vince com um pouco de descrédito. Pansy olhava com desdém, também e Emília parecia fingir que ele não estava lá.

Até Daphne estava desgostosa com ele e Rasalas sabia que, se não fosse por toda a ajuda que Draco tinha dado a Alhena, provavelmente também estaria cheio de ressentimentos para com ele.

E não eram apenas o pessoal do sétimo ano que olhavam para Draco como se ele fosse venenoso. Os mais novos também. O loiro parecia num grau de desprestígio quase idêntico ao dele, que era um lobisomem...

Se deitou com Daphne e a abraçou, para dormir, mas não conseguiu cair no sono. Quando a namorada adormeceu, se levantou e notou que Draco não estava na própria cama.

Seguiu o rastro dele e notou que ele tinha fugido para a cama de Alhena... normalmente era o contrário. Soltou um suspiro, decidindo não se meter em nada daquilo.

*

Draco parecia cada vez mais infeliz, sempre que voltava dos castigos que precisava aplicar nos outros alunos. Ele parecia que iria surtar a qualquer momento.

Em compensação, Damian parecia desconcertado. Ele estava fazendo um sucesso absurdo com a maioria das garotas. Elas sempre apareciam, chamando-o para estudar, para tirar dúvidas, para passearem, ou simplesmente pedindo que ele cantasse e tocasse para elas. Principalmente Clover Green. Ela parecia a sombra dele. Ele normalmente inventava uma desculpa para despistá-las, mas Green começou a chamar a atenção dele.

Alhena estava infeliz demais para se importar, mas Pansy parecia louca de ciúmes, fuzilando as garotas e tirando pontos delas por “atrapalhar a ordem”, “ficar no caminho” ou “desrespeitar a monitora-chefe”. Isso quando ela não aplicava detenções completamente aleatórias.

Mas o cúmulo foi quando Alhena sem querer derrubou sua xícara de chá em cima dela. Pansy ficou furiosa, descontou dez pontos da Sonserina e deu uma detenção para Alhena.

Nas estufas.

Alhena a olhou completamente em choque.

–Vai ter que limpar as estufas, todas as noites. – rosnou Pansy.

–Está brincando, não é? – perguntou Draco – Não vou deixar Alhena fazer detenção nas estufas!

–Você não pode retirar uma detenção que eu estipulo, Draco. Se achou ruim, pode ir conversar com o diretor Snape, ou com os irmãos Carrow, que são responsáveis por todas as detenções. – disse Pansy.

–Pansy. – disse Rasalas a olhando zangado – Alhena não fez nada de demais, que merecesse uma detenção. Deixa disso.

Pansy o olhou e soltou um muxoxo.

–Ok. Sem detenção para a Srta. Perfeita. – resmungou Pansy – Mas é melhor tomar mais cuidado, ou eu vou te dar a detenção de sua vida, Lestrange.

–O que deu nela? – perguntou Rasalas, quando a amiga se afastou.

–Pansy não presta. Só isso. – resmungou Draco.

Achou aquilo no mínimo estranho. Se virou para a irmã, que tinha acabado de remendar a xícara com a varinha e se servia de mais chá.

–Vocês não são amigas?

Alhena soltou um muxoxo.

–Pansy Parkinson não é amiga de ninguém. – resmungou Alhena.

**

Estava olhando pela janela, sentindo-se furiosa com tudo e todos. Se sentia como se faltasse algo dentro de si. Como se há muito tempo tivesse perdido uma parte de si mesma e nunca mais tivesse conseguido preencher o vazio.

E sabia muito bem que esse algo que tinha perdido tinha morrido dentro daquele banheiro do dormitório.

Não entendia como conseguia ser tão mesquinha, tão egoísta. Como simplesmente não conseguia mais sentir empatia por quem quer que fosse. Não conseguia se sentir completamente feliz, também. Olhava Daphne e Rasalas, ou Alhena e Damian e só conseguia sentir inveja. Queria ser amada, pelo menos uma vez... mas as pessoas só a olhavam com desprezo.

E quando fazia suas pequenas maldades, aquele sentimento confuso e zangado que havia nela diminuía um pouco. Sentia-se um pouco melhor com a desgraça alheia... por isso infernizara Alhena no ano passado. Meio que quis se vingar dela, por ter roubado Damian de si.

Damian conseguia mantê-la distraída daquele vazio que sentia, mas Alhena o roubou, com aquele arzinho de cachorro sem dono. Deu a ela motivos para ficar deprimida, mas não conseguiu recuperar Damian. Draco estava desconfiado de sua participação e provavelmente tentara prejudicá-la com Burke.

Por isso Malfoy também iria pagar. Iria jogar na cara dele, de novo e de novo e de novo que ele tinha sido responsável pelo que acontecera com aquela garotinha da Lufa-Lufa. Qualquer um que se colocasse no seu caminho... Qualquer um que se tornasse um obstáculo iria sofrer. Iria pagar...

Soltou um muxoxo, olhando o lago pela janela, quando ouviu passos. Se virou e viu Damian Burke se aproximar, a fitando irritado. Revirou os olhos se perguntando o que ele queria. Ainda estava pensando em uma maneira de destruir aquela piranha da Green, que ousara ficar flertando com ele. Damian era dela. Pra sempre dela.

Mas ele parecia zangado quando a alcançou. Ele a segurou pelo braço e a fez virar, para que o encarasse.

–O que está tramando, Pansy? – rosnou ele.

–Não sei do que está falando. – disse ela.

–Você sabe e sabe muito bem. – rosnou ele – Por que quis colocar Alhena para limpar as estufas. Você sabe muito bem o quanto aquele lugar afeta ela.

–Lena tem que enfrentar os próprios medos, Damian. Ou nunca vai superá-los. – disse simplesmente, como se estivesse falando algo repleto de sabedoria. Mas Damian não se deixou levar, como das outras vezes.

–Não tente me fazer de idiota. – disse ele num sibilo.

–Não preciso tentar fazer você de idiota. Você já é bastante idiota sozinho. – disse se desvencilhando dele.

–Volte aqui. – rosnou ele a puxando de volta.

–Vai usar a força contra mim, igualzinho Pierre fez com Alhena? – perguntou debochada. Damian piscou sem jeito e a soltou de uma vez. Pansy olhou para o próprio braço e viu a pele marcada pelos dedos dele – Olha só o que você fez. Precisa se controlar melhor, queridinho.

–Você teve participação no que rolou com a Lena, no último ano? Heim? – perguntou ele, furioso.

–Eu? – perguntou arqueando as sobrancelhas – De onde vocês tiram isso? Francamente! Pierre falou meu nome alguma vez? No dia em que Alhena sumiu, a primeira coisa que eu fui fazer foi pedir ajuda e no dia em que Pierre a estuprou na estufa, eu estava dormindo tranquilamente no meu dormitório. Ou você me viu lá, em algum momento? – perguntou ela o empurrando de leve – Tudo o que eu fiz foi tentar te ajudar a superar aquilo e você retribuiu me desprezando o restante do ano, me olhando como se eu fosse culpada por tudo o que aconteceu. Você deveria se envergonhar! – disse fazendo cara de choro – Você pisou nos meus sentimentos de novo, pra variar. Foi o que você fez. Pisou neles ao terminar comigo daquele jeito humilhante e pisou de novo, quando tudo o que eu fiz foi te consolar e tentar fazer você se sentir melhor...

O empurrou de novo e se virou, fingindo secar as lágrimas inexistentes. Até se deu o direito de dar uma risadinha, mas Damian a puxou de volta e ela voltou a fazer cara de mágoa.

–Pare de tentar me manipular! – disse ele.

–Manipular você? – riu ela com escárnio – Não era eu quem fingia dar uns amassos no Malfoy, só pra te deixar com ciúmes. Pare de querer jogar a culpa dos seus problemas em mim.

Se virou novamente, revirando os olhos. Ele estava muito desconfiado. Precisaria mais do que lábia para ter o que queria dele... o professor Slug passou por ela e a cumprimentou animado. Soltou um suspiro e teve uma ideia.

Só precisava de uma poção... e teria Damian aos seus pés, antes que Rasalas voltasse da próxima lua cheia. Voltou para o dormitório e foi para a cama, fechando as cortinas. Mexeu em seu baú e tirou de lá uma poção perolada. Abriu o frasquinho e viu uma fumaça sair de lá em forma de espirais.

Sorriu satisfeita, sabendo o que fazer.

***

Rasalas precisava de mais um artilheiro. Avery faria falta. Como faria...

Alhena ainda estava melancólica, Damian parecia disposto a fingir que ela não existia. Draco estava sério, mas levemente deprimido. Blair estava indiferente, assim como Nott. Seu time dos sonhos estava um caco.

Acabou que um garoto do ano de Nott entrou. Krieg Bolton. Ele tinha mira, força e voava relativamente bem. Ele estava melhor do que Alhena, inclusive. Até cogitou colocar Norton no lugar de Alhena, mas ela precisava de algo para se distrair e voar era algo que faria bem a ela.

Ou ao menos era o que pensava... fazia pra ele.

Treinaram até bem tarde, quando Draco disse que não soltaria o pomo, pois estava escuro demais para encontrá-lo novamente. Rasalas dispensou o time e foi para junto de Blair, que era o mais antigo e calmo da equipe.

–Temos chances? – perguntou Rasalas.

–Eu espero que sim. É nosso último ano... – murmurou Blair. Rasalas se interrompeu por um segundo e voltou a andar.

Era o último ano em Hogwarts... olhou para trás, para o campo de quadribol e se sentiu um tanto estranho... como se já estivesse com saudades.

Suspirou e voltou para o salão comunal, para curtir o restinho do sábado. Draco se sentou no sofá e as três garotas do quinto ano que estavam sentadas ali se levantaram o olhando com desdém. Ele não se importou e aproveitou para deitar.

Alhena se sentou na poltrona, tentando ler seu material de História da Magia. Rasalas foi revisar suas anotações de poções, junto com Daphne, que implorava para que ele a ajudasse com transfiguração depois.

–Claro, meu anjo. Ajudo sim. – disse a beijando no rosto. Escutou uma garota do sexto ano chamar Daphne de “cadela”, mas não fez nada. Só escutara por conta de sua audição aguçada. Não iria chatear Daphne com isso.

–Damian... me ajuda com história da magia? – pediu Alhena, timidamente. Damian nem olhou para ela, parecendo um tanto ansioso.

–Não dá... eu vou dar uma volta, com a Green. – murmurou ele. Rasalas viu que Pansy o olhou muito feio, estreitando os olhos.

Só conseguiu se lembrar de como ela o olhava da mesma maneira quando estava evitando Daphne no quarto ano. Não pode deixar de pensar que Pansy ainda tinha um instinto protetor por Alhena, por mais que todos falassem que ela não prestava.

Alhena soltou um suspiro e voltou o olhar para as próprias anotações e Draco se levantou.

–Vamos estudar juntos, Lena. Eu te ajudo com História da Magia e você me ajuda com Feitiços, que tal?

–Ok. – disse Alhena parecendo deprimida, apesar de sorrir com os lábios cerrados.

Ficaram estudando até mais tarde e quando Damian voltou estava fedendo tanto a sexo que Rasalas não aguentou.

–Céus, vai tomar um banho, Damian. Que catinga que você está. – resmungou.

–Eu nem cheguei perto de você. – retrucou Damian, corando.

–Lobisomem. – disse Draco – Rasalas sabe muito bem o que você andou aprontando.

–Eu não aprontei coisa alguma. – mentiu Damian, mas o rosto dele estava muito corado, o denunciando. Alhena apenas se escondeu atrás de suas anotações, como se não estivesse ouvindo nada daquilo – Boa noite pra vocês.

Damian se virou e saiu para o dormitório. Pansy ainda o acompanhava com os olhos, num olhar de pura censura. Ela virou o rosto e seu olhar cruzou o dela. Pansy suspirou, como se dissesse que censurasse o que Damian tinha feito e Rasalas concordou com a cabeça, como se dissesse que ele sabia que ela censurava.

–Ras... acho que já deu por hoje, né? – perguntou Daphne se enroscando nele toda manhosinha.

–Acho que já. – respondeu se despreguiçando – Vamos pra cama?

–Vou só tomar um banho. Me espera, ok?

–Claro... – disse piscando para ela – Só vem no meu quarto rapidinho... quero te dar um presente.

–Chama-se “chá de piroca”. – escutou a voz de Draco e até Alhena engasgou numa risada engraçada. Ela olhou para o loiro e os dois tentaram ficar sérios.

Rasalas revirou os olhos, sorrindo e puxou Daphne com ele. Quando chegaram no quarto, Daphne sorriu.

–Nossa. Nem sei quando foi a última vez que vi Alhena sorrindo. – riu ela.

–Não é? – perguntou Rasalas – Por isso nem grilei com o abusado do Draco.

–Mas então... qual é o presente? É... hum... chá de piroca? – perguntou Daphne dando um sorrisinho.

–Não... esse é só mais tarde. Eu quero que use isso aqui. – disse tirando um pacote do malão.

–É uma fantasia? – perguntou Daphne.

–É uma roupa íntima que eu achei muito... hum... bonita. – disse com um sorriso safado. Daphne o olhou do mesmo jeito e pegou a caixa, saindo com um sorriso que sugeria muita loucura naquela cama, antes de dormirem.

Tomou um banho frio, cantarolando baixinho, de alegria, e quando saiu, viu Damian fazendo a barba. Ele tinha uma feia marca roxa no pescoço, que tateava com uma careta. Ele suspirou, pegou a varinha e tirou a marca.

–E então... resolveu desistir da Alhena? – perguntou Rasalas, pegando a escova de dentes.

–Sim. – respondeu Damian, dando de ombros – Ela não quer ficar comigo. Não vou ficar insistindo. Vou só me magoar e deixar a Alhena mais magoada... ela precisa de um tempo, sabe? Pra por as ideias no lugar.

–Entendi... é mais fácil deixar o trabalho difícil pra Malfoy e quando ela estiver linda, forte e inteira de novo, você vem com o discursinho de: eu sempre te amei, Lena, volta pra mim! – disse imitando a voz dele. Damian o olhou levemente ofendido.

–Não estou deixando o trabalho... – ele se interrompeu, provavelmente por causa do olhar que lançou a ele – Eu estou, não estou?

–Está. Depois não venha chorando caso Draco e Alhena resolvam ficar juntos. Os pais dele estão loucos para noivarem os dois. – Rasalas penteou os cabelos, antes de escovar os dentes – Eles são melhores amigos, sempre estão juntos, pra cima e para baixo... mais ou menos como eu e Daphne éramos quando crianças, então...

–Eu vou correr o risco. – murmurou Damian cruzando os braços e se apoiando na pia. Rasalas o olhou arqueando uma sobrancelha ao máximo – Eu tentei com a Alhena. Mas ela não quer saber de mim. Ela só me afasta... ela precisa de um tempo e eu vou dar. Mas não vou esfregar na cara dela que eu estou saindo com outras garotas e você não precisa me denunciar, também.

Rasalas terminou de escovar os dentes e Damian ficou esperando uma resposta. Depois que cuspiu a espuma, deu de ombros.

–O funeral é seu. Espero que se divirta nele. – disse antes de colocar água na boca, para limpar o resto do creme dental.

–O que quer que eu faça? Que fique me arrastando feito um cachorrinho carente aos pés dela? Não é justo comigo.

–Tem razão... não é. – disse Rasalas. Damian quase sorriu – Mas eu não lembro de Alhena ter experimentado muita justiça da sua parte no ano passado.

–Não acredito que vai jogar isso na minha cara! – ralhou Damian.

–Não acredito que não teve nem a decência de olhar na cara dela, desde que voltamos pra escola. Você é meu melhor amigo, Damian. Mas se continuar sendo um cretino com a minha irmã... – Rasalas socou o espelho, que quebrou em vários pedacinhos – Eu não costumo ser legal com quem é cretino com a minha irmã...

Damian olhou para o espelho quebrado e suspirou. Rasalas voltou para o quarto, apenas com a toalha enrolada nos quadris. Sua mão sangrava de leve. Quando entrou no quarto, deu de cara com Draco.

–E então eu disse: cara, relaxa... é só uma bombinha.

Alhena estava com ele, segurando seus pergaminhos. Ela sorriu sem muita animação e negou com a cabeça.

–Eu duvido que tenha dito isso.

–Eu disse sim! – riu Draco. Ele olhou para dormitório e depois se voltou para Alhena, enquanto Rasalas murmurava feitiços para remendar a mão – Vamos tomar banho no banheiro dos monitores?

Piscou, chocado.

–O que? Eu e você? – perguntou Alhena.

–É. Coloca um biquine, sei lá. Ou fica de calcinha e sutiã. A gente toma banho na banheira. O que acha? – perguntou Draco, como se a estivesse chamando para tomar um sorvete num dia ensolarado.

–Eu não sei, Draco... acho que não ficaria confortável.

–Ela é bem grande. Eu vou ficar de cueca, comportadinho de um lado. Você no outro. A gente não vai nem se encostar. – riu Draco, parecendo realmente empolgado. Rasalas cruzou os braços, observando os dois. – A banheira tem um monte de torneiras, com aromas bem gostosos e relaxantes. Vamos! Vai ser legal.

–Só se prometer que...

–Vou me comportar. Você sabe que eu me comporto. – riu Draco.

Alhena soltou um suspiro e deu de ombros, concordando. Deixaram os materiais na cama de Draco e saíram conversando. Ainda estava levemente chocado com o que tinha presenciado.

–Ele está claramente me avacalhando. – escutou Damian de dentro do banheiro.

–Talvez. – riu Rasalas dando de ombros. – Mas os dois são solteiros e não devem nada a ninguém.

–Você simplesmente vai deixar? – perguntou Damian saindo do banheiro, com a toalha enrolada nos quadris.

–Eu não tenho nada a ver com isso. – respondeu Rasalas – Eu não mando na minha irmã, nem decido o que ela faz da vida dela.

Damian soltou um muxoxo e entrou na própria cama. Ele pegou uma caixa de bombons e a jogou sobre o travesseiro antes de fechar as cortinas.

Rasalas abriu as cortinas de sua cama e encontrou Daphne ali. Ela usava uma calcinha de renda preta e um corpete quase totalmente transparente. Rasalas mordeu o próprio lábio e entrou, fechando as cortinas. Daphne pegou a varinha e deixou o lugar isolado acusticamente.

–E então... eu nunca entendi o motivo de homens darem essas roupas para as mulheres... eles não estão interessados só no que está dentro? – perguntou ela.

–Mas é excitante te ver assim. – disse com um sorriso safado. Daphne sorriu marota e o chamou com o dedo. Avançou sobre ela, faminto. A beijou no pescoço, a chupando ali com desejo. Seus dedos descendo pelo corpete dela, desejando tocá-la sem pudor.

Encontrou o caminho para dentro dela com os dedos e amou o gemido que ela deu. A beijou por cima da roupa e foi descendo os beijos, a medida que tirava a calcinha dela. Daphne pareceu ficar mais alerta com isso. A beijou nas coxas e então a olhou entre as pernas. O cheiro o deixava completamente ligado. A visão ainda mais. Deveria ser seu lado selvagem, querendo guiá-lo por instinto.

–Rasalas... o que você... – começou ela. Mas a sede e a fome eram muito tentadores. Avançou contra a intimidade dela e a provou com a língua. Sentiu os dedos dela enroscarem em seus cabelos e ela gemeu deliciosamente. – Rasalas...

Não sabia exatamente o que fazer. Seria um aprendizado. Procurou pelos lugares mais sensíveis, prestando atenção nos sinais dela. Logo encontrou o que parecia ser um pequeno botão e se concentrou nele, amando os gemidos que Daphne dava.

–Meu deus, meu deus... oh...

Por um momento quis fazer graça, mas estava muito interessado naquele novo modo de brincar. A sugou de leve e passeou a língua por ela. Sentia as mãos dela segurarem sua cabeça, como se temesse que ele saísse de lá. Mas ele não tinha a menor intenção de sair.

Continuou brincando com ela, amando as reações, os espasmos, os gemidos absurdamente altos. Estava se sentindo simplesmente foda ao vê-la daquele jeito e ao mesmo tempo feliz, por proporcionar tanto prazer a ela.

Quando Daphne gemeu mais alto, sentiu as pernas dela tremerem ao redor de sua cabeça. Se ajoelhou entre as pernas dela, sentindo-se bem ao ver o rosto de completa satisfação dela.

–Então... posso começar a brincar agora? – perguntou.

–Faz o que quiser comigo. – riu Daphne, sem fôlego.

Sorriu um sorriso quase sádico e a fez ficar de quatro. Entrou algumas vezes no lugar tradicional, mas com outro alvo em mente. Daphne logo entendeu o que ele queria e nem pareceu se importar.

Quando estava para entrar no portão do paraíso, as cortinas abriram de uma vez.

Foi um desespero só, ele e Daphne se esconderem embaixo das cobertas. Seriam um dos Carrow? Talvez o professor Slug, que agora era o diretor da Sonserina...

Mas era Damian Burke e ele parecia um tanto perdido.

–PUTA QUE O PARIU, DAMIAN BURKE. – rosnou furioso.

–Eu estou apaixonado. – murmurou ele se sentando ao lado de Daphne. E ele ainda estava só de toalha, ao redor dos quadris.

–Eu não quero saber sobre seus altos e baixos com a minha irmã. Vai se foder, cacete! – ralhou zangado. Sua ereção tinha ido pro inferno, estava completamente furioso e Daphne totalmente sem graça – Sai daqui.

–Mas eu preciso falar com ela... ela não gosta mais de mim... a gente brigou. – lamentou Damian.

–Eu não quero sab... – pegou a varinha, perdendo a cabeça – Vou contar até três e te azarar! Sai daqui, seu animal de teta!

Damian soltou um suspiro lamurioso e saiu, deixando as cortinas abertas. E no lugar de voltar para a própria cama, ele foi em direção às escadas.

–O que raios foi isso? – perguntou Daphne.

–Crise de dor de cotovelo. – resmungou Rasalas, fechando as cortinas com um movimento de varinha – Eu não mereço isso...

****

Draco estava brincando com as bolhas, distraidamente. Alhena o observava fazer uma palhaçada atrás da outra. Ele já tinha colocado espuma na cara, perguntando se ficava bonito barbado, já tinha feito os penteados mais ridículos, modelando os cabelos platinados com a espuma, já tinha fingido que iria fazer um strip tease, também, fazendo uma dança boba, ao tirar o uniforme.

Não podia dizer que ele não estava tentando fazê-la sorrir. Mas o sorriso simplesmente se recusava a vir.

Agora Draco brincava distraidamente com as bolhas coloridas de sabão, as estourando com um dedo, quando ficavam altas demais.

Alhena entrou na brincadeira, soltando suspiros, estourando as bolhas, sem muita animação.

–Eu matei aquela garota. – murmurou Draco, quebrando o silêncio. Alhena o olhou triste – Você me avisou que outros iriam morrer... eu disse que não me importaria, desde que salvasse meus pais, mas... – Draco jogou a cabeça para trás, olhando para o teto – Ela era uma menininha de treze anos...

–Você fez o que tinha que fazer para salvar sua família... – murmurou Alhena – Duvido que os deixaria morrer para salvar a menina.

–Não. Claro que não, mas... – ele suspirou – Mas isso não significa que... eu não me importasse.

Alhena concordou com a cabeça.

–Eu entendo.

–Eu não consigo dormir... sempre acordo com a imagem na minha mente. O pescoço estraçalhado. Os olhos esbugalhados, cheios de pavor... nos meus sonhos... – ele engoliu em seco – Ela me pergunta... “por que me odeia tanto? Por que me deixou morrer...?” – Draco se curvou para frente e escondeu o rosto com as mãos – Eu respondo que não queria que ela morresse... mas ela não escuta e continua perguntando, perguntando... e eu sinto todas aquelas mãos... – ele pressionou o próprio pescoço, como se quisesse se estrangular – Todas querem vingança... todas... eu tento agir como se não me importasse, mas...

–Eu entendo, Draco. – murmurou novamente – Você não sabia que Grayback iria vir... não é?

–Não. – respondeu Draco – Mas não acho que isso teria me feito repensar o meu plano... eu estava tão determinado a conseguir... a salvar minha família... – ele colocou os braços na borda da banheira – Mas não consigo salvar a mim mesmo...

–Você precisa se perdoar, Draco... – disse calmamente.

–Dumbledore me ofereceu a oportunidade de me esconder... prometeu que protegeria minha mãe e meu pai... que ficaríamos seguros... – murmurou Draco – E eu acreditei nele... eu... eu baixei a varinha. Eu teria traído o Lorde das Trevas, mas... mas os outros Comensais chegaram e... Snape... ele quem matou Dumbledore. Não eu.

–Eu sei que você não matou. – disse Alhena – Eu posso não ser capaz de ter mais visões, mas... eu posso ver a aura das pessoas... a sua alma não rachou, Draco. Você está inteiro ainda...

–Então por que me sinto tão... quebrado? – perguntou ele.

Alhena soltou um suspiro.

–Eu não fiz nada de errado, mas quebrei, não quebrei?

–Quebraram você. – retrucou ele.

–Pierre me quebrou... e o Lorde das Trevas quebrou você... – Alhena soltou um suspiro – Mas quem sabe um dia... um dia a gente... pode voltar a...

–A ser inteiro. – murmurou Draco.

–Sim. – respondeu baixinho.

–Eu torço por isso... – murmurou ele.

Os dois soltaram um suspiro e Alhena afundou na banheira, até ficar apenas com a cabeça de fora. Era relaxante e tranquilizador.

–Eu nunca tinha tomado banho em uma banheira... – murmurou tranquilamente.

–Sério? – perguntou Draco – Eu adoro. – riu ele se afundando, ficando só com a cabeça de fora também – E essa banheira da escola é ótima... mas nós vamos acabar todos enrugados... vamos voltar?

–Ok. – murmurou ficando de pé. Draco a olhou um tanto faminto e ela estremeceu, desconfortável. Mas ele notou e olhou para o outro lado, como se a torneira dourada fosse a coisa mais interessante da face da terra – Não me espie, ok?

–Ok. – disse ele.

Saiu da banheira e tirou a roupa íntima molhada. As deixou num cantinho e pegou roupas secas. Se vestiu e se virou para Draco. Ele ainda olhava para a torneira e respirava levemente ofegante.

–Pronto.

–Eu gostaria que você olhasse pro outro lado, também. – riu Draco, um pouco constrangido. Alhena foi até o vitral de sereia e a ficou observando. Escutou Draco sair da banheira e tirar a cueca preta. Ficou olhando o vitral, achando-o muito bonito. Sentiu os dedos de Draco em sua mão, um minuto ou dois, depois. Se virou e ele sorriu triste, já com o pijama. Ela devolveu um sorriso igual e sentiu o amigo abraçá-la.

–Não precisa... – começou.

–Eu preciso... de um abraço. – murmurou ele. Piscou, surpresa – Por favor, me abrace...

Não hesitou e o abraçou de volta. Sentiu Draco deitar a cabeça em seu ombro e fechou os olhos.

–Estou aqui, Draco... – murmurou, sabendo que ele estava completamente perdido em trevas... em culpa... em solidão e desespero – Estou aqui... sempre.

Ele concordou com a cabeça e suspirou. Então ele se afastou e virou o rosto, fungando. Ele secou os olhos, antes mesmo que vazassem e então deu um sorriso nada convincente.

–Vamos? – perguntou ele. Alhena concordou e abraçou o braço dele.

–Vamos.

Caminharam de volta para o Salão Comunal da Sonserina e deram de cara com a última coisa que esperavam ver. Pansy estava sentada no colo de Damian (ele estava apenas de toalha) e os dois trocavam um beijo fogoso.

Damian a pegou no colo e a levou escada a baixo, para o dormitório. Ou ao menos imaginou que era o dormitório.

–Eu não acredito naquele idiota. – sibilou Draco – Eu vou azará-lo.

–Ele é livre pra fazer o que quiser. – disse sentindo-se dormente. – Acho que eu já cheguei ao fundo do poço... não dá pra descer mais do que isso. – segurou as roupas molhadas, que estavam enroladas na toalha – Espero conseguir subir em breve...

Caminhou para seu dormitório, tentando ignorar os sons de gemido que vinham da cama de Pansy. Pansy sempre consegue o que quer... espero que agora ela simplesmente me deixe em paz...

Guardou suas coisas e se deitou em sua cama, abraçando o travesseiro. Fechou os olhos e se lembrou de um dia, há muitos anos atrás... quando Damian disse “Não quero que vá embora”. Apertou o travesseiro com mais força contra si.

–Oh, Pansy... – escutou a voz de Damian. Mordeu o travesseiro, cheia de desgosto.

“E quando você voltar para Hogwarts... eu vou te pedir em namoro. Eu prometo.” Soltou um soluço.

–Ah, Damian... você é louco. – riu Pansy, da outra cama.

“Vou fazer de você uma mulher honesta, Srta. Lestrange.”

A cama rangia, do outro lado do quarto.

“Eu te amo, Lena.”

Gargalhadas.

Fechou os olhos, tentando dormir, tampando os ouvidos com as mãos. Demorou, mas finalmente conseguiu dormir. Sonhou que estava nas estufas, com Jacques a segurando e dando ordens. Acordou assustada, com o corpo tenso. Respirou fundo mais uma vez e agradeceu por tudo estar silencioso.

Pegou a varinha e deixou sua cama a prova de som. Tentou dormir de novo, mas sonhou que estava na Mansão Malfoy e seu pai não chegava a tempo de salvá-la. Acordou gritando, olhando ao redor, assustada. Puxou os cabelos, com as mãos trêmulas e tentou voltar a dormir.

Estava na cozinha de Beauxbatons e dessa vez não haviam elfos para ameaçar Jacques. Tentou acordar, pois sabia que era um pesadelo, mas não conseguia. Seu corpo estava pesado. Quando abriu os olhos, viu que tampavam sua boca. Reconheceu os olhos de Pierre e ele a mandou fazer silêncio.

–Você quer. Eu sei que você quer. Eu sei que você gosta...

Abriu os olhos, novamente, se debatendo, morrendo de medo, com o corpo tremendo. Precisava de uma poção, ou não conseguiria dormir. Se sentou, aos soluços, tremendo, quando a cortina de sua cama se abriu.

Era Draco e ele parecia desesperado.

–Só hoje... posso dormir com você? Só mais hoje? – perguntou ele.

Alhena concordou e chegou para o lado. Draco se deitou ao seu lado e a abraçou, parecendo aflito. E no meio da noite ele acordou agitado, assustado.

–ME PERDOE! – gritou ele.

–Shhh! Calma, Draco! Calma! – disse aos sussurros. Draco respirava ofegante, olhando desesperado para os lados, sem reconhecer onde estava – Você está na minha cama, no dormitório... – sussurrou.

Draco se curvou cobrindo o próprio rosto com as mãos.

–Eu estou perdendo a cabeça... – lamentou ele. Alhena apenas o abraçou, pois era apenas isso que poderia fazer...

As noites eram longas... e ela sabia que continuariam assim por um bom tempo...

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Draco e Lena

Mas quem sabe um dia... um dia a gente... pode voltar a...

A ser inteiro.

Notas finais
Pansy Parkinson, sua filhote de cruz credo... pare de machucar o S2 da Lena, pelo amor de Merlin! E ai? Vão descobrir? Como o Damian vai ficar? Vão rolar banhos mais quentes no banheiro dos monitores???? SHauhsaushaushaushaoisj Quem sabe? =P Beijos, comentem, ok??? ^^