Legado Lestrange

45 Eu Amo O Dia das Bruxas!


Notas iniciais
Depois desse capítulo, muitos vão amar ahsuahsaushu xD Damian e Daphne vão fazer o que muitos queriam ter feito hohohohoho xD

1997

Hogwarts

Damian Burke estava querendo levar um soco...

Essa era a única explicação possível. Daphne estava olhando pasma para ele, Emília estava em choque. Alhena estava melancólica como de costume. Draco parecia sombrio demais para sentir raiva (alguém pintara a parede em frente ao salão comunal com as palavras: Lisian Martell. E usaram uma tinta vermelho sangue pra escrever isso).

É claro, havia um “Fora Lobisomem” em uma das paredes também, mas nem ligava mais pra isso direito.

Estava muito ocupado sentindo raiva de Damian Burke, que estava mordiscando a orelha de Pansy, a olhando apaixonadamente, com sorrisinhos, mãos na coxa e cochichos. Até Pansy parecia desconfortável.

—Pega leve, Damian! – ralhou ela – Você está exagerando.

—Eu só quero te agradar, minha deusa... – murmurou Damian.

Rasalas quis socar a mesa, mas se conteve. Pansy o olhou com uma cara de “me ajude” e ele rosnou.

—Damian Burke, te aconselho a se afastar. Está incomodando Pansy. – disse zangado.

—Estou incomodando? – perguntou ele parecendo aflito. Que merda de joguinho era aquele? – Estou, Pansy? Estou mesmo? Você quer que eu me afaste? Eu não sei se consigo me afastar... céus... você cheira tão bem...

—Ok, Damian, você está esquisito. – disse Pansy se levantando e saindo de perto dele – A gente conversa no almoço, quando você acalmar, ok? Vem, Emília.

Emília se levantou e olhou ainda incrédula para Damian. Rasalas olhou as duas se afastarem e depois olhou o melhor amigo, que suspirava parecendo completamente apaixonado.

—Ela não é demais? Ela está tão linda... e o modo como ela mexe no cabelo, é tão fofo... – murmurou Damian.

—Ok... alguém drogou ele. – riu Blair – Pansy pode ser muitas coisas, mas fofa não é uma delas...

—Não ouse falar mal da Pansy, Zabini! – rosnou Damian. Rasalas o olhou completamente confuso – Ela é perfeita, perfeita... – ele parou por um momento, como se tivesse tido uma epifania – Eu vou escrever uma música pra ela! É isso! – riu ele – Eu preciso escrever uma música, pra provar o meu amor. – Alhena se levantou e Draco se levantou com ela, os dois lançando olhares de desgosto para Damian – Posso compor uma música pra ela. Vai ser maravilhoso! – riu Damian.

Alhena e Draco se afastaram, desistindo do café da manhã. Não os culpava. Ele mesmo estava perdendo o apetite...

—Preciso escrever sobre os olhos dela. Você já reparou, Rasalas, como os olhos dela são lindos? Aquele verde, com pontinhos prateados... e a boca dela... tão deliciosa de beijar... céus... e aquele sorriso...

—Damian. Cala a boca. – resmungou Blair – Tá pior do que quando ficou dando em cima da Alhena.

Era aula de Trato de Criaturas Mágicas e a última coisa que Damian estava fazendo, era se concentrar.

—Lugares e memórias ficarão no meu passado. Faremos nova história com você junto ao meu lado. Eu quero esquecer uma emoção que deu errado. Teremos um lugar de arco-íris totalmente iluminado... – cantarolou Damian, bobamente.

—Que lindo. – riu Abbott – Você inventou isso agora?

—É... o amor me deixa inspirado. – respondeu Damian.

—Seu amor me deixa enjoado. – resmungou Blair.

Rasalas revirou os olhos, achando Damian simplesmente idiota.

Depois foram para a aula de feitiços, onde Pansy parecia fugir de Damian a todo custo.

—Damian, eu já disse. A gente conversa depois do almoço! – ralhou Pansy andando para longe dele.

—Mas, Pansy... vamos treinar juntos. Por favor. Eu quero ficar mais tempo com você...

Rasalas estava simplesmente enojado. Mas Emília estava perdendo a paciência.

—Damian Burke. Sai pra lá! Você está irritando todo mundo! – resmungou ela.

—Estou irritando você, Pansy? Oh, não. Oh, não... – lamentou ele – Me perdoe. Eu não queria te irritar. Eu só queria...

—Você tem três segundos pra sair de perto de mim, seu maluco. – resmungou Pansy.

—Só se eu puder voltar depois. – choramingou Damian.

Quando o almoço chegou e Pansy terminou de comer, ela tirou Damian de lá, para uma “conversa”. Mas quando voltaram a se encontrar, para a aula de transfiguração, os dois cheiravam a sexo. Damian estava com uma marca de chupão no pescoço e Pansy tinha outra, para combinar.

Felizmente Alhena parecia cabisbaixa demais para notar...

E o resto da semana se passou dessa maneira. Com Damian correndo atrás de Pansy, lhe dando presentes caros, fazendo declarações de amor e tudo o mais. Pansy parecia gostar, algumas vezes, mas outras parecia completamente desesperada para se livrar dele. Não a culpava. Damian parecia obcecado por ela...

Estava deitado com Daphne, na véspera da lua cheia, sentindo a namorada passear o dedo por seu peito. Tinham tomado banho, pois daquela vez Damian não tinha aparecido para estragar seu momento com “o buraquinho dos sonhos”, como apelidara carinhosamente. Agora relaxavam, esperando pelo momento em que precisaria ir para casa de Remus.

Acariciava Daphne nas costas, completamente relaxado, quase caindo no sono.

—Eu... eu acho que tem algo estranho com o Damian. – murmurou Daphne.

—Eu acho que o último balaço que eu acertei nele, no treino, foi forte demais. – resmungou.

—Eu falo sério. – murmurou Daphne – O comportamento dele não é normal... – adicionou ela, se sentando. A coberta escorregou para o colo dela, deixando seus lindos e delicados seios aparecendo – Ele está obcecado pela Pansy.

—Nem ela parece estar gostando do comportamento dele. – resmungou Rasalas – Apesar deles transarem mais de uma vez por dia. – disse se sentando e passando os braços ao redor dos joelhos.

—Ras... quais as chances de Damian ter... tomado uma poção do amor? – perguntou Daphne.

—Você acha que...

Mas vozes o cortaram.

—... aguento mais! Você está completamente fora de controle. – era a voz de Pansy.

—Pansy. Eu te amo, Pansy. Não quero ficar um segundo longe de você. – escutaram a voz de Damian – Por que não diz que me ama, também?

—Porque eu não amo você. – respondeu Pansy – Temos uns momentos divertidos, mas nada mais do que isso.

—Você tem que me amar! – disse Damian, parecendo quase desesperado – Qual o sentido da minha vida se você não me amar?

—Céus, Damian. Você está doente, só pode. – resmungou Pansy – Eu quero ficar sozinha. Saia, por favor.

—Mas... mas eu quero ficar com você...

—Eu não quero ficar com você, agora. Eu preciso fazer minhas rondas com o Draco, porque somos monitores. Eu só vi buscar meu distin...

—VOCÊ ESTÁ COM O MALFOY? – gritou Damian. Rasalas e Daphne trocaram um olhar assustado.

—Não seja idiota. É claro que não estou com o Malfoy! – ralhou Pansy – Eu sou obri... – mas Pansy engasgou. Achou aquilo estranho, muito estranho. Ela soltava uns barulhos assustados.

—Não vou te perder pro Malfoy. Prefiro te ver MORTA!

Rasalas pulou da cama, sem se preocupar com o fato de estar nu. Pegou o livro de História da Magia e o acertou com toda força na orelha direita de Damian. Ele, para seu horror, estava tentando estrangular Pansy.

O garoto caiu desorientado e Rasalas olhou para a garota. Daphne tinha se enrolado no lençol e ajudava Pansy a se levantar. Ela tossia muito e tinha os olhos muito vermelhos.

—Pansy! Pansy, você está bem? – perguntava Daphne.

Rasalas se virou para Damian, que estava segurando a própria cabeça. O garoto balançou a cabeça de leve e o olhou.

—Eu estou ficando louco... – lamentou ele.

—Eu notei.

Damian piscou algumas vezes e olhou para Pansy. Ele correu até ela e Rasalas ficou alerta.

—Meu amor! Me perdoe! Me perdoe! – pediu Damian.

Pansy se arrastou assustada para longe dele, se levantou e saiu correndo. Damian tentou segui-la, mas Rasalas o agarrou por trás, passando um braço ao redor do pescoço dele, num mata-leão bem aplicado.

—Nós vamos para a sala do Slug. Você está fora de controle. Daph, estupora ele.

—Não! Eu preciso ir atrás da Pansy. Ela tem que entender que eu nunca quis machucar ela, eu a amo. Amo mais do que qualquer uma com quem eu já tenha me envolvido...

Rasalas o apertou de leve, no golpe, sentindo uma cruel satisfação de escutá-lo arfar sem ar. Daphne pegou a varinha e por fim estuporou o goleiro. Rasalas o deixou cair no chão, pegou as próprias roupas e soltou um muxoxo.

Depois pegou o garoto e o colocou no ombro. Ele e Daphne saíram do dormitório e entraram no salão comunal. Alhena estava estudando lá e o olhou curiosa. Ele deu de ombros e saiu, para levar o colega para a Sala do Slug.

*

Damian estava sentado na enfermaria. Se sentia completamente confuso. O professor tinha lhe dado o antídoto para a poção do amor e agora sua mente voltara a funcionar de maneira mais clara.

Tinha sido um idiota a semana inteira.

Mas não se lembrava de ter bebido nenhuma poção do amor. Não entendia... E tinha agido feito um maluco com Pansy. Não sabia se poderia ter sido ela quem tinha lhe dado a poção do amor. Estava um pé no saco com ela e muitas vezes ela parecia estar de saco cheio... ela teria simplesmente parado de dar poção para ele, não teria?

Soltou um suspiro, se deitando na própria cama, sentindo vergonha por todas as vezes que tinha transado com Pansy. Transado com ela, enquanto Alhena estava no quarto... passou as mãos pelos cabelos, sentindo-se sujo. Sujo e usado.

Mas quem poderia ter feito aquilo?

Se lembrou do último natal, quando alguém lançou um feitiço para encolher as roupas de Alhena... será que tinha sido a mesma pessoa? Teria sido Pansy nas duas vezes? Não... não fazia sentido, ser Pansy. Nem ela o estava aguentando.

Estava confuso, naqueles pensamentos, quando a própria apareceu o olhando com cautela.

—Você já está sob controle? – perguntou ela. Ele concordou e viu um roxo no pescoço dela. Se sentiu ainda pior. Ainda bem que Rasalas estava no quarto... teria estrangulado Pansy, por ciúmes artificial... – Eu vim aqui dizer que sinto muito. – murmurou ela – Você deve estar se sentindo péssimo. – murmurou ela.

—Estou. – murmurou a olhando desconfiado – Foi você, não foi?

—Quem te deu poção do amor? – perguntou ela – Não. Daphne me acusou disso, na realidade. – murmurou ela cruzando os braços e se escorando na parede – Eu até tinha um pouco de amortentia, que eu peguei escondido do Slug no ano passado. Eu ia mostrar que o frasco estava cheio, mas... – Pansy fechou a cara – O frasco sumiu. Mexeram nas minhas coisas e pegaram meu frasco de poções... e não só isso. – ela cruzou os braços – Levaram um monte dos sutiãs da Emília, Daphne notou que os doces que ela tinha comprado também tinham desaparecido... andam mexendo nas nossas coisas.

—Eu acho isso bem pouco convincente. – ralhou Damian – Quem iria fazer isso?

—Eu sei que eu não fui. E eu vim aqui pra dizer que sinto muito por você e que não vou guardar ressentimentos por você quase me matar. – respondeu ela de maneira quase fria – Eu... eu meio que vou sentir falta... de você, sabe? Algumas vezes você ficava meio doido e era chato, mas... – Pansy sorriu ternamente e colocou a mão sobre a dele – Mas outras... era simplesmente maravilhoso... eu sinto tanta falta, sabe? De nós dois...

Damian puxou a mão e se levantou da cama.

—Eu não sinto falta. – respondeu evitando de olhar pra ela – Você nunca me tratou bem. Me tratava como se eu fosse algo que você gostava de exibir. Não foi diferente no nosso sexto ano e nem agora. – Damian se virou para Pansy – É por isso que eu nunca amei você e nem nunca vou amar. A única pessoa que sente algo por você é o Rasalas, sei lá o porquê. Mas um dia ele vai cair na real e ver que você não presta. Que você é tão cretina quanto eu acho que é... e então nem ele vai ser legal com você. Agora com licença.

Estava para sair da Ala Hospitalar, quando escutou Pansy murmurar.

—Rasalas... ele realmente gosta de mim... ele é o único que não pensa que eu sempre tenho segundas intenções... ele é o único que é sempre doce e compreensível comigo...

Damian deu de ombros e saiu, caminhando de volta para as masmorras. Draco estava parado no corredor do segundo andar, olhando a parede com os olhos esbugalhados. Damian andou até ele e olhou a parede.

“Lisian Martell VIVE!”

Draco apertou o punho e baixou a cabeça, parecendo que iria cair no choro. Damian deu uns tapinhas no ombro dele

—Vamos, Draco. Vamos voltar para as masmorras... – murmurou Damian. Draco puxou o ombro, se afastando dele. O colega o olhou com rancor e censura, se afastando em seguida. Ele provavelmente não sabia da poção do amor e só achava que tinha sido um idiota a semana inteira, sem motivos...

Damian baixou o olhar e olhou as letras garrafais e vermelhas, que pintavam as paredes...

—Ela não está viva... mas o fantasma invisível dela vai assombrar Draco pelo resto dos dias dele... – murmurou antes de voltar a se por a caminho para o Salão Comunal.

**

A semana passou rápido. Rasalas se despediu de Lupin e da nova Sra. Lupin. Remus e Nymphadora Lupin... isso era tão fantástico. Lupin estava se sentindo culpado, por ter casado com ela, mas Rasalas não via problema.

—Ela te ama, cara. Amor verdadeiro não é algo que deveríamos ignorar... principalmente quando sentimos o mesmo – disse cutucando o peito do amigo. Remus sorriu tristemente e o abraçou ao redor dos ombros.

—Eu lembro quando você era menos sábio. – riu ele. Rasalas deu de ombros – Tenha um bom regresso, Rasalas...

—Alguma notícia de Harry? – perguntou. Remus corou com violência e negou.

—Eu e Harry brigamos um pouco... depois nunca mais o vi.

—Por que vocês brigaram? – perguntou Rasalas.

—Porque eu fui um idiota... e isso me faz lembrar que eu não te contei a novidade.

—Que novidade?

—Tonks está grávida. – riu Remus, um tanto nervoso.

—Lupin está grávida? – perguntou Rasalas, arrancando uma risadinha de Remus.

—É... estamos muito felizes...

—Eu só posso imaginar. – riu Rasalas – Parabéns, cara.

—Eu estou com medo... de... bem... do bebê ser...

—Como nós? – perguntou Rasalas. Lupin concordou – Bem... se for o caso, ele vai ter um pai maneiro e um tio mais maneiro ainda, pra ter como exemplo. Podemos até fazer uma matilha. – riu Rasalas. Remus bagunçou seus cabelos e o olhou com cumplicidade.

—Tome cuidado, ok?

—Pode deixar.

Rasalas aparatou para a estação de Hogsmeade, depois voltou para a escola. Tudo parecia tão diferente do ano passado. A escola estava horrível e tudo o que ele queria era voltar para casa. Tomar whisky com o pai, durante alguma conversa... ver a mãe super contente pela gravidez...

Até Alhena parecia mais confortável ao olhar para a barriga inchada da mãe. Se perguntava se seria menino ou menina. Já estava para nascer. Já era dia 9 de Outubro, afinal...

—Talvez nasça no mesmo dia que eu e Alhena. – murmurou distraidamente.

Entrou nos terrenos da escola, onde o professor Slug o esperava. Perguntou sobre Damian e o professor garantiu que ele já estava desintoxicado e agindo normalmente. Se perguntou o que seria esse normalmente. Ele estaria sendo simplesmente feliz, abraçado com Alhena?

Se perguntou se algum dia veria a irmã sorrir daquele jeito de novo... do jeito que sorria enquanto estava com Damian. Queria que os dois se acertassem, mas Damian era um tonto e Alhena ainda estava na fossa. Se perguntou quanto tempo aquilo iria durar. Quanto tempo levaria para que ela superasse...

Bem... ela era bulímica há anos e ainda não tinha superado... o que Jacques tinha feito provavelmente duraria uma vida inteira.

Quando chegou no salão comunal, já estava completamente conformado que ela e Damian nunca ficariam juntos... Damian estava estudando, parecendo concentrado. Draco revia sua tabela de runas antigas e Alhena não estava ali.

Se sentou ao lado de Damian e o cutucou. O amigo se virou, para olhá-lo, e sorriu parecendo cansado.

—Olá. – murmurou o amigo.

—Como se sente?

—Ainda constrangido, mas... vou superar. – respondeu Damian. Rasalas concordou com um aceno de cabeça e se sentou mais esparramado.

—Onde tá a Alhena?

—Foi tomar banho. – respondeu Damian, voltando a olhar as anotações de poções – Mas Pansy acha que ela está tentando se afogar lá dentro, porque já faz um tempão que ela está lá, então a Daphne foi ver o que aconteceu e nenhuma das duas voltou até agora. – explicou ele.

Rasalas suspirou e se levantou, pronto para ir até o dormitório, quando Alhena e Daphne apareceram. Alhena caminhou até ele e sorriu, sem muita alegria e Rasalas voltou a se sentar. Daphne pulou em seu colo e o beijou apaixonadamente. A beijou de volta e escutou o som de moedas.

—Aqui, Damian. Pode arrumar isso pra mim? – se interrompeu e olhou para a irmã e o amigo. Damian estava com uma sacolinha na mão. Ele esvaziou e contou alguns nuques. Depois pegou um pedaço de papel, leu e suspirou.

—Lena...

—Apenas negócios. – cortou ela – Pode ou não? – perguntou ela – Na pior das hipóteses eu compro quando formos para Hogsmeade.

Damian suspirou e concordou.

—Ok, Srta. Lestrange. Apenas negócios. – resmungou ele. Alhena fez uma careta e se virou, voltando para o dormitório. Rasalas se virou para Damian, curioso.

—O que ela quer? – perguntou.

—Cigarros. – respondeu Damian, guardando a sacolinha – Só cigarros...

—Desde quando Alhena fuma? – Perguntou Rasalas.

—Desde de Beauxbatons, mas só quando fica muito chateada. – respondeu Draco, que estava sentado em uma poltrona, tentando ler seu exemplar de poções.

—Que? – perguntou chocado. Draco deu de ombros.

Damian soltou um suspiro e voltou a estudar, também.

Rasalas e Daphne trocaram um olhar constrangido e Rasalas suspirou. Daphne o beijou na testa, com carinho e os dois trocaram um olhar, cheio de amor.

—Ras. Posso falar com você um minuto. A sós?

Era Pansy. Rasalas a olhou e concordou com um aceno de cabeça. Daphne se levantou de seu colo e ele estava para levantar também, quando a namorada avançou até Pansy.

—Escute aqui, Parkinson. Encoste um dedo no meu namorado e eu vou te castigar a la Lestrange, ouviu? – rosnou ela. Pansy a olhou achando graça.

—Tá louca, amor? – perguntou Pansy cruzando os braços e dando uma risadinha, arqueando as sobrancelhas.

—Relaxa, Daph. – riu Rasalas, achando o ciúmes dela até fofo. Daphne nunca tinha tido acesso de ciúmes antes.

—Está avisada, sua traíra. – rosnou Daphne, cruzando os braços. Rasalas notou que tanto Draco, quanto Damian olhavam com desconfiança e achou aquilo simplesmente ridículo.

Seguiu Pansy para fora do Salão Comunal e depois subiram alguns lances de escada, indo para o segundo andar. Pansy andava se abraçando e ele notou que ela estava abatida.

—Eu... eu nunca disse... o quanto eu sinto muito por você ter sido atacado por um lobisomem. – murmurou ela se virando de uma vez. Rasalas colocou as mãos nos bolsos e deu de ombros.

—Está tudo bem. – riu ele.

—Não está tudo bem. – retrucou ela – Não mesmo. Eu realmente sinto muito, Ras... deve ter sido... assustador.

—Foi. Foi mesmo. – murmurou ele, olhando pela janela – Mas eu superei.

—Eu queria fazer algo... pra te ajudar...

—Bem, não me trate como se eu fosse venenoso e eu já ficarei satisfeito. – riu Rasalas. Pansy sorriu um tanto triste e tocou a mão dele.

—Nunca trataria você como se fosse venenoso. Você não me trata assim. Eu não sei o motivo das pessoas cismarem comigo, mas... – ela soltou um suspiro – Eu sei como é ser taxada de algo horrível, sem motivos...

Pansy arfou por um momento e ele se perguntou se ela iria chorar.

—Ei... está tudo bem. Eu não te acho um monstro, ok? – perguntou ele a abraçando.

—Eu me sinto tão culpada, Ras... – lamentou ela – Eu sinto que destruo tudo o que eu toco!

—Do que está falando? – perguntou Rasalas.

Pansy se afastou um pouco e limpou uma lágrima do próprio rosto.

—Foi culpa minha, a Lena ter sido estuprada pelo Pierre... e... eu... eu fui tão cruel com ela...

—Do que está falando? – perguntou sentindo o estômago dar uma cambalhota.

—Eu quem a fiz beber demais. E foi ideia minha sair do salão comunal... sem a varinha... que tipo de bruxa faz isso? – lamentou ela, olhando para fora, para a janela – E eu deixei Alhena sozinha no corredor, pra chamar ajuda... eu deveria ter ficado lá com ela... mas a deixei sozinha, completamente bêbada... e pra fugir do sentimento de culpa, fiquei dizendo pra mim mesma que... – ela engoliu em seco – Que Alhena levou o Pierre para o dormitório... mas eu deveria saber que ela não estava respondendo pelos próprios atos. Eu mais do que ninguém deveria saber disso... eu não transei com você naquele armário? – perguntou Pansy – Eu me permiti... engra...

—Está tudo bem. – cortou Rasalas, olhando para os lados, sem querer tocar naquele assunto – Eu só acho que você deveria falar com a Lena.

—Ela não acreditaria em mim. – lamentou Pansy – Ninguém acredita... eu acabei me conformando, sabe? Em ser a vilã da história... a culpa é minha mesmo...

—Não foi culpa sua, Pansy. A culpa foi do Pierre. – disse Rasalas, pacientemente. Pansy fungou e secou o rosto de novo. Depois sorriu triste.

—Obrigada por ser tão gentil... eu... eu só precisava de... de falar com alguém, sabe? – choramingou ela. Era tão estranho ver Pansy chorar. Ela normalmente era tão forte – Eu acho que... você é meu único amigo no mundo... até a Emília me deixou meio de lado, agora que está namorando o Greg.

—Bem. Você tem sorte de eu ser o MELHOR amigo possível. – riu Rasalas, tentando fazer graça – Não fique assim, Pansy. Eu vou falar com o pessoal. Eles vão ver que você não é má pessoa.

Pansy concordou com um aceno de cabeça e o abraçou.

—Você é especial, Rasalas... – sussurrou Pansy. Rasalas a beijou na testa e suspirou.

—Você também. – riu ele – Você foi minha primeira garota, sabe? Apesar de eu não me lembrar direito.

Pansy sorriu fungando e deu de ombros.

—Eu me lembro que gostei. – disse ela – E eu nunca esqueci... aquela vez... logo antes de... bem...

—Eu também gostei. – disse ele a afagando na cabeça – Vamos. Vamos voltar pro salão.

—Ok. – sussurrou ela – Obrigada por vir. Eu realmente... precisava de tudo isso...

—Disponha, Pansy. Disponha...

***

31 de Outubro

Quando entrou no Salão Comunal, Draco estava sentado sozinho, em frente a lareira. A mão dele tremia com violência e ele olhava para o fogo da lareira, parecendo angustiado. Se sentou ao lado dele e segurou sua mão, mas ele nem pareceu notar que ela estava lá. Suspirou e pegou um cigarro e ofereceu, mas ele recusou.

—Eu não aguento mais... – murmurou ele – Os Carrow... eles querem que eu faça os castigos nos outros alunos... eu não suporto os gritos... – murmurou ele – E... e quando eu não consigo fazer a maldição eles... – ele engoliu em seco – Eu nunca pensei que algo pudesse doer tanto... nunca mais quero ser torturado... nunca mais...

Alhena concordou com a cabeça, apesar de não saber com que concordava.

—O banquete do dia das bruxas... você não quer participar?

—Pra que? Pra todo mundo me encarar, me achando um cretino? – perguntou ele, com as mãos trêmulas, ainda.

—Está encarando as pessoas erradas. – disse calmamente – Olhe pra mim, pra Rasalas...

—Astoria disse que me odeia. – murmurou Draco – Ela perguntou pra mim... se era verdade que eu tinha causado a morte de Dumbledore. – ele ainda olhava para a lareira, com os olhos inquietos – Eu poderia ter mentido... eu deveria ter mentido. Falar que não tive nada com aquilo... mas eu não consegui olhar nos olhos dela e... e mentir... eu nunca imaginei que gostava tanto dela... e... e quando ela começou a chorar, falando que... que eu ajudei... – Draco engoliu em seco – Seu tio veio aqui naquele dia. Ele viu Astoria... não fez nada contra ela, mas ela ficou aterrorizada... e EU o coloquei aqui... eu o trouxe aqui... e Astoria... ela. – Draco apertou os lábios, fechando os olhos, parecendo perdido – Estou desmoronando... como eu nunca notei o quanto eu gosto dela? Eu falo que ela é linda há anos. Eu SEMPRE a achei mais legal do que a Daphne. Nós sempre conversamos... ela sempre foi tão carinhosa comigo... mas agora... agora ela me odeia... e tem razão em me odiar. – ele engoliu em seco novamente, com as mãos tremendo mais do que nunca – Ela é amiga da Lovegood e eu torturo aquela maluca praticamente uma vez por semana... eu não aguento mais, Alhena! Eu não aguento mais. – Ele falava um tanto alterado, num tom de voz alto demais – EU VOU SURTAR!

—Calma, Draco. – pediu calmamente. Draco a olhou furioso.

—CALMA?! É ESSE O SEU CONSELHO PRA MIM? TER CALMA?

—Não. Eu imaginei que você não aguentaria por muito mais tempo. Eu falei com os Carrow. Todos acham que eu quero virar uma Comensal de Morte. – se levantou e sorriu pra ele – Eu pedi pra substituir você nos castigos. Aminco me ensinou a fazer a maldição. Eu falei que você anda muito atarefado, trabalhando mais do que todo mundo, ainda mais com os N.I.E.M.s... eles acreditaram. Você não vai mais precisar torturar ninguém e...

—Não, Lena! – disse Draco se levantando e segurando seu pulso – Você não tem ideia de como é... de como é fazer isso. Vai te consumindo aos poucos.

—Está tudo bem, Draco. Eu só quero que você descanse e se recupere, ok? Você cuidou de mim o suficiente, agora eu vou cuidar de você. – Alhena soltou um suspiro e tirou uma carta do bolso das vestes. Tinha recebido aquela carta naquela manhã e não tinha mostrado pra ninguém. Mas achava que Draco deveria saber.

Ele a olhou curioso e ela entregou o pergaminho. Draco desenrolou o pergaminho, começando a ler. Ele arregalou os olhos e então suspirou, lhe devolvendo o pergaminho.

—Eu desconfiava que isso aconteceria cedo ou tarde... – murmurou ele – Querem que a gente seja como seu tio e minha tia foram, no passado... – disse ele observando-a jogar a carta na lareira – O que quer que eu faça? Quer que eu fique de joelhos?

—Não vamos nos casar, Draco. – disse Alhena, desviando o olhar – Eu amo você, como amigo. E eu não estou com cabeça pra fingir que estou feliz com isso.

—Se o Lorde deseja, vamos ter que nos dobrar e fingir estarmos morrendo de alegria. – resmungou Draco. Mas Alhena sorriu e o olhou.

—Não. Eu não vou me casar com você e ninguém vai me obrigar a fazer isso. – disse Alhena – Eu não quero me casar com ninguém. Agora vamos. Você precisa comer. – adicionou ela mudando de assunto e o puxando pela mão – Não seremos forçados, tenho certeza disso.

—Você teve uma visão? Recuperou seu dom? – perguntou Draco.

—Não. Mas você não me ama e eu não amo você. E nenhum de nós vai se dobrar a essa vontade do Lorde das Trevas. Você vai se casar com a mulher por quem se apaixonar e eu vou ser aquela tia solteirona que vai mimar os filhos do Rasalas, quando eles forem grandes o suficientes para aprontar todas. – riu Alhena.

Draco sorriu de volta e parou de andar. O olhou curiosa e sorriu quando ele a abraçou.

—Você não vai ser uma tia solteirona. – riu ele a abraçando apertado – A lista de pretendentes vai dar a volta no lago.

Alhena deu uma risadinha e os dois voltaram a andar.

—A lula gigante poderia devorar todos eles.

—Como você é romântica, Lena. Adoro isso em você. – riu Draco, colocando as mãos nos bolsos. Ele pigarreou um pouco e ela teve certeza de que ele faria alguma pergunta que ela não iria gostar de responder – E você e o Damian?

—O que tem o Burke?

—Até quando vai fingir que não gosta dele? – perguntou Draco.

—Não é questão de não gostar. – murmurou Alhena – Eu só não quero que ele perca o tempo dele comigo. Eu não suporto quando outros garotos me tocam. Até com o Rasalas, eu fico desconfortável...

Draco soltou um suspiro, andando ao seu lado e parou, ao ler o nome Lisian Martell, pintado na parede. Alhena sacou a varinha e explodiu a parede, onde o nome tinha sido pichado, deixando a sala de música exposta.

—Está louca? – perguntou Draco, chocado.

—Agora eu sei como todo mundo ficou se sentindo quando eu estava um trapo e ficava suspirando infeliz por ai. Se eu tiver que explodir todas as paredes onde esse maldito nome estiver pichado, só pra não te ver melancólico desse jeito, Draco, eu vou explodir. E se continuarem escrevendo, eu vou destruir a escola inteira.

—Isso sim é romântico. Você vai destruir a escola pra não me deixar triste? – debochou ele com um olhar convencido.

—Pronto. Esse é o Draco que eu conheço. Vamos! – riu ela abraçando o braço dele e voltando a ir para o salão principal.

—E essa é a Alhena que eu conheço. – riu Draco. Os dois se olharam e sorriram, voltando a andar para o Salão Principal.

****

—Meu deus, Rasalas, só porque você se assumiu como lobisomem, não quer dizer que você tem que comer que nem um cachorro! – ralhou Blair.

Rasalas estava roendo um belo pedaço de costela de javali e apenas riu do comentário.

—Isso está delicioso. – riu ele, completamente satisfeito – EU AMO O DIA DAS BRUXAS! – gritou ele. Pansy deu um sorrisinho e Daphne a olhou feio, mas a morena não ligou.

—Gente... como faz pra derrotar um quintapede? – perguntou Damian, soltando um suspiro.

—Cacete, Damian. Você não sabe que é contra as regras da sociedade estudar no meio do banquete do dia das bruxas? – perguntou Rasalas, com o rosto completamente sujo de molho barbecue – Guarda isso ou eu juro que vou comer o seu caderno. – ameaçou fechando a cara.

Damian deu de ombros e guardou as anotações de Trato de Criaturas Mágicas, para em seguida morder um belo pedaço de uma coxa de peru.

—Hum... isso está ótimo. – disse ele olhando para a coxa e a comendo vorazmente.

—Crefo, cafa. Focê é nofento. – disse Rasalas de boca cheia, fazendo Pansy rir de novo. Piscou para ela e olhou para a entrada do Salão, vendo Alhena e Draco se aproximarem. Deu de ombros e voltou a roer os ossos de costela, mas Damian os olhou um tanto magoado – Não tem mais o direito de ficar triste por issoooooo... – murmurou baixinho.

—Eu sei... eu sei... – disse Damian, olhando a coxa de peru, sonhadoramente – O que ela faz não é da minha conta. Sei disso. – ele olhou para os dois, que se aproximavam, parecendo entretidos com o papo – Mas não significa que eu consiga não sentir coisa alguma.

—Damian, por que você não tenta reconquistar a Alhena? – perguntou Daphne – Você é tão romântico... a Alhena só precisa de apoio e carinho. É só isso que Draco faz e fez. – disse ela. Rasalas concordou com a cabeça. Era simples assim.

Damian baixou a cabeça e suspirou.

—Eu sei lá... acho que eu caguei no pau e não tem como voltar atrás... – disse ele.

—É claro que tem. Eu caguei no pau com a Daphne, mas a gente acabou dando certo, não foi? – riu Rasalas – E quer alguém que mais tenha cagado no pau do que meu pai? Mas ele correu atrás, reconquistou minha mãe, e meu irmãozinho, ou irmãzinha pode nascer a qualquer momento. – disse ele.

—Olá, feiosos. – riu Draco se sentando. Alhena se sentou entre ele e Damian, que corou e desviou o olhar.

—Feioso é seu umbigo, seu escroto. – retrucou Rasalas – Eu sou lindo.

—Tá sujo aqui, olha. – riu Draco, mostrando toda a cara. – Tá parecendo um bebê que não sabe comer sozinho.

Rasalas deu uma mordida num pedaço peculiarmente grande de carne e riu de boca cheia, só pra fazer graça. Draco fez careta, mas Alhena deu uma risadinha e se serviu com um pouco de arroz e ervilhas.

—Lena. Confia em mim? – perguntou Damian de uma vez. Alhena piscou, surpresa e concordou – Fecha a boca e abre os olhos. – ela o olhou achando graça e ele balançou a cabeça, sem jeito – Digo, abre a boca e fecha os olhos! – ela respirou fundo e obedeceu. Damian sorriu sonhadoramente e piscou, saindo de transe, para depois colocar um pedaço de sua coxa de peru na boca dela. Alhena mastigou a abriu os olhos o olhando impressionada.

—Nossa... isso está muito bom. O que é? – perguntou ela.

—Peru. Está maravilhoso. – concordou Damian, parecendo contente. Rasalas riu achando o colega um tanto idiota. Mas não comentou nada. Draco que o fuzilou com os olhos e olhou para a mesa, procurando algo para comer. Ele se serviu com o que tinha de menos gostoso na mesa (Draco era vegano, e Rasalas, como um carnívoro assumido, o achava simplesmente estranho) e começou a comer sem pressa.

Alhena, apesar de ter dito que tinha gostado do peru, não pegou uma coxa pra si. Rasalas suspeitava que era por conta do tamanho das coxas, que eram todas enormes. Ela se contentou em comer muito tomate e muito purê de abóbora.

Quando a sobremesa chegou, ela comeu um pouco de pudim, sorrindo de olhos fechados, como se nada no mundo fosse melhor que pudim. Damian a olhava completamente maravilhado e Draco revirava os olhos, sempre que ele fazia isso

Esse triângulo amoroso ainda vai dar merda...

Depois da sobremesa, todos marcharam para os dormitórios. Draco de braços dados com Alhena e Rasalas notou que Damian não parecia nem um pouco feliz por isso.

—Eles vão se matar por ela. – riu Daphne, que aparentemente tinha notado, enquanto voltavam para o Salão Comunal.

—E ela nem se tocou disso. – riu Rasalas.

—Acho que nem Draco se tocou disso. – riu Daphne – Ele acha que só está sendo um bom amigo, a protegendo... mas eu acho que ele está morrendo de ciúmes.

—Ele e o Damian andam se estranhando, desde a poção do amor. – explicou Rasalas.

—Que foi completamente culpa da Pansy.

—A Pansy não fez isso. Ela tava louca querendo se livrar do Damian.

—Olha. Pelo tanto que eles estavam trepando, a última coisa que ela queria, era se livrar dele... – riu Daphne – Uma vez eu flagrei o Damian fazendo um oral nela. Eles nem se importaram de fechar a cortina. – ela fez uma careta, colocando a língua pra fora – Nojento.

—Falando em oral... – murmurou Rasalas a olhando com divertimento – Posso fazer em você de novo? Você gostou tanto do último.

—Eu que não vou achar ruim! – riu Daphne. Rasalas a puxou para a sala de poções, que era ali do lado e eles deixaram os outros amigos para trás – Aqui? – perguntou ela quase em pânico.

—Agora. – riu Rasalas tentando beijá-la, mas Daphne o segurou fazendo careta – Que?

—Um segundinho – disse ela pegando a varinha e apontando para seu rosto. Sentiu algumas cócegas nas bochechas e Daphne riu – Pronto. Eu não gosto muito de barbecue...

Rasalas sorriu e tirou uma bola de menta do bolso. Colocou na boca e então beijou Daphne. Ela o beijou de volta, o acariciando na nuca. A pegou no colo e a colocou contra a parede. Suas mãos acharam o caminho para dentro do sutiã dela com facilidade. Amava os seios da namorada, por mais que eles fossem pequenos.

—Isso... – gemeu ela, jogando a cabeça pra trás, apreciando o toque dele. Rasalas a viu mordiscar o próprio lábio e a achou extremamente sexy – Vamos fazer aqui? Na mesa do professor? – perguntou ela com a voz sexy e sussurrada.

—Vamos. – respondeu sorrindo, falando baixinho também. Ficou de joelhos, na frente dela e a mordiscou na coxa. Daphne sorriu e Rasalas puxou uma cadeira, para que ela apoiasse a perna. Daphne o fez e ele a beijou na calcinha – Eu adoro o seu cheiro. – murmurou ele.

—Isso é constrangedor... – riu Daphne.

—Não... meus sentidos são aguçados... quando você está excitada... – ele olhou para ela, com a visão um tanto diferente. Tudo parecia muito claro, algo que ele tinha notado que acontecia quando seus olhos ficavam âmbar – Seu cheiro fica delicioso... e eu fico louco... pra te comer. – riu ele. Daphne mordiscou o lábio e alisou os cabelos dele.

—Me come. – disse simplesmente. Rasalas sorriu excitado e tirou a calcinha dela, lentamente, querendo provocá-la. Daphne o olhava nos olhos, com expectativa e quando deixou a calcinha em seu tornozelo, ela o acariciou nos cabelos – Vem...

Era um pedido ansioso, gemido e irrecusável. Colocou um dedo dentro dela e depois mais um, admirando o rosto dela relaxar de prazer. Daphne colocou uma perna em cima da cadeira, novamente, e Rasalas a beijou onde antes estavam seus dedos. Ela soltou um sonoro “oh”, que só o deixou mais ligado.

—Você é tão doce... – murmurou ele, depois de prová-la com a língua. Passeou por ela, a saboreando e depois achou seu novo brinquedo favorito. Daphne gemeu alto e se encolheu, mordendo a própria mão, tentando se conter. Pressionou o botãozinho com a língua, para depois passear por ele. O isolou, usando os lábios, criando um vácuo e então o sugou de leve. Daphne se arrepiou inteira, apertando seu ombro.

—Oh, meu Rasalas... oh, Rasalas... isso... – disse ela com a voz aguda e desesperada, completamente tomada pela insanidade do momento. Sorriu, se divertindo, e voltou a brincar com ela, usando a língua, os lábios e, vez ou outra, os dedos. Cada vez mais, ela gemia seu nome, cada vez mais alto. Estava completamente excitado, a escutando gemer daquele jeito.

A apertou na bunda, com força, pois adorava apertar Daphne. Amava cada pedacinho de carne dela. Se perguntou se conseguiria fazer anal com ela, ali, mas achou melhor não. Ficaria fedendo até chegar no salão comunal. Preferia fazer isso no dormitório, onde a poucos passos da cama estava o banheiro.

Então voltou a se concentrar em seu novo brinquedinho. Se perguntou como pudera demorar tanto para descobrir aquilo.

—Oh, Rasalas... minha nossa... minha nossa... – ela gemeu alto novamente e ele entendeu que ela estava chegando onde queria. Continuou com a brincadeira, até que ela tremesse inteira. Subiu aos pouquinhos, a olhando com diversão – Oh... a bala de menta... deixou tudo melhor. – riu ela de olhos fechados.

—Retribui? – pediu louco de tesão. Daphne abriu os olhos e o olhou com uma careta – Por favor, por favor? – pediu desesperado a beijando no pescoço – Vai, Daph... me chupa e me olha com essa carinha de safada que só você sabe fazer, vai... – pediu num sussurro no ouvido dela.

—Você é muito sacana... sabe que eu nunca recuso nada, quando você me faz gozar. – resmungou ela, fazendo biquinho.

—Por favor, por favor, vai... faz isso em mim, por favor...

Daphne sorriu e ele se arrepiou inteiro ao sentir a mão dela o massagear por cima das roupas. Gemeu baixinho no ouvido dela, amando o toque. Daphne o empurrou para a cadeira e o fez se sentar. Ela abriu suas calças e o colocou pra fora. Daphne suspirou e o olhou nos olhos e Rasalas a olhou com um sorrisinho safado.

Engoliu em seco, sentindo a mão da namorada subir e descer por seu pênis, num ritual de preparação para algo maior. Daphne arranhou suas coxas, por cima da calça, o arrepiando inteiro. Depois ela se curvou e o provou com os lábios. Seu corpo teve um espasmo, involuntário. Sentiu a boca quente dela o envolver calmamente e com cuidado, de maneira muito sensual. Respirou fundo, completamente deliciado com o toque dela, mas acabou notando que Daphne estava tentando conter uma careta.

—O que foi? – perguntou, completamente louco de tesão. Ela se afastou e fez uma careta sem jeito.

—Eu tenho tanto nojo disso... – lamentou ela.

Rasalas respirou fundo, um tanto triste, mas não forçou a barra.

—Vem cá. – disse batendo na própria coxa.

—Desculpe... eu sei que estraguei o momento, mas é que...

—Está tudo bem, Daphne. – riu ele – Se você não gosta, eu não vou forçar. Só senta aqui no meu colo e rebola, vai?

Daphne sorriu travessa e ficou de pé e de costas para ele, levantando a saia de leve. Apreciou a visão da bunda dela e deu um tapinha. Ela riu, o olhou com falsa censura e deu um sorrisinho extremamente sexy. Daphne era a rainha dos sorrisinhos sexy... ela o derretia inteiro com apenas um deles.

Viu a namorada rebolar de costas, num movimento simplesmente gostoso e indecente, alisando a bunda com as mãos.

—Vem cá, Daphne... – pediu desesperado por ela.

Daphne se sentou em seu colo, rebolando lentamente. Gemeu deliciado com aquilo e sentiu que poderia ficar louco a qualquer segundo. Pela posição, parecia mais apertado dentro dela. E isso era simplesmente maravilhoso.

Daphne moveu-se em seu colo, como uma serpente e ele a abraçou por trás, brincando com seus seios. Quis se conter e fazer silêncio, pois tinha vergonha de gemer, mas foi simplesmente impossível. A cada rebolada que ela dava, ficava mais próximo do céu. Quando ela começou a gemer também... céus... que delícia...

—Oh, Rasalas... você é tão gostoso. – gemeu Daphne em seu colo. Corou de leve, ao escutar aquilo e sorriu de satisfação.

—Você que é... – disse baixinho. A apertou com força, na coxa, perdendo o controle de si mesmo – Você me deixa maluco.

A deitou com certa brusquidão em cima da mesa do professor e transou com ela do jeito que gostava. Forte, rápido e levemente agressivo, violento. Ver os seios dela se movendo, enquanto a estocava com os quadris era simplesmente maravilhoso, então abriu a blusa dela e tirou o sutiã.

Daphne se sentou na beirada da mesa e ele quase perdeu a força dos joelhos com a sensação de aperto que ficou. Era maravilhoso. Maravilhoso...

—Vem, Rasalas. Não para. – pediu ela.

A beijou no pescoço, a empurrando com os quadris, sentindo as pernas dela enlaçarem sua cintura. Ela riu, contente, jogando a cabeça para trás e se apoiando na mesa. Aproveitou para se curvar e a beijar nos mamilos cor de ameixa.

—Gostosa demais... demais... – murmurou sem nem pensar.

Só queria mais dela. Mais daquela sensação de prazer que sentia só de estar perto dela. O sexo com ela também era perfeito. Não se imaginava com mais ninguém. Daphne era a mulher de sua vida. Tinha completa certeza disso. Os minutos passaram de maneira gostosa. Tinha tido até uma câimbra na perna, mas sobrevivera apenas diminuindo o ritmo.

—Rasalas... oh... isso é tão bom... – murmurou ela com aquele sorriso de contentamento no rosto. Sorriu, achando simplesmente maravilhoso.

—Oh... tá vindo... – murmurou. Daphne, por algum motivo, gostava de saber quando ele estava chegando em êxtase. Então sempre a avisava. Ela sorriu, o olhando com aquele olharzinho safado.

—Então me fode... – disse ela.

Talvez fosse por isso.

A cara que ela fazia, mais as palavras sujas, deixaram o orgasmo ainda melhor. Meteu o mais fundo que conseguiu e gozou, completamente feliz. Respirou fundo, sentindo o suor escorrer por sua testa. Depois sorriu, beijando Daphne várias vezes nos lábios.

—Sua safadinha. – riu ele. Ela gargalhou, o abraçando – Eu te amo...

—Também te amo. – riu ela.

Se vestiram, trocando olhares cheios de cumplicidade e voltaram para o salão comunal, com sorrisos estampados em seus rostos. Ao abrir a porta, viram Alhena e Draco fazendo as tarefas de casa, enquanto Damian os olhava um tanto triste. Mas ele logo disfarçou e voltou a olhar as próprias tarefas.

Greg se sentou com Draco e Alhena, para pedir mais respostas e os dois não se importaram em dividir.

—Eita, vocês estão com cara de que estavam aprontando. – riu Emília, se aproximando. Rasalas deu de ombros e Daphne sorriu contente.

—Estávamos mesmo. Só tenho uma vida, tenho que aproveitar. – riu Daphne abraçando seu braço, com um sorrisinho feliz. A beijou na cabeça e concordou.

—Vou tomar um banho. – disse sorrindo.

Caminhou para o boxe e foi tomar banho, completamente satisfeito consigo mesmo. Por mais que a escola estivesse mais sombria do que nunca, Daphne parecia afastá-lo das trevas. Com ela, todos os dias eram ensolarados.

Lavou os cabelos, limpou o corpo. Depois saiu do boxe, assoviando uma música qualquer. Estava para pegar a toalha quando notou que Pansy estava ali. No início não deu bola. Seu cérebro parecia não ter entendido a informação. Mas no segundo seguinte, tudo voltou a fazer sentido e ele pulou de susto, alcançando a toalha e se escondendo.

—Pansy? O que você está fazendo aqui? – perguntou Rasalas, completamente envergonhado.

—Qual problema, querido? – riu Pansy – Não é como se eu nunca tivesse visto, sabe? – brincou ela. Rasalas sorriu sem graça e se enrolou melhor na toalha.

—Ok... mas... mas não acho... certo... – murmurou completamente ciente de que estava vermelho.

—Relaxa, querido. Eu só achei que fosse outra pessoa no banho. Já to saindo. – riu ela o apertando na bochecha.

Pansy se virou, para sair, bem a tempo de Daphne entrar. As suas trocaram um olhar comprido, não podia ver o rosto de Pansy, mas o de Daphne era de pura raiva.

—Daph... a Pansy achou que era outra... – começou querendo explicar aquele mal entendido, antes que virasse uma terrível dor de cabeça.

—EU TE AVISEI, PARKINSON! – rosnou Daphne avançando zangada e socando Pansy no rosto, que girou no mesmo lugar. Pansy chiou, feito um gato e pulou em cima de Daphne e as duas caíram no chão, se debatendo, gritando, xingando, puxando cabelos e tudo o mais.

Rasalas observava chocado, dividido entre a vontade de separar as duas, assistir ou começar a gargalhar.

Mas achou sensato separá-las.

—Estão malucas? – disse zangado. As duas se esticavam, tentando voltar a se atracar e, na tentativa de segurá-las, sua toalha escorregou pernas a baixo.

Pansy parou de se contorcer e o olhou diretamente nos países baixos. Depois olhou para Daphne e sorriu.

—Nada mal, amiga.

—Tire os olhos do meu namorado, sua assanhada! – rosnou Daphne.

—Daph! Calma. Não é o que você está pensando! – disse Rasalas, soltando Pansy, para segurar Daphne – Pansy não sabia que era eu aqui.

—Conta outra! – ralhou Daphne – Eu sei muito bem que você só quer se divertir com o meu namorado. Mas pode tirar o hipogrifo da chuva, ouviu bem? – perguntou Daphne tão zangada e descabelada, que parecia uma maluca.

—Me poupe, sua doida. Eu só não te dou uma detenção por ter me agredido por consideração ao Rasalas. – rosnou Pansy pressionando o lábio cortado com os dedos – Mas na próxima vez, queridinha, não conte com minha boa vontade.

Daphne tentou avançar de novo e Rasalas a segurou com mais força. Pansy saiu do banheiro, naquele rebolado dela, e ele finalmente se permitiu soltar Daphne.

—O que deu em você? – perguntou Rasalas.

—Pansy! Eu não confio nela e você não deveria confiar nela também. Fique longe de Pansy Parkinson.

Rasalas deu uma risadinha e abraçou Daphne, apesar de estar completamente nu.

—Você fica tão lindinha com ciúmes...

—Não estou com ciúmes. – rosnou Daphne – Estou com medo que ela faça com a gente, o que fez com Alhena e Damian!

—E o que ela fez? – perguntou Rasalas – Quem sabotou os dois foi Pierre. E a insegurança do Damian, também... Pansy não teve culpa.

—Eu não sei o motivo de você confiar tanto nela, Ras. – ralhou Daphne – Não seja bobo. Ela não presta.

Rasalas suspirou e a abraçou de novo.

—Sua boba. Não precisa ter ciúmes de mim... eu só tenho olhos pra você. – riu Rasalas.

—Eu confio em você, Ras. Mas não confio nela.

—Ela vai fazer o que? Me seduzir? Pansy poderia aparecer só de calcinha pra mim e me oferecer um boquete, que eu não daria a mínima... eu só quero você, meu anjo...

Daphne corou de leve e o puxou de volta para o boxe.

—Vem cá. – pediu ela.

—Ok... – disse sorrindo.

Daphne trancou a porta do boxe e ficou de joelhos.

—Vem cá.

A princípio sorriu e curtiu os toques com a língua e lábios de Daphne. Mas então se tocou que ela não queria fazer aquilo. Ela só estava fazendo por insegurança.

—Não, pera. – murmurou a afastando – Não precisa fazer isso, Daphne.

—Por que? – perguntou ela ainda de joelhos, o beijando só na cabecinha.

Não conseguiu pensar em qualquer outro argumento.

—Deixa pra lá... – murmurou.

Daphne Greengrass

Notas finais
Gente, como não amar essa Daphne Greengrass, dona do melhor soco cruzado da história de Hogwarts? =P Quem gostou do capítulo levanta a mão o/ (quero mãozinhas levantadas nos comentários, ouviram? ahsuahsuahsua) Dedico esse capítulo à Aurora, que estava pedindo cenas HOT do Ras e da Daphne ahsuashaushuahu xD Beijos! ^~