Legado Lestrange
4 Compromissos
Notas iniciais
15 de Março de 1979
Rabastan acordou e se sentou de uma vez, pressionando o próprio braço, morrendo de dor. Estava suando frio. O Lorde das Trevas o queria de volta, imediatamente. Olhou para Emily, que dormia tranquilamente ao seu lado. Não queria ir embora... não queria...
Mas tinha um dever para cumprir. Se levantou e se vestiu o mais silenciosamente possível. Tinha demorado muito mais do que deveria. Muito mais. Pegou sua capa de Comensal e sua máscara e caminhou a passos lentos para a sala, vestindo as luvas e respirando fundo.
Estava para aparatar quando notou que Emily estava de pé, no corredor.
—Não... não vá... por favor, não vá. – pediu ela.
—Eu preciso. Já demorei mais do que eu poderia, Emms... mas eu volto.
—Não! Por favor, Rabastan... – ela correu até ele e o segurou no braço – Fique comigo. Não vá embora...
—Não é uma opção, Emms. Ele já está me chamando há muito tempo.
—Desista dessa vida de derramamento de sangue, Rabastan! Por favor? – pediu ela o olhando nos olhos.
—Estamos em guerra, Emms. Sangue está sendo derramado por todos os lados.
—Então fique aqui. Vamos ficar longe dessa guerra. Só nós dois. Por favor... – ela o puxou pelas vestes, escondendo o rosto em seu peito – Eu preciso de você, Rabastan... eu preciso de você, ou vou voltar praquela vida horrível. – ela o olhou com os olhos cheios de água – Eu nem lembro qual foi a última vez que eu fiquei limpa... sem me drogar...
—Emms. Eu vou voltar. Eu juro que vou.
—Não vai... eu sei que não vai. – chorou ela – Ele vai te afastar de mim, pelo mesmo motivo que seus pais fizeram naquele natal... e você não vai desobedecer as expectativas dele. Por favor, Rabastan... – ela o puxou pela camisa e o beijou – Eu te amo tanto...
Sentiu um solavanco na barriga, mas suspirou.
—Desculpe, Emms... mas eu já fiquei tempo demais. – ele a afastou gentilmente – Mas eu vou voltar. Eu juro que vou. Confie em mim, ok? – perguntou ele sorrindo – E eu também te amo, sua boba. Pare de chorar.
Emily se sentou no sofá, com o rosto cheio de lágrimas e Rabastan aparatou de lá. Ele iria voltar assim que fosse possível. Iria casar com ela e então nunca mais iria temer perdê-la novamente.
*
Residência Lestrange
1992
Rasalas olhou o prato da irmã e sentiu pena dela. Era apenas um pouco de cenoura crua e uma rodela de tomate.
—Avô... não acha que está exagerando? – perguntou o garoto, apreensivo.
—Não. – respondeu ele, severamente – Sua irmã engordou ainda mais nesse ano. Pensei que você fosse controlar o apetite dela! – sibilou ele o olhando com censura.
—Você se lembra de como é Hogwarts? – disse sorrindo – E nós não comíamos juntos. Lena comia com as amigas dela e eu com os meus amigos...
—Sobrenomes. – exigiu o avô.
—Malfoy...
—Bom.
—Crabbe, Goyle.
—Hum... ok...
—Burke e Zabini.
—Esses são os seus amigos? – perguntou o avô, colocando um pedaço de bife mal passado na boca.
—Sim.
—E você, querida? – perguntou a avó, olhando para Lena. Lena sempre ficava mais nervosa na hora de responder o avô, mas se sentia mais confortável com a avó. Portando a Sra. Lestrange quem normalmente se dirigia a ela.
—Parkinson, Bulstrode e Greengrass.
—Excelente, Alhena! – disse seu avô com um sorriso – Eda. Coloque um pedaço de bife para ela. – Alhena olhou para o avô, surpresa – Três bons sobrenomes. Diretório Puro Sangue... E os Bulstrode são muito influentes no Ministério e bastante ricos. Excelente companhias, muito bom mesmo.
Alhena encolheu levemente na cadeira, parecendo desconcertada. Seu avô nunca a elogiara daquele jeito. Ele sorriu, olhando os netos com satisfação.
—Aqui está, querida. Coma tudo. – disse a avó colocando o bife no prato dela. Lena corou e voltou a comer, lentamente, apesar de provavelmente estar morrendo de fome.
—Nós vamos num baile hoje a noite, nós quatro. – disse seu avô – Os quero muito bem arrumados, com os trajes que já estão em seus quartos, entendidos?
—Sim, avô. – murmuraram ao mesmo tempo.
—Onde vai ser o baile? – perguntou Rasalas.
—Mansão Malfoy. – disse o Sr. Lestrange – Há anos que recuso os convites deles. Mas agora tenho dois netos pra exibir. E como eu vou exibir. O boletim de vocês foi muito bom. Estou muito satisfeito. É importante ter um bom boletim. Caso contrário nunca vão arrumar um emprego decente. Vão achar que são idiotas e incompetentes. E vocês são Lestrange’s. não podem passar essa impressão. Entendido?
—Sim, avô.
—Muito bem. – o Sr. Lestrange limpou os lábios com um guardanapo – Lúcio Malfoy tem um filho da idade de vocês. – continuou ele – Como ele trata a sua irmã, Rasalas?
Rasalas franziu a testa, sem saber o porquê daquela pergunta.
—Rodolfo... não está pensando em... – começou a Sra. Lestrange.
—Estou apenas perguntando se ele a trata bem.
—Eles nunca nem conversaram, eu acho... conversaram, Lena?
—Não. Ele nem olha na minha cara. – respondeu Alhena, parecendo quase em pânico – Nenhum menino fala comigo.
—Só Harry e Ronald. – concordou Rasalas, sem pensar.
—Quem são esses? – perguntou o avô e Rasalas teve vontade de bater a cabeça na mesa. Não podia ter falado de Rony...
—Harry Potter e o amigo dele. – respondeu tentando contornar a situação. Seu avô se engasgou com o vinho e começou a tossir, desenfreadamente. Sua avó apontou a varinha para ele e ele desengasgou.
—Harry Potter? – perguntou ele com os olhos brilhando – Você é amiga de Harry Potter?
Alhena olhou com censura para o irmão, que sorriu pedindo desculpas mentalmente.
—Mais ou menos. Nós nos conhecemos na cabine do Expresso Hogwarts, quando estávamos indo para a escola. Ele é bem legal. – respondeu Rasalas. Alhena apenas concordou – Mas não somos assim amiiiiigos.
—Entendi. – murmurou o avô, tamborilando os dedos no queixo – Eu tinha pensado nos Malfoy, afinal eles são muito ricos e influentes... mas Harry Potter...? Hum... – murmurou ele pra si mesmo.
—Rodolfo. Não se faz mais esse tipo de coisa hoje em dia. E não sabemos que tipo de educação Potter recebeu. – disse sua avó com censura.
—É... é... – murmurou o avô – Sim... esse tipo de coisa só deve ser feita por debaixo dos panos... mas você deve ter razão quanto a Potter.
—Ele foi criado pelos tios trouxas. Não sabe praticamente nada sobre o mundo bruxo! – disse Alhena numa voz aguda. Ela parecia em pânico, apesar do irmão não ter entendido o porquê – Ele está aprendendo tudo agora.
—O que? – perguntou o avô parecendo muito severo – Isso é verdade, Rasalas?
—Sim. – respondeu o garoto, sentindo que estava completamente por fora da conversa – O que está planejando, avô?
—Absolutamente nada. – disse sua avó.
—Cale-se Eda. – ralhou o avô.
—Não! – ralhou ela. Rasalas olhou chocado para a avó, assim como Lena – Não vai forçar minha neta a se casar com ninguém! Obrigamos Rodolfo a se casar com aquela maluca e não deixamos Rabastan casar com a mulher que ele gostava. Olha só no que deu.
—Eda... – sibilou o Sr. Lestrange, com um ar assustador.
—Se tivéssemos deixado Rabastan se casar com aquela... aquela Valentine, ao menos ele... talvez ele não tivesse ido preso!
—Não teria mesmo! – disse Rasalas, sorrindo – Ele me disse que... – seus avós o olharam chocados – se ele soubesse sobre mim e sobre Alhena, ele nunca teria se arriscado tanto e que não teria assumido que era comensal. Quem sabe ele não tivesse pego perpétua... quem sabe nem tivesse sido preso!
—Quando você falou com seu pai? – perguntou o avô, chocado.
—Mamãe me levou lá. No natal. – disse Rasalas – Não fique com raiva dela. Ela não queria, mas eu insisti muito.
Seus avós trocaram um olhar cheio de significados secretos para ele. Sua avó se sentou e seu avô voltou a comer, como se nada tivesse acontecido.
—Tirem um cochilo, tomem banho e se arrumem. Vamos sair às seis em ponto. – murmurou seu avô, minutos depois.
**
Rasalas sabia que Draco era rico – ele se gabava muito disso –, mas não esperava por aquilo. Uma mansão, muito maior que a casa de seu avô. Nos jardins haviam lindos pavões albinos, que pareciam brilhar refletindo as luzes dos orbes mágicos que flutuavam para iluminar o bonito caminho de pedra que levava para dentro da casa.
Tudo era muito bonito e elegante.
Rasalas estava vestido com uma capa preta e uma camisa prateada – o preto e prata eram as cores de sua família. Sua irmã usava um vestido bonito azul metálico, mas estava visivelmente apertado nela. A garota quase não se movia direito, com medo do vestido rasgar. Para piorar, o avô a fizera deixar os óculos em casa, para que ela parecesse menos desengonçada, mas o efeito foi o contrário, já que ela não conseguia enxergar direito e estava com medo de tropeçar no salto em que fora obrigada a usar.
Por conta disso estava andando de braços dados com ela, para lhe dar algum tipo de apoio e impedir que ela levasse um tombo.
—Eu odeio esse velho cretino. – rosnou ela no ouvido dele, quando se afastaram a uma distância segura dele – Por que ele faz isso comigo? Poderia simplesmente me deixar em casa. Não faço questão nenhuma de...
—Relaxa, Lena. É uma festa. Vamos nos divertir.
—Como? Se ele me proibiu de comer? – perguntou ela, furiosa.
—E precisa estar comendo pra se divertir?
—Rasalas... eu estou morrendo de fome. – choramingou ela.
—Olá, vocês dois. – riu Draco. Os gêmeos se viraram. Rasalas sorrindo e Alhena segurando o choro – Sejam bem vindos. – riu Draco – Posso andar com você, Alhena? É feio ficar andando com o seu irmão.
Rasalas olhou sorrindo para a irmã, que o apertou com força no braço. Ela ficou tão vermelha que parecia que iria explodir.
—Devemos tomar distância? Você vai entrar em erupção? – perguntou Rasalas. Mas tudo deixou de ser engraçado quando ela despencou no chão.
—Eita! – disse Draco o ajudando a segurá-la.
—O que raios foi isso? – perguntou Rasalas.
—Eu causo esse efeito nas mulheres. – se gabou Draco.
—Cale a boca. – riu Rasalas – Nosso avô está obrigando ela a fazer regime e esse vestido está muito apertado. Ela deve estar fraca e sem ar.
—Bem... sua irmã podia mesmo perder uns quilinhos, sabe? – riu Draco o ajudando a levar Alhena para um quarto qualquer.
Draco correu para pegar alguma coisa para abanar a garota e Rasalas abriu o espartilho do vestido da irmã, sentindo-se terrivelmente envergonhado por isso. Assim que o abriu, Alhena puxou o ar com força e tossiu.
—Caramba, Lena! Achei que fosse morrer. – disse assustado. Draco voltou com um leque e começou a abaná-la, sem conseguir evitar de sorrir, achando graça.
—Ele quer me matar... ele quer me matar. Só pode. – lamentou a menina segurando o vestido no lugar.
—Draco... você pode arrumar um pouco de comida pra ela? – perguntou Rasalas. Draco concordou e saiu apressado de lá. Assim que ele saiu Rasalas a olhou – Me diz que foi só fome e o espartilho.
—O que mais seria? – perguntou a irmã, se abanando com o leque. Gotículas de suor estavam por toda sua testa.
—Está gostando do Malfoy?
Ela o olhou como se ele tivesse dito uma coisa completamente absurda.
—Que? Eu nunca nem falei com ele!
—Só por garantia.
—Fala sério. – resmungou ela se abanando.
—Sei lá. Ele fala com você, sobre andarem de braços dados e você desmaia.
—Poderia ter sido Crabbe. Eu desmaiaria de qualquer jeito. Sabe que eu não... não sei lidar com essas coisas muito bem.
—Ok, ok... – riu Rasalas.
Minutos depois, Malfoy apareceu com uma mulher loira muito bonita. Ela usava vestes muito tradicionais, bruxas, num tom verde esmeralda. Seus olhos eram muito azuis e ela tinha os lábios carnudos e vermelhos. Ela se abaixou e olhou para Alhena com atenção.
—Tadinha... você está bem?
—Não. – confessou Alhena – Eu realmente preciso me deitar...
—Não... você precisa comer e beber. Está visivelmente desidratada. – disse a mulher. Rasalas foi para trás dela e olhou para Draco com um olhar questionador. Draco sussurrou um “minha mãe” e Rasalas a olhou inteira. Depois estendeu os polegares para o amigo, sussurrando um “gostosa pra burro” – Eu vou pegar algumas coisas pra você comer. Mas tem que comer devagar ou vai vomitar. Eu já volto.
A Sra. Malfoy saiu e Rasalas a acompanhou com o olhar. Quando ela saiu do quarto, Rasalas olhou com troça para Draco, que já o encarava desconfiado.
—Isso é o que Blair chamaria de MILF. – riu o garoto.
—O que raios é MILF? – perguntou Draco.
—Mom I'd Like To Fuck! (em português, "Mãe que eu gostaria de foder") – respondeu Rasalas. Draco o olhou muito feio, mas logo os dois começaram a rir.
—É... minha mãe é gata. Os Malfoy sempre tem tudo do bom e do melhor, sabe? Incluindo mulheres.
—Blá, blá, blá. – riu Rasalas – Mas com todo respeito. Sua mãe é mesmo muito bonita e sua casa é muito foda.
—Obrigado. – riu Draco.
Os dois ficaram conversando sobre amenidades até que a Sra. Malfoy apareceu com uma tigela de sopa.
—Aqui está, querida. – disse a mulher.
—Obrigada. – murmurou Lena, fracamente.
A Sra. Malfoy voltou a prender o vestido de Alhena, mas de maneira mais confortável. Depois disso voltou para a festa, falando que se qualquer coisa acontecesse, era só chamar.
Lena tomou a sopa, parecendo constrangida e Rasalas e Draco continuaram conversando. Quando a menina terminou de comer, ficou de pé, ajeitando o vestido.
—Está se sentindo melhor agora? – perguntou Draco.
—Sim... – murmurou ela.
—Se eu te oferecer o braço, você vai desmaiar de novo? – perguntou o garoto com um sorriso debochado.
Alhena negou, envergonhada, sem encará-lo e Draco lhe ofereceu o braço. Os três saíram do quarto e deram uma volta pela festa. Vez ou outra o Sr. Malfoy – que era muito parecido com Draco – ou até mesmo o avô dos gêmeos os chamava para apresentá-los a alguns amigos.
Rasalas sempre cumprimentava a todos com um firme aperto de mão e sua irmã com aceno tímido de cabeça.
Depois de desfilarem por ai, foram para outro cômodo, onde as amigas de Alhena, Crabbe, Goyle, Damian e Blair estavam.
—Como assim eu não sabia que estavam aqui? – perguntou Rasalas sorrindo animado.
—Ei, Alhena. Tá bonita, heim? – perguntou Damian num tom debochado. A garota, que estava indo até onde as garotas estavam, acabou tropeçando e caindo em cima de Blair, que a segurou.
—Opa. Tudo bem? – perguntou o garoto.
Alhena concordou com a cabeça, freneticamente, querendo sair de perto dele e correu para junto de Pansy, Emilia e Daphne.
—Cara... sua irmã tem a elegância de um elefante desgovernado. – riu Damian.
—Destreza de um chimpanzé com mal de Parkinson. – riu Draco.
—Credo. Larguem de ser cruéis. Ela só é um pouco... – Blair parou procurando um adjetivo e Rasalas jurou pra si mesmo que se ele zombasse de sua irmã também, iria acabar estourando – Bem... desengonçada... mas não é nada demais. Eu não conseguiria andar de salto e vestido.
—Acho que Draco conseguiria. Sempre elegante com um pavão. – debochou Damian.
—De salto e vestido e ainda estaria mais bonito que você, mais charmoso que você... – disse Draco sem parecer se importar com a zombaria – Eu sou magnífico de qualquer jeito.
—Sei lá... me falaram que você gritou feito uma mulherzinha na detenção na Floresta Proibida. – riu Rasalas.
—De quem ouviu isso? Da sua namorada, Granger Sangue-Ruim? – perguntou Draco semi cerrando os olhos. Crabbe e Goyle riram baixinho olhando com deboche para o garoto.
Rasalas o olhou chocado por ele ter usado aquela expressão tão ofensiva, mas então se lembrou com quem estava falando.
—Não... foi o seu amor platônico. O Potter. – retrucou Rasalas.
Blair e Damian abafaram risinhos e Rasalas se perguntou se eles realmente tinham achado engraçado ou se só estavam rindo para agradá-lo. Não gostaria de pensar que sua relação de amizade com eles fosse tão feudal quanto a de Malfoy, Crabbe e Goyle.
—Você mereceu essa, Malfoy. – riu Blair.
—Ah, cale a boca.
****
Estava para ir para a Toca, mas quase desistiu. Remus Lupin estava visitando sua mãe novamente.
Odiava Remus Lupin com todas as suas forças. Aquele sorriso gentil demais, aquele jeito sempre bondoso e educado. Aquela mania chata de sempre fazer sua mãe sorrir como nunca antes...
Céus... queria encontrar um defeito de verdade naquele homem. Mas não tinha unzinho sequer!
Alhena dizia que ele estava sendo egoísta, e sabia disso. Mas não havia nada que pudesse fazer. Ao menos sabia que seu pai pensava da mesma maneira. Seu pai não podia enviar cartas para ele, apesar de poder receber as que enviava, por isso se sentia cada vez solitário. Mas nunca deixava passar uma semana sem que lhe mandasse ao menos uma carta. Achou melhor não comentar sobre Remus Lupin, mas estava precisando reclamar daquele homem para alguém, que concordaria que sua mãe estava melhor sozinha... só não sabia quem diria isso.
A Madame Greengrass achava Remus um homem super educado, charmoso e bonzinho. “Justamente o que sua mãe precisava!”
Alhena só faltava chamá-lo de pai. Deus que me livre dessa. Resmungou pra si mesmo.
A Sra. Weasley não o conhecia, mas achava que se ele estava fazendo sua mãe sorrir, então era uma coisa boa. E até Hermione e Rony concordaram com ela. Harry não respondia...
Iria ficar maluco.
Só havia uma pessoa que provavelmente iria censurá-la por sair com aquele homem... mas seria pelos motivos errados e ele jamais iria dedurar sua mãe daquela maneira. Seu avô poderia acabar fazendo algo idiota, algo que a magoaria e Rasalas não se sentia no direito de boicotar a relação que ela tinha com aquele homem, por mais que não soubesse com certeza que raios de relação era aquela...
A Toca o fez se esquecer por um momento daquele sentimento confuso. Tudo era maravilhoso na casa dos Weasley. Fred e Jorge – os irmãos de Rony – estavam preocupados com Harry e estavam planejando resgatá-lo caso ele não respondesse à nenhuma carta.
Quando voltou para casa, foi para passar o tempo com os avós. Mais uma festa, agora no Ministério. Para a alegria de Alhena, apenas Rasalas foi com o avô. Ela ficou com a Sra. Lestrange, jogando xadrez de bruxo.
Depois, quando voltaram para casa, apenas Hermione pode visitá-los. Mas foi divertido de qualquer maneira. Jogaram muito snap explosivo, conversaram até tarde, ele, ela e Lena, ficaram até tarde na rua, tomando sorvete e aproveitando o verão.
Sua mãe adorou Hermione e nos quatro dias que ela ficou lá, sua mãe lhe fez um vestido lilás muito bonito.
Quando Mione foi embora, Rasalas sentiu que a casa pareceu ficar muito vazia. Alhena também... eram sempre apenas os dois... receber mais alguém era ótimo. Por isso acabavam sempre indo para o trabalho da mãe, onde muitas vezes se encontravam com Daphne Greengrass.
Ela era divertida também, e melhor amiga de Alhena. A única além dele com quem ela se sentia realmente confortável para conversar. Daphne muitas vezes chamava Lena de sua irmãzinha e Astoria, a irmã de sangue de Daphne, chorava de ciúmes.
Mas Rasalas não gostava muito de ficar com elas. Com elas, se sentia um intruso. Estava morrendo de saudades de Hogwarts... quantos dias faltam para as férias de verão terminarem?
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Daphne Greengrass

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