Legado Lestrange

12 O Baile de Inverno


Notas iniciais
Olá, lindezas!! Sexta feira. Aqui tá fazendo um puta calor, umidade relativa do ar menor que 12% (estado de emergência... pois é...) E pra melhorar tudo, consegui ficar super gripada, com a garganta inflamada, febre alta e tudo mais. Então vou pegar esse fds e relaxar. E com vocês, mais um capítulo!!!! Espero que gostem! Bjux da Tia Vênus!

Azkaban

O frio era tão terrível que os ossos nunca paravam de doer. Por mais que se encolhesse, por mais que tentasse se esquentar, nunca parecia funcionar. Na verdade, era difícil até mesmo se mover. Por mais que já tivesse passado treze anos, nunca ficaria completamente acostumado a aquele lugar.

Rabastan soltou um suspiro. Estava sentado, abraçado aos joelhos, tremendo de frio, se lembrando de tudo de ruim que já tinha acontecido em sua vida. A imagem da casa de Emily em ruínas, quando achou que ela tinha morrido, era o que mais o assombrava. De olhos fechados, ficou imaginando como seria sua vida se tivesse feito como Emily pedira... se afastado da guerra... traído o Lorde das Trevas... Apesar de achar muito improvável que concordaria em traí-lo. No máximo faria como muitos tinham feito. Fingir-se-ia de inocente. Alegaria que tinha sido ameaçado, induzido...

E quem sabe, agora, não estaria naquele lugar frio e deprimente. Estaria ao lado de sua esposa, em frente à lareira, se perguntando se os filhos estariam se comportando... talvez até estivesse observando outros filhos brincarem pela sala...

Olhou para a cela ao lado, a cela do irmão... Rodolfo estava na mesma posição que ele, olhando para a parede oposta a que estava escorado.

“Foi o seu irmão.” escutou Sirius Black falar em sua mente.

“Você não conseguiu matá-la, Lestrange.” Disse Frank Longbottom, pouco antes de Bellatrix torturá-lo até a insanidade.

Olhou mais uma vez para o irmão e se arrastou até a grade.

—Nunca vamos sair daqui... – murmurou roucamente. Rodolfo o olhou sem expressão.

—Não perca a fé, Rabastan. – murmurou Bellatrix – O Lorde vai voltar. Ele vai voltar e nos salvar e nós estaremos entre aqueles de maior estima. Seremos os mais...

—Há treze anos que eu escuto você dizer isso... e onde ele está? – perguntou Rabastan escutando sua voz ecoar pelo corredor de pedra.

—Não perca a fé. – murmurou Rodolfo.

—Eu poderia ter me safado... mas eu segui vocês... eu poderia... – sibilou, mas Bellatrix o cortou.

—Poderia o que? – perguntou ela se jogando contra a grade para encará-lo com seus brilhantes olhos azuis – Traí-lo? Negá-lo? É isso que você queria ter feito?

—Eu estaria livre. – rosnou Rabastan – Com a minha família.

—Não seja fraco. – ridicularizou Bellatrix – Por isso nunca quis ter filhos. Nos transformam em idiotas.

Rabastan respirou fundo, olhando para a cela do irmão, que seguia imóvel.

—Foi você, Rodolfo? Por favor. Seja honesto comigo...

—Eu o que? – perguntou Rodolfo, sem emoção.

—Foi você quem quase matou a Emms? – perguntou aflito. Rodolfo nem se moveu – Black sempre acusou você... Frank o acusou também...

—Acha que eu faria isso pelas suas costas? – perguntou Rodolfo.

—Eu não sei... eu não sei mais de nada... – resmungou Rabastan apoiando a testa no braço – Acho que já estávamos loucos antes mesmo de vir pra cá...

—Você certamente estava. – riu Bellatrix – Se envolvendo com aquela meretriz.

Rabastan a ignorou e voltou a se sentar.

—Você ficaria melhor se eu dissesse que sou culpado, Rabs? – perguntou Rodolfo – Se você vai ficar melhor estrangulando um pescoço, então fique a vontade.

Rabastan suspirou, preferindo o silêncio. Não acreditava que tinha sido seu irmão, o quase algoz de Emily. Então voltou a se deitar no chão, se encolhendo, desejando imensuravelmente ao menos um raio de sol...

*

Hogwarts

Rasalas observou Daphne e Blair entrarem no Salão Comunal de mãos dadas. Voltou seus olhos para a tarefa de poções, tentando se concentrar. Não tinha nada com Daphne. Absolutamente nada. Se beijaram algumas vezes e só. Não tinha motivo para ficar enciumado.

Mas sempre que via os dois, parecia que tinha um gato o arranhando dentro do estômago. Fingia não ligar. Fingia nem ver. Todos estavam habituados com sua expressão gélida e tristonha de qualquer maneira.

Soltou um suspiro, voltando sua atenção para a tarefa de Snape. Os dias passavam lentamente, para ele.

Havia uma grande excitação na escola sobre quem seria o campeão de Hogwarts. Apenas Kurt Dex, e Cassius Warrington iriam se candidatar pela Sonserina, mas Rasalas os achava obtusos demais para se tornarem os campeões de Hogwarts.

Suas apostas estavam em Martha Grey e Levi Northon, da Corvinal, ou até mesmo o tal do Cedrico Diggory, mesmo ele sendo da Lufa-Lufa.

Os dias passavam naquele marasmo aborrecido, onde ele evitava Blair ao máximo. Seu trio virou uma dupla, pois Blair tinha o bom senso de não se agarrar com Daphne perto dele. E quando ficavam sozinhos, simplesmente não falavam a respeito.

Alhena continuava sem escrever e ele ia ficando mais e mais amuado. Não entendia o porquê daquilo. Simplesmente não. Como ela podia ser tão desnaturada? Ele morrendo de preocupação – e saudades, obviamente – e ela não se dava ao trabalho de responder uma carta que fosse. Nem dele, nem de ninguém.

Mas a resposta para isso chegou no dia em que seria escolhido o campeão de Hogwarts. Pansy Parkinson chegou durante o almoço, com aquela cara de “sou melhor que vocês” e se sentou ao lado do garoto, com um sorrisinho irritante.

—Veio aqui pra dizer que está com vontade de me dar um beijo? – perguntou Damian apoiando o queixo nas mãos, a olhando com malícia. Pansy apenas revirou os olhos.

—Ah, se toca, Burke. Sou boa demais pra você, ok? – debochou ela.

Damian fez um bico, fingindo-se de magoado.

—Assim você fere meus sentimentos, Pansy. – mas em seguida ele riu com desdém.

—Eu vim aqui explicar o motivo de Alhena não estar escrevendo pra ninguém. – Respondeu Pansy olhando as unhas distraidamente.

Rasalas a olhou surpreso e Damian perdeu o sorriso desdenhoso.

—E por que? – perguntaram os dois. Pansy riu satisfeita por saber de algo que eles não sabiam.

—Em Beauxbatons as coisas funcionam de um jeito diferente. Para você poder fazer certas coisas, precisa acumular alguns pontos, méritos. – explicou ela – E quando faz coisas que não condizem com o código de conduta, você ganha deméritos e perde pontos. – continuou ela, brincando com uma mexa dos cabelos – E aparentemente Alhena está recebendo muitos deméritos. Ela nunca fica na postura correta, ela não consegue responder os professores de maneira apropriada e ela está indo terrivelmente mal nas aulas de etiqueta, que é obrigada a fazer. Então ela recebe muitos deméritos e por isso não consegue juntar pontos o suficiente para usar uma coruja, já que animais de estimação são proibidos para os alunos menores de idade. Só se pode ter a própria coruja no sétimo ano, ou no sexto. – Pansy soltou um suspiro – É por isso que não estamos recebendo notícias dela. – Pansy apoiou os cotovelos na mesa e colocou o queixo sobre as mãos – Tadinha da Lena... ela deve estar se sentindo terrivelmente solitária naquela escola... perdida, sem mim, para protegê-la do mundo...

—Você realmente se acha tudo isso? – perguntou Damian.

—Se eu estivesse errada, teríamos recebido ao menos uma carta, não acha? Alhena não sabe se virar sozinha. – murmurou Pansy, calmamente.

Damian e Rasalas trocaram um olhar e depois voltaram a encarar Parkinson.

—E como você descobriu tudo isso? – perguntou Rasalas.

—Falando com as alunas da Beauxbatons, é claro. – riu ela.

Rasalas mirou a mesa da Corvinal, onde as garotas da Beauxbatons costumavam se sentar.

—Alguma delas conheceu a Alhena? – perguntou franzindo a testa – São todas do último ano... como poderiam conhecer a Lena?

—Oras, Rasalas... você é tão burro. – debochou Pansy pegando uma uva e a comendo o olhando obliquamente – Não é óbvio?

—Não. Não é óbvio, Puggy-Face. – rosnou zangado.

Pansy o olhou completamente ofendida.

—Do que foi que você me chamou? – perguntou ela ficando de pé.

—Apenas continue sendo a irritante sabe-tudo e diz logo o que eu quero saber. – retrucou Rasalas ficando de pé, de frente para ela – Por que tem que ser sempre tão chata?

—Eu sou chata? Você é o garoto mais idiota dessa escola!

—Ok. Eu sou o mais idiota da escola e você é a pessoa mais insuportável da face da terra. Então diz logo o que eu quero saber. Se exibe. E então vai embora.

—Quer saber? E se eu não quiser contar? Heim? O que você vai...

Rasalas a olhou furioso e a segurou pelo pulso a empurrando contra a mesa. Pansy o olhou surpresa e ele rosnou.

—Sabe o que dizem sobre os Lestrange, Parkinson? – sussurrou ele a olhando zangado – Nós não somos muito pacientes. Eu já te aturo há mais de três anos. Meu limite com você está chegando. – Apertou o pulso dela até que ela se sentasse – Diga o que eu quero saber.

—Ras... pega leve. – pediu Damian – Ela é só uma garota. – murmurou o amigo tentando afastá-lo de Pansy.

—Garotas brigam tão bem quanto garotos. – retrucou Rasalas sem soltar Parkinson – Eu já vi minha mãe socar um cara e Lena ganhava muitas vezes quando brincávamos de lutar. Parkinson já me bateu uma vez. – ele a olhou zangado – Diz logo o que eu quero saber.

Parkinson respirou fundo.

—Me solte. – exigiu ela o olhando de maneira arrogante.

—Pede com jeitinho. – sibilou.

—Se está achando que eu vou me humilhar pra você... – começou ela.

—Lestrange, Parkinson. O que raios estão fazendo? – perguntou o professor Snape, num sibilo. Rasalas soltou a garota, que acabou ficando com o pulso vermelho – Cinco pontos a menos para a Sonserina. – ralhou o professor – E você pode voltar para o salão comunal. Agora. – adicionou ele para Rasalas.

O garoto lançou um último olhar cheio de desprezo para Parkinson, antes de obedecer o professor. Caminhou aborrecido para as masmorras e logo estava novamente no salão comunal. Se deitou no sofá, cruzando os braços e bufou aborrecido.

O tempo demorou para passar e quando ele estava pensando em ir para o dormitório, os alunos finalmente voltaram do Salão Principal, num frenesi atípico. Draco deu a volta no sofá e se apoiou no encosto, com um sorriso zangado.

—Potter... sempre Potter. – resmungou ele.

—O que o amor da sua vida fez agora? – perguntou Rasalas.

—Ele foi selecionado como o campeão de Hogwarts.

—Que? – perguntou se sentando – Como? Isso não faz o menor...

—Potter deu um jeito de burlar as regras. – respondeu Draco – Ele e Diggory vão representar Hogwarts.

—Teremos dois campeões? – perguntou surpreso.

—Um e meio, julgando pela altura de Potter. – riu Zabini se sentando numa poltrona – Quem acha que Potter não passa da primeira etapa? – riu ele levantando a mão. Muitos outros alunos o imitaram e a Sonserina inteira pareceu rir com deboche.

—O que raios foi aquilo com a Pansy? – perguntou Draco – Achei que iriam se agarrar em cima da mesa.

—Prefiro beijar um trasgo. – zombou Rasalas voltando a deitar-se – Fala sério.

—Mas sobre o que estavam conversando? – perguntou Draco.

—Sobre os motivos da minha irmã ser conhecida pelas alunas do sétimo ano. – resmungou Rasalas. Draco revirou os olhos, com um sorrisinho.

—Não é óbvio?

—Não! Não é óbvio... por que tudo sempre é óbvio? – resmungou Rasalas.

—Oras, Ras... – riu Draco – Alhena é uma puro sangue. Vem de uma família com gerações e gerações de sangues puros, tanto por parte de pai quanto por parte de mãe. Existem poucas famílias como as nossas aqui na Grã Bretanha e ainda menos na França. Ela é elite da elite lá. – Draco deu de ombros – Aposto que ela é muito mais popular lá do que por aqui. – adicionou ele.

—Eu realmente duvido. Ela, aparentemente, está recebendo tantos deméritos que nem consegue pontos para enviar uma carta. – resmungou Rasalas. Draco arqueou as sobrancelhas.

—Bem... sua irmã não é exatamente um poço de auto confiança, convenhamos. – riu Draco – Mas ela logo se acostuma. Caso contrário... você vai receber uma carta falando que ela bebeu veneno ou cortou os pulsos, sei lá.

—Que brincadeira idiota, Draco. – ralhou Blair – Isso é coisa que se diga?

Rasalas sentiu seu estômago se contorcer ao escutar aquilo. Apenas se levantou e foi para a cama, tentar dormir, mas não conseguiu. A imagem da irmã, tentando se matar não saía de sua mente. Ficou girando na cama, completamente desperto. Soltou um suspiro e se sentou, desistindo de dormir. Abraçou os joelhos e ficou fitando as cortinas até a madrugada avançar, e só então ficou cansado o suficiente para dormir.

**

Rasalas olhou para a coruja cor de ferrugem, curioso. Nunca tinha visto aquela ave em sua vida e isso acendeu em si uma chama esperançosa. Respirou fundo, esticando a mão trêmula em direção à coruja. Damian o olhava com expectativa – ele estivera dando em cima de Pansy, mas parou imediatamente ao notar a reação do colega.

Rasalas pegou o pacote que a coruja trazia e notou que era bastante leve. Assim que ele pegou a entrega, a coruja abriu as asas e voou para fora, pela janela. O garoto sorriu para o pacote ao reconhecer a letra inclinada da irmã e então se levantou, para correr até o dormitório. Hagrid nem notaria se ele chegasse atrasado. Seu coração batia acelerado por finalmente receber alguma notícia.

—Ei! Espera! Espera! – disse Damian o segurando pelo ombro – Ela mandou algo pra mim? – perguntou ele com um sorriso.

—Eu não sei... eu vou ver primeiro. Se tiver algo pra você, eu te dou depois. – disse Rasalas.

Damian sorriu meio sem jeito.

—Ah... claro... acho que você quer... hum... privacidade?

—É... um pouco. – riu Rasalas.

—Ok... se tiver algo pra mim, me entrega depois. – pediu Damian, se virando para voltar para o salão principal.

Rasalas voltou a caminhar para as masmorras. Atravessou a passagem secreta e então foi para o dormitório. Se deitou na cama e abriu o pacote, curioso. Estava cheio de cartas. Cartas para Daphne, para a mãe, para Pansy, Emilia, Damian e para ele. Cogitou ler a carta que ela mandara para Damian, mas não o fez. A entregaria depois.

Rasalas pegou a carta que estava endereçada para si e a abriu, sorrindo, ao reconhecer a letra bonita da irmã.

“Por favor, eu quero sair daqui!” leu ele. Sentiu o coração apertar, por imaginar sua irmã sozinha naquele lugar estranho “Beauxbatons é um pesadelo. Eu escrevi várias cartas, falando que era legal, para não te deixar preocupado, mas a verdade é que eu não quero mentir. Eu odeio isso aqui.

Somos obrigados a acordar muito mais cedo do que em Hogwarts. Temos que ficar em pé até a diretora aparecer (juro que ela é do tamanho do Hagrid, apesar de ser bonita e má como Satanás). Se bocejarmos, conversarmos, cochilarmos ou não ficarmos com a postura correta, apanhamos no ombro com uma vareta. Meu ombro já está roxo! Eu aparentemente não consigo andar do jeito certo, ficar parada do jeito certo, ou sentar do jeito certo. Toda hora estou apanhando.

A escola é completamente diferente de Hogwarts. Temos matérias diferentes e o sistema é diferente também... Temos aulas de etiqueta nos fins de semana! É horrível, porque temos que ficar conversando sobre futilidades, como se fôssemos... sei lá o que...não podemos comer direito, falar direito... eu não posso nem ler, ou desenhar.

Um lado da escola é apenas para os meninos e o outro apenas para as meninas. Só ficamos juntos durante as refeições. Assistimos aulas apenas com pessoas do nosso gênero. Nós não temos adivinhação aqui, pois foi excluída do cronograma. Mas temos aulas de feitiços voltados para a Curanderia, o que é até legal...

Não temos campeonato de quadribol (que saudades dos jogos de quadribol...). No lugar disso, temos aulas de atividade físicas, onde somos obrigados a escolher atividades, como voo, hipismo, atletismo e jogos recreativos trouxas. Obviamente eu não sou boa em nenhum deles e é sempre um pesadelo.

Alias. Deixa eu explicar o porque de ter demorado tanto para escrever. Não foi desleixo meu. Estou tentando escrever há séculos, mas só os alunos do sétimo e oitavo ano (sim... eles tem aula até o oitavo ano. Hogwarts, me salve!) tem direito a corujas. Eu preciso usar as da escola, maaaas... para poder usar as corujas eu preciso adquirir um certo número de pontos. É mais ou menos como os pontos das Casas. Mas é individual. E como eu não consigo fazer nada direito, eu sempre perco muitos pontos. Os professores exigem demais de mim, por eu ser puro sangue. Em teoria eu deveria ser mais bem treinada (sim, eles falam como se fôssemos cachorros). Além disso, eu estou indo muito mal nas matérias, porque meu francês ainda não é muito bom e tem muitas coisas que eu não entendo... e minhas colegas não me ajudam (já vou dedicar um espaço a elas... magricelas nojentas e esnobes de uma figa! Urgh!)”

Rasalas não conseguiu não rir, apesar de a irmã não parecer nada contente.

“Mas voltando... como eu não consigo muitos pontos nas tarefas e como minhas boas maneiras não são boas o suficiente, só agora, quase no natal, que eu consegui enviar alguma coisa... e sabe-se lá quando vou conseguir mandar alguma carta de novo...

Vamos ver... o que mais tem de importante para falar? Ah, sim...

O castelo é realmente muito bonito. Eu mandei uns desenhos daqui. Eu dou o braço a torcer que é tudo mais belo e delicado do que em Hogwarts. Desde a arquitetura do palácio, até os jardins, estátuas, quadros e etc... Isso aqui é uma obra de arte. É a única coisa que me distrai aqui. Quando finalmente fico sozinha e posso desenhar em paz... estou ficando realmente boa nisso.

Mas agora vamos ao pior de tudo.

Eu não sei se você sabe, mas eu descobri que a causa puro sangue aqui na França não é lá muito querida. É muito mais depreciada do que na Grã Bretanha. Então todo mundo olha para os ‘elitistas’ com um certo desprezo. Os grupos são muito mais separados aqui, porque o preconceito é gritante. E os puro sangues daqui são todos dez vezes piores que o Malfoy, em arrogância, prepotência e tudo mais. Sério. Parece que se sentem como deuses e eu meio que entendo o motivo de todo mundo desprezar esses idiotas.

Mas na boa. Eu não pedi pra nascer puro sangue. Eu não queria ter que andar com eles. Na verdade nem ando. Sabe por que? Porque eles também me odeiam! Tam dam! Pois é. Eles acham que eu sou ridícula, e não estou a altura deles.

E eu concordo. As garotas aqui parecem todas terem saído da capa do Seminário das Bruxas. São todas maravilhosamente lindas e diabolicamente perversas. Elas não me dão sossego. Estão sempre fazendo piadinhas com o meu peso, ou com a minha falta de coordenação. Elas riem de tudo o que eu faço, elas já furaram meu uniforme, para que meu sutiã aparecesse, elas me giram de cabeça para baixo no ar, fazem piadas comigo, rasgam meus desenhos e escrevem grosserias nas minhas coisas (E algumas eu nem sei o que significam...)

Monalise Deshayes é a pior delas. Ela é a rainha do meu ano. As garotas mais velhas acham simplesmente hilário tudo o que ela faz comigo. Um dia desses eu vou azarar essa guria... quem sabe não me expulsam daqui?

Todo mundo tem medo dela. Todo mundo faz o que ela manda, inclusive quem não é puro sangue. Como ela não gosta de mim, ninguém se dispôs a tentar ser meu amigo...

A única pessoa que parece não pensar que eu tenho varíola de dragão é um tal de Jac Pierre. Ele é um garoto mais velho (um ano) e ele é o ex namorado da Deshayes. Um dia desses Mona estava implicando comigo, fazendo minha saia levantar, quando ele apareceu e me defendeu. Só que depois disso ela passou a me odiar ainda mais.

Pierre não é meu amigo e eu quase não o vejo e aqui é realmente solitário.

Estou com muita saudade... espero que o vovô não me faça voltar aqui no próximo ano... Eu estou realmente odiando. Mas vou aguentar firme, ok?

Como estão as coisas por ai? Mande minha carta para a mamãe, ok? Um beijo! Estou com saudades de todos vocês.

Com carinho.

Alhena Valentine”

Rasalas soltou um suspiro e baixou a carta. Queria ajudar a irmã de alguma maneira... mas isso estava completamente fora de alcance.

***

—Não acredito que Potter sobreviveu. – resmungou Draco, cruzando os braços.

—Sabe... desejar que ele morresse é um pouco demais, não acha? – perguntou Rasalas.

—Não. – respondeu Draco.

—Bem... com a primeira etapa finalizada... – murmurou Damian olhando para o grupinho de Parkinson, que conversava animadamente ali perto – Chegou a hora de convidarmos alguém para o baile. Vocês já sabem com quem vão... digo... menos o Blair, que vai com a Daphne.

—Ela colocou uma coleira em você, heim, Blair. – riu Draco. Blair apenas deu de ombros – Eu vou com a Pansy.

—Ela já disse “sim”? – perguntou Damian parecendo um tanto desapontado. Rasalas colocou o dedo na língua, fingindo vomitar.

—Claro que sim. – riu Draco – Como se ela precisasse cogitar. Quem não iria querer ir comigo? – perguntou Draco, se gabando.

Rasalas olhou o amigo e revirou os olhos.

—Com quem você quer ir, Ras? Agora que não está falando com a Daph. – perguntou Damian.

Rasalas afrouxou a gravata do uniforme e olhou ao redor. Então sorriu animado, se afastando de seus amigos da Sonserina, andando até um certo trio, que caminhava pelo corredor, conversando aos cochichos.

Os três pararam na frente dele e Rasalas sorriu para Hermione.

—Oi, Mione. – disse sorrindo.

Hermione sorriu de volta, um tanto corada. Provavelmente por ele não ter cumprimentado Ronald ou Harry, apenas ela.

—Hum... olá, Rasalas... você parece animado. – riu ela.

—É porque eu te vi. O dia fica melhor quando te vejo. – respondeu ele sorridente. Hermione corou ainda mais furiosamente e Rasalas segurou a mão dela – Quer ser meu par no baile?

—Que? – perguntou Ronald, parecendo em choque. Harry deu uma risadinha – Tá falando sério?

—Claro que eu estou falando sério. – respondeu ainda olhando para Hermione, lhe dando um beijo nas costas da mão.

Hermione ainda estava corada, mas respirou fundo.

—É claro.

—Legal. – riu Rasalas se curvando para beijá-la na bochecha – Até mais. Falou, Harry, Ronald. A gente se vê Mione. – riu piscando para ela.

Depois se virou e voltou satisfeito para o grupinho da Sonserina. Todos o olhavam com censura.

—Eu não acredito. Simplesmente não acredito! – ralhou Draco, parecendo enojado.

Rasalas deu de ombros.

—Eu vou sair com uma nascida trouxa. Meus antepassados estão revirando no túmulo. – riu ele.

—Seu avô vai ter um treco. – disse Damian, com reprovação.

—E eu espero que ele morra. – rosnou Rasalas colocando as mãos nos bolsos – Vamos. Temos aula com o Moody, agora.

****

—Eu ainda não acredito que você vai com aquela sangue ruim. – disse Blair, terminando de se arrumar. Rasalas deu de ombros.

—Isso é problema meu. – resmungou.

—Eu acabei tendo que ir com a Astoria... – resmungou Damian – Eu queria ter ido com a Pansy. – resmungou ele – Draco, seu sortudo.

Draco apenas riu, convencido.

Estavam no dormitório, esperando o horário do baile. Apenas Draco e Blair não estavam prontos, pois toda hora decidiam mudar alguma coisa, a gravata, as abotoaduras, os broches... estava de saco cheio deles.

—Sortudo? – desdenhou Rasalas – Fala sério. Astoria é muito melhor que Pansy Parkinson. Muito, muito, muito melhor.

Damian suspirou.

—Burke queria mesmo era ir com a sua irmã, isso sim. – riu Greg – Como ela está, falando nisso?

—Tentando sobreviver. – respondeu Rasalas – Mas está odiando a escola. Lá aparentemente é horrível.

Damian soltou um suspiro e se sentou na própria cama.

—Se ela estivesse aqui, com certeza eu iria querer ser o par dela. – murmurou ele – Alhena é muito legal. Sempre foi.

—Huuum... apaixonadinho... – riu Draco. Damian apenas deu de ombros.

—Eu gosto da Lena. – riu Damian – Mas eu queria mesmo dar uns amassos na Pansy. Ela está linda de morrer.

—É mesmo. – riu Draco, satisfeito – Mas... eu cheguei primeiro.

—Pois é.

—O que raios Parkinson tem de tão incrível? – resmungou Rasalas – Além dos peitões, é claro.

—Ela é cativante. – riu Damian – Eu gosto da personalidade dela. Ela é muito segura de si mesma. Sem falar que é muito fiel às amigas dela. Olha só como ela protege a Daphne e como sempre protegeu a Lena.

Rasalas deu de ombros, sem se convencer.

Saíram do Dormitório e Draco foi logo para junto de Pansy. Blair abraçou Daphne, que estava muito bonita num vestido verde, no estilo sereia. Pansy usava um vestido rosa, cheio de babados e Emilia estava de azul escuro. Estava até bonita, na verdade e Greg a olhava sonhadoramente, mas o par dela era Selwyn, do quinto ano. Um garoto baixinho, com os cabelos alaranjados. Ela era mais alta que ele.

Damian foi para junto de Astoria, que estava de azul turquesa e Rasalas preferiu não acompanhá-los. Não queria ficar junto de Blair e Daphne. O casal ainda não lhe descia a garganta.

Saiu do salão comunal e foi apressado para o Salão Principal. Encontrou Harry com uma das irmãs Patil e Ronald com a outra. Não sabia diferenciá-las. Sorriu para os colegas e cumprimentou Harry, sorridente.

—Olá. Tudo bem? – perguntou. Harry o olhou um tanto sem jeito, mas o cumprimentou de volta.

—Olá, Ras.

—E ai, Ronald... – piscou um tanto sem jeito com as roupas estranhas do colega. Mas o olhar frio dele que o surpreendeu. O ruivo virou o rosto e foi para o outro lado, emburrado. Rasalas piscou, sem entender e olhou para Harry, que fez uma careta – O que houve?

—Ele e Hermione brigaram... – explicou Harry.

—E por que? – perguntou ainda mais confuso.

—Porque ela vai vir com você. – respondeu Harry.

—E qual o problema?

—Bem... você é da Sonserina, né? – perguntou Harry dando de ombros – É besteira, na verdade.

Rasalas colocou as mãos nos bolsos, um tanto desconfortável, mas logo se aprumou ao ver Hermione descer as escadas, com um sorriso encantador. Ela estava com os cabelos lisos, presos em um coque elegante. O vestido era bonito, azul claro e dava a ela um ar muito sofisticado. Talvez fosse por a amiga não estar carregando uma mochila cheia de livros. Nunca tinha reparado o quanto Hermione era verdadeiramente bonita.

Sorriu para ela, encantado e foi até os degraus, lhe oferecer o braço. Ela o aceitou e os dois trocaram um olhar cheio de cumplicidade.

Foram para o salão, para procurar uma mesa. Mas Rasalas estava completamente chocado demais para sentir fome. Não acreditava na própria sorte.

—Você está linda. – disse ao puxar uma cadeira para que ela se sentasse.

—Você está bem bonito também. Achei que voltaria para o loiro. – riu ela apontando para os cabelos.

—Sabe... eu gostei do castanho. – riu ele se sentando ao lado dela – Mas está num tom melhor do que antes, não é?

—Sim. – riu ela.

Ficaram conversando, e petiscando vez ou outra, até que chegou a hora de dançar. A guiou para o Salão e dançou com ela durante muito tempo, conversando e sorrindo. Tendo um momento legal. Notou o olhar aborrecido de Ronald e os de censura dos próprios amigos e começou a se sentir desconfortável.

—O que você e Ronald têm? Ele gosta de você? – perguntou franzindo a testa.

—Rony é um idiota. – resmungou Hermione – Não entendo o motivo dele ter ficado tão zangado. Se ele não queria que eu viesse com você, por que não me convidou?

—Porque ele deu mole. – riu Rasalas a girando lentamente – Quer sair pra tomar um ar?

—Ok. – riu Hermione.

Entrelaçou os dedos com os dela e a puxou para fora, para longe dos olhares dos Sonserina e de Ronald Weasley. A guiou para fora do castelo e logo encontrou uma pilastra muito convidativa.

—Aqui é mais fácil de conversar. – riu ele – Bem menos barulho.

—Verdade. Sobre o que quer conversar? – perguntou Hermione. Rasalas soltou um suspiro.

—Quero saber mais sobre você. Você já sabe de todos os meus problemas. – riu ele. Hermione encostou as costas na pilastra, brincando com a alça do vestido e isso o atiçou inteiro.

—Bem... o que quer saber? – perguntou ela.

—Posso perguntar qualquer coisa? – perguntou ele.

—Pode. – respondeu ela dando um sorriso torto.

—Ok... você gosta de alguém? Tipo... pra valer?

Hermione soltou um suspiro.

—Acho que... – ela olhou para cima – Posso estar gostando muito de um garoto ai.

—Quem? – perguntou colocando as mãos nos bolsos.

—Ah... tenho vergonha de dizer.

—Mas se eu adivinhar... você me fala? – perguntou ele. Hermione corou de leve e concordou – Ok... Ele é puro sangue?

—Isso importa? – perguntou ela.

—Sim. – respondeu Rasalas ficando sério – Se for, tem oitenta por cento de chance de ser um idiota. – explicou ele. Os dois se encararam e riram um pouco.

—Você entra nesses oitenta por cento?

—Eu sou idiota. Mas os motivos são outros. – respondeu ele – Mas vamos ver... esse cara ai... ele gosta de quadribol?

—Adora.

—E ele já jogou em algum time da escola?

Hermione respirou fundo, sorrindo timidamente.

—Já...

—Hum... Ele tem uma cicatriz na testa?

—Harry não é puro sangue. – riu Hermione. Rasalas arqueou as sobrancelhas e deu de ombros.

—Ok... Ele, por um acaso... é da Sonserina?

Hermione corou ainda mais.

—Sim. – respondeu ela. Sentiu um frio lhe subir a espinha e sorriu ansioso.

—Quarto ano? – perguntou.

Hermione concordou, corando de leve. Sorriu para ela e se aproximou lentamente, querendo beijá-la.

—É o Malfoy. – adicionou ela, travessa. Rasalas piscou, completamente constrangido.

—Malfoy? – perguntou, em choque. Mas Hermione riu achando graça e o puxou pela gravata, para lhe roubar um beijo.

Sentiu o estômago dar um mortal carpado triplo para trás e a puxou pela cintura. Hermione tinha um gosto doce e beijava muito carinhosamente, timidamente. Era bem diferente de Daphne e ele não gostou de se lembrar disso.

Queria pensar apenas em Hermione, pois ela era simplesmente maravilhosa.

Ficaram se beijando longamente, dando suspiros e sorrisinhos. A segurou pela cintura e sentiu os braços dela o envolverem ao redor do pescoço. Logo seu corpo começou a se esquentar mais e mais e precisou se afastar dela, para não permitir que ela notasse. Mas então, num momento de loucura, se perguntou se ela acharia assim tão ruim... saber que o contato do corpo dela contra o dele lhe causava aquelas reações. Então pressionou os quadris contra os dela.

Primeiro aos poucos, mas depois a prensou contra a parede, amando sentir aquilo. Era completamente excitante, sentir o corpo dela tão junto ao seu. Sentir sua intimidade pressioná-la daquela maneira.

Sua mão desceu pela cintura dela, indo em direção à coxa. Hermione dobrou a perna e ele se encaixou ainda mais contra ela. Soltou um gemido involuntário e a beijou com mais urgência. Hermione sorriu e o mordeu com força no lábio e ele teve certeza de que ficaria maluco a qualquer momento.

—Ras... – sussurrou ela.

—Sim? – perguntou a beijando no pescoço, amando a textura da pele dela e seu doce perfume. Seus olhos passearam pela linha do colo dela e pensamentos nada castos tomaram sua mente.

—Sua varinha está pressionando meus quadris. – murmurou ela.

Rasalas deu uma risadinha.

—Não é a minha varinha.

—Oh! – murmurou Hermione, corando. Rasalas se afastou, envergonhado e a olhou.

—Desculpe... eu meio que...

—Tudo bem. – murmurou ela, respirando ofegante – Eu também estava um tanto fora do controle... – ela desdobrou a perna e ele sorriu passando a mão nos cabelos. Os dois deram uma risadinha e se olharam, constrangidos.

Rasalas respirou fundo e se aproximou de novo. Hermione o puxou pelas vestes e logo voltaram a se beijar do mesmo modo que antes. A segurou com firmeza pela cintura, sentindo a respiração acelerada dela. Só conseguia pensar no busto da garota. Uma curiosidade sem limites o tomou. Lembrava de Draco comentar que tinha pego nos peitos de Pansy e se perguntou se Hermione deixaria que tocasse os dela.

Subiu sua mão apenas alguns milímetros, com o coração absurdamente acelerado. Sentiu Hermione estremecer e isso o empolgou ainda mais. A beijou com mais fervor e subiu mais alguns centímetros. Ela respirava ainda mais rápido. Passeou os dedos pelas costelas dela, sentindo a garota tremer de leve.

Se perguntou se ela ficaria chateada, mas imaginou que não. Se ela não quisesse, era só segurar a mão dele e ele entenderia perfeitamente. Então subiu ainda mais,finalmente tocando o seio dela com a pontinha dos dedos.

Soltou um suspiro involuntário, cheio de expectativa. Respirou fundo e então não respirou mais, vencendo os últimos centímetros. O seio direito da garota ficou totalmente em sua palma. Ela gemeu baixinho e parou de beijá-lo, jogando a cabeça para trás. A beijou no pescoço e a apalpou, cheio de desejo e curiosidade. Era algo completamente novo e o deixava completamente ligado. Passeou o polegar no lugar onde o mamilo deveria ficar e desejou ardentemente baixar o vestido dela para tocá-la por dentro da roupa.

Mas sabia que isso seria loucura.

Ouviram passos se aproximando e então se aprumaram, muito vermelhos. Rasalas colocou as duas mãos nos bolsos para esconder a excitação e logo viram o professor Snape e Kararoff passarem ali.

—Deem o fora daqui. – ralhou o professor e Rasalas puxou Hermione pela mão.

Os dois correram para o castelo e Rasalas a puxou para uma sala vazia.

—Calma, calma... – murmurou Hermione – Acho melhor não...

Ele a olhou com suplício, mas não forçou a barra.

—Ok... ok... – murmurou respirando ofegante. Fez uma careta sentindo uma pontada nas bolas, que começavam a doer. Se sentou na mesa de professor que tinha ali e Hermione se sentou ao seu lado.

—Que loucura, heim? – perguntou ela.

—Nem me fale. – riu ele – Me desculpe se... se fiz algo que não gostou.

—Eu gostei. – riu Hermione corando – Ninguém nunca me olhou como você me olha...

—Como assim?

—Eu não sou apenas a garota sabe-tudo pra você... – murmurou ela – Às vezes acho que Rony e Harry nem sabem que eu sou uma garota.

—Eles são cegos e estúpidos, então. – riu Rasalas. Ele respirou fundo a olhando – Eu queria te beijar inteira, Hermione. – murmurou. Hermione corou muito e Rasalas a puxou pela cintura.

Ficaram se beijando por muito tempo. Ele queria mais do que simples beijos, mas achou melhor se conter. Porém, não aguentou e a tocou no seio de novo. Ela não o afastou e ele se sentiu mais confiante para explorá-la com as mãos. Hermione não era peituda como Pansy, mas seios eram seios e ele ficou completamente apaixonados por eles. Gostava de massageá-los e escutar os gemidos de Hermione.

A deitou na mesa do professor e ficou em cima dela, de joelhos, a apalpando, amando o modo como ela se movia e gemia baixinho. Não aguentou mais e se curvou para beijá-la por cima do corpete. Com as duas mãos puxou as duas alças para baixo respirando afoito. Estava tão excitado que doía.

Hermione o olhava com intensidade, muito corada. Rasalas baixou o vestido dela e notou que ela usava um sutiã estranho, que parecia uma gelatina. Engoliu em seco e o puxou, para ver, finalmente, o par de seios dela. Respirou fundo, olhando para eles, sabendo que nunca tinha visto nada tão maravilhoso em sua vida.

Olhou para a garota, nos olhos, completamente envolvido por ela. Ela o olhava do mesmo modo. Tirou o casaco do traje e depois a blusa, ficando com o peito nu. Hermione o olhava com curiosidade e timidez, mas não estava menos linda por isso. Se curvou e a beijou deitando-se sobre ela, sentindo o corpo quente da garota contra o seu. Os seios dela contra o peito dele. Gemeu baixinho na boca dela ao sentir os mamilos dela contra sua pele e ela fez o mesmo.

Hermione tentou se sentar e ele não fez nada para impedir. Se sentou em cima da mesa e gemeu quando ela se sentou em seu colo, com uma perna de cada lado de seu quadril. Sentiu a intimidade dela contra a sua e isso o deixou completamente arrepiado.

—Ah... Mione... – murmurou a beijando no pescoço. Foi descendo os beijos pela pele dela, sem se importar com o gosto de suor. Finalmente a beijou nos seios e achou que ficaria louco com os gemidos dela. Experimentou um e depois o outro, passeando a língua por eles, amando a textura e o gosto – Ah, Mione... Mione...

Hermione o abraçou e ele ficou com o rosto completamente prensado contra os seios da garota.

—Rasalas... acho melhor pararmos... – murmurou ela.

—É... – riu ele desesperado por mais, apesar de tentar concordar com ela – Você tem razão...

Hermione saiu de seu colo e voltou a colocar o sutiã no lugar. Ele simplesmente colava na pele dela. Depois a garota voltou a arrumar o vestido, enquanto o garoto se vestia novamente.

Rasalas saiu da sala primeiro, para ver se estava tudo limpo. Hermione saiu em seguida. Foram de mãos dadas até o Salão Principal, onde ele a puxou para beijá-la mais um pouco.

—Vai ficar aqui no feriado? – perguntou ele.

—Sim. – respondeu Hermione.

—Podemos nos ver amanhã? Passar um tempo juntos...

Hermione sorriu e concordou, timidamente. Rasalas sorriu contente e a beijou novamente.

—Boa noite, Ras. Obrigada pelo baile.

—Eu quem agradeço. – riu Rasalas a beijando mais uma vez. Então se separaram e cada um seguiu seu caminho.

Rasalas desceu as escadas e correu para as masmorras, sentindo as bolas doerem, mas mesmo assim estava muito contente com a noite. Entrou no Salão Comunal e ignorou os olhares de censura de seus colegas. Seguiu direto para o banheiro e foi tomar um banho. Ficou pensando em Hermione e se aliviou lembrando do amasso naquela sala vazia. Quase não conseguiu segurar o gemido quando o orgasmo veio. Não queria que seus amigos soubessem que estava se masturbando, apesar de ser muito óbvio que todos faziam aquilo.

Soltou um suspiro e terminou de se lavar. Depois rumou para o dormitório e se preparou para dormir. Com o pensamento ainda em Hermione, não teve espaço para se perguntar se Daphne teria ficado ainda mais magoada, ou até mesmo em sua irmã, que estava sendo infeliz na França.

Só conseguia pensar no sorriso de Mione e, é claro, em seus seios... Sorriu satisfeito deitando a cabeça nas mãos.

—Que noite...

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Notas finais
Rasalas sapequinha! Tadinha da Alhena. Ah, próximo capítulo tem Beauxbatons e a perspectiva dela. *0* É o último capítulo que eu tenho pronto. Mas acho que esse fds eu vou escrever mais! =D Acabou que esse meu tempo pseudo fora do Nyah naum deu em nada, porque eu acumulei muitos capítulos ahsuahsuahsau Pode começar a atrasar a partir de agora =3 Mas é isso ai... Comentem, recomendem... essas coisas! Beijos! =****