9

Bem cedo, em Monte dos Reis, Ettore se preparava para ir novamente a Pormadre. Um carro já estava pronto para levá-lo. Embora ocupasse oficialmente a posição de missionário, um cargo de alto nível entre os recrutas, ele estava acostumado com os favores recebidos. Trabalhando entre as três famílias principais, os missionários eram responsáveis por missões complexas, fossem guarnições ou confrontos com rivais. Eles avançavam primeiro no caminho, enquanto os batedores e apagadores, com suas funções específicas, também eram integrados nas necessidades das famílias. Tanto para questões urbanas quanto para execuções, cada grupo exercia suas funções respectivas.

A ascensão ao cargo de missionário era um sinal de confiança, permitindo acesso a trabalhos importantes e decisões tomadas diretamente pelos líderes dos clãs. Funcionários dos capôs e das senhoras podiam ser reconhecidos como membros e garantir espaço no próprio clã. No entanto, esse não era o caso de Ettore. Ele havia ingressado na Sociedade como missionário, pois Caius precisava de um recruta particular. Não foi apresentado de forma destacada, mas simplesmente como alguém capaz, e Caius o aceitou. Mais tarde, os favores de Ettore foram divididos entre os Valentini, seguindo a busca pelo herdeiro dos Marquese.

Enquanto Ettore estava saindo do pátio, avistou um Mercedes prateado contornando o portão. Era uma visita bem cedo na mansão Trofeo, o paraíso murado dos Valentini. A residência de Lorenzo, em particular, contava com extensos canteiros de macieiras nos fundos e uma piscina de cinquenta metros na área de lazer. Havia também um salão de festas, que só existia para ostentação, nunca sendo utilizado.

A buzina soou propositalmente em frente às escadarias. Ettore cruzou os braços, observando o requinte desnecessário do carro, especialmente para uma manhã ensolarada.

Eliane desembarcou, segurando o chapéu matinê cinza nas mãos, e retirou os óculos quadrados assim que cruzou o caminho de Ettore.

10

Entrou às pressas na sala e se acomodou com postura ereta na poltrona Lilian, ajustando o cinto grosso e escuro na cintura. Percebeu alguém passando atrás da porta e lançou um olhar rápido para a escrivaninha, onde um conjunto de canetas coloridas estava agrupado no porta-canetas. Abriram as cortinas antes de deixá-la sozinha na sala de espera. A luz do sol realçou o brilho do piso de cimento cinza, iluminando diretamente os livros de economia na estante branca ao lado das janelas.

A demora fez com que ela agitasse as pontas dos saltos, que pisoteavam o tapete. Ouviu uma voz baixa se aproximando pelo corredor do primeiro andar. A porta se abriu parcialmente; uma mão clara sustentava a maçaneta, e a metade do corpo alto e magro se ergueu para a empregada do lado de fora.

Eliane não retribuiu o ‘bom dia’ e foi direto ao ataque, enquanto Lorenzo se dirigia à escrivaninha.

— Pensei que você não morava mais aqui.

— Estive resolvendo um problema. — Lorenzo largou o celular na escrivaninha e cruzou as mãos.

— Sempre se envolvendo em problemas.

Eliane forçou um sorriso enquanto encarava o olhar insolente e desnecessário de Lorenzo, com seus olhos azul-marinho.

— Pensei que era o seu marido. — O esforço para sussurrar não foi muito bem-sucedido.

— Ele não saberia lhe questionar como se deve. — A sobrancelha de Eliane se ergueu, acompanhando a rigidez da voz.

— Então me diga, o que estou fazendo que não lhe agrada?

— Ninguém mandou você procurar um substituto para Caius.

Eliane cruzou as pernas, melhorando a postura desafiadora. Não era uma tolerância recente que ela se obrigava a ter por Lorenzo. Desconfiava do seu carisma e da sua grande intromissão. Até onde sabia, Lorenzo resolvia os negócios sozinho e fazia de tudo para não depender de ninguém. Orgulhava-se dos cassinos e dos jogos de azar, uma herança desonesta dos Valentini. Apaixonado por esportes aquáticos, sua vida amorosa estava marcada por divórcios. Lembrava-se do último casamento, terminado há seis meses, com a ex-esposa saindo de Monte dos Reis. Logo a próxima se mudara para a mansão e exibia a aliança fina na mão. Mulher nova de outra cidade, não dá cidade dos tiras, vivia com a vocação de professora. Na sua chegada a Monte dos Reis, adorou o caviar e o dinheiro fácil proporcionado pelas sujeiras do marido.

Lorenzo apertou as mãos unidas, incomodado.

— Foi Caius quem teve a ideia.

— Ele teve, e você aceitou. — Eliane se sobressaltou na poltrona. — A Sociedade é que decide a maioria das coisas que ele pensar e não você.

— É uma decisão entre os mais íntimos.

— Envolvendo Enrico novamente.

Lorenzo recuou, escorando-se nos braços da cadeira após a postura ereta e inesperada de Eliane.

— Ainda podemos contar com os velhos amigos.

— Você está se garantindo demais com esse herdeiro. O nome dos Marquese não combina com você. — Eliane endureceu a expressão. — Não seria difícil assumir o lugar de Caius. Encontrou uma solução para governar.

Lorenzo não respondeu. Apenas tentou erguer um canto dos lábios e desconfiou ao ver Eliane se afastando da poltrona.

— Já está indo embora?

Eliane ainda segurava o chapéu matinê e decidiu usá-lo do lado de fora.

— Terminei o que tinha a dizer. — Fitou Lorenzo com firmeza, reforçando toda a conversa. — Não posso ficar mais, tenho que visitar minha irmã. Caius já saiu da cidade.

11

Provavelmente, outra cidade seria o melhor lugar para recomeçar a vida. Pormadre levou um tempo para se tornar a primeira opção de Enrico. Afastada de Monte dos Reis, o centro da cidade tinha um caráter mais artesanal, com ruas estreitas e sem confusão. A cidade era adornada com sobrados, que variavam desde os monocromáticos até os vibrantes, com destaque para as cores vermelha, azul e amarela. Abaixo dos sobrados, encontravam-se cafeterias, docerias e padarias que atraíam com o convite morno das massas. Fontes decoravam a cidade, e o pavimento de concreto era embelezado com uma quantidade adequada de estrelas refletidas nos dois rios principais. À noite, fitas coloridas cruzavam os postes de luz reduzidos. Durante a semana, uma feira variada se organizava, com tendas que exibiam hortaliças e, às vezes, vasos com mudas de plantas perfumadas.

A cidade era discreta no silêncio; apenas a brisa dos rios assobiava nos ouvidos. Enrico, depois de refletir sobre Pormadre, decidiu se afastar temporariamente em outro lugar após se aposentar da máfia. Ele havia concluído todo o trabalho, aumentando os saldos dos Giordano, mas não quis se envolver com a família do pai. Resolveu mudar de vida frequentando a antiga catedral da cidade, arrependendo-se do passado imoral e transformando a devoção em rotina. Era um novo homem, transformado com muito esforço, mas que ainda poderia estar prestes a se desviar novamente.

Enrico atendeu o celular em uma sala no primeiro andar, próximo à janela. A luz do sol esquentava sua mão com o aparelho no ouvido enquanto ouvia a voz de Ettore: “Estou a caminho de Pormadre.”

Enrico esfregou o rosto antes de guardar o celular no bolso da calça. Tinha que ser fiel desta vez. Lorenzo não aceitaria mais um adiamento. Com os braços unidos contra o peito, ponderou sobre uma solução. Desceu as escadas rapidamente e atravessou a sala. Enquanto se dirigia, viu a garota passando em silêncio pelo ambiente. Virou-se e a seguiu, acompanhando seu percurso.

— Está saindo?

— Quero ficar aqui fora.

A garota agarrou os joelhos assim que se sentou no deck do pátio. Enrico esperou que ela dissesse algo mais, mas desistiu e advertiu suavemente.

— Me avise se decidir sair para algum lugar.

Gigi não tinha interesse em visitar a cidade. Frequentava poucos lugares em Pormadre, preferindo os locais pequenos e pouco movimentados. Passava quase sempre pela catedral. Ambos eram devotos de poucas palavras. Enrico, às vezes, tentava interagir, sugeria um assunto, oferecia uma revista, insistia em uma relação melhor. Talvez o pouco conhecimento sobre a mãe de Gigi fosse a explicação mais coerente. Nunca tiveram uma conversa clara sobre o assunto. Enrico poderia ter revelado que a mãe de Gigi era de outra cidade, mas sempre evitava mencionar o motivo do divórcio ou da separação. Tornaram-se pai e filha sem conexão real, evitando resolver a má relação e mantendo o problema em segredo.

12

Alguns nem sabiam que era um segredo. Fiorella nunca espalhou boatos sobre a suposta traição de Caius. Desconfiava das mudanças do marido após os retornos a Monte dos Reis. A pouca atenção de Caius nunca compensava as esperas de Fiorella, e a grosseria desnecessária também a incomodava. Não foi difícil imaginar uma amante; aliás, Fiorella já tinha certeza de que algum dia surgiria uma aventura de Caius na outra cidade. Eram casados apenas em Monte dos Reis; na cidade dos tiras, Caius ainda vivia como um solteiro cobiçado. A explicação de Caius convenceu Fiorella: manter o relacionamento sério na cidade dos tiras poderia comprometer o nome de Fiorella com a máfia, caso se envolvesse em alguma investigação. Escondera tudo por precaução. Fiorella concordava e aceitava, mas também receava as críticas da irmã.

Eliane não falava bem de Caius; acreditava que um homem sorridente demais para todos sempre era uma enganação. Sugeriu o caso amoroso para Fiorella de propósito, para agitar-lhe os nervos. Antes do Natal, aproximadamente em novembro passado, o caso se desenrolou. Caius partiu para a cidade dos tiras, atendendo a negócios importantes, e retornou a Monte dos Reis com uma morena alva e ousada na cabeça. Encontraram-se por acaso em um coquetel empresarial, debateram poucas coisas e trocaram números. O amor por Fiorella se tornou mais esquecido, rude e superficial. Era esposa por obrigação. Para a amante, Caius não se preocupou com os gastos com presentes; apenas em um colar com diamantes ele investiu uma fortuna. Encomendou perfumes e bolsas que mal conhecia, mas que se adaptavam ao gosto da mulher nova.

Remarcou para a véspera do Natal o retorno à cidade. Deixou ao menos um beijo em Fiorella e a maior consideração à amante. Desde a viagem, trocaram mensagens. Não tinha trabalho urgente na cidade, como dissera à esposa. Combinou de marcar um horário para jantarem fora, mas o plano não seguiu como planejado. Não conseguiu localizar a amante, então a opção foi voltar para Monte dos Reis. Levando presentes e uma incômoda frustração, Caius não encontrou a ceia; deparou-se com Fiorella já na cama, ainda cedo.

Nada era novidade para Eliane; sabia dos detalhes e sempre procurava ir atrás de mais, esforçando-se para arrasar com argumentos a irmã. Não era por acaso que se apressara para chegar cedo na mansão. Sabia que, estando a irmã indefesa, poderia discutir melhor.

Nos primeiros degraus da escada em leque, Fiorella percebeu a palma erguida recusando algo servido. Avisaram-na da espera da irmã na sala, acomodada no sofá de frente para a lareira desligada. Animada pela visita não estava; sentiu logo um desânimo ao se aproximar do tapete enorme de lã. Fiorella decidiu não falar ao encarar a irmã.

— Não pense que é uma novidade receber uma visita minha.

— Nunca é uma visita boa.

— Posso ter piedade de você desta vez. — A conversa tranquila de Eliane ainda intimidou Fiorella, que fez uma volta na poltrona, onde pôs as mãos unidas nas costas. — Me agrada mais discutir com você na presença do seu guarda-costas.

Fiorella entendeu a ironia com Caius e teve vontade de retrucar, mesmo sabendo que não superava a língua afiada da irmã. Ainda assim, esforçou-se para ser gentil na resposta.

— Pensei que eu precisaria te contar que estou sozinha.

— Meu marido também é capô, sempre foi a vida toda. — Fiorella esticou um lado da boca em reprovação à irmã. — Algumas coisas ele me diz, enquanto outras prefiro saber por conta própria.

— E o que você veio saber?

No mesmo instante, Eliane cruzou as pernas. Não era a primeira vez que ponderava, demorando o olhar castanho na irmã.

— Já descansou da amante? Não esqueci de acompanhar as novidades deste trisal mal assumido.

Fiorella evitou desviar os olhos para outro lugar, relembrando o problema anterior. Manteve o olhar e a melancolia através do azul bebê.

— Tenho apenas problemas com a acusação do meu marido.

— Não me convence muito essa sua inocência com ele. Ele se arrependeu por falta de opção. Repensou porque a amante o deixou. É um fracasso.

— É vontade dele ficar mais tempo em Monte dos Reis.

Eliane estalou a língua com um riso folgado e corrigiu a má postura rapidamente.

— Eu sinto pena quando você me pede para te humilhar.

Fiorella apertou as mãos, insegura com o silêncio da irmã. Pensou em sentar-se no sofá, até que Eliane retomou as perguntas.

— Sabe se descobriram alguma coisa sobre o herdeiro de Vincenzo?

Fiorella não confiava no olhar pacífico da irmã e adiantou o que sabia, inclusive do que ouvira durante a noite pelo marido, que Enrico não havia falado sobre o herdeiro, mas pedira que o rapaz o encontrasse novamente.

13

Não estava mais distante de Pormadre. A velocidade do carro aumentou após a descida da encosta, ao passar pela divisa com um setor portuário movimentado. A saída de Monte dos Reis também conduzia aos portos, onde um deles estava ativo com o desembarque de cruzeiros, atraindo turistas sofisticados que frequentemente estendiam a estadia, especialmente devido às reservas antecipadas nas pousadas à beira-mar. A cidade era encantadora, lucrando tanto com seus quiosques de palha na costa quanto com a vida noturna, onde eram servidos quitutes feitos com iguarias do mar.

Apesar de ter residido por muito tempo em Monte dos Reis, Enrico não tinha muito apreço pela cidade. Sempre manteve um perfil discreto desde os tempos da máfia. Frequentava cassinos e exposições de arte, e às vezes explorava boates mais tranquilas, reduzindo o consumo de álcool mesmo quando tinha um chofer. Pormadre parecia ser a cidade ideal para ele, um refúgio para alguém que valorizava o celibato e evitava as fraquezas que só encontrava em Monte dos Reis. Ettore sabia que Enrico se dava bem em Pormadre, especialmente porque ele não era muito bom em conversas e evitava ficar por muito tempo com desconhecidos.

Fazia cinco anos que Ettore conhecera Enrico. Na época, estava precisando muito de trabalho, e Enrico ofereceu uma solução que parecia rápida e não fixa. Conseguir um bom emprego em Monte dos Reis era difícil. Ettore acabou servindo aos favor de Caius e, eventualmente, se estabeleceu na máfia. Inicialmente, não tinha boa fama, mas subiu rapidamente para o alto escalão, enfrentando qualquer situação de forma intransigente. Dependendo da missão, usava os punhos ou armas, sempre garantindo-se com ameaças e, às vezes, recorrendo à tortura. Por isso, tornou-se conhecido como “Anticristo”; na máfia, não havia lugar para piedade.

Enrico não aceitava bem o apelido. Sabia que a mudança drástica de Ettore era devido ao ambiente corrupto de Monte dos Reis. Ettore estava se aproximando da casa quando viu alguém passando pelo jardim. Enrico aguardava no salão, movendo peças de xadrez e praticando estratégias. Sendo experiente no jogo, devolveu a torre ao lugar assim que ouviu os passos do mordomo no salão.

Havia uma sala de estar mais discreta no primeiro andar. Ettore esperou lá, enquanto a luz da tarde entrava pela porta de correr aberta. Ele se encostou no guarda-corpo de inox para observar o jardim vazio e, ao dar meia volta, viu a porta se abrindo.

— Eu vi a sua filha no jardim; acho que ela saiu correndo. É bem parecida com você.

Enrico, sentado na poltrona, esfregou os dedos na têmpora. Ettore notou o anel grosso de prata em sua mão.

— Não é fácil para mim falar sobre o que não deveria ser falado.

— Não precisa deixar as coisas tão estranhas; todo mundo já sabe que Vincenzo deixou um herdeiro.

— Ele não queria que ninguém soubesse.

— Muita gente acabou sabendo.

Ettore se acomodou na poltrona, cruzando as pernas. Enrico desviou o olhar para a porta de correr, o que fez Ettore estranhar a sua aversão a olhar nos olhos.

— Acho que posso confiar em você.

Enrico explicou que não era a primeira vez que sua filha fugia de estranhos. Raramente recebiam visitas, e ele mantinha a casa com as portas fechadas. Saiam juntos apenas em dias de missa e festividades em homenagem a santos. Ninguém suspeitava de desentendimentos; aparentavam uma boa relação, mas Giane, pelo menos, tolerava o respeito. Enrico mal sabia se expressar e tentava se adaptar à conversão.

— Acho que isso não tem muito a ver. — Ettore esticou a perna cruzada e apoiou as mãos nos joelhos. — Mas seria muito estranho se você não fosse um pai esquisito.

— Não cuidei bem dela. Tentei me reaproximar, mas ela acreditava que eu não a amava.

Ettore pensou em amenizar o constrangimento, mas ao ver a mão de Enrico cobrindo o rosto, achou melhor não ser insensível. Era importante ver Enrico abrindo o coração. Cruzou os braços, com a camiseta escura marcando os cotovelos, lançando olhares pela sala. Respeitou a imagem dos querubins em linho fino, mantendo um respeito.

— Ao menos deve saber onde você trabalhava.

— Eu nunca contei. Inventei mentiras sobre a mãe dela. Fiz ela acreditar que eu era casado sem nunca ter sido.

Enrico baixou a voz, que havia se elevado.

— Não é fácil dizer isso.

A sala ficou silenciosa, o que causou um incômodo em Ettore. Ele se levantou, cruzou os braços e passou em frente a Enrico.

— Ainda estou tentando entender o que isso tem a ver com o grande segredo.

— É a mesma coisa.

— Sim, o seu segredo. — Ettore apontou o indicador para Enrico próximo à porta de correr. — Vamos resolver essa história; vai facilitar para todo mundo.

— Você ainda não entendeu?

— Está faltando me contar mais alguma coisa?

Enrico virou o rosto após encarar Ettore, que soltou as mãos do quadril, sem vontade de retomar a conversa. A sala estava em silêncio, e o vento podia ser ouvido com clareza.

— Deveria tentar resolver as coisas com ela. — Ettore tentou incentivar, percebendo a angústia crescente com o sussurro do vento.

— Não posso mais. — A voz desanimada de Enrico parecia indicar um problema sério. — Ela não vai me perdoar por ter fingido ser o que não era.

Ettore prestou atenção quando os olhos frágeis de Enrico o encararam. Ele estava sendo verdadeiro, humano e pecador.

— Giane não é minha filha de verdade. Me deram um bebê. Vincenzo me entregou a filha dele.

Notas finais
Leitores destemidos de "Legado de Poder", o capítulo revelador chegou! Descobrimos o herdeiro dos Marqueses, mas as sombras da máfia são densas. A dúvida ecoa: revelar ou proteger? Preparem-se para mais reviravoltas! ️♀️ #LegadoDePoder #HerdeiroRevelado #IntrigasMáfia