Notas iniciais
Gente, eu quero postar. Sério. Quero postar duas vezes por semana. Talvez até mais... Não quero fazer chantagem, não mesmo... mas poxa... comentem plz ><É tão triste receber poucos ou nenhum comentário. Deixem nem que seja só uma palavrinha de apoio! Não sejam fantasminhas, ok? Não sejam más comigo u.u Mas vamos que vamos!

1995

Residência dos Kelley

Quando Deshayes o guiou para o quarto, não imaginou que iriam tão longe. Mas estava com raiva. Muita raiva. Só não sabia o porquê. O que estava esperando, afinal? E quem podia garantir que aquele cara estava falando a verdade? Talvez só quisesse eliminar mais um concorrente.

Fechou os olhos, ainda zangado. Mas lembrar do sorriso contente de Alhena ao vê-lo o fez sentir-se culpado.

Estava beijando Deshayes, sentindo a mão dela dentro de sua roupa de baixo... mas só conseguia pensar em Alhena e no tal Pierre, dizendo que estava com ela.

—Deshayes. – murmurou roucamente, sabendo que estaria sendo idiota por tocar naquele assunto naquele momento.

—Me chame de Mona. – sussurrou ela lhe mordiscando o queixo.

—Mona... – sussurrou fechando os olhos, sentindo um pouco de dor com a mão dela. Estava seco e tinha a impressão de estar sendo arranhado com a mão dela – Mona... espere... – murmurou segurando o pulso dela – Pega leve.

—Te machuquei? –perguntou ela fazendo biquinho.

—Está meio seco. – disse num tom de desculpa. Ela sorriu para ele e o beijou na barriga. Abriu a boca em choque quando ela continuou descendo a cabeça e estremeceu fechando os olhos quando ela o beijou na cabeça de baixo. Ninguém nunca tinha feito aquilo... na verdade... nunca tinha feito porra nenhuma, sonhando com Alhena e Pansy.

—Melhorou? – perguntou Mona, docemente. Apenas concordou com a cabeça e gemeu baixinho quando ela voltou a beijá-lo naquele lugar. Ficou quase desesperado com aquilo. Era maravilhosamente bom, mas... e se alguém entrasse? Não estava na sua casa, sentindo-se seguro. Nem sabia de quem era aquele quarto...

—Mona... acho melhor...

—Shhh. – pediu ela colocando o indicador na boca – Por que parece tão assustado? Vocês ingleses são tão certinhos...

—Bem... – ele riu sem jeito – É que eu estou preocupado, sabe... e se nos flagrarem aqui? Estaremos em...

—Ninguém vai nos flagrar, tolinho. – riu ela – Só relaxe, ok?

Ela voltou a beijá-lo daquela maneira pervertida e Damian achou que ficaria louco. Aquilo estava errado. Tão errado! Não poderia se expor assim. E se o pai da garota aparecesse... seria obrigado a casar com ela... não seria o primeiro Burke a ser obrigado a casar por não conseguir manter-se dentro das calças... não era com qualquer pessoa que poderia ter aquele tipo de aventura... os Deshayes eram uma família poderosa, não uma qualquer, que pudesse simplesmente ignorar...

—Mona... eu realmente...

—Você conhece Alhena Lestrange? – perguntou Mona, levantando a cabeça de uma vez, parecendo levemente irritada. Damian a olhou, surpreso.

—Por que? Você a conhece?

—Claro que sim. Ela é do mesmo ano que eu. – respondeu ela – E eu odeio ela.

—Odeia? – perguntou confuso. O que Alhena poderia ter feito para conseguir fazer aquela garota odiá-la – Por que?

—Chegou em Beauxbatons como um gatinho indefeso, assustado... mas então se tornou o meu pior pesadelo. Ela enlouqueceu. Virou outra pessoa. – Deshayes soltou um dramático suspiro – Ela roubou meu namorado...

—Está mentindo. – disse quase achando graça. – Alhena nunca faria isso...

—Jacques me largou por causa dela... – cortou a garota, parecendo que iria cair em prantos – Ela é vulgar, explosiva, ameaçadora...

—Jacques? – perguntou Damian – Jacques Pierre?

—Sim... como sabe? – perguntou ela de maneira quase inocente.

Damian franziu o cenho, furioso.

—Hum... quando era gorda e sem jeito, vivia de olhos doces pra mim. Mas agora, só porque ficou bonita... – ele bufou zangado.

—Oh, querido... não pense nela, ok? – perguntou Mona – Eu vou cuidar de você... vamos nos divertir e esquecer aqueles dois traidores.

Traidores...

Girou o corpo, deixando Deshayes por baixo. Alhena não lhe devia nada e ele não devia nada a ela.

*

Rasalas estava procurando por Damian, junto de Draco.

—Onde ele se meteu? – perguntou preocupado.

—Deve estar num canto escuro com a sua irmã. Deixa ele. – riu Draco dando de ombros. Rasalas simplesmente o olhou feio – Oh, você provocou isso. Chamando o Damian. É óbvio que ele a Alhena vão ter alguma coisa.

—Não há nada de óbvio. – resmungou Rasalas – Eu só quis sabotar o tal do Kelley. Eu nunca imaginar que a Lena iria voltar... bem... – ele fez uma careta – Daquele jeito.

—Você diz, toda gostosona? – debochou Draco.

—Eu ainda vou bater você, sabia? – ameaçou estreitando os olhos.

—Pode bater. Não vai mudar o fato de que sua irmã está completamente gos...

—Draco Malfoy! Isso são modos?

Rasalas e Draco saltaram de susto e olharam para trás. Alhena estava logo atrás dele, com cara de riso, segurando os sapatos, pois provavelmente tinha desistido de andar neles.

—De onde você veio? – perguntou Draco, corando de leve.

—Estou seguindo vocês há séculos, mas vocês estão tão ocupados falando besteira que nem me ouviram.

—Então o Damian não está com ela. – disse Draco mudando de assunto – Onde será que ele se meteu? Será que está se agarrando com alguma francesinha por ai?

—Deve ser. – respondeu Rasalas dando de ombros – Ele sumiu depois que a gente...

Foi quando uma porta no corredor se abriu e Damian saiu de lá, parecendo aborrecido. Mas assim que ele botou os olhos neles, ele bateu a porta com tanta força que pareceu fazer a parede inteira tremer.

—O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou ele parecendo nervoso, num tom um tanto alto.

—Procurando você, seu idiota! Por que sumiu? – perguntou Rasalas.

Damian fez uma careta e corou.

—Dor de barriga.

Rasalas tentou não sorrir. Mas o som chiado de Draco, na tentativa de fazer o mesmo, simplesmente não permitiu. Caíram na gargalhada, se apoiando nas paredes, enquanto Damian corava ainda mais violentamente.

—Vamos sair daqui, por favor. – pediu ele completamente desesperado de vergonha. Draco e Rasalas seguiram rindo, fazendo troça, enquanto Alhena simplesmente revirava os olhos.

—Não acredito. Foi por isso que dispensou aquela francesa morena? – perguntou Draco – Porque precisava ir ao banheiro?

—Cale a boca, Malfoy! – resmungou ele ainda vermelho, os guiando de volta à sala. Draco e Rasalas ainda ficaram imitando sons de puns com as bocas por alguns minutos até Alhena perder a paciência.

—Céus. Vocês são entupidos por um acaso? – perguntou ela fechando a cara.

—E como é que foi com o Kelley, mana? – perguntou Rasalas com a barriga doendo de tanto rir.

—Foi normal. – respondeu ela com desinteresse, dando de ombros – Ele foi muito educado e gentil. A gente conversou um pouco, ele me chamou pra dançar e depois foi falar com o vovô.

—Só isso? – perguntou Draco – Viu, Damian. Nem precisava ter caganeira de nervosismo.

Damian e Alhena se encararam brevemente e os dois desviaram o olhar, corados.

—É, Damian. Por que não chama a Lena pra dançar agora? – perguntou Rasalas.

Mas Damian simplesmente fechou a cara e saiu de perto deles. Os três o acompanharam com o olhar, sem entender.

—Ele apelou? – perguntou Draco, chocado – Não acredito que ele apelou só com isso. A gente te zoou muito mais quando a Pansy te chutou no saco.

—Eu me lembro. – sibilou olhando feio para o colega – Vai lá falar com ele. – disse para Alhena. A irmã respirou fundo e estava para ir, quando uma garota apareceu com um sorriso triunfante.

—Olá, Lena. – riu ela. Alhena se virou e a olhou com profundo desprezo.

—O que está fazendo aqui, Deshayes?

—Debutando, o que mais? – perguntou ela – Mas não estou interessada nos franceses. Estou praticando meu inglês há séculos para fisgar um pretendente inglês.

—Boa sorte com isso. – disse Alhena, acidamente.

—Não preciso de sorte. – riu a garota com um tom irritantemente convencido. Rasalas revirou os olhos tentando se lembrar onde tinha ouvido aquele sobrenome. Ela era a garota que vivia infernizando Alhena? – Eu já consegui.

—Conseguiu o que? – perguntou Rasalas.

—Eu fisguei um Burke. – riu Deshayes. Rasalas sentiu um frio na barriga, como se tivesse saltado um degrau por acidente. A loira acenou para alguém atrás deles e eles se viraram, para ver Damian acenar timidamente de volta – A gente se vê por ai. – debochou Deshayes.

***

O resto da festa foi uma droga, Alhena ficou emburrada o resto das férias e quando precisou voltar para Beauxbatons, parecia quase feliz. Rasalas, no entanto não poderia estar mais chateado com o colega.

—Eu jurei que você ia ficar com ela! Mas ai você ficou com a pior inimiga dela! – ralhou já no trem.

—Deshayes odeia a Alhena só porque a Alhena é uma escrota com ela. – resmungou Damian. Blair, Draco, Vince e Greg olhavam os dois discutirem zangados.

—Alhena sendo escrota? Já parou pra notar o quão sem sentido é isso que você falou? – perguntou Rasalas.

—Você não conhece a sua irmã. Não sabe as coisas que ela andou fazendo! – retrucou Damian.

—Te garanto uma coisa que ela NÃO andou fazendo. Sendo escrota. – resmungou Rasalas.

—Eu admito que não é algo fácil de se imaginar. – murmurou Draco baixinho.

—Você não sabe de nada, Malfoy. – rosnou Damian.

—Está zangado comigo só porque eu andei de braços dados com ela? Era só brincadeira! – resmungou Draco – Ele ficou louco de ciúmes. – adicionou ele pra Gerg e Vince.

—Eu não fiquei com ciúmes! – ralhou Damian.

—O que raios a Deshayes falou pra você? – perguntou Rasalas.

—Que a Alhena roubou o namorado dela. Os dois vivem se esfregando por Beauxbatons! – rosnou Damian parecendo simplesmente furioso.

Rolou um momento de constrangido silêncio antes que Blair caísse na gargalhada. Vince e Greg logo o acompanharam.

—Ele REALMENTE acreditou nisso? – perguntou Blair – Alguém consegue imaginar a Lena fazendo uma coisa dessas? – ele olhava para Damian como se ele fosse maluco – A Alhena é completamente bobinha, tímida... ela não dá conta de falar em público! Acha que ela vai ser capaz de roubar o namorado de quem quer que seja?

—Sem falar que ela não é exatamente muito bonita. – riu Vince. Rasalas nem teve tempo de retrucar.

—Meça suas palavras, Vince. – riu Draco – Eu digo porque vi em primeira mão. A Alhena tá mais gostosa que todas as nossas amigas de ano aqui da Sonserina. – Draco deu uma risadinha recebendo olhares descrentes – Nunca despreze uma gordinha... porque quando elas viram ex-gordinhas... – Draco soltou um suspiro – Já que o Damian aloprou eu tenho permissão pra... – ele piscou e fez um barulho com a boca, mas Rasalas entendeu muito bem.

—Fique longe das saias da minha irmã, Malfoy.

—Estão falando sério? – perguntou Vince, ainda descrente – A Alhena agora é gostosa?

—É. – respondeu Draco. – Ela tá gata, a Lena. Ainda bem que eu nunca tratei ela mal. – riu ele – Ela vai voltar pra Hogwarts? Ano que vem, talvez? Pros N.O.M.s?

—Acho que sim... – começou Rasalas e Draco levantou a mãos.

—DIBS! Vi primeiro!

—Para de graça, Draco. – ralhou Rasalas, mas Draco só revirou os olhos. – Damian. Eu tenho uma coisa pra você. – resmungou Rasalas pegando a carta que Alhena tinha te mandado. A única carta que ela tinha conseguido mandar – Leia tudo e quebre a cara, seu retardado. – resmungou.

Damian bufou, mas pegou a carta para ler. Ficaram todos em silêncio olhando o rosto dele sair de uma expressão de raiva para de culpa.

—Essa, amigos, é a cara do arrependimento. – riu Draco.

—Alhena me contou que realmente ficou com um cara lá em Beauxbatons. Mas ela não está namorando ninguém. E você ficou com a Astoria, no ano passado. E com a Rebeca e com aquela garota miudinha da Corvinal. Mas ai você reencontra a minha irmã, ficam suspirando meia hora um pelo outro... chega uma garota do meio do nada, te conta um monte de história e você pula pra dentro das saias dela?

—Foi difícil pensar na minha posição. – resmungou Damian, ainda segurando a carta de Alhena.

—Qual posição? Com ela de joelhos na sua frente? – perguntou Rasalas, zangado.

—Não, rebolando em cima dos meus quadris. – retrucou Damian, zangado – Ela arrancou minhas calças! E depois se fez de coitada. Eu não estava pensando direito. – resmungou ele parecendo ainda mais zangado – E quem é você pra me julgar? Ficou desprezando a Daphne por causa de um comentário do seu avô. Feriu os sentimentos dela por birra e depois ainda foi se esfregar naquela Granger-Sangue-Ruim.

Rasalas abriu a boca, completamente insultado.

—Ele tem um ponto, Rasalas. – murmurou Vince – Você realmente fez isso.

—Isso não é sobre mim. – resmungou Rasalas.

—Eu não prometi nada para a sua irmã. – resmungou Damian – Não tínhamos compromisso nenhum. Eu tinha todo o direito de transar com... – a voz dele morreu e ele corou.

—Você transou com ela? – perguntou Draco, em choque. Damian corou ainda mais, mas respirou fundo.

—Transei. Mas ela nem era virgem. Então foda-se. – resmungou ele – E eu não quero mais falar sobre a Alhena! Chega disso. – ele devolveu a carta para Rasalas e cruzou os braços, parecendo aborrecido.

Rasalas cruzou os braços, também ficando zangado, mas não insistiu no assunto.

Não é problema meu, afinal de contas.

****

Rasalas odiou Umbridge, apesar de todo mundo da Sonserina parecer simplesmente venerá-la. Recebeu uma coruja do avô, falando que deveria cair nas boas graças dela, então ficava sempre fingindo satisfação para ela. Porém, nas aulas dela, costumava levar algum outro livro para ficar lendo e se distraindo.

Pansy e Daphne pareciam cada vez mais zangadas com ele, mas simplesmente não sabia o motivo. Estava simplesmente ignorando as duas. No primeiro sábado, o novo capitão do time – Miles – fez novos testes para o time e mais uma vez ele e Zabini se consagraram batedores.

—Oh, que saudade do meu querido quadribol. – riu Draco com um sorriso satisfeito. Ele era, mais uma vez, o apanhador do time.

—Sim. – concordou Rasalas – Nem dá para acreditar que a ano passado a gente não teve o campeonato de quadribol. Tudo por culpa do torneio Tribruxo.

—É verdade. – concordou Blair.

—Ano passado foi um completo fiasco. – riu Rasalas – Mas esse ano vai ser diferente. Vai ser melhor. Estou sentindo isso! – riu ele.

—O que vai rolar esse ano? Você vai perder a virgindade? – brincou Draco. Rasalas o olhou feio.

—Falou o comedor, não é? – perguntou Rasalas.

—Eu já perdi, Damian também... o Blair... Só faltam você, Vince e Greg.

—Com quem você... – começou Rasalas sem querer imaginar Blair e Daphne. Daphne tão pequena e magra e Blair com seus quase um metro e oitenta de altura.

—Com aquela Corvinal morena... a Clover.

—Valéria Clover? Quando? – perguntou chocado.

—Não interessa quando. O que interessa é que eu consegui. Fala sério, passei o ano passado inteiro tentando ficar com ela. Esse verão tinha que render alguma coisa. – riu Draco – Posso tirar a virgindade da sua irmã?

Rasalas estava para xingá-lo, mas deu de ombros.

—Se já não tiverem tirado...

Draco e Blair pararam de andar.

—Ok. Eu preciso de detalhes específicos. O que raios aconteceu com a Lena? – perguntou Zabini.

—Eu sei lá. – respondeu Rasalas – Mas ela tá diferente. Mais segura de si mesma, mais sarcástica e risonha.

—E mais bonita também. Sério. – Draco colocou as mãos na frente dos peitos – Desse tamanho – depois colocou as mãos uma ao lado da outra na altura do umbigo – Isso aqui de cintura.

—Só isso? – perguntou Zabini, chocado. Draco concordou em silêncio.

—E uma bunda que... MEU SANTO MERLIN. Que bunda...

—Malfoy! Limites! – ralhou Rasalas.

—Ok, ok... mas falando sério... se eu quiser me engraçar com ela, agora que o Damian fez merda... eu posso tentar? – pediu Draco.

—Faz o que quiser. – resmungou Rasalas – Respeitando os limites dela... mas se ela vier reclamar eu vou fingir que sua cabeça é um balaço, ouviu? – perguntou fechando a cara.

—Ok. Combinado. – ele olhou para Blair com um sorrisinho irritante – Você é testemunha que Rasalas me deu a benção dele pra tentar tirar as calcinhas da Lena, ok? – perguntou ele. Rasalas tentou agarrá-lo para lhe dar uma surra, mas Malfoy pulou para longe, sempre muito ágil, e escapuliu do seu alcance – Eu vou tirar as calcinhas da Alhena! – provocou ele.

—Eu vou arrancar o seu couro! – ameaçou correndo atrás dele, mas Draco era simplesmente mais rápido e ágil. – Como ele consegue correr tanto. – disse arfando, minutos depois, quando Zabini o alcançou.

—Eu sei lá... – riu ele – Vamos. Estou varado de fome.

No dia seguinte, quando o correio chegou, uma coruja cinzenta, muito gorda, pousou sobre seu prato, sujando as patas de pudim. Rasalas tirou a carta dela e a coruja começou a beber do seu suco de laranja.

—Uma carta da Lena. Ela conseguiu mandar uma carta rápido esse ano. – disse satisfeito.

—DEIXA EU VER! – pediu Daphne, se aproximando animada – Tem algo pra mim? Tem? Tem? – perguntou ela, contente.

Rasalas a olhou com pouco caso e desamarrou o cordão que prendia os vários envelopes. Uma carta para a mãe, outra para Daphne – que ele entregou sem animação – outra para Pansy, uma pra Emília e uma para ele.

—Não tem nada pro Damian? – perguntou Pansy, franzindo a testa – O que aconteceu?

—Mona Deshayes. – respondeu Draco com um sorrisinho insolente. Damian apenas bufou. – Ela aconteceu.

—Quem é essa? – perguntou Pansy – Ah. É aquela que vivia implicando com ela? O que ela tem a ver com o... – mas Pansy piscou e olhou Damian com censura – Você beijou essa Deshayes? Eu não acredito.

—Como ela associou isso? – perguntou Blair.

—Pansy é esperta, oras. – riu Draco – Ele não só beijou a Deshayes...

—Cala a boca, Draco. – ralhou Rasalas.

—... como ele transou com ela numa festa em que a Lena estava presente.

As três meninas olharam para Damian com desgosto.

—Eu não acredito que fez isso! – ralhou Emília – Todo mundo sabe que a Lena gostava de você! – ralhou ela.

—Me passaram a perna, ok? – perguntou Damian, sem humor. – Saco. – ele se levantou e pegou sua mochila, para sair andando.

—Vamos parar de implicar com ele. – pediu Rasalas – Ele tá bolado com isso tudo.

—Ele quem fez merda! Tem mais é que ficar bolado mesmo! – ralhou Pansy.

—Mas já foi. Vamos esquecer isso, tá bom? – pediu ele olhando de saco cheio para Pansy Parkinson. Ela revirou os olhos e deu de ombros.

—Ok. Já que a mocinha não aguenta críticas negativas... – debochou ela.

—Você é muito chata, Parkinson. Cacete. – resmungou Rasalas.

—Você também. Estou torcendo pra te mandarem pra Durmstrang desde o segundo ano. – devolveu ela abrindo a própria carta.

Rasalas apenas revirou os olhos.

Abriu sua carta e notou que não tinha nada escrito, apenas desenhos. Desenhos dele mesmo, desenhos do pai, do tio e até de Bellatrix, com um realismo que ele nunca tinha visto.

—Caralho... – murmurou impressionado. A irmã realmente melhorara. – Olha só isso. – disse mostrando para Draco. Ele piscou por um momento e sorriu.

—Essa é Bellatrix Lestrange? – perguntou ele. Então sorriu – É verdade. Ela é casada com seu tio. – Draco olhou o desenho com atenção – Ela é a irmã mais velha da minha mãe...

—Eu lembro... – murmurou Rasalas lembrando do dia em que os aurores queriam interrogar Narcisa Malfoy – Esse é o meu pai. – disse mostrando o desenho. Notou muitas cabeças curiosas, se esticando para ver. Blair, Vince, Greg e Emília.

—Ele parece ser bonitão. – riu Emilia.

—Claro que é. É meu pai. – riu Rasalas muito feliz pelo desenho. – Ei... vocês acreditam no que Potter anda dizendo? Sobre o retorno do Lord das Trevas? – perguntou baixinho.

—Eu SEI que ele está dizendo a verdade... – riu Crabbe, pomposo. Draco o olhou com censura e ele encolheu de leve.

—Se ele voltou mesmo, com certeza vai querer libertar os prisioneiros de Azkaban. Os que eram comensais, não acham? – perguntou com um sorrisinho.

—Hum. E daí? – perguntou Greg.

—Vamos fazer uma aposta? – perguntou Rasalas – Aposto que o Lord das Trevas vai libertar os seguidores dele antes do natal.

Seus colegas trocaram um olhar receoso.

—Isso é impossível. – riu Pansy Parkinson – Minha família gerencia Azkaban há gerações. Black foi o primeiro e único a sair de lá.

—O que está disposta a apostar? – perguntou Rasalas.

—O que você quiser, Lestrange. – sibilou Parkinson, estreitando os olhos.

—Uuuuuuuuh... – murmuraram os outros, olhando com expectativa.

—Eu aposto que o Lorde faz isso antes do natal, também. – disse Draco – Alguém mais tem coragem de apostar?

—Eu. – Disse Blair – Nunca vão fugir de Azkaban. Muito menos até antes do natal. Fudge já está tendo que lidar com esses rumores da volta de Você-Sabe-Quem. Ele não vai deixar a prisão de lado para outro escândalo igual ao de Sirius Black.

—Ok. O que será apostado? – riu Emília.

—Se houver uma fuga em massa, eu corro pelado pelas masmorras. – riu Blair arrancando risadinhas das garotas.

—Ok... se não houver, eu vou correr pelado. – riu Rasalas.

—Minha nossa. Eu vou comprar uma câmera pra esse momento. – riu Daphne com deboche.

—Louca pra me ver sem roupa, não é, Greengrass? – perguntou com malícia, mas logo notou que Blair não gostou da brincadeira – E você, Malfoy?

—Se eles não fugirem... – Draco mordiscou o próprio lábio. Ele sabia da previsão de Alhena, pois tinha contado para ele – Eu beijo o Rasalas. De língua.

Rasalas o olhou com uma careta. As meninas olharam boquiabertas e Vince e Grag pareciam ainda mais chocados.

—Está brincando, né? – perguntou Pansy.

—Pode ser? – perguntou Draco. Rasalas deu um sorriso.

—Louco pra me dar um beijo, né, seu loiro safadinho? – brincou Rasalas – Ok. Feito. Além de correr pelado, eu beijo o Malfoy. E você Pansy?

—Pode escolher a prenda. – riu ela.

—Sete minutos no paraíso com quem eu apontar. Sem limites. – desafiou Rasalas.

—Certo. Feito. – riu ela.

Mais uma vez todos fizeram aquele: Uuuuuuuh.

—Gente. Mal posso esperar pelo natal. – riu Emília.

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Notas finais
O que acharam desse capítulo? =3 No próximo tem mais Rabastan