Legado Lestrange

28 Ataque aos Greengrass


Notas iniciais
GEEEENTEEEE!!! EU RECEBI DUAS! DUUUUUUUAAAASSS RECOMENDAÇÕES! Cacete! Tô muito feliz ahsuahsuahsaush XD Muito obrigada!!! Muito mesmo! Black Adhara e Blair Lestrange! Vocês são duas divas MARAVILHOSAS! Eu, em agradecimento, vou postar dois capítulos! Dois capítulos super-mega-ultra-tensos! Segurem seus pc's e vamos lá! =D

1996

Residência Greengrass

—Ok. Eu quero saber. – riu Daphne lhe fazendo uma trança, nos já compridos cabelos dourados – O que raios está rolando entre você e Draco?

Alhena deu um sorrisinho.

Estavam na casa de Daphne, o dia seguinte era o aniversário dela e a amiga tinha pedido para que passasse a noite na casa dela. Seus avós deixaram com a condição de que prometesse comer direito.

O quarto de Daphne era muito bonito, cheio de coisas sobre balé. Havia um grande pôster de um grupo de balé, que dançava em perfeita sincronia. As sapatilhas da amiga estavam penduradas na porta, muito bonitas e elegantes.

Alhena estava fazendo a tarefa de estudo dos trouxas, pois tinha ido um tanto mal nos N.O.M.s da matéria e queria voltar a fazê-la em Hogwarts. Estava lendo um conto infantil, Chapeuzinho Vermelho, e teria que fazer uma redação sobre as semelhanças e diferenças entre um conto infantil bruxo, para provar que uma podia muito bem se basear na outra.

—Não há nada entre Draco e eu. Só estamos nos divertindo. – respondeu dando de ombros – Toda garota tem suas necessidades e Draco está muito entusiasmado em suprir as minhas.

—Huuuum... quer dizer que alguém ai não é mais virgem, é? – perguntou Daphne terminando a trança e a abraçando por trás.

—Sou sim... por enquanto... – Alhena mordiscou o próprio lábio – Mas não sei até quando vou aguentar... Draco é... – ela olhou para Daphne, que sorria empolgada e curiosa – Bem... bem... persuasivo.

—O que já fizeram?

—Tudo menos sexo. – respondeu Alhena baixando o livro de Capuz Sangrento – Eu já paguei um pra ele e ele pra mim... já nos masturbamos, já ficamos nus um na frente do outro... – ela deu um sorrisinho e Daphne tampou a boca com as mãos, para esconder um sorriso – Draco é bem gostosinho, apesar de ser magro.

—Gente. Merlin, me estupore! O que aconteceu com aquela Lena timidazinha que nem conseguia falar com os garotos? Já está chupando paus por ai? Quando foi isso?

—Na páscoa. – respondeu dando de ombros – Eu estava com os Malfoy, mas você não pode contar isso pra ninguém!

Daphne sorriu animada e engatinhou para ficar na sua frente. As duas estavam apenas de camisolas.

—E como Draco é? Ele é muito grande? – perguntou ela curiosa – Eu só vi o de Blair até hoje. – ela esticou a perna, exibindo o tornozelo magro – Ele era dessa grossura.

—Está mentindo! – riu Alhena – Ele te arrombou inteira!

—Era horrível transar com ele. Só fazia porque ele gostava e eu gostava de vê-lo sentir prazer... mas ele me machucava muito. – murmurou Daphne ficando de joelhos em cima da cama – Espero que seu irmão não seja grosso assim.

—Bem... eu nunca vi Rasalas armado. – riu Alhena – Digo... não pelado. Quando a gente dormia na casa da nossa mãe, dividíamos o mesmo quarto. Eu já vi ele com aquelas ereções matinais, mas ele nunca estava pelado.

—Ele já me prensou contra a parede algumas vezes... mas... não acho que dá pra saber o tamanho só com isso. – murmurou ela mordiscando o lábio.

—Mas ele é metamorfomago. Ele pode mudar o tamanho, caso for grande ou pequeno demais... não pode? – perguntou Alhena. Daphne piscou como se nunca tivesse pensado nisso antes.

—É mesmo! – ela deu uma risadinha travessa – Céus, como eu sou sortuda.

As duas deram risadinhas animadas.

—Estou tão feliz por sermos cunhadas! – disse Alhena.

—Oh... eu também... mas você ainda não me respondeu sobre os dotes do Malfoy.

—Ele é bem grande. – riu Alhena – Me surpreendeu, na verdade. – ela adicionou – Ele é tão magrinho... alto, é verdade... mas é o garoto mais magricelo do nosso ano... e mesmo assim... – ela deu uma risadinha travessa e Daphne gargalhou – Tem aquela varinha “responsa”. – Daphne gargalhou ainda mais alto e então a olhou com seus grandes olhos azuis.

—Mas... mas como sabe que é grande? Já viu outro pra saber a diferença?

—Já. – riu Alhena – Em Beauxbatons.

—ALHENA, SUA VADIA! – gritou ela animada e Alhena corou de vergonha.

—Cale a boca! – disse rindo com certo pânico.

—Me conte tudo sobre isso! – exigiu ela.

Alhena deu um sorrisinho e fechou seu livro de contos infantis.

—Jac Pierre. – respondeu ela – Era um casinho meu, lá em Beauxbatons. Ele era muito bonito e mais velho... louco pra me comer. – adicionou casualmente – Mas eu sempre resisti. Estou me guardando pra pessoa certa.

—E quem seria essa pessoa certa? Damian Burke? – perguntou Daphne com malícia. Alhena soltou um suspiro, se sentindo um pouco triste.

—Sempre imaginei que fosse. – resmungou – Mas as últimas vezes que vi o Damian, fiquei simplesmente decepcionada... primeiro ele traça Deshayes na mesma festa que eu estou! Sem a menor explicação, diga-se de passagem! – resmungou ela – E depois, ele vai e fode Pansy, que é uma das minhas melhores amigas! – Daphne tinha perdido o ar maroto e a olhava um tanto solidária.

—Eu sei como é se sentir passada pra trás... seu irmão me trocou por Granger uma vez e Blair não podia ver um rabo de saia que ficava todo assanhado! – resmungou ela.

—Pois é... Mas eu fiquei ainda mais furiosa com a Pansy. – sibilou sentindo o peito doer com a traição da amiga.

—Amiga... Pansy não sabia que você...

—Ela sabia sim. – cortou Alhena – Eu escrevi para ela, que estava de volta, mas pedi pra ela guardar segredo. Eu só avisei a Pansy, quando o semestre ainda nem tinha terminado!

—Como assim? Por que não me avisou também? – perguntou Daphne.

—Não queria que contasse pro Rasalas. – riu Lena – Era uma surpresa.

Daphne fez um biquinho assim mesmo.

—Ainda assim! Que sacanagem comigo! Eu deveria ser a primeira a saber!

Alhena sorriu e deu de ombros, para depois suspirar.

—Pansy me apunhalou pelas costas... começou a sair com o Damian depois de saber que eu estava de volta...

—Eu não consigo imaginar a Pansy fazendo isso... mas... mas ela está bem diferente do que costumava ser. – murmurou Alhena – Muito solitária e fria... se deitando com qualquer um... virou uma fácil... ela era tão orgulhosa de si mesma.

—O que será que aconteceu? – perguntou Lena.

—Eu não sei. – respondeu Daph – Mas alguma coisa aconteceu. E grave... mudou a mente dela de uma vez... Pansy parece outra pessoa...

Alhena suspirou, concordando.

—As pessoas mudam. A verdade é essa. – disse dando de ombros e se deitando de bruços, para voltar a pegar seu livro de contos – Afinal, olhe pra mim.

Daphne sorriu e se deitou ao seu lado.

—Que livros são esses? – perguntou ela, curiosa.

—É sobre estudo dos trouxas. – explicou Alhena – Tenho que comparar esses dois contos infantis...

—Nunca ouvi falar em nenhum deles. São os dois trouxas?

—Não. Só um. O outro é bruxo... mas era contado na Idade das Trevas... para avisar sobre os perigos dos lobisomens.

—Lê pra mim? – perguntou Daphne, deitando de barriga para cima.

—OK... o trouxa primeiro?

—O trouxa primeiro. – concordou ela.

—Essa é uma versão medieval... os dois... então não são exatamente infantis...

—Tem sacanagem? – riu Daphne.-

—Pode-se interpretar que sim.

—Huuuum... – ela riu marota – Pode começar.

—Ok... – riu Alhena – Era uma vez, há muito tempo, uma linda garota. Ela vivia com a mãe, numa pequena aldeia. Sua avó morava numa casa mais distante, em outra vila, mas a garota a amava muito. Um dia sua avó lhe presenteou com um belo capuz vermelho, pois a garota já estava abandonando a infância. A menina amou tanto o presente, que nunca mais o tirou, por isso, todos em sua vila passaram a chamá-la de Chapeuzinho Vermelho.

—Oh... que gracinha. – riu Daphne – Quando começa a sacanagem? – perguntou ela com a língua no canto da boca, num sorriso cheio de travessura. Alhena deu uma risadinha e voltou a ler.

—Certo dia a avó adoeceu e por morar sozinha e muito longe, a mãe de Chapeuzinho preparou uma cesta cheia de pão e leite e pediu que a filha levasse para avó. “Mas não vá pela floresta, pois ela está cheia de perigos!” alertou a mãe. Mas Chapeuzinho, que se achava muito esperta, sabia que se fosse pela floresta, chegaria muito mais rápido. Então, desobedecendo a mãe, ela pegou a cesta, seu capuz e foi pelo caminho perigoso.

—Quem raios viaja por uma floresta? Chapeuzinho era trouxa? – perguntou Daphne.

—Chapeuzinho era idiota. – respondeu Alhena – Hum... ah sim! No meio do caminho, ela encontrou um lobo, que a olhou com astúcia. “Onde vai, bela menina e o que é isso que carrega com tanto esmero?” perguntou o lobo...

—O lobo fala? – perguntou Daphne.

—Eu acho que ele simboliza algo mais que um lobo... – explicou Lena – Ele simboliza um homem mal, cruel... mas esperto.

—Por que?

—Você vai ver, sua apressada! – riu Alhena. Daphne deu uma risadinha e voltou a olhá-la, cheia de curiosidade – “Estou indo levar essa cesta com leite e pão para a casa da minha avó, que está doente e não consegue cozinhar sozinha.”

—Espera! Espera. – riu Daphne se apoiando nos cotovelos, para se levantar um pouco – Ela simplesmente encontrou um lobo falante, no meio da floresta perigosa, e saiu falando com ele?

—Pra você ver. – riu Alhena – O lobo, que era muito esperto, conhecia um atalho pela floresta, entre os arbustos mais densos. Ele chegou primeiro na casa da avó e, sabendo que ela estava muito fraca, ele a matou. – Ela fez uma pausa e olhou para Daphne – Agora vem a parte nem um pouco infantil.

—Eu estou com medo da safadeza dessa história! – disse Daphne com curiosidade.

—O lobo fatiou a avó, comeu de sua carne e guardou o sangue em uma garrafa.

—Meu Merlin... isso realmente não é nada infantil! – disse Daphne – Está inventando isso! – adicionou ela, olhando para o livro.

—Nop. É isso mesmo, mas calma que piora. – riu Alhena – Quando terminou tudo, o lobo se fantasiou com as roupas da avó e deitou na cama, esperando que Chapeuzinho chegasse. Quando a menina chegou, ele a convidou para entrar e pediu para que Chapeuzinho comesse da sopa que ele tinha preparado e bebesse do vinho que tinha na garrafa. A sopa, é claro, era feita da carne da avó, e o vinho não era nada menos que o sangue da pobre senhora.

—Que nojento. – disse Daphne com uma careta.

—O gato da avó apenas observou, mirando a garota comer tudo com gosto. “Meretriz! Então, comes a carne e bebes o sangue de tua avó com gosto. Ata teu destino ao dela.” Mas como Chapeuzinho não entendia da língua dos gatos, não entendeu o terrível crime que havia cometido. O lobo então abriu um espaço na cama da avó e pediu que Chapeuzinho se despisse, para que se deitasse com ele.

—O que? – perguntou Daphne, horrorizada.

—Chapeuzinho retirou os sapatos e quando perguntou o que faria com eles, o lobo disse “Jogue na lareira. Não precisará mais disso.” E assim foi com cada peça de roupa, até que sobrasse apenas o capuz. Mas, mesmo que tivesse hesitado, Chapeuzinho obedeceu e jogou todas suas roupas na lareira. Depois deitou-se ao lado do lobo e ao sentir o toque dele, se assustou. “Vovó, porque és tão peluda?” perguntou a menina, assustada “É para te esquentar melhor, minha netinha.” Respondeu o lobo, ficando cada vez mais próximo da inocente garota. “Vovó, que orelhas grandes você tem...” disse ela, com medo “É pra te ouvir melhor, minha netinha...” respondeu o lobo, com um sorriso cruel. Chapeuzinho então falou, com lágrimas nos olhos “Vovó, que boca grande você tem...” e o lobo respondeu “É pra te comer!” e a devorou. Fim.

Daphne olhou para ela, chocada.

—Essa é a pior história que eu já ouvi! – disse ela.

—Era um conto que era passado para as garotas que deixavam a infância, para que elas aprendessem que o mundo era cruel para as tolas e desobedientes. A moral da história é... Garotinha que cai na conversa de lobo mau, acaba devorada...

—Me pareceu que ela foi estuprada! – disse Daphne, ainda horrorizada.

—Eu acho que foi... – disse Alhena olhando para o livro – Acho que esse “a devorou” significa que ele a estuprou e lhe tirou a virtude. E eu acho que esse lobo era um homem... talvez até um lobisomem... e essa é a grande semelhança com a história de Capuz Sangrento... além, é claro, do nome.

—Eu nunca ouvi essa história também. – confidenciou Daphne.

—Não? – riu Alhena – Tinha esse livro na biblioteca do meu avô... quer ouvir?

—Vai ter estupro também?

—Não. Ela é até mais bonitinha... – respondeu Alhena.

Daphne riu achando graça.

—Vai. Lê ai.

Alhena pegou o livro e pigarreou.

—Era uma vez, há muitos anos atrás... uma linda donzela, filha de dois nobres bruxos. Mas essa donzela, cheia de curiosidade, queria conhecer o mundo, mesmo que seus pais dissessem que ela deveria ficar em casa para aprimorar sua magia. Mas como ela era muito curiosa e se achava muito sabida, pegou uma capa de viagem, sua varinha e fugiu, para o desconhecido. Porém, depois de muito vagar, se livrar de lobos, cobras e kappas, sentiu fome e fraqueza, desfalecendo no meio de uma floresta assustadora. Quando ela acordou, porém, se viu numa pequena cabana. Sentiu o estômago doer ao sentir um delicioso cheiro de ensopado e quis se levantar para comer, mas uma ferida em sua canela doeu mais do que qualquer coisa. Ela chorou de dor e chamou por ajuda. Um homem muito bonito apareceu com um pouco de sopa. “Não chores, bela donzela. Eu vim a seu socorro.” O homem lhe deu de comer, uma deliciosa sopa bem temperada e um maravilhoso vinho, bastante encorpado. Ele cuidou de suas feridas, lhe alimentou, lhe deu de comer e beber. Logo notou que aquele homem gentil e bonito não tinha magia, pois ele fazia tudo como um homem comum e nem um pouco extraordinário.

—Ela vai transar com esse homem bonito? – perguntou Daphne, sorrindo – Ela comeu os próprios pais?

—Espere pelo final da história! – riu Alhena.

—Ok, ok... – riu Daphne.

—Quando sentiu-se forte o suficiente para voltar a viajar, tentou se despedir do homem, mas ele segurou seus pulsos com força, a olhando com louco desespero “Não vá, minha donzela. Eu lhe entreguei meu sangue e coração e agora será minha para sempre, pois nos casamos sob a luz do luar e nada, jamais, a tirará de mim.”

—Que romântico... – riu Daphne. Alhena a olhou arqueando a sobrancelha e a garota riu – Se ele não tiver dito isso de maneira literal, é claro... caso contrário não é romântico... é nojento!

—Você tem um ponto... mas vamos ver... – Alhena voltou os olhos para o livro – Assustada, a jovem bruxa tentou estuporar o homem, mas não conseguiu, pois não tinha concluído seu treinamento. Porém, foi o suficiente para se soltar dele. Ela correu para fora, para a floresta, mas logo ouviu os passos do homem a lhe perseguir. Chegou a uma clareira e se virou a tempo de ver o maior lobo que já tinha visto. “Eu disse que nos casamos sob a luz da lua, meu amor. Você será minha para sempre.” A donzela olhou para cima e viu a lua cheia sobre si. Então olhou para suas mãos e entendeu que seu destino estava mesmo enlaçado ao dele, pois ele a infectara com sua terrível maldição. Não sobrara nada de sua pele bonita e alva ou de seu corpo de donzela. Apenas uivos e tristeza sob a lua cheia. Fim."

—Ele a mordeu? – perguntou Daphne – Ele era um lobisomem?

—Sim. – respondeu Alhena – Moral da história? Nunca confie num lobisomem, por mais gentil e bom que ele seja. – fechou o livro e o colocou de lado – Somos condicionados a desconfiar dos lobisomens há séculos... assim como dos trouxas. O lobo era um trouxa, você viu?

—Sim... que triste. – sussurrou Daphne – Bem... pelo menos não houve estupros e nem canibalismo.

—Sabe-se lá o que tinha naquela sopa e naquele “vinho encorpado”. – riu Alhena. Daphne jogou o travesseiro em seu rosto.

—Não! Não vem com essa. É uma triste história de amor, ok? – perguntou Daphne – Ele se apaixonou pela donzela e a transformou, para que ela não fosse embora e eles estivessem pra sempre juntos...

—Egoísta, não acha? – perguntou Alhena engolindo em seco – Deve ser horrível, ser um lobisomem... acho que eu preferiria morrer.

Daphne concordou em silêncio.

—Eu também... é uma dor muito grande... lembra de Lupin? Como ele sempre parecia doente?

—Sim... – suspirou Alhena – Deve ser um peso enorme...

As duas ficaram em silêncio por alguns segundos, mas Daphne jogou o travesseiro em seu rosto novamente.

—EI! – gritou, com um sorriso no rosto. Pegou outro travesseiro e o jogou na amiga e logo estavam se batendo com os travesseiros.

A porta do quarto se abriu e Madame Greengrass apareceu, só de camisola e com um olhar severo.

—Já passou da hora das duas mocinhas irem dormir! – ralhou ela – Chega de bagunça!

—Desculpe, mamãe! – riu Daphne.

A mulher mais velha olhou para as duas com severidade e saiu, fechando a porta. Daphne se deitou e Alhena se cobriu ao lado dela. Dormiriam na mesma cama. Ficaram conversando um pouco, aos cochichos... mas o quarto escuro, o calor aconchegante dos cobertores e o cansaço do dia foram lhe deixando sonolenta.

Até que se sentiu cansada demais para falar ou ficar de olhos abertos. Flutuou um pouco em devaneios, sonhando que estava no Salão Comunal da Sonserina. Sentiu as mãos de Damian em suas coxas e os beijos dele em seu pescoço. Os dedos dele foram até sua calcinha, para tocá-la ali, mas a visão derreteu, como se a tinta dela estivesse escorrendo, deixando que visse algo que se escondia ali atrás.

Sentiu um medo absurdo. Seu corpo flutuava contra sua vontade. Tentava se soltar, mas não conseguia... os rosnados eram ameaçadores. Os olhos cor âmbar da criatura eram a coisa mais assustadora que já tinha visto. E a boca cheia de dentes... gritou, pedindo clemência, mas Avery apenas ria a fazendo flutuar para perto da besta, que estava numa jaula, latindo, babando, ensandecida. O focinho passando por entre as barras de metal. Tentou chutar o nariz dele, temendo o que aconteceria quando ficasse perto demais. A criatura ganiu, recuando, mas então a olhou ainda mais enfurecida, soltando um rosnado baixo e perigoso. Em seguida a criatura pulou contra si e sua cabeça doeu horrivelmente. Sua canela parecia ter quebrado e a criatura a sacudia com tanta violência que parecia que iria ser despedaçada.

Sentiu um tapa forte na bochecha e abriu os olhos. Daphne a olhava assustada. Se sentou, ofegante, sentindo a canela doer onde a criatura a tinha mordido. Tirou o cobertor e viu que estava sujo de sangue.

—Oh, não! Oh, não! – disse assustada tocando a canela, que doía muito.

—Como você se machucou? – perguntou Daphne, assustada.

—Ele me mordeu. O lobisomem me mordeu! – respondeu chorando, tocando a canela. Mas logo notou que não estava ferida. Não havia nenhum machucado. O sangue foi sumindo aos poucos e logo sua canela estava completamente limpa e normal – O que foi isso? – perguntou chocada.

—Você pergunta pra mim? – perguntou Daphne – Você estava se contorcendo. Tentei te acordar, te sacudindo, mas você não acordava de jeito nenhum. Precisei te dar um tapa... – explicou a amiga – Você está bem?

Alhena engoliu em seco. A risada de Avery ainda ecoava em sua mente. Se lembrava de quando ele tinha tentado lhe estuprar. Sonhava bastante com aquilo, ainda... nunca sentira tanto medo na vida.

—Foi... foi só um pesadelo. – respondeu.

—E o sangue? – perguntou Daphne.

Engoliu em seco.

—Eu... eu não sei... – respondeu assustada.

*

—Draco não vai vir? – perguntou Daphne para Alhena, que estava comendo um doce qualquer, parecendo muito empenhada em não olhar a tentativa de Parkinson de engolir Damian.

—Aparentemente não... a mãe dele não deixou. – respondeu Lena – Ele só não sabia o porquê... estava bem chateado na carta. Mas ele acha que é por conta das coisas que o seu pai anda falando, lá no Ministério...

—Então... você e Draco? – perguntou Rasalas, que estava abraçado com a namorada e olhava satisfeito para a irmã, que se entupia de doces. Alhena lambeu as pontas dos dedos e deu de ombros.

—Somos apenas amigos... com benefícios. – respondeu Alhena se esticando para pegar um copo de groselha, que um empregado levava. Ela deu um belo gole e depois voltou a atacar os docinhos.

—Pega leva, amiga. – riu Daphne.

Alhena deu um sorrisinho, mas ele morreu em seguida. Ela fez uma careta e soluçou colocando a mão na boca.

—Oh... eu acho que vou vomitar... – lamentou ela – Onde é o banheiro?

—Ah, não! – ralhou Rasalas – Nada disso. Nada de vômito...

Mas Alhena realmente parecia um tanto verde.

—Eu não me sinto bem... – lamentou ela.

—O que houve? – perguntou Damian se aproximando, parecendo preocupado. Rasalas notou uma marca de mordida no pescoço dele – Você tá bem Lena? Precisa de alguma coisa?

—Fique longe de mim. – resmungou ela saindo correndo. Daphne olhou para Rasalas.

—Eu vou ver... se ela precisa... – ela se afastou rapidamente – de alguma coisa!

Rasalas franziu a testa, desconfiado.

—O que houve com a Lena? – perguntou Damian, preocupado.

—Acho que exagerou nos doces. Ela não tá acostumada a comer tanto assim. – respondeu ele. Pansy revirou os olhos.

—Do que está falando? Se tem uma coisa que sua irmã entende é comer até entupir.

Rasalas a olhou zangado.

—Não fale isso nunca mais, ouviu? – perguntou ele apontando o dedo para o rosto dela. Damian empurrou a mão dele, de leve.

—Uou... calma, lá, Rasalas. Não coloque o dedo na cara da minha namorada.

Rasalas riu com desdém e se virou.

—Ok. Fique ai com a sua namorada. Eu vou procurar a minha.

—Ótimo. – resmungou Damian.

Estavam na comemoração do aniversário de Daphne. Seu avô não conseguiu vir, por estar se sentindo um tanto indisposto e sua avó quis ficar com ele. Mas sua mãe veio sozinha. Ela conversava com Madame Greengrass, as duas muito contentes pelo namoro dos filhos.

Rasalas olhou pelo redor, procurando um banheiro. Escutou Alhena vomitar e correu na direção da porta. Escutou a voz da namorada.

—Não pode comer rápido desse jeito, amiga... ainda mais doces... são muito fortes.

—Eu sei... – lamentou Alhena – Eu não queria vomitar... eu juro que não queria... oh... meu peito está ardendo...

—Vou pegar uma pastilha pra você... ok?

—Ai, que vergonha...

—Relaxa, amiga. Ninguém viu e a gente sabe que você não fez de propósito. E eu sei que você ainda não se recuperou completamente... seu corpo ainda não está acostumado a receber tanta comida... por isso, só pega leve, ok?

—Ok... desculpe. – murmurou Alhena.

Rasalas deu umas batidinhas na porta.

—Sou eu... posso entrar? – perguntou ele.

—Pode. – sussurrou Alhena. Abriu a porta e viu a irmã sentada no vaso, parecendo doente – Que droga... eu nunca mais tinha vomitado... não foi de propósito, Ras, eu juro!

—Você e Draco estão transando? – perguntou sério. Alhena corou, mas não demorou pra responder.

—Eu sou virgem... eu não estou grávida se é o que está pensando! – riu ela.

—Calma, Ras... a Lena só comeu demais e muito rápido... lava a boca, amiga. Eu vou pegar uma poção pra aliviar a dor e uma pastilha, ok?

—Ok... – murmurou Alhena, se abraçando parecendo triste.

—Fica com ela ai, Ras. – disse Daphne o beijando no rosto antes de sair.

Se encostou na porta, olhando a irmã, que parecia prestes a cair no choro.

—Ei, Lena... está tudo bem... – murmurou Rasalas. Alhena concordou em silêncio e passou os dedos com delicadeza embaixo dos olhos, tomando cuidado para não manchar a maquiagem.

—Eu estou numa pilha de nervos... eu estou tão nervosa. – lamentou ela – Não consigo mais me controlar.

—Do que está falando? – perguntou Rasalas. Ela o olhou com os olhos cheios de medo.

—Eu... eu acho que vi minha própria morte, Rasalas... – chorou ela. Rasalas a olhou chocado.

—O que? – perguntou sentindo os joelhos tremerem. Já tinha escutado que, quando um vidente previa a própria morte, ficava louco e nunca mais pensava em outra coisa – Você... você acha? – perguntou ele.

—Eu não sei se foi só um pesadelo estranho... – chorou ela tremendo – Estou tão nervosa... por isso estou comendo sem parar... é nervosismo. – murmurou ela chorando – E aquela imbecil da Pansy... – adicionou ela com um pouco de raiva. Rasalas deu uma risadinha.

—Está com ciúmes...

—É claro que eu estou com ciúmes! – rosnou ela pegando um pouco de papel higiênico para secar o cantinho dos olhos – Como eu poderia não estar com ciúmes? E eles fazem questão de ficar se mastigando na minha frente! Na minha frente!

—Eles podiam ser menos idiotas. – concordou Rasalas – Fica calma, ok, mana? – pediu Rasalas lhe dando uns tapinhas nas costas – Vai ficar tudo bem...

—Eu não sei se vai, Ras... – fungou ela com cara de choro – Eu queria que essas malditas visões parassem de vir. Parece que minha cabeça está sempre cheia de coisas... eu tentei me fortalecer muito rápido, mas acho que não estava preparada e meu dom está me consumindo agora... – ela fungou de novo e secou uma lágrima que escorria pela bochecha – Me sinto um palito de fósforo, prestes a apagar... com a madeira já no fim.

—Lena.

—Que? – perguntou ela fungando e o olhando, parecendo triste.

—O que é um palito de fósforo?

—É uma coisa trouxa... ah... não importa... – ela se levantou e se olhou no espelho. A irmã fungou mais uma vez e pareceu que choraria de novo – E ainda borrei minha maquiagem... que droga.

—Acontece, maninha... tenho certeza de que a Daphne dá um jeito, ok? – perguntou ele a abraçando. Alhena se permitiu ser abraçada, deitando a cabeça no ombro dele.

Daphne voltou minutos depois com uma poção vermelha e umas bolas de menta. Alhena tomou a poção e suspirou parecendo aliviada.

—Obrigada. – murmurou.

—Tome... para o hálito e para não ficar com gosto de vômito na boca. – disse Daphne com doçura. Alhena sorriu e aceitou as bolas de menta – Deixa eu retocar sua maquiagem.

O trio saiu do banheiro e voltou para junto dos amigos. Blair e Emília estavam conversando calmamente e Damian e Parkinson ainda estavam se beijando. Alhena os olhou com repulsa e Daphne segurou a mão dela.

—Vamos. Vamos tomar um ar fresco. – riu ela, gentilmente – E eu ainda quero fofocar sobre suas aventuras com o Draco!

Rasalas notou que tanto Damian quanto Pansy se viraram para as duas, que saíam de mãos dadas.

—O que foi? – perguntou fingindo-se de inocente – Podem continuar se mastigando ai. – adicionou ele.

—Draco não vai vir mesmo? – perguntou Blair.

—Aparentemente não. – resmungou Rasalas, se sentando ao lado do amigo, de maneira esparramada. Damian e Pansy finalmente se soltaram um pouco, mas seguiam sentados um ao lado do outro, com o garoto a abraçando ao redor dos ombros – E nem Vince ou Greg, aparentemente.

—Que droga, não? – perguntou Emília – Poxa... é o aniversário da amiga deles!

Rasalas deu de ombros.

—Pois é...

Astoria apareceu no mesmo momento e suspirou, se sentando ao seu lado. Os cabelos compridos e castanhos, os olhos verde musgo, num vestido vermelho sangue. Ela estava ficando muito bonita, a Astoria. Era menos magra que a irmã, apesar de também ser fina e com os seios pequenos.

—Onde está a Daph? – perguntou ela.

—Saiu com a Lena. – disse Rasalas. Astoria fez uma careta e concordou.

—Vocês dois poderiam por favor parar de tentar trepar no nosso sofá? Papai está ficando incomodado. – disse ela para Damian e Pansy, mas apenas o garoto corou. Pansy fez uma careta de indiferença e desviou o olhar com pouco caso – Era só isso. – ela se virou para sair, mas se interrompeu para voltar a se virar para Damian – E você é um grande hipócrita. Sempre com aquele arzinho de “oh, que saudade da Alhena, eu vou casar com ela, eu amo ela, mimimimi”. Mas aí ela volta e você fica se esfregando com a amiga dela. Que nojo de você.

—Cale a boca, Astoria. – ralhou Pansy – Eu e Damian começamos a sair antes da Alhena voltar.

—E daí? – perguntou Astoria – Você continua sendo um babaca. – adicionou ela para Damian, que desviou o olhar, constrangido – Com licença, eu vou procurar a minha irmã.

Astoria saiu marchando e Rasalas olhou para os dois colegas. Pansy parecia simplesmente entediada, mas Damian parecia um pouco afetado pelo que a garota tinha dito. Rasalas deu de ombros, decidido a não se meter mais naquela história. Damian cavara a própria cova, ele quem saísse de lá sozinho.

—Damian. – murmurou Blair. O colega levantou o olhar – Você sabe que está passando vexame, não é? Todo mundo sabe que você gosta...

—Parem com isso! – ralhou Pansy, se levantando – Damian gosta de mim! Ele está comigo. Alhena que pare com esse teatrinho ridículo dela! Quanto tempo faz que ela e o Damian tiveram qualquer coisa? Que saco! – ralhou ela – Vem Damian!

Rasalas, Emília e Blair olharam para o colega, que suspirou e se levantou para seguir a namorada.

—Que óculos de buceta bem dado. – resmungou Blair – Credo.

—Eu não digo nada... – resmungou Rasalas.

—Custa ele falar: “Desculpa, Pansy, mas eu gosto da Alhena. Não vamos dar certo agora que ela voltou.” – resmungou Emília – Mas Pansy não é fácil também... ela está tão diferente... – murmurou ela. Rasalas sentiu o estômago dar uma cambalhota – Você sabe o que aconteceu com ela, Rasalas? Vocês estiveram juntos um tempo, não estiveram?

Deu de ombros, pois tinha prometido que nunca falaria sobre aquilo com ninguém.

—Eu não sei o...

Mas escutaram o som de uma explosão. Algo gelado pareceu escorregar por suas cabeças, até seus pés. Se levantou, assustado, se perguntando o que seria aquilo. Todos pareciam ter sentido, pois houve um leve tumulto, com os convidados olhando ao redor. Mas então as luzes apagaram e tudo ficou escuro.

Viu as luzes das varinhas acenderem aos poucos e um murmurinho assustado começou a ecoar.

—Ali! – disse Emília, chocada, apontando para a porta. Rasalas se virou e os viu. Umas trinta pessoas. Todas encapuzadas, com máscaras... varinhas nas mãos. As pessoas começaram a tentar aparatar, mas não conseguiram. O pânico foi se alastrando e então ele reconheceu uma gargalhada.

Uma mulher de cabelos revoltos. Ela tomou a dianteira.

—Então Hugo Greengrass acha que pode falar todas as asneiras que quiser e nada vai acontecer por ser puro sangue? – ela perguntou – Vamos mostrar o que acontece aos fracos que não se curvam.

Os comensais brandiram as varinhas e dispararam feitiços. Rasalas segurou Emília e a jogou no chão, caindo em cima dela. Blair estava no chão também, escondendo a cabeça.

—Merda, merda! – rosnou ele, assustado.

—Peguem suas varinhas. Temos que sair daqui. – choramingou Emília.

—Blair. Tira a Emília daqui. – pediu Rasalas.

—E você? – perguntou a garota.

—Eu preciso achar minha mãe e minha irmã... e Daphne. Eu preciso achar a Daphne! – disse se levantando. Um comensal lhe lançou um feitiço, mas fez um feitiço escudo antes que a azaração o atingisse – VÃO!

Blair segurou Emília e pegou a varinha. Ele a puxou pelo pulso e os dois foram fugindo dos feitiços. Todo mundo parecia duelar.

Continuou duelando, tentando sair, quando escutou sua mãe.

—RASALAS! – gritou ela, tentando desviar dos feitiços – ONDE ESTÁ A SUA IRMÃ?

—Eu não sei! – gritou de volta a puxando para trás de si. – Estupefaça! – gritou para um comensal, que caiu no chão – Ela saiu. Estava lá fora com a Daphne!

—Precisamos sair daqui! – disse sua mãe lançando uma azaração por cima de seu ombro, mas errando por muitos centímetros. O comensal se virou para eles e Rasalas precisou fazer um feitiço escudo. A azaração foi muito forte e o jogou para trás – Precisamos sair para eu aparatar com você e com sua irmã!

—RASALAS, SOCORRO! – gritou alguém. Por um momento achou que era Daphne, mas era Astoria. Um comensal a puxava para a saída.

—Se esconda! – pediu. Sua mãe o olhou assustada.

—Vamos embora. – pediu ela.

—Vá para a saída e tome cuidado! Eu vou achar Alhena. – disse a beijando na testa, para sair correndo em seguida. Sentiu sua mãe tentar segurar suas vestes, mas ela não conseguiu detê-lo. Apontou a varinha para o comensal – IMPEDIMENTA!

Mas ele o olhou no mesmo momento e fez um escudo.

—Socorro! Socorro! – gritou Astoria. O comensal a puxou mais para perto, passando o antebraço ao redor do pescoço dela.

—Solte ela! – rosnou Rasalas. O comensal negou com a cabeça e ergueu a varinha. –Estupefaça! – disse, mas ele simplesmente desviou seu feitiço. Lançou de novo e de novo, sempre chegando mais perto. Observando os detalhes da máscara dele. Parecia ser feita de chumbo, com vários detalhes entalhados. Mas o que fez seu estômago saltar foram os olhos por baixo da máscara... eram cinzentos... prateados – Pai...?

O comensal negou com a cabeça e puxou Astoria.

—Me ajude, por favor.

—Rodolfo? – rosnou Rasalas. O comensal não se moveu por um momento, mas em seguida deu um puxão forte em Astoria, querendo levá-la para fora – Deixe-a ir! Agora mesmo.

—Você não dá conta de mim, moleque. – reconheceu a voz do tio.

—Me solte! Me solte. – chorou Astoria tentando se livrar.

Soltou mais uma azaração contra o comensal, mas ele simplesmente a desviou. Tentou mais umas cinco vezes, mas Rodolfo simplesmente as desviou, sem parecer fazer o menor esforço. Porém, antes que soltasse a sexta azaração, foi Rodolfo quem o atacou. Fez um escudo, mas a azaração do tio foi muito mais forte. Sua varinha vibrou em sua mão e seu corpo foi jogado para trás. Rodolfo o azarou de novo e sua varinha saltou de sua mão.

Seu coração batia acelerado. O tio lhe apontava a varinha.

—Você é o filho do meu irmão... mas eu deveria matar você por sua insolência... – rosnou Rodolfo puxando Astoria mais para perto. A garota chorou assustada.

—Deixe-a ir. – rosnou zangado.

—Dê meia volta. – devolveu o tio.

—Me ajude... me ajude, por favor... – chorou Astoria tentando se livrar dele.

—Quieta! Ou vai ser muito pior! – ameaçou ele. Rasalas avançou um passo e Rodolfo lhe apontou a varinha. – Último aviso.

—Não vou recuar! – rosnou. A última vez que recuara, Sirius tinha morrido...

—Como quiser! – sibilou o tio. Engoliu em seco, esperando a azaração, se perguntando o que ele iria lançar. Um raio roxo saiu da varinha dele. Prendeu a respiração e viu um vulto negro ficar na sua frente. Ele fez um escudo forte o suficiente para segurar a azaração do tio.

—Está pedindo pra morrer, Rodolfo. – rosnou uma voz familiar. Era a voz de seu pai.

—Ele estava no caminho. Eu não ia matar o garoto. – disse ele.

—Leve a garota, eu cuido de Rasalas. – disse seu pai. Rasalas olhou de um para o outro.

—NÃO! – disse de uma vez – Astoria!

—Rasalas, socorro! – chorou a garota, mas Rodolfo apenas a arrastou para fora.

Rabastan se virou e tirou a máscara. O rosto dele estava completamente machucado, cheio de cortes e hematomas.

—Você está bem? – perguntou ele.

—Pare de fingir que se importa. – rosnou zangado indo em direção à própria varinha – Não me atrapalhe.

—Desculpe, Rasalas. Mas eu prometi que manteria você a salvo. – disse Rabastan. Só teve tempo de se virar antes de cair no chão, desacordado.

Notas finais
Ai, gente! O que vai acontecer com a pobre Astoria??? D= Comentem esse capítulo e comentem o próximo, que eu já vou postar!!!! =D Beijos! =* Obrigada por todos os coments e pelas recomendações! Vou passar o resto dia dando pulinhos por conta delas! =D