Legado Lestrange
3 Fim do Primeiro Ano
Notas iniciais

11 de Março de 1979
Rabastan abriu os olhos, depois de ter um pesadelo. Sonhara que o Lorde o estava punindo por sua desobediência. Mas ele poderia simplesmente dizer que estava ferido demais para voltar na ocasião, certo? Rodolfo e Bellatrix o tinham visto fugir.
Sentiu o corpo quente de Emily se aconchegar no seu e isso lhe arrancou um sorriso. A puxou mais para perto, respirando o perfume simples dela, e soltou um suspiro. Queria nunca mais sair de perto dela... Mas a dor em seu braço era insistente. Um constante sinal, de que precisava voltar.
Seu irmão deveria estar muito preocupado...
—Rabs... – murmurou Emily durante o sono, com um sorriso satisfeito. Rabastan sorriu novamente e se aconchegou nela. A beijou na testa e Emily abriu os olhos. Trocaram um olhar carinhoso e a mulher bocejou – Já acordou?
—Pois é. – murmurou.
—Está com fome? – perguntou ela.
—Sim... – ele sorriu e a puxou – De você.
—Rabs... nem escovei os dentes... – murmurou ela.
—Não importa. – riu ele a beijando.
Ficaram se beijando por um tempo e logo estavam transando de novo. Emily o levou para o banheiro simples, onde tomaram um banho, se beijando em baixo do chuveiro. Ela lhe arrumou algumas roupas velhas e foram juntos para a cozinha.
A mulher preparou um café forte e lhe deu um pedaço de um bolo gostoso. Comeram trocando sorrisos e olhares. Depois de comer, foram para a sala e se sentaram no sofá. Emily ligou o som e ficaram ouvindo música, conversando sobre vida. Quando a mulher tentou fazer mais um baseado, ele não deixou.
—Nada disso. Não quero você se sujando com essas coisas. – disse ele com severidade.
—É o último, Rabs. – prometeu ela.
—Não. Fumamos o último, ontem, antes de dormir. – disse ele. Emily suspirou mas fechou a caixa.
—Você é muito chato. – resmungou ela.
—Você disse que usa isso para relaxar, certo?
—Sim.
—Bem... vem cá que eu te relaxo. – disse a puxando pela cintura.
Parecia um sonho. Um sonho do qual ele não queria acordar, nunca mais.
Na hora do almoço, ficou na cozinha, fazendo companhia para ela, a observando cozinhar. Ela parecia saber o que estava fazendo.
—Você tinha um elfo... o que aconteceu com ele? – perguntou Rabastan franzindo a testa.
—Ah... eu precisei vender. – murmurou Emily, com a voz um pouco triste – Eu... eu passei por momentos difíceis... não queria me separar dele, pois foi a única família que me restou, mas...
—Aquilo não é família, Emms. Credo. – resmungou Rabastan. Ele soltou um suspiro e se levantou a abraçando por trás – Se você se casar comigo... – murmurou ele enquanto ela fritava um grande pedaço de bife – Vamos ter uns três elfos... morar numa casa enorme, ter muitos filhos... e você vai ter uma vida de madame. Nunca mais vai precisar trabalhar...
—Acho que eu ficaria doida se não tivesse que trabalhar. – riu Emily inclinando a cabeça para que ele a beijasse no pescoço – Mas eu gostaria de ganhar alguns vestidos legais... eu ganho a vida desenhando e fazendo vestidos... seria bom fazer uns pra mim mesma... com tecidos realmente bons...
—Sim. Se casar comigo, vai ter que andar muito bem vestida.
—Mas não iria querer esconder minhas tatuagens.
—De jeito nenhum. – concordou Rabastan a beijando no ombro – Mas e então... você casa comigo? – perguntou ele.
—Eu não sei, Rabs... – murmurou Emily botando o bife num prato – Isso está sendo muito rápido... você ficou sumido durante anos... então apareceu ontem na minha porta... e hoje já está me pedindo em casamento. – ela colocou um pouco de arroz e purê no prato e algumas verduras – Quero dizer... isso é loucura.
—Emily... eu amo você. – murmurou Rabastan fazendo-a se virar para encará-lo – Esses anos não foram o suficientes para que esse sentimento morresse... e você nunca me esqueceu também. Caso contrário, teria chamado os aurores.
—Rabastan... – murmurou ela se afastando e colocando o prato sobre a mesa
—Você sabe que é verdade. – disse com um sorriso – Vamos, Emms...
—Não. Não enquanto você for um comensal. – disse ela voltando para o fogão, para fritar outro bife.
—E depois da guerra? – perguntou Rabastan – Quando tudo acabar e eu não for mais um soldado? Aí você casa comigo?
—E quando será isso, Rabs? – perguntou Emily colocando manteiga na frigideira – Daqui cinco anos? Dez? – Ela tirou uma mexa loira da frente dos olhos – Eu não vou sobreviver todo esse tempo.
—Claro que vai. – disse ele a abraçando por trás – Eu te protejo.
—Rabastan. Eu não concordo com nada disso. Eu odeio Você-Sabe-Quem. Eu apoio Dumbledore! E faço isso publicamente.
—Não deveria. Ou vai acabar cheia de inimigos. – disse Rabastan – Emily. Nós estamos lutando por um mundo melhor...
—Não estão, não! Estão lutando por...
—Ok, Emms... Não vamos brigar. – disse Rabastan a soltando e indo em direção à mesa – Mas você é puro sangue. Deveria entender.
Ela apenas bufou atrás dele.
*
Hogwarts
1992
Rasalas estava deitado em sua cama, terminando uma tarefa de poções. Blair praticava um feitiço qualquer enquanto Damian contava moedas sobre as coisas que tinha vendido naquele último recesso.
—Sessenta galeões... comissão de dez por cento... – murmurava ele fazendo contas – Eu queria ter vendido mais coisas... mas a escola ficou bem vazia nesse feriado.
—É... – murmurou Blair.
A porta se abriu para que Malfoy entrasse com Crabbe e Goyle.
—Rasalas. – disse Draco – Sua irmã estava em apuros lá no Salão Comunal. – disse o garoto parecendo sem jeito. Rasalas se sentou e pegou a varinha.
—O que houve?
—Flint. – disse Draco – Pegou o caderno dela e está implicando com ela. Eu até teria feito alguma coisa, mas ele é o capitão do time de quadribol... Eu quero uma vaga no ano que vem.
Rasalas piscou num dilema. Também queria uma vaga... mas bem... Era Alhena.
—Damian, me ajuda? – pediu olhando para o amigo que tinha pavor de altura. Ele soltou um suspiro e pegou a varinha – Valeu por avisar, Draco.
—Disponha. – disse o loiro caindo deitado na própria cama.
Rasalas subiu as escadas de volta para o salão e viu Flint gargalhar enquanto Alhena ficava sentada no sofá, com os olhos cheios de água. Emília Bulstrode e Daphne Greengrass gritavam para que o garoto devolvesse o caderno de Lena, mas Flint não estava interessado nisso. Pansy Parkinson apenas assistia, olhando o garoto com censura.
—Você é ridículo, Flint. Devolva o caderno antes que se meta em problemas. – Disse Parkinson de braços cruzados.
—Quando Alhena se levantar, olhar nos meus olhos e pedir para que eu entregue. – provocou ele – Enquanto isso... – ele arrancou uma página do caderno dela e a jogou na lareira. Muitos outros alunos olhavam, mas Flint era um valentão e ninguém costumava enfrentá-lo – Estou esperando, Lestrange. – riu ele.
—Devolva o caderno da minha irmã, Flint. – exigiu Rasalas. Um silêncio cheio de constrangimento tomou o Salão e Flint o olhou com deboche.
—O Lestrange errado. Estou falando com a sua irmã, sabe? – provocou Flint – A esquisita ali no sofá.
Rasalas olhou furioso para o garoto.
—Devolva o caderno. – disse zangado.
—Ou o que? – provocou Flint.
—Meu avô é um homem poderoso e influente. Ele ficaria furioso se soubesse que um Flint, filho mais velho de um subordinado dele no Ministério, estava implicando com sua netinha querida.
—Vai correr pra contar pro vovozinho? – provocou Flint. Mas Rasalas notou que o sorriso dele tinha vacilado.
—E se eu for? – perguntou Rasalas – Você me zoa por isso e eu te zoo por seu pai ficar sem o emprego. Que tal?
—Seu avô não poderia fazer isso! – disse Flint, mas ele tinha fechado o caderno de Alhena.
—Será? Ele é muito apegado a nós... somos a única família que ele tem e o futuro do nosso nome. Pode-se dizer que você está mexendo com o legado dele... Mas e então? Devo escrever a carta? Eu sei exagerar bastante ao contar uma história.
Flint olhou para Alhena, que assistia a conversa com os olhos esbugalhados. O valentão soltou um muxoxo e então jogou o caderno na cabeça da garota, que encolheu assustada.
—Toma, sua esquisita. – debochou Flint – E se me ameaçar de novo, Lestrange... – disse o garoto olhando para Rasalas com um olhar furioso – Vai se arrepender.
—Uuh... olha como estou tremendo. – disse Rasalas – Fique longe da minha irmã e de mim, ou você vai ser o arrependido. Eu não tenho medo de valentões.
—Pois deveria. – rosnou Flint sacando a varinha. Rasalas fez pose de duelo, sabendo que nunca seria capaz de derrotá-lo. Eu deveria aprender a calar a boca.
—Abaixe isso, Flint. – disse uma voz arrastada atrás de si. Rasalas reconheceu a voz de Draco e sorriu. O loiro logo ficou ao seu lado, com a varinha em punho. Crabbe, Goyle e Blair também. Damian logo se adiantou também – Não quer enfrentar todo o primeiro ano sozinho, certo meninas?
Flint olhou para o lado a tempo de ver Pansy, Daphne e Emília levantarem as varinhas também. Alhena olhava chocada, abraçada a seu caderno, sem acreditar naquilo.
—Você pode até derrubar alguns de nós, Flint... mas e depois? – perguntou Rasalas com um sorrisinho.
—Ei, Flint. Lembra quando você jogou minha mochila no lago? – perguntou um garoto do segundo ano também apontando a varinha. Dois amigos dele o imitaram.
—E quando bateu no meu irmão, só porque ele não riu da sua piada machista? – perguntou uma garota do terceiro.
Mais e mais varinhas foram erguidas, apontadas pra ele. Rasalas deu um sorrisinho divertido.
—Acho melhor aprender a ser mais cortês, Flint. – riu Rasalas – Ou vai acabar se machucando. – ele baixou a varinha e se virou. Estava para voltar para o dormitório, quando sentiu algo acertá-lo nas costas.
E então ficou tudo escuro.
**
Seu corpo doía por inteiro. Abriu os olhos, sem saber onde estava. Notou que estava numa cama, mas não era seu dormitório.
—Está tudo bem? – perguntou a voz de sua irmã. Rasalas piscou, olhando para o lado.
—O que raios aconteceu? – Perguntou o garoto, se sentando.
—Flint te azarou pelas costas... – explicou Alhena irmã – Ele está ali, olha. – diz ela apontando para a cama do lado. Flint estava irreconhecível, roxo, inchado, com tufos de cabelos brotando de seu rosto, em lugares estranhos – Obrigada por me defender, Ras... – murmurou Alhena.
—Não precisa agradecer, Lena. Você é minha irmã e é meu dever te proteger, ok? – pergunta Rasalas pulando para o chão. Ele puxou a irmã para abraçá-la e lhe deu um beijo na testa – Você e a mamãe são as mulheres da minha vida, sabe?
Rasalas sentiu a irmã abraçá-lo com força.
—Eu queria ser mais como você... as pessoas não iriam tirar sarro de mim... – choramingou ela.
—Ei. Pare de sentir pena de você. – ralhou ele olhando para os olhos verdes dela – Você precisa ser mais segura de si mesma. Só isso. – disse – Se você fizer isso, ninguém mais vai te incomodar, ok?
—Mas, Ras... – Alhena se afastou para afastar uma lágrima – Eu... eu entendo. O porquê das pessoas agirem assim... – ela cruzou os braços – Eu não consigo nem mesmo olhar pra uma pessoa quando vou falar com ela. Fico nervosa, as mãos começam a suar e... e todos me acham esquisita... isso só me deixa mais nervosa e...
—Não se preocupe tanto com a opinião dos outros. – disse Rasalas – Você é ótima, maninha.
—Você se machucou por minha causa. – lamentou ela.
—Não se dê tanto crédito. A culpa foi minha e da minha boca enorme, ok? – perguntou ele. Alhena soltou um suspiro em resposta – Ei. Vou ter que fazer caretas pra você rir, quem nem quando éramos pequenos? Eu ainda sei fazer caretas...
Foi quando a porta da enfermaria se abriu e o professor Snape entrou.
—Você acordou. – disse ele se aproximando e o olhando concentrado – Está sentindo alguma dor?
—Não, senhor. – disse Rasalas.
—Não quero saber de brigas entre meus alunos. Principalmente se isso debilitar meu capitão do time de quadribol. Fui claro? – perguntou Snape.
—Se ele não mexer com a minha irmã de novo, eu não vou machucá-lo. – disse Rasalas com um sorrisinho. Esperava que o professor fosse sorrir, mas ele fechou ainda mais a cara.
—Você é só um aluno do primeiro ano. Pare de pensar que é poderoso, porque você não é. Agora pra fora. – ralhou o professor.
Os dois irmãos saíram da enfermaria, levemente constrangidos.
—Mal humorado, né? – riu Rasalas.
—Só um pouquinho. Vamos? Hoje é dia de jogo. Snape está furioso porque perdeu o capitão do time no dia do Sonserina e Grifinória.
Rasalas sentiu um nó no estômago ao ouvir isso.
—Oh... merda.
***
Sonserina perdeu e Flint estava furioso. Mas Rasalas não estava preocupado com ele. Sabia muito bem que Flint não arriscaria fazer o pai perder o emprego. Isso seria um belo dum golpe no prestígio de sua família. Então o restante do ano passou muito tranquilamente.
Sempre escrevia para seu pai, sobre sua vida e a da irmã, na escola – apesar de nunca ter contado isso para Alhena. Estava indo bem em todas as matérias e tinha bons amigos, sempre dispostos a aprontar alguma pegadinha junto dele. Seus amigos só não o apoiavam num momento.
—Hey, Mione! – disse acenando para o trio que passava – Harry, Ronald.
—Olá, Rasalas. – cumprimentaram os três.
Se aproximou deles com um sorriso no rosto, jurando que Damian e Blair estavam logo atrás dele, mas logo notou que os amigos apenas negavam com a cabeça, num ato de censura. Deu de ombro e sorriu para os três.
—Você foi brilhante, Harry. Não tive oportunidade de dizer antes. – disse se referindo ao jogo.
—Ah. Obrigado.
—Sério. Você engoliu o pomo! Nunca tinha visto uma manobra assim. – riu ele.
Harry sorriu parecendo satisfeito.
—Seus amigos estão te esperando. – disse Ronald olhando meio sem jeito para Blair e Damian.
—Ah... eles levam muito a sério, essa rixa entre Grifinória e Sonserina. – disse fingindo dar de ombros. Ele sabia que o principal motivo era Hermione, por ela ser nascida trouxa, mas não achou legal dizer aquilo – Nesse fim de semana podíamos fazer algo na beira do lago. Vocês, eu e minha irmã... se quiserem chamar mais alguém, sem problemas... eu até chamaria uns amigos, mas... – ele olhou sorrindo para os colegas de casa – Sabem como eles são.
—Hum... ok. – disse Harry.
—Então a gente se vê depois. – disse apertando a bochecha de Hermione, apenas pela graça. Quando a soltou, foi direto para junto dos amigos, que o esperavam um tanto mais distantes.
—O que raios foi aquilo? – perguntou Blair, rindo.
—O que? – perguntou Rasalas piscando – Eles são legais. Só estava... – Mas Blair lhe apertou as bochechas, como ele tinha feito com Hermione – Que? Só estava brincando. Eu sempre aperto as bochechas da minha irmã... – disse dando de ombros. Blair o soltou ainda rindo – E as banhas também. Mas aí é só pra irritar mesmo, porque ela não gosta.
—Parece que você está dando em cima dela. – riu Damian.
—Mesmo? – perguntou franzindo a testa – Credo, cara. Que nojo. – Blair e Damian riram com aprovação – Ela é minha amiga. Isso seria, tipo, muito esquisito. – E os sorrisos deles morreram – O que?
—Ela é nascida trouxa, cara. – disse Damian – Já é feio que fale com ela. Imagina ficar dando apertadas e chamando ela de amiga.
—Ao contrário de vocês, colegas, eu não tive essa criação e não vejo problema nenhum. – disse sorrindo e dando de ombros – Minha mãe me ensinou a vida toda que os trouxas e nascidos trouxas são iguais a nós. E eu acredito nisso...
—Você é o Lestrange mais esquisito da história. – riu Blair.
—Seu avô e pai devem estar se corroendo agora, sem saber o porquê. – brincou Damian. Mas Rasalas simplesmente não ligou.
****
Entrou no Expresso Hogwarts e correu até a cabine de Harry, Rony e Hermione. Sua irmã o acompanhou, mas parecia num dilema entre fazer isso ou ir com Pansy e as outras meninas. Rasalas se perguntou como se sentiria no dia que ela escolhesse as amigas e não tivesse mais sua gêmea com ele praticamente todo o tempo.
—Eu não acredito. – disse rindo – Foi trapaça! Só porque ganhamos a Taça de Quadribol? – perguntou ele se jogando no banco, rindo para eles. O trio deu um sorriso de satisfação e Alhena se acomodou no banco, dobrando os joelhos, para usá-los como suporte para seu caderno de desenho – Sério! Vocês ganharam trocentos pontos depois de Dumbledore dizer que a Taça das Casas era nossa!
—Nós meio que salvamos o mundo, sabe? – riu Ronald – Nós merecemos aqueles pontos!
—Ainda assim. Dez pontos pro Longbottom? Pra quê aqueles dez pontos. Ele foi dando pontos aleatoriamente até que a Grifinória passasse a Sonserina. – Disse sem se importar tanto assim. Achava que eles mereciam muito mais do que reles pontos. Eles tinham impedido que Você-Sabe-Quem retornasse, afinal – Estou apenas brincando. Vocês mereceram mesmo. – riu ele. Franziu a testa e os olhou meio sem jeito – Eu fiquei impressionado com o modo como muitos dos meus colegas ficaram decepcionados com o não retorno Daquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado.
—É porque os Sonserinos não prestam. Com exceção de vocês dois. – disse Ronald dando de ombros.
—Somos os melhores, temos que admitir, não é, mana? – perguntou Rasalas, sorrindo. Alhena estava corada, o que significava que ela não concordava, mas que não iria argumentar por estar envergonhada demais pra isso – Mana?
—Uhum... – murmurou ela com a testa vermelha – Mas... mas... as meninas são legais... apesar disso... – ela baixou o caderno, mas não levantou o olhar – E Daphne achou vocês muito corajosos. E Emília não admira Você-Sabe-Quem...
—E Pansy? –perguntou curioso. O rosto absurdamente vermelho da irmã foi sua resposta. – Bem... não dá pra salvar todos, não é? – disse rindo. – O que vão fazer nas férias? Podiam ir lá em casa. Mamãe iria adorar, não é, Alhena?
—É... – murmurou ela.
—Ou vocês podiam ir todos para a minha casa. – disse Ronald – Lá tem um quintal bem grande e quartos vazios, já que Gui e Carlinhos não moram mais com a gente.
—Eu iria adorar conhecer a casa de vocês. – disse Harry, parecendo animado.
—Isso! As casas de bruxos devem ser muito interessantes. – concordou Hermione.
—Não espere nada de muito diferente na nossa. – riu Rasalas – Nossa casa é quase igual a uma casa trouxa. Nós já fomos em casas trouxas, então eu sei o que eu to falando.
—Só nossos objetos que não funcionam com a energia trouxa. Tudo é com magia. – murmurou Alhena – Mas mamãe compra coisas trouxas para encantá-las pra nós. Os trouxas inventam umas coisas muito legais.
—Então vamos combinar por cartas, ok? – disse Ronald, animado com a ideia – Uma semana lá em casa e outra semana na sua.
—Ah... – Rasalas trocou um olhar com a irmã – Na verdade... acho que não dá pra ser tudo isso... – disse sorrindo – Só poderíamos passar uns três dias fora e só poderíamos receber vocês por uns três ou quatro dias também... – ele deu de ombros – Temos que passar um tempo na casa do meu avô... então...
—Ah... mas ainda assim! Vamos combinar, ok? – perguntou Ronald.
—Claro. – riu Rasalas. – Vai ser demais!
[] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [][] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] [] []
Fale com o autor